Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Frases Etc. (Immanuel Kant)

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“Quanto mais amor temos, tanto mais fácil fazemos a nossa passagem pelo mundo” – Immanuel Kant.

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João 15: 15.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Já não vos chamo mais de servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Antes, tenho-vos chamado amigos, pois tudo o que ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” – Jo. 15: 15.

Há muitos anos atrás, quando eu ainda frequentava a igreja na qual me converti, havia um “entendimento” de que os convertidos a Cristo eram filhos de Deus e os demais, os ímpios, de outra sorte, eram tão somente criaturas de Deus. Eu, como neófito na fé que era, guardava no meu coração coisas como essas. Depois de muitos anos, talvez, mais de década e meia, eu tive um insight sobre o tema, que apaziguou meu pensamento. Ora, se chamamos nosso Deus e Senhor de Criador, nós evidentemente somos criaturas Suas. Ponto. Há diferença entre ser filho de Deus e criatura de Deus, somente na medida em que muitas criaturas de Deus, seres humanos, não são filhos de Deus. Mas todos os seres humanos, filhos de Deus ou não, são criaturas de Deus, criados por Ele, à Sua imagem e semelhança. Os filhos de Deus são aqueles que se entregam a Deus Pai, por Jesus, e são alçados a essa condição, por meio da adoção, Obra Divina de Deus que nos leva à salvação de nossas almas. E isso tendo como Primogênito o Filho Unigênito de Deus, o Senhor Jesus, o Cristo de Deus.

E somos servos de Deus? Ou amigos? O servo serve, e o Senhor Jesus disse aos Seus discípulos que Ele havia vindo para servir. Na carne, entre nós, homens, Jesus veio para servir. E o Apóstolo Paulo disse que era escravo de Cristo, isto é, servo. Logo, servir a Deus, em Jesus, é uma característica dos filhos de Deus. Quem é filho, serve. Quem serve, é filho. Jesus é Deus, e veio até nós para servir. E nos disse na Bíblia Sagrada que nós devemos imitá-lo, isto é, nós devemos servir. O maior entre nós é aquele que se dispõe a servir, é aquele que serve. E Jesus pelo verso “promove” os discípulos a Seus amigos. É uma homenagem e tanto ser chamado de amigo por Jesus. Porém, vaidades de lado, o amigo de Jesus é amigo Dele porque é servil, serve. Assim, servo e amigo são duas condições indissociáveis, ou seja, uma depende da outra para existir, coexistem, pois. E o amigo e o servo de Jesus também são criaturas e filhos de Deus, Tudo ao mesmo tempo. De novo, mesmo raciocínio: são quatro condições que só fazem sentido se entrelaçadas e unidas. Ou seja, coexistem. Todas ao mesmo tempo.

Esses estados de um ser humano, sempre todos juntos, fazem dele um crente em Jesus, ou um cristão. Nós nunca seremos uma ou outra coisa: é tudo ou nada. A beleza do Evangelho, do Plano de Redenção de Deus Pai, é justamente o fato de que nos torna inteiros e puros, regenerados e bem-aventurados. Nós somos tudo de bom em Jesus. E não existe contradição em sermos todas essas coisas em Jesus, afinal, Ele é tudo em todos, e em todas as coisas. Até no ímpio. Aliás, antes de nos entregarmos a Jesus, nós mesmos éramos ímpios. Ímpio é aquele que “anda” pela vida sem render graças a Deus, muitas das vezes sequer se dando conta de que Ele existe de fato. Ímpio não é só quem faz o mal; não, ímpio é quem não anda com Deus, mesmo se for boa pessoa. É necessário ao homem se render a Deus, por Jesus, e, a partir disso, travar um relacionamento de intimidade com o Senhor. Conhecer Sua vontade por meio da Palavra de Deus. Se lançar na busca do bem e daquilo que é justo. Fazer justiça. Ser íntegro. Ter em si mesmo o Espírito Santo. Se preocupar com o próximo. Quem faz isso é criatura, filho, servo e amigo de Deus, em Jesus.

Este texto, bastante resumido, claro, foi objeto de uma pregação minha, quando eu ainda era um pregador de oratória, de palavras, não de escrita, como sou hoje. Tenho um pouco de saudades de pregar a Palavra de Deus presencialmente, mas, ao mesmo tempo, amo este Ministério de escrita que Deus me deu e me confiou. Um dom de Deus, graças a Deus. Na pregação falada, no entanto, muitas vezes eu tinha uma crítica e uma dimensão imediatas dos efeitos da mensagem pregada, e, agora, eu não faço ideia de como estes textos atingem as pessoas e tampouco sei quantos são alcançados por eles, até em outros países. De coração, espero que muitos sejam abençoados e consolados pelas coisas que escrevo não de mim mesmo, mas que Deus me dá. Eu não pregava em igrejas, mas em pequenas reuniões em casas de pessoas que me pediam ou em outros lugares, esporadicamente. Acho que preguei apenas uma vez em uma igreja, e foi difícil a beça, porque havia muita gente lá, e eu estava encabulado e nervoso. De resto sempre preguei para poucas pessoas, talvez, no máximo, umas trinta, por aí. Agora exerço o dom da escrita, com esmero e amor, e espero que sirva e ajude às criaturas, aos filhos, aos servos e aos amigos de Deus Pai, em Jesus. Crentes e cristãos, e ímpios, por que não? Sempre em Jesus! Para Ele e por Ele, amém.

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Frases Etc. (George R. Foster)

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“Na sociedade contemporânea nossos maiores adversários têm sido três coisas: o barulho, a pressa e as multidões” – George R. Foster.

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Poesia (Sobre tudo Ele está)

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SOBRE TUDO ELE ESTÁ

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São as cores da vida,

Que amenizam as dores da lida

Obrigado, Senhor, pela Sua aliança

Arco-Íris veraz de esperança

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São os horrores da morte,

Que desbancam até os ardores do forte

Obrigado, Senhor, pela humildade

Cidade-Refúgio, farta de tranquilidade

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São as riquezas do conhecimento,

Que vêm com as certezas do entendimento

Obrigado, Senhor, por tirar o véu

E nos levar à Terra que mana leite e mel

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São os choros da Humanidade,

Que provêm dos coros da malignidade

Obrigado, Senhor, pelo seu refrigério

Despertai a Ele, gentios, com harpa e saltério

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São as inúmeras tentações do Mundo,

Que nos levam com ilusões ao poço fundo

Obrigado, Senhor, pela vitória no embate

Somos Povo Santo, alvos do Seu resgate

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São muitas as realidades duras,

Que suportamos, resignados, com habilidades puras

Obrigado, Senhor, por nos guardar

Graças Lhe damos pelo Seu ofício maior: amar

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São os alívios do livramento,

Que caem como atavios do firmamento

Obrigado, Senhor, por de Ti ouvir falar

E bem-aventurados somos, de Contigo andar

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Mais ainda hoje, porque O vemos com singelo olhar…

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Frases Etc. (As Crônicas de Nárnia)

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“Para derrotar a obscuridade exterior devemos derrotar a obscuridade interior” – As Crônicas de Nárnia (C.S. Lewis).

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Frases Etc. (C.S. Lewis)

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“Cada Dia nos tornamos criaturas de glória esplêndida ou pessoas de inimaginável horror” – Clive Staples Lewis.

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Provérbios 16: 11.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O peso e a balança justos são ao Senhor; obra sua são todos os pesos da bolsa” – Pv. 16: 11.

A balança é um dos símbolos da justiça humana. Por si só a balança apenas mensura alguma coisa, e ela nunca erra. Mesmo se estiver adulterada, a balança medirá segundo os critérios com os quais ela foi aferida. Digo, pois, que o retrato da medição é fiel, pois a balança reproduz aquilo que lhe foi dado refletir, depois de calibrada. Outro dia vi alguns vídeos de vendedores de rua, em um país que, por ética, deixo de dizer o nome, nos quais eles fraudavam os fregueses, iludindo-os e trocando os pacotes dos gêneros alimentícios. A balança funcionava perfeitamente, mas os vendedores ladrões não entregavam o peso correto daquilo que vendiam. E, assim, ganhavam dinheiro ilicitamente. Neste caso, tanto a balança como os pesos eram justos, mas havia injustiça por parte dos homens que faziam as vendas. Certo cidadão, em outro exemplo, no ato da pesagem, colocava uma fruta a mais, e depois a retirava, cobrando o preço cheio do cliente desavisado. Logo, há a possibilidade de se alterar os pesos das balanças, mas estas acabam aferindo a realidade corretamente.

No caso de verso vemos uma figura de linguagem, claro. E que quer nos dizer que a justiça do ser humano é falha muitas vezes, mas a de Deus, jamais, nunca é. Na Justiça de Deus a balança funciona perfeitamente, e os pesos são íntegros, feitura do Senhor e obra de Suas mãos. Logo, o que a balança afere é a exata medida de cada coisa ou situação “pesada”, nem mais nem menos. Não há erro, equívoco ou, muito menos, fraude. De Deus Pai nós podemos esperar a aplicação da mais justa Justiça, sendo que a única aflição que podemos vir a ter se refere ao tempo, que é de Deus, não nosso. Logo, toda e qualquer “demanda” nossa, cuja solução imediata e por nossos braços nos foge realizar por inúmeras e variadas razões, podem ser submetidas à Justiça de Deus, que “as pesará” em Sua balança infalível, e com pesos fiéis e 100% correspondentes às suas respectivas “importâncias de medida”. E cada um receberá de Deus a exata medida daquilo que vier a ser pesado, tanto em benesses como em consequências, bem e/ou mal, sem choro nem vela, sem dó. Deus é justo. Deus é Deus. Com Ele “não se brinca” (Gálatas 6: 7).

