Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Frases Etc. (Antoine De Saint-Exupéry)

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“O amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte” – Antoine De Saint-Exupéry (O Pequeno Príncipe).

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Provérbios 9: 5.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Vinde, comei do meu pão, e bebei do vinho que eu misturei” – Pv. 9: 5.

O Senhor nos convida a sentar em Sua mesa. Ele nos quer “alimentar” e nos ajudar a viver. Deus Pai nos oferece o “pão” e o “vinho”, ambos Dele. Metáfora ou não, bem-aventurado aquele que aceita esse grato convite. Tanto o pão como o vinho são símbolos Bíblicos, que nos remetem às coisas de Deus e ao próprio Reino de Deus. São muitas as histórias Bíblicas, nesse sentido. E podemos juntar ao “rol” do pão e do vinho, também, o peixe, que é um expressivo símbolo do Cristianismo. Esses alimentos têm a conotação de serem sagrados, e existem registros deles desde tempos imemoriais. O pão pode ser tido, e isso ainda hoje em dia, como um dos alimentos básicos do ser humano. O fruto da vide, a uva, quando transformada em vinho, e sem hipocrisia, é igualmente um produto fantástico da Humanidade, sendo certo que em países com tradição – e comumente de clima frio – é ele tratado como alimento sadio e necessário, dentre vários outros usos, até como remédio, inclusive. E os mares, rios e lagos nos dão os seus peixes, desde sempre, graças a Deus.

Na verdade, o que nos importa saber aqui é termos a ciência plena do convite de Deus para que nós nos acheguemos a Ele, e Dele tomemos a sabedoria e a ética, para vivermos melhor e sermos, no fim, salvos, em Jesus. Deus nos quer Consigo na Eternidade. Para tanto, precisamos “passar” por Jesus, sem o Qual não se alcança o Céu. O Senhor Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, e ninguém tem acesso ao Pai, senão por Ele (João 14: 6). Ou seja, para frisar bem: ao ser humano, qualquer pessoa, é imprescindível se entregar a Deus, por Jesus, para que aconteça a efetiva adoção (enxerto na Videira e salvação) e proximidade (relação de intimidade) com o Senhor. Este é um fator preponderante, uma condição sine qua non, para que alguém se torne filho de Deus, e herdeiro de Jesus Cristo. Bom deixar claro que não existe outro meio além deste, Biblicamente falando, apesar de que Deus é misericordioso e Seus mistérios nos são desconhecidos. Talvez pessoas possam ser salvas pela simples Soberania de Deus, que faz o que bem entende, mas isto seria uma exceção à regra disposta na Bíblia Sagrada. Fiquemos, no entanto, com o aquilo que é certo, e deixemos o incerto para Deus Pai, Todo-Poderoso, em Sua Onipotência.

O Senhor, de todo modo, zela e cuida de nós, e nessa matéria a Bíblia nos ensina que Ele sequer dormita (Salmo 121). Deus Pai nos acrescenta as coisas das quais necessitamos para viver, e nos sustentará na vida eterna. O convite de Deus, portanto, não se cinge apenas ao pão, peixe e vinho, não, mas a tudo o que concerne ao ser, ter e estar de uma pessoa, neste século e no além, vindouro. É uma promessa ampla de bênçãos e de bem-aventuranças, inesgotáveis, na presença Dele, seja espiritual ou física, conforme o ponto de vista, isto é, neste mundo ou pós-morte. A ordem das coisas espirituais nos diz que devemos buscar primeiro o Reino de Deus, e, assim, em seguida, todas as demais coisas nos serão acrescentadas pelo Senhor, naturalmente (Mateus 6: 25 a 34). Eis aqui uma assombrosa e fantástica Promessa do nosso Deus e Pai. E o convite do verso, em verdade, é justamente este: Deus tem o melhor para dar a cada um de nós, segundo a Sua bondade e benignidade. Ele quer nos dar Seu “pão” e Seu “vinho”, tudo. Ele nos diz para não nos “alimentarmos” daquilo que o Mundo oferece, porque aquilo que Ele tem para nós é incomparavelmente melhor.

O Mundo jaz no maligno, e quem nele se fia se decepciona, invariavelmente. É um engano, pois, confiar nos homens ou na força de nossos próprios braços. Por certo a vida cristã requer de nós muitos atos positivos e esforços, além de boa dose de resignação, e a inércia em nós não é algo esperado e querido pelo Senhor. O Senhor nos quer ativos, animados e vigorosos, na tarefa de espraiar o convite do verso, partilhando a nossa fé com todos quantos forem possíveis, e até coloca pessoas em nossos caminhos com essa intenção. A nossa identidade deve ser Jesus Cristo, e quem nos vir (e/ou ouvir), deve ver o Mestre, sempre (João 3: 30). Logo, depois do aceite do grato convite de Deus, pelo verso, nós nos tornamos embaixadores Seus, com a incumbência de mostrar a todas as gentes o Poder e a Graça de Deus, nos Céus e na Terra, visando, porém, a Eternidade em Sua augusta e maravilhosa presença. Benditos sejam todos aqueles que aceitarem o convite de Deus, pelo verso.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Pablo Picasso)

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“Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aqueles que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol” – Pablo Picasso.

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Frases Etc. (Ledrew Fox)

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“Não importa o quão cruel e sombria a nossa sociedade se torne, nós devemos sempre nos agarrar resoluta e obstinadamente na esperança de Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador” – Ledrew Fox.

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Insight (Feliz Natal ou Boas Festas?)

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Feliz Natal ou Boas Festas?

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O mundo ocidental tem sido influenciado por muito tempo por aquilo que chamamos de pós-modernismo ou multiculturalismo. Esse “espírito do tempo” tenta sobrepujar dois mil anos de história e relegar os valores tradicionais judaico-cristãos a ignomínia. Qualquer um hoje que ouse se posicionar pelos princípios fundamentais da Bíblia é visto como obtuso, primitivista, intolerante, um ser trevoso e obscuro. O bombardeio tem como argumento principal a ideia de que vivemos em uma sociedade multicultural e multirreligiosa, e que, portanto, não deveríamos comemorar festas ou celebrações religiosas em um ambiente onde existam outras diferentes crenças.

Em resposta a isso digo que a fé cristã civilizou nosso mundo e que somente em nações de maioria cristã temos a liberdade de adorar o Deus que quisermos. Você pode ser ateu em uma sociedade com maioria cristã, mas não pode ser cristão em um país com maioria de ateus. Você pode ser budista no Brasil com 87% de cristãos católicos e evangélicos, mas em alguns países com maioria budista a conversão é proibida por lei, e em outros novos cristãos sofrem forte pressão para negar sua fé. Você pode ser muçulmano nos países do ocidente com valores cristãos, mas não pode ser cristão no regime da sharia de Estados Muçulmanos. Caso viva em países menos radicais com maioria muçulmana, não poderá expressar sua fé publicamente, nem tentar testemunhar de Jesus para outras pessoas.

O único ambiente onde a liberdade religiosa é, não somente, permitida como esperada é em países com maioria cristã; Liberdade de expressão, direitos das mulheres, valorização da vida e dignidade humana, são frutos de uma consciência que percebe o homem como imagem e semelhança de Deus e, portanto, digno de apreço e consideração. Regimes ateus marxistas mataram e torturaram milhares de pessoas no Século XX. Sociedades animistas desprezam a imagem de Deus vista no vizinho pela divisão de castas, miséria social profunda, poligamia, desvalorização do individuo e a questão do carma que ao invés de lidar com a injustiça, justifica a injustiça. Tomas Cahill afirmou que a primeira expressão de igualitarismo na historia da literatura vem do livro de Gálatas no Novo Testamento.

“Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3.28).

Se pudéssemos remover os valores cristãos da sociedade, tudo a nossa volta iria ruir nos levando de volta ao barbarismo. O verdadeiro Cristianismo construiu nações ricas, científicas e poderosas. A obsessão em tirar crucifixos de órgãos públicos, substituir a páscoa cristã por uma versão comercial com ovos e coelhos, ou trocar Jesus pelo bom velhinho é uma péssima ideia.

Particularmente, eu nunca tinha me importado em celebrar o nascimento de Jesus. Por acreditar que Jesus não nascera em dezembro, e porque via no modo em que as pessoas comemoravam seu nascimento influências pagãs primitivas, nunca me senti obrigado de dizer Feliz Natal para ninguém. O sincretismo tinha feito um trabalho muito bem feito em burlar o verdadeiro sentido do Natal, eliminando a centralidade do aniversariante e inserindo novos elementos de divindades pagãs antigas em sua comemoração. Simplesmente o consumismo, lojas, presentes, guirlandas, árvores, ceias, deixou Jesus esquecido no dia que se celebra o seu nascimento. Mas, há exatamente quatro anos, passei o Natal na Flórida (EUA) e fiquei muito impactado em ver o Natal se tornar uma celebração secular. Ao ouvir as pessoas dizerem Happy Holliday em vez de Merry Christmas, pude constatar alguma coisa muito séria. É como se houvesse uma agenda para riscar de debaixo do céu qualquer lembrança da fé cristã na recente história. Naquele ano, visitamos o parque temático Magic Kingdon e presenciamos um espetáculo de Natal muito bem elaborado, com cores, luzes, pirotecnias e personagens da Disney World. Eles proclamavam um “espírito da nova estação” e no final daquela impressionante apresentação quem roubou a cena foi Papai Noel. Voltei ao Brasil com a consciência de que se quisermos desmascarar o falso, teríamos que mostrar o verdadeiro para as pessoas. Aproveitar o momento onde o mundo inteiro celebra o nascimento do Filho de Deus com o verdadeiro espírito da mensagem do Salvador é não somente uma oportunidade, mas uma obrigação cristã.

Portanto, desejo a você um FELIZ NATAL!

“O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lucas 2.10-14).

© Pr. J. B. Carvalho, Brasília/DF (Fonte: ICHTUS)

Frases Etc. (Helen Keller)

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“Mantenha o seu rosto virado para a luz do sol e você não verá as sombras” – Helen Keller.

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Mateus 5: 8.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus” – Mt. 5: 8.

A certa altura de minha vida eu fui levado por amigos a uma igreja. Reconheço que eu não conhecia a Deus como devia conhecer, nem tinha intimidade com Ele. Fiquei lá por muitos anos, e foi um tempo bom, na maior parte do tempo. Era uma pequena congregação de viés protestante, sem denominação, fundada por missionários suíços, se não me equivoco. E foi muito boa para mim. No começo da minha vida cristã, propriamente dita, eu era um leitor ávido da Bíblia Sagrada. Tinha muita curiosidade e queria aprender o mais rápido que pudesse. Justamente por conta disso, ou seja, de eu não saber muito sobre aquilo tudo que via e ouvia, é que eu tinha uma postura respeitosa e ficava em silêncio, observando e apreendendo. Ouvia, lia, louvava e tentava me adequar. É claro que toda e qualquer comunidade cristã pode e deve ter suas tradições e práticas, dentro de certos parâmetros Bíblicos. Creio sinceramente que isso seja normal e esperado. Contudo, depois de certo período muita coisa mudou e eu, já mais vivido na Palavra de Deus, comecei a questionar.

O ato de questionar, em si, não pode ser tido como pecado ou rebeldia, porque tal conduta nos tira de nossa “zona de conforto”, de eventual “letargia” e “inércia”; desacomoda-nos e nos incomoda, e nos faz crescer. Empurra-nos adiante. Impulsiona-nos a “outros mares” e “pradarias”. Quem questiona cresce. Quem não questiona se torna “escravo” e ouvinte de discursos e ideias de terceiros que, muitas vezes, não estão bem intencionados. Aqueles que não questionam as coisas ditas e pregadas em qualquer púlpito, e, ainda, aceitam sem refletir as práticas e doutrinas de lá lançadas, estão fadados a se tornar “fantoches” de alguém, “bonecos controlados por cordas” (marionetes). Sem ideias próprias e sem conhecimento de Deus, serão manipulados. Exatamente porque não pensam por si mesmas, mas, de outra sorte, têm como verdade o que outros colocam em termos. Nós não podemos nos sujeitar a isso. Cada ser humano deve ter a sua própria “conexão” com Deus Pai, pela leitura de Bíblia Sagrada, e por todos os outros meios existentes e possíveis. Não é correto aceitar tudo o que se ouve e que se diz “obrigatório”, sem pensar nem refletir. Sem estudar e sem meditar, confrontando aquilo recebido com conteúdo das Escrituras Sagradas. Muita gente há por aí que está a “inventar moda” e, sem escrúpulos, ou por flagrante ignorância, ainda, está a criar heresias, algumas insípidas, é verdade, mas estas dentre muitas outras bastante nefastas e prejudiciais.

Formas diferentes de louvor e de adoração não são erros e não se anulam entre si, tendo em vista todas as igrejas cristãs existentes, desde que sejam íntegras e sinceras, em Jesus. Há costumes e tradições a serem respeitados, e isso no Mundo todo. Há diferenças idiomáticas e culturais, e muita gente por aí considera isso e aquilo pecado, na maioria dos casos e de forma rasa, só porque é “diferente”. E porque não é adotado pela igreja que lidera ou frequenta. Há “iluminados” que tomam por verdade aquilo que vivem em sua igreja (e só aquilo), de acordo com seu “arcabouço” cultural, e literalmente desprezam o resto, seja dentro ou fora do país em que habitam. Isso é um erro primal, crasso e impertinente. Existem “1001” modos de se adorar a Deus, em Jesus. Isso eu, graças a Deus, descobri depois de muito sofrimento. Passei por censuras e exclusões para chegar a essa conclusão, e o único que jamais me abandonou ou me virou as costas foi o Senhor, que sempre esteve ao meu lado. Mesmo com meus questionamentos? Notadamente nesses “invernos”. E digo que vi muitas práticas inúteis e outras nocivas durante a minha caminhada, já razoável, de modo que percebi onde, de fato, as coisas ocorrem: em nossos corações e íntimos.

Qualquer pessoa que vá regularmente a uma igreja, e adira a todas as suas práticas e costumes, faça parte de todas as atividades, e, como se diz “vista a camisa”, só por essas coisas essa pessoa não está justificada e “de bem” com o Criador. Não. Para que cada um esteja “em boa conta” com Deus é necessária outra atitude, e conduta. Deus não vê “cara” (aparência), mas coração. Deus Pai interage conosco dentro de nossos corações e mentes. O altar verdadeiro não é aquele onde o Padre ou Pastor apoiam suas Bíblias e apetrechos de culto. Não. O altar verdadeiro é o coração humano. O “Santo dos Santos” que está oculto aos outros, e que só o Senhor tem acesso. Nesse “lugar” cada um de nós deposita as suas verdades, sem rodeios. Nesse lugar está exposta a nossa “nudez”. Quem intenta empregar artifícios em seu coração perante Deus (desculpem-me pela rudeza de minhas palavras) é muito burro (perdão ao animal, burro). Se alguém convive com Deus e seu coração é puro, este cidadão está na situação ideal, perfeita. Nada tem mais valor para Deus do que isso: honestidade de alma, pureza de coração, integridade real. Há muitos líderes “iluminados”, mais os “beatos” e “comuns”, que não possuem pureza em seus corações. E a leitura do verso nos ensina sobre o risco que eles assumem. Dica: se esforce para ser verdadeiro com Deus, no íntimo, puro de coração; nenhum ardil funciona com Deus. Alma sincera, “peito aberto”, só você e Ele, em Jesus. Não “esconda” a sua “nudez” Dele. Burrice.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Paul Washer)

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“Eu não encontro alegria na moralidade crédula, ou tentando ter sucesso dentro da minha cultura. Eu encontro alegria na face de Cristo” – Paul Washer.

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Frases Etc. (Dallas Willard)

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“À idolatria devemos hoje acrescentar os programas políticos e os grupos sociais, o status econômico, a instrução, as tecnologias e o conhecimento humano, as drogas e talvez outras coisas mais. Os homens adoram tudo isso. Tomam essas coisas como pontos de referência absolutos para as suas vidas e seus atos” – Dallas Willard.

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Salmo 119: 37.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade; preserva a minha vida segundo a tua palavra” – Sl. 119: 37.

A vida tem muitos atrativos vãos, e não são poucos os que se perdem por conta disso. Ou que perdem tempo. Há pessoas que têm tendência à compulsão e, para estas, determinadas coisas são muito perigosas. O que faz mal a mim bem pode não fazer mal a você, e vice-versa. E é bem verdade que existem coisas e situações que fazem mal a todos, sem exceções. Porém, a oração do verso é boa e pertinente, e cabe para todos os corações. Sempre haverá alguma coisa na vida que pode nos atrapalhar ou embaraçar nossos caminhos em direção ao Reino de Deus. O ser humano é suscetível a se deixar levar pelos méritos mundanos e por sensações de todo tipo. Não há limites para o querer ter, o querer fazer e o querer ser. Por mais focados que estejamos em Cristo, comumente aparecerão distrações e tentações variadas, que hão de nos perturbar, no mínimo.

Mas é certo que nem tudo é vaidade. Talvez muitas coisas percam seu valor durante a vida, e quase todas perderão seu valor com a morte. Um brinquedo qualquer que tive na infância era um objeto de desejo, e formou minha realidade durante certo tempo. Hoje, nada vale. Posso comprar um carro novo, e ele terá valor por poucos anos. Depois, será um carro velho, com outros melhores tomando o seu lugar. Em matéria de bens materiais, tudo perece, mas fazem parte da vida. Há uma cadeia produtiva e econômica por detrás do carro e do brinquedo, de tudo, que sustenta muitas pessoas. Que utilidade há em um carro novo ou em um brinquedo? Ora, famílias se sustentam porque alguém compra um e outro. Assim, durante a vida, o quê poderia ser considerado vaidade, acaba fazendo parte da subsistência de todos. Trata-se de um ciclo vital para a manutenção das coisas no estado em que as conhecemos e estão estabelecidas (existe um “sistema”, pois).

Se acaso seu ganha-pão for um trabalho numa loja de brinquedos, ou na indústria, é certo que no fim do mês seu salário será pago, e pagará suas contas. O mesmo em relação a um carro, desde a produção de seu mais reles parafuso até o carro montado exposto numa concessionária, e, depois, o mercado de usados e até o desmanche. Portanto, durante a vida, o conceito de vaidade fica relativizado com relação aos bens materiais. Assim, qualquer coisa material, tem seu valor intrínseco e sua utilidade inerente. A vaidade, nesse passo, talvez esteja presente nas vontades pessoais acima das posses, nas comparações e invejas, e no estado de espírito das pessoas. Na insatisfação crônica, no egoísmo e nas pelejas sem sentido. O consumismo exacerbado e as acumulações compulsivas são mais doenças do que vaidade (acho eu). Em suma, creio que não seja vaidade o fato de o dinheiro ter de “girar”, trocar de mãos, gerar renda, prover a vida, e isso só acontece com produção, comércio e trabalho. Bens e serviços.

