Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

1 João 1: 3.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” – 1 Jo. 1: 3.

Testemunhas oculares! Atentem bem para o que nos diz o Apóstolo João, em nome de todos os que conviveram com Jesus: “O que vimos e ouvimos” e “isso vos anunciamos”. Fortes e intensas palavras. Eles viam o Mestre, falavam com Jesus o tempo todo, O ouviam, recebiam abraços e afagos Dele, e com Ele estavam em constante convívio e interação. Na minha cabeça Jesus devia ser uma pessoa séria, mas divertida, ao mesmo tempo. O Rabi ria, conversava, comia e bebia, devia ser simpático, ia a festas, e não havia, certamente, melhor companhia “humana” do que a Dele. Jesus era sábio e “exalava” autoridade, os ensinamentos que vinham Dele purificavam, consolavam e “elevavam” Seus ouvintes. Enfim, nada se comparava – e nem hoje se compara – a estar com Jesus nos dias de Seu Ministério. E na vida que Jesus viveu, Ele fazia a Obra de Deus que Lhe estava reservada. Cá entre nós, sabemos que Ele desempenhou Seu papel com maestria e foi impecável.

O Filho de Deus esteve entre nós, Ele está no meio de nós. Há diferença nisso. Eu “convivo” com o Senhor Jesus, hoje em dia, nos moldes de um ensinamento dito a um discípulo, tido “circunstancialmente” por “incrédulo”, chamado Tomé (João 20: 24 a 28). Tomé duvidou da ressurreição de Jesus Cristo, cuja prova não lhe foi tirada, e disso surgiu um precioso dito universal de Jesus, a princípio a ele dirigido: “Porque me viste, creste.” (a Tomé); “Bem-aventurados os que não viram, e creram” (ao resto de nós, que O vimos e O vemos pela fé) – João 20: 29. E Ele foi para o Pai, mas está no meio de nós, na figura do Consolador, o Espírito Santo de Deus. Jesus nos disse que iria para o pai, mas não nos deixaria só: “Todavia, digo-vos a verdade: Convém que eu vá, porque se eu não for, o Consolador não virá para vós; mas, se eu for, eu o enviarei” João 16: 7. E a função do Consolador está descrita nos versos seguintes, isto é, em João 16: 8 a 16. No último verso dessa série, Jesus nos diz que O veremos, depois de “um pouco, e um pouco ainda” (ou durante a vida). Nesse tempo, em nós, fez/faz morada o Consolador (o Espírito Santo – João 14: 23 e 26).

Mas depois dessa vida O veremos Face a face, esta é a Promessa do Filho de Deus a nós todos. E palavra de Jesus dita, consideremo-la palavra cumprida, sem erro, sem equívoco, certa e verdadeira, perfeita. Na Carta de João, pois, conhecida na Bíblia por 1 João, nos é dado testemunho de uma pessoa que esteve com Jesus, que escreveu a outras pessoas que estiveram com Jesus, de que Jesus é e está vivo ontem, hoje, e eternamente (Hebreus 13: 8). A convivência de João e dos demais discípulos com Jesus é testemunhada como comunhão com o Filho e com o Pai (e entre eles). Se O amamos, o Filho, e a Jesus entregamos as nossas vidas, temos comunhão com o Filho e com o Pai (e entre nós), do mesmo modo testemunhado por João em sua Carta, ainda que não O tenhamos visto (João 14: 6). E resta-nos, como observado, a Promessa de que um dia O veremos (João 16: 16). Quanto ao Senhor, foi-nos dito pelo Apóstolo Paulo que precisamos ter fé nessas coisas todas: “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” Hebreus 11: 6. E se Deus existe, também o Filho. Aleluia

Moral da história: não precisamos ser incrédulos tal qual foi Tomé, que havia materialmente convivido e interagido com o Mestre, e duvidou de Sua ressurreição. Podemos evitar esse erro. A tristeza de Tomé deve ter sido dura e insuportável. Não o critico, pois, talvez, eu fizesse pior. O importante aqui é sabermos que temos uma “vantagem” em relação a Tomé, porque Jesus nos diz que somos bem-aventurados por crermos Nele, sem O vermos com nossos olhos, como Tomé e os outros discípulos O viram. Nós temos fé, esperança e amor no que Jesus nos diz, mas o mais importante é o amor, e a personificação do amor é, justamente, o próprio Senhor Jesus. A fé e a esperança nos sustêm por aqui, em vida, enquanto o amor é eterno, e nós o temos tanto aqui como o teremos acolá. “Agora vemos em espelho, de maneira obscura; então veremos face a face. Agora conheço em parte; então conhecerei como também sou conhecido. Agora permanecem esses três: a fé, a esperança e o amor, mas o maior deste é o amor” 1 Coríntios 13: 12 e 13. Lindo! Maravilhoso! Fantástico! Que nenhum de nós, em Jesus, deixe de crer no testemunho de João, pelo verso (1 João 1: 3). Amém!

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Frases Etc. (C.H. Spurgeon)

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“Nós somos mais propensos a gravar as nossas provações em mármore e escrever as nossas bênçãos na areia” – Charles Haddon Spurgeon.

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Salmo 84: 10.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Vale mais um dia nos teus átrios do que em outra parte mil; preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas da impiedade” – Sl. 84: 10.

Este verso é muito interessante, mas não deve ser (a meu ver) interpretado de forma literal. Trata-se de pura poesia e lirismo do Salmista, ao tentar demonstrar, metaforicamente, o elevado “valor” que ele pretendeu atribuir (e atribuía) ao Senhor. O Salmista queria deixar registrada a importância de Deus na vida dele, na do povo, e na de todos que O amam. E pela beleza das palavras do verso, eu creio que ele tenha atingido o seu objetivo. Mas, penso eu, a literalidade de entendimento é inoportuna, neste caso. Não tem relação com o fato de a pessoa ser uma frequentadora assídua e “full time” (estar presente em todas as atividades e práticas) de uma igreja qualquer. Quem assim age, no mais das vezes, sacrifica tempo com sua família, de trabalho, de lazer e de “solidão” (entenda-se: tempo para si próprio e com Deus, para reflexão e crescimento pessoal). O excesso de “ativismo” em igrejas nos priva de tudo isso, é ruim, e nos deixa “alienados” com relação ao que está fora desse âmbito, além de nos “robotizar”, no que cinge ao modo de ser da instituição respectiva.

Assim, o verso está mais para um “estado de espírito” da pessoa, interno, portanto, do que para qualquer prática material externa. A poesia do verso nos impele à sinceridade e à integridade de sermos “transparentes” para com Deus, que é o que importa. A ética está em ser honesto consigo mesmo e com o Senhor, nesse trato de intimidade que se visa estabelecer. Esse relacionamento entre a pessoa e o Senhor é o ápice de qualquer vida cristã. Aquele que consegue ser ele mesmo perante Deus Pai, sem os subterfúgios normais e esperados empregados na interação humana, este sim, obteve o maior êxito possível de sua vida. Nada supera isso. E é isso que o Salmista busca enfatizar. O coração da pessoa deve querer estar na presença de Deus sempre, com justeza, correção e integridade em todo o tempo. Todo o tempo? Sim, sem cessar. Em casa, na igreja, no trabalho, no lazer, na “solidão”, com Deus. Como eu já disse inúmeras outras vezes: é como “respirar”. É estar em estado de louvor constante a Deus (em qualquer atividade nossa), como um carro no “piloto automático”, ou como uma “máquina” ou “sistema” que não podem ser desligados. Ou seja: fazendo qualquer coisa, sempre louvando a Deus, com gratidão.

Deus aprecia mais as intenções do coração do que as ações, em si mesmas. Isso me parece ser um fato inafastável do modo como Deus Pai nos vê e trata. Louva a Deus, portanto, aquele que é integro, e que não volta atrás em sua palavra mesmo com dano próprio. Louva a Deus aquele que é piedoso e fraterno, mesmo sabendo que não pode mudar muitas coisas. Louva a Deus aquele que escolhe e decide pelo caminho do amor, ao invés de buscar somente os seus próprios interesses, a qualquer custo. Louva a Deus todo aquele que inicia uma relação de amizade com o Senhor, mesmo diante da Soberania que Lhe é inerente, e nesse trato se porta com dignidade e honra. O ser humano pode ser – ao mesmo tempo – servo e amigo de Deus, e isso sem qualquer conflito. O verso, pois, nos ensina uma lição baseada no verbo “ser”, e não no verbo “estar”. Quanto mais cedo na vida uma pessoa que se considere cristã vier a aprender isso, mais fácil lhe será tudo em seu caminho, fora a gratificante sensação de bem-estar e de segurança, que ninguém lhe poderá “roubar”, nunca.

Não é a toa que nós preferimos “um dia nos Átrios de Deus” do que “mil em qualquer outro lugar”. O Senhor não é “mercadoria”, aliás, que se troque por qualquer coisa, ainda que alguns O tenham por desvalido. Como dito, a comparação do verso é mera poesia, com o fim de frisar bem a ideia de que o Senhor é tudo em todos, e Seu “valor” é incomensurável. A realidade do ser humano deve ser Deus. Nós devemos ter uma vida tal que nos leve a crescer, a trabalhar, a interagir, a momentos de lazer e descontração, a viver em família, em convívio marital, enfim, viver a vida, sim, com toda certeza, mas, com mais certeza ainda, o Senhor deve ser nossa razão de fazer tudo isso: Ele é O Tudo em todas essas coisas “departamentalizadas” em nossas vidas, não há como dissociarmos Dele todas elas. A vida com Deus, em confronto com a vida secular do ser humano, deve ser uma coisa só, inseparável, indivisível: “todos os dias nos Átrios do Senhor”, e “os mil dias”, também. Bem longe das “tendas da impiedade”. Eis aqui, portanto, o resumo da “ópera”: vale o “ser”, não o “estar”. O Senhor não vê cara, mas coração.

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Frases Etc. (Maya Angelou)

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“O desejo de atingir as estrelas é ambição. O desejo de atingir os corações é sabedoria” – Maya Angelou.

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Frases Etc. (Jayme de Amorim)

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“Precisamos de menos palco e mais altar” – Jayme de Amorim.

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2 Pedro 1: 20.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Acima de tudo, lembrai-vos de que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação” – 2 Pe. 1: 20.

Na época de Pedro os meios de comunicação eram poucos e limitados. Muito comuns eram as cartas, e muitas delas tinham conotação geral, não eram endereçadas apenas a uma pessoa específica, mas a uma ou a várias comunidades. As cartas eram lidas em reuniões, copiadas, e mantidas para releituras e reflexões. Esta era a forma de um Apóstolo de Jesus se comunicar com os fiéis e ensiná-los sem estar presente. O verso acima, extraído de uma carta de Pedro, que diz justamente que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação, acabou se tornando parte da Bíblia Sagrada, o conjunto que forma as Escrituras. Curiosa essa situação, não? Nesse tempo, a Bíblia que conhecemos hoje em dia não estava totalmente formada, ou compilada. E devemos ter em mente que a Bíblia Sagrada não é um Livro fácil de ler. Interpretá-La é uma tarefa das mais difíceis e nobres, e a cada vez deve ser realizada com integridade e pureza de coração.

Pois bem. Parece que Pedro tinha uma “visão de futuro” bastante apurada, ou, então, já naquela época, tinha gente distorcendo as Escrituras Sagradas. Mais provável o segundo caso, eu acho. E precisou que o Apóstolo Pedro interviesse e advertisse o povo sobre essa prática nefasta. A meu ver, pode até acontecer de alguém ter um entendimento equivocado de um trecho qualquer da Bíblia Sagrada, e estar com o coração puro e reto. Nesses casos, eu penso que o Senhor nos corrige e nos perdoa, além de nos fazer voltar ao caminho certo. O problema grave está naqueles que distorcem as Escrituras visando o proveito próprio, de algo ilícito e inconveniente, criando para si uma doutrina herética privada e nociva, que só atende aos seus interesses pessoais, a fim de confundir e enganar o próximo. A Palavra de Deus tem e sempre terá conotação universal, isto é, a mesma eficácia para todos os indivíduos, aderentes a Ela ou não. Não é possível existir um entendimento particular das Escrituras, sem que exista um malfeito por detrás desse ato. Todo e qualquer entendimento Bíblico deve atender a todas as pessoas, e não a uma só, ou a um grupo específico, caso contrário, algo está muito errado.

Contudo, é perfeitamente possível existir mais de uma interpretação em determinada passagem Bíblica, e isso se dá pela riqueza dos Textos Sagrados. Uma pregação pode ser preparada a partir de um versículo, e outro pregador, noutro lugar, poderá ter outra percepção dada por Deus, e pregar de forma lícita e justa, um sermão diferente. A sabedoria da Bíblia Sagrada é inesgotável, e o que diferencia um pregador idôneo de outro “picareta” são as intenções que Deus encontra em seus respectivos corações. Gosto de frisar que os textos do Amor-Perfeito são escritos para reflexão, e não são de forma alguma “fechados”, ou exaustivos. Quando alguém os lê, minha esperança é que a pessoa tenha um “desdobramento” do entendimento, acrescentando a si e por si mesma, e pelo Espírito Santo, ensinamentos e insights. O pregador, seja pela oralidade seja pelo que escreve, deve ensinar aquilo que Cristo ensinou, e nada mais. Quem virá a Jesus não virá pelo pregador, mas pela Palavra de Deus que é pregada, ao se dar conta do amor de Deus e do Seu Plano de Redenção, pela ação do Espírito Santo.

O pregador, nesse sentido, “vale menos” do que a “jumenta de Balaão” (Números 22: 21 a 35), porque é mero intermediário de Deus Pai, e lhe está vedado “inventar moda”. O Apóstolo Paulo disse em sua carta aos Romanos: Não ousaria dizer coisa alguma que Cristo por mim não tenha feito, para obediência dos gentios, por palavra e por obras, pelo poder dos sinais e prodígios, no poder do Espírito Santo. De modo que desde Jerusalém e arredores, até o Ilírico, tenho pregado o evangelho de CristoRomanos 15: 18 e 19. Logo, o pregador reto e sincero deve servir a Deus e às pessoas, com base na Verdade; se o pregador é mais “servido” pelas pessoas do que a elas serve, e adota doutrinas “construídas” em falseios e distorções, muito cuidado: a possibilidade de ele não ser servo de Deus, em Jesus, é imensa. Não há qualquer espaço para desonestidade naqueles que lidam com a Palavra de Deus. Lembro-me de um homem que era admirado pelo seu conhecimento das Escrituras. As pessoas o chamavam de mestre, e ele era sério e idôneo, real servo de Deus. Mas se arvorar nessa seara sem ter o dom de Deus é estultícia: Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severoTiago 3: 1. Se assim é, imaginemos o Juízo de Deus a alguém que usurpa a condição de mestre. Quer ser mestre experimentado nas Escrituras? Líder ou pregador? Veja primeiro se tem o dom; ore a Deus pedindo graça; estude e medite, dedique-se às Escrituras; e, sendo o caso de se tornar um pregador, seja sempre honesto, reto e íntegro, falando a Verdade, tão somente a Verdade, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

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Frases Etc. (Sigmund Freud)

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“Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons” – Sigmund Freud.

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Frases Etc. (Jean Paul)

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“Viva a sua vida e esqueça a sua idade” – Jean Paul.

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Frases Etc. (Isik Abla)

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“Não desista! Deus ainda está escrevendo a sua história!” – Isik Abla.

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Frases Etc. (Paul Washer)

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“O homem que é escravo de Cristo é verdadeiramente mais livre que todos os demais” – Paul Washer.

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Provérbios 14: 22.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Não erram os que praticam o mal? Mas beneficência e fidelidade haverá para os que praticam o bem” – Pv. 14: 22.

A primeira parte do verso é uma autêntica pergunta retórica, visto que todos os leitores têm prontamente, no íntimo, a resposta. E o quê seria a resposta, logo a seguir no verso, na verdade, é uma “resposta retórica”, com a escusa da expressão, pois que dada sem pergunta, mas fato é que se imagina com facilidade a “não dita” pergunta. É uma construção interessante essa do verso, para nos fazer pensar e refletir. E o Mundo é dos maus. Será? Basta olharmos o que acontece em torno de nós para confirmarmos essa ilação. Talvez seja suficiente assistir a um noticiário qualquer, para se chegar a essa conclusão. Há corrupção e sistemas corrompidos por todas as partes do Planeta. Melhor: isso está presente em todos os ajuntamentos humanos e em todas as suas respectivas “camadas sociais”. Quem chefia uma nação, por exemplo, deve estar preparado, politicamente, para cometer atos contrários à Palavra de Deus. Se não estiver nessa condição, nem chega ao poder. Esses atos podem ser deliberados, baseados na maldade, ou de defesa e retaliação, que causam horrores do mesmo modo. 

Há, também, os que são maus e contra o sistema, ou que aprendem a manipulá-lo. Esses pensam apenas em si próprios, tendo pouco, ou mesmo nenhum interesse, em relação a qualquer pessoa que não eles mesmos ou alguns de seu círculo de convivência, estes sempre em segundo plano. O Mundo é violento, injusto, e cheio de gente má e perversa. Gente que não hesita em fazer o que tiver de fazer para ver suas vontades concretizadas. Os que se revestem de muito poder podem atingir níveis incalculáveis de loucura, de megalomania e de vaidade, a ponto de causar muitas desgraças e destruição em massa. Certamente não é o amor de Deus que dita regras a essas pessoas. Essa gente se move num “mar de caos”, ao sabor “dos ventos e das ondas”, “das intempéries”, até quando Deus Pai se cansa deles. Vão fazendo o que têm de fazer até serem “interrompidos”, de um jeito ou de outro. Coisa certa é que cessa a tempo e hora a maldade dessa gente má, “do imperador soberano até o escravo mais desprezado”, quando o seu respectivo “fôlego” acaba. Morte. Depois o Juízo de Deus, e a recompensa desagradável pelo mal praticado. Assim, erram muito os que praticam o mal, e dele são adeptos, declarados ou não.

Beneficência e fidelidade são para os bons, que praticam o bem. Só não sei como isso se aplica nessa vida. Também não sei se a maioria das pessoas é má, ou é boa. Contudo, sei que mesmo os que são bons não se apartam da violência. Eu tive um professor na faculdade que ninguém gostava. O cidadão era “hors concours” nesse quesito. Mas ele dizia que a sociedade em geral “se alimenta” da violência, e nisso sou obrigado a crer que ele estava certo. Os programas de televisão que exploram notícias policiais sempre têm alta audiência. Os filmes épicos, os policiais, os dramas, sempre têm em seus roteiros alguma violência e injustiça. Os documentários sobre máfias, cartéis, malfeitores, guerras Etc., são aclamados e aplaudidos, e “vertem sangue”. A própria Bíblia Sagrada nos conta histórias de violência. Quem ainda não assistiu a uma série de TV que retrata temas de violência e de injustiça? Diga, honestamente, se você não “consome” e gosta desse tipo de programação? E, nessa esteira, se não tem o pensamento “antes ele do que eu”, na realidade ou na ficção, que nos dá certo alívio e conforto de estarmos vivos e bem? O triunfo dos “mocinhos”, real ou fictício, no qual há violência, quase sempre nos “empresta” a “adrenalina da vitória” do bem contra o mal; mas, por vezes, nós também nos vemos “torcendo” pelos “anti-heróis”, estes escancaradamente do mal. Diga se não? Se nunca aconteceu com você?