Por isso vale a pena ao homem ser íntegro, justo, honesto e correto, porque de Deus se recebe a exata contrapartida de nossos atos, ações e condutas. Se bem, bem; se mal, mal. E não se equivoquem os ímpios que esse “procedimento” de Deus é reservado somente aos crentes em Jesus, ou cristãos de modo geral, não: esta é uma Lei Universal, aplicada a todos os seres humanos, sem exceção alguma. Talvez haja uma única exceção: como o Senhor é Deus galardoador, aos Seus filhos, que O amam, Ele dá mais do que eles (nós) merecem, porque Ele zela pelos Seus. Ou atenua as consequências, se entender que é o melhor a se fazer (dadas específicas circunstâncias). Significa dizer que o cuidado de Deus por nós, crentes, “extrapola a medida da balança”. Mas não por conta de que o Senhor frauda os pesos, claro que não, isso acontece porque Deus Pai quer nos dar mais do que merecemos e daquilo que, porventura, poderíamos adquirir. Logo, Ele nos acrescenta graça, bondade e misericórdia, além da conta, muito mais do que a nossa limitada imaginação poderia nos levar a pensar. Acima de nossos anseios, pois. Em suma: Ele sempre nos surpreende.

Mas tudo o que Ele faz, faz com Justiça. E também não devemos nos relacionar com Deus na base do “merecimento”, do mérito, não. Porque cada ser humano é o que é por causa da misericórdia de Deus. Ele fez assim, e é Dele a obra, a criatura, os dons. Não se pode fazer a analogia de um treinador e seu cão (ou outro bicho), algo como um comando de “senta”, e o cão obedece e senta, e ganha um petisco. Isso é barganha, ou é mero condicionamento. Não. Deus quer pessoas íntegras e sinceras em um relacionamento de corações para Coração. Tudo o que viermos a fazer nesta vida, ora, que seja para a glória e honra do Senhor. Que em tudo demos glória. Se nos gloriarmos, que seja Nele. E sejamos nós voluntariamente transparentes para com Deus e para com os homens. Tratando-se do Senhor, com inteireza e pureza, sem subterfúgios (até porque não há outro modo); com os homens, na medida do possível, mas com coração reto. E que nós não nos esqueçamos (jamais) de uma verdade absoluta que nos diz respeito: nós, os filhos de Deus, somos sujeitos à balança e aos pesos do Senhor, que são justos. Todos os nossos atos serão devidamente pesados; e toda maldade a nós dirigida, também, nenhuma escapará. Basta a cada dia o seu mal, e deixemos com o Senhor os julgamentos e os castigos.

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Frases Etc. (Érico Veríssimo)

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“A vida começa todos os dias” – Érico Veríssimo.

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Foto Imagem (Ele quer te abençoar…)

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FOTO IMAGEM

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Ele quer te abençoar...

Ele quer te abençoar…

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Frases Etc. (Athletes For God )

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“Faça exercícios diariamente. Ande com o Senhor!” – Athletes For God (@AthletesForGod).

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Frases Etc. (Timothy Keller)

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“A graça de Deus nunca opera dentro da nossa noção e tempo, segundo uma agenda que consideramos razoável. Deus não segue nossas agendas ou horários marcados” – Timothy Keller.

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Provérbios 16: 1.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Ao homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor procede a resposta da língua” – Pv. 16: 1.

Este verso me desperta a lembrança de uma palavra rara nos dias de hoje, e muitos me tomarão por louco, de início, por tal palavra aparentemente não corresponder à ideia da frase: gratidão. Por certo, eu vou explicar o porquê de gratidão ter “brotado” em meu coração. O caso é que uma das coisas que temos em comum (digo, do ser humano em geral) é o hábito de fazer planos e de ter expectativa quanto ao mais variados sonhos. Nós nos planejamos para ser, ter ou fazer isto ou aquilo, e nem sempre conseguimos cumprir a nossa “agenda”. Quanto antes aprendermos que é da nossa natureza o planejar e o sonhar, mas a “agenda” é de Deus, tanto melhor para nós. E é assim que acontece: Deus Pai nos guia pelas veredas da vida, segundo critérios que desconhecemos, apesar de sabermos que o Senhor é bom, justo, e galardoador. Por vezes, conseguimos atingir as nossas metas; outro tanto de vezes, nos frustramos por algo querido, mas não realizado. É o normal da vida.

Não tenho tudo que amo, mas amo tudo o que tenho”. Quem ainda não leu esta frase na traseira de um caminhão? Pois é, a grande maioria de nós está nessa situação, senão todos, mesmo os endinheirados. Afinal, nem tudo o que se pode possuir nessa vida é bem material. Bens materiais se perfazem em parte, apenas, daquilo que podemos obter em vida. Posso concordar que seja uma parte mais (digamos) substancial, e, talvez, seja a maioria dos “pedidos” em oração a Deus. “Senhor, em nome de Jesus, quero isso, por favor, faça com que eu receba tal bem”; “Pai, o Senhor sabe, eu preciso daquilo, então, conceda a mim meu pedido”; e por aí vai… Contudo, sejam bens materiais ou não, o Senhor sabe melhor do que nós o que nos fará bem ou mal. Assim, segundo Seus critérios e vontade, indiscerníveis, Ele nos concede bens, estados, condições e situações, até pessoas. Do mesmo modo, Ele não nos concede, por mais insistência nossa em orar a respeito da questão. Muito do que nós almejamos não será bom ou útil para nós, e nos trará mais embaraços e transtornos do que serenidade e satisfação.

E aqui está a explicação do por que “gratidão” veio à minha mente quando li o verso: nós devemos agradecer ao Pai pelo que temos e pelo que não temos; devemos gratidão a Deus por ouvir nossa oração e nos conceder algo, tanto quanto negá-lo. Nossas orações, bem, o Senhor as ouve todas, mesmo as “ladainhas” e “pré-prontas”, mas Ele não nos atende em todos os pedidos, fato. Primeiro porque Deus Pai não é o “gênio da lâmpada”, que está à disposição para fazer acontecer todos os nossos caprichos. Segundo, porque, como dito, Deus, que é Pai, não nos dará coisas e situações nas quais correremos o risco de nos perder, e de nos afastar Dele. Por fim, outro fato, Ele sabe o que é melhor para cada um de nós, que somos diferentes e temos as nossas diferenças, perante Ele e os homens. Deus trata os iguais em essência com divina desigualdade, para que haja justiça e igualdade entre nós. Em suma, algo que é bom para certa pessoa, será um desastre para outra, e Deus, que conhece cada coração, nos priva daquilo que nos fará mal, assim como nos concede o bem, sem limites. E bem pode ser que o “bem” que eu quero não me fará bem. Esse “bem” o Senhor veta a mim. Veta a você. Não vetará a quem vier a fazer bem, realmente.

Existem coisas, no entanto, que só fazem mal. Não são essas que são colocadas aqui em discussão. O principal é ter gratidão a Deus pelas coisas que Ele nos dá e proporciona; e também devemos ter a mesma gratidão a Deus pelas coisas que Ele nos deixa de dar e proporcionar. Porque Ele nos conhece profundamente, nos ama, e quer somente o nosso bem. Nós não devemos deixar de confiar Nele, nem tampouco deixar de planejar e sonhar em nossos corações. O verso até nos diz que planejar (e sonhar) é conosco mesmo, nossa parte do “jogo”. Se Deus chancela os nossos planos e sonhos, ora, vamos deles desfrutar em paz e em alegria. Porém, de outra sorte, se coisas almejadas e queridas não nos são dadas, às favas com elas, ora bolas! Ao Deus de nossas vidas, gratidão! Sempre! Um dia de cada vez, mas nunca sem Ele! Façamos de nossas vidas um cântico de gratidão a Deus Pai, em qualquer circunstância. Confiemos Nele com a integralidade nossa, entrega total, sabendo que o fim das coisas, todas as coisas, sem exceções, desemboca Nele. E, nesse fim, só há bem e bênçãos, maravilhas.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Madre Tereza de Calcutá)

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“As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam” – Madre Tereza de Calcutá.

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João 8: 15.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Vós julgais segundo os padrões humanos; eu a ninguém julgo” – Jo. 8: 15.

A missão de Jesus entre nós não compreendia o ato de julgar. O Mestre veio para ser conhecido, para ensinar e advertir, para consolar e aconselhar, para apontar as heresias, abusos e hipocrisias, para cumprir as Profecias, para nos redimir, regenerar e nos dar vida, para nos salvar. E Ele foi julgado sem misericórdia pelos homens, segundo os padrões que nós mesmos utilizamos hoje em dia, no nosso dia a dia, e isso é um fato, passível de ser constatado por mera observação. Eis aqui um ponto a respeito do qual devemos ter cuidado e atenção. A regra Bíblica nos diz que nós não devemos julgar para que não sejamos julgados (Mateus 7: 1). Contudo, é impossível viver sem julgar, até porque não teríamos parâmetros e medidas para aplicarmos em nossas respectivas caminhadas. Nós dependemos de exemplos, positivos e negativos, para imitarmos ou evitarmos atos, comportamentos e condutas. A vida é um aprendizado, não? Então, mais uma vez, portanto, tudo depende da disposição do coração de quem, no caso, julga.

Disposição de coração é a essência do Cristianismo e do ser cristão. O grande dilema do cristão é este, na minha modesta opinião. Muita gente há que segue preceitos de homens e ditames de igrejas que, várias vezes, destoam da Bíblia Sagrada. Alguns são nefastos, outros não, pois apenas requerem da pessoa algum tipo de modo de se comportar, para se integrar a determinada comunidade. Podem ser até excessivos ou severos, mas não chegam a ser prejudiciais, desde que a pessoa consinta em observá-los e esteja à vontade em cumpri-los. Uma vez que alguém se predisponha a frequentar específica congregação, justo é que se adapte ao “modus operandi” praticado lá pelos membros (com exceção de se aceitar heresias). Já as imposições (de homens e de igrejas) não são coisas boas e podem ser bastante nocivas às pessoas, especialmente aos novos na fé. Jesus não ditava regras, Ele apenas ensinava. E eu entendo que as igrejas devem acolher as pessoas e ensiná-las, e não cobrar delas um resultado que, por vezes, nem quem cobra obtém.