Como posso dizer que meu almoço de ontem foi vaidade? Ora, além do meu sustento, com o dinheiro do meu trabalho o dono do restaurante lucra, e paga o cozinheiro, o garçom, o pessoal da limpeza, os fornecedores Etc. Todas as coisas, portanto, se prestam a algum fim útil, ainda que sejam transitórias. Qualquer cadeia de produção apresenta essa peculiaridade, até mesmo as coisas ditas supérfluas ou de luxo. Em tudo acharemos pessoas se sustentando a partir do que, porventura, puder ser posto em análise sob esse ângulo. Outras vaidades poderiam ser elencadas, como estudar demais, a busca frenética pelo enriquecimento, fama e títulos, dentre outras coisas. Todos os excessos são condenáveis. Tudo tem limite, cada um tem os seus. E tudo acaba. Será vaidade tudo aquilo que for utilizado ou vivido com e por vaidade, sem o “espírito” certo. De tudo o que eu tenho, a verdade é que nada é meu: a vida me emprestou. Para alguns, mordomo de Deus. Mas há tesouros que se guardam no coração. Esses não são vaidades, jamais. Logo, a vida deve ser bem vivida, sim, mas com as reservas do Reino de Deus, além de ética e integridade. Por isso, talvez, o Salmista intentasse que fosse nossa a sua oração: “Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade; preserva a minha vida segundo a tua palavra”Salmo 119: 37.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“A vida humana, o mundo humano, é aquele que se sustenta com um olho no futuro. Isso envolve essencialmente significado. Para nós significado não é um luxo. É uma espécie de oxigênio espiritual, por assim dizer, que sustenta a vida da nossa alma. É um ‘ir além’, é uma transcendência do estado em que nos encontramos rumo àquilo que nos completa” – Dallas Willard.

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Mateus 3: 10.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não produz bom fruto, será cortada e lançada ao fogo” – Mt. 3: 10.

Existem frases como “Desde que nascemos já começamos a morrer” e “Para morrer basta estar vivo”. Frases como estas, e existem outras semelhantes, querem nos dizer e evidenciar como a vida é frágil e breve. Como o ser humano é vulnerável, exposto e, de certa forma, indefeso. O “fio” que nos mantém vivos é fino e delicado, pode romper-se sem aviso, abruptamente. Acho que é mais ou menos isso que o verso nos diz. As “árvores” do verso são os seres humanos, que vivem constantemente “sob a ameaça” do “machado” (morte), posto em suas “raízes” (vidas). Uma sentença como essa deveria, por obrigação, causar-nos o estado de sermos sempre humildes, visto que num instante “somos” e “estamos”, e “fazemos”, mas, no seguinte, quem sabe? Assim, qualquer pessoa que tiver a oportunidade de envelhecer, deve ser grata a Deus, que certamente a livrou de muitos males durante suas décadas de existência. Mas as cãs, sem humildade e sem presença de espírito em relação ao Senhor, são inúteis a quem quer que seja.

Entretanto, a frase do verso é um veredicto a todo ser humano, sem exceções. Todos hão de “enfrentar” e de facear a morte. Bons e maus, seguidores de Jesus ou não. Complementando as duas primeiras frases acima, “A morte é a única certeza da vida”, afirma com razão a sabedoria popular, dita com muitas variantes. E isso implica numa “solução” pós-morte. Melhor: em um destino no além. O corpo vira pó, isso é certo; mas a alma e o espírito, talvez também a consciência de cada um, para onde vão? O verso nos dá uma luz quando nos diz que “toda árvore que não produz bom fruto, será cortada e lançada ao fogo”. O oposto disso, ou seja, “toda árvore que der bom fruto”, terá destino diverso. Céu e Inferno? Sim, parece que a frase do verso explora o conceito de Céu e Inferno. E há separação entre “bodes e ovelhas”. Se alguém tiver dúvidas em relação a isso, creio que lhe bastará ler a “Parábola do Trigo e do Joio”, contada pelo próprio Senhor Jesus, para se convencer… (Mateus 13: 24 a 30; e 36 a 43).

O contexto Bíblico nos mostra, pelo menos, que as pessoas que morrem sem Jesus, se verão desamparadas e em apuros no Mundo Espiritual, nossa próxima e definitiva parada. Nas palavras de Jesus, pois: Haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas, no reino de Deus, e vós lançados foraLucas 13: 28. Logo, se o Mestre nos diz que a situação de se estar apartado de Deus provoca “choro e ranger de dentes”, Deus do Céu, eu não quero experimentar isso de jeito nenhum. Imaginemos o que deve ser isso: “choro e ranger de dentes”. Deve ser algo desesperador; e para ser honesto, não quero imaginar. Contudo, isso me provoca temor (e gratidão) ao Senhor, e prefiro passar a Eternidade ao lado Dele, de modo algum ser lançado fora. Deus nos livre disso, em Jesus! Que nós todos possamos passar a Eternidade com o Senhor, por Jesus (João 14: 6). E o Senhor Jesus diz, a respeito de muitos de nós: Virão do Oriente e do Ocidente, e do Norte e do Sul, e tomarão lugar à mesa no reino de DeusLucas 13: 29. O Senhor prepara uma mesa para nós perante os nossos inimigos (Salmo 23: 5, 1.ª Parte).

Nesta vida, portanto, os sacrifícios feitos em Nome de Jesus são válidos e oportunos. Nossos esforços para atender ao chamado de Deus, também. Mesmo de formos considerados os últimos por aqui, e desprezados e postos de lado. Jesus, de novo: Deveras, há últimos que virão a ser primeiros, e primeiros que serão últimosLucas 13: 30. Sem entrar em detalhes, até porque eu não os conheço na totalidade (apenas tenho um “vislumbre” da coisa toda, como todos, aliás), a questão de Céu e Inferno é séria, e todos nós devemos refletir sobre isso com cuidado, porque haverá tempo em que tempo não haverá, para se reverter essa situação. Não tenho como ensinar ninguém a respeito do Juízo de Deus, porque sou homem. Conheço, no entanto, alguns princípios disso, pelo meu contato diário com a Palavra de Deus. Tento ser uma pessoa boa, honesta e íntegra, em tudo o que faço e sou. Creio em Deus Pai por intermédio de Jesus, e entendo que sou portador do Espírito Santo, que me ajuda em tudo o que sou e faço. Quem sou eu? Sou humano, pecador, amado, remido. Mas, sim. Sim! Eu tenho medo do Juízo de Deus. Morro de medo, na verdade. O desconhecido da morte me assusta. Todavia, devo confiar em meu Senhor e Salvador que, do mesmo modo que conceitua o Céu e o Inferno, avaliza a Vida Eterna e as Promessas de amor, misericórdia e graça de Deus Pai, a Quem sirvo e amo com alegria (Aleluia!).

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“A Bíblia resiste única pelos tempos na literatura humana em sua elevada concepção de humanidade, tanto em caráter como em conduta” – Henry Ward Beecher.

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Frases Etc. (Leonard Ravenhill)

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“Se Jesus tivesse pregado algumas das mensagens que muitos ministros vêm pregando hoje, jamais teria sido crucificado” – Leonard Ravenhill.

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Feliz Ano Novo!

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Leão da Tribo de Judá

Leão da Tribo de Judá

Em 2018, andemos todos de mão dadas, ou melhor, abraçados com nosso Senhor Jesus Cristo, para estarmos seguros, para errarmos menos e para amarmos mais!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Oswald Chambers)

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“Eu sou chamado para viver um relacionamento perfeito com Deus, tanto assim que minha vida deve produzir um anseio e desejo ardente por Deus em outras vidas, não admiração por mim mesmo” – Oswald Chambers.

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Frases Etc. (Madre Teresa de Calcutá)

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“Se você olhar à sua volta e observar os fardos que os outros estão carregando, vai perceber que a vida tem sido generosa com você” – Madre Teresa de Calcutá.

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Frases Etc. (@aquietaminhalma)

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“O túmulo está vazio, mas o trono não” – @aquietaminhalma.

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Frases Etc. (@myyy_liffee)

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“Sem humor, a vida é chata. Sem amor, a vida é sem esperança. Sem Deus, a vida é impossível” – @myyy_liffee.

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Feliz Natal!

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Leão da Tribo de Judá

Leão da Tribo de Judá

Neste bendito dia, não se esqueça de dar um abraço no aniversariante, Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“O bem-estar de todo ser consciente depende de ele conhecer a Deus” – Dallas Willard.

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Salmo 118: 25.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a pedra angular;” – Sl. 118: 25.

Essa metáfora é forte, muito forte. Grosso modo, nas construções da época de Jesus, a pedra angular, ou de esquina, era a parte que dava norte para que as demais pedras fossem assentadas em seus devidos lugares, alinhando toda a edificação. Diz-se que essa pedra formava um ângulo reto tendo em vista duas paredes. No caso do verso, a pedra angular é Jesus, que os “edificadores” daquele tempo rejeitaram. Esses “edificadores” eram os doutores da lei e os sacerdotes que não reconheceram a Jesus como o Messias de Deus. Ao longo do tempo, todas as pessoas que de algum modo rejeitaram e rejeitam a Jesus como Senhor e Salvador, não têm suas “casas edificadas na rocha” (Mateus 7: 24 a 27). A Palavra de Deus, pelos versículos citados, nos diz que quem não se entrega a Jesus, “constrói a sua casa na areia”, ou seja, “sem fundação” firme e confiável. A lógica disso é justamente que na primeira “intempérie” sofrida, “a casa cai, desaba”.

Por isso que a fundação é a parte mais importante de qualquer prédio ou casa. Certamente todos nós já vimos um desabamento por conta da remoção de uma parte essencial da construção. E se essa construção sequer possui essa parte essencial, ela já está condenada, decerto. A fundação deve ser sólida e forte o suficiente para suportar o resto da carga que lhe será imposta pela construção. Na Parábola da Casa Edificada na Rocha (Mateus 7: 24 a 27) essa ideia fica bem clara, quando nos são apresentados dois fundamentos: a rocha e a areia. Jesus é a Rocha da nossa vitória, diz um verso de uma música. Logo, “construir sua casa na Rocha” nada mais é do que se entregar a Jesus, e Ele deve ser obrigatoriamente, a “Primeira Pedra” de nossas “fundações”. Todas as outras “pedras” de nossas vidas, ou “casas”, nós acrescentamos a partir da premissa de que todas serão suportadas pela Rocha, Jesus. E todas as “outras pedras” que compõem as nossas “casas” podem ser movidas e retiradas, ou trocadas, substituídas, porém, nunca, jamais, a “Rocha”, Jesus.

O Senhor Jesus deve ser a nossa “Pedra Angular”, ou nossa “Pedra de Esquina”, e isso de modo imprescindível. Nossas vidas sem Jesus equivalem a uma “edificação fraca e frágil”, “desestruturada”, desprovida de graça e de amparo do Céu. E isso é coisa séria. É preciso diligência, voluntariedade e esforço para que nós possamos “construir as nossas casas na Rocha”, ou seja, em Jesus. Lembremos todos nós da estória dos três porquinhos, e de qual casa se manteve de pé, diante da ameaça do lobo mau. Qual dos três obteve êxito em se defender? Pois é, tomemos esse singelo exemplo, e apliquemo-lo às nossas vidas, trazendo-o para a realidade. Não sejamos nós taxados de “edificadores maus e estultos”, por desprezarmos o “Principal Elemento” na construção de “nossas casas”. Jesus Cristo é o fundamento chamado de “Rocha”, que se faz em principal “fundação” de nossa “atual morada”, e que nos sustenta para a vida eterna. O resto é “areia”…

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Gustl Rosenkranz)

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“Não é loucura caminhar com as próprias pernas. Loucura é se deixar levar pelo ‘rebanho’, sem nunca questionar o percurso” – Gustl Rosenkranz.

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Frases Etc. (Joseph Campbell)

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“Devemos estar dispostos a nos livrar da vida que planejamos para ter a vida que nos espera” – Joseph Campbell.

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Mateus 22: 19.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Mostrai-me a moeda do tributo. Eles lhe apresentaram um denário” – Mt. 22: 19.

Este é um dos trechos da Bíblia Sagrada dos quais eu mais gosto e me admiro. Mostra a todos nós como a mente de Jesus era “superior” às nossas, se é que existe meio possível de se fazer essa impensável comparação. A perspicácia e a presença de espírito do Mestre sempre me deixam “de boca aberta”, espantado, não importa quantas vezes eu já tenha lido essa passagem, nem quantas ainda, porventura, devo ler, se Deus quiser. Não há dúvida alguma que o contexto todo deve ser apreciado por você, leitor/a, mas, desta vez, eu tive uma percepção um pouco além da usual. O fato é que quando Jesus pede que alguém lhe mostre a moeda do tributo, Ele nos diz “nas entrelinhas” que nós vivemos literalmente divididos entre dois mundos diferentes e distintos, mas que coexistem. O mundo material e o mundo espiritual. E Ele afirma, ainda, uma verdade pouco percebida por nós, cuja revelação eu lanço a todos em forma de uma pergunta: qual dos dois mundos é o ilusório e imaginário? A resposta a essa pergunta é valiosa, porque nos dá foco naquilo que é mais importante para a nossa existência.

Ok, então, vamos lá. No “mundo do tributo”, do vil metal simbolizado pela moeda (bens materiais, riqueza e dinheiro…), nós precisamos trabalhar para viver e pagar tributos aos poderosos que controlam o sistema humano e mundano. Aqui, em verdade, nós tocamos nas coisas, temos sensações e sentimentos, vemos tudo à nossa volta, em suma, estamos inseridos em um ambiente 100% sensorial, não dá para discordar disso, certo? Bem, sim, isso tudo é certo e verdadeiro, porém, nós estamos aqui de forma transitória, isto é, neste mundo concreto a morte é certa. Ora, a Bíblia nos ensina que todas as coisas visíveis foram feitas a partir das invisíveis, e que as coisas visíveis são passageiras enquanto que as invisíveis são eternas. Nas Escrituras Sagradas, ainda, aprendemos que o Senhor está fora do tempo, e tudo aquilo que está sujeito ao tempo tem seu desgaste natural até sua destruição total e irremediável. Nós estamos sujeitos ao tempo, logo, nós “nos encaixamos” nas coisas transitórias, ao menos no que diz respeito ao nosso corpo mortal, que veio do pó e ao pó voltará. O espírito voltará para Deus.

Perfeito. Gosto de pensar que espírito e alma são palavras sinônimas. Ou que podem ser usadas com a mesma conotação. Logo, onde nós vivemos afinal? A lógica da situação e dos fatos nos leva a crer que vivemos num mundo imaginário, justamente porque ele passa, “nós voamos” e nada nos sobra. Além de estarmos sujeitos aos efeitos do tempo e da corrupção. O Senhor nos ensina que os nossos maiores tesouros são aqueles acumulados em nossos corações, e esses nós levamos conosco para a vida eterna. Eterna? Isso mesmo, eterna, isto é, sem fim. Opa! De novo, pois: qual é mesmo o mundo ilusório e imaginário? Parece que o mundo imaginário e ilusório é este no qual vivemos na carne. Porque aqui, por mais que nós nos submetamos a Deus e a Jesus, é um lugar de sofrimento e de injustiças, hostil em vários sentidos. Até o mundo natural, apesar de muitas vezes lindo e deslumbrante, é cruel, e comumente quem sobrevive é o mais forte. No mundo sem Deus a lei do mais forte é a que impera. E é aqui que estamos todos nós, ainda que em Jesus, divididos, portanto, entre o Reino de Deus e a vida terrena, humana. Nosso corpo é corruptível, e a promessa que temos de Jesus, no Reino, é de um corpo incorruptível. Está na palavra de Deus.

Mais um indício, pois, de que vivemos em um mundo ilusório e imaginário, e que somos como que peregrinos em terra estranha, estrangeiros. E neste mundo ilusório e imaginário nós devemos tentar fazer a nossa parte, crendo em Jesus, e sendo bons e úteis ao próximo, o máximo que pudermos, sabendo, entretanto, que nada que fizermos mudará o curso deste mundo de trevas, até a volta de Jesus. Nós somos tais, como vi numa bonita ilustração, como os raios de sol que aliviam o ar saturado e insalubre de um pântano. Nós podemos fazer a diferença em muitas vidas, de forma pontual, mas não podemos mudar o sistema. Nós podemos fazer diferença em nós mesmos, aliás. E o nosso maior desafio nessa vida é não nos deixar levar pelas ilusões e utopias do mundo em que vivemos. Não é este o nosso mundo, não somos daqui. Nosso lugar é com Jesus, que já nos preparou morada. Na casa do Pai há muitas moradas, disse-nos o Senhor Jesus. Não podemos nos deixar engodar pelas “luzes” deste mundo, cujos atrativos são fortes. Miremos o mundo real: Jesus, que nos ensina o caminho. Então, o que fazer? Se nós estamos por aqui? Simples. Eis a resposta de Jesus: Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de DeusMateus 22: 21 (fim do verso). Viva aqui, sim, mas “mire” o Céu.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Fiódor Dostoiévski)

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“Pergunto-me: O que é o inferno? E é assim que o defino: O sofrimento de já não poder amar– Fiódor Dostoiévski.

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Marcos 1: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“João andava vestido de pelos de camelo, trazia um cinto de couro, e comia gafanhotos e mel silvestre” – Mc. 1: 6.