Pois é, somos assim. Escrevendo este texto me lembrei de um livro que li (história real), chamado “Não há heróis” (No hero), escrito por Mark Owen, membro reformado dos SEALs, Grupo de Elite da Marinha Estadunidense. Ninguém se beneficia da guerra, de qualquer violência ou das injustiças – não há heróis nessas coisas, dizia ele. Mesmo entre os bons, profissionais ou não, que agem em defesa própria, alheia ou em retaliação necessária, ainda que sem culpa alguma, também não há glamour algum. Mas não se nega a necessidade de se ter alguns de nós empenhados em lutar contra o mal. Alguém poderá dizer, por exemplo, que a polícia é desnecessária? Logo, creio que o “prêmio” de ser bom e de ser de Jesus nos seja dado em plenitude no Céu, não aqui. Eu me incluí na frase anterior, mas quero deixar claro que eu busco e tento ser bom, a todo instante e, assim, espero em Cristo Jesus ser um dos Seus eleitos. Acho que como todos nós, eu fui protagonista de coisas das quais não me orgulho, pelo contrário. Mas fui redimido por Jesus, e com as vistas Nele, e desde então, procuro me conduzir com a integridade e a ética do Reino de Deus. E eu acho que é assim que nós, cristãos, crentes em Jesus, devemos ser e nos conduzir: com bondade e piedade, observando as Escrituras, e tentando ser bons e “do bem” (de Jesus), a cada decisão, a cada átimo, a cada “respiro” nosso, incessantemente. Sujeitos a “deslizes”, claro que sim, mas que seja na vereda da prática do bem. Precisamos entender, e nos fazer entender, que fazer o bem é o único modo de vida esperado e aceitável pelo Senhor. E que Dele recebemos e receberemos beneficência e fidelidade, desde o bendito dia em que o Mestre “bateu em nossa porta” e nós O deixamos entrar, para todo o sempre, amém.

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Frases Etc. (Mário Quintana)

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“Não me envergonho de mudar de ideia. Não me envergonho de pensar” – Mário Quintana.

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2 João 2: 17.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” – 2 Jo. 2: 17.

É incrível a arrogância, a ganância e a soberba de alguns, especialmente de alguns ditos e tidos por “poderosos”, em relação à fragilidade humana e à brevidade da vida. Tudo passa, a vida é um “sopro” e passa, acaba; tudo o que vemos é efêmero, e qualquer estabilidade e segurança nesta vida “física” se relativizam na utopia que lhes é inerente. O curso da vida vai da tenra idade até o ocaso, se nada de ruim acontecer nesse interstício de tempo, e, enfim, a morte. Óbvio isso? Sim, claro, mas eu tive um professor que dizia com frequência, e com muita propriedade, que muitas vezes o óbvio precisa ser dito. Tem gente por aí que vive na ilusão da perenidade na “carne”, porque são maus e autocentrados. Tem gente por aí que se acha “intocável”, até mesmo por Deus. E gente há, por aí, que pensa estar acima do bem e do mal. Coitada dessa gente! Ledo engano! Erro crasso! Eu até falaria um “palavrão” agora, para completar o pensamento, mas não é o caso, nem apropriado, deixa estar…

A concupiscência das pessoas, no geral, em face da realidade humana é fascinante, no sentido ruim da palavra. Do meu ponto de vista, fico fascinado com as condutas de pessoas em relação ao dinheiro e aos bens materiais. A expressão popular “vender a alma para o (pro) diabo”, no caso, parece que se encaixa com perfeição a certas (muitas) pessoas. Tem gente que faz de tudo para amealhar para si recursos, com flagrantes prejuízos a terceiros. Tem gente que é mesquinha, e tira de quem tem menos para ter mais para si, já tendo tanto. Tem gente que tem dinheiro para sustentar gerações suas, mas essa gente sempre quer mais e mais, nunca tem o suficiente. E gente há, por aí, que furta, desvia, frauda, rouba e até mata por essas coisas. Coitado desse povo, pois, “… o mundo passa, e a sua concupiscência,…”. E quem age assim, rico ou não (vale o estado de espírito e a intenção do coração), passará para a Eternidade com muitas “dívidas”… Deus nos livre disso! Nem quero pensar… As consequências serão duríssimas!

Sem conotação política (ou ideológica) alguma (detesto política), ninguém é dono de nada nesta terra, mesmo que seja muito rico, ou mesmo “astronomicamente rico”. A Bíblia Sagrada nos diz e ensina que somos todos apenas e tão somente “mordomos” ou “despenseiros” dessas coisas. E que devemos ser fiéis. Dinheiro e bem materiais servem e se prestam unicamente para ajudar o próximo e trazer um pouco de justiça a um lugar cujo “sistema” é caracterizado por injustiças, desigualdade e violência, justamente onde vivemos. Viver custa caro, e “viver é muito perigoso”, como dizia Guimarães Rosa. Por certo nenhum de nós vive e se sustenta sem dinheiro e sem bens materiais. O problema não é esse, o problema é como e onde está o seu coração. Sobre isso, a Palavra de Deus é bem enfática: Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem destroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam. Pois onde estiver o vosso tesouro, aí também estará o seu coração Mateus 6: 19 a 21. Em suma, se o seu coração estiver calcado em coisas terrenas, fatalmente haverá violências e injustiças em seus atos e condutas (mesmo que de forma involuntária), e você, muito provavelmente (Deus é quem sabe, só Ele), não vai para o Céu! Essa é a chance e o risco que você corre. Pense e reflita…

De outra banda, há aqueles que permanecem para sempre. E isso não envolve nenhum predicado humano, obras ou riqueza. O verso-título deste texto nos ensina que “… aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. Isso porque “… o mundo passa, e a sua concupiscência,…”, mas o Reino de Deus é sempiterno, e Jesus é o mesmo ontem, hoje, amanhã, sempre, e eternamente será (Hebreus 13: 8). Ora, a Palavra de Deus é eterna. Viva e eterna! A Palavra de Deus também é a Palavra de Jesus. Assim sendo, disse o Mestre: Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar Lucas 21: 34. Portanto, a estabilidade e segurança, únicas, que um ser humano pode almejar, nesta vida e no porvir, devem estar em Cristo Jesus, nosso Senhor. Doutra sorte, não há esperança para a pessoa. Síntese da ideia, logo em seguida, em duas opções. Eternidade sem Deus: “… o mundo passa, e a sua concupiscência,…”; Eternidade com Deus: “… aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. “Passo a bola” para você, amigo(a) leitor(a). Deus abençoe.

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Frases Etc. (Dallas Willard)

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“É de esperar que o discípulo, ou aluno, de Jesus entre num ciclo de mudança e crescimento, no qual marchamos de um estágio ou dimensão da nossa vida em Deus para outro” – Dallas Willard.

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Frases Etc. (Henry Thoureau)

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“Não é sobre o que você está olhando, é sobre o que você vê” – Henry Thoureau.

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Salmo 130: 5.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Aguardo ao Senhor, a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra” – Sl. 130: 5.

Qual é o estado da tua alma hoje? Muitas e muitas vezes na vida nós não temos outra saída a não ser esperar no Senhor. Tenho dó e pena de pessoas que não tem essa bendita consolação, por não conviverem com a realidade de que Deus existe e é bom. Não tenho a menor ideia do porquê de tanto sofrimento e aflição nesta vida, mas tenho certeza absoluta, convicção, de uma coisa: o Mundo é injusto, desigual e violento. E como posso ter certeza disso? Não sou alienado, olho em volta e vejo, penso e reflito, ouço e leio notícias, e sofro com as injustiças, desigualdades e violências, sendo que algumas, umas poucas diante do todo, imensurável, perfazem o meu “quinhão”, infelizmente. Cada um de nós tem o seu próprio “quinhão”, impossível deixar de enfrentá-lo, ilusório achar que ele pode ser evitado.

Todo mundo sofre por alguma coisa, geralmente no “plural”, e até por situações e fatos não existentes que, diga-se de passagem, bem podem nunca vir a existir. Assim somos nós todos, diante dos outros, da vida e de Deus. Os bens materiais são escassos, e as pessoas competem entre si com relação a eles, provocando a desigualdade. Nessa senda, injustiças e violências são cometidas aos montes. O nosso maior erro, no entanto, é achar que aquele que foi afrontado é o mais prejudicado e é o “coitado”. Não é isso. Não é assim. Já na antiguidade esse “conceito”, filosoficamente, era definido de forma bem diferente: “Se você sofrer alguma injustiça, console-se; a verdadeira injustiça é cometê-la” (Demócrito). E essa ideia vale também para qualquer tipo de violência, e para o que se sente diante da desigualdade. Quem é mau, ruim, culpado, “trouxa”, estúpido, é aquele que afronta, e não o afrontado.

Nesse passo, bom para nós é saber que para Deus a desigualdade não existe, e somos por Ele julgados segundo os desígnios de nossos corações. Todos os homens são iguais perante a lei – mentira deslavada, utopia, hipocrisia. Todos os homens são iguais perante Deus – verdade irretorquível e incontornável. Todos hão de prestar contas a Deus Pai igualitariamente, talvez, com uma única diferença a favor de alguns: Jesus Cristo. Mesmo os de Jesus, ou aqueles que se dizem Dele, se em seus corações tiverem agido de maneira equivocada, cometendo injustiças e violências, bem, eu não os julgo, mas Deus os julgará, e aí, só Ele sabe o que acontecerá. Porque há os que se arriscam nesta vida, se dizem cristãos, mas cometem todo tipo de malefícios ao próximo, e seus corações não estão alinhados com o de Deus Pai. O “coitado” e “infeliz”, portanto, é aquele que comete injustiça e violência, e aquele que “lida” com a desigualdade de modo arrogante e soberbo.

Dias desses atrás, tive uma percepção de Deus em meu coração, que dizia que ser crente em Jesus, ou cristão, é “se encaixar” com perfeição nos ditames do Salmo 15, sem deixar de lado as “Regras de Ouro” da Bíblia Sagrada, claro. Ser crente em Jesus, ou cristão, não é, portanto, uma questão de ritos e de práticas, ou de pertencimento a esta ou aquela instituição, mas, sim, uma questão de estado de espírito e de consciência. É a inclinação proposital e o comprometimento voluntário de uma pessoa com o bem e com o amor. É ter a própria alma entregue a Deus Pai, em Jesus. É viver em meio à violência, à injustiça e à desigualdade de modo digno, íntegro e reto. Ser bom. Esperar em Deus e em Sua Palavra é um exercício de fé e de confiança, dos mais difíceis, talvez, mas o mais gratificante, por certo. Além da Bíblia, uma palavra legítima que saia da boca de Deus a alguém, qualquer uma e por qualquer meio, é algo certo e definitivo. O Senhor é totalmente confiável, o homem, não, mesmo que seja “príncipe” (Salmo 118: 8 e 9). A “porta” que Deus abre ninguém fecha; a “porta” que Deus fecha ninguém abre (Apocalipse 3: 7). E o verso-título deste texto é um louvor a Deus, de gratidão e de fé, corretíssimo, e perfeito. E nos impele à paciência e à resignação, que não serão atitudes vãs nossas – de jeito nenhum! Quem é injusto, faça injustiça ainda; quem está sujo, suje-se ainda; quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda. Eis que cedo venho! A minha recompensa está comigo, para dar a cada um segundo a sua obraApocalipse 22: 11 e 12. Sem desigualdade alguma. E de forma justa. Por isso a minha alma espera no Senhor…

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Robert Frost)

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“Em três palavras eu posso resumir tudo o que aprendi sobre a vida: ela sempre continua” – Robert Frost.

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Provérbios 30: 5.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Toda palavra de Deus é perfeita; escudo ele é para os que nele confiam” – Pv. 30: 5.

Muita gente diz que a Palavra de Deus não é confiável, porque foi escrita por homens. Eu tenho fé de que as Escrituras Sagradas são confiáveis, até por conta do que afirmou o Apóstolo Paulo em 2 Timóteo 3: 16 e 17. Em mim a Bíblia fez e faz muita diferença, desde que fui apresentado “formalmente” a Cristo Jesus. O Mestre me conhecia, mas eu não O conhecia. E eu considero a Palavra de Deus perfeita, como Ele é perfeito, aliás. A minha imperfeição é atenuada pela perfeição da Palavra de Deus, cuja leitura (ou contato de algum modo), na minha modesta opinião, deve ser diária, ou, no mínimo, frequente. Uma coisa que aprendi é que o conteúdo de sabedoria da Bíblia é inesgotável, pois sempre há algo adiante do que foi aprendido, para aprender, mesmo que passemos por tempos de aparente “estagnação”. A releitura nunca é igual à leitura, como é diferente a releitura da própria releitura, e assim vai.

Eu não sei quantas vezes eu já li a Bíblia. Algumas, com certeza. E eu já tive experiências que só com a fé pude “transpor”. Acredito que é situação normal do ser humano “brigar”, vez por outra, com os Textos Sagrados. Ora, se Deus nos fez seres inteligentes, e capazes de raciocinar, natural é que tenhamos todos nós inquietudes, questionamentos e “crises existenciais”. Eu diria, na verdade, que nós “brigamos” com a Palavra de Deus quase que sempre. E eu poderia até “facilitar” este texto, e escrever sobre alguns pontos-chave da Palavra de Deus, tornando a mensagem simples, comum, mais apreensível e “esperada”. Hoje não. A Bíblia é difícil. Mesmo o que Nela nos seja de fácil entendimento, tornar isso “fácil” em nós é muito complicado, senão impossível. Por isso a Graça de Deus nos é tão valiosa. A “incorporação”, por assim dizer, dos Ensinamentos Bíblicos em nós, é “um caos dentro de outro”. Nesse passo, apesar de que posso pensar em vários exemplos disso neste justo momento, prefiro deixá-los, pois, para a reflexão de cada um.

Talvez seja correto dizer que a Bíblia Sagrada é a porção material de uma realidade eminentemente espiritual. Há Bíblias compiladas com mais textos, outras com menos textos, qual é a correta, afinal? E os Textos Apócrifos, têm serventia? Respondo a essas perguntas com outra: qual é a medida da sua fé? Até onde cada um de nós se dispõe a caminhar com Deus, em Jesus, é algo muito particular. O Pregador, em Eclesiastes, nos diz que a proporção de sabedoria que se adquire tem sua contrapartida de tristeza, e de dor (Eclesiastes 1: 18). Assim, se aprofundar na Palavra de Deus é uma escolha sábia, mas “doída”. Outro dia escrevi sobre os segredos de Deus, e creio que dentre eles estão ver o Mundo e a natureza humana, “desnudados”. Para isso basta “se enfronhar”, “se embrenhar”, na Palavra de Deus. Muitas revelações virão desse ato, e sinceramente não sei se todos aguentam ou estão preparados para o que verão e descobrirão. Porque a realidade é triste, e o Livro nos enche de esperança e nos prepara não para esta realidade, mas para o futuro com Deus, a vida eterna. Nesta condição (creio), a Bíblia se nos torna em “Espada” para este tempo na carne. Pra mim Ela é como uma “Espada”.

Sempre que começo um texto, não tenho a mínima ideia de como ele vai terminar. Essa “confissão”, provavelmente, mostra a todos o quanto estou tendo dificuldades de escrever, neste momento. É que eu ando triste com muitas coisas, e nem saberia explicar direito o porquê, se acaso me perguntassem sobre os motivos. Fico triste com minha imperfeição. Tenho uma tristeza arraigada em mim de tal forma que gostaria de “explodir”, às vezes. Questiono se alguém nesse estado pode escrever a Deus, o tanto quanto já está escrito, inclusive. Deus sabe. Entretanto, parte de minha tristeza se dá, também, porque não vislumbro solução para o Mundo, muita maldade, recursos escassos, população aumentando exponencialmente, poluição desmedida, desenfreada competição. E não há união e concórdia nem mesmo entre as pessoas que se dizem cristãs. Aonde e quando vamos parar? Mais uma pergunta sem resposta (lamento). No coletivo não vejo saída, mas a Escritura, que é perfeita, me ensina um caminho bom e perfeito, estreito (é verdade), mas que no final tem saída: Deus Pai (João 14: 6). Devo percorrê-lo por mim mesmo, em Jesus, sozinho e com todos, assim como você. E aqui Deus Pai é o nosso “Escudo”, “Bom Refúgio” e “Fortaleza”.

A Escritura tem o poder e a bênção de nos resignar (e consolar) em relação ao nefasto sistema mundano em que vivemos. E nos protege de nós mesmos. Quer escapar aqui da tristeza e do sofrimento? Quem for honesto conosco dirá: “sinto muito, não dá”. Mas dá para “atacar” e “aniquilar” muitos “golpes da vida” com a Palavra de Deus (Espada de Dois Gumes – Hebreus 4: 12), e, ainda, dá para “aparar” outros tantos infortúnios e mazelas com o nosso “Escudo” (Deus Pai), que está ao nosso lado, e nos nossos corações. Muitas reflexões podem ser feitas a partir dos elementos do verso e dos demais, postos neste texto. Mas a metáfora de um guerreiro antigo, cingido de escudo e espada, em prontidão para a guerra, se sobressai ainda hoje em nossas mentes. E se a vida é uma “guerra”, vemos que Deus nos dá condições suficientes para “entrarmos em batalha”, sempre que necessário for, em Jesus.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“Deus acha um Abraão, um Moisés, um Paulo – um você” – Dallas Willard.

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Frases Etc. (Rubem Alves)

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“A beleza é a face visível de Deus” – Rubem Alves.

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Salmo 25: 14.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O segredo do Senhor é para os que o temem; ele lhes fará saber a sua aliança” – Sl. 25: 14.

O Senhor tem segredos. E o Senhor tem mistérios. Os segredos são acessíveis, já os mistérios, ao menos para mim e até hoje, não. Certa vez perguntei a um senhor mais velho, com fama de sábio e experimentado nas Escrituras, sobre o mistério dos eleitos de Deus, e ele me disse, em suma, que não podia responder a essa minha pergunta e que eu não devia perder tempo buscando entender determinadas coisas de Deus, justamente porque são mistérios. Devia ter fé e confiar, tão somente. Outro exemplo de mistério é o arrebatamento provisório de pessoas ao Céu, durante a vida, e depois o retorno. Este é um mistério bastante interessante, e com registro Bíblico até, escrito pelas mãos de Paulo (2 Coríntios 12: 2 a 4). Eu conheci um homem cuja esposa, segundo consta, na tenra idade, foi arrebatada ao Céu, e viu as ruas de ouro e coisas inefáveis. A mulher, hoje adulta, não gosta de se referir a esse episódio. Nunca gostou. E sua família, na época, teve de escondê-la por cerca de seis meses, porque o rosto dela brilhava, e houve outro efeito colateral ruim nela: a criança teve depressão severa ao ter de voltar de um lugar como aquele, para este em que vivemos nós todos.

Eu não tenho motivo para duvidar de uma história dessas. Pela fé que tenho em Deus, por Jesus, e pelo precedente Bíblico, conhecendo o caráter das pessoas envolvidas, eu acredito no ocorrido. Acredito, porém, sem ter ideia ou dimensão do que foi isso. Mistério de Deus, sim. Há pessoas, de outra sorte, que dizem ver anjos e demônios, e que enxergam o mundo espiritual. Também já tive contato com pessoas com esse “dom”, sem motivo para duvidar delas, mas eu mesmo nunca vi nada nesse sentido, salvo uma ou outra experiência pessoal “menor”, das quais eu mesmo tenho minhas dúvidas. Nesse passo, certa vez entrei em um avião com um grupo de crentes em Jesus, e havia outro grupo de pessoas ligadas a uma religião originária da África. Eu era jovem (na fé, inclusive) e nem notei nada, mas uma das mulheres mais experientes do nosso grupo, depois, testemunhou que viu um anjo enorme, alto e em trajes alvos, com semblante sério e espada desembainhada, no corredor do avião. Compenetrado em vigília, e pronto para agir. Não tenho razão alguma para duvidar dela, de mais essa pessoa, de novo. As pessoas dos exemplos eram/são pessoas boas, que eu conhecia o suficiente para afastar delas qualquer “delírio”. E eu confesso que gostaria muito de ter essas experiências, por mim mesmo, ao invés de só ouvir os relatos.