O cristão deve ter em seu coração a obrigação e o empenho de servir a Deus e ao Evangelho. A “vontade” do cristão não pode ser externa, porque se assim for, é falsa, aparente. E crente em Jesus não pode viver de aparências. O ser crente e o agir como cristão deve ser algo intrínseco, isto é, deve vir de dentro, tal qual a palavra de Jesus, que diz: Quem crê em mim, como diz a escritura, do seu interior fluirão rios de água vivaJoão 7: 38. É uma condição espiritual, pois, das mais sensíveis e importantes. Quem se digna a seguir e servir ao Mestre deve ser ensinado pelas pessoas e pelas igrejas, e todos os outros meios, mas deve ser livre para tomar com sinceridade e total liberdade suas decisões e posições. Quem “convence” e “converte” o cristão a respeito daquilo que é certo ou errado é o Espírito Santo que nele está (ou deveria estar). Sobre isso, leia João 16: 7 a 11. E como as tradições e costumes, línguas variadas, culturas e ambiente variam de forma imensurável, o que está certo para uns pode ser errado para outros tantos, e vice-versa. O que vemos entre homens e nas igrejas cristãs, pois, é a limitação do livre arbítrio das pessoas.

Contudo, quem dá o livre arbítrio às pessoas é o Senhor, logo, o livre arbítrio não pode ser limitado por “exigência” ou imposição de homens e/ou igrejas. Cada ser humano deve ser livre para aprender com suas experiências, boas e más, e a função dos seus semelhantes e das igrejas é ensinar a Palavra de Deus. Esta frutificará nos corações, fazendo com que a pessoa tome o rumo desejado e esperado por Deus, assim seja. Homens e igrejas devem acolher e aconselhar, amar, sorrir, curar, abraçar, tolerar, com resignação, confiando que a Obra é de Deus Pai. Eu consinto, no entanto, que há situações extremas nas quais o melhor é mesmo se afastar ou deixar a coisa de lado; tudo bem, mas isso deve ser feito com orientação de Deus, em qualquer caso. E nós sempre cometeremos erros, tudo bem também: é da nossa natureza. Aqui não se prega liberdade total ou “libertinagem”, mas responsabilidade pessoal e compromisso de cada cristão com Deus, em Jesus, e o bom e reto uso do livre arbítrio (Provérbios 12: 8). Há muito tempo reflito sobre qual seria o comportamento ideal do cristão, e a minha conclusão é a de que não existe um padrão ou um “certo absoluto”. O arquétipo do cristão (diferente em cada pessoa) se perfaz a partir de um coração comprometido voluntariamente com Cristo Jesus. Isto, por si só, sendo real, pessoal e sincero, encaminha qualquer pessoa a Deus Pai, inevitavelmente. Eu creio nisso, de coração!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“A linguagem Bíblica que exprime o relacionamento das criaturas com o Criador é tão íntima que quase chega a parecer constrangedora” – Dallas Willard.

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Frases Etc. (Santo Agostinho)

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“Estão atentos, Senhor, os ouvidos do meu coração” – Santo Agostinho (Confissões).

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Provérbios 29: 25.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O temor do homem virá a ser laços, mas o que confia no Senhor está seguro” – Pv. 29: 25.

O homem sem Deus não tem em quem confiar, ou confia nele mesmo ou em outros homens e, nesse passo, confia no nada. É uma situação triste, porque todos os homens estão em pé de igualdade e, além de não serem confiáveis totalmente, são transitórios e sujeitos às mais variadas paixões. O homem é inconstante e imprevisível. E todos têm temores, ou seja, medo de que coisas ocorram, sendo que algumas são certas (dependem de tempo) e outras são incertas (o tal sofrimento por antecipação, ou mesmo ansiedade). Algum medo o ser humano carrega consigo, mesmo os mais valentes. E se o sentimento de medo ou temor for exacerbado, funciona como uma “âncora” no indivíduo, pois ele sofre de várias maneiras, e até fica “paralisado”. Aqui entra a palavra “laço”, como figura de linguagem.

Laço é um nó, que prende e segura, envolve, enreda, ata, laça, fixa Etc. No sentido figurado o laço aguilhoa, acorrenta, amarra, liga, aferrolha, enfim, é uma coisa ruim. O temor é mera expectativa de que algo aconteça. Porém, se acaso se torne em “laço”, é o mesmo que dizer que houve a concretização daquilo que se temia. Nós não podemos evitar muitas coisas na vida, tais como aborrecimentos e chateações, mas nós temos um pouco de controle sobre as coisas, e podemos evitar algumas situações ruins em nossa caminhada. O ímpio não tem entendimento para alcançar a diferença entre “laço” e fato normal da vida, além de não medir as consequências de seus atos e condutas, na maioria das vezes. A pessoa espiritual procura e busca respostas em Deus Pai, ao contrario da pessoa sensorial, que faz o que lhe dá prazer e conforto imediatos. Esse é um modo ou estilo de vida que me deixa horrorizado, porque a pessoa encara a vida como um “trem desgovernado”. Obviamente, no aspecto espiritual que, por certo, é o mais importante.

Qualquer um pode notar que a vida é permeada de “altos e baixos”. Há momentos ótimos, outros muitos bons, alguns nem lá nem cá, cotidianos e normais, e outros, por fim, ruins, de perrengues e de sofrimentos. É a vida, quer aceitemos quer não. Algo que nos engana bastante é o fato de estarmos sempre no presente e vivendo e determinada época. As coisas no nosso entorno nos parecem ser indestrutíveis. Passo pela rua tal e está tudo como estava antes. Aquela montanha que vejo ao longe continua lá, todo santo dia. Há notícias novas diariamente, mas o “status quo” parece sempre o mesmo. Quando penso nessas coisas, me lembro do “tempo geológico”, do qual alguém me falou ou li em alguma revista, livro ou internet. O tempo geológico é infinitamente mais lento do que uma vida humana. Para que tenhamos ideia disso, pego como exemplo o Grand Canyon, no Estado do Arizona, nos EUA, que é uma monumental obra da Natureza, com água escavando e erodindo rocha. Para sua formação atual, especula-se que a erosão e alargamento de suas fissuras ocorrem há dezenas, centenas de milhões de anos. E a cada ano, mais uns poucos centímetros de rocha são erodidos.  

O que é isso para uma vida humana? Nada. Se formos uma vez por ano, durante a nossa vida inteira, no Grand Canyon, tudo estará idêntico para nós. Não notaremos mudanças naturais, que nos serão imperceptíveis, e somente poderemos dizer que não está igual se houver um terremoto ou coisa parecida, ou seja, algo drástico e pontual. Essa situação de tempo nos engana, e nos deixa com uma falsa sensação de segurança. Tal comparação nos prova que nada do que é material permanece igual, ou permanece para sempre. E nos prova o fato de que não temos noção alguma de tempo. O tempo nos engana. E dentro de nossa vida breve e efêmera, muitos de nós nos achamos importantes e insubstituíveis. Muitos são soberbos, arrogantes e vaidosos. Muitos confiam em si mesmos e em homens. Muitos morrem sem dar graças a Deus. E durante a vida, todos os que não se rendem a Deus se frustram com a materialização de seus temores, que se lhes tornam em “laços”. O ser humano é um “nada” diante do Universo. Sua vida é uma névoa, um sopro, um piscar de olhos. Só aos pés do Senhor, em Jesus, e confiando Nele, é que o ser humano dá sentido e torna válida a sua vida, e “ultrapassa” o tempo geológico, na justa medida em que ganha o Céu e vê a Eternidade à sua frente. Pense nisso.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Santo Agostinho)

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“Quem me dera repousar em Vós! Quem me dera que viésseis ao meu coração e o inebriásseis com a vossa presença, para me esquecer de meus males e me abraçar convosco, meu único bem!” – Santo Agostinho (Confissões).

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Tiago 5: 7.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Sede, pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Vede que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até receber as primeiras e as últimas chuvas” – Tg. 5: 7.

Se prestarmos atenção ao que nos diz o verso, nossa conclusão será a de que Deus nos conforta e consola, com promessa, por seu conteúdo. A vida não é fácil. Viver dá trabalho, em todos os sentidos. Vemos pessoas que amam a vida, assim mesmo. E acho que todos nós devemos amá-la, a vida, por ser ela dádiva de Deus. Assim, mesmo com percalços, sofrimentos e problemas, nós devemos agradecer a Deus pela vida que nos foi dada. Há muitas faces belas da vida, e nós precisamos aprender a desfrutar as pequenas coisas, antes de procurar, esperar e ansiar apenas e tão somente pelos grandes feitos. Não se vive de ápices, não, mas, dia após dia, vive-se na rotina do dia a dia, interrompida, vez por outra, por um grande dia, no qual algo especial acontece. Como dito, porém, o prazer e satisfação podem ser descobertos em situações que comumente não damos valor. Ou seja, em aproveitar um raio de sol; um prato de comida; um doce; um copo d’água; o receber um sorriso; ver a chuva; o “cheiro” da chuva; um cafezinho recém-passado; aquele minuto a mais na cama, pela manhã, ao despertar; tomar um banho; escovar os dentes; e por aí vai… Até o infinito!

São inesgotáveis esses pequenos prazeres e deleites diários, que nós carecemos aprender, para o nosso exclusivo bem, a notar e apreciar em nossos caminhos. Dentro de um dia, eles são inúmeros. Basta a cada um de nós rendermo-nos a eles, e não deixá-los passar, como atos mecânicos, e nós como autômatos. O escritor Rubem Alves, na sua genialidade, disse que lhe dava prazer, depois de comer um belo bife, o simples ato de tirar um pedacinho de carne que ficara preso entre seus dentes, com um fio dental ou mesmo com um palito, algo assim. Veja-se só, que sabedoria básica, numa “coisa trivial e pequena”, e temos de admitir que uma pessoa nesse nível de presença de espírito, consegue extrair a felicidade de situações que jamais cogitaríamos sequer pensar, inusitadas. Isso é simplicidade. Se pudermos nos adaptar a esse “conceito de vida”, certamente seremos mais felizes. Nessa mesma esteira, pensava eu sozinho, outro dia, sobre uma reunião de amigos, partilhando e misturando uma bela refeição com uma boa conversa. Nós dizemos, no fim do encontro: “que ótima comunhão essa que tivemos hoje, nós precisamos repetir isso logo!”, e todos, geralmente, concordam.