Minha pergunta é: você conseguiria? Digo, viver assim, como João Batista? Sim? Não? Respondo por mim: não. Não minto, não, não mesmo. Creio que João Batista tinha um dom, único, como única era a sua missão por aqui: preparar os caminhos do Messias. João era um homem santo, especial, como nos ensina a Bíblia Sagrada. Andar do jeito que João andava, no entanto, não é para qualquer um. Ele se privava de boas e aconchegantes vestes, de boa comida, não tinha conforto algum. Era pobre, de recursos materiais. Porém, era poderoso em palavras. Será que se víssemos João Batista hoje em dia, não o confundiríamos com um mendigo? Será que era isso que os seus contemporâneos pensavam dele, ou seja, será que o viam como um mendigo? Talvez. Talvez um dia saibamos de tudo, não sei. Mas leia o verso acima e responda: qual é, ou seria, o aspecto de uma pessoa nessas condições? No mínimo, se diria dele, era um homem rude e bruto, sujo e andrajoso, maltrapilho. À noite, numa rua escura e erma, eu mudava de calçada se me visse sozinho com um homem assim. Ou mesmo sairia correndo, morto de medo…

Só que esse foi o maior homem que já existiu, com a exceção do Senhor Jesus, é claro. O próprio Mestre disse dele: Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; contudo, o menor no reino dos céus e maior do que ele Mateus 11: 11. Testemunho de Jesus, que tal? Pois é, um homem humilde, provavelmente sem instrução, que perambulava por aí, como mendigo. Mas era o mais bem-aventurado homem que já caminhou pela face da Terra. Isso nos ensina, em primeiro lugar, que a humildade deve ser uma virtude desejável e perseguida. E nos ensina mais: as aparências enganam, e como nos enganam. Posso apostar que você e eu fugiríamos de João Batista, se acaso o víssemos. Imaginemos sua aparência, e seu odor, pelas suas vestes de camelo, morando num deserto sem água. Banho devia ser um luxo para ele. E olhem bem que falo de um homem santo, o mais santo, como dito acima. Não lhe falto com o devido respeito, jamais. Apenas “pinto” um quadro possível, reflexivo, diante de nossas fraquezas, incertezas e preconceitos.

O certo é que João tinha um dom de Deus. Sobre dons, conversava eu outro dia com um amigo querido, e lhe disse que achava que todos nós, em maior ou menor medida, temos todos os dons em nós mesmos, mas alguns, ou apenas um, se sobressaem. Quando um dom específico sobressai, a pessoa tem algo especial nela, inerente. O meu amigo tem um dom de cuidado impressionante. Eu, bem, eu escrevo um pouco. Outros têm o dom da Palavra, e pregam de forma excelente. Alguns são pais e mães exemplares. Como há pastores e padres, sacerdotes, excelentes. Exemplos não nos faltam. Mas, não se “força” um dom. Dom é algo natural. Pode ser de nascença, ou obtido dos Céus, tanto faz, dom é dom. De todo modo, Deus é quem nos dá os dons. Mas quem não o tem, o dom, não exerça a atividade correspondente. Não force. Não queira “ser como” João Batista, se não tiver o dom. Os dons podem ser espirituais e seculares. Sim, podem ser. Se eu mencionar aqui determinada profissão, todos se lembrarão de alguém em particular, sem que eu precise dizer seu nome. E não vou dizer. Querem ver? Jogador de futebol. Rico, simpático, sempre rindo. Esse rapaz precisa saber que quem lhe deu o dom que possui foi o Senhor, por isso, deve se conduzir com justiça e humildade, sempre. Um desafio para quem “conquistou” o Mundo…

Dons fazem pessoas especiais. Ou não. Porque todos nós temos dons, mas só alguns se destacam. Veja-se o caso de João, dom único, que nunca se repetiu. E olhem bem como ele era… Todos nós somos, assim, especiais, com os dons que o Senhor nos deu. Mas nem todos nós seremos famosos, como João Batista, ou como o jogador de futebol. O importante é utilizarmos os nossos dons a serviço do Céu, sejam eles seculares ou espirituais. João e nosso outro amigo são exemples extremos. As “luzes” geralmente não alcançam os “bastidores”, mas é nos “bastidores” que encontramos as condições para que outros vejam as “luzes”. Para servir ao Senhor não é preciso se destacar, ou ser alguém importante. É importante que se saiba que nossos dons são divinos, e que não podemos desperdiçá-los, como muitos, infelizmente, fazem. E se formos conhecidos ou famosos, ou se viermos a sê-lo, a humildade que encontramos em João Batista deve ser um norte para nós. Afinal, de mulher não há outro homem nascido, maior do que ele. O que nos importa, na verdade, é sermos honestos e humildes com os outros, com o Senhor, e conosco, na lida com os nossos dons, de modo a vivermos a vida que o Senhor traçou para nós, cada um a sua. Façamos assim, pois, e sairemos vitoriosos daqui, em Jesus! Vivemos um sonho agora; a realidade é do lado de lá…

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Todas as coisas do mundo natural simbolizam Deus” – Henry Ward Beecher.

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Frases Etc. (Morgan Freeman)

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“O dia em que pararmos de nos preocupar com Consciência Negra, Amarela ou Branca e nos preocuparmos com a Consciência Humana, o racismo desaparece” – Morgan Freeman.

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2 Crônicas 36: 16.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Mas eles zombaram dos mensageiros de Deus e desprezaram as suas palavras e escarneceram dos seus profetas até que a ira do Senhor subiu tanto contra o seu povo, que não houve mais nenhum remédio” – 2 Cr. 36: 16.

Peço licença a todos para tirar este verso do seu contexto, mas é por uma boa causa. Quem quiser, pode ler a história toda no Livro de 2 Crônicas. Tirar um versículo do seu contexto só faz mal e é pecado se houver deturpação da Palavra de Deus. Não será este o caso. Pelo contrário, pretendo abordar um tema seriíssimo e delicado, ligado ao temor que devemos a Deus. Não só nós, cristãos, mas todos os homens e criaturas. Uns dias atrás eu vi uma nota de repúdio no Twitter, com a qual concordei plenamente, a respeito de uma conhecida trupe de comediantes que fizeram uma brincadeira de mau gosto (para dizer o mínimo) com o Senhor Jesus. O tweet dizia qual era o “filminho” de comédia, mas eu me recusei a assistir. No título dessa má obra, eles se utilizaram de palavras que, para mim, como cristão que sou, são absolutamente sagradas e, assim, zombaram de Jesus, que é Deus. Fiquei muito triste. Eu até já assisti a alguns esquetes desse grupo, e confesso que me diverti bastante e dei muita risada. Mas fiquei profundamente decepcionado com a zombaria em apreço, denunciada no Twitter.

Mal não há em se divertir e rir. Há filmes e peças de teatro muito engraçadas, que são obras cômicas totalmente inofensivas. É entretenimento puro, mesmo nas vezes em que eventualmente há alguns palavrões e um pouco de sensualidade. Nos nossos dias atuais, sempre recebo pregações de um pastor muito engraçado, cômico, que usa o humor para pregar o Evangelho. Perfeito. É muito bom, e o dom dele, muito bom também. Não tem maldade nenhuma, só amor. Eu não entendo o porquê, no entanto, de pessoas se utilizarem do nome de Jesus, ou da Bíblia Sagrada, para criarem uma excrescência como a que vi na tal denúncia e protesto de repúdio. Isso é totalmente desnecessário. É impertinente. É sujo. E, pior, provoca ao Senhor, O entristece, e deve Lhe causar indignação profunda. No verso acima transcrito o povo zombou, escarneceu e desprezou a mensageiros e profetas de Deus, despertando a ira do Senhor sobre eles. Imagine-se o quê poderá vir a acontecer aos pretensos responsáveis por tais atos, quando essas condutas estão direcionadas diretamente a Deus?

Não é a mim ou a qualquer outro cristão que os nossos amigos comediantes precisam se desculpar ou demonstrar arrependimento. É a Deus, em seus corações. Não é a mim ou a qualquer outro cristão que a ofensa é dirigida, não. É a Deus e ao Senhor Jesus. Isso é sério. Pesado. Escuridão total. Quem já leu outros textos escritos por mim sabe que eu sustento a tese de que o Senhor não precisa de quem O defenda. Nenhum ser humano. Ou anjo. Ninguém. Logo, o povo do verso prestou contas a Deus, diretamente. Essa trupe está nessa mesmíssima condição. Não se zomba de Deus impunemente. Há consequências a serem enfrentadas. Aqui não se censura, de modo algum, o Direito de livre manifestação e de se fazer arte. Boa arte. Minha reflexão é sobre algumas situações isoladas, que vêm aumentando em frequência (que são totalmente desnecessárias), e que são provocações nefastas de gente sem bom senso, gente “pequena”. A arte e a comédia têm o objetivo de serem atividades e coisas construtivas, agradáveis, inteligentes, honestas e perspicazes, e quem busca chocar e/ou escandalizar os outros por esse meio, apenas demonstra sua pobreza interna e sua falta de talento.

Bem, enquanto houver vida nas pessoas, há a possibilidade de redenção. Nossos amigos comediantes deste exemplo, infelizes em criação ao menos no caso em questão, parecem não ter temor algum a Deus. Minha expectativa, minha oração, minha esperança, meu desejo, é de que eles se arrependam e tenham de Deus o perdão pelo que fizeram. Há tempos que circula pela internet uma mensagem de pessoas arrogantes e desavisadas que, de alguma forma, “desafiaram” a Deus, e tiveram mortes precoces ou horríveis. É um ponto de vista a ser levado em consideração. A obrigação dos cristãos, como regra, é a de serem como o Mestre: mansos e pacíficos. Mas quem pode “segurar” a ira de Deus? Eu fico apreensivo, e assim estou desde que tive notícia do malfadado “filminho”, sobre eventuais consequências do Céu que esse pessoal possa vir a sofrer. Quem “mexe” com o Senhor dessa forma, pode chegar ao ponto (sem volta) de não obter mais “remédio” para si. Vale pensar sobre isso. Vale ter temor a Deus. O desrespeito, por si só, já é algo assaz ruim; contudo, o desrespeito a Deus é burrice e estultícia. Que a Graça de Deus os colha pelo caminho, antes que lhes seja tarde demais.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (@Vivendo_pela_Fe.)

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“Antigamente, eu pensava que o amor tinha formato de um coração. Mas, na verdade, ele tem o formato de uma cruz” @Vivendo_pela_Fe.

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Criado-Mudo (O QUE O INFERNO NÃO É)

“Os livros são os mais silenciosos e constantes amigos, os mais acessíveis e sábios conselheiros, e os mais pacientes professores” – Charles Elliot.

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Livro recomendado: “O QUE O INFERNO NÃO É” – Alessandro D’Avenia. Editora Bertrand Brasil, 1.ª Edição – 2017 (382 Páginas).

Um pouco sobre o livro: a classificação desta obra consta como sendo uma “ficção italiana”, porém, a mim pareceu uma história verídica, dado o realismo com que é contada. Há um pano de fundo 100% real, no entanto, no que concerne a fatos históricos e outros dados, especialmente os geográficos. Tudo se passa na cidade de Palermo, na Sicília, Itália, local que eu já tive o prazer de visitar, por boa ventura e coincidência. Se eu tivesse lido o livro antes, talvez me teria sido possível a identificação de alguns dos locais mencionados. Certamente passei por alguns deles, sem a consciência de hoje. De todo modo, não quero antecipar a narrativa em si, para não estragar a surpresa da leitura, assaz grata. Posso dizer apenas que é um livro imperdível, escrito com maestria, que “mexe fundo” com quem o lê. Esse livro tem o raro “poder” de “nos tocar” nas profundezas de nossos âmagos, bem “lá no fundo”. Ora, e se eu o indico aqui, tenha a certeza de que há uma estreita conexão com o cerne deste singelo Ministério. Aqui, como todos sabem, eu procuro tratar de assuntos relacionados a Deus Pai, a Jesus, às Escrituras Sagradas, e do amor sem igual que nos é dedicado, daí o título do Blog, inclusive. A obra desse escritor italiano trata de amor e fala de Deus, de uma maneira que poucas vezes vi nas pessoas, nos outros. Ele se expressa muito bem, e tudo aquilo que por ele é posto, escrito, deve “mexer” com você, amigo/a leitor/a, para seu bem e crescimento espiritual, em Jesus. Cativante e comovente. Não perca esta história, adicione-a à sua vida, ao seu ser, tenha-a para si, incorpore-a, para sempre. Ninguém se mantém igual depois da leitura de um livro. E se o livro for formidável, mais ainda. Este é um desses casos. Foi comigo, será assim com você, em Jesus, amém..

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Ralph Waldo Emerson)

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“Não siga a estrada, apenas; ao contrário, vá por onde não haja estrada e deixe uma trilha” – Ralph Waldo Emerson.

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Frases Etc. (G.K. Chesterton)

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“A alegria, que era a pequena publicidade do pagão, é o gigantesco segredo do cristão” – Gilbert Keith Chesterton.

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Salmo 107: 4.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Alguns andaram desgarrados pelo deserto, por caminhos solitários, não acharam cidade em que habitassem” – Sl. 107: 4.

A frase do verso remete o leitor a uma vida sem Deus. São muitas as metáforas e figuras de linguagem nele contidas. O verbo “andar”, por exemplo, significa a passagem do tempo, inevitável, nas nossas vidas. Como se a vida fosse um “caminho” e as nossas vidas um “caminhar” incessante. Somos impelidos à “caminhada”, pois, compulsoriamente, sem possibilidade de ser diferente, e sem volta. Só dá para “andar para frente”, nesse caso, e retroceder não é uma opção. O deserto, por natureza, é um lugar ermo e árido, com parcas condições de vida. E há quem faça comparações da vida com o deserto, devido às suas agruras e mazelas. Especialmente por conta do Êxodo, cuja “caminhada” levava à “Terra Prometida”. Nesse último evento, Deus Pai esteve com os Hebreus o tempo todo, de dia e de noite, como um Bom Pastor. Daí a palavra “desgarrados”, que nos dá ideia de solidão e da condição de “perdidos”, “apartados do rebanho”, por conta própria, sozinhos, ou seja, sem Deus, desamparados.

Sabemos que os “caminhos solitários” nem sempre implicam ausência total de pessoas à nossa volta. Por vezes a pessoa está “sozinha na multidão”, isto é, “não se encontra” em lugar algum nem com ninguém, sente-se só, a dor da solidão. Muita gente há que, cercada por pessoas, ainda assim sofre de uma “inadequação crônica”, um sentimento de vazio extremo, por conta do qual não vê sentido e razão em nada. Hoje em dia, mais do que nunca, aliás, por conta dos efeitos da modernidade e das redes sociais. O mundo em que vivemos é veloz e “impiedoso”. Muita informação, pouco conteúdo. Muito materialismo, pouca “interiorização”. Muito mais “eu” do que “nós”. Vale a satisfação própria e dane-se o alheio, os terceiros, os outros. O “universo do eu” gira em torno de mim e dos meus interesses, os demais que fiquem com o que restar disso. Minha benevolência é seletiva, interajo sempre com algo subjacente em vista, “ando” pela vida sem rumo, vou indo. E “caminho” sem achar “cidade para habitar”, não tenho onde me recostar.

Esse é o resumo da vida de uma pessoa que “passa” pela existência sem ter tido a oportunidade de conviver com o Senhor, em Jesus. Tenho verdadeiro horror dessa situação, e me dá “calafrios” só de pensar que eu poderia ter sido uma dessas pessoas. Eu “andei desgarrado pelo deserto” por um bom tempo. Eu percorri “caminhos solitários”, cujas “dores” me eram “palpáveis”. Eu era um daqueles que “não achava lugar” para “habitar” em “nenhuma cidade”. Eu me sentia “inadequado” em quase todos os lugares e situações, e tinha problemas de “pertencimento”, nas interações normais da vida. Via-me como “um peixe fora d’água”, alguém “deslocado”, inseguro e preterido, só. Bem, só eu estava mesmo, porque “caminhava” sozinho, sem Deus. Talvez Deus até estivesse “caminhando” comigo, mas eu não tinha “elementos” em mim para identificá-Lo ou reconhecê-Lo. Um belo dia, Jesus “bate à minha porta”. “Olhei” pelo “olho mágico”, e vi o Mestre. Desconfiado, mas feliz, deixei-O entrar. Partilhamos a ceia, o pão e o vinho. Conversamos. Selamos nossa amizade e irmandade. E tudo mudou, passou o que era velho, e tudo se fez novo.   

Já não era mais uma “ovelha desgarrada”. Ainda que “caminhando pelo deserto” (no qual continuo, aliás), passei a ter a companhia do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Foi-se o tempo dos “caminhos solitários”. Achei meu lugar, ou “uma cidade para habitar”. Engrossei as fileiras do Povo de Deus, passei a ter fé, esperança e amor, em Jesus. A vida vã ficou para trás, cingi-me da responsabilidade e da “roupagem” do Reino de Deus. De “órfão é viúva” passei a filho de Deus, cujo primogênito é ninguém mais do que Jesus Cristo de Nazaré. Fui adotado pelo Céu. Enxertado na videira. Amado pelo Senhor. Aceito. Recebi um “coração de carne”, em substituição ao anterior, “de pedra”. E no meu “coração de carne” estão “inscritas” as benditas Leis de meu Senhor, a Palavra de Deus, que “me lava” e “me purifica”. Quem consuma minha fé? Jesus. Quem me mantém de pé? Jesus. Quem me sustenta? Jesus. Quem me salva? Jesus. O Bom Pastor me leva a pastos verdejantes e a fontes de água doce e pura, límpidas, em pleno deserto. O Bom Pastor prepara uma mesa diante de meus inimigos. O Bom Pastor refrigera a minha alma e com Seu cajado me guarda e protege. Unge-me com óleo, meu cálice transborda. Não ando desgarrado nem tampouco solitário, achei lugar, espaçoso, e agora sigo o Amor (ao Qual pertenço), por todos os dias da vida que me resta (até o novo começo, Nele e com Ele…).

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (John Piper)

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“A principal mentira de Satanás é que a exaltação de si mesmo seja mais desejável do que a exaltação de Cristo” – John Piper.

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Provérbios 30: 30.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O leão, o mais forte entre os animais, que não torna atrás por ninguém;” – Pv. 30: 30.

Rei leão. Quem não se lembra do desenho animado, e/ou associa o fato de que o leão é o rei dos animais? O leão é mesmo único na Natureza, e ele reina soberano em seu habitat. Não só é forte, mas imponente e majestoso, um colosso temido e respeitado pelos demais animais. Rei, que está no topo da cadeia alimentar. Nada, nem ninguém, o assusta ou o faz retroceder. E na Bíblia Sagrada o Senhor Jesus é chamado de Leão, o Leão da Tribo de Judá (Apocalipse 5: 5). Como diz a música, sobre Jesus: “Ele é o Leão da Tribo de Judá, Jesus tomou nossas cadeias e nos libertou. Ele é a Rocha da nossa vitória, a nossa Força em tempos de fraqueza, uma Torre em tempos de guerra. Ó esperança de Israel”. Linda letra, lindos versos! Comparar o Mestre com o leão é um modo figurado de explicitar Seu poder e majestade, Sua realeza e importância. O escritor cristão C. S. Lewis, em sua obra “As Crônicas de Nárnia”, homenageia e honra a Jesus com o personagem “Aslan”, o leão. Pois que “Aslan”, propriamente, faz referência ao Senhor Jesus, é Jesus.