Mas esses são mistérios de Deus. Há muitos e muitos deles. E algumas pessoas, como outro mistério Dele, são escolhidas para vivê-los em vida, e testemunhá-los. Deus é Deus, Deus sabe. Mas, e os segredos? Aqui a coisa toda muda um pouco. Na verdade os segredos não são segredos, propriamente ditos. Porque àqueles que temem ao Senhor, Ele os revela. A reverência, o amor e a devoção a Deus nos aproximam do Senhor de forma a que nós passamos a entender e discernir certas realidades, antes cobertas pelo véu de nossa ignorância. Não gostaria que essa frase soasse rude a quem vier a ler este texto, de maneira que deixo consignado que “ignorância” é apenas o estado de alguém de não saber e de não ter conhecimento de algo real e verdadeiro, e à disposição de quem quiser. O segredo do Senhor é, nesse passo, o fato de virmos a conhecê-Lo de um modo antes ignorado como possível. E isso descortina um “mundo novo” à nossa frente, com infinitas possibilidades, mudando completamente a nossa realidade.

O segredo de Deus é, entre outras benditas coisas, o estabelecimento de um relacionamento de amizade e de intimidade, de Pai para filho/filha, com Ele. Segredos e mistérios de Deus estão descritos, não todos, mas os essenciais, na Bíblia Sagrada, que não é um livro comum, diga-se de passagem. Sem um relacionamento com Deus, o “valor” do conteúdo da Bíblia é “meramente” histórico e um pouco “louco” até, sem sentido. Pessoas acharão algumas histórias violentas e injustas, verão as genealogias e as descrições de como fazer isso ou aquilo, construir, numerar o povo Etc., como enfadonhas e chatas. No meu modo de ver as coisas, acho normal isso. Porque quem lê a Bíblia assim, lê com seu intelecto apenas. E a Bíblia foi compilada para ser lida com razão, alma, espírito, coração e até com a carne. Carne? Ler com o corpo? Sim, carne/corpo mortal que abriga o Espírito Santo de Deus, Eterno. O segredo de Deus é, pois, a vida com Deus. Se alguém preferir: a vida antes de Deus, sem Deus, e a vida subsequente, com Deus. O Senhor “sussurra” em nossos íntimos os seus segredos, em Jesus. Quer um último exemplo? De onde vez a paz inexplicável que temos dentro de nós, mesmo em meio às tormentas? O segredo aqui é Cristo Jesus, e o Espírito Santo em nós. Quer mais? Deus Pai faz testemunho Dele mesmo, Ele Se Prova a quem O quiser. Não garanto o contato com os mistérios, como disse, mas os segredos de Deus são para todos. Doses e doses deles, ao longo da existência de cada um. Ouse querê-los, ame a Deus, aproxime-se Dele, e tenha-os para si!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“Jesus convida você para viver no Reino Dele: para começar a viver no Reino de Deus agora, já, justamente onde você está” – Dallas Willard.

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Hebreus 3: 16.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com gratidão em vossos corações” – Hb. 3: 16.

A Palavra de Deus nos foi dada de forma completa com o sacrifício de Jesus. O Mestre pagou um alto preço pela salvação de todos nós, que O queremos conosco. Nem todos O querem… Ouvi algumas boas pregações a respeito disso, dizendo que na cruz Ele suportou toda a dor do Mundo, todos os tipos de dores e aflições, tudo de ruim de todos e em todos. Às vezes eu sofro por algum amigo, por um desconhecido que aparece num noticiário, enfim, por qualquer pessoa (ou pessoas) em má situação, e já dói bastante e aperta o peito, piorando sobremaneira nas ocasiões em que sou impotente para fazer qualquer coisa que amenize ou ajude. Mas eu não tenho em mim sequer uma fração, da mais remota ideia, do que seria sofrer a dimensão das dores e sofrimentos de todos, como Jesus fez e sofreu. Isso nos faz devedores de Jesus e de Deus Pai, porque ao Filho a redenção da Humanidade custou caro, e Ele nos acolhe de graça. Graça de Deus. E se fosse eu a sofrer o que Jesus sofreu naquela cruz, acho que implodiria, literalmente.   

Eu tenho consciência de que possuo uma dívida de gratidão para com o Senhor Jesus e, claro, para com Deus Pai. O fato de eu ter em mim a Palavra de Cristo transforma todas as perspectivas da minha existência. Antes, eu era uma pessoa que vagava por aí, buscando sentido nas coisas materiais e sensoriais. Encontrei nesse caminho, no máximo, sensações e satisfações efêmeras. E me envergonho até hoje de certas coisas que eu fiz no passado, no tempo em que eu não caminhava com Jesus. Talvez, Ele estivesse ao meu lado, e eu nem sabia. Hoje em dia, a Palavra de Cristo é tão viva e presente em mim (mesmo com minhas imperfeições, e são muitas), que eu não saberia viver de outra forma. Sinto um frio na barriga e um arrepio na espinha só de pensar em não ter em mim a Palavra de Jesus Cristo, que me guia, conforta e faz de mim uma pessoa melhor. Andar sem Jesus pra mim é algo impensável, inimaginável. O Senhor Jesus é a minha realidade.

Isso que eu sinto (e o que sou neste momento) deve refletir em outras pessoas, especialmente em outros crentes em Jesus. Devo partilhar a sabedoria que Deus me deu e me dá. E espraiar Seu amor. Devo ensinar (se puder), e deixar-me ser ensinado por outros, com humildade. Devo abandonar as certezas “absolutas” e as discussões inúteis. Devo ser íntegro e sincero para com Deus e os homens. Devo abrir-me à Palavra de Cristo, sempre pronto a aprender e a subir mais um degrau rumo ao Céu e à bondade. As interações entre cristãos devem ocorrer sempre, mas precisamos também nos manter atentos aos não cristãos, que andam por aí como antes eu andava (e, talvez, como você), e interagir com eles para o bem. As pessoas que estão em Cristo caminham em estágios particulares de entendimento e de compreensão da fé. Muitos, talvez a maioria, apesar de sinceros (alguns, não todos), estão enredados em práticas de igrejas, atividades e doutrinas de homens, que nada mais são do que rudimentos mundanos, humanos. Este é um perigo que devemos evitar, porque a vida cristã é interativa, sim, mas o crescimento espiritual de cada um é particular e único, Tête-à-tête diário e constante com o Senhor. Por essas e outras é que nós devemos nos respeitar mutuamente, em amor.

Nós não precisamos nos dirigir às pessoas, cristãs ou não, de modo a nos justificar, ou para nos autoafirmar. Nós devemos ousar amar o próximo, buscando o conforto do outro, e não o nosso. Falo das coisas do Reino de Deus, especificamente. Esquecendo um pouco as igrejas e seus pregadores, a Palavra de Cristo que eu recebi veio até mim, essencialmente, pelo Espírito Santo de Deus. Por óbvio, ler (e conhecer) a Bíblia Sagrada é indispensável, para que A alojemos em nossos corações e mentes. Como a Palavra de Deus abundará em nós se não A lermos? Além de estudá-La e fazer Dela objeto de reflexão nossa? Só ouvir pregações não basta, até porque tem muita gente falando bobagens por aí. A Palavra de Deus nos dá a segurança de bebermos “Água na Fonte”, e o Espírito Santo nos ensina e confirma tudo. A caminhada com os homens é coletiva; a caminhada com Deus é única e particular, coisa que ninguém pode fazer por nós. A nós, pois, que possamos interagir com cristãos e não cristãos, como Jesus faria. Que possamos conviver com as diferenças entre nós, porém, denunciando as heresias, como Jesus faria. Que abusemos dos salmos, hinos e cânticos espirituais, nossa devoção a Deus, com plena gratidão em nossos corações ao nosso Criador, em Jesus.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“(Pastores) Eu sugiro que vocês simplesmente ensinem o que Jesus ensinou e comecem a pontuar suas vidas nesses ensinamentos, e progressivamente vocês verão as pessoas reagirem, em Jesus” – Dallas Willard.

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Frases Etc. (Thomas Merton)

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“Quieta tarde! Colinas azuis, lírios do dia ao vento. Este dia não retornará” – Thomas Merton.

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Tiago 4: 14.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Ora, não sabeis o que acontecerá amanhã. O que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece” – Tg. 4: 14.

Muitas mensagens, abordando diversos temas, podem ser escritas a partir deste verso. Mas a mim vieram à mente duas palavras, ao lê-lo agora: humildade e bondade. Tenho e sei o registro do meu nascimento, porém, não sei qual é a “data de validade” dele (minha). Todos nós convivemos com a nossa natural mortalidade, e isso não é fácil. A ilusão da consciência sempre no presente nos faz “abstrair” a certeza da morte, indesejada. A vida é como uma ampulheta, com a particularidade de que nós não podemos virá-la, depois de esgotada a areia de um dos lados. No meu caso, “acho” que já passei da metade, Deus sabe. E nessa “altura do campeonato”, eu me convenci de algo, no mínimo, curioso (ao menos pra mim foi): acho que o “sonho” é aqui e a realidade é a vida eterna ao lado do Senhor, em Jesus. Friso que essa ideia é um ponto de vista meu, particular, que apenas compartilho porque o acho interessante, e pode ajudar alguém.

Por que a vida é assim? Eu já fiz essa pergunta a mim mesmo, inúmeras vezes, e já a fizeram pra mim, outras tantas vezes. Por enquanto, não há (não ouvi) resposta plausível. Mas a pergunta é boa e pertinente, porque causa reflexão em quem a faz, para si ou para outrem. Refletir e pensar são atividades excelentes, fazem-nos crescer e nos tornam pessoas melhores. Contudo, para refletir e pensar nós precisamos de humildade e de bondade. Se tudo fosse tratado com humildade e bondade, a pergunta “Por que a vida é assim?” remanesceria, ainda, sem resposta, mas os “efeitos” e os “causos” que nos fazem fazer a pergunta seriam atenuados, e seríamos consolados. “Por que a vida é assim?”, sem egocentrismo, é uma pergunta voltada à condição do ser humano, no geral, mundo afora. Atinge toda a Humanidade, e abrange tudo o que é comum e inerente ao “ser” humano. Somos únicos, mas fazemos parte de um “ente coletivo”, cujos rudimentos são fortes e nos envolvem, quer queiramos, quer não.

Nós podemos “nos defender” disso com a ajuda do Senhor, em Jesus, claro, e assim como primeira opção, mas devemos ser humildes e bons também, caso contrário, não haverá sentido. Não gosto de escrever ou mencionar isso, mas muitos por aí fazem de Deus e de Jesus “instrumentos seus” (como se isso fosse possível…), e prometem “mundos e fundos” aos “tontos” que lhes dão atenção. Dizem coisas como “hoje Deus vai fazer isso ou aquilo”, ou “Deus tem uma bênção pra você agora”, e por aí vai, para a minha indignação, especialmente quando envolve dinheiro. São fanfarrões e exploradores, porque Deus Pai tem Seu tempo e critério reservados para cada pessoa, e o maior milagre possível a um ser humano é ser de Jesus, ser humilde e bom, dentro de um sistema cruel, mau e nefasto. Lázaro foi ressuscitado por Jesus, e morreu de novo. O Senhor ressuscitou a Dorcas, conhecida por Tabita, por intermédio da oração de Pedro e, ela morreu de novo. Jesus Cristo curou muitas pessoas nos dias de Seu Ministério, e todas morreram ao seu tempo. Os exemplos Bíblicos são muitos, entretanto, permanece a verdade do verso: “… O que é a vossa (nossa) vida? É um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece”Tiago 4: 14.

Por que a vida é assim? Talvez, um dia, teremos a resposta, vinda direta de Deus Pai. Mas… “Por que a vida é assim?”: será que essa pergunta fará sentido ou terá utilidade a qualquer pessoa que esteja diante de Deus Pai? Que com os próprios olhos vê o Senhor Jesus? E os anjos? E reencontra entes queridos? Será? Na vida Deus nos dá responsabilidades. Vida em sociedade, “ninguém é uma ilha”, precisamos ter respeito pelos outros. Humildade e bondade, sempre. “Por que a vida é assim?” se resolve, pois, com fé no Senhor, em Jesus, e aquilo que nós não entendemos ou tudo o que “foge à nossa compreensão”, nós devemos depositar nas benditas mãos de Deus, Nele confiar, e esperar. Simplesmente esperar. Crer no Senhor é ter fé e confiança Nele, seguros e serenos. A vida passa e a vida é breve. A morte faz parte da vida. Entre a vida e a morte física: bondade e humildade. Passado o “sonho”, a realidade, em Jesus (com Jesus).

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Irmã Dulce)

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“As pessoas que espalham amor não tem tempo nem disposição para jogar pedras” – Irmã Dulce.

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Criado-Mudo (Conversando com C.S. Lewis)

O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive – Pe. Antônio Vieira.

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Livro recomendado: “CONVERSANDO COM C.S. LEWIS” – Alister McGrath. Editora Pórtico, 2014. 213 Páginas.

Um pouco sobre o livro: Clive Staples Lewis, que identificamos melhor em sua forma abreviada como C.S. Lewis, na verdade, dispensa apresentações. No entanto, como sempre digo, biografias são sempre úteis a quem as lê, especialmente se a história for a de um homem de Deus, como é o caso. Nas biografias vemos o “lado normal” e “humano” de pessoas, e o cotidiano delas, nem sempre fácil. Quando conhecemos alguém que se destacou em algum ramo ou especialidade, o comum é idealizarmos a vida dessas pessoas, comumente de modo equivocado. Nós imaginamos como seria a vida dessas pessoas, de acordo com o nosso modo de ver as coisas. Geralmente, temos a tendência de “glamorizar” suas vidas, esquecendo-nos de que são seres humanos, como nós, sujeitos às mais variadas paixões, sonhos, anseios, medos, aflições, temores, angústias Etc.

É o caso de C.S. Lewis. Apesar de que esta obra não é pura e simplesmente uma biografia da pessoa de C.S. Lewis, mas eu diria que é também uma “biografia do pensamento” de C.S. Lewis, se for possível dizer isso, já com minhas escusas se houver algum erro. Creio, ao menos, que dê para entender a ideia que pretendo passar a todos. Lewis foi um homem muito inteligente e culto, acadêmico de Oxford e de Cambridge, escritor, professor e orador talentoso. Essa descrição singela nos leva a crer  que a vida de C.S. Lewis foi tranquila e cheia de “glamour”, certo? Não, errado, ledo engano. Lewis perdeu sua mãe ainda criança, vítima de câncer, sofreu inúmeras desventuras, o sofrimento foi parte presente e constante de sua vida. Ele foi ateu convicto, lutou na Primeira Guerra Mundial, teve inimigos, adversários e pessoas que não gostavam dele. Teve suas inquietudes e seus desesperos, sofreu injustiças e via-se que tinha questionamentos internos profundos. Como todo “pensador”, dado a reflexões e introspecções, essa atividade lhe cobrava um alto preço, cuja “fatura” lhe era apresentada incessantemente na forma de “dores” e “incômodos” existenciais. Enfim, foi um homem comum, um ser humano como eu e você, que colocou seus dons a serviço de Deus Pai. Este livro é uma bonita história de uma pessoa boa, de alma “bonita”, sofrida e de Deus. Bom livro, linda história, exemplo digno, leitura excelente!  

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Rubem Alves)

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“Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma” – Rubem Alves.

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Frases Etc. (Isik Abla)

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“Se você está cheio de você mesmo, você não pode ser cheio de Deus” – Isik Abla.

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Provérbios 16: 17.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“A estrada dos retos é desviar-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua alma” – Pv. 16: 17.

O verso acima, apesar de escrito em forma de metáfora, nos dá ideia clara sobre o cerne da questão que aborda. Apartar-se do mal é o foco da coisa toda. A vida é uma sucessão de escolhas e de decisões, e outro tanto de situações sobre as quais nós não temos o menor controle. Muitas vezes nós “esbarramos” com alguém, ou, para dar crédito ao verso, nós “cruzamos” o seu “caminho”, e esta pessoa é propensa ao mal, ao desrespeito, falta-lhe educação, tem intenção ruim em seu coração, prévia ou não; é certo, entretanto, que as interações entre pessoas geram atritos de toda sorte. Ou, ainda, como outro exemplo, nos vemos diante de uma “oportunidade” que aparece na nossa caminhada, sendo que uma opção é boa e a outra é má. O que fazer? O que escolher? O verso nos responde, dizendo: desviem-se do mal, guardem os seus caminhos e preservem as suas almas. 

Simples é ler ou ouvir o verso; o difícil é aplicá-lo no “calor dos acontecimentos”. Também temos de levar em conta o caráter (e índole) do sujeito, visto que, se for fraco ou ruim, o verso nada significará para ele. Se a pessoa for amoral, por natureza sua, inerente, não se preocupará em ser boa. Inverso disso, de ser bom, esse indivíduo buscará somente as suas satisfações pessoais, mesmo que isso implique em fazer o mal. É egoísta, vaidoso e autocentrado. Assim é, segundo consta, a personificação do mal: o Diabo. Logo, quem faz o mal, segue e serve à personificação do mal. Vai ao encontro do mal, vende a sua alma, não guarda o seu caminho, e se perde no final. Essa é a conduta reiterada de pessoas que são más. É diferente de uma má escolha ou de uma decisão ruim, tomadas com “cabeça quente” ou com o “sangue fervendo”, apesar de que o Senhor Jesus nos diz para sermos mansos e pacíficos. O Mestre bem sabe que somos humanos, de todo modo.

A Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina a “pagar” o mal com o bem. E nos encoraja a sermos bons. Essa não é uma tarefa das mais simples, pelo contrário. Envolve muitas variáveis, considerando-se o fato de que não existe uma pessoa igual à outra: somos todos seres singulares, únicos. Temos todos os nossos receios e anseios, e, a cada “modo de ser” de cada pessoa, existe um conjunto ímpar de ideias, sentimentos, ideais, pensamentos, angústias, caráter, índole, temperamento, e tudo o mais que se possa pensar. Tudo parecido, tudo semelhante, mas, na verdade, tudo diferente em essência, ninguém é igual a ninguém. Um ser humano, qualquer um em particular, é sem-par, cada qual um “universo” à parte. Mas o objetivo comum de todos nós, de certa forma, imposto pelo Senhor, é o de sermos boas pessoas e de nos apartarmos do mal. Se nós conseguirmos ter ao menos o “querer” em nós, nesse sentido, com a ajuda do Senhor, nós conseguiremos nos direcionar ao verso, e obteremos acertos e vitórias muitas vezes, em meio aos nossos erros e deslizes, naturais e esperados.

Não se espera, pois, perfeição de ninguém. O Senhor conta apenas com a nossa disposição em fazer o bem e de nos desviarmos do mal. Deus Pai bem sabe que as agruras e as mazelas da vida não nos ajudam nesse bendito caminho. Tudo o que vemos, experimentamos, sentimos, vivenciamos, conosco e com os outros, de desventuras e infortúnios, nos desencorajam. A “mentalidade” do mundo é outro fator que “nos põe pra baixo”. A competitividade dos nossos dias é cruel, desenfreada e estafante, causa de estresse e de depressão, por vezes. As Redes Sociais nos passam imagens ilusórias de alegria, felicidade, bem-estar e de prosperidade, que todos sabem serem falsas, essencialmente falsas, mas a maioria se apega a essas ilusões, com prejuízo de sua saúde e sanidade mental. Pessoas se “desestruturam” por conta desses “mundos de fantasia” ao “acreditarem” que “os gramados dos vizinhos são sempre mais verdes e mais viçosos do que os seus próprios”. A vida do outro é “sempre melhor” do que a nossa, pelas perspectivas postadas nessas “vitrines virtuais”. Vivemos em tempos de mentiras flagrantes, mas todos (ou quase todos) as têm tomado por verdades, mesmo sabendo que são inverdades deslavadas, falsidades. “A estrada dos retos é desviar-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua alma”Provérbios 16: 17. Ora, como fazer valer isso em nós? Somente o Senhor, em Jesus, com a ajuda do Espírito Santo e de boa dose de resignação nossa, pode nos livrar de errarmos o caminho, ou de nos desviarmos dele. Para o bem de nossas almas, pois, trilhemos a “estrada” do verso, proposta pelo Senhor – Ele sempre sabe o que é bom, agradável e perfeito para as nossas vidas. Que o querer de sermos bons e de sermos “do bem” esteja presente em todos nós, amém.