Pois é. Mas o tempo passou, e essa reunião foi única, não se repetirá, ainda que realizada outra vez com as mesmas pessoas e o mesmo cardápio. Por isso que se diz, com sabedoria, que devemos desfrutar a cada momento de vida de uma felicidade que aparentemente ali não está. Ou por ser algo rotineiro, ou por ser trabalho, ou, ainda, pela “fase” que está difícil. Não importa o como, nem o onde, nem as razões. Nós precisamos aprender a aproveitar esses instantes quase etéreos como se fossem os últimos momentos de nossa “hospedagem” neste corpo mortal. Corpo este, aliás, que é o veículo de nossas sensações e expressões sensoriais, e que nos dá identidade. Essa conduta e atitude, que podem ser novas a muita gente desde a leitura deste texto, nos ajudará, e muito, a termos paciência na vida. Pois a vida é mesmo como o ciclo da terra: normalmente nós semeamos aqui e colhemos acolá. E muita coisa acontece nesse ínterim. Se pudermos, então, desenvolver em nós mesmo essa capacidade de tirarmos proveito de tudo, ora, até a paciência, que o verso nos aconselha a ter, ficará mais “leve”.

E não é só isso, não. Deus nos deu a vida para que nós a desfrutemos, em alegria, e devemos aproveitá-la, em todos os sentidos. Verdade. Mas também há a promessa. No verso o lavrador, depois de muito labor, não só espera, mas também recebe o precioso fruto da terra. Há tanta sabedoria nisso; e tanto o quê aprender… Depois de uma vida bem vivida, com gratidão a Deus por nos dá-la e tudo o mais, nós vamos encontrá-Lo. O Precioso Fruto da terra, ou seja, Jesus em nossos corações, depois das primeiras e últimas chuvas, é ceifado, colhido, e guardado no Celeiro de Deus Pai. Aqui jaz a paciência, em esperança, que todos nós devemos cultivar, cada qual por si só. Acredito que a vinda do Senhor é uma “via” de “duas mãos”: Ele nos chama e vem até nós, e nós, que O conhecemos e amamos, O ouvimos, e vamos até Ele. Então, Ele nos recebe com júbilo, e do lado Dele estaremos por todo o sempre. Se nos for concedido Lá, então, olhar para trás, notaremos com alegria que toda a paciência que tivemos nesta vida, por tudo o que fomos obrigados a suportar, valeu a pena, e como valeu. Agora é hora, portanto, de celebrar a vida, com paciência e resignação, em Jesus. Incluindo nisso todas as pequenas e menores coisas, por mais irrelevantes que pareçam (depende só de cada um de nós…).

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Eugene Peterson)

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“Nossas vidas somente estão completas quando elas são vividas em diálogo com Deus” – Eugene Peterson.

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Frases Etc. (Ayn Rand)

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“O homem íntegro é motivado pelo desejo de alcançar e realizar, não pelo desejo de derrotar (usar) e passar por cima dos outros” – Ayn Rand.

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João 2: 25.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Ele não necessitava de que alguém lhe testificasse a respeito do homem, pois ele sabia o que havia no homem” – Jo. 2: 25.

Jesus é Deus. Este é o singelo motivo pelo qual Ele não precisa de ninguém para saber qual seria a natureza humana, ou o que se passa dentro de um ser humano. No mais, em Eclesiastes vemos que as coisas relativas à essência humana se repetem incessantemente (Eclesiastes 3: 15). Jamais haverá novidade, pois, para Jesus, ou Deus, a respeito do que o homem vier ou deixar de fazer, ou pensar em seu íntimo. A natureza humana é uma só, com algumas variantes de pessoa a pessoa. Mudam as “intensidades”, mas não os “elementos”. Ou seja, tudo está presente em todas as pessoas, tanto o mal como o bem, mas cada um decide o que quer fazer de sua própria vida, e toma suas decisões com base no livre arbítrio que Deus dá a todos nós. Atos e condutas errados, equivocados, impertinentes, inadequados, todos nós os perpetraremos no decorrer de nossas vidas. Assim como outros tantos no sentido inverso. Mesmo os maus, por vezes, fazem o bem, e vice-versa. A natureza humana está “manchada” e marcada pelo pecado, inevitavelmente.

A vida humana é uma constante caminhada de escolhas e mais escolhas. A “cada passo” que damos, praticamente, uma escolha é feita, uma decisão é tomada. E cada um de nós é responsável por suas escolhas e decisões, ainda que os que estão em Cristo contem com o Senhor para lhes perdoar, dirigir e lhes atenuar as consequências, sendo o caso. Essa “dinâmica” da vida é um mistério para mim, porque eu não entendo muitas coisas, a exemplo da prática da maldade e do que leva pessoas a serem maldosas. Sendo a vida efêmera, o porquê de tantas decisões temporais que prejudicam séria e fatalmente o próximo, multidões, dando pouco ou nenhum valor à própria vida. A luta diária pelos escassos bens materiais (escassos porque não são suficientes a todos), privilegiando, geralmente, uns poucos em detrimento de inúmeros outros (em maioria), a meu modesto ver, deve piorar, com os recursos naturais sendo explorados acima da capacidade de mantê-los hígidos e fluindo. Há muita poluição e desrespeito à Natureza, dada a superpopulação atual da Terra que, aliás, continua aumentando. O ser humano é como uma “praga” em seu “hospedeiro” ou “seara” (Mundo), que destrói mais do que constrói.

Todo ser humano contribui para a “exaustão” do Mundo, e não diga que você não, por favor. Cada vez que alguém liga seu carro, toma um ônibus ou produz qualquer tipo de lixo ou descarte, esse alguém está contribuindo para a somatória daquilo que nos levará à escassez e aridez, além de muitos outros males. Quem fuma, polui o ar. Um cigarro, coisa pequena? Polui! Quem dá uma descarga em sua privada, polui todas as águas. Qualquer coisa ruim posta ou enterrada na terra, a degrada. Quem utiliza transporte aéreo, ajuda na poluição atmosférica, pois uma simples viagem de avião é extremamente “venenosa” para o meio ambiente. São alguns exemplos, dentre vários outros possíveis, e surge, então, uma pergunta: temos como parar isso? Não, retórica a pergunta. O ser humano é, pois, por si só, uma criatura degradante, pois tudo o que faz, usa, emprega, consome, gera, materialmente falando, é um fator de prejuízo para a Natureza. Cada pequeno fator que, como dito, se soma a outros incontáveis, e vira um número expressivo, impossível de mensurar. E tudo isso causa sofrimento humano, visto que as vestimentas que usamos, o nosso alimento, e os outros bens de consumo, geralmente são produzidos à custa da sanidade física e mental de outras pessoas, semelhantes. O próximo, isso mesmo. O que me leva a crer que vivemos nós todos ligados, ainda que involuntariamente, a alguma parcela de crime e de exploração humana. Exagero meu? Não sei, será? Apenas pense.

O que nos sobra trabalhar a parte espiritual do “ser” humano. Nas religiões, pois, somos convencidos e impelidos a assumir certas obrigações e posições, variando em demasia a linha entre o certo e o errado. Há aspectos culturais envolvidos, assim como tradições, eras, tempos e épocas. Nas igrejas cristãs há muitas proibições, que buscam interferir no comportamento de seus fiéis. Depois de muito pensar, refletir, e até filosofar (quem sou eu…), cheguei à conclusão de que nada disso funciona a contento. O ser humano é rebelde por natureza, e muita gente não se contém, ou mesmo faz o contrário do que lhe é esperado ou aconselhado, desafiando a ordem estabelecida, qualquer ordem. Porém, de uma coisa sei e tenho certeza: não será o homem que controlará o desejo interno de outro homem, e suas boas ou más escolhas. Só a pessoa pode ter esse discernimento dentro dela. Para isso servem as pregações, ensinos e igrejas: para ensinar ao homem a Boa Vereda, não para controlá-lo. O homem deve ser livre para fazer suas escolhas e tomar suas decisões. Deve ter o “direito” de errar. Deve fazer o que quiser. E o bom e íntegro líder cristão deve se esforçar ao máximo para ensinar as pessoas, não as controlando nem tampouco as manipulando a seu favor, o que é muito pior. As pessoas precisam ajustar seus corações, de forma que estes respondam aos estímulos de Deus Pai. Nós, em Jesus, sabemos que o melhor para nós são os parâmetros do Céu. Há quem não saiba, é verdade.

Devo deixar claro que isso não é uma incitação minha à libertinagem (1 Coríntios 6: 12). Não, não é. Apenas entendo que cada um de nós é responsável por si mesmo, e deve dar conta de si mesmo. E não deve julgar nem condenar os outros. Logo, o líder (de qualquer religião) sensato e íntegro ensina, “empresta” sua experiência e conhecimento, sua sabedoria e entendimento, para que os outros aprendam a fazer o que é certo e esperado por Deus. Como se diz popularmente: “não dá o peixe, mas ensina a pescar”. E o principal: esse líder não impõe nada, nem busca controlar e manipular ninguém. E Deus pedirá conta do que passou (Eclesiastes 3: 15). Individualmente!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (John Finch)

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“Existe uma necessidade dentro de cada um de nós que só Deus pode satisfazer. Dinheiro, sexo, drogas, fama ou poder, não importa a quantidade, jamais serão suficientes” – John Finch.

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João 2: 21.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Mas ele falava do templo do seu corpo” – Jo. 2: 21.

Talvez, a única ocasião em que Jesus “perdeu a calma”. Certa feita, ao chegar ao Templo, Jesus se indignou com os vendedores e cambistas, que faziam da Casa de Deus um “mercado”. O zelo pelo Lugar Sagrado O consumia (João 2: 17), e consta nas Escrituras que Ele fez um chicote e derrubou as mesas dos cambistas, espalhando moedas, além de soltar animais como pombas e ovelhas, lançando-os todos, homens e animais, para fora do Templo, purificando-O. Evidente que no dia seguinte, ou até no mesmo dia, tudo deve ter voltado ao “normal”, bastando para tanto a ausência de Jesus. E essa atitude de Jesus irritou muitos Judeus. Então os judeus perguntaram: Que sinal miraculoso nos mostras para provar que tens autoridade para fazer isto. Respondeu-Lhes Jesus: Destruí este tempo, e em três dias o levantarei de novoJoão 2: 18 e 19. Os Judeus devem ter entendido que Jesus lhes propunha destruir o Templo e Ele em três dias o reergueria. Isso causou perplexidade nos Judeus, porque o Templo havia sido construído em quarenta e seis anos. Logo, como em três dias Ele O reconstruiria, na remota hipótese de os Judeus O botassem abaixo? Insano, esse Jesus, não? Sob a ótica dos Judeus, sim.