Até Satanás busca imitá-Lo com essa particularidade. Quem nos conta isso é Pedro, Apóstolo, no verso: Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o diabo, anda em derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar1 Pedro 5: 8. A diferença, no entanto, é clara: enquanto o Senhor Jesus é o Leão, de fato, Satanás, por sua vez, apenas ruge como um leão, mas leão ele não é. O diabo é uma “farsa” assustadora que busca imitar a figura nobre do leão. Ou seja, ele assusta, mas é como “cão que ladra, e não morde”, pelo dito popular. Pelo menos com os crentes em Jesus, visto que ele só “nos toca” em determinadas situações, e sua eficácia e armas contra nós são “sugestividades” sussurradas e opressões fabricadas, e só. Nas primeiras linhas do Livro de vemos claramente que Satanás, a todo o momento, tem de pedir permissão a Deus para agir contra , e o Senhor permitiu que muita coisa acontecesse, menos que se lhe tirasse a vida. Fica claro, ao menos para mim, que Satanás odiava , mas não pôde matá-lo, porque o Senhor não lhe permitiu que isso fizesse. E fica evidente que se pudesse, ele teria matado . Como se diz por aí, pois, “em se tratando de Deus Pai, Todo-Poderoso, até o diabo obedece”. E ai dele se não obedecer…

Li em algum lugar, também, que o leão era o símbolo da Tribo de Judá. Em Gênesis, quando Jacó abençoa seus filhos, ele diz, profeticamente: Judá é um leãozinhoGênesis 49: 9, 1.ª Parte. E por suas palavras, Jacó indica que Judá seria louvado pelos outros irmãos e que Seus inimigos se inclinariam perante Ele. E mais: disse Jacó que o cetro e o bastão de autoridade jamais Lhe seriam retirados, e que todos os povos O obedeceriam. Quem é este, senão o Senhor Jesus? O Leão da Tribo de Judá? Especialistas dizem que o poderoso rugido de um leão pode ser ouvido em até oito quilômetros de distância. Isso não nos dá uma “sensação” de onipresença? Pois é, Jesus, que é Deus (Emanuel – Deus conosco), está em todo lugar: é Onipresente, Onisciente e Onipotente. Já o “falso leão” está sempre em algum lugar específico, e não tem nem de longe esse alcance todo. Satanás é uma criatura de Deus, como os seres humanos são, e “fisicamente” está em algum canto, e só nesse canto, não (nunca) em mais de um lugar ao mesmo tempo. Ilimitado é o Senhor Jesus (João 3: 34), que está em todo canto; o inimigo de nossas almas é cheio de limitações. Nós devemos ter temor, pois, de Deus, não do diabo. Este se submete Àquele, sempre. E nós a Ele, ao Pai e ao Filho, Cristo Jesus, o magnífico e eterno Leão da Tribo de Judá! Cristo Rei, Leão, Rocha, Torre Forte, Emanuel  Jesus, nosso Rei  esperança de Israel.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“A providência de Deus, como um tsunami, leva a liberdade pelo globo” – Henry Ward Beecher.

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Frases Etc. (Erwin Lutzer)

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“Somente aqueles que se veem como desprovidos e necessitados podem apreciar completamente a graça de Deus” – Erwin Lutzer.

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Salmo 100: 3.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Sabei que o Senhor é Deus. Foi ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto” – Sl. 100: 3.

É bom saber que o Senhor é Deus. Eu passei parte de minha vida sem saber. Na época, eu não tinha dimensão do que isso significava, em termos de consciência e de realidade. Eu “passava” pela vida “ao sabor dos ventos e dos acontecimentos”, sem me dar conta dos perigos que me rodeavam, apesar de que (acredito), o Senhor protege os Seus filhos, mesmo aqueles que se tornarão filhos no futuro. Creio que assim ocorreu comigo, de todo modo, fica a reflexão. Hoje eu sei que o Senhor é Deus, e esse estado é muito melhor do que o anterior, de ignorância. Deus Pai nos fez povo e ovelhas do Seu pasto. Trata-se do mistério da eleição de Deus, ou dos eleitos Dele, por Ele, cuja explicação ninguém será capaz de alcançar e de obter em vida. Talvez, no Reino, haja compreensão disso. Agora, não.  

Parece-nos injusto, no entanto, que alguém mau, no leito de morte, tenha a oportunidade de se converter a Deus, e ser salvo, enquanto outro, “melhor” que o primeiro, não. Na Bíblia há o exemplo do ladrão que foi crucificado com Jesus, e que foi salvo nos últimos momentos de sua vida. Deve ter sido um homem mau, mas acabou salvo pela misericórdia de Deus. É uma situação que não pode ser ignorada por nós. Eu conheci um sujeito que não era bom, mundano e dado a “espertezas”, que se converteu com um conhecido meu, pouco antes de sua morte. Esse conhecido me disse que ele morreu em Jesus. Se assim foi (e torço para que sim), ele foi salvo. Todos os pecados dele foram apagados e ele foi justificado em Cristo Jesus. Quantas e quantas pessoas foram salvas desse modo, e quantas e quantas fizeram o caminho inverso: viveram como crentes e morreram sem Jesus? Pois é, são mistérios de Deus, inexplicáveis, por ora. Eu não tenho a mínima ideia de como e do porquê isso acontece. Não, não tenho.

Quanto à minha salvação, e dos meus entes queridos, eu confio em Deus para que nós a conservemos e não a percamos. Peço que o Senhor nos guarde a todos e proteja, em Jesus. Entendo que o estado de coração de cada um de nós, a retidão, a sinceridade e a integridade para com Deus, seja o divisor de águas. Vi crentes praticando atos de bondade que foram louvados por alguns e condenados por outros. E há atos de maldade também, nesse mesmo passo. Quem tem razão? Só encontro uma resposta plausível: o coração de cada pessoa perante o Senhor. Nós precisamos saber que o Senhor é Deus, e que Ele trata conosco de forma pessoal e personalizada. Pessoal porque é direta; personalizada porque Ele respeita as diversidades do ser humano. Algumas coisas não são boas para mim, outras não são boas para os outros. Cada qual deve procurar saber a medida de suas ações e condutas, de suas fraquezas, inclinações e virtudes, para evitar o mal para si e para os outros. E consultar a Deus, sempre.

O todo escrito acima me fez lembrar um amigo que, todo culto, no apelo para aceitar Jesus Cristo como Senhor e Salvador, ele levantava. E eu pensava comigo “Ué, ele já é crente”. Eu cheguei a dizer a ele que uma vez era mais que suficiente. Até que ele me explicou que era zelo e vontade de se achegar mais a Deus, coisa dele. Hoje em dia eu vejo essa “entrega frequente” com mais relevância, e a acho até mais bonita. Penso que nós cometemos muitos erros e deslizes durante a vida e, por isso, nós devemos sempre nos entregar de novo a Deus, com arrependimento. Entrega constante e contínua. Não como meu amigo fazia em repetidas vezes, cuja questão era simbólica e válida. Mas nós (e ele) devemos fazer como , cujo nome em hebraico significa “Voltando sempre para Deus”. Nós, ao continuamente voltarmo-nos a Deus, na medida em que erramos e pecamos, encontramos perdão, rumo e prumo, e Ele nos purifica de nossos erros e pecados, e “nos puxa” para mais perto de Si. E não há quem não peque. Daí eu percebi que a entrega constante de meu amigo a Jesus é um ótimo exemplo do que nós devemos fazer em vida: nossa entrega a Jesus precisa ser diária, várias vezes ao dia, todos os dias. Nada menos do que “respirar” Deus. E os nossos equívocos devem ser motivos mais fortes em relação aos eventuais acertos, para que nós nos acheguemos a Deus, com muito mais razão. Deus é Pai. É bom saber que o Senhor é Deus!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (G.K. Chesterton)

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“O pior pensamento de um ateu é quando ele está grato e não tem a quem agradecer” – Gilbert Keith Chesterton.

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Provérbios 17: 20.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O perverso de coração não prospera; o que tem língua enganosa virá a cair no mal” – Pv. 17: 20.

Engana-se quem pensa que a prosperidade do verso está ligada à fartura de bens materiais. Os perversos de coração e aqueles que têm língua enganosa são indivíduos que não crescem como pessoa. São os tais “sepulcros caiados, cheios de imundícia”, “ocos”, “sem substância”, “vazios por dentro”, simplórios. Não houvesse a prosperidade do verso e todos nós cairíamos nessa armadilha da vida, que fatalmente nos levaria à “filosofia” do “comamos e bebamos que amanhã morreremos”. Ou seja, faríamos o que “nos desse na telha” das nossas vidas, o melhor que pudéssemos para nos sentirmos bem e felizes, porém, sem respeito a Deus, ao próximo e a nós mesmos. Aqui significa “passar por cima” dos outros e ignorar tudo à nossa volta, no interesse único da satisfação de nossos ventres e prazeres. Não foi pra isso que o Senhor nos deu a vida, de jeito nenhum.

Por conta do verso acima a Bíblia Sagrada nos ensina: há ricos muito pobres e há pobres muito ricos. E há pobres que são pobres, alguns paupérrimos, e nada contra os ricos que são ricos. A riqueza em discussão é a de espírito, claro, e nesse passo existem muitas pessoas “pequenas de alma”. Uma das minhas maiores aflições é passar pela vida sem aprender algo de útil e bom, sem crescer como ser humano. Coisas como piedade, fraternidade, comoção, humildade, bondade e muito mais. Não importa o que eu sou, o que eu faço, se tenho títulos ou não, se tenho bens, se sou pobre, feio ou bonito, se tenho sanidade ou sou enfermo. Não são as realizações (materiais, mundanas) do ser humano que valem nessa seara. No campo humano tudo é efêmero. São os “tesouros juntados no coração” que, no final, são os que valerão a pena. Todo o resto se perde. Vale, pois, o esforço por todas as coisas entesouradas nos nossos íntimos, “onde o ladrão não rouba”, e “onde a traça não corrói” e “a ferrugem não destrói”. Vale o que está dentro de nós. Aquilo que está fora, ora, simplesmente não nos pertence, apenas usufruímos por certo tempo. Só é nosso aquilo que se guarda no coração, tesouro verdadeiro que redunda em prosperidade.

Vejo pessoas por aí totalmente perdidas e enredadas em si mesmas. Egoístas e “cegas”. Pessoas para as quais a prosperidade é dinheiro no banco, poder, bens materiais, prazeres, seguidos de “eu sempre quero mais!”. Isso não é prosperidade, não, pelo contrário, é “comamos e bebamos que amanhã morreremos”. A vida é “gasta”, desperdiçada nisso – vida preciosa, vida sagrada, que nos foi dada por Deus. No fim de uma vida assim, segue-se um vazio horroroso, “sepulcro caiado, cheio de imundícia”, “oco”, “vazio por dentro”, simplório. Muita gente passa pela vida e… Nada! Morte! Nada! Separação de Deus na Eternidade. O “comamos e bebamos que amanhã morreremos” pode ser interessante a quem vê de fora a vida de alguém. Talvez haja glamour e até cause inveja. Porém, ninguém sabe o que se passa no interior dessa pessoa. Quantas celebridades e abastados morrem precocemente de depressão, abuso de drogas e de tristeza, tendo tudo que de melhor há neste mundo? Isso é prosperidade? 

Não, não é. Aos olhos humanos seculares, até é, é verdade. Mas não o é aos olhos atentos daqueles que são “treinados” por Cristo Jesus. Estes sabem onde devem “amarrar suas jumentas de Balaão”, que sequer precisam abrir suas bocas para dizer palavra e frear a estultícia daqueles que estão “por sobre as montarias”. O Senhor nos provê tesouros e bênçãos que dinheiro nenhum compra, e mais: o Senhor, com isso, nos farta de prosperidade e nos afasta do mal. Nada tem valor perante aquilo que Deus Pai nos dá. É a “pérola de grande valor” e o “tesouro encontrado no terreno”, que nos leva a comprá-lo, imediatamente. “Nada vale, nada vale, diz o comprador, depois vai e se gaba”. A sabedoria de Deus e as “sensações” que ela nos causa. Ah! São impagáveis. E incalculáveis. E imensuráveis. Prosperidade! É isso! Isso é prosperidade: tudo aquilo que o ser humano guarda dentro de seu âmago, e que tem origem em Jesus Cristo. A busca pelo bem, por ser bom, íntegro, sincero, honesto, justo, amoroso, piedoso, humilde, amante das virtudes, filho de Deus. Isso é prosperidade! Simples assim. A “semente” é de Deus e nós “colhemos os bons frutos” que “nascem em nossos corações”. “Rios de água viva, que fluem de nós, e que correm para a vida eterna”. E podemos também comer e beber, e sermos felizes em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador. Sim, ora, por que não?

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (G.K. Chesterton)

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“O Cristianismo prega o valor infinito do que aparenta não ter valor e a inutilidade infinita do que aparenta ser valioso” – Gilbert Keith Chesterton.

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Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“A mais alta ordem de todos os tempos instituída na terra é a ordem da fé” – Henry Ward Beecher.

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Frases Etc. (Will Spencer)

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“A Verdade pode ser negada, mas jamais será derrotada” – Will Spencer.

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Frases Etc. (G.K. Chesterton)

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“Fé é aquilo capaz de sobreviver a um estado de ânimo” – Gilbert Keith Chesterton.

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Salmo 97: 11.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“A luz semeia-se para o justo, e a alegria para os retos de coração” – Sl. 97: 11.

As benesses do Reino de Deus estão reservadas àqueles que entregam suas vidas a Jesus Cristo, o Filho de Deus. O Senhor Jesus justifica essas pessoas, tornando-as justas. Justas de “justificadas”, não justas de “perfeitas”. A imperfeição sempre será uma característica do ser humano, que, diga-se de passagem, só pode ser “combatida” com humildade e resignação, de joelhos, aos pés do Senhor. Com o coração contrito e sincero (retidão de coração), além de disposição, “suor” e esforço. Todas as coisas ligadas ao Reino de Deus são Luz, e a Luz pertence aos filhos do Senhor, ao povo de Deus. E o Senhor habita na Luz Inacessível (1 Timóteo 6: 16). Muitas situações de “Luz” são vividas por nós ainda na carne, porém, a melhor parte certamente está na Eternidade com Deus, segundo a Bíblia Sagrada (1 Coríntios 2: 9). A alegria plena e suprema nos aguarda no Céu, sem prejuízo de nos alegrarmos por aqui, com muitas coisas que do Senhor recebemos.

Quando nós pensamos em “Luz”, ligando a palavra ao Reino de Deus, uma agradável sensação de serenidade e de paz nos envolve e nos aquece por dentro. A escuridão é a face oposta dessa situação, e nos remete (o pensamento) ao maligno. O interessante é que a Bíblia nos ensina que a Luz descobre o nosso ser, pois traz a lume as nossas “sujidades”. É preciso estar disposto a se expor quando alguém se entrega a Cristo, porque nossas desonras aparecem. Não para os outros, não, apesar de que em parte também para eles, contudo, o mais importante se dá na esfera da nossa consciência, para que trabalhemos os nossos defeitos e nos arrependamos de nossos pecados. Logo, o viés pessoal é o que mais nos interessa e, assim, o trato de Deus conosco. Importa-nos o que o Senhor pensa de nós mesmos, e o que realmente somos, de corpo e alma, e menos ou nada o que os outros pensam de nós. Eles por vezes nos julgam, mas têm os mesmos defeitos e, se não se sujeitarem ao Senhor, são, de fato, piores do que nós próprios porventura fomos, somos e pudermos vir a ser. É preciso ser humilde, manso e pacífico, como o Mestre. E até subserviente, como Ele foi – em obediência aos desígnios do Pai.

E Deus é Pai, sim, com certeza. Deus Pai tem zelo divino por nós, que O amamos. Ele cuida de nossos passos e vela por nossos caminhos. Conta-nos a Bíblia que Ele não dorme nem sequer dormita quanto ao cuidado que tem por nós (Salmo 121). As moradas de Deus nos estão reservadas, e Jesus nos disse que Ele próprio nos tem preparado lugar (João 14: 2 e 3). O Senhor nos abençoa com as Suas bênçãos, inesgotáveis. Deus Pai nos redimiu e perdoou as nossas dívidas, “cravando-as” na Cruz do Calvário (Colossenses 2: 11 a 14). Pelo “Pai Nosso” o Senhor resume muitas de nossas vantagens em estar sob Sua guarda (Mateus 6: 9 a 13). E como a Luz afasta as trevas, segundo a Palavra, Ele faz com que o maligno não nos toque (1 João 5: 18 e 19). Também sabemos que o Filho já veio, e nos deu entendimento para conhecermos aquele que é verdadeiro. E estamos naquele que é verdadeiro, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna1 João 5: 20. Resta-nos prestar o devido louvor ao Senhor (como faço agora com este texto), bem como demonstrarmos gratidão contínua por tudo que Ele nos fez, faz e fará, e por Ele nos ter amado primeiro. Amo-O, Senhor, como ao Senhor Jesus e ao Espírito Santo, e como amo a tudo o que diz respeito às Tuas coisas e ao Teu Reino. Eu sou Teu, livra-me do mal, acorrenta-me ao bem, Sê comigo em todas as coisas, Tu és meu fôlego e meu ânimo, Luz e alegria, em Jesus, para sempre. Amém e aleluia!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Brennan Manning)

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“Um número grande demais de cristãos vive na casa do temor e não na casa do amor” – Brennan Manning.

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Frases Etc. (G.K. Chesterton)

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“Um homem viveu, há séculos, no Oriente. E eu não posso olhar para uma ovelha, uma andorinha, um lírio, um campo de trigo, uma vinha, uma montanha, sem pensar Nele…” – Gilbert Keith Chesterton.

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Salmo 94: 17.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Se o Senhor não fora o meu auxílio, já a minha alma habitaria no lugar do silêncio” – Sl. 94: 17.