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Frases Etc. (Oscar Wilde)

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“É no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos” – Oscar Wilde.

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Frases Etc. (Martin Luther King Jr.)

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“O tempo é sempre o certo para fazer o que é certo” – Martin Luther King Jr. (The time is always right to do what is right).

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Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Dor e pesar são como o Monte Sinai. Se a pessoa quiser, pode subir até lá e conversar com Deus, face a Face” – Henry Ward Beecher.

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Frases Etc. (Kenji Miyazawa)

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“Se houver sofrimento, aceite-o. Queime-o como combustível para a sua jornada” – Kenji Miyazawa.

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Hebreus 12: 11.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, mas de tristeza. Contudo, depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ela têm sido exercitados” – Hb. 12: 11.

Levar uma “bronca”. Sofrer as consequências de um malfeito. Ter de encarar a vergonha de um deslize. Ser obrigado a reparar um erro. Passar um “sufoco” sabendo que será descoberto por alguma coisa errada feita, com “medo” da reação das pessoas, ou de autoridades. Culpa e prejuízo financeiro. Algum castigo, pura e simplesmente, ou, talvez, até cadeia. E por aí vai. Todas essas situações são exemplos de correção, que podem vir tanto dos homens como de Deus, ou de ambos os lados. Na maioria dos casos são momentos desagradáveis de se passar, que ficam mais “fáceis” e “legítimos” se houver arrependimento e remorso. E falando justamente de “correção”, no sentido de reprimenda, com certeza tudo fica melhor se o erro for (puder ser) corrigido e reparado. Claro que deve ser reconhecido também, caso contrário, fica faltando “parte considerável e sensível” do equívoco perpetrado, na seara da ética e da moral.

Pedir perdão, nesse sentido, é pouco, quase nada. Lembro-me de um exemplo de um pregador, que assim dizia: “certo cidadão, ao manobrar seu automóvel no estacionamento da igreja, bate no carro de alguém, e em seguida pede perdão. Mas, o que é o pedido de perdão se ele não indenizar o dano? É o mesmo que nada, porque um prejuízo foi causado, e deve ser reparado, pelo menos em circunstâncias normais. Logo, ele pode e deve pedir perdão, sim, claro, mas precisa arcar com o prejuízo a que deu causa. Deste modo, o incidente estará resolvido de forma completa, e íntegra. De nada adianta, pois, somente pedir perdão…”. Este singelo exemplo pode ser aplicado em “n” situações de vida, e demonstra que nós devemos e precisamos ter responsabilidade com nossos erros, pois que, primeiro, respondemos a Deus pelo que fazemos, e, depois, igualmente, nós devemos responder aos que foram afetados e alcançados por eles, os nossos erros. Logo, não é certo deixarmos que ninguém, porventura (ou desventura…), sofra as consequências de nossos atos e omissões condenáveis, se pudermos, porque muita coisa, na realidade, “não tem conserto”.

Com o Senhor, no entanto, a “coisa toda” é mais profunda. Arrependidos ou não, espiritualmente, nós sempre haveremos de sofrer alguma reprimenda do Céu, se acaso tivermos em “nossa conta” algum erro ou malfeito. Por certo que o arrependimento ajuda, como atenuante, mas não resolve tudo com Deus. Nós até podemos ser alvos da misericórdia de Deus Pai, vez por outra, mas a Bíblia Sagrada nos ensina que o Senhor tem misericórdia de quem Ele quiser ter misericórdia (Romanos 9: 15), de modo que não podemos “contar com isso”. Gratuita e automática é a graça de Deus, o que não acontece com a misericórdia Dele. Temos a nosso favor que o Senhor é Justo Juiz, e Ele nos julgará de acordo com o que encontrar em nossos corações. Essa é a diferença central da correção de Deus em confronto com a dos homens: o Senhor não vê “cara”, mas coração – de nada adianta a aparência de “bom moço/boa moça”, porque Ele bem sabe o que se passa em nosso íntimo, ou seja, Ele avalia as intenções, não as nossas ações.

Nesse passo, arrisco dizer que aqueles que se entregaram a Deus, por Jesus, em espírito e verdade, se regozijam com a correção de Deus em suas vidas. Não digo isso com empáfia minha, mas é o meu caso, graças a Deus, com humildade sincera. Eu já fui corrigido por Deus em muitas, várias, ocasiões. Nesse tanto eu testemunho que passei “apuros” de toda sorte. Já passei vergonha, fui humilhado, gastei dinheiro, e o arrependimento “doía” em mim. No entanto, afirmo que pagar pelos meus próprios erros, nas benditas mãos de Deus, é algo sadio e oportuno. Desagradável? Sim, certamente, quase sempre é. Mas é, primordialmente, como dito, sadio e oportuno. É uma bênção! Cada vez que me vi numa situação dessas, em Jesus, pude refletir a respeito, me redimir de algum modo, e redirecionar minha vida, evitando, assim, no futuro, incorrer no mesmo erro, ou em outros parecidos. Dizem que “errar uma vez é humano; a segunda vez é burrice”. Mas para aqueles que amam a Deus, em Jesus, e por Ele são corrigidos (sempre seremos, aleluia!), creio que a melhor frase seria: “errar uma vez é humano; a segunda vez é uma escolha”. Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enojes da sua repreensão, porque o Senhor corrige aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bemProvérbios 3: 11 e 12. E já dizia , conselho excelente: Bem-aventurado é o homem a quem Deus corrige; portanto, não despreze a disciplina do SenhorJó 5: 17. Cristãos de todas as partes: ouçam e aprendam – suportem com bom ânimo e humildes a correção de Deus Pai! É para disciplina que suportais a correção; Deus vos trata como a filhos. Pois que filho há a quem o pai não corrige?Hebreus 12: 7.

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Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“O chamado da religião não é um chamado para ser melhor do que os outros, mas um chamado para ser melhor do que você mesmo” – Henry Ward Beecher.

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Salmo 69: 5.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Tu, ó Deus, bem conheces a minha estultícia; os meus pecados não te são encobertos” – Sl. 69: 5.

Todos nós temos os nossos “esqueletos no armário”. Essa é uma expressão em figura de linguagem, de origem inglesa (skeleton in the closet), que significa que todas as pessoas têm segredos ou fatos constrangedores e vergonhosos escondidos em suas respectivas histórias de vida, ou assuntos e episódios do passado que prefeririam, simplesmente, esquecer. Ou “fingir” que nunca aconteceram… Quem não tem? E se esse “armário” for a nossa mente, com toda certeza nela estão “escondidas” as nossas lembranças, ou memórias, sendo que a respeito de algumas delas nós nutrimos um sentimento duplo de vergonha e de arrependimento. Vez por outra essas lembranças ruins vêm nos atormentar e, para extrair algo bom delas, fica o ensino para que tal não se repita, e que evitemos cair no mesmo erro. Nós temos mesmo esse “artifício” de manter os nossos “esqueletos” bem trancafiados em nossos “armários”, em relação aos outros, nossos semelhantes.

Mas de Deus nada pode ser escondido. O Senhor conhece todos os “esqueletos no armário” de todas as pessoas de todos os tempos, sem exceções. Os seus e os meus, inclusive. Eu não nasci num lar cristão. Melhor dizendo, minha família era voltada a um misto de Catolicismo “mistificado” com Espiritismo, ou seja, uma “salada espiritual”. No entanto, eu era indiferente a essas coisas, e não me preocupava tanto em seguir qualquer caminho. Acreditava em Deus, sempre acreditei, mas não conhecia a dimensão de se crer em Jesus Cristo. Filho de pais separados, eu fui bem rebelde, e fiz coisas das quais me arrependo muito, até hoje. Nada absurdamente grave, tudo bem, mas bem que eu podia não tê-las feito. Lá pelo final de minha juventude me converti a Deus, por Jesus, e isso mudou completamente a minha vida, me deu rumo e ânimo para melhorar como pessoa e manter o foco em coisas boas. Meu passado “passou”, mas não foi “apagado”, aconteceu, de fato. 

O Senhor perdoa os nossos pecados, quando a Ele nos entregamos, em Jesus. A Bíblia chega a nos ensinar que os nossos pecados são apagados, diante de Deus. Não há contradição nisso, pois que, para Deus, os nossos pecados não são mais levados em conta, ao passo que eles nos servem de referência para os evitarmos em nossa nova vida com Deus Pai. Por isso, sentir a “dor” e o constrangimento de um segredo do passado, e até um pouco de culpa e vergonha, é algo sadio ao crente em Jesus. Isso porque apesar de estarmos entre os eleitos de Deus, em Jesus, a estultícia é um infame atributo inerente ao ser humano. Se descuidarmos, e não vigiarmos, somos “pegos” pela estultícia, com certa facilidade, até. A estultícia é uma fraqueza inerente do ser humano, de qualquer um. Eu fui estulto antes de me converter a Jesus; hoje ainda convivo com a estultícia, mas Deus Pai, o Senhor Jesus, e o Espírito Santo em mim, me ajudam, e minha consciência a respeito da minha estultícia inata é trabalhada com certo sucesso, por causa das virtudes do Reino de Deus e dos ensinos e da eficácia em mim das Escrituras Sagradas, que me acompanham no dia a dia, todos os dias.

Bem, eu me entreguei a Deus, por Jesus, e bem sei que Ele me conhece melhor do que eu mesmo me conheço. Eu bem sei, ainda, que Ele conhece a minha estultícia, e sei também que nenhum pecado meu Lhe está encoberto. Essa consciência (ou ciência, ou estado de espírito) é libertadora, e faz de mim alguém livre do peso do pecado (Colossenses 2: 13 a 15), proporcionando “leveza” em minha vida. E se me culpo por algo que fiz, ora, isso é sadio e bom, sinal de que essa consciência que está em mim funciona, e que o Espírito Santo de Deus, que em mim fez morada, me “incomoda”, mostrando-me meu erro, e dando-me chance de consertá-lo (se possível for) e de me arrepender. Esse é um dos mais lindos cuidados que o Senhor dispensa aos seus filhos, e que nos torna verdadeira e fática a promessa de que Ele endireita as nossas veredas, se Nele confiarmos e O reconhecermos em nossos caminhos (Provérbios 3: 5 e 6). Eu tenho, pois, “esqueletos no armário”, afirmo e confesso. Deus Pai os conhece. Eu sinto culpa e vergonha por eles, mas, uma vez perdoado por Deus, devo limitar essa culpa e vergonha até o ponto em que ela me traga somente benefícios. Se Deus esqueceu meu passado, por que devo eu me lembrar dele, de forma negativa? É fato que esses “esqueletos no armário”, vez por outra, me “assaltam” e me tiram a paz. Devo me insurgir contra isso, com a força de Deus, em Jesus. E não posso esquecer-me jamais da minha estultícia. Vigiar e orar, bom conselho.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Arrependimento é outro nome para propósito” – Henry Ward Beecher.

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Frases Etc. (Thomas Merton)

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“Existe em todas as coisas visíveis uma totalidade oculta” – Thomas Merton.

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Provérbios 28: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Melhor é o pobre que anda na sua integridade, do que o de caminhos perversos, ainda que seja rico” – Pv. 28: 6.

A questão aqui não é ser rico ou pobre. A questão aqui é ter integridade. Integridade é um conjunto de virtudes. É o mesmo que proceder com retidão, em tudo, com todos. Nesse passo, há ricos que andam em integridade e pobres também; e há pobres de caminhos perversos, e ricos também. O ser humano abriga em seu coração o que ele é de fato. No coração não há espaço para truques, subterfúgios ou trapaças. O problema entre nós é que só o Senhor vê o coração. Nós ficamos com o externo dos outros, a aparência, esta sujeita a truques, subterfúgios e trapaças. Significa dizer que uma pessoa engana outra pessoa, e até a si própria, mas jamais engana a Deus. A Bíblia nos ensina que o nosso maior tesouro é aquilo que temos em nossos corações. E se não temos coisas boas em nossos corações…

É importante que qualquer pessoa que tenha em si mesma integridade a possua em Jesus. Jesus deve estar presente na vida dessa pessoa, nas nossas vidas, para que a integridade venha acompanhada pela ética do Reino de Deus. Com certeza é melhor que a pessoa que não tenha se entregado a Jesus também seja íntegra. Isso é possível? Eu creio que sim. Mas como fica a situação dessa pessoa na Eternidade? Não sei, o Juízo é do Senhor. Todos que têm caminhos perversos estão em “maus lençóis” com Deus, isso me parece certo. Agora, com relação àquele que não é cristão, mas é íntegro, bem, não sei, torço por ele, em Jesus, que o Senhor o tenha em sua graça e misericórdia. E quem é cristão? A resposta a essa pergunta é muito difícil, e fácil, simples, ao mesmo tempo. Difícil se dividirmos o Povo de Deus nas incontáveis vertentes de pensamento e doutrinas de homens, por aí, mundo afora; fácil, simples, se simplesmente nos focarmos em Jesus Cristo.  

Fulano é de tal igreja, sicrano é Judeu, e beltrano é Ortodoxo. Eis aí uma bela confusão. Mas se todos forem de Jesus, a confusão está desfeita, bastando o respeito mútuo de todos às tradições e costumes de cada qual. Não é bonita esta visão? Talvez devamos utilizar a palavra tolerância, que tal? Mas assim que escrevi essa última frase, me veio à mente a palavra “amor”. Que tal amarmos o nosso próximo, ao invés de julgá-lo? Quem é cristão, afinal? O Católico é cristão? E o Evangélico, é cristão? E o Anglicano, é cristão? O Luterano? E as consideradas seitas cristãs, será que há cristãos em seus meios? Pensemos em outras possibilidades e práticas de Cristianismo, “distantes” de nossas “zonas de conforto”. Pensou? Ótimo. Será possível a existência de cristãos verdadeiros, irmãozinhos nossos, filhos de Deus, nesses “meios” tão diferentes do nosso? Quem estará certo? E essa pergunta é pertinente, porque há cultos, credos e igrejas por aí, que tomam para si a exclusividade da salvação, como “arautos” únicos de Deus. Então, como ficamos?

Pois é, a confusão é enorme. A divisão é nefasta. Há muito ódio e desprezo em lugar do esperado amor e da fraternidade cristã. Como nós podemos resolver isso? Na minha modesta opinião, isso só se resolve de forma individual. É preciso que a pessoa se conscientize, em seu coração e em sua alma, de que o segredo do Cristianismo é ser bom, simplesmente. Simplesmente, ser bom. Há regras Bíblicas a serem observadas, claro, mas a síntese de tudo é mesmo ser bom. Ser bom afasta as intolerâncias e os preconceitos de todos nós, em relação aos outros cristãos. Só consegue ser bom aquele que busca a integridade, a retidão e a justiça, dentro da imperfeição humana, com a ajuda de Deus, em Jesus. Demanda esforço pessoal, atitude, humildade, resignação e sinceridade. É uma escolha e uma decisão. Na verdade, são várias escolhas e múltiplas decisões, porque nós nos deparamos com escolhas e decisões o tempo todo em nossas vidas. Tanto faz, assim, ser rico ou pobre, o bom é ter integridade. E se a pessoa for cristã, bom é ter integridade, por certo, mas melhor ainda é ser bom. Não importa, portanto, o quê a pessoa seja na vida, e menos ainda importa o culto (cristão) a que essa pessoa esteja ligada; o que importa é o estado de espírito de seu coração e alma: ser de Jesus, ter integridade, ser sincera com si mesma e com Deus, além de agir sempre com bondade. Quem age com bondade não condena, não julga (apenas sofre e ajuda). A busca pelo bem começa pela atitude de ser bom, pobre ou rico, homem ou mulher, “todas as cores celestes”, em Jesus. Ah! E quem tem razão? Deus Pai, sempre!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Rubem Alves)

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“As sementes são mais vagarosas que os machados…” – Rubem Alves.

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Provérbios 27: 20.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O inferno e a perdição nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem” – Pv. 27: 20.

A sede do ser humano pelo poder e pelo dinheiro (riquezas) existe desde tempos imemoriais. Se junta a isso a maldade do coração humano, e temos uma combinação desastrosa. Quando um homem mau e ganancioso, inescrupuloso e cruel, toma o poder e é rico, ou se torna rico, pode-se esperar uma série de desgraças e desventuras. Pobres dos que estão à sua volta e dos que dele dependem, pois serão prejudicados com toda certeza. Vivemos dias em que muitos homens desse tipo têm sido revelados. Seus “esquemas” espúrios e suas trapaças vieram a público, alguns estão presos, outros sendo processados, todos perderam a honra. Sem moral, nome no lixo, imagem execrada, desonrados e odiados, eles ainda tentam manter a pose, e negam as “sujeiras” evidentes que fizeram, sendo que isso é um insulto à inteligência de qualquer pessoa lúcida que os ouça. Esses são exemplos clássicos de homens cujos “olhos nunca se satisfazem e jamais se fartam”.

A maioria desses cidadãos, postos como exemplo aqui, tem mais de 50 anos. Alguns são bem mais velhos. Quase todos já estão vivendo a segunda metade de suas vidas. Todos são ricos, e desfrutam de parte do poder, e “jogam o jogo do poder”, inebriados (iludidos). Vivem em “palácios”, no luxo e na fartura, e são adulados. Apropriam-se ilícita e indevidamente de recursos que serviriam para salvar e melhorar vidas. São homens maus, sanguinolentos, que não poupam esforços para continuar a “prosperar” suas pobres existências, em detrimento de pessoas que ficam sem o que precisam, muitas das vezes, do suprimento de necessidades básicas. Quantos anos de vida lhes faltam? Perto da morte natural muitos deles já estão, mas continuam a desviar, a roubar, a defraudar. Essas pessoas são “convidadas especiais” do inferno e da perdição, e os “lugares mais quentes” lhes estão reservados. Amealham para si bens materiais e vivem regaladamente, ao preço de suas almas vendidas ao diabo. O inferno e a perdição nunca se fartam, nem eles, mas o que eles desconhecem é que o inferno e a perdição nunca se fartam deles, de gente como eles.  