Sob a ótica de Deus, não. Jesus, de forma cifrada, é verdade, dizia aos Judeus que O matassem, e Ele ressurgiria em três dias, tal qual o Sinal de Jonas (Lucas 11: 29 a 32). Jesus os chamava de geração incrédula e maligna. E eles se ofendiam, ao invés de se converterem. Não entendiam o que Jesus queria lhes dizer, e Jesus falava por parábolas, na maioria das vezes. Este trecho Bíblico pode ser tido por uma “quase parábola”, visto que o Sinal de Jesus ainda estava por vir. Mas os Judeus o entenderam de forma literal: não “viram” o Mestre, mas olharam para o Templo. Convenhamos nós que era mesmo de difícil interpretação a fala de Jesus naquele momento. Jesus “entortava” o entendimento de Seus ouvintes, e nós, nesse episódio, já o entendemos melhor, visto que temos visão da história completa, com o desfecho da Paixão de Cristo, inclusive. Talvez os Judeus merecessem, nessa oportunidade, “um desconto” por parte do Senhor Jesus, visto que seus olhos estavam velados espiritualmente. Eles não tinham ideia das maravilhas que vivenciariam muito em breve, em suas vidas.

E a resposta e intenção de Jesus eram muito simples: “Mas ele falava do templo do seu corpo”João 2: 21, com uma enorme implicação a eles e a todas as gerações seguintes. Jesus lhes dizia, em suma, que era um “Santo dos Santos ambulante”, com o perdão da comparação, se alguém se ofender. Caso é que, no Templo, havia o Santo dos Santos, lugar inacessível, onde só o Sumo-Sacerdote, uma vez por ano, podia entrar, e respeitadas certas condições, visto que era o lugar onde habitava o Espírito de Deus. Para que tenhamos dimensão disso, consta que o Sumo-Sacerdote entrava no Santo dos Santos com uma corda amarrada em torno de sua cintura, porque se morresse Lá dentro, quem fosse lhe retirar, morreria também. Logo, Jesus estava dizendo aos Judeus que, no futuro (do ponto de vista deles), o Santo dos Santos seria o coração humano, e que eles (e nós) teriam o Espírito Santo de Deus em seus (nos nossos) corações. Quando Jesus fosse alçado ao Céu, depois de Sua ressurreição, Ele nos enviaria o Consolador, que nos consolaria e capacitaria. E essa é a parte mais linda desse ensino de Jesus: nossos corpos mortais passaram a abrigar o Espírito Santo de Deus.

Isso não é uma figura de linguagem, mas uma realidade. Há muitas referências Bíblicas sobre esse tema, a exemplo de Isaías 8: 13-14, João 14: 23, 1 Coríntios 3: 16 e 6: 19, dentre outras. Portanto, aquele que aceita a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, é selado pelo Espírito e recebe o penhor Dele (Efésios 1: 13 e 2 Coríntios 1: 21-22). Jesus sempre era/foi, pois, a representação máxima dessa bendita condição, visto que possuía em Si mesmo o Espírito Santo sem medida (João 3: 34). Nós, que Nele cremos, recebemos uma medida do Espírito Santo e, assim, nos tornamos templos do Espírito Santo de Deus (Jesus é Deus, e nós, criaturas de Deus, feitas à Sua semelhança – Gênesis 1: 26-27). Tal como o Tabernáculo dos Hebreus no deserto, que era um “Templo ambulante”. Aliás, outra excelente figura de linguagem ou parábola para nós, nos nossos dias, e que também era/foi realidade física. A história a partir do verso e de seu contexto é tão extraordinária, e nos traz tantas implicações, que é quase um “pecado” tentar escrever sobre a matéria num pequeno texto como este. Assim, oro a Deus, em Jesus, para que a reflexão de todos, a partir destas singelas linhas, possa ampliar o entendimento e abençoar cada leitor(a), aquecendo seus corações e almas.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Eugene Peterson)

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“A verdadeira espiritualidade, a espiritualidade cristã, tira a atenção de nós mesmos e foca em outra pessoa: Jesus” – Eugene Peterson.

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Frases Etc. (Santo Agostinho)

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“A minha alma é estreita habitação para vos receber; dilatai-a Senhor” – Santo Agostinho (Confissões).

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Provérbios 8: 1.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Não clama a sabedoria, e o entendimento não faz soar a sua voz?” – Pv. 8: 1.

É indiscutível que tanto a sabedoria como o entendimento nos são proporcionados por Deus Pai, e vêm do Céu. Quando se diz que a sabedoria “clama” e o entendimento “faz soar a sua voz”, é o mesmo que dizer que o Senhor nos chama para sermos pessoas melhores, ao tomarmos contato com a sabedoria e o entendimento Dele, que estão à nossa disposição (basta querer e pedir a Ele). Nosso dever é buscar essas coisas excelentes incessantemente, e cultivá-las, com o cuidado e o zelo que qualquer homem do campo tem por sua plantação. Já disse em outras ocasiões que inteligência não é o mesmo que sabedoria e entendimento. Inteligência ajuda, e muito, mas também tem sua “carga” de negatividade: quanto mais inteligente, mais suscetível está a pessoa ao sofrimento. É possível e até normal, portanto, que existam pessoas muito inteligentes com um sério déficit de sabedoria e de entendimento. Nessa nossa peregrinação efêmera, breve como uma névoa, pois, acredito que a sabedoria e o entendimento nos ajudam a encontrar sentido para a vida, sem prejuízo de outras coisas igualmente importantes, que se desenrolam concomitantemente.

O mais importante é mesmo ser de Jesus, e buscar seguir Seus conselhos. Mas a sabedoria e o entendimento estão aí justamente para nos auxiliar nessa caminhada. Emanuel é Jesus, e quer dizer “Deus conosco”, Jesus conosco, e conosco toda a sabedoria e entendimento do Reino de Deus, de Deus, pelo Espírito Santo. Assim que o homem abre seu coração a Deus, por Jesus, abre-se também um “canal” com a Fonte Universal de sabedoria e entendimento. “Rios de águas vivas fluirão de seu ventre”, dos nossos ventres. E isso não é fábula ou brincadeira: acontece mesmo. Claro que muita gente duvida dessa condição e possibilidade, por variados motivos e razões, mas especialmente por deixarem de crer em Cristo Jesus. Muita gente inteligente não consegue “visualizar” o Senhor Jesus justamente por conta de sua muita inteligência. Muita gente não consegue entender o Senhor, por falta de sabedoria e de entendimento. Muitos, por excesso de inteligência e/ou loucura, não creem que Deus existe, vez que tudo racionalizam. 

Há muita coisa que remanesce como mistérios de Deus. Quem tentar “racionalizar” esses mistérios não chegará a lugar nenhum, ou à conclusão alguma. Apenas achará confusão e perplexidade. É a fé em Jesus Cristo que nos leva a um estado confortável de existência, porque a consolação de Deus preenche o espaço das dúvidas e questionamentos, expulsando-os de nós. Não haverá explicação ou sentido para a maioria das situações que faceamos na vida. Talvez encontremos algum esclarecimento no Céu, mas por aqui, fé, só pela fé. Eu não gosto muito da frase “Deus está no controle de tudo”, no sentido de que tudo o que acontece é “vontade permissiva” de Deus. Se pensarmos com honestidade, isso anula o livre arbítrio. E, diga-se, Deus Pai realmente tem o controle de tudo, do Universo, mas em sentido amplo, amplíssimo. Ter o controle não significa fazer algo propositadamente, ou deixar acontecer. O ser humano tem sua parte nesse “jogo”, e Deus espera que ele aja de acordo. A “fatura” será cobrada, oportunamente. Mas nós não temos como aferir e alcançar os critérios de Deus.

Temos em nós uma “sombra” do que há de vir. Temos em nós uma “intuição” sobre a vida (e a Eternidade), que é divina, que nos é dada por Deus. Um mero “vislumbre distorcido”. Dizem que os espelhos no tempo do Apóstolo Paulo geravam reflexos turbados, borrões de “baixa resolução”, arremedos do que vemos hoje em dia, em nossos espelhos atuais. Por isso ele disse, na época: Hoje vemos em espelho, de maneira obscura; então veremos face a face. Agora conheço em parte; então conhecerei como também sou conhecido1 Coríntios 13: 13. Deus pai nos conhece por inteiro; nós O conhecemos em parte. Por essa razão e outras tantas, nós devemos perseguir a sabedoria e o entendimento, e jamais deixar-nos tornar vaidosos e orgulhosos se acaso Deus nos der boa dose dessas coisas maravilhosas. Julgar o próximo é ser mau. Não julgar o próximo é ser humilde. Tudo depende da posição do coração da pessoa no ato de julgar, isto é, de qual seria o seu objetivo, se construtivo ou destrutivo, se autoexemplificativo ou autojustificativo. É fácil “apontar o dedo”, difícil é não cair na mesma tentação… Pois todos pecaram, e destituídos estão da glória de DeusRomanos 3: 33. Paulo, de novo. E todos pecarame pecam e pecam – somos nós, de todas as gerações. Com sabedoria e entendimento, pois, erramos menos, é verdade, mas a sabedoria e o entendimento sem a humildade criam “monstros”, e isso não é um paradoxo. Que cada um tenha em mente o “nada” que é – por si só, e o “tudo” que se perfaz, com Deus Pai em si mesmo. Logo, para ser “diferente” persiga a sabedoria e o entendimento, mas para fazer a diferença, seja humilde de espírito e de coração.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (C.S. Lewis)

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“Existem certas coisas no Cristianismo que podem ser entendidas mesmo de fora, antes de você se tornar um cristão. Mas, há grandes coisas que só serão compreendidas depois de certa distância na caminhada cristã” – Clive Staples Lewis.