Essa é a sensação que eu tenho a respeito da minha vida… É a sua? Nos Salmos encontramos muita poesia, é verdade, mas é também Palavra de Deus, com eficácia e propósito. Logo, eu tenho consciência de que o Senhor me deu vários livramentos durante minha caminhada até aqui, numa variada gama de situações, desde acidentes de carro, passando pelos perigos da juventude, coisas ruins passíveis de acontecer na vida, até sei lá mais eu o quê. Já disse em outra ocasião que houve livramento de pessoas, tanto eu delas, como elas de mim: em ambas as perspectivas, portanto. As pessoas que encontramos pelo caminho, todas e cada uma delas, estão em níveis de compreensão a respeito de Jesus, diferentes dos nossos. São condições únicas, aliás. Alguns crescem continuamente, outros não. Uns são espertos, outros lentos. Uns até decaem. A vida cristã é permeada de fases e de experiências pessoais, de modo que nós devemos tolerar uns aos outros, em amor. Porém, às vezes, surgem “questões intransponíveis”, de maneira que, sem hipocrisia, melhor mesmo é se afastar, por nós e por eles. “Ter me afastado de algumas pessoas foi uma das coisas mais generosas que eu fiz a mim mesma” – Luara Quaresma. A mim parece ser uma conduta inteligente…

Afinal, a sabedoria popular nos ensina que se você não pode ajudar, ao menos não atrapalhe. E não atrapalhar, por vezes, é não conviver. Se afastar. Paz pra todo mundo. Por isso concordo com a frase da jovem moça, acima transcrita. E com as Escrituras também! Ora, quando o Pregador afirma que “tudo tem seu tempo determinado”, ele diz em parte do seu contexto: Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçarEclesiastes 3: 5. É tudo questão de sabedoria, pois. Pessoas podem “destruir” outras pessoas, tanto em relacionamentos mais íntimos como em lideranças de igrejas por aí Etc. Como exemplo, e vi isso acontecer várias vezes, eu conheci pessoas que de tão machucadas que foram por pessoas inflexíveis e religiosas, não podem e não querem mais ouvir falar em nada relacionado com a fé. Um chegou a me dizer que melhor seria se ele nunca tivesse conhecido. Esse é o resultado das inflexibilidades, das religiosidades, das “panelinhas”, da “lavagem cerebral”, das beatices e de outras práticas nefastas: afastam as pessoas de Jesus.

Eu mesmo passei por isso em uma determinada igreja, cujas práticas eu considero nocivas e “seletivas”. O que me salvou de um prejuízo maior foi minha base Bíblica, pois quanto mais me marginalizavam, mais eu me apegava a Jesus. Nessa minha experiência em tal igreja, eram pregadas coisas contrárias à Bíblia Sagrada, e eu apenas chamava a atenção das pessoas para isso, dentro da minha natural limitação. Foi o que bastou para eu ser excluído e posto de lado, pois quem se volta contra os “ungidos de Deus” é um perigo para a comunidade e tratado como “rebelde”. E eles te dizem: “rebeldia é como o pecado de feitiçaria”, citando 1 Samuel 15: 23. Loucos e ignorantes! Néscios e estultos! Na verdade, bandidos, porque eles querem afastar seus fiéis de alguém que lhes chame a atenção para o erro e o equívoco, e lhes ensine de forma pura, vez que isso põe em risco os seus negócios. Para essa gente, a “ovelha” não lhes interessa; interessa-lhes um “rebanho numeroso e gordo”, pois não gerem igrejas, mas “tocam gado”, tiram vantagens indevidas o mais que podem, e não hesitam em mandar o “rebelde” para o “matadouro”. Acredite se quiser…

Disso Deus me livrou, pelo menos uma vez. E do mesmo modo como o Senhor “fecha uma porta”, Ele “abre outras tantas”. Esse bendito conjunto de situações, que espelha o cuidado de um pai (Pai) por seu filho amado, gera em mim um sentimento de gratidão tão grande, que de tão grande não cabe em mim. Porque, ao contrário de certas congregações por aí, o cuidado de Deus conosco é pessoal e direto, Ele não nos trata como “gado”. O interesse de Deus por cada um de nós é dirigido a cada um de nós, exclusivamente. Qualquer pessoa pode ter um relacionamento de intimidade com o Pai, sendo Dele servo e amigo, sem contradição alguma. Basta querer. No começo é mais difícil “visualizar” o agir de Deus, mas com o tempo (experiência), esse agir fica patente. E Àquele que viu os nossos ossos se formarem no ventre de nossas mães, tudo é possível, e Esse é Aquele que nos guarda e protege, vela por nós. Espero eu, em Jesus, que cada um/a que leia este texto possa ter em si mesmo/a essa gratidão a Deus, e tenha consciência plena do cuidado e do auxílio do Senhor em sua vida. Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustentaSalmo 3: 5. Minha grata realidade é essa; é a sua?

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Albert Schweitzer)

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“Sucesso não é a chave para a felicidade. Felicidade é a chave para o sucesso” – Albert Schweitzer.

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Insight (O outro lado do Pai Nosso)

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O OUTRO LADO DO PAI NOSSO

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Meu filho,

Que está na terra,

Preocupado, solitário, desorientado.

Eu conheço perfeitamente teu nome,

E o pronuncio, santificando-o, porque te amo.

Não, não estás só, mas habitado por mim,

E juntos construiremos este Reino,

Do qual tu és herdeiro.

Gosto que faças a minha vontade,

Porque minha vontade é que sejas feliz.

Conta sempre comigo, e terás o pão para hoje.

Não te preocupes.

Só te peço que saibas compartilhar esse pão diário com teus irmãos.

Sabes que em Cristo perdoei as tuas ofensas

Antes mesmo que as cometesses,

E continuo a perdoar-te sempre que me pedes;

Por isso te peço que faças o mesmo com os que te ofendem.

Para que nunca caias em tentação,

Toma forte a minha mão e eu te livrarei do mal.

Amo você, sempre amei,

E amarei para todo sempre.

Teu Pai.

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Frases Etc. (Isaac Bashevis Singer)

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“A vida é a novela de Deus. Deixe-O escrevê-la” – Isaac Bashevis Singer.

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Frases Etc. (John Knox)

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“Um homem com Deus está em maioria” – John Knox.

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Salmo 90: 9.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro” – Sl. 90: 9.

Nossa vida é toda nossa, é única e particular, porém, ao longo de nossas vidas, bilhões (atualmente) de outras vidas se desenrolam. Quantos morrem e quantos nascem em cada dia de nossas vidas, a minha e a sua? Já me deparei com uma figura de linguagem que compara a nossa vida a uma viagem de trem: uns descem, outros sobem, alguns estão conosco no mesmo vagão, outros em outros, há as estações, as paisagens, a partida e o fim da linha. Bom esse enfoque, ele nos faz pensar. Já o verso nos diz que a nossa vida é “como um conto ligeiro”. Gosto muito dos contos, em geral, que são narrativas breves e concisas, sintéticas, com temas e ideias precisas que nos levam à reflexão, e muito nos ensinam. Leitura rápida, mas profunda, no mais das vezes. É preciso ser perspicaz e inteligente para escrever um conto, e ter um pouco de sabedoria, enfim, não é fácil. E, então… “acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro”. Como no poema “O Tempo”, de autoria de Mário Quintana. Como um sopro, uma sombra que passa, ou como a neblina, a névoa e o vapor, que logo se dissipam – assim nos ensina a Bíblia Sagrada (Salmo 144: 4; Tiago 4: 13 a 16).

E nem sabemos quanto tempo temos de vida. Muita gente que cruzou os nossos caminhos já se foi: parentes, amigos, conhecidos, famosos, dentre outros, além de um número incalculável de comuns desconhecidos. A morte está todos os dias nos noticiários e na mídia. Temos ideia de quanto ainda nos resta, de acordo com o ordinário. Tive um tio-avô que morreu com 89 anos; e, neste exato momento, tenho uma avó, viva, com 96, quase 97 anos. Ambos os casos estão entre uma minoria, se formos prudentes em nossos julgamentos. A Medicina de nossos dias, quando a ela temos acesso, nos dá mais tempo que no passado, acho eu. Mas é Deus Pai quem dita o tempo, e nos vivifica e sustenta o nosso fôlego, até quando quiser. A vida é incerta, mas a “hora” é certa. Não há quem possa acrescentar “um côvado” (uma única hora, em algumas versões) no curso de sua vida, mais um ensinamento exato da Palavra de Deus (Mateus 6: 27; Lucas 12: 25). Andaremos até “o ponto do caminho” no qual o Senhor quiser que andemos e alcancemos, depois seremos recolhidos por Ele, amém. E é assim com todos nós, nem adianta “espernear”.

Eis aí uma coisa sobre a qual nós podemos dizer que somos todos iguais: pelo critério de Deus, nós vamos, chegada “a hora”. E os nossos dias vão passando cada vez mais rápido “diante de nossos olhos”, tanto pela “modernidade” atual que nos afeta tanto, como pela “bagagem” que acumulamos em nossos corações. E, ainda: o Senhor abrevia os dias por causa do amor que Ele nutre por nós (Mateus 24: 22) – aqui, um mistério Dele. A idade traz um “cansaço crônico” da maldade e da irracionalidade do ser humano, de tanto que vemos “mais do mesmo”, de forma incessante (Eclesiastes 3: 15). E são inúmeras e costumeiras as maldades humanas e as corrupções inerentes ao sistema mundano, pelo que o verso nos diz que os nossos dias passam diante da indignação de Deus. O Senhor fica indignado com comportamentos, atos e condutas das pessoas, mundo afora. Parece que o verso fala do todo, do conjunto, da Humanidade em geral, e não especificamente do crente em Jesus que busca o Reino, afinal, ninguém é perfeito e não há quem se prive do erro, de errar. E é bom, perfeito e agradável quando nós agradamos a Deus, ao invés de deixá-Lo indignado.

Por certo, a indignação que Ele encontra no Mundo é exponencialmente mais nociva e maligna do que qualquer coisa que se possa encontrar em nós, comuns. Nem se compara, espero. Pelo caráter de Deus, sobremaneira se O conhecemos de alguma forma, causar indignação no Senhor é um crime, um pecado. Ele, que nos ama com amor ágape, e que enviou a Jesus para nos salvar, e pelo sofrimento do Mestre durante a Paixão e tudo o mais, bem, nós realmente não podemos nos colocar nessa nefasta posição de causar indignação no Senhor. Indignação é um sentimento forte demais. Os dicionários nos mostram que indignação é um sentimento de cólera e/ou de desprezo experimentado por alguém diante de afrontas várias e de reiteradas injustiças, de malfeitos que causam repulsa, revolta, ira extremada, ódio e raiva. Quem quer ser visto por Deus desse modo? Ora, só o fato de sabermos que o Senhor está indignado, que Se sente assim, já deve ser, para nós, motivo de tristeza e de reflexão, quiçá de vergonha, apesar da vergonha não ser nossa culpa (vergonha alheia, como se diz por aí). Nós podemos até, vez por outra, causar alguma tristeza no Senhor, de forma pontual e desavisada, mas se chegarmos ao ponto de, pessoalmente, causarmos indignação no Senhor, bem, nesse caso, está tudo errado em nós. E é uma situação assaz preocupante, porque Deus se afasta da pessoa nessa condição, e a entrega a ela mesma, e à sua própria concupiscência. Isso é perdição. Que o Senhor nos livre disso, e de todas as injustiças, amém.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Isik Abla)

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“A Bíblia denota pão para o uso diário, não bolo para ocasiões especiais” – Isik Abla.

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Frases Etc. (Carl Jung)

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“Tudo aquilo sobre os outros que nos irrita pode nos direcionar a um entendimento melhor de nós mesmos” – Carl Jung.

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Frases Etc. (John Piper)

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“Ainda que a culpa pelos nossos pecados possa ser quitada, algumas cicatrizes permanecem” – John Piper.

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Frases Etc. (G.K. Chesterton)

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“Os mistérios de Deus são mais gratificantes do que as soluções do homem” – Gilbert Keith Chesterton.

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Salmo 89: 48.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Que homem há que viva e não veja a morte, ou que livre a sua alma do poder da sepultura (Selá)” – Sl. 89: 48.

Este é um verso perfeito para reflexão. Nenhum assunto é mais sensível do que a finitude humana, ou a morte, sendo mais direto. A palavra “Selá” completa minha afirmação. “Selá”, antes de tudo, é um nome hebraico (Gênesis 46: 12), cujo significado/tradução é “elevação”. A palavra “elevação” pode ser traduzida como estar ou entrar em um estado de espírito de glorificação e louvor a Deus, ou em um estado alterado de mente, no sentido de uma oração compenetrada, ou, ainda, num êxtase divino causado pelo Espírito Santo, algo assim. Consta que a palavra “Selá” aparece cerca de 70 vezes nos Salmos. Apesar de sua significação ser incerta, é crível que sirva de sinal para uma pausa, ou uma mudança de instrumento musical, ou para uma exclamação dos adoradores que executam/cantam o Salmo, tal qual um “Aleluia!” ou um “Amém!”. E para que possamos refletir sobre qualquer coisa, é preciso uma parada nossa, uma pausa.

Existem inúmeras músicas nas quais vemos uma elevação de tom ou de notas musicais, que chegam a um ápice e, de repente, há um silêncio proposital, ainda que por um segundo, uma pausa, e em seguida a música continua. Na minha concepção de ver as coisas, isso é um tipo de “Selá”. Outras tantas chegam ao seu fim num “Selá”, e deixam todos espantados ou atônitos (dependendo do caso, maravilhados), geralmente pela beleza que se segue no abrupto silêncio final. É um efeito bastante utilizado pelos músicos e suas orquestras ou bandas. Seja qual for o tipo de “Selá” empregado nas músicas (e, nessa esteira, nos Salmos), é um expediente utilizado para nos causar algum impacto, para “nos elevar”, e, com isso, talvez, nos levar à reflexão, seja ela qual for. Por óbvio que, nos Salmos, essa pausa ou reflexão tem o condão de nos elevar a Deus, em espírito e em pensamento. Nossas almas são tomadas “de assalto”, e lá estamos nós em uma comunhão especial e extraordinária com Deus Pai. A música tem esse efeito nas pessoas: de alguma forma as elevam a “outro patamar”, mesmo que de forma secular. Há uma “energia” ou “força” nisso, inegáveis, que “nos enchem”, e nos deixam “estimulados” e “extasiados”. E o “Selá” é uma singularidade nesse todo.

Não só com relação à morte, pois, o Senhor nos impele e nos estimula à reflexão. Meditar na Palavra de Deus é outra forma que nos leva ao “estado reflexivo”. Há várias maneiras, por certo. O fato é que o ser humano precisa de momentos de reflexão, a sós, com Deus Pai. De uma parada, vez por outra, para reflexão. É um hábito salutar e essencial para a manutenção de nossa paz espiritual e sanidade mental. “Fechados em nossos quartos” (Mateus 6: 6), leia-se, introspectivos, seja lá onde estivermos, nós podemos e devemos nos lançar nesses instantes ou tempos de silêncio e de serenidade, na presença de Deus. Cada um de nós e Ele, sozinhos. Sem o “barulho” e o “murmúrio” do mundo. É a exposição de nossa fragilidade, nua e crua. Diante de Deus não há quem fique em pé. Aliás, o homem pode passar a vida toda de pé, e até pode “pisar” e “sapatear” nos outros, mas uma dia ele se curvará, e se verá de joelhos perante o Criador. Dia do Juízo. Boa reflexão essa, para todos, com certeza, mas muito apropriada para os orgulhosos, os vaidosos, os maus, os ímpios, os escarnecedores, os injustos, os soberbos, os arrogantes, os poderosos, deste século.

A vida é, pois, o interstício de tempo que a pessoa tem para decidir onde passará a Eternidade (Hebreus 9: 27). Não há garantias de vida sequer para os próximos segundos, que se dirá de dias, meses, anos, décadas (Tiago 4: 13 a 17). Não há quem saiba a sua hora. Ninguém está pronto para a morte, nem o que vai, tampouco os que ficam. É sempre trágico o passamento de alguém. E triste, no mais das vezes. Já vi gente dizendo que os cristãos, ou crentes em Jesus, deviam se alegrar e festejar nessas ocasiões, visto que o ente querido foi para o Pai, como Jesus foi. Mas não é isso o que fazemos. Lidamos com perplexidade com a morte. E não pensamos muito sobre a nossa própria. Talvez, se tivéssemos mais fé, tudo seria diferente, não sei. Porém, eu sei que o verso é verdadeiro, ainda que soframos da “ilusão” da “consciência sempre no presente”. O êxito na vida de qualquer um de nós está em se entregar a Deus Pai, em Jesus, mesmo que “aos trancos e barrancos”, e confiar Nele e nas palavras de Jesus, de que para Ele iremos em paz, em nossa inevitável hora. O Senhor nos livra do poder da sepultura, só Ele, em Jesus. O “Selá” no fim do verso não foi posto a toa, reflita nisso!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Vitórias que são fáceis são baratas. Somente as vitórias resultantes de duras lutas são valiosas” – Henry Ward Beecher.

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Provérbios 20: 25.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Laço é para o homem o dizer precipitadamente: É santo, e só refletir depois de fazer o voto” – Pv. 20: 25.

Fiz poucos votos em minha vida, porque sei que isso é coisa séria: com Deus não se brinca. Um voto, no sentido do verso, é um compromisso que se faz com o Pai, e Ele não se agrada de quem não honra o voto. Quem “quebra” um voto é tido por tolo. Alguns o chamam (o voto) de “promessa”, que não deixa de ser um voto. Por uma causa qualquer, por exemplo, alguém fica sem comer chocolate por certo período. É um voto. Existem os sacrifícios que são feitos por pessoas por aí, com a esperança de uma contrapartida de Deus. Também podem ser vistos como votos. Só tenho um pouco de receio de a coisa ser reconhecida como barganha. Nesse caso, eu não acho sadio à pessoa. Devemos ter cuidado para não ofender ao Senhor, pois que Ele espera de nós um coração contrito, puro, sincero e honesto.