Esse é o aviso para as “gentes comuns”, nós, pobres mortais. E é uma advertência, também, para os workaholics, que põem o trabalho acima da família, dos amigos, de Deus. Todo ser humano tem a tendência maligna de não se contentar com o que tem. Todos nós, de modo geral, queremos sempre mais do que temos. Se porventura galgamos um degrau, logo “miramos” o seguinte. Com a ressalva de que não é errado ser rico, segue um singelo exemplo: o “sujeito” andava a pé e de ônibus, mas conseguiu prosperar e comprar um carro popular, modesto. Passa um tempo e esse carro parece pouco, “seus olhos” vislumbram um carro fora dessa categoria “popular”. Ele consegue esse carro, e logo que a novidade passa, porque passa mesmo, “seus olhos” já “miram” num automóvel de luxo. Nem chama mais de carro, agora é automóvel. Depois dessa fase vêm os blindados e os importados. Por fim, os “inatingíveis” esportivos, próprios dos sheiks árabes, atores hollywoodianos e jogadores de futebol de elite. Daí pra frente o camarada “desanda” de vez, e “seus olhos” passam a “mirar” outros “brinquedos”, bem mais “exclusivos”, tais como joias, barcos, affairs, jatos particulares Etc. Estes últimos, “conseguiram seduzir” até líderes religiosos cristãos, que coisa…

Se não tomarmos as devidas cautelas, em Jesus, “os nossos olhos vão brilhar” para coisas que não serão boas para nós. Porque isso é da natureza do ser humano. Muitas pessoas cedem a essas tentações, e acabam “alargando as fileiras” do inferno e da perdição, que, segundo a Bíblia nos ensina, nunca se fartam. A falta de comedimento, as obsessões e a ganância levam as pessoas a fazer o que for preciso para obterem os objetos de seus desejos. Nesses “objetos” incluem-se pessoas, notem bem todos. Essa avidez impertinente por bens materiais e poder é uma “doença”, um “vírus”, uma “bactéria”, que todos nós temos em nossas almas, e que se as deixarmos nas condições ideais de se desenvolverem em nós, nos matam. Matam-nos, literalmente. Por conta disso o verso nos adverte que os nossos olhos nunca se satisfazem. É uma advertência séria e que deve ser levada em conta, pois nascemos com essa “moléstia”, cujo controle (não há cura) é o desprendimento, a humildade, o bom senso, a lucidez, em Jesus. A vida é efêmera, um “sopro”. Muitos dos desonrados acima logo estarão mortos. Prestação de contas a Deus. E… Leia o verso. “Pequeninos de Deus”, “humildes ovelhinhas”, cuidado, mantenham-se íntegros perante o Senhor, que há de nos apartar dos maus e soberbos, para sempre. Não se deixem envolver pela “teia maligna” dos “olhos que nunca se satisfazem”. Vigiem. Em Jesus, assim seja.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Machado de Assis)

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“Os adjetivos passam, e os substantivos ficam” – Machado de Assis.

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Frases Etc. (Rubem Alves)

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“Quero viver do lado de gente humana, muito humana, que sabe rir dos seus tropeços, não se considera eleita antes da hora, não foge da sua mortalidade, e deseja tão somente o que é justo” – Rubem Alves.

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Salmo 64: 10.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O justo se alegra no Senhor, e nele se refugia; cantem louvores todos os retos de coração!” – Sl. 64: 10.

Ser justo e ser reto, duas “qualidades” ou “condições” que, se reunidas em uma pessoa, agradam bastante a Deus. No entanto, vale e muito buscarmos entender com alguma profundidade o significado de ser justo e reto. Antes de tudo, o importante é sabermos que a soma dessas virtudes não é sinônimo e não corresponde (ou quer dizer) que a pessoa seja perfeita. Por natureza, nós somos seres imperfeitos, fracos e frágeis, de vontade e de atitudes, inclusive. Jamais seremos perfeitos, porque precisamos de Deus para nos tornar completos. Completos, não perfeitos, insisto e friso. E a perfeição só pode ser encontrada Nele. Somos nós, assim, dependentes de Deus, em todos os sentidos. Quem se aventura na vida sem Deus é um ser incompleto, mas todos nós, mesmo os que se entregam ao Senhor, somos e sempre seremos imperfeitos. A nossa natural imperfeição só melhora um pouco quando nos submetemos a Deus Pai, em Jesus, coisa que resulta em justiça e retidão em nossas vidas e caminhos.

Ser justo, na acepção espiritual do termo, não depende de vontade humana. O ser humano é justificado por Deus, em Jesus, quando se reconhece falho, fraco e se arrepende. Depois de justificado, pode-se chamá-lo de justo. Justo é, pois, a condição daquele que se entrega a Jesus Cristo, o Filho de Deus, e O faz seu Mestre. Ser justo, portanto, nessa linha de raciocínio, não demanda esforço de ninguém, mas, de outra sorte, depende apenas de uma atitude e de uma breve e singela oração (Romanos 10: 8 a 10). A justificação que torna a pessoa justa, nesse passo, ocorre em minutos. Basta, tão somente, disposição, e a concretização da intenção que deu azo a essa disposição. Então, acontece, de forma simples, mais ou menos assim: a pessoa ora a Deus, em nome de Jesus, e se entrega a Ele. Algumas pessoas fazem pedidos distintos, do tipo “escreva o meu nome do Livro da Vida”, ou “me envie o Espírito Santo e me salve”, dentre outros. Mas o importante mesmo é se entregar a Deus, e todo o resto Ele nos acrescenta. Pronto, a partir disso a pessoa está justificada, é, pois, justa. Daí surge o ponto pelo qual concluímos que, diante de Deus, justo é aquele que foi justificado por Jesus. Não tem a ver, pois, com atos de justiça, que é outra coisa – a Bíblia chama isso de “bom siso” (Provérbios 3: 21), que é um conjunto de virtudes de quem age com justiça (e retidão).

Ser reto é diferente. Quando a pessoa se entrega a Jesus, considerando-se o arrependimento que deve estar presente, há de se crer que essa pessoa almeja uma mudança em sua vida. O Reino de Deus tem uma ética e moral próprias, as quais todos nós que amamos Jesus buscamos adotar. Digo “buscamos” justamente porque somos imperfeitos, e o “querer”, ao menos, tem de estar em nós, a fim de fazer valer a retidão que se espera do cristão. Ser reto demanda estado de espírito e esforço nossos, direcionados a agir com retidão. Não acontece “em minutos” como a justificação, acima comentada. É, na verdade, uma busca incessante, a todo instante, a cada decisão a ser tomada, e que dura toda a vida. Porém, naturalmente, dentro do parâmetro de fraqueza e da fragilidade inerentes ao ser humano, quem é reto é justo (bom siso), persegue esse estado e busca se adequar a essas coisas. Nada impede, entretanto, que a pessoa ore a Deus pedindo Sua ajuda para agir com retidão, mas não é só com oração que se resolve isso: é preciso ter atitudes positivas e empenhar esforços para alcançar a condição de ser reto e de agir com justiça.

Pela Pessoa (e caráter) de Deus Pai, que é impossível não amar e mesmo não se apaixonar (minha opinião), os retos (que são justos) e os justos (que são retos), geralmente buscam agradá-Lo e, com isso, procuram da melhor maneira possível serem justos (aqui no sentido de atos de justiça – bom siso) e agirem, sempre que conseguirem, com retidão. Depois de certo tempo (acho eu), estas coisas (justiça e retidão) passam a ser algo que se incorpora nos crentes em Jesus, com a ressalva da imperfeição natural e inerente à nossa origem comum, humana. E o amor de Deus por nós, e Sua bondade, nos cativam de tal forma que fica difícil não nos alegrarmos com Ele, e Nele nos refugiarmos. É impossível, de forma absoluta (arrisco dizer), que aqueles que foram “abraçados”, redimidos e acolhidos pelo Senhor não Lhe rendam graças e deixem de Lhe dedicar louvores de pura e sincera gratidão. O coração do crente em Jesus está cheio de júbilo pelo Senhor. Isso aflora da pessoa, e contagia outros, e chega ao coração de Deus Pai, que Se alegra. A satisfação de ser justo e reto nos impele ao amor e à gratidão ao nosso Senhor. E como é bom e agradável esse sentimento de deleite que, no íntimo, nos “aquece” e nos aquieta!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Barão de Montesquieu)

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“A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos” – Barão de Montesquieu.

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Hebreus 4: 12.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” – Hb. 4: 12.

Um verso denso, e cheio de implicações… A Palavra de Deus é “viva” e “eficaz”, ou seja, não é “letra morta” e nem é a Bíblia um mero “livro histórico”, ou antigo, ou mítico. Todas as coisas hoje ditas como “espirituais” formam o conteúdo da Bíblia Sagrada e, por mais difícil que nos seja aferir isso, trata-se da verdadeira realidade. Nós vivemos na utopia do mundo material e sensorial, engodados pelo que se pode ver e tocar, inebriados (talvez, “embriagados”) com os atrativos efêmeros de uma vida breve, com suas tentações. Somos seres “virados do avesso”, porque tendemos a crer mais no “menos” e menos no “Mais”. Nossos raciocínios gerais são viscerais e instintivos, “desfocados”, ao invés dos esperados intentos (e atos) de misericórdia e graça, amor. Não é a toa que as Escrituras Sagradas nos classificam como “perdidos” e “condenados”, e é exatamente isso o que somos: perdidos, condenados, “mortos-vivos”.  

A Palavra de Deus é “espada”, e “espada de dois gumes”. Essa figura de linguagem é uma das mais importantes indicações da Bíblia Sagrada, a meu ver. A Palavra de Deus “corta” quem A usa, quem não A usa, quem A ouve, quem A ignora. A Palavra de Deus é a Verdade, retrato da realidade. Deus Pai se revela por Ela, e Jesus e o Espírito Santo. Ai daquele que A usa em vão! E parece que há muitos fazendo isso… A Palavra de Deus é vivificante e purificadora, mas também mata. A morte vem e virá para todos os que A desprezam, ou A tomam como fonte de lucro indevido, e Dela se utilizam de forma criminosa. Nosso país é laico, não mistura, grosso modo, religião e política, e a política vigente protege a liberdade de expressão e de religião. Por conta disso muitos são os que praticam o crime de estelionato (dentre outros…), utilizando-se do nome do Senhor e de Jesus, aproveitando-se do laicismo que vigora como um dos pilares de nossa sociedade. Essa particularidade “blinda” e deixa esses criminosos à margem da lei e das instituições, porque é tênue a linha que separa o sagrado do crime, nessa seara específica. Prevalece, para eles, pois, o “benefício da dúvida” (feliz ou infelizmente? – francamente, não sei…). E, assim, os falsos profetas disso se aproveitam e se proliferam em relativa segurança, mas só neste “mundo irreal”. 

A Palavra de Deus “penetra” fundo e tudo discerne. Não há quem escape do Juízo de Deus. Falsos profetas (infiéis) e seus asseclas/seguidores (e descrentes) se verão sem saída no momento da prestação de contas. Verão que trocaram espuriamente a realidade pela utopia. A realidade eterna pela breve e efêmera utopia deste mundo. A hora de se submeter a Deus é “na carne”, durante a utopia. Não depois disso. Depois disso, é morte ou vida, ponto final. A morte física é própria da “carne”, e praticamente todos os seres humanos hão de enfrentá-la, só Deus sabe… Esta não é, no entanto, a morte indicada pelo “depois disso”, é a morte antes disso. A morte “depois disso” é a morte espiritual, assim como “esta vida” (na “carne”) não é a vida da qual se fez referência acima, mas a vida eterna. E a morte espiritual, segundo consta, também é eterna. Vida e morte antes do Juízo Final fazem parte das agruras e mazelas da “carne”, ou do corpo humano. O outro corpo é incorruptível. Brevidade e Eternidade, qual é, pois, a realidade?

Em todos os níveis do “ser cristão”, de se tornar cristão, e de se considerar cristão, a Palavra de Deus funciona como o “Árbitro de Deus”. A Palavra de Deus discerne o indiscernível, ou seja, tudo aquilo que “habita” em nossos pensamentos e corações. Quem poderá, pois, fugir da ira de Deus? Ninguém pode. Portanto, o melhor a se fazer, a melhor postura de qualquer pessoa, seria/é mesmo se entregar a Deus, por Jesus. Somente nessa condição a pessoa “se livra dela mesma”, e da morte espiritual. Nós somos os maiores inimigos de nós mesmos, e precisamos da ética, da moral, dos ensinos, da sabedoria e da integridade do Reino de Deus, em nós, para nos livrar e salvar. Não significa dizer que nos tornamos perfeitos, não, de jeito nenhum isso. Significa afirmar que, como seres imperfeitos, ganhamos uma “licença” para conviver com Deus, em harmonia e paz. Se a pessoa, ao se dizer cristã, não tiver dentro de si esses “predicados”, dentre eles, integridade (não perfeição), sinceridade (não perfeição) e vontade de obedecer a Deus (não perfeição), muito cuidado, porque a morte está à espreita, e isso é seriíssimo. Já os inúmeros pregadores e “milagreiros” por aí, autodenominados “um monte de títulos e coisas”, pelas suas respectivas atuações, ilusões e “teatro”, cometem seus diversos “crimes contra a Humanidade”, e até nos parece que sairão impunes. Mas é só aparência, e questão de tempo. Tudo será discernido e revelado. Quem viver, e morrer, e tornar a viver, verá!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Alguns homens são como pirâmides, vez que são muito largos ao se firmarem no chão, mas cada vez mais estreitos na medida em que se aproximam do céu” – Henry Ward Beecher.

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Frases Etc. (Franz Grillparzer)

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“Há um remédio para qualquer tipo de erro: reconhecê-lo” – Franz Grillparzer.

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Provérbios 26: 12.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no tolo do que nele” – Pv. 26: 12.

Eu não sou perfeito, eu cometi um erro uma vez, uma única vez. O erro que cometi foi pensar que eu estava errado”. Essa singela “declaração” é uma piada, apenas; que ninguém se espante, por favor. Mas você conhece alguém que sempre tem razão? Ou que sabe tudo? “Dono” da verdade? Que tenta “impor” sua razão, e que tem “necessidade” e prazer em “vencer” qualquer discussão? Meu palpite é: sim, claro que você conhece alguém “perfeito”. Esse aí é um homem (ou mulher) que é sábio a seus próprios olhos. A convivência com gente assim é difícil, uma “tristeza”. Porém, maior prejuízo têm aqueles que se veem como sábios a seus próprios olhos, porque essas pessoas são inflexíveis, “prisioneiras de si mesmas”, limitadas, autocentradas, egoístas, vaidosas, comumente prepotentes, e, estou certo de que você pode pensar em outros “predicados” para elas. Em suma: são uns coitados, dignos de pena e dó.

Não importa o grau de inteligência, perto de zero a gênio; não faz qualquer diferença a classe social ou a função que a pessoa desempenhe; ou quanto de dinheiro ela tenha, se é famosa ou não, se é feia ou bonita, enfim, nada importa, se essa pessoa, como se diz por aí “se acha”, ou, pelo verso, se essa pessoa pensa que é sábia aos seus próprios olhos. Certamente essa pessoa “pensa” mais do que deve, e não tem humildade alguma. E a Palavra de Deus afirma que há mais esperança para o tolo do que para essa pessoa. Aliás, o “inverso do verso” faz mais sentido, porque tola é justamente a pessoa que pensa que é sábia aos seus próprios olhos, e sábia é a pessoa que não pensa de si mesma o que não se deve pensar, ou mais do que lhe seria devido cogitar. Sábia é a pessoa que está “aberta” a tudo o que a vida oferece, com discernimento e equilíbrio. Sábia é a pessoa que “calça os sapatos” do próximo, e que reflete e pondera sobre tudo e todos, e, sobretudo, sobre si mesma. Sábia é a pessoa que se conduz com humildade e bondade.

Nesse passo, nem idade é parâmetro que permita a alguém se achar sábio. Diz a Palavra de Deus, aliás: Melhor é o jovem pobre e sábio do que o rei velho e insensato, que já não se deixa admoestarEclesiastes 4: 13. Raciocínios fechados e certezas são perigosos inimigos do homem. E essas coisas trazidas para a religião são nefastas e “mortais”. Ao invés de buscar ter razão a qualquer custo, o homem devia se preocupar em ser bom. Como isso seria benéfico ao “ambiente dos vivos”, em geral. Mas, infelizmente, é utopia imaginar um mundo livre de pessoas cheias de si, manipuladoras e com “luz própria”. Sabedoria é algo excelente, que se busca a vida inteira. Quando alguém se conscientiza de algo, sempre há mais coisas adiante para se aprender. O “acervo” da sabedoria é inesgotável. Alcançar sua totalidade é impossível. E a sabedoria “parece gostar” dos humildes, e rechaçar aqueles que “tomam seu nome em vão”. Frequentemente se acham sábios aqueles que têm algum poder, ou muito dinheiro (ou as duas coisas), os astutos e os inteligentes, e o mais comum: os loucos e estultos (tolos).

Falsa percepção da realidade que os rodeia, no entanto. Ledo engano que os prejudicarão a vida inteira, podendo comprometê-los no pós-vida, na Eternidade. Pensar demais da conta a respeito de si próprio já é um pecado a ser evitado por todos, e piora a situação quando a pessoa se sente “superiora” aos demais mortais. E fica indizível de ruim, “cheiro de morte”, se essa pessoa despreza a Deus Pai, de qualquer maneira. Eis aí algo que deve ser “pesado” e adotado na vida inteira de cada um de nós, sem que jamais “baixemos a guarda”: precisamos estar sempre prontos a ouvir, a refletir, a ponderar, a questionar, a aprender, diante de Deus e dos homens, com honesta humildade. Ninguém, nunca, deterá todo o conhecimento disponível, muito menos toda a sabedoria, pois somos seres em frequente processo de aprendizado e crescimento.

Eu “bati muito a cabeça” com isso no passado, pois “lutava” e sofria para ter razão. “Vitórias vazias” e destituídas de sentido, no entanto. Com o tempo descobri (graças a Deus) que ninguém muda a realidade, e que não faz diferença alguma “ter razão”, no que quer que esteja em discussão. Ora, às favas com o “ter razão”! Hoje em dia eu simplesmente concordo ou fico em silêncio com pessoas desse “naipe”, até porque dá muito mais trabalho contestá-las do que “anuir” ou emudecer, e nada de concreto ou abstrato muda na minha vida, a não ser a tranquilidade que ganho em “assentir” ou em me calar. “Ok! Você está certo(a)!”, e “fim de papo”, paz. Costumo dizer, para finalizar, que Deus (só Ele) tem sempre razão, em Jesus. Submeto-me ao Senhor, pois, e persigo/perseguirei a sabedoria a vida toda, sereno e quieto, no “meu cantinho”. Quero aprender sempre mais, e estou “aberto” a novas possibilidades, baseando-me, para tanto, na ética do Reino de Deus. Não condeno ninguém, e ajudo a quem puder ajudar. Conto com a graça e a misericórdia de Deus para me corrigir quando necessário for. Espero o Céu, nada menos do que isso. Carpe Diem. E vou vivendo…

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Rubem Alves)

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“Deus não precisa de lugares sagrados. Cada ser humano é um altar, onde quer que esteja” – Rubem Alves.

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2 Crônicas 7: 15.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar” – 2 Cr. 7: 15.

Essas são palavras do Senhor, ditas diretamente a Salomão, filho de Davi, os dois reis de Israel, um depois do outro. Salomão havia dedicado o Templo, recém-construído, ao Senhor. O “lugar” do verso, portanto, era o Templo de Deus, em Jerusalém, em sua primeira versão. As orações feitas ali eram recebidas e levadas em conta pelo Senhor, conforme afirmação Dele mesmo. O Templo era uma edificação construída de acordo com os parâmetros dados por Deus. Nele havia um altar, onde os sacrifícios eram oferecidos. O Altar de Deus era peça importante do Templo, mas a parte central era o Santo dos Santos, no qual habitava o Espírito do Senhor, e se puxarmos nossa memória, lembraremos que apenas ao Sumo-Sacerdote era permitido estar nesse sagrado recinto, uma vez por ano, com propósitos específicos, e que ele era amarrado em uma corda, pois, se morresse lá dentro, não podia ser resgatado por pessoas: ele tinha de ser puxado pela corda. Quem lá entrasse, fora desse caso único, morria instantaneamente, segundo as Escrituras.  