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Insight (Jesus e a Ciência)

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JESUS e a CIÊNCIA

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A Ciência afirma e constata que precisamos de, no mínimo, quatro elementos básicos para sobrevivência:

  1. Água;
  2. Ar;
  3. Alimento;
  4. Luz.

E Jesus nos diz e ensina, pela Bíblia Sagrada:

  1. Eu Sou a Fonte de Água Viva”;
  2. Eu Sou o Fôlego da Vida”;
  3. Eu Sou o Pão da Vida”;
  4. Eu Sou a Luz do Mundo”.

Ora, logo, corretíssima está a Ciência: todos nós precisamos de JESUS para viver e sobreviver!

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Autoria Desconhecida (Será mesmo?!?!?!?)

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“O corpo, como intermediário entre a pessoa e o mundo físico, vai perdendo a sua função enquanto a alma se prepara para uma nova disposição” – Dallas Willard.

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Frases Etc. (Santo Agostinho)

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“Pois será possível – Senhor meu Deus – que se oculte em mim alguma coisa que vos possa conter?” – Santo Agostinho (Confissões).

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Frases Etc. (Dallas Willard)

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“Tanto no Antigo como no Novo Testamento, os anjos são tidos como ‘vigias’, testemunhas, do drama terreno. Sem dúvida eles também veem as coisas como são, livres do auxílio e empecilho do cérebro e do corpo. No nosso atual estado encarnado, por outro lado, sempre vemos as coisas distorcidas, ‘como em espelho’. Os espelhos fabricados na época de Paulo eram bastante imperfeitos, e nunca permitiam que a pessoa visse neles as coisas como elas realmente são” – Dallas Willard.

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Frases Etc. (Carlos Hilsdorf)

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“Ser humilde não é acreditar que somos menos que os outros. É saber que não somos mais que ninguém” – Carlos Hilsdorf.

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Salmo 147: 10.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz na agilidade do homem” – Sl. 147: 10.

Não é fácil impressionar o Senhor nosso Deus. Não. Pelo menos, não com coisas e situações por Ele criadas. O cavalo é um animal forte e imponente, mas foi Deus quem o criou (Ele sabe tudo sobre o cavalo e todos os outros animais). E é Ele quem distribui dons e destrezas aos homens, logo, como O impressionar com algo que Ele mesmo deu? Quem se surpreende com um presente é o agraciado, e não seu benfeitor. Afinal, este último já sabe o que há dentro do “embrulho”, não? A agilidade do homem pode encantar e maravilhar outros homens, ainda que seja dom de Deus. E isso, por certo lapso temporal, visto que tanto a força do cavalo como a agilidade de um homem, e tudo o mais que estiver sujeito ao tempo, tem “prazo de validade”. A decadência é uma realidade com a qual temos de conviver. Sem choro nem vela. A força do cavalo acaba; a agilidade do homem diminui e cessa; ambos vivem seus respectivos ocasos, e… Morte física!

E basta um segundo, um “piscar de olhos”, para que a vida mude drasticamente, tanto para pior como para melhor. Geralmente, neste caso, para pior. Viver é perigoso, e não temos garantia de nada, “nadinha”. Somos seres que vivem de expectativas, instante a instante. De que as coisas deem certo, de que tudo saia conforme planejamos, e esperamos o melhor para nós, de Deus, inclusive. Mas não sabemos se estaremos vivos no próximo minuto. Mesmo assim é bom que nós nos ocupemos com planos e sonhos, pois o normal da vida é que ela cumpra seu ciclo natural, da infância à velhice. Dentro desse período muita coisa acontece e, entre satisfações e contratempos, nós trabalhamos e nos esforçamos, fazemos escolhas, tomamos decisões, enfrentamos fatalidades, enfermidades e desconfortos, nos alegramos e nos entristecemos, nós faceamos derrotas e vitórias, enfim, de tudo um pouco, tudo o que, porventura, couber numa vida. Muito sofrimento por aí… Mas a vida é bela, também, e cheia de belezas.

Ao homem, no entanto, resta-lhe reconhecer por si só a sua fragilidade e transitoriedade (pelo menos, no que concerne a este corpo corruptível). Hoje é; logo não mais será. Tudo passa. Fica para trás. A traça come e a ferrugem corrói. A decadência nos colhe pelo caminho, e nos desgasta pouco a pouco. Aliás, ela começa no nascimento, acho. O homem é, assim, prisioneiro seu, no presente que o abriga. Passado e futuro são situações abstratas, inexistentes, inatingíveis, intangíveis. No primeiro caso, trata-se de mera memória, no segundo, de pura expectativa, e só. Neste tempo presente de meu Deus, pois, que parece infinito (e de certa forma é mesmo), o momento da consciência é “onde” nos encontramos e estamos confinados. Nele fazemos de tudo e tudo. Nele “criamos” o passado. Nele “fabricamos” as expectativas para o futuro. É nele que vivemos. Esse é o tempo que conta. Essa é a nossa realidade. Nele estaremos até o fim dos nossos dias, para fechar os olhos aqui e reabri-los no Céu, se Deus quiser, onde veremos espantosas e fantásticas maravilhas. O que o olho ainda não viu, nem o ouvido ouviu, e nenhuma “sombra” do que virá jamais esteve em nossos corações.  

Tudo o que foi dito para dizer uma singela e significativa palavra: humildade. Palavra essa que é a melhor resposta para o verso, e para a afirmação feita no início deste texto. Quer agradar a Deus, em Jesus? Seja humilde. A humildade põe o homem em seu devido lugar, e lhe dá discernimento e sabedoria para ser quem ele é, e nada mais do que isso. Ninguém deve pensar de si mais do que aquilo que lhe for inerente e conveniente, como pessoa e ser humano, em detrimento dos outros, especialmente no que tange a dons (ou agilidades), visto que todos são dados pelo Pai, tanto a crentes como a ímpios, aliás. Humildade nos dá melhor perspectiva de tudo na vida. Se formos humildes em nossos atos e condutas, e se formos humildes interiormente, bem, isso certamente agradará a Deus. O sucesso material e mundano do homem nada é para Deus. Nada disso O impressiona. Mas seu sucesso espiritual, de tesouros eternos, e sua disposição interna em ser o que se é, fazem toda a diferença ao Senhor, eu creio. Nisso consiste a vitória ou a derrota do ser humano na carne: ser humilde, de verdade, não só de aparência. Não se fazer de humilde, mas ser, de fato, humilde. Como Jesus foi humilde, e venceu o Mundo.  

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Timothy Keller)

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“Não obedeça a Deus para ter ‘coisas’; obedeça a Deus para conseguir Deus” – Timothy Keller.

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Frases Etc. (Eugene Peterson)

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“As coisas mais importantes da nossa vida não são coisas” – Eugene Peterson.

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Salmo 30: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Eu dizia na minha prosperidade: Jamais serei abalado” – Sl. 30: 6.

Ninguém sabe o dia de amanhã. A afirmação do verso é típica dos arrogantes e dos soberbos, que também são loucos, estultos e destituídos de sabedoria. Viver com esse pensamento é uma perigosa utopia. A “prosperidade” mencionada do verso não é a espiritual, que se perfaz em dependência de Deus Pai, mas, pelo contrário, é a prosperidade material. Ou seja, bens e riquezas, que em abundância (quanto mais…) “produzem” poder e sensação de segurança, e que, por fim, tornam o homem vaidoso e orgulhoso. É inegável que o dinheiro nos traz tranquilidade e, de certa forma, mais liberdade. Todo aquele que não tem preocupação com dívidas acima de seus ganhos, posses e possibilidades financeiras, folga com essa situação e vive melhor. Não há dúvida sobre isso. Em suma: se nada falta, ótimo; se falta, bem, aqui temos inúmeras variantes de estresse, de frustração, de falta de sossego, de angústia, de preocupação, até de desespero, dentre outras “sensações” ruins, para dizer o mínimo.

É horrível o sentimento que brota do íntimo de uma pessoa quando ela não tem dinheiro, por exemplo, para pagar uma conta de energia elétrica. Pior, se for falta de recursos para comprar comida. E triste se essa pessoa for arrimo de família. Contudo, com ou sem prosperidade, a maior desgraça é estar longe de Deus. Não é errado ser rico, desde que por vias lícitas, mas é certo que a riqueza é como um véu na pessoa, que a dificulta ver e enxergar a existência e presença de Deus em sua vida. Tremo, e me abalo, só de pensar nisso. Eu não sou rico, mas sei que sou abençoado por Deus Pai, em Jesus. Tenho plena certeza disso. Nem posso dizer que seria fé, simplesmente, mas, certeza mesmo, confiança total e consciência plena disso. Sinto e vejo, na minha vida, e no meu dia a dia, o cuidado e o zelo de Deus por mim e pelos meus. Houve um dia, claro, no qual eu me entreguei a Deus, por Jesus. A partir desse meu ato e disposição, passei a ter acesso às coisas de Deus, o Reino, o Manual da Vida, e tudo o mais; todas as bênçãos de Deus.

E vou registrar aqui um testemunho no qual falhei feio. Mea culpa. Tenho um parente muito bem de vida, em termos materiais. Ele é inteligente e culto, acima da média. Um belo dia, no passado, ele postou no WhatsApp da família um recorte de jornal, fotografado, que dizia, mais ou menos, o seguinte: um percentual alto da população brasileira, talvez algo acima de 70% (não me recordo bem), afirmava que tudo o que tinham obtido na vida até então, tinha sido por conta da bondade, ajuda e da providência de Deus. Essas pessoas atribuem a Deus seus respectivos sucessos financeiros, em várias escalas, e esse era o tema do artigo. O tom desse meu parente, não crente, foi jocoso ao postar essa matéria de jornal. E foi aí que eu falhei: eu deveria ter-lhe dito, a todos do grupo, aliás, que eu era (sou) uma daquelas pessoas, abençoadas, que tinham essa certeza absoluta de que o Senhor era/é a origem daquilo que tinham e tem (que tenho). Não disse, e me arrependo: deveria ter dito. Ora, responsabilizo diretamente a Deus pelo conforto, em todos os sentidos, que hoje eu desfruto em minha vida como cristão. E repito: não sou rico, pago minhas contas, e sobra um pouco para ajudar o próximo e para lazer e diversão. Vivo bem, graças a Deus. Está bom assim, em Jesus, amém.