Não é errado, de forma alguma, o ato de se fazer um voto. É uma maneira de se achegar a Deus, de se fazer um pacto específico e particular com Ele, e – acho eu – isso aproxima cada um dos “votantes promitentes” para mais perto do Senhor, sem dúvidas. Deus Pai aprecia o nosso interesse por Ele, e fica feliz quando nos achegamos a Ele. Um voto ou uma promessa nos coloca em intensa e constante atenção em relação ao Senhor, provendo-nos uma intimidade mais estreita, por um tempo. Deixa-nos em alerta, porque sempre nos lembramos do pacto, e, consequentemente, do Senhor, que fica “mais perto” de nós, em nossas mentes e corações, mais vezes e com mais intensidade que durante a normalidade da vida. Não acho que isso seja algo ruim, pelo contrário, se nos aproxima de Deus, creio que seja algo bom e positivo, desde que não exista nenhuma intenção ruim de nossa parte.

De outra sorte, tenho pra mim que de nada adianta fazer um voto ou promessa se as intenções em nossos corações não forem boas e idôneas. Os motivos e as razões que nos levam a esse ato devem ser legítimos e nobres, do contrário, coisa boa não será. Pior do que descumprir um voto, provavelmente, é fazer um voto de modo ilegítimo, com o coração voltado apenas a um interesse espúrio ou egoísta qualquer. Devemos nos atentar a esse fato, e sempre nos lembrar de que fazer voto ou promessa a Deus é coisa seriíssima. Feito o voto, deve ser cumprido, de qualquer jeito. Entretanto, se a intenção não for boa, a pessoa, além de estar perdendo tempo, poderá ser punida pelo Senhor, que não tem por inocente aquele que age com maldade em seu coração. E se a “quebra” de um voto ou promessa feita a outro ser humano já pode ser considerada uma enorme afronta, imaginemos o que significa para Deus Pai o desprezo nosso a um comprometimento com Ele, cuja iniciativa partiu de nós mesmos, no íntimo de cada um.

Na minha vida, votos e promessas não são coisas corriqueiras, talvez, pelo temor que tenho a Deus, e pelo zelo que a Ele dispenso. Eu hesito em fazer voto ou prometer qualquer coisa a Deus. Mas, como disse, não acho errada a celebração desse tipo de “acordo” pessoal e íntimo com Deus Pai. Se atentarmos para algumas práticas cristãs, veremos que pequenas situações podem ser classificadas como votos e promessas. Exemplifico com o jejum. O jejum é, ou pode ser considerado como, um “singelo voto” a Deus, geralmente ligado a períodos de oração e súplicas. A introspecção e a honestidade, no entanto, precisam estar presentes na pessoa, em quaisquer casos de voto ou promessa. E se comprometer com Deus a tentar melhorar nessa ou naquela área da vida, não é promessa ou voto a Deus. Aqui é mais um pedido de ajuda, graça e misericórdia, um socorro divino, do que propriamente um comprometimento do nível e importância de um voto ou promessa. Nesse caso, nós estamos pedindo (clamando, às vezes) a intervenção de Deus em nossas vidas, para melhorarmos algum aspecto dela em nós mesmos, sendo, portanto, diferente. No mais, tudo o que fizermos nessa vida que nos aproxime de Deus é algo válido e sadio. Apenas devemos, necessariamente, cumprir aquilo com o qual nos obrigamos perante o Criador. E no caso do verso, indispensável é o coração puro e reto.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Carl Jung)

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“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana” – Carl Jung.

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Frases Etc. (Dallas Willard)

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“As circunstâncias e os outros não estão sob o controle do caráter de uma pessoa, nem da vida que se estende infinitamente à nossa frente no Reino de Deus” – Dallas Willard.

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1 João 1: 3.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” – 1 Jo. 1: 3.

Testemunhas oculares! Atentem bem para o que nos diz o Apóstolo João, em nome de todos os que conviveram com Jesus: “O que vimos e ouvimos” e “isso vos anunciamos”. Fortes e intensas palavras. Eles viam o Mestre, falavam com Jesus o tempo todo, O ouviam, recebiam abraços e afagos Dele, e com Ele estavam em constante convívio e interação. Na minha cabeça Jesus devia ser uma pessoa séria, mas divertida, ao mesmo tempo. O Rabi ria, conversava, comia e bebia, devia ser simpático, ia a festas, e não havia, certamente, melhor companhia “humana” do que a Dele. Jesus era sábio e “exalava” autoridade, os ensinamentos que vinham Dele purificavam, consolavam e “elevavam” Seus ouvintes. Enfim, nada se comparava – e nem hoje se compara – a estar com Jesus nos dias de Seu Ministério. E na vida que Jesus viveu, Ele fazia a Obra de Deus que Lhe estava reservada. Cá entre nós, sabemos que Ele desempenhou Seu papel com maestria e foi impecável.

O Filho de Deus esteve entre nós, Ele está no meio de nós. Há diferença nisso. Eu “convivo” com o Senhor Jesus, hoje em dia, nos moldes de um ensinamento dito a um discípulo, tido “circunstancialmente” por “incrédulo”, chamado Tomé (João 20: 24 a 28). Tomé duvidou da ressurreição de Jesus Cristo, cuja prova não lhe foi tirada, e disso surgiu um precioso dito universal de Jesus, a princípio a ele dirigido: “Porque me viste, creste.” (a Tomé); “Bem-aventurados os que não viram, e creram” (ao resto de nós, que O vimos e O vemos pela fé) – João 20: 29. E Ele foi para o Pai, mas está no meio de nós, na figura do Consolador, o Espírito Santo de Deus. Jesus nos disse que iria para o pai, mas não nos deixaria só: “Todavia, digo-vos a verdade: Convém que eu vá, porque se eu não for, o Consolador não virá para vós; mas, se eu for, eu o enviarei” João 16: 7. E a função do Consolador está descrita nos versos seguintes, isto é, em João 16: 8 a 16. No último verso dessa série, Jesus nos diz que O veremos, depois de “um pouco, e um pouco ainda” (ou durante a vida). Nesse tempo, em nós, fez/faz morada o Consolador (o Espírito Santo – João 14: 23 e 26).

Mas depois dessa vida O veremos Face a face, esta é a Promessa do Filho de Deus a nós todos. E palavra de Jesus dita, consideremo-la palavra cumprida, sem erro, sem equívoco, certa e verdadeira, perfeita. Na Carta de João, pois, conhecida na Bíblia por 1 João, nos é dado testemunho de uma pessoa que esteve com Jesus, que escreveu a outras pessoas que estiveram com Jesus, de que Jesus é e está vivo ontem, hoje, e eternamente (Hebreus 13: 8). A convivência de João e dos demais discípulos com Jesus é testemunhada como comunhão com o Filho e com o Pai (e entre eles). Se O amamos, o Filho, e a Jesus entregamos as nossas vidas, temos comunhão com o Filho e com o Pai (e entre nós), do mesmo modo testemunhado por João em sua Carta, ainda que não O tenhamos visto (João 14: 6). E resta-nos, como observado, a Promessa de que um dia O veremos (João 16: 16). Quanto ao Senhor, foi-nos dito pelo Apóstolo Paulo que precisamos ter fé nessas coisas todas: “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” Hebreus 11: 6. E se Deus existe, também o Filho. Aleluia

Moral da história: não precisamos ser incrédulos tal qual foi Tomé, que havia materialmente convivido e interagido com o Mestre, e duvidou de Sua ressurreição. Podemos evitar esse erro. A tristeza de Tomé deve ter sido dura e insuportável. Não o critico, pois, talvez, eu fizesse pior. O importante aqui é sabermos que temos uma “vantagem” em relação a Tomé, porque Jesus nos diz que somos bem-aventurados por crermos Nele, sem O vermos com nossos olhos, como Tomé e os outros discípulos O viram. Nós temos fé, esperança e amor no que Jesus nos diz, mas o mais importante é o amor, e a personificação do amor é, justamente, o próprio Senhor Jesus. A fé e a esperança nos sustêm por aqui, em vida, enquanto o amor é eterno, e nós o temos tanto aqui como o teremos acolá. “Agora vemos em espelho, de maneira obscura; então veremos face a face. Agora conheço em parte; então conhecerei como também sou conhecido. Agora permanecem esses três: a fé, a esperança e o amor, mas o maior deste é o amor” 1 Coríntios 13: 12 e 13. Lindo! Maravilhoso! Fantástico! Que nenhum de nós, em Jesus, deixe de crer no testemunho de João, pelo verso (1 João 1: 3). Amém!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (C.H. Spurgeon)

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“Nós somos mais propensos a gravar as nossas provações em mármore e escrever as nossas bênçãos na areia” – Charles Haddon Spurgeon.

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Salmo 84: 10.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Vale mais um dia nos teus átrios do que em outra parte mil; preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas da impiedade” – Sl. 84: 10.

Este verso é muito interessante, mas não deve ser (a meu ver) interpretado de forma literal. Trata-se de pura poesia e lirismo do Salmista, ao tentar demonstrar, metaforicamente, o elevado “valor” que ele pretendeu atribuir (e atribuía) ao Senhor. O Salmista queria deixar registrada a importância de Deus na vida dele, na do povo, e na de todos que O amam. E pela beleza das palavras do verso, eu creio que ele tenha atingido o seu objetivo. Mas, penso eu, a literalidade de entendimento é inoportuna, neste caso. Não tem relação com o fato de a pessoa ser uma frequentadora assídua e “full time” (estar presente em todas as atividades e práticas) de uma igreja qualquer. Quem assim age, no mais das vezes, sacrifica tempo com sua família, de trabalho, de lazer e de “solidão” (entenda-se: tempo para si próprio e com Deus, para reflexão e crescimento pessoal). O excesso de “ativismo” em igrejas nos priva de tudo isso, é ruim, e nos deixa “alienados” com relação ao que está fora desse âmbito, além de nos “robotizar”, no que cinge ao modo de ser da instituição respectiva.

Assim, o verso está mais para um “estado de espírito” da pessoa, interno, portanto, do que para qualquer prática material externa. A poesia do verso nos impele à sinceridade e à integridade de sermos “transparentes” para com Deus, que é o que importa. A ética está em ser honesto consigo mesmo e com o Senhor, nesse trato de intimidade que se visa estabelecer. Esse relacionamento entre a pessoa e o Senhor é o ápice de qualquer vida cristã. Aquele que consegue ser ele mesmo perante Deus Pai, sem os subterfúgios normais e esperados empregados na interação humana, este sim, obteve o maior êxito possível de sua vida. Nada supera isso. E é isso que o Salmista busca enfatizar. O coração da pessoa deve querer estar na presença de Deus sempre, com justeza, correção e integridade em todo o tempo. Todo o tempo? Sim, sem cessar. Em casa, na igreja, no trabalho, no lazer, na “solidão”, com Deus. Como eu já disse inúmeras outras vezes: é como “respirar”. É estar em estado de louvor constante a Deus (em qualquer atividade nossa), como um carro no “piloto automático”, ou como uma “máquina” ou “sistema” que não podem ser desligados. Ou seja: fazendo qualquer coisa, sempre louvando a Deus, com gratidão.

Deus aprecia mais as intenções do coração do que as ações, em si mesmas. Isso me parece ser um fato inafastável do modo como Deus Pai nos vê e trata. Louva a Deus, portanto, aquele que é integro, e que não volta atrás em sua palavra mesmo com dano próprio. Louva a Deus aquele que é piedoso e fraterno, mesmo sabendo que não pode mudar muitas coisas. Louva a Deus aquele que escolhe e decide pelo caminho do amor, ao invés de buscar somente os seus próprios interesses, a qualquer custo. Louva a Deus todo aquele que inicia uma relação de amizade com o Senhor, mesmo diante da Soberania que Lhe é inerente, e nesse trato se porta com dignidade e honra. O ser humano pode ser – ao mesmo tempo – servo e amigo de Deus, e isso sem qualquer conflito. O verso, pois, nos ensina uma lição baseada no verbo “ser”, e não no verbo “estar”. Quanto mais cedo na vida uma pessoa que se considere cristã vier a aprender isso, mais fácil lhe será tudo em seu caminho, fora a gratificante sensação de bem-estar e de segurança, que ninguém lhe poderá “roubar”, nunca.

Não é a toa que nós preferimos “um dia nos Átrios de Deus” do que “mil em qualquer outro lugar”. O Senhor não é “mercadoria”, aliás, que se troque por qualquer coisa, ainda que alguns O tenham por desvalido. Como dito, a comparação do verso é mera poesia, com o fim de frisar bem a ideia de que o Senhor é tudo em todos, e Seu “valor” é incomensurável. A realidade do ser humano deve ser Deus. Nós devemos ter uma vida tal que nos leve a crescer, a trabalhar, a interagir, a momentos de lazer e descontração, a viver em família, em convívio marital, enfim, viver a vida, sim, com toda certeza, mas, com mais certeza ainda, o Senhor deve ser nossa razão de fazer tudo isso: Ele é O Tudo em todas essas coisas “departamentalizadas” em nossas vidas, não há como dissociarmos Dele todas elas. A vida com Deus, em confronto com a vida secular do ser humano, deve ser uma coisa só, inseparável, indivisível: “todos os dias nos Átrios do Senhor”, e “os mil dias”, também. Bem longe das “tendas da impiedade”. Eis aqui, portanto, o resumo da “ópera”: vale o “ser”, não o “estar”. O Senhor não vê cara, mas coração.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Maya Angelou)

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“O desejo de atingir as estrelas é ambição. O desejo de atingir os corações é sabedoria” – Maya Angelou.

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Frases Etc. (Jayme de Amorim)

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“Precisamos de menos palco e mais altar” – Jayme de Amorim.

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2 Pedro 1: 20.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Acima de tudo, lembrai-vos de que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação” – 2 Pe. 1: 20.

Na época de Pedro os meios de comunicação eram poucos e limitados. Muito comuns eram as cartas, e muitas delas tinham conotação geral, não eram endereçadas apenas a uma pessoa específica, mas a uma ou a várias comunidades. As cartas eram lidas em reuniões, copiadas, e mantidas para releituras e reflexões. Esta era a forma de um Apóstolo de Jesus se comunicar com os fiéis e ensiná-los sem estar presente. O verso acima, extraído de uma carta de Pedro, que diz justamente que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação, acabou se tornando parte da Bíblia Sagrada, o conjunto que forma as Escrituras. Curiosa essa situação, não? Nesse tempo, a Bíblia que conhecemos hoje em dia não estava totalmente formada, ou compilada. E devemos ter em mente que a Bíblia Sagrada não é um Livro fácil de ler. Interpretá-La é uma tarefa das mais difíceis e nobres, e a cada vez deve ser realizada com integridade e pureza de coração.

Pois bem. Parece que Pedro tinha uma “visão de futuro” bastante apurada, ou, então, já naquela época, tinha gente distorcendo as Escrituras Sagradas. Mais provável o segundo caso, eu acho. E precisou que o Apóstolo Pedro interviesse e advertisse o povo sobre essa prática nefasta. A meu ver, pode até acontecer de alguém ter um entendimento equivocado de um trecho qualquer da Bíblia Sagrada, e estar com o coração puro e reto. Nesses casos, eu penso que o Senhor nos corrige e nos perdoa, além de nos fazer voltar ao caminho certo. O problema grave está naqueles que distorcem as Escrituras visando o proveito próprio, de algo ilícito e inconveniente, criando para si uma doutrina herética privada e nociva, que só atende aos seus interesses pessoais, a fim de confundir e enganar o próximo. A Palavra de Deus tem e sempre terá conotação universal, isto é, a mesma eficácia para todos os indivíduos, aderentes a Ela ou não. Não é possível existir um entendimento particular das Escrituras, sem que exista um malfeito por detrás desse ato. Todo e qualquer entendimento Bíblico deve atender a todas as pessoas, e não a uma só, ou a um grupo específico, caso contrário, algo está muito errado.

Contudo, é perfeitamente possível existir mais de uma interpretação em determinada passagem Bíblica, e isso se dá pela riqueza dos Textos Sagrados. Uma pregação pode ser preparada a partir de um versículo, e outro pregador, noutro lugar, poderá ter outra percepção dada por Deus, e pregar de forma lícita e justa, um sermão diferente. A sabedoria da Bíblia Sagrada é inesgotável, e o que diferencia um pregador idôneo de outro “picareta” são as intenções que Deus encontra em seus respectivos corações. Gosto de frisar que os textos do Amor-Perfeito são escritos para reflexão, e não são de forma alguma “fechados”, ou exaustivos. Quando alguém os lê, minha esperança é que a pessoa tenha um “desdobramento” do entendimento, acrescentando a si e por si mesma, e pelo Espírito Santo, ensinamentos e insights. O pregador, seja pela oralidade seja pelo que escreve, deve ensinar aquilo que Cristo ensinou, e nada mais. Quem virá a Jesus não virá pelo pregador, mas pela Palavra de Deus que é pregada, ao se dar conta do amor de Deus e do Seu Plano de Redenção, pela ação do Espírito Santo.

O pregador, nesse sentido, “vale menos” do que a “jumenta de Balaão” (Números 22: 21 a 35), porque é mero intermediário de Deus Pai, e lhe está vedado “inventar moda”. O Apóstolo Paulo disse em sua carta aos Romanos: Não ousaria dizer coisa alguma que Cristo por mim não tenha feito, para obediência dos gentios, por palavra e por obras, pelo poder dos sinais e prodígios, no poder do Espírito Santo. De modo que desde Jerusalém e arredores, até o Ilírico, tenho pregado o evangelho de CristoRomanos 15: 18 e 19. Logo, o pregador reto e sincero deve servir a Deus e às pessoas, com base na Verdade; se o pregador é mais “servido” pelas pessoas do que a elas serve, e adota doutrinas “construídas” em falseios e distorções, muito cuidado: a possibilidade de ele não ser servo de Deus, em Jesus, é imensa. Não há qualquer espaço para desonestidade naqueles que lidam com a Palavra de Deus. Lembro-me de um homem que era admirado pelo seu conhecimento das Escrituras. As pessoas o chamavam de mestre, e ele era sério e idôneo, real servo de Deus. Mas se arvorar nessa seara sem ter o dom de Deus é estultícia: Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severoTiago 3: 1. Se assim é, imaginemos o Juízo de Deus a alguém que usurpa a condição de mestre. Quer ser mestre experimentado nas Escrituras? Líder ou pregador? Veja primeiro se tem o dom; ore a Deus pedindo graça; estude e medite, dedique-se às Escrituras; e, sendo o caso de se tornar um pregador, seja sempre honesto, reto e íntegro, falando a Verdade, tão somente a Verdade, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Sigmund Freud)

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“Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons” – Sigmund Freud.

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Frases Etc. (Jean Paul)

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“Viva a sua vida e esqueça a sua idade” – Jean Paul.

