Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Salmo 90: 9.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro” – Sl. 90: 9.

Nossa vida é toda nossa, é única e particular, porém, ao longo de nossas vidas, bilhões (atualmente) de outras vidas se desenrolam. Quantos morrem e quantos nascem em cada dia de nossas vidas, a minha e a sua? Já me deparei com uma figura de linguagem que compara a nossa vida a uma viagem de trem: uns descem, outros sobem, alguns estão conosco no mesmo vagão, outros em outros, há as estações, as paisagens, a partida e o fim da linha. Bom esse enfoque, ele nos faz pensar. Já o verso nos diz que a nossa vida é “como um conto ligeiro”. Gosto muito dos contos, em geral, que são narrativas breves e concisas, sintéticas, com temas e ideias precisas que nos levam à reflexão, e muito nos ensinam. Leitura rápida, mas profunda, no mais das vezes. É preciso ser perspicaz e inteligente para escrever um conto, e ter um pouco de sabedoria, enfim, não é fácil. E, então… “acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro”. Como no poema “O Tempo”, de autoria de Mário Quintana. Como um sopro, uma sombra que passa, ou como a neblina, a névoa e o vapor, que logo se dissipam – assim nos ensina a Bíblia Sagrada (Salmo 144: 4; Tiago 4: 13 a 16).

E nem sabemos quanto tempo temos de vida. Muita gente que cruzou os nossos caminhos já se foi: parentes, amigos, conhecidos, famosos, dentre outros, além de um número incalculável de comuns desconhecidos. A morte está todos os dias nos noticiários e na mídia. Temos ideia de quanto ainda nos resta, de acordo com o ordinário. Tive um tio-avô que morreu com 89 anos; e, neste exato momento, tenho uma avó, viva, com 96, quase 97 anos. Ambos os casos estão entre uma minoria, se formos prudentes em nossos julgamentos. A Medicina de nossos dias, quando a ela temos acesso, nos dá mais tempo que no passado, acho eu. Mas é Deus Pai quem dita o tempo, e nos vivifica e sustenta o nosso fôlego, até quando quiser. A vida é incerta, mas a “hora” é certa. Não há quem possa acrescentar “um côvado” (uma única hora, em algumas versões) no curso de sua vida, mais um ensinamento exato da Palavra de Deus (Mateus 6: 27; Lucas 12: 25). Andaremos até “o ponto do caminho” no qual o Senhor quiser que andemos e alcancemos, depois seremos recolhidos por Ele, amém. E é assim com todos nós, nem adianta “espernear”.

Eis aí uma coisa sobre a qual nós podemos dizer que somos todos iguais: pelo critério de Deus, nós vamos, chegada “a hora”. E os nossos dias vão passando cada vez mais rápido “diante de nossos olhos”, tanto pela “modernidade” atual que nos afeta tanto, como pela “bagagem” que acumulamos em nossos corações. E, ainda: o Senhor abrevia os dias por causa do amor que Ele nutre por nós (Mateus 24: 22) – aqui, um mistério Dele. A idade traz um “cansaço crônico” da maldade e da irracionalidade do ser humano, de tanto que vemos “mais do mesmo”, de forma incessante (Eclesiastes 3: 15). E são inúmeras e costumeiras as maldades humanas e as corrupções inerentes ao sistema mundano, pelo que o verso nos diz que os nossos dias passam diante da indignação de Deus. O Senhor fica indignado com comportamentos, atos e condutas das pessoas, mundo afora. Parece que o verso fala do todo, do conjunto, da Humanidade em geral, e não especificamente do crente em Jesus que busca o Reino, afinal, ninguém é perfeito e não há quem se prive do erro, de errar. E é bom, perfeito e agradável quando nós agradamos a Deus, ao invés de deixá-Lo indignado.

Por certo, a indignação que Ele encontra no Mundo é exponencialmente mais nociva e maligna do que qualquer coisa que se possa encontrar em nós, comuns. Nem se compara, espero. Pelo caráter de Deus, sobremaneira se O conhecemos de alguma forma, causar indignação no Senhor é um crime, um pecado. Ele, que nos ama com amor ágape, e que enviou a Jesus para nos salvar, e pelo sofrimento do Mestre durante a Paixão e tudo o mais, bem, nós realmente não podemos nos colocar nessa nefasta posição de causar indignação no Senhor. Indignação é um sentimento forte demais. Os dicionários nos mostram que indignação é um sentimento de cólera e/ou de desprezo experimentado por alguém diante de afrontas várias e de reiteradas injustiças, de malfeitos que causam repulsa, revolta, ira extremada, ódio e raiva. Quem quer ser visto por Deus desse modo? Ora, só o fato de sabermos que o Senhor está indignado, que Se sente assim, já deve ser, para nós, motivo de tristeza e de reflexão, quiçá de vergonha, apesar da vergonha não ser nossa culpa (vergonha alheia, como se diz por aí). Nós podemos até, vez por outra, causar alguma tristeza no Senhor, de forma pontual e desavisada, mas se chegarmos ao ponto de, pessoalmente, causarmos indignação no Senhor, bem, nesse caso, está tudo errado em nós. E é uma situação assaz preocupante, porque Deus se afasta da pessoa nessa condição, e a entrega a ela mesma, e à sua própria concupiscência. Isso é perdição. Que o Senhor nos livre disso, e de todas as injustiças, amém.

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