Eu não sou ambicioso. Minha ambição, única, é ser um bom filho de Deus, dedicado a crescer em estatura diante Dele, com humildade e resignação, e que, volta e meia, “arranque” sorrisos de satisfação do Pai, e O alegre. O resto são desejos e sonhos, que se o Senhor quiser e os realizar em minha vida, que bom, os aceito de bom grado; se não, tudo bem também. Enfim, se a nossa disposição interna for a de acharmos que “jamais seremos abalados”, estamos em “maus lençóis”, com se diz popularmente. Espiritualmente derrotados. Pobre homem rico; rico homem pobre; rico homem rico; pobre homem pobre. Tudo depende do coração no Senhor, em Jesus. Prosperidade é isso: Deus no coração, na alma e no espírito. Deus tudo; tudo Deus. Tudo em todos, Ele. Tudo em nós, Ele. Tudo em todas as coisas, Ele. “Não serei abalado?” Por tudo o que foi dito: cuidado, pois será. E como será. A diferença? O cristão tem a Deus e a Jesus, pelo Espírito, a lhe ajudar a se recompor. E aquele que Nele não crê (este), como fará? A quem recorrerá? Por isso me arrependo de não ter aproveitado a oportunidade com esse meu parente… O Senhor verdadeiramente muda a vida da pessoa que passa a conhecê-Lo e amá-Lo, que a Ele sinceramente se entrega, tornando-a próspera. E riquezas e bens materiais são as menos importantes e menores partes do todo que Ele nos proporciona, presenteia, dá e provê.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“Você jamais vai deixar de existir, e não há nada que você possa fazer a respeito disso. O Deus de Jesus obviamente preservará a personalidade humana dentro da eternidade da sua própria vida” – Dallas Willard.

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Provérbios 24: 8.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Aquele que cuida em fazer o mal, mestre de maus intentos o chamarão” – Pv. 24: 8.

Por incrível que nos pareça, há quem cuide em fazer o mal, e só pense nisso. Acredito que sejam pessoas “limitadas” de alguma forma, visto que associar-se ao mal é loucura e estultícia. Em todos os cantos encontraremos indivíduos ruins e com coração duro, dispostos a fazerem as maiores (e menores) barbaridades e atrocidades, sem respeito algum ao próximo e, muitos, sem respeito algum à vida dos outros. Há, por exemplo, quem roube e, para garantir o butim, utilize-se de violência e mate o dono dos bens, volte para sua casa, e durma tranquilo. Coisas desse tipo não se cingem à falta de coração, não, o que lhes falta é a alma mesmo. Muita gente há que simplesmente não se condói com a dor alheia, e há os que têm prazer em infligi-la. Há quem comemore as desgraças dos outros, e se regozija no infortúnio de seus semelhantes. Misericórdia! O Senhor deve ficar muito aborrecido com essas coisas, para dizer o mínimo.

De todo modo, nós bem sabemos que o Senhor não deixa impune o pecado de ninguém. Se há malfeitos a serem contabilizados, os cidadãos que os protagonizaram hão de dar conta de seus atos e condutas. Hão de pagar pelo que fizeram. Muitas vezes, no entanto, nós não vemos nada acontecendo com essa gente maligna e nefasta. Isso porque não temos o dom de enxergar almas e corações, íntimos e âmagos, essências. Eu creio que pessoas com “dívidas” por praticarem o mal, ainda que saiam impunes pela Justiça mundana, não escapam do “inferno” que vivem em si mesmas. Deu Pai é “Fogo Consumidor”, e pecadores inveterados adeptos ao mal “se queimam”, “ardem em chamas”, interiormente, consumindo-se. Quando suas vergonhas são expostas aos demais, então, elas se tornam desprezíveis e asquerosas aos olhos dos bons. E na hipótese de haver “crime perfeito”, sem punição terrena, a situação piora por causa da Justiça Divina, vindoura.

Bem, existe gente má em todo lugar, e em todas as profissões e posições imagináveis. Em voga nos nossos dias, porém, estão os políticos desonestos, cujos Partidos são verdadeiras formações de quadrilhas a espoliar em benefícios próprios todos os governados. Por lógica, os mais pobres têm menos recursos para se defenderem dessa gangue maléfica, e sofrem mais. Os que não têm acesso a uma boa educação e cultura, também (e não têm, também, por causa dessa gente). Com razão, pois, certo Procurador da República (membro do Ministério Público Federal) ao analisar os fatos da “Operação Lava Jato” e dizer que esses ladrões e bandidos têm, literalmente, sangue nas mãos, pois seus delitos implicam em falta de tudo o que é essencial à preservação da vida. Os recursos desviados redundam em falta de leitos em hospitais e de hospitais, falta de medicamentos e de intervenções cirúrgicas de emergência, inexistência de manutenção adequada em estradas (logo, há mais acidentes, mais feridos e mortos), a Segurança Pública fica prejudicada e o crime se organiza (há mais crimes, como latrocínios e homicídios), e a corrupção domina o cenário todo, trazendo-nos, ainda, todo tipo de desventuras e insegurança. Será que nos é possível entender isso tudo? Não tem problema se não, eu digo: o Procurador da República disse textualmente que esses políticos não são ladrões, mas assassinos, pela roubalheira que patrocinam e consequentes vidas que se perdem. Todos têm sangue nas mãos, literalmente, como dito. Amealham para si bens e riquezas, à custa do sacrifício de vidas de terceiros que, em tese, deles dependem.

Entretanto, como dito, há gente má por toda parte. Acho que o parágrafo anterior foi só um desabafo, apesar da exatidão de cada palavra escrita. Só não sei dizer qual seria o significado da segunda parte do verso, que diz aos que cuidam em fazer o mal que “mestre de maus intentos os chamarão”. Não sei se isso está posto em sentido figurado ou se é literal. Se for literal, significa dizer que eles serão entregues a Satanás, e vão para o Inferno. Ou que o Diabo transformará a vida terrena desse povo num verdadeiro “inferno”. Fato é que quem faz sofrer outrem há de sofrer de volta, como Deus quiser e lhe impor, talvez, de forma multiplicada. Nada que se faz de mal é deixado sem paga ou contrapartida. Há quem chame isso de “Lei do Retorno”. E eu quero crer nisso, de coração. Não porque eu quero o mal dos outros, ainda que dos maus, não, o que eu quero e acredito é que malfeitos se acumulam em “pesados fardos” que terão de ser “aliviados” a certa altura. A “conta” chega. A “fatura” é cobrada. Hora do acerto. Consequências. E pior no Dia do Juízo, se não houver arrependimento prévio à morte física. De todo modo, a coisa é grave, e haverá severidade em tais momentos. Ai, ai, ai, melhor cuidar em fazer o bem. Ser do bem. Bem-aventurados estes últimos, pois serão chamados pelo Senhor, em Jesus. E pelos respectivos nomes, com cuidado, carinho, afeto e amor.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“Aqueles que não creem na vida futura não são visivelmente mais corajosos do que aqueles que creem. (…) Isso me faz lembrar uma conhecida minha, que se recusava a conversar sobre a vida após a morte com os filhos porque, dizia ela, não queria que eles ficassem decepcionados caso de fato não houvesse vida nenhuma no além. Ora, ora… Se não houver vida no além, eles certamente não ficarão decepcionados. Se houver, talvez, eles se achem mal preparados. O único modo de eles se decepcionarem é continuando a existir” – Dallas Willard.

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Frases Etc. (John Hick)

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“Se confiarmos no que disse Jesus com base na sua consciência direta de Deus, partilharemos da sua crença na vida futura. Essa crença é sustentada pelo argumento de que um Deus de amor infinito não criaria pessoas finitas para depois excluí-las da existência, quando as potencialidades da sua natureza, incluindo a sua consciência Dele mesmo, apenas começassem a se realizar” – John Hick.

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Lucas 18: 41.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor, quero ver” – Lc. 18: 41.

Imaginemos: o Senhor Jesus nos faz uma pergunta e nos concede a realização de um desejo. O que você escolheria? O que você pediria a Jesus que lhe fizesse? O verso acima transcrito nos conta a história do cego de Jericó (Lucas 18: 35 a 43). Um ser humano anônimo, sem nome para nós, que queria voltar a enxergar. E lhe foi concedido: a Bíblia nos conta que ele tornou a enxergar. Nos tempos dos primeiros reis de Israel, o Senhor veio e apareceu a Salomão, de noite, e lhe concedeu um desejo. Disse-lhe o Senhor: … Pede o que queres que eu te dê2 Crônicas 1: 7. O pedido de Salomão foi “sabedoria”, porque lhe tirava o sono ser juiz de um povo tão grande, e não ter sabedoria para julgar todas as causas e negócios de Estado (2 Crônicas 1: 10). E Deus Pai, extremamente satisfeito com a resposta de Salomão (2 Crônicas 1: 11), acabou lhe dando muito mais daquilo que pedira: entendimento, bens, riqueza e honra (2 Crônicas 1: 12). Consta, Biblicamente, que nenhum rei antes nem depois de Salomão, teve ou teria o tanto que Deus lhe concedeu. Salomão “pediu bem”, tanto quanto o cego de Jericó (Tiago 4: 3).