Antes desse Templo, havia o Tabernáculo, que era um “templo itinerante”, e que podia ser frequentemente montado e desmontado durante as andanças dos Hebreus pelo deserto, pós-fuga do Egito. Séculos depois, com a preparação de Davi, Salomão construiu o Templo mencionado no verso, segundo consta, no Monte Moriá, o mesmo lugar onde Abraão teria oferecido seu filho Isaque em sacrifício a Deus. Bem mais tarde, esse Templo foi destruído por Nabucodonosor, rei da Babilônia. Adiante no tempo, o Segundo Templo foi reconstruído por Zorobabel, mas sem as mesmas riquezas e símbolos do Primeiro Templo. E permitia-se a adoração a Deus de pessoas que não professavam o Judaísmo, em local próprio. Cerca de quinhentos anos mais tarde, o Segundo Templo estava desgastado pelo tempo e por ataques de exércitos inimigos, e Herodes, querendo agradar os Judeus, O restaurou. Enfim, o chamado Templo de Herodes foi destruído em 70 D.C., pelos Romanos. Sobrou, nos nossos dias, como resquício desse Templo, apenas o Muro das Lamentações, que é o segundo local mais sagrado para os Judeus, contemporâneos (nossos).

Evidentemente o parágrafo acima é uma apertada síntese de milênios de História Bíblica e da Humanidade, pelo que peço desculpas por eventuais impropriedades. O interessante nesse pequeno resumo, pela minha ótica, é o “círculo da vida”, ou “ciclo”, criado por Deus Pai. Tudo começou com um “templo itinerante”; depois, passou-se a adorar a Deus em lugares fixos. Esses lugares foram destruídos e sobrou apenas uma pequena fração daquilo que era e é considerado sagrado. E hoje em dia? Onde se adora a Deus? Pois é, voltamos ao conceito de “templo itinerante”. Querem ver? É mais que bonito, é maravilhoso. O “Altar de Deus”, hoje em dia, não se concentra em um único lugar, mas está espalhado pelo Planeta, nos corações daqueles que amam ao Senhor, em Jesus. E dentro de nossos corpos mortais, existe um lugar específico, Santo, que só pode ser ocupado pelo Espírito Santo de Deus. O corpo é a “edificação”, itinerante e provisória; no coração fica o “Altar de Deus”, o centro de nossas vontades; e, por fim, na “edificação” (corpo humano), em “parte” não reconhecida, está o “Santo dos Santos”, que é o “Lugar Sagrado” no qual Deus habita em Espírito. Perfeito! Os símbolos e as analogias se complementam com perfeição!

E a Bíblia Sagrada nos ajuda a entender e compreender a coisa toda desse modo, porque os cristãos passaram a ser chamados, a partir do Novo testamento, de “Templos do Espírito Santo”, ou “Pedras Vivas”. Pedro, Apóstolo, deu declaração nesse sentido: vós também, como pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo1 Pedro 2: 5. Paulo, Apóstolo dos Gentios, foi mais enfático: Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?1 Coríntios 3: 16 (vide também 1 Coríntios 6: 19 e 20). E o Senhor Jesus Cristo, antes dessas declarações, asseverou: … Se alguém me amar, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, e viremos para ele e nele faremos moradaJoão 14: 23. Assim, uma igreja vazia, sem gente, é só um prédio (Atos 7: 44 a 50). O Espírito de Deus está nas pessoas. Somos “Templos do Espírito Santo”, “itinerantes” e “provisórios”, guardados em Cristo Jesus para a Eternidade e para a incorruptibilidade (1 Coríntios 15: 51 a 58).

Se alguém ainda não é “Templo do Espírito Santo”, e quiser ser, fácil, eis a “receita”, pois: vontade, disponibilidade, sinceridade, fé (vale pedir fé também – Marcos 9: 24), entrega de si próprio a Deus, por Jesus, com um pedido (oração a Deus) de cerca de um minuto, do jeito de cada um. Para ajudar, Paulo, de novo: Mas que diz? A palavra está junto de ti; está na tua boca e no teu coração, isto é, a palavra da fé que pregamos. Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Pois com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvaçãoRomanos 10: 8 a 10. Simples assim! Daí por diante, como foi no passado com Salomão, por analogia Bíblica, o Senhor lhe dirá, depois dessa singela oração sua: “Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar”2 Crônicas 7: 15. Neste “lugar”: você!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Nenhum homem é conquistador tal, senão aquele que derrota a si mesmo” – Henry Ward Beecher.

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Frases Etc. (Thomas Merton)

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“Cada um vive à sombra de uma pessoa ilusória: o falso eu– Thomas Merton.

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Tito 2: 11.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Pois a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens” – Tt. 2: 11.

A graça de Deus se manifestou em Jesus Cristo, homem. Jesus veio “na carne” para nos salvar e redimir. Jesus, o Filho de Deus, amado, o Primogênito. Jesus é Deus, parte da Santa Trindade, difícil de ser discernida, porém, basta-nos a fé para aceitá-La. Deixemos as “explicações” para o Reino de Deus, se é que, diante de tanta glória, nos lembraremos de pedi-las a Deus. O importante é sabermos, como nos ensina a Bíblia Sagrada, que o único Caminho em direção a Deus é o próprio Senhor Jesus (João 14: 6). Jesus é o único Pastor, o Bom Pastor (João 10: 11), que se entregou por nós, Seu “rebanho”, Suas “ovelhas”. O Mestre deu a vida para que tivéssemos vida em nós mesmos, e fôssemos reconciliados com Deus Pai. Salvos para a Eternidade com o Senhor, por Jesus.

Essa é a maravilhosa mensagem do Evangelho de Cristo Jesus: a nossa salvação. Mas Jesus concretizou algo que antes era só teoria. Jesus provou, como homem, que qualquer homem ou mulher pode desenvolver uma relação de intimidade com o Pai. Jesus nos deu o exemplo máximo, pois, na carne, clamava, orava e conversava com o Senhor. Nós também podemos fazer o mesmo, isto é, nós podemos clamar e orar, conversar com Deus. Nós podemos chorar diante Dele e/ou expor-Lhe as nossas tristezas e/ou aflições, se for o caso. Nós podemos louvá-Lo e agradecê-Lo, ou tão somente ficar em silêncio em Sua presença, seguros e serenos. Graças a Jesus, que transferiu o Altar de Deus para os nossos corações. Graças a Jesus, que nos separa para sermos santos de Deus. Graças a Jesus, que nos inclui no Povo de Deus.

Tudo isso faz parte da nossa história. Cada um de nós tem a sua própria e única história, ou vida. Contudo, nós somos apenas uma ínfima fração do Universo de Deus. E Ele nos deu a faculdade de escolher entre viver sozinhos a nossa história, ou com Ele, incluindo-O em nossas vidas. Nós podemos ser os protagonistas exclusivos de nossas vidas, pagando um alto preço por isso; ou podemos depositar as nossas “coroas” aos pés de Jesus, e viver por conta da misericórdia e graça de Deus. No primeiro caso, fazemos da nossa história “algo grande”, mas que, na verdade, nada é; na segundo situação, “abrimos mão de nós mesmos”, e o “pequenino conto”, que é a nossa vida, se contextualiza com a maior de todas as histórias, a História que engloba todo o resto.

A história de Jesus é escrita com “h”, isto é, não é “estória” com “e”, mas história, ou seja, é pura verdade, e retrato da realidade. Consta que C.S. Lewis era um ateu confesso, e sua conversão, ou crença em Deus, se deu por conta de uma conversa que teve com J.R.R. Tolkien, cristão consciencioso e devoto, que lhe disse ser o Evangelho (a História de Jesus) um “Mito Verdadeiro”. Ora, mito não é verdade pura e simples, mito seria, no mais próximo daquilo que possa ser considerado real, algo apenas como uma narrativa acerca de tempos idos e heroicos, envolvendo pessoas ou entidades, deidades até, que eventualmente guarda um fundo de verdade. Só que nesse caso J.R.R. Tolkien usou a palavra “mito” com outro significado, bastante profundo e ao mesmo tempo “engenhoso”, qual seja, o de um “relato fantástico” de algo totalmente sobrenatural, fora do alcance das condições humanas ordinárias, mas que não indicava de jeito nenhum uma lenda (ou estória), mas, de outra sorte, a mais pura realidade e verdade. A Realidade, a Verdade, aliás. De uma mente privilegiada para outra, pois, foi assim que C.S. Lewis se entregou ao Senhor (por evidência, aqui posto em apertada síntese), e alcançou, como todos nós, a salvação de sua alma. Importa-nos saber, assim, que a Graça de Deus se manifestou para nós por Jesus, trazendo-nos a salvação. E que a trajetória de Jesus é História com “H”, isto é, é um “Mito Verdadeiro”. Ou seja: é fantástica, é sobrenatural, sim, mas é real.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Santo Inácio de Loyola)

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“A humildade consiste em alegrar-nos com tudo o que nos leva a reconhecer o nosso nada” – Santo Inácio de Loyola.

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Insight (Desejo-lhe…)

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DESEJO-LHE

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Para você, desejo o sonho realizado.

O amor esperado.

A esperança renovada.

Para você, desejo todas as cores desta vida.

Todas as alegrias que puder sorrir.

Todas as músicas que puder emocionar.

Para você desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas…

Mas nada seria suficiente…

Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.

Desejos grandes…

E que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade!

Carlos Drummond de Andrade

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Frases Etc. (Mark Twain)

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“Já sofri por muitas coisas em minha vida. A maioria delas nunca existiu” – Mark Twain.

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Frases Etc. (Leonard Cohen)

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“Há uma rachadura em tudo. É assim que a luz entra” – Leonard Cohen.

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2 Timóteo 4: 8.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” – 2 Tm. 4: 8.

Maranata! Vem Senhor Jesus! A vinda de Jesus é o começo e o fim, o fim e o começo. O começo de um novo tempo; o fim do que ficou para trás. Deve ser isso, acho. Todo crente em Jesus nutre a esperança de que o Mestre volte, mas ninguém sabe quando e como esse majestoso evento se dará. Há diversas especulações, e se não forem repassadas como verdades, ora, que mal há em sonhar? Ou imaginar? O próprio Senhor Jesus disse que nem Ele sabia o tempo certo, só Deus Pai: Porém, a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente o PaiMateus 24: 36. E o Rabi completa o que disse, com a comparação do dilúvio nos dias de Noé, cuja data era, então, incerta (Mateus 24: 37 a 39). Nos versos seguintes, Ele dá uma ideia do que deve acontecer, e nos diz que devemos “vigiar” incessantemente (Mateus 24: 40 a 44). Outros pontos da Bíblia Sagrada, especialmente algumas Parábolas de Jesus, completam o “cenário” de Sua volta, mas esse é um “quebra-cabeça” que a nós faltam “peças”.

Essa “falta de peças” deve ser compensada pela fé. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscamHebreus 11: 6. Pela fé nós aprendemos a amar a Deus, e tantas outras coisas maravilhosas que passamos a conhecer, nelas incluída, é claro, a vinda/volta do Senhor Jesus. Há uma música muito bonita a respeito disso, cuja letra, no entanto, nos revela certo caos no Mundo, e se você conhecer a música da qual eu falo, a identificará com esse singelo exemplo: imagine um avião sem seu piloto, arrebatado por Jesus. A vinda de Jesus será agradável aos santos, e bem nefasta aos que aqui ficarem. É o que penso pelo que aprendi até agora, mas a verdade é que não sei o que vai acontecer, de fato, ao certo. Apenas faço como todos: imagino. Amo a volta do Senhor Jesus, e espero por ela, com muito temor e ansiedade. Sei que vai acontecer, e é só isso que sei. Logo, espero.

Paulo disse no verso que cada pessoa que amar a vinda do Senhor Jesus, tal como ele, receberia a Coroa da Justiça, em semelhança à que a ele estava guardada por Deus Pai. Não sei se foi uma metáfora de Paulo, uma figura de linguagem, ou se há mesmo uma coroa, ou outra coisa qualquer, física, material (galardão há, porque Deus é Galardoador, só não sei o que é o galardão, por ele mesmo – Hebreus 11: 6, acima). Mas o verso diz com acerto que o Senhor é Justo Juiz, e eu, desde que O conheci, passei minha vida crendo na salvação de minha alma por Jesus. Pra mim, talvez, na minha ignorância, a Coroa da Justiça seja (é) a minha salvação. Eu já me contento em “entrar” no Céu, e passar a Eternidade com o Senhor, em Jesus. Paulo, pelo seu passado, devia se sentir assim, pecador. Eu sou pecador assumido. Tento melhorar, todo dia, e logo volto a fazer coisas que não quero fazer, mas faço (Romanos 7: 18 a 25). Loucura! (1 Coríntios 1: 18). Deus fez e mantêm várias promessas ao ser humano, e uma delas é a salvação. Não poderia haver promessa mais valiosa que essa: a salvação. A salvação é minha Coroa da Justiça, porque eu, sozinho, sem Cristo, sem o Senhor, estou só, sozinho, desamparado, e perdido.

Quero o Céu! Quero muito o Céu! Só o Céu! Por aqui, nestas “bandas”, faço o que posso para ser bom, justo, e útil a Deus. Entre erros e acertos, confio no Poder de Deus, e nada (zero) na “força dos meus braços”, para me salvar. Eu, por mim mesmo, não posso acrescentar um “côvado” em minha vida, ou uma “hora” a mais de existência, e tudo que sou e tenho atribuo a Deus Pai, que me acrescenta aquilo que me convém, segundo Seu bendito e perfeito critério. De forma idêntica a Paulo, também espero, em Cristo Jesus, receber a minha Coroa de Justiça (salvação), “naquele dia”, que bem pode ser o dia de minha morte, ou o dia da vinda/volta de Jesus, que espero e amo. Logo, tanto faz o “dia”, mas que seja “o dia”, “o meu dia” com Jesus, e depois a Eternidade com Ele. E quero deixar bem claro a seguinte situação, para que todos se situem: minha salvação, ou minha “Coroa de Justiça”, que seja, depende de minha crença em Deus Pai, por Jesus, e de minha entrega a Ele; não depende a minha salvação de minhas obras, de minha aparência, do que sou ou do que eu tenho, de onde e como vivo. Não! Minha salvação depende do meu amor verdadeiro, puro e sincero (condição do meu coração), voltado ao Justo Juiz, que assim quis que fôssemos salvos: por Jesus Cristo de Nazaré. Pelo Filho nós somos redimidos. Regenerados. Justificados. Separados. Amados. Cuidados. Salvos. Maranata! Ora, vem Senhor Jesus! 

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Mário Quintana)

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“O segredo não é correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim e elas virão até você” – Mário Quintana.

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Insight (Pergunte-se)

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PERGUNTE-SE

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“Por que alguns cristãos, apesar de ouvirem mil bons sermões, não têm avanço na vida espiritual?

Porque eles negligenciam sua obrigação, seu quarto fechado, a solidão com Deus…

Eles não meditam no que ouviram.

Eles “amam” o trigo, mas não moê-lo.

Eles teriam o milho, mas eles não irão ao campo colhê-lo.

O fruto está pendurado, mas eles não vão estender a mão.

A água está fluindo em seus pés, mas eles não vão se inclinar para beber…

Irão reclamar porque outros não fazem isso para eles…

De tal loucura livrai-nos, ó Deus!” 

Charles Haddon Spurgeon

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Frases Etc. (Leon Tolstói)

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“Não é possível ser bom pela metade” – Leon Tolstói.

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Frases Etc. (Oswald Chambers)

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“É sempre necessário esforçar-se para alcançar algo nobre” – Oswald Chambers.

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Provérbios 11: 27.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O que busca o bem encontra favor; mas ao que procura o mal, este lhe sobrevirá” – Pv. 11: 27.

Outro dia vi e ouvi (em um vídeo) um ponto de vista bastante interessante, sobre a busca da felicidade e seus limites. Ser feliz a qualquer custo, segundo o locutor, não é algo sadio. E tem ele razão (acho eu): quem, eventualmente, procura ser feliz desse modo, inevitavelmente acaba praticando o mal. Não existe satisfação plena de um ser humano nessa seara, felicidade, nem tampouco existe o pleno preenchimento das necessidades físicas de alguém, visto que “um degrau galgado”, e a pessoa já mira no próximo, insatisfeita. Sempre queremos mais! É a natureza humana, pura e simples, retrato da realidade (no geral). Claro que existem pessoas desprendidas, mas são elas exceções à regra. Na “vala comum”, é assim que “a banca toca”. E a maldade inerente ao ser humano está por toda parte, muitos são os que procuram o mal.

O oposto do mal é o bem. Um faz “oposição” ao outro. E o homem do vídeo dizia que o melhor a fazer seria não procurar a felicidade, mas fazer o bem, ser bom. Talvez não seja possível atingir a plenitude desse estado de espírito de se tentar ser bom. Pois que temos em nós, arraigada, uma “sementinha do mal”, contra a qual devemos lutar a vida toda, de preferência, com a ajuda de Deus. Se intentarmos fazer isso pela “força de nossos braços”, sozinhos, será uma “luta inglória”, das mais difíceis. Assim, a felicidade seria um “plus” em nossas vidas, não um objetivo a ser perseguido, mas uma consequência ligada diretamente aos nossos atos e condutas. Se presente a felicidade, ótimo, desfrutemos todos dela, mas jamais percamos de vista que ela é efêmera, e que não é a coisa mais importante. Com esse raciocínio, nós podemos concluir que ser bom é melhor do que ser feliz. Bondade é superior à felicidade. E faz sentido isso, porque a bondade atrai a felicidade. Um ato de bondade traz imediata felicidade ao seu executor.

Ser bom é um grande desafio. Quando o “jovem rico” chamou Jesus de “Bom Mestre”, ele imediatamente redarguiu: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um só, que é DeusMarcos 10: 18. Jesus talvez estivesse querendo (nos) dizer que ser bom requer esforço e atitude, de quem quer que queira fazer o bem. Boa coisa é ser bom. Melhor que ser feliz. Mas dá para ser bom e ser feliz ao mesmo tempo. É absolutamente possível essa combinação. Só não sei se dá para ser mau e feliz conjuntamente. A pessoa má busca de forma precípua a satisfação de seus desejos e interesses pessoais, especialmente os de natureza física. Bens materiais, as “necessidades” de seu corpo, poder, aparência, conforto, luxo (se puder), e coisas do gênero. E para a obtenção dessas coisas todas, não hesita em “pisar” nos outros, passar por cima de interesses alheios, e em desrespeitar quem quer que seja. Em casos mais graves, a pessoa trapaceia, defrauda, furta, rouba, mata até. A estes que procuram o mal, pois, o mal lhes sobrevirá, inevitavelmente, e a felicidade lhes estará “além da linha do horizonte”, totalmente “fora de vista”.

Mas o favor do Senhor está com aqueles que buscam o bem. Só essa frase já “indica” alguma felicidade, na minha modesta concepção de ver as coisas. Aquele que faz o bem, decerto, precipuamente visa o “conforto” do outro, sem descuidar de si mesmo (equilíbrio, sempre). No mais, parece óbvia a escolha entre o bem e o mal, mas não é coisa tão óbvia assim, dadas as nefastas condições do Mundo em que vivemos. Se mais e mais pessoas optassem pela bondade ao invés de perseguirem a felicidade (como fim), além de mais feliz, o Mundo seria um lugar bem melhor do que efetivamente é (ou nem é). Do mesmo modo que o mal cobra o seu preço, o bem traz benefícios aos que a ele aderem. Mas a pessoa deve tentar ser boa não por conta desses benefícios: ser bom deve ser o objetivo, o alvo, a finalidade, o “cálice dourado”. O resto, o Senhor nos acrescenta segundo sua benevolência e critério, este último, que pouco ou mesmo nada conhecemos. Certo é, no entanto, que vivemos uns para os outros, e menos para nós mesmos, essa deveria ser, por evidência, a “regra de ouro”. Jesus estava certo quando nos ensinou que melhor coisa é dar do que receber (Atos 20: 35). O Mestre, com esse discurso, nos impele a sermos bons. Busquemos, pois, antes o “sermos bons”, do que a felicidade; e a felicidade virá até nós como favor do Senhor (e se não vier, tudo bem também). Ser bom é ser feliz (ser feliz por ser bom). Felicidade na vida é um “alvo secundário”; ser bom, em Jesus, é buscar nada menos do que o sublime.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Rubem Alves)

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“Cheguei aonde cheguei porque tudo o que eu planejei deu errado” – Rubem Alves.