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Frases Etc. (Isik Abla)

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“Não desista! Deus ainda está escrevendo a sua história!” – Isik Abla.

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Frases Etc. (Paul Washer)

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“O homem que é escravo de Cristo é verdadeiramente mais livre que todos os demais” – Paul Washer.

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Provérbios 14: 22.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Não erram os que praticam o mal? Mas beneficência e fidelidade haverá para os que praticam o bem” – Pv. 14: 22.

A primeira parte do verso é uma autêntica pergunta retórica, visto que todos os leitores têm prontamente, no íntimo, a resposta. E o quê seria a resposta, logo a seguir no verso, na verdade, é uma “resposta retórica”, com a escusa da expressão, pois que dada sem pergunta, mas fato é que se imagina com facilidade a “não dita” pergunta. É uma construção interessante essa do verso, para nos fazer pensar e refletir. E o Mundo é dos maus. Será? Basta olharmos o que acontece em torno de nós para confirmarmos essa ilação. Talvez seja suficiente assistir a um noticiário qualquer, para se chegar a essa conclusão. Há corrupção e sistemas corrompidos por todas as partes do Planeta. Melhor: isso está presente em todos os ajuntamentos humanos e em todas as suas respectivas “camadas sociais”. Quem chefia uma nação, por exemplo, deve estar preparado, politicamente, para cometer atos contrários à Palavra de Deus. Se não estiver nessa condição, nem chega ao poder. Esses atos podem ser deliberados, baseados na maldade, ou de defesa e retaliação, que causam horrores do mesmo modo. 

Há, também, os que são maus e contra o sistema, ou que aprendem a manipulá-lo. Esses pensam apenas em si próprios, tendo pouco, ou mesmo nenhum interesse, em relação a qualquer pessoa que não eles mesmos ou alguns de seu círculo de convivência, estes sempre em segundo plano. O Mundo é violento, injusto, e cheio de gente má e perversa. Gente que não hesita em fazer o que tiver de fazer para ver suas vontades concretizadas. Os que se revestem de muito poder podem atingir níveis incalculáveis de loucura, de megalomania e de vaidade, a ponto de causar muitas desgraças e destruição em massa. Certamente não é o amor de Deus que dita regras a essas pessoas. Essa gente se move num “mar de caos”, ao sabor “dos ventos e das ondas”, “das intempéries”, até quando Deus Pai se cansa deles. Vão fazendo o que têm de fazer até serem “interrompidos”, de um jeito ou de outro. Coisa certa é que cessa a tempo e hora a maldade dessa gente má, “do imperador soberano até o escravo mais desprezado”, quando o seu respectivo “fôlego” acaba. Morte. Depois o Juízo de Deus, e a recompensa desagradável pelo mal praticado. Assim, erram muito os que praticam o mal, e dele são adeptos, declarados ou não.

Beneficência e fidelidade são para os bons, que praticam o bem. Só não sei como isso se aplica nessa vida. Também não sei se a maioria das pessoas é má, ou é boa. Contudo, sei que mesmo os que são bons não se apartam da violência. Eu tive um professor na faculdade que ninguém gostava. O cidadão era “hors concours” nesse quesito. Mas ele dizia que a sociedade em geral “se alimenta” da violência, e nisso sou obrigado a crer que ele estava certo. Os programas de televisão que exploram notícias policiais sempre têm alta audiência. Os filmes épicos, os policiais, os dramas, sempre têm em seus roteiros alguma violência e injustiça. Os documentários sobre máfias, cartéis, malfeitores, guerras Etc., são aclamados e aplaudidos, e “vertem sangue”. A própria Bíblia Sagrada nos conta histórias de violência. Quem ainda não assistiu a uma série de TV que retrata temas de violência e de injustiça? Diga, honestamente, se você não “consome” e gosta desse tipo de programação? E, nessa esteira, se não tem o pensamento “antes ele do que eu”, na realidade ou na ficção, que nos dá certo alívio e conforto de estarmos vivos e bem? O triunfo dos “mocinhos”, real ou fictício, no qual há violência, quase sempre nos “empresta” a “adrenalina da vitória” do bem contra o mal; mas, por vezes, nós também nos vemos “torcendo” pelos “anti-heróis”, estes escancaradamente do mal. Diga se não? Se nunca aconteceu com você?

Pois é, somos assim. Escrevendo este texto me lembrei de um livro que li (história real), chamado “Não há heróis” (No hero), escrito por Mark Owen, membro reformado dos SEALs, Grupo de Elite da Marinha Estadunidense. Ninguém se beneficia da guerra, de qualquer violência ou das injustiças – não há heróis nessas coisas, dizia ele. Mesmo entre os bons, profissionais ou não, que agem em defesa própria, alheia ou em retaliação necessária, ainda que sem culpa alguma, também não há glamour algum. Mas não se nega a necessidade de se ter alguns de nós empenhados em lutar contra o mal. Alguém poderá dizer, por exemplo, que a polícia é desnecessária? Logo, creio que o “prêmio” de ser bom e de ser de Jesus nos seja dado em plenitude no Céu, não aqui. Eu me incluí na frase anterior, mas quero deixar claro que eu busco e tento ser bom, a todo instante e, assim, espero em Cristo Jesus ser um dos Seus eleitos. Acho que como todos nós, eu fui protagonista de coisas das quais não me orgulho, pelo contrário. Mas fui redimido por Jesus, e com as vistas Nele, e desde então, procuro me conduzir com a integridade e a ética do Reino de Deus. E eu acho que é assim que nós, cristãos, crentes em Jesus, devemos ser e nos conduzir: com bondade e piedade, observando as Escrituras, e tentando ser bons e “do bem” (de Jesus), a cada decisão, a cada átimo, a cada “respiro” nosso, incessantemente. Sujeitos a “deslizes”, claro que sim, mas que seja na vereda da prática do bem. Precisamos entender, e nos fazer entender, que fazer o bem é o único modo de vida esperado e aceitável pelo Senhor. E que Dele recebemos e receberemos beneficência e fidelidade, desde o bendito dia em que o Mestre “bateu em nossa porta” e nós O deixamos entrar, para todo o sempre, amém.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Mário Quintana)

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“Não me envergonho de mudar de ideia. Não me envergonho de pensar” – Mário Quintana.

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2 João 2: 17.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” – 2 Jo. 2: 17.

É incrível a arrogância, a ganância e a soberba de alguns, especialmente de alguns ditos e tidos por “poderosos”, em relação à fragilidade humana e à brevidade da vida. Tudo passa, a vida é um “sopro” e passa, acaba; tudo o que vemos é efêmero, e qualquer estabilidade e segurança nesta vida “física” se relativizam na utopia que lhes é inerente. O curso da vida vai da tenra idade até o ocaso, se nada de ruim acontecer nesse interstício de tempo, e, enfim, a morte. Óbvio isso? Sim, claro, mas eu tive um professor que dizia com frequência, e com muita propriedade, que muitas vezes o óbvio precisa ser dito. Tem gente por aí que vive na ilusão da perenidade na “carne”, porque são maus e autocentrados. Tem gente por aí que se acha “intocável”, até mesmo por Deus. E gente há, por aí, que pensa estar acima do bem e do mal. Coitada dessa gente! Ledo engano! Erro crasso! Eu até falaria um “palavrão” agora, para completar o pensamento, mas não é o caso, nem apropriado, deixa estar…

A concupiscência das pessoas, no geral, em face da realidade humana é fascinante, no sentido ruim da palavra. Do meu ponto de vista, fico fascinado com as condutas de pessoas em relação ao dinheiro e aos bens materiais. A expressão popular “vender a alma para o (pro) diabo”, no caso, parece que se encaixa com perfeição a certas (muitas) pessoas. Tem gente que faz de tudo para amealhar para si recursos, com flagrantes prejuízos a terceiros. Tem gente que é mesquinha, e tira de quem tem menos para ter mais para si, já tendo tanto. Tem gente que tem dinheiro para sustentar gerações suas, mas essa gente sempre quer mais e mais, nunca tem o suficiente. E gente há, por aí, que furta, desvia, frauda, rouba e até mata por essas coisas. Coitado desse povo, pois, “… o mundo passa, e a sua concupiscência,…”. E quem age assim, rico ou não (vale o estado de espírito e a intenção do coração), passará para a Eternidade com muitas “dívidas”… Deus nos livre disso! Nem quero pensar… As consequências serão duríssimas!

Sem conotação política (ou ideológica) alguma (detesto política), ninguém é dono de nada nesta terra, mesmo que seja muito rico, ou mesmo “astronomicamente rico”. A Bíblia Sagrada nos diz e ensina que somos todos apenas e tão somente “mordomos” ou “despenseiros” dessas coisas. E que devemos ser fiéis. Dinheiro e bem materiais servem e se prestam unicamente para ajudar o próximo e trazer um pouco de justiça a um lugar cujo “sistema” é caracterizado por injustiças, desigualdade e violência, justamente onde vivemos. Viver custa caro, e “viver é muito perigoso”, como dizia Guimarães Rosa. Por certo nenhum de nós vive e se sustenta sem dinheiro e sem bens materiais. O problema não é esse, o problema é como e onde está o seu coração. Sobre isso, a Palavra de Deus é bem enfática: Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem destroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam. Pois onde estiver o vosso tesouro, aí também estará o seu coração Mateus 6: 19 a 21. Em suma, se o seu coração estiver calcado em coisas terrenas, fatalmente haverá violências e injustiças em seus atos e condutas (mesmo que de forma involuntária), e você, muito provavelmente (Deus é quem sabe, só Ele), não vai para o Céu! Essa é a chance e o risco que você corre. Pense e reflita…

De outra banda, há aqueles que permanecem para sempre. E isso não envolve nenhum predicado humano, obras ou riqueza. O verso-título deste texto nos ensina que “… aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. Isso porque “… o mundo passa, e a sua concupiscência,…”, mas o Reino de Deus é sempiterno, e Jesus é o mesmo ontem, hoje, amanhã, sempre, e eternamente será (Hebreus 13: 8). Ora, a Palavra de Deus é eterna. Viva e eterna! A Palavra de Deus também é a Palavra de Jesus. Assim sendo, disse o Mestre: Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar Lucas 21: 34. Portanto, a estabilidade e segurança, únicas, que um ser humano pode almejar, nesta vida e no porvir, devem estar em Cristo Jesus, nosso Senhor. Doutra sorte, não há esperança para a pessoa. Síntese da ideia, logo em seguida, em duas opções. Eternidade sem Deus: “… o mundo passa, e a sua concupiscência,…”; Eternidade com Deus: “… aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. “Passo a bola” para você, amigo(a) leitor(a). Deus abençoe.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“É de esperar que o discípulo, ou aluno, de Jesus entre num ciclo de mudança e crescimento, no qual marchamos de um estágio ou dimensão da nossa vida em Deus para outro” – Dallas Willard.

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Frases Etc. (Henry Thoureau)

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“Não é sobre o que você está olhando, é sobre o que você vê” – Henry Thoureau.

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Salmo 130: 5.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Aguardo ao Senhor, a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra” – Sl. 130: 5.

Qual é o estado da tua alma hoje? Muitas e muitas vezes na vida nós não temos outra saída a não ser esperar no Senhor. Tenho dó e pena de pessoas que não tem essa bendita consolação, por não conviverem com a realidade de que Deus existe e é bom. Não tenho a menor ideia do porquê de tanto sofrimento e aflição nesta vida, mas tenho certeza absoluta, convicção, de uma coisa: o Mundo é injusto, desigual e violento. E como posso ter certeza disso? Não sou alienado, olho em volta e vejo, penso e reflito, ouço e leio notícias, e sofro com as injustiças, desigualdades e violências, sendo que algumas, umas poucas diante do todo, imensurável, perfazem o meu “quinhão”, infelizmente. Cada um de nós tem o seu próprio “quinhão”, impossível deixar de enfrentá-lo, ilusório achar que ele pode ser evitado.

Todo mundo sofre por alguma coisa, geralmente no “plural”, e até por situações e fatos não existentes que, diga-se de passagem, bem podem nunca vir a existir. Assim somos nós todos, diante dos outros, da vida e de Deus. Os bens materiais são escassos, e as pessoas competem entre si com relação a eles, provocando a desigualdade. Nessa senda, injustiças e violências são cometidas aos montes. O nosso maior erro, no entanto, é achar que aquele que foi afrontado é o mais prejudicado e é o “coitado”. Não é isso. Não é assim. Já na antiguidade esse “conceito”, filosoficamente, era definido de forma bem diferente: “Se você sofrer alguma injustiça, console-se; a verdadeira injustiça é cometê-la” (Demócrito). E essa ideia vale também para qualquer tipo de violência, e para o que se sente diante da desigualdade. Quem é mau, ruim, culpado, “trouxa”, estúpido, é aquele que afronta, e não o afrontado.

Nesse passo, bom para nós é saber que para Deus a desigualdade não existe, e somos por Ele julgados segundo os desígnios de nossos corações. Todos os homens são iguais perante a lei – mentira deslavada, utopia, hipocrisia. Todos os homens são iguais perante Deus – verdade irretorquível e incontornável. Todos hão de prestar contas a Deus Pai igualitariamente, talvez, com uma única diferença a favor de alguns: Jesus Cristo. Mesmo os de Jesus, ou aqueles que se dizem Dele, se em seus corações tiverem agido de maneira equivocada, cometendo injustiças e violências, bem, eu não os julgo, mas Deus os julgará, e aí, só Ele sabe o que acontecerá. Porque há os que se arriscam nesta vida, se dizem cristãos, mas cometem todo tipo de malefícios ao próximo, e seus corações não estão alinhados com o de Deus Pai. O “coitado” e “infeliz”, portanto, é aquele que comete injustiça e violência, e aquele que “lida” com a desigualdade de modo arrogante e soberbo.

Dias desses atrás, tive uma percepção de Deus em meu coração, que dizia que ser crente em Jesus, ou cristão, é “se encaixar” com perfeição nos ditames do Salmo 15, sem deixar de lado as “Regras de Ouro” da Bíblia Sagrada, claro. Ser crente em Jesus, ou cristão, não é, portanto, uma questão de ritos e de práticas, ou de pertencimento a esta ou aquela instituição, mas, sim, uma questão de estado de espírito e de consciência. É a inclinação proposital e o comprometimento voluntário de uma pessoa com o bem e com o amor. É ter a própria alma entregue a Deus Pai, em Jesus. É viver em meio à violência, à injustiça e à desigualdade de modo digno, íntegro e reto. Ser bom. Esperar em Deus e em Sua Palavra é um exercício de fé e de confiança, dos mais difíceis, talvez, mas o mais gratificante, por certo. Além da Bíblia, uma palavra legítima que saia da boca de Deus a alguém, qualquer uma e por qualquer meio, é algo certo e definitivo. O Senhor é totalmente confiável, o homem, não, mesmo que seja “príncipe” (Salmo 118: 8 e 9). A “porta” que Deus abre ninguém fecha; a “porta” que Deus fecha ninguém abre (Apocalipse 3: 7). E o verso-título deste texto é um louvor a Deus, de gratidão e de fé, corretíssimo, e perfeito. E nos impele à paciência e à resignação, que não serão atitudes vãs nossas – de jeito nenhum! Quem é injusto, faça injustiça ainda; quem está sujo, suje-se ainda; quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda. Eis que cedo venho! A minha recompensa está comigo, para dar a cada um segundo a sua obraApocalipse 22: 11 e 12. Sem desigualdade alguma. E de forma justa. Por isso a minha alma espera no Senhor…

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Robert Frost)

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“Em três palavras eu posso resumir tudo o que aprendi sobre a vida: ela sempre continua” – Robert Frost.

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Provérbios 30: 5.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Toda palavra de Deus é perfeita; escudo ele é para os que nele confiam” – Pv. 30: 5.

Muita gente diz que a Palavra de Deus não é confiável, porque foi escrita por homens. Eu tenho fé de que as Escrituras Sagradas são confiáveis, até por conta do que afirmou o Apóstolo Paulo em 2 Timóteo 3: 16 e 17. Em mim a Bíblia fez e faz muita diferença, desde que fui apresentado “formalmente” a Cristo Jesus. O Mestre me conhecia, mas eu não O conhecia. E eu considero a Palavra de Deus perfeita, como Ele é perfeito, aliás. A minha imperfeição é atenuada pela perfeição da Palavra de Deus, cuja leitura (ou contato de algum modo), na minha modesta opinião, deve ser diária, ou, no mínimo, frequente. Uma coisa que aprendi é que o conteúdo de sabedoria da Bíblia é inesgotável, pois sempre há algo adiante do que foi aprendido, para aprender, mesmo que passemos por tempos de aparente “estagnação”. A releitura nunca é igual à leitura, como é diferente a releitura da própria releitura, e assim vai.

Eu não sei quantas vezes eu já li a Bíblia. Algumas, com certeza. E eu já tive experiências que só com a fé pude “transpor”. Acredito que é situação normal do ser humano “brigar”, vez por outra, com os Textos Sagrados. Ora, se Deus nos fez seres inteligentes, e capazes de raciocinar, natural é que tenhamos todos nós inquietudes, questionamentos e “crises existenciais”. Eu diria, na verdade, que nós “brigamos” com a Palavra de Deus quase que sempre. E eu poderia até “facilitar” este texto, e escrever sobre alguns pontos-chave da Palavra de Deus, tornando a mensagem simples, comum, mais apreensível e “esperada”. Hoje não. A Bíblia é difícil. Mesmo o que Nela nos seja de fácil entendimento, tornar isso “fácil” em nós é muito complicado, senão impossível. Por isso a Graça de Deus nos é tão valiosa. A “incorporação”, por assim dizer, dos Ensinamentos Bíblicos em nós, é “um caos dentro de outro”. Nesse passo, apesar de que posso pensar em vários exemplos disso neste justo momento, prefiro deixá-los, pois, para a reflexão de cada um.