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Salmo 54: 4.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Certamente Deus é o meu ajudador; o Senhor é quem sustenta a minha alma” – Sl. 54: 4.

É a Ele que eu agradeço todos os dias, várias vezes ao dia, pela minha sanidade mental, e por me preservar Seu, para o Reino de Deus e à Eternidade em Sua presença. No entanto, penso que minha alma estaria “em frangalhos”, no presente tempo, nesses dias duros e impiedosos em que vivemos, não fosse pela intervenção de Deus Pai. O Senhor sustenta a minha alma, como fez com a alma do Salmista. O Senhor é o meu Ajudador em todos os aspectos, claro, admito, e também tenho muita gratidão por tudo isso, mas o verso parece que se inclina mais para o lado existencial do ser humano, da compreensão e apreensão do visível e do invisível, das coisas que “quereríamos saber”, das certezas que gostaríamos de ter, porém, sobre as quais pouco ou nada sabemos. O Senhor nos quer “intuitivos” na senda que traça para nós, tudo indica. E nos quer com fé, Nele, segundo a Bíblia Sagrada.

A alma é a “estrutura” do ser. Carne e ossos nos mantêm de pé; pois a alma “mantém de pé” o nosso espírito, o nosso ânimo e ser. Alma bem postada e serena, alinhada com Deus (em Jesus): mente sã, ou, ao menos, boa possibilidade de que isso ocorra. O conceito de matéria não nos é capaz de explicar a alma. O corpo que nos abriga não a reflete. As almas interagem entre si pelo que é corpóreo, externo, mas a alma é incorpórea, aparentemente. “Vejo pessoas, não vejo almas” – parece certo dizer. O Senhor dá fôlego de vida a todas as almas que cria, pelo Seu Espírito Santo. Contudo, nem todas as almas são gratas a Deus por essa dádiva. O melhor de tudo é ter a percepção e o discernimento de que é o Senhor quem nos sustenta nessa parte nossa, espiritual e incorpórea, inefável. Há pessoas que passam pela vida sem sequer terem tido consciência dessa bênção. Talvez essa seja a diferença entre instinto e razão. Mesmo com alguma ética e moralidade, o instinto leva a pessoa a fazer o que for preciso para sobreviver. Algo como “comamos e bebamos que amanhã morreremos”, mas ninguém quer morrer, a princípio.

Um avô de um amigo, segundo este me contou, no leito de morte dizia repetidamente: “não me conformo, não me conformo”, a assim foi. Como avô, já era um senhor de idade, mas não havia nele, em sua alma, ao que me parece, a clareza da finitude humana. Daí o inconformismo desse avô querido, mas irremediável. O tempo é uma “torneira aberta”, pela qual “as nossas vidas vazam”, sem cessar, até se esgotar a “água estocada por Deus”, em cada um de nós. Vida é um “reservatório de tempo”, limitado e finito. E depois de a “última gota” se desprender e ir ao chão, o “vaso quebra”, os dias se exaurem. Em seguida (acredito eu: logo em seguida – Lucas 23: 43), vem o Juízo de Deus, e o Tribunal de Cristo. Todos nós nos encontraremos com o Senhor, de um jeito ou de outro, pois na Bíblia lemos que “todo joelho se dobrará perante o Todo-Poderoso, e toda língua O confessará” (Romanos 14: 11). Se o Senhor Jesus nos livrar do Juízo, pela crença que temos Nele, tanto melhor, mas que todos nós havemos de dar conta de nós mesmos a Deus Pai, bem, isso é um fato incontornável (Romanos 14: 12).

Vidas começam e vidas terminam todos os dias. E eu descobri o porquê dessa divagação toda (minha), acima. Trata-se da nossa natural “humanidade”, que é a “capacidade” do ser humano de cometer, repetidas vezes, erros e mais erros. Deus sabe disso. E por isso nos mandou o Mestre, Jesus. Nesse passo, sempre gostei do escritor Rubem Alves, e fiquei muito triste quando ele morreu. Na época, muita gente boa ligada à Literatura se foi, e o Pr. Ed René Kivitz, pesaroso, com humor sadio e respeitoso, disse em seu Twitter: “Vai ter FLIP no Céu”. Linda esta perspectiva. Nós não podemos julgar ninguém, essa é a verdade. Jesus diz que isso não deve ser feito, aliás. Eu já havia lido muita coisa do Rubem Alves, antes de sua morte. E aprendi muito com ele, sobre Deus, inclusive. Depois de seu falecimento, li sua biografia, e me surpreendi, de vários modos. Vi um Rubem Alves humano, frágil, muitas vezes inseguro, nada de mito ou coisa parecida. Um homem comum, como todos, sujeito às mais variadas paixões (não somos todos nós assim?), que apenas se destacou por sua perspicácia e bondade, além do dom da escrita, dom magistral (de Deus).

Porém, outro dia, procurando na internet frases para o Blog, li um artigo de um cidadão “descendo a lenha” no Rubem Alves, praticamente condenando-o ao Inferno. Isso me entristeceu muito, porque houve um nefasto “julgamento” dessa pessoa, totalmente impertinente, provocando-me a lembrança da Parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas 18: 9 a 14). Eu mesmo tive doloroso temor a Deus em relação a mim mesmo, e por nós todos, devido à nossa falibilidade nata, mas fui consolado de imediato: lembrei-me do encontro de Jesus com o Jovem Rico (Mateus 16 a 30), e de que a salvação “custa caro”, só é possível a Deus nos remir. Então, falar mal de alguém que já se foi? Pra quê? Morto não se defende, ora. E pude perceber algo bem desagradável: quem se coloca a favor de uma instituição religiosa em detrimento de uma ou mais pessoas é um idólatra. A instituição existe por causa das pessoas, e não o inverso. Salvação é dom de Deus, ninguém a merece por si só, por seus méritos pessoais. Não acredito que Rubem Alves tenha sido um “Judas”, de maneira nenhuma, pelo contrário, entendo que ele seguiu a Deus Pai, por Jesus, durante toda a sua vida, entre erros e acertos (como todos nós, por certo). Denegri-lo é pura maldade e estultícia. Não devemos julgar a ninguém. E friso que não desejo o mal ao “crítico” do Rubem Alves, longe disso. Peço a Deus, tão somente, em Nome de Cristo Jesus, que Ele “escale” o Rubem Alves para recepcioná-lo no Céu, no tempo designado, e que aqui na terra lhe dê entendimento para ser fiel unicamente a Jesus Cristo, em amor a Deus, e amor ao próximo, ensinando-lhe a dar menos importância à instituição da qual faz parte. E que lhe dê um “jardim”. Amém.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Dor e pesar fazem os homens se tornarem sinceros” – Henry Ward Beecher.

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Frases Etc. (Sigmund Freud)

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“Fui um homem afortunado, na vida nada me foi fácil” – Sigmund Freud.

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2 Timóteo 2: 3.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Sofre, pois, comigo, as aflições como bom soldado de Cristo Jesus” – 2 Tm. 2: 3.

Esse verso destoa de muitos discursos por aí, de gente que se coloca a frente de Ministérios os mais variados, e que prometem a seus fiéis o livramento do sofrimento, além de muitas outras coisas que não podem cumprir. Fato. Em síntese, o que se ouve é algo como “venha para minha igreja e seja curado”; “venha para minha igreja e seja próspero”; “faça isso ou aquilo e você alcançará a vitória”; e assim por diante. Contudo, tem doente que ora a Deus, e morre. Tem pobre que vive na pobreza a vida inteira, apesar de frequentar certo culto. E tem pessoas que jamais alcançam vitória na vida, porque buscam aquilo que está errado, diante de Deus. Ora, se alguém se entrega a Cristo Jesus, por suposição, agora, esse alguém obtém vitória, agora. Não muda a sua condição física, nem a mental, ele não fica rico, nem passa a ser bonito ou tem algum sucesso imediato: esse “alguém” simplesmente obtém para si a salvação de sua alma, ganha a Eternidade na presença de Deus, e essa é a maior vitória de um ser humano em sua vida “na carne”. Ponto.

Paulo disse a Timóteo para sofrer com ele as aflições, como bom soldado de Cristo Jesus. Ou seja, sofrimento e aflições virão, e muito disso, como coisas absolutamente normais em qualquer existência humana. Deve chamar nossa atenção, no verso, o fato de Paulo dizer “soldado”. “Soldado”. Não falou outra patente qualquer, mas “soldado”. E isso quer dizer, certamente: “com humildade” ou “humildemente”. Soldado é “pau pra toda obra”, sempre tem alguém “superior” mandando nele, e ele está sempre “na frente da batalha”, não na “segurança da retaguarda”, onde comumente se colocam os oficiais e os protegidos. Soldado se arrisca mais do que os outros das tropas, ele se expõe, e está exposto, de modo geral. Soldado comumente é “peça descartável” do “tabuleiro”, não consegue muita atenção para si mesmo, não vale muito, ou mesmo vale nada, na hierarquia de um exército. Nem “chega perto” do “alto escalão”, sempre é preterido, e “posto em seu devido lugar”. Mas as guerras são ganhas pelos esforços, e baixas, dos soldados. O soldado se sacrifica por uma causa maior e mais nobre. O soldado de Cristo, humilde, se sacrifica pelo Mestre. Primeiro requisito, pois, no soldado de Jesus Cristo: humildade.

Mas a verdade é que poucos se contentam em ser soldado, a maioria quer o “oficialato”. O uniforme é mais bonito, tem mais pompa, as regalias são maiores, e há a “dignidade” da patente, claro. O “olhar de cima” é muito melhor do que sempre ter de “olhar pra cima”. A altivez de galgar os postos disponíveis na “armada” é fascinante, indiscutivelmente mais interessante, em todos os sentidos possíveis. A pessoa se sente superiora, “melhor” que o soldado, faz bem ao seu ego e à sua autoestima ser “mais”. Bom é, aliás, manter em alta a autoestima. Ser sempre soldado é o mesmo que ser um “fracassado”, alguém a quem Deus “fechou os olhos”. Será mesmo isso? O Deus Todo-Poderoso, a Quem nós chamamos de Pai, faria acepção de pessoas? Óbvio que não. Jesus teria os Seus “favoritos”, a ponto de tratar uns de um jeito e outros de outro? Não, não, claro que não. Deus é justo, e o Senhor Jesus, também. A vida varia em suas muitas fases, todos sofrem de modos diversos, mas a salvação é a vitória máxima de qualquer ser humano, e é igual para todos.

Quer ser cristão? Seguidor de Jesus Cristo? Muito bom, uma ótima decisão, a decisão excelente “por excelência”, a melhor de sua vida, mas prepare-se para a “turbulência” e para o “serviço de soldado”. Não que a “turbulência” já não faça parte de sua vida, faz, mas você a verá “com outros olhos”, será diferente. Não que fique mais fácil, como muitos pregam por aí, mas, tenho pra mim, que importa menos, ou algo assim. Meu Deus, eu obtive a salvação de minha alma, e a vida é um sopro, quê me importará algum sofrimento? Ainda, com o Senhor Jesus ao meu lado? Cristianismo não livra ninguém do sofrimento ordinário da vida. Cristianismo, em Jesus, salva, liberta, instrui, faz a pessoa crescer, não “rumo ao oficialato”, mas a ser um “bom soldado”, humilde e consciente de si mesmo e da maldade do Mundo. Muitos “lutam” suas vidas pelas regras do sistema mundano, que é efêmero e, “Puf!”, tudo rui e desaparece; o Cristianismo nos apresenta outra “forma de lutar” as nossas vidas: pelas regras do Reino de Deus, que é Eterno. Nesse passo, pois, melhor ser um “soldado” no Reino de Deus do que um “general” deste (ou neste) século.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Rubem Alves)

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“A paixão só se contenta com o eterno” – Rubem Alves.

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Criado-Mudo (O Terceiro Templo)

“Um grande livro deveria deixar você com muitas experiências e um pouco exausto no final. Você vive muitas vidas enquanto lê” – William Styron.

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Livro recomendado“O TERCEIRO TEMPLO – Os conflitos Árabe-Israelenses e os choques do Petróleo” Ivan Sant’Anna. Editora Objetiva, 1.ª Edição – 2015 (188 Páginas).

Um pouco sobre o livro: este livro é, ao mesmo tempo, uma obra histórica, um extenso artigo sobre relações internacionais e petróleo, um relato sobre a força do Povo Judeu (protegido por Deus), além de tratar de alguns assuntos Bíblicos, se o leitor estiver atento. Há a História Bíblica se desenrolando desde tempos imemoriais, ininterrupta, e há a História dos povos e nações, de um passado recente até os nossos dias, desvelando os interesses econômicos, políticos, sociais e financeiros dos Estados e de seus líderes. Não é possível, no entanto, dissociar a História Bíblica da História da Humanidade. Ambas estão entrelaçadas, do começo ao fim dos dias. E este livro, na minha opinião, junta as duas vertentes de forma magistral. 

De fato, são vários os assuntos abordados que, misturados, nos mostram algumas verdades incontestáveis. A finitude do petróleo. A luta pelos recursos naturais. O precário equilíbrio do Mundo moderno. O ódio entre povos e nações. Os interesses unilaterais dos países, mundo afora. O egoísmo e o egocentrismo de seus Chefes de Estado. Demonstrações de força bélica. Venda de armas. A vaidade de vaidades dos homens. O sacrifício de pessoas em prol de interesses escusos e nefastos. Guerra e morticínio. Crueldades. Incessantes lutas por território. Maldades e dores. Sofrimentos. Injustiças. Holocausto. Diferenças intransponíveis entre pessoas da mesma estirpe. Intransigência. E muitas outras coisas interessantes, a exemplo de diversas histórias pessoais de homens e mulheres, líderes mundiais, que se destacaram nesse “cenário de horrores” (desculpem-me pelas palavras, mas é isso que a nossa história é: um verdadeirocenário de horrores”). Contudo, ainda que este livro seja, por si só, muito interessante e instrutivo, em verdade, prendendo a atenção do leitor desde a primeira página até a última, se for lido de forma crítica sob a ótica das Escrituras Sagradas, ele se torna mais precioso a quem o lê (meu caso), pois que há de reconhecer a força e o poder do Senhor a cada capítulo, nos eventos narrados. E todos os cristãos devidamente instruídos estão à espera do Terceiro Templo…   

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“Estudo sem adoração é também perigoso, e o povo de Jesus sofre constantemente os seus efeitos nocivos, especialmente nos meios acadêmicos. Lidar com as coisas de Deus sem adorar é sempre falseá-las” – Dallas Willard.

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Frases Etc. (Dallas Willard)

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“É preciso aliar a adoração ao estudo para completar a renovação da nossa mente pela imersão voluntária na pessoa radiante e digna de todo louvor, Jesus” – Dallas Willard.

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2 Tessalonicenses 3: 2.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“E orai para que sejamos livres de homens perversos e maus, pois a fé não é de todos” – 2 Ts. 3: 2.

A fé não é de todos. Essa é uma afirmação das mais verdadeiras. Há aqueles que se aproveitam da fé para obter para si vantagens das mais ilícitas. Porque se aproveitam das crenças alheias como meio de vida para enriquecerem. Constroem sistemas religiosos nefastos, baseados na Bíblia Sagrada, que são alimentados financeiramente por fiéis piedosos e engodados. Exploram a ignorância alheia e represam recursos e bens para si, em detrimento da desgraça e da pobreza dos outros. Muitas vezes, na plateia dessas igrejas e seitas, as pessoas passam as mais variadas necessidades, mas não deixam de dar seus dízimos e ofertas a esses crápulas estelionatários, que voltam para o conforto de suas mansões, enquanto os pequeninos de Deus voltam aos seus lares, muitas vezes, sem ter o que comer e faltando de tudo, de remédios a outros itens básicos. São estes exploradores que se enquadram no verso, e são homens perversos e maus.

Não é errado que um líder religioso qualquer receba um salário por seu Ministério, desde que nele se ache idoneidade e integridade, principalmente para com o Senhor. Há muitas pessoas nessa condição, que dedicam tempo integral ao serviço de Deus. Esses merecem seus respectivos ordenados, pois que viver custa caro. Se a dedicação é exclusiva a Deus, não há tempo para o trabalho secular. Nem se espera isso daquele que tem um dom de cuidado ou de “pastoreio”. Bom é que essa pessoa exerça mesmo seu sacerdócio, a sua vocação, com total liberdade e apoio, pois são pessoas assim, boas e desprendidas, que ajudam o próximo e diminuem o sofrimento que nos rodeia. Seria ótimo se tivéssemos mais pessoas como estas, não importando se forem padres, pastores, voluntários ou como sejam chamados ou identificados. Importa a retidão de coração e o trabalho digno a Deus, seja remunerado ou não, tanto faz. Há pessoas, aliás, que merecem muito mais do que ganham, e permanecem firmes na vereda que Deus lhes pôs. 

Os homens perversos e maus são bem diferentes disso. Eles se acham “no direito” de se vestirem bem, amam os “holofotes”, adoram o dinheiro, gostam de ser servidos, e pouco ou nada servem. Casas enormes, mansões luxuosas, com a justificativa de que “recebem” muita gente, no mais das vezes. Carros caros, blindados. Muito têm até aviões particulares. Não dispensam o conforto, de jeito nenhum. Vivem no luxo. Aparentam saúde e sucesso, pregam prosperidade, e se colocam como exemplo disso para aqueles que querem o mesmo. Há dois tipos de seguidores dessa gente: o que quer ser igual ao líder de sucesso, e os que são enganados, mas levados pela própria torpeza, porque tratam esse líder como celebridade. Eu já disse aqui que não sou católico nem evangélico, mas cristão, seguidor de Jesus Cristo, contudo pego o exemplo de São Francisco de Assis, frade católico, que era rico e abriu mão de tudo pela causa de Deus. Nesse “caminho” de Francisco não se vê nenhum desses homens perversos e maus, porque eles amaldiçoam aqueles que não dão a eles, religiosamente, os dízimos e as ofertas às suas “igrejas-empresas.

Qualquer pessoa que queira se ver livre de desses homens perversos e maus, deve orar a Deus como diz o verso, para que a liberte. Mas não é só isso: essa pessoa precisa estar com seu coração reto e destituído de torpe ganância. Deve ter desprendimento no tocante às coisas de Deus. O Senhor nos presenteia com inúmeros dons e bênçãos, e Jesus nos ensina: de graça recebestes, então, faça o mesmo, dê de graça. Não minta, com o intuito de ganhar dinheiro e enriquecer, à custa do Santo Nome do Senhor. Jamais faça isso. E as pessoas que queiram “pisar” nesses homens maus e perversos, e evitá-los, devem se livrar de toda ignorância. Devem investir tempo seu no conhecimento das Escrituras Sagradas, devem meditar e refletir sobre o Reino de Deus, e devem criar intimidade com Deus Pai, dispensando e condenando as “panelinhas” de igrejas por aí, que constantemente causam divisões, marginalizam pessoas, e maltratam muitos pequeninos de Deus.

A fé em Cristo Jesus não é de todos. Muitos aparentam ter fé em Jesus, mas são sepulcros caiados, cheios de toda a imundícia: seus interesses não coincidem com os desígnios do Mestre. Quer ser cristão de verdade? Puro e íntegro? Esteja, pois, em constante autoanálise, ore e vigie, aprenda, e estreite relação de intimidade com o Senhor. “Sature-se”, alma, mente e espírito, com o grato conteúdo da Bíblia Sagrada. Pense “fora da caixa”. Respeite as diversidades. Seja tolerante. “Calce os sapatos” do próximo. Aparte-se do mal, o que inclui se afastar de homens perversos e maus. Tenha gratidão pelo Senhor. Aprenda a amar e exercite o “amor-atitude”, que é Mandamento de Deus. Quer, enfim, habitar no Tabernáculo de Deus? Se sim, então, leia o Salmo 15, e veja se você é ou não um candidato a “morador”. Por fim, lembremo-nos todos: se alguém está fora das “especificações” do Salmo 15, sempre há tempo para o necessário arrependimento, mas em vida, nunca depois da morte.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Thomas Merton)

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“A fé penetra no intelecto, não através dos sentidos, simplesmente, mas por uma luz infusa diretamente advinda da ação de Deus” – Thomas Merton.

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Insight (Sempre fazendo o bem…)

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(Fazendo o bem…).

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Quando tocamos em algo, deixamos as nossas impressões digitais.

Quando tocamos as vidas das pessoas, deixamos nossa identidade.

A vida é boa quando nós estamos felizes.

Mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por nossa causa.

Nada na Natureza vive para si mesmo.

Os rios não bebem sua própria água.

As árvores não comem seus próprios frutos.

O sol não brilha para ele mesmo.

E as flores não espalham sua fragrância para elas mesmas.

Jesus não se sacrificou por Si mesmo, mas por nós.

Viver para os outros é uma regra da Natureza.

Todos nós nascemos para ajudar uns aos outros.

Não importa quão difícil seja a situação em que você se encontre…

Continue sempre fazendo o bem!

Autor Desconhecido

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Frases Etc. (Rubem Alves)

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“Nós, os humanos, temos essa horrível e maravilhosa capacidade de sofrer pelo que não existe. Somos neuróticos” – Rubem Alves.

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Frases Etc. (Bill Sawyer)

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“Você sempre pode escolher, entre uma e outra perspectiva: reclamar que as roseiras, a despeito das rosas, têm espinhos; ou se regozijar com as roseiras, a despeito dos espinhos, porque nela florescem rosas” – Bill Sawyer.

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Salmo 44: 22.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Contudo, por amor de ti somos mortos o dia todo; somos considerados como ovelhas para o matadouro” – Sl. 44: 22.

Li e reli este verso, tentando entendê-lo. Li e reli este verso, buscando entendimento. Nem sei quantas vezes… Parece que o verso fala sobre disposição e submissão. O cristão deve estar disposto e disponível para servir o Mestre, o dia todo, todos os dias. O cristão deve se submeter ao Senhor Jesus, e a ninguém mais. Claro que existem várias obrigações inerentes à vida cristã, especialmente com relação ao cumprimento dos dois maiores Mandamentos de Deus (Mateus 35 a 40). Quem é o cristão? Ou o que é um cristão? Essas duas perguntas se fizeram presentes nas minhas reflexões por muito tempo, e ainda estão me rondando. Cristão, por definição e lógica, é aquele que “segue” o Senhor Jesus. Mas acho que a resposta é mais profunda. Tem a ver com o coração e com o mais íntimo da pessoa. Não há como saber se alguém é cristão, porque essa condição está desvelada apenas em seu âmago. Só Deus vê.

Quem é cristão, pois? Será aquele que carrega consigo, em seu ser mais interior, recôndito de Deus, a marca de amor do Mestre? O Selo do Espírito Santo da Promessa? Pode ser tudo isso, é tudo isso, mas tem mais, acho. Eu creio que deva existir um relacionamento com Deus, uma proximidade que, muitas vezes, a religião não nos proporciona. Difícil de “pintar o quadro” de se ter intimidade com Deus. Só quem tem, sabe o que é. Afinal, alguém já viu a Deus? Ou Ele é visto aqui e ali, a todo o momento? Não, o Senhor se manifesta no Mundo por intermédio de Seus filhos, de todos aqueles que se submeteram a Jesus, o Cristo de Deus. Assim, alguém não pode ser chamado ou identificado como cristão apenas porque frequenta esta ou aquela igreja. Tem cristão que não é cristão. E tem cristão que é cristão. Este, geralmente, aparenta ser “menor” do que o primeiro. O cristão que é cristão se dispõe, está disponível, e é submisso (a Deus).

Contudo, essa submissão não é uma forma de escravidão, mas de liberdade assistida por Deus. Não é algo ruim, ou que possa ser visto como pejorativo. Na verdade é uma honra concedida ao ser humano, um presente dos Céus, o mais valioso bem de alguém. Como é bom ter consciência e percepção das Escrituras Sagradas. Como é gostosa a lida com Deus Pai e com Jesus, diariamente. Não confundir isso com as dificuldades da vida, que sempre estarão nos rodeando. Cada coisa “no seu galho”. Fiquei pensando nisso tudo muito tempo, e vi como nós gostamos de nomes, de definições e de outras bobagens. Refleti, e vi que “cristão” é o gênero, do qual derivam vários outros termos. Mas “cristão” é o que realmente importa. Ser “cristão” é a “chave” do Reino de Deus. E isso se dá na esfera privada do coração, onde só a pessoa e Deus interagem.

Religião, como disse, muitas vezes é um empecilho para a verdadeira adoração. Mas não as condeno, de forma alguma. Eu conheci a Deus, por Jesus, graças a uma delas. Se eu escrevo textos dedicados a Deus, hoje, com o fim de ajudar os outros a pensar e a refletir no Senhor, isso eu devo, antes, a uma forma de religião, a que aderi e que me ensinou os rudimentos, a base e os fundamentos do “edifício” que sou agora, e que continua sendo construído, dia após dia, como a ovelha que vai para o matadouro. Assim, pense em alguém que tem uma religião diferente, mas baseada em Cristo Jesus, na Bíblia Sagrada. Para facilitar o exemplo, vamos pegar um Católico e um Batista, pronto. Tem Católico cristão e não cristão; e tem Batista cristão e não cristão. Ser Católico ou Batista importa menos do que ser, simplesmente, cristão. O cristão “é morto” todos os dias pelas misérias alheias, pela maldade do ser humano, pela falta de amor ao próximo, pela pobreza, pela ignorância dos povos, por tudo que afronta a Deus Pai. Diante de fatos como estes, nós somos impotentes, como “ovelhas mudas” sendo levadas para o matadouro. Porém, carregamos conosco, em “nossos fardos”, o triunfo do Senhor, que se sobreporá sobre tudo o que é ruim neste Mundo. Um dia, breve, não sei…

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“Seguramente o comportamento dos outros se transformará diante do choque de serem tratados com amor, justiça e misericórdia” – Dallas Willard.

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2 Tessalonicenses 1: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Deus é justo: Ele dará em paga tribulação aos que vos atribulam” – 2 Ts. 1: 6.

Deus é justo! Sim, Ele é! Mas essas palavras são fortes. E requerem discernimento de nossa parte, para entendê-las. Nós não devemos tomá-las como um desejo nosso, de jeito nenhum, em nenhuma circunstância. Desejar o mal a qualquer pessoa é errado, apesar de que somos humanos, e isso acontece dentro de nós, por vezes. Parece mais uma situação de causa e efeito, problema exclusivo de Deus Pai. Colher aquilo que se planta é uma parábola Bíblica, o fruto corresponde àquilo que lhe deu origem, não pode ser diferente. E é uma metáfora para tudo o que fazemos nesta vida. Logo, portanto, planta-se o bem e se colhe o equivalente; planta-se o mal, e os males se voltam contra o indivíduo. Simples assim (Gálatas 6: 7). Trata-se, pois, de uma Lei e de um Princípio Espirituais. Não há quem se esquive disso. E é a intenção do coração que “dita” a “sanção”, ou correção, de Deus. Nesse meio há, ainda, a misericórdia de Deus, que é aplicada segundo critérios únicos do Senhor (Romanos 9: 15 e 18).

Como nada sabemos a respeito do modo como o Senhor aplica a misericórdia, o melhor mesmo é buscarmos ser boas pessoas, com intenções boas em nossos íntimos. Não desejar o mal a ninguém, em hipótese alguma. E alinharmos os nossos corações à vontade do Pai, em Jesus, especialmente pelo que aprendemos nas Escrituras Sagradas. É preciso esforço e foco para agir assim, porque nossa natural “humanidade” nos desvia, frequentemente, da Boa Vereda. Óbvio, mas nunca demais dizer, que somos seres fracos, frágeis, e suscetíveis a ceder diante de certos anseios e tentações (Provérbios 28: 21, 2.ª Parte). Todos nós temos “pontos fracos”, e fragilidades as mais diversas. Ser humano perfeito? Só um: Jesus. Mas Jesus é Deus, logo, fica difícil, melhor – fica impossível, se fazer qualquer comparação. E a Trindade nos ajuda sempre a darmos o melhor de nós, a nós mesmos, a Deus, ao próximo, e ao Mundo. Somos o que somos, ora, Deus sabe, e “alivia”, muito, as nossas “dívidas”, por Jesus, tanto as do passado (Colossenses 2: 13 e 14), como as do presente e do futuro (Hebreus 12: 3 a 7).

Todos os seres humanos estão “em dívida” com o Senhor, ninguém escapa disso. Jamais poderemos “pagar” o que Ele fez e faz por nós. Entretanto, talvez, Ele se alegre com um coração contrito e íntegro, e em ver em nós o amor que a Ele devemos. O querer agradá-Lo, e a nossa busca por fazer o bem. O Senhor deve se alegrar, também, em ver em nós a preocupação e o cuidado com o próximo, e a partilha das “dores” e dos “amores”. Essas coisas bem podem “compensar” os nossos erros e falhas, diante de Deus e dos homens, especialmente porque Deus é Pai, amoroso e zeloso conosco. Deus é justo! Jesus é o Justo de Deus! Sim, Ele é!

Eu separei esse verso porque tive e estou tendo muita tribulação com certa situação de vida, ligada ao meu trabalho. É horrível ter de lidar com pessoas presunçosas, arrogantes e vaidosas, e eu as encontro sempre, infelizmente. Tenho pena dessas pessoas, em primeiro lugar, mas também nutro desprezo e raiva por elas, algumas vezes. Não é bom pra mim isso, claro, eu sei. Desgasto-me a toa, e fico remoendo. Daí li o verso-título deste texto, e logo me lembrei de que não devo me alegrar pelo mal recebido pelo meu “inimigo” (Provérbios 24: 17 e 18). Como resolvo isso? Bem, devo entregar ao Senhor o meu coração e a tribulação recebida do outro/a, confiar Nele, e esperar. Se precisar fazer alguma coisa, faço, mas de coração “limpo”. Aqueles ou aquelas, que me atribularam ou atribulam, estarão em pior estado nas mãos do Senhor (Hebreus 10: 31), meu Vingador (Romanos 12: 19), do que nas minhas. E como posto acima, quem quer que seja que me atribule, inevitavelmente será atribulado pelo Senhor, dependendo (acho eu) do que o Senhor encontrar em meu coração. E frise-se bem: não se trata de desejo meu, mas de Lei e de Princípio Espirituais, como dito. Causa + efeito = consequências. Ponto. Só preciso manter meu coração puro, e agir de acordo, esperando por Deus Pai. Com isso, todas as afrontas, sem exceções, serão objeto de acertos, vindos dos Céus (Salmo 44: 5 a 7). E “ai” daquele/a que estiver na “mira” do Senhor, nesse passo…

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Frases Etc. (Saadat Hasan Manto)

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“Aqueles que pensam que religiões podem ser mortas pelas armas são tolos” – Saadat Hasan Manto.

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Frases Etc. (George Santayana)

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“Apenas os mortos viram o fim da guerra” – George Santayana.

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Salmo 39: 4.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Faze-me conhecer, ó Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias; faze-me conhecer a minha fragilidade” – Sl. 39: 4.

Salmo de Davi, e eu creio que o Senhor não o atendeu em seu primeiro pedido do verso. Fala-se muito sobre o momento da morte, porém, salvo engano (meu), ninguém sabe quando e como será sua própria morte. Um ser humano muito especial, entretanto, aparentemente sabia: Jesus. Mas Jesus é Deus, não conta. Os filhos dos homens não sabem seu destino, nem mesmo no minuto seguinte de vida. No máximo, há uma mera expectativa. Gosto, frequentemente, de lembrar de certo apresentador de TV, que, terminado seu programa, sempre dizia: “até amanhã, se Deus quiser”. Muito sábia essa saudação de despedida, porque é exata e correta, muito feliz e adequada. A maioria das pessoas se despede com somente o “até amanhã”, e, com o devido respeito, claro, a mim essa me parece uma despedida revestida de soberba e de arrogância, mesmo sem que exista essa intenção, soa assim. Porque só o Senhor sabe o fim dos nossos dias, e não é pertinente, portanto, omitir o “se Deus quiser” da frase.

Mas tudo bem, isso não é uma crítica minha, longe disso, não mesmo, é, na verdade, apenas um pouco de “combustível”, para ser “queimado” em reflexão. Mas que o Senhor nos adverte sobre isso, bem, isso Ele faz, com todas as letras: E agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. Ora, não sabeis o que acontecerá amanha. O que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo. Vós vos jactais das vossas presunções. Ora, toda jactância tal como esta é malignaTiago 4: 13 a 16. Por certo que estes versos de Tiago se prestam a qualquer situação de vida, e o exemplo é meramente figurativo. Não nos é tirada, no entanto, a nossa capacidade (e necessidade) de fazermos planos e de buscarmos a realização de sonhos. Não, de jeito nenhum. Precisamos “compor” os nossos horizontes e temos quase que a obrigação de sonhar.

Sempre digo que se uma pessoa quer exercer a medicina, deve empenhar anos de sua vida, para alcançar seu objetivo (plano e/ou sonho). Ninguém se torna médico “num passe de mágica”. Não há quem ore a Deus, de noite, pedindo para ser médico, e acorde médico, na manhã seguinte. Para cumprir e atingir nossos planos e sonhos, com a ajuda de Deus, nós precisamos, geralmente, de muito empenho e esforço. É preciso investir tempo e dinheiro nessas empreitadas. Na Medicina, por exemplo, são seis anos de faculdade, mais certo tempo de residência, e, finalmente, mais alguns anos de especialização e prática. Depois disso, finalmente, teremos um médico, e lá se foi cerca de dez anos da vida da pessoa. A questão toda se resolve no coração do pretenso candidato a qualquer coisa (sonho/plano): se houver presunção, coisa maligna; se houver humildade e desprendimento, nada há de errado, pelo contrário, é o esperado por Deus e pelos homens. Conheci uma menina que nasceu muito doente, e jamais desistiu de viver. Por volta de seus vinte anos, ela começou a cursar Psicologia, mas morreu antes de completar o curso. Está com o Senhor, e fez o que devia fazer, com coração reto. Belo exemplo.

Qualquer coisa que se faça com coração reto, sem presunção, arrogância e soberba, é coisa feita de forma correta, na base do “se Deus quiser”. Dando ou não dando certo, assim, está tudo bem, está tudo certo, Deus sabe. Ninguém sabe o que a vida nos reserva, e os planos e os sonhos nos dão razão para viver. Nós não nascemos para sermos apáticos e fatalistas. Precisamos de todo incentivo possível, precisamos produzir, sermos úteis, bons ao próximo, retos de coração. No Senhor, nós podemos fazer de tudo um pouco, tudo dentro de nossas naturais limitações. Algumas pessoas são privilegiadas, outras nem tanto, mas todos que creem em Deus, por Jesus, de forma íntegra, são agraciados com aptidão, ânimo, coragem, força e fé para lidar com as agruras da vida, e muitos de seus planos e sonhos acabam realizados. Às vezes não da forma prevista e esperada, mas melhor e com mais perfeição. A menina que cursava Psicologia era mais frágil do que aqueles com saúde normal. Mesmo assim ela se empenhou e fez o melhor que pôde. Lindo isso. Hoje ela certamente não precisa da cadeira de rodas que obrigatoriamente a levava para todos os lugares. Nós não temos como saber o dia de nossas respectivas mortes, coisa certa que há de acontecer. Contudo, nós temos a obrigação de saber e de ter consciência de nossa fragilidade, e não cometer o erro de sermos presunçosos. Cônscios, pois, “full time”, do “até amanhã, se Deus quiser”, com retidão, humildes e serenos, em Jesus.

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Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Mantenha em seu quintal um cemitério de bom tamanho, para nele enterrar todas as faltas dos seus amigos” – Henry Ward Beecher.

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Criado-Mudo (O Caminho do Senhor)

Um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar– Rubem Alves.

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Livro recomendado: “The Way of the Lord”  (O Caminho do Senhor) – Nicholas Thomas Wright. Editora Palavra, 1.ª Edição brasileira – 2011 (130 Páginas). Título em PortuguêsO CAMINHO DO PEREGRINO – A vida cristã é uma jornada espiritual.

Um pouco sobre o livro: este livro foi escrito na Inglaterra, por volta de 1998, e aqui no Brasil foi lançado em 2011, porém, com o mesmo título do livro de Laurentino Gomes e de Osmar Ludovico, de 2015. Por conta disso, e para não confundir, optei por marcar aqui, num primeiro plano, o título em inglês da obra original, que foi lançada no ano de 1999, no Reino Unido (UK). O CAMINHO DO PEREGRINO, portanto, desta indicação específica, não é o mesmo livro sobre o qual eu já escrevi no passado (em 10 de março de 2016 – vide Post aqui mesmo, no Amor-Perfeito). É bom salientar, desde logo, que ambas as obras são excelentes leituras. Contudo, este livro em particular, que acabei de ler, é uma preciosidade a qualquer crente em Jesus, ou cristão. Sem qualquer bandeira (senão Cristo), ele serve a qualquer pessoa que ame o Senhor Jesus, nosso Mestre. O conteúdo do livro é bastante reconfortante, e pode-se “captar” o amor e a fé contagiantes do autor ao escrevê-lo.

Ao lê-lo, a edificação de nossa fé é automática e crescente. Ótimo para os “imediatistas” e “ansiosos”, dos nossos dias (eu entre eles). É uma leitura muito confortável e agradável, e dá para sentir o agir do Espirito Santo de Deus, no decorrer de seus capítulos. Pelo menos, foi assim comigo. Livro pequeno, 130 páginas só, mas denso, não no sentido de leitura difícil, não. A mensagem é direta e simples, de fácil compreensão, por um lado; mas de outro lado, a mensagem nele contida é muito mais rica em sabedoria do Reino de Deus do que aparenta ser possível, somente tendo-o em mãos. Parece um hábil resumo de um livro enorme, de modo que, definitivamente, N.T. Wright foi guiado pelo Espírito de Deus na empreitada de escrevê-lo, e isso a cada “vírgula”, sem qualquer exagero. Na verdade, este livro é uma “banquete” a qualquer pessoa que o leia. É uma “refeição espiritual” completa e farta, muito “saborosa” e “nutritiva” ao coração, à alma e ao espirito de qualquer pessoa que o “devore”. Bênção na certa! Leia.  

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Frases Etc. (Thomas Merton)

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“A gratidão mostra sua reverência a Deus pela maneira como ela faz uso dos Seus dons” – Thomas Merton.

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Frases Etc. (N.T. Wright)

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“Jesus, o Messias, estabeleceu através de sua morte e ressurreição um reino que ofusca todos os sonhos políticos do mundo” – N.T. Wright.

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