Talvez seja correto dizer que a Bíblia Sagrada é a porção material de uma realidade eminentemente espiritual. Há Bíblias compiladas com mais textos, outras com menos textos, qual é a correta, afinal? E os Textos Apócrifos, têm serventia? Respondo a essas perguntas com outra: qual é a medida da sua fé? Até onde cada um de nós se dispõe a caminhar com Deus, em Jesus, é algo muito particular. O Pregador, em Eclesiastes, nos diz que a proporção de sabedoria que se adquire tem sua contrapartida de tristeza, e de dor (Eclesiastes 1: 18). Assim, se aprofundar na Palavra de Deus é uma escolha sábia, mas “doída”. Outro dia escrevi sobre os segredos de Deus, e creio que dentre eles estão ver o Mundo e a natureza humana, “desnudados”. Para isso basta “se enfronhar”, “se embrenhar”, na Palavra de Deus. Muitas revelações virão desse ato, e sinceramente não sei se todos aguentam ou estão preparados para o que verão e descobrirão. Porque a realidade é triste, e o Livro nos enche de esperança e nos prepara não para esta realidade, mas para o futuro com Deus, a vida eterna. Nesta condição (creio), a Bíblia se nos torna em “Espada” para este tempo na carne. Pra mim Ela é como uma “Espada”.

Sempre que começo um texto, não tenho a mínima ideia de como ele vai terminar. Essa “confissão”, provavelmente, mostra a todos o quanto estou tendo dificuldades de escrever, neste momento. É que eu ando triste com muitas coisas, e nem saberia explicar direito o porquê, se acaso me perguntassem sobre os motivos. Fico triste com minha imperfeição. Tenho uma tristeza arraigada em mim de tal forma que gostaria de “explodir”, às vezes. Questiono se alguém nesse estado pode escrever a Deus, o tanto quanto já está escrito, inclusive. Deus sabe. Entretanto, parte de minha tristeza se dá, também, porque não vislumbro solução para o Mundo, muita maldade, recursos escassos, população aumentando exponencialmente, poluição desmedida, desenfreada competição. E não há união e concórdia nem mesmo entre as pessoas que se dizem cristãs. Aonde e quando vamos parar? Mais uma pergunta sem resposta (lamento). No coletivo não vejo saída, mas a Escritura, que é perfeita, me ensina um caminho bom e perfeito, estreito (é verdade), mas que no final tem saída: Deus Pai (João 14: 6). Devo percorrê-lo por mim mesmo, em Jesus, sozinho e com todos, assim como você. E aqui Deus Pai é o nosso “Escudo”, “Bom Refúgio” e “Fortaleza”.

A Escritura tem o poder e a bênção de nos resignar (e consolar) em relação ao nefasto sistema mundano em que vivemos. E nos protege de nós mesmos. Quer escapar aqui da tristeza e do sofrimento? Quem for honesto conosco dirá: “sinto muito, não dá”. Mas dá para “atacar” e “aniquilar” muitos “golpes da vida” com a Palavra de Deus (Espada de Dois Gumes – Hebreus 4: 12), e, ainda, dá para “aparar” outros tantos infortúnios e mazelas com o nosso “Escudo” (Deus Pai), que está ao nosso lado, e nos nossos corações. Muitas reflexões podem ser feitas a partir dos elementos do verso e dos demais, postos neste texto. Mas a metáfora de um guerreiro antigo, cingido de escudo e espada, em prontidão para a guerra, se sobressai ainda hoje em nossas mentes. E se a vida é uma “guerra”, vemos que Deus nos dá condições suficientes para “entrarmos em batalha”, sempre que necessário for, em Jesus.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“Deus acha um Abraão, um Moisés, um Paulo – um você” – Dallas Willard.

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Frases Etc. (Rubem Alves)

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“A beleza é a face visível de Deus” – Rubem Alves.

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Salmo 25: 14.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O segredo do Senhor é para os que o temem; ele lhes fará saber a sua aliança” – Sl. 25: 14.

O Senhor tem segredos. E o Senhor tem mistérios. Os segredos são acessíveis, já os mistérios, ao menos para mim e até hoje, não. Certa vez perguntei a um senhor mais velho, com fama de sábio e experimentado nas Escrituras, sobre o mistério dos eleitos de Deus, e ele me disse, em suma, que não podia responder a essa minha pergunta e que eu não devia perder tempo buscando entender determinadas coisas de Deus, justamente porque são mistérios. Devia ter fé e confiar, tão somente. Outro exemplo de mistério é o arrebatamento provisório de pessoas ao Céu, durante a vida, e depois o retorno. Este é um mistério bastante interessante, e com registro Bíblico até, escrito pelas mãos de Paulo (2 Coríntios 12: 2 a 4). Eu conheci um homem cuja esposa, segundo consta, na tenra idade, foi arrebatada ao Céu, e viu as ruas de ouro e coisas inefáveis. A mulher, hoje adulta, não gosta de se referir a esse episódio. Nunca gostou. E sua família, na época, teve de escondê-la por cerca de seis meses, porque o rosto dela brilhava, e houve outro efeito colateral ruim nela: a criança teve depressão severa ao ter de voltar de um lugar como aquele, para este em que vivemos nós todos.

Eu não tenho motivo para duvidar de uma história dessas. Pela fé que tenho em Deus, por Jesus, e pelo precedente Bíblico, conhecendo o caráter das pessoas envolvidas, eu acredito no ocorrido. Acredito, porém, sem ter ideia ou dimensão do que foi isso. Mistério de Deus, sim. Há pessoas, de outra sorte, que dizem ver anjos e demônios, e que enxergam o mundo espiritual. Também já tive contato com pessoas com esse “dom”, sem motivo para duvidar delas, mas eu mesmo nunca vi nada nesse sentido, salvo uma ou outra experiência pessoal “menor”, das quais eu mesmo tenho minhas dúvidas. Nesse passo, certa vez entrei em um avião com um grupo de crentes em Jesus, e havia outro grupo de pessoas ligadas a uma religião originária da África. Eu era jovem (na fé, inclusive) e nem notei nada, mas uma das mulheres mais experientes do nosso grupo, depois, testemunhou que viu um anjo enorme, alto e em trajes alvos, com semblante sério e espada desembainhada, no corredor do avião. Compenetrado em vigília, e pronto para agir. Não tenho razão alguma para duvidar dela, de mais essa pessoa, de novo. As pessoas dos exemplos eram/são pessoas boas, que eu conhecia o suficiente para afastar delas qualquer “delírio”. E eu confesso que gostaria muito de ter essas experiências, por mim mesmo, ao invés de só ouvir os relatos.

Mas esses são mistérios de Deus. Há muitos e muitos deles. E algumas pessoas, como outro mistério Dele, são escolhidas para vivê-los em vida, e testemunhá-los. Deus é Deus, Deus sabe. Mas, e os segredos? Aqui a coisa toda muda um pouco. Na verdade os segredos não são segredos, propriamente ditos. Porque àqueles que temem ao Senhor, Ele os revela. A reverência, o amor e a devoção a Deus nos aproximam do Senhor de forma a que nós passamos a entender e discernir certas realidades, antes cobertas pelo véu de nossa ignorância. Não gostaria que essa frase soasse rude a quem vier a ler este texto, de maneira que deixo consignado que “ignorância” é apenas o estado de alguém de não saber e de não ter conhecimento de algo real e verdadeiro, e à disposição de quem quiser. O segredo do Senhor é, nesse passo, o fato de virmos a conhecê-Lo de um modo antes ignorado como possível. E isso descortina um “mundo novo” à nossa frente, com infinitas possibilidades, mudando completamente a nossa realidade.

O segredo de Deus é, entre outras benditas coisas, o estabelecimento de um relacionamento de amizade e de intimidade, de Pai para filho/filha, com Ele. Segredos e mistérios de Deus estão descritos, não todos, mas os essenciais, na Bíblia Sagrada, que não é um livro comum, diga-se de passagem. Sem um relacionamento com Deus, o “valor” do conteúdo da Bíblia é “meramente” histórico e um pouco “louco” até, sem sentido. Pessoas acharão algumas histórias violentas e injustas, verão as genealogias e as descrições de como fazer isso ou aquilo, construir, numerar o povo Etc., como enfadonhas e chatas. No meu modo de ver as coisas, acho normal isso. Porque quem lê a Bíblia assim, lê com seu intelecto apenas. E a Bíblia foi compilada para ser lida com razão, alma, espírito, coração e até com a carne. Carne? Ler com o corpo? Sim, carne/corpo mortal que abriga o Espírito Santo de Deus, Eterno. O segredo de Deus é, pois, a vida com Deus. Se alguém preferir: a vida antes de Deus, sem Deus, e a vida subsequente, com Deus. O Senhor “sussurra” em nossos íntimos os seus segredos, em Jesus. Quer um último exemplo? De onde vez a paz inexplicável que temos dentro de nós, mesmo em meio às tormentas? O segredo aqui é Cristo Jesus, e o Espírito Santo em nós. Quer mais? Deus Pai faz testemunho Dele mesmo, Ele Se Prova a quem O quiser. Não garanto o contato com os mistérios, como disse, mas os segredos de Deus são para todos. Doses e doses deles, ao longo da existência de cada um. Ouse querê-los, ame a Deus, aproxime-se Dele, e tenha-os para si!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“Jesus convida você para viver no Reino Dele: para começar a viver no Reino de Deus agora, já, justamente onde você está” – Dallas Willard.

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Hebreus 3: 16.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com gratidão em vossos corações” – Hb. 3: 16.

A Palavra de Deus nos foi dada de forma completa com o sacrifício de Jesus. O Mestre pagou um alto preço pela salvação de todos nós, que O queremos conosco. Nem todos O querem… Ouvi algumas boas pregações a respeito disso, dizendo que na cruz Ele suportou toda a dor do Mundo, todos os tipos de dores e aflições, tudo de ruim de todos e em todos. Às vezes eu sofro por algum amigo, por um desconhecido que aparece num noticiário, enfim, por qualquer pessoa (ou pessoas) em má situação, e já dói bastante e aperta o peito, piorando sobremaneira nas ocasiões em que sou impotente para fazer qualquer coisa que amenize ou ajude. Mas eu não tenho em mim sequer uma fração, da mais remota ideia, do que seria sofrer a dimensão das dores e sofrimentos de todos, como Jesus fez e sofreu. Isso nos faz devedores de Jesus e de Deus Pai, porque ao Filho a redenção da Humanidade custou caro, e Ele nos acolhe de graça. Graça de Deus. E se fosse eu a sofrer o que Jesus sofreu naquela cruz, acho que implodiria, literalmente.   

Eu tenho consciência de que possuo uma dívida de gratidão para com o Senhor Jesus e, claro, para com Deus Pai. O fato de eu ter em mim a Palavra de Cristo transforma todas as perspectivas da minha existência. Antes, eu era uma pessoa que vagava por aí, buscando sentido nas coisas materiais e sensoriais. Encontrei nesse caminho, no máximo, sensações e satisfações efêmeras. E me envergonho até hoje de certas coisas que eu fiz no passado, no tempo em que eu não caminhava com Jesus. Talvez, Ele estivesse ao meu lado, e eu nem sabia. Hoje em dia, a Palavra de Cristo é tão viva e presente em mim (mesmo com minhas imperfeições, e são muitas), que eu não saberia viver de outra forma. Sinto um frio na barriga e um arrepio na espinha só de pensar em não ter em mim a Palavra de Jesus Cristo, que me guia, conforta e faz de mim uma pessoa melhor. Andar sem Jesus pra mim é algo impensável, inimaginável. O Senhor Jesus é a minha realidade.

Isso que eu sinto (e o que sou neste momento) deve refletir em outras pessoas, especialmente em outros crentes em Jesus. Devo partilhar a sabedoria que Deus me deu e me dá. E espraiar Seu amor. Devo ensinar (se puder), e deixar-me ser ensinado por outros, com humildade. Devo abandonar as certezas “absolutas” e as discussões inúteis. Devo ser íntegro e sincero para com Deus e os homens. Devo abrir-me à Palavra de Cristo, sempre pronto a aprender e a subir mais um degrau rumo ao Céu e à bondade. As interações entre cristãos devem ocorrer sempre, mas precisamos também nos manter atentos aos não cristãos, que andam por aí como antes eu andava (e, talvez, como você), e interagir com eles para o bem. As pessoas que estão em Cristo caminham em estágios particulares de entendimento e de compreensão da fé. Muitos, talvez a maioria, apesar de sinceros (alguns, não todos), estão enredados em práticas de igrejas, atividades e doutrinas de homens, que nada mais são do que rudimentos mundanos, humanos. Este é um perigo que devemos evitar, porque a vida cristã é interativa, sim, mas o crescimento espiritual de cada um é particular e único, Tête-à-tête diário e constante com o Senhor. Por essas e outras é que nós devemos nos respeitar mutuamente, em amor.

Nós não precisamos nos dirigir às pessoas, cristãs ou não, de modo a nos justificar, ou para nos autoafirmar. Nós devemos ousar amar o próximo, buscando o conforto do outro, e não o nosso. Falo das coisas do Reino de Deus, especificamente. Esquecendo um pouco as igrejas e seus pregadores, a Palavra de Cristo que eu recebi veio até mim, essencialmente, pelo Espírito Santo de Deus. Por óbvio, ler (e conhecer) a Bíblia Sagrada é indispensável, para que A alojemos em nossos corações e mentes. Como a Palavra de Deus abundará em nós se não A lermos? Além de estudá-La e fazer Dela objeto de reflexão nossa? Só ouvir pregações não basta, até porque tem muita gente falando bobagens por aí. A Palavra de Deus nos dá a segurança de bebermos “Água na Fonte”, e o Espírito Santo nos ensina e confirma tudo. A caminhada com os homens é coletiva; a caminhada com Deus é única e particular, coisa que ninguém pode fazer por nós. A nós, pois, que possamos interagir com cristãos e não cristãos, como Jesus faria. Que possamos conviver com as diferenças entre nós, porém, denunciando as heresias, como Jesus faria. Que abusemos dos salmos, hinos e cânticos espirituais, nossa devoção a Deus, com plena gratidão em nossos corações ao nosso Criador, em Jesus.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“(Pastores) Eu sugiro que vocês simplesmente ensinem o que Jesus ensinou e comecem a pontuar suas vidas nesses ensinamentos, e progressivamente vocês verão as pessoas reagirem, em Jesus” – Dallas Willard.

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Frases Etc. (Thomas Merton)

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“Quieta tarde! Colinas azuis, lírios do dia ao vento. Este dia não retornará” – Thomas Merton.

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Tiago 4: 14.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Ora, não sabeis o que acontecerá amanhã. O que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece” – Tg. 4: 14.

Muitas mensagens, abordando diversos temas, podem ser escritas a partir deste verso. Mas a mim vieram à mente duas palavras, ao lê-lo agora: humildade e bondade. Tenho e sei o registro do meu nascimento, porém, não sei qual é a “data de validade” dele (minha). Todos nós convivemos com a nossa natural mortalidade, e isso não é fácil. A ilusão da consciência sempre no presente nos faz “abstrair” a certeza da morte, indesejada. A vida é como uma ampulheta, com a particularidade de que nós não podemos virá-la, depois de esgotada a areia de um dos lados. No meu caso, “acho” que já passei da metade, Deus sabe. E nessa “altura do campeonato”, eu me convenci de algo, no mínimo, curioso (ao menos pra mim foi): acho que o “sonho” é aqui e a realidade é a vida eterna ao lado do Senhor, em Jesus. Friso que essa ideia é um ponto de vista meu, particular, que apenas compartilho porque o acho interessante, e pode ajudar alguém.

Por que a vida é assim? Eu já fiz essa pergunta a mim mesmo, inúmeras vezes, e já a fizeram pra mim, outras tantas vezes. Por enquanto, não há (não ouvi) resposta plausível. Mas a pergunta é boa e pertinente, porque causa reflexão em quem a faz, para si ou para outrem. Refletir e pensar são atividades excelentes, fazem-nos crescer e nos tornam pessoas melhores. Contudo, para refletir e pensar nós precisamos de humildade e de bondade. Se tudo fosse tratado com humildade e bondade, a pergunta “Por que a vida é assim?” remanesceria, ainda, sem resposta, mas os “efeitos” e os “causos” que nos fazem fazer a pergunta seriam atenuados, e seríamos consolados. “Por que a vida é assim?”, sem egocentrismo, é uma pergunta voltada à condição do ser humano, no geral, mundo afora. Atinge toda a Humanidade, e abrange tudo o que é comum e inerente ao “ser” humano. Somos únicos, mas fazemos parte de um “ente coletivo”, cujos rudimentos são fortes e nos envolvem, quer queiramos, quer não.

Nós podemos “nos defender” disso com a ajuda do Senhor, em Jesus, claro, e assim como primeira opção, mas devemos ser humildes e bons também, caso contrário, não haverá sentido. Não gosto de escrever ou mencionar isso, mas muitos por aí fazem de Deus e de Jesus “instrumentos seus” (como se isso fosse possível…), e prometem “mundos e fundos” aos “tontos” que lhes dão atenção. Dizem coisas como “hoje Deus vai fazer isso ou aquilo”, ou “Deus tem uma bênção pra você agora”, e por aí vai, para a minha indignação, especialmente quando envolve dinheiro. São fanfarrões e exploradores, porque Deus Pai tem Seu tempo e critério reservados para cada pessoa, e o maior milagre possível a um ser humano é ser de Jesus, ser humilde e bom, dentro de um sistema cruel, mau e nefasto. Lázaro foi ressuscitado por Jesus, e morreu de novo. O Senhor ressuscitou a Dorcas, conhecida por Tabita, por intermédio da oração de Pedro e, ela morreu de novo. Jesus Cristo curou muitas pessoas nos dias de Seu Ministério, e todas morreram ao seu tempo. Os exemplos Bíblicos são muitos, entretanto, permanece a verdade do verso: “… O que é a vossa (nossa) vida? É um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece”Tiago 4: 14.

Por que a vida é assim? Talvez, um dia, teremos a resposta, vinda direta de Deus Pai. Mas… “Por que a vida é assim?”: será que essa pergunta fará sentido ou terá utilidade a qualquer pessoa que esteja diante de Deus Pai? Que com os próprios olhos vê o Senhor Jesus? E os anjos? E reencontra entes queridos? Será? Na vida Deus nos dá responsabilidades. Vida em sociedade, “ninguém é uma ilha”, precisamos ter respeito pelos outros. Humildade e bondade, sempre. “Por que a vida é assim?” se resolve, pois, com fé no Senhor, em Jesus, e aquilo que nós não entendemos ou tudo o que “foge à nossa compreensão”, nós devemos depositar nas benditas mãos de Deus, Nele confiar, e esperar. Simplesmente esperar. Crer no Senhor é ter fé e confiança Nele, seguros e serenos. A vida passa e a vida é breve. A morte faz parte da vida. Entre a vida e a morte física: bondade e humildade. Passado o “sonho”, a realidade, em Jesus (com Jesus).

© Amor-Perfeito