E ambos falaram diretamente com Deus. Dá pra imaginar? Falar face a Face com Deus? Falar com Jesus, vendo-O? Acho que eu nem saberia o que dizer nem como me comportar. Eu ficaria paralisado, mudo, “estático”, e com a mente vazia, por puro espanto. Bem, ao menos nos primeiros instantes, em estado de choque. Claro, pois que seria uma experiência extraordinária e sobrenatural, ora. Ahh! Mas como eu queria que isso acontecesse comigo, de qualquer forma, poderia ser até em sonho, desde que eu pudesse falar “tête-à-tête” com Jesus ou com o Senhor. Meu Deus! Que glória isso seria… No entanto, ainda há a questão da hipótese de me ser concedido um desejo, a realização de um sonho ou projeto, ou o que seja. De novo, portanto, surge a questão do que pedir. “Pedir bem”. Eu devo pensar em mim ou nos outros? Salomão pensou no povo, e o cego de Jericó, nele mesmo. Logo, foram lícitas as duas situações. Disso extraio que se eu pedisse algo para mim, mesmo que fosse um pedido particular, tal qual a cura para minha cegueira, dependendo do que viesse a ser, eu bem que poderia ser atendido (de acordo com os critérios do Céu, por certo).

Porém, vamos continuar a reflexão e o pensamento focados nessa maravilha. Pensar (e refletir) é sempre bom e útil. Qual pedido, afinal? Eu já me manifestei em outros textos sobre a inutilidade de algumas orações, e o exemplo mais expressivo é a paz no Oriente Médio, especialmente em Jerusalém, que julgo impossível de acordo com a Palavra de Deus (Gálatas 4: 29), e por todo contexto da volta de Jesus. Logo, na mesma esteira, alguns pedidos seriam contrários à vontade de Deus, se correlatos com o fim dos tempos. Paz mundial? Parece-me um pedido impertinente. Fim da fome e das doenças no Mundo? Outra demanda que afronta o Apocalipse. Dar cabo de uma vez nos falsos profetas? Igualmente, não, eles estarão sempre por aí. E assim com todas as coisas do gênero, plurais. Na seara particular e pessoal, riquezas, pensando somente em meu benefício? Não, não me parece justo. Morte dos meus inimigos? Bem, eu nem devia ter inimigos, só este fato já é uma vergonha minha. Que mais se possa pensar? Se for algo baseado em egoísmo e egocentrismo, para proveito e deleite só meu e de mais ninguém, creio que Deus me reprovaria tal pedido.

Entretanto, eu creio que saberia o que pedir a Deus, e seria algo proveitoso para mim e para todos ao meu redor. Se por meio de Jesus: “Que queres que te faça?”; ou se pelo Senhor: … Pede o que queres que eu te dê; “Eu quero, simplesmente, ser feliz o tempo todo”. Se meu desejo se realizasse, eu seria uma pessoa que não poderia ser derrotada por nada nem ninguém na vida. Eu contaminaria todos à minha volta, com minha felicidade. Amor se multiplica, mas felicidade (creio), também. Se eu fosse feliz full time, eu seria feliz na saúde e na doença, na riqueza ou na pobreza, com o que eu tivesse ou não eu estaria feliz. Enfim, eu seria feliz em qualquer circunstância. Eu estaria em constante contentamento, e jamais me preocuparia com o futuro, afinal, eu teria a garantia de que estaria feliz no futuro, sempre. Contudo, devo dizer que isso me privaria de experiências valiosíssimas advindas das tristezas, dificuldades e agruras da vida. Isso é fato, e Deus quer que cresçamos em estatura espiritual. Bem, que mal tem? Eu queria ser feliz. O tempo todo. Esse seria o meu pedido. Mesmo se me fosse negado. E, se concedido, mesmo se eu fosse tachado de “bobo alegre” de Cristo Jesus. Um ou outro resultado, eu continuaria amando a Deus e a Jesus do mesmo jeito. Será que no Céu é assim? Felicidade o tempo todo?

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Frases Etc. (John Finch)

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“Suicídio não é a resposta. Há esperança! Seu Nome é Jesus!” – John Finch.

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Criado-Mudo (O Aprendiz de Gutenberg)

“Um grande livro deveria deixar você com muitas experiências e um pouco exausto no final. Você vive muitas vidas enquanto lê” – William Styron.

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Livro recomendadoO APRENDIZ DE GUTENBERG – Um jovem apaixonado pelos livros e pela escrita e a invenção que desafiou o poder da igreja” – Alix Christie. Editora Planeta, 1.ª Edição – 2017 (366 Páginas).

Um pouco sobre o livro: uma estória dentro da História. É assim que eu classifico este livro. A cidade é Mainz, na Alemanha Medieval, o aprendiz é Peter Shoefer e o mestre é Johannes Gutenberg, inventor da prensa móvel e da tipografia. É uma obra de ficção, mas com muitos dados históricos e informações sobre a vida na época (costumes e tradições), entre 1450 até 1486. A Igreja Católica foi, num primeiro momento, opositora da invenção de Gutenberg, e muitos a consideravam como blasfêmia. A profissão de escriba, que eram os copiadores profissionais de textos, pergaminhos e cartas, prática muito comum de monges em monastérios e abadias, além de profissionais laicos, ficou ameaçada e restou mesmo prejudicada já em torno de 1500, com a disseminação e otimização das prensas. Consta que a grande jogada de Gutenberg foi o trabalho em segredo, de modo que, quando veio a público o seu feito, com a impressão de vários exemplares da Bíblia Sagrada, e, ainda, acompanhado do louvor de muitas pessoas poderosas, à Igreja Católica restou somente anuir e aplaudi-lo. Logo, o conteúdo do livro em apreço interessa a todos os cristãos, sendo certo que tal invenção e técnica foi fator preponderante para a disseminação da Reforma Luterana e para a posse da Palavra de Deus por qualquer pessoa, retirando o monopólio do Livro Sagrado (e de Sua interpretação) da própria Igreja Católica.  

As prensas de Gutenberg infelizmente também se prestaram à confecção de cartas de indulgência, vendidas pela Igreja Católica no Período Medieval, em franco comércio e puro interesse financeiro. Isso, de certa forma, ajudou Gutenberg e seus associados a terminarem o projeto principal, a impressão da Bíblia Sagrada, acalmando os  dirigentes mais poderosos da Santa Sé. Paro de discorrer sobre o livro aqui, mas transcrevo uma curiosidade atual sobre esse monumental trabalho e invenção: Ainda existem quarenta e oito exemplares da Bíblia de Gutenberg, completos ou em parte, dos cento e oitenta publicados. (…) A última vez que um exemplar foi leiloado, em 1987, o comprador pagou cinco milhões e quatrocentos mil dólares apenas pelo Antigo Testamento” (Fls. 363). No mais, espero ter despertado curiosidade em todos, e digo: este é um livro que vale muito a leitura.

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Frases Etc. (Eugene Peterson)

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“As formas que a sociedade usa para medir o sucesso diferem daquelas em que Jesus nos conduz” – Eugene Peterson.

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Frases Etc. (John Finch)

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“Existe uma necessidade específica de cada um de nós que só Deus pode preencher. Dinheiro, sexo, drogas, fama ou poder nunca serão suficientes” – John Finch.

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Provérbios 16: 8.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Melhor é o pouco, com justiça, do que grandes rendas, com injustiça” – Pv. 16: 8.

Eu gosto (e me orgulho) de “deitar a cabeça no meu travesseiro” e dormir em paz. Muitas pessoas são seduzidas pelo mal, e se entregam ao luxo, conforto e riquezas sem pensar nas consequências, ou seja, não importa o modo de como obter tudo isso, importa obter. E nesse caminho as pessoas se perdem. Os atrativos materiais deste Mundo tem apelo forte para desviar qualquer um de nós, se não estivermos atentos, vigiando. Por certo que caráter e índole contam, e muito, para evitar eventual queda nessa armadilha da vida. Porém, tem muita gente que “limpa o exterior do copo e por dentro está cheio de imundícia”. Vive de aparências. Só que aparências não enganam Aquele que conhece todos os corações. Recentemente soube de uma história de certa pessoa, aparentemente idônea e cristã (até então), que “me derrubou pra valer”. Custo a acreditar (até hoje) que seja assim, mesmo diante de todos os indícios existentes do malfeito. Talvez essa pessoa tenha sido seduzida pelo mal, ou já era de se esperar que fosse assim, o que é pior. E assim sendo, enganou muita gente, pela sua aparência e “discurso cristão”.

Coisa maléfica e nefasta, com abuso de confiança até de pessoas de seu círculo mais íntimo, inclusive. Deus me livre disso! O coração dessa pessoa Deus conhece bem, e ela sofrerá as consequências de seus atos, disso eu não tenho dúvidas. Essa pessoa obteve rendas, conforme ouvi, com injustiça. O mais horrível nisso é o dolo de fazer mal a “pequeninos” de Jesus, que perdem a fé e a esperança nas pessoas por causa de coisas como estas. Uma amiga costuma dizer, nesse passo, “Ainda bem que temos Jesus!”. E ela está certa: ainda bem que temos Jesus. Só o Mestre mesmo para nos livrar dos malefícios que pessoas desse tipo podem nos causar. Machuca bastante. De outra sorte, o Senhor nos abençoa como quer, segundo critérios Seus, misteriosos e ocultos para nós. Por que uns têm mais e outros têm menos? Mistério de Deus. Por que as oportunidades surgem a uns, e não a outros, ou a nós? Mistério de Deus. Por que pessoas se enredam em dívidas e em confusões financeiras, e outros não? Aqui os motivos são variados, e deixemos Deus Pai de fora disso, não? Não se trata de mistério de Deus, mas de coisas como “má sorte”, falta de planejamento, fatalidades, ganância, inveja, vícios, consumismo, descontroles e luxúria, dentre outras.

O homem pode ser ambicioso, mas sendo correto. Não vejo mal nisso, se não houver excessos. Mas o homem ganancioso, bem, esse “mete os pés pelas mãos”, no mais das vezes, e está sempre “enrolado”. Há quem viva com pouco, e dê graças a Deus. Ouvi de um amigo, certa vez, que sua meta na vida era viver na dependência de cada vez menos bens materiais e dinheiro. Uma vida simples, em síntese. Ele ama o Senhor Jesus e, quando me disso isso, já vivia modestamente. Boa pessoa. Outros, por outro lado, se não têm o que querem em termos de bens materiais e riquezas, “amaldiçoam” a Deus (como se isso fosse possível…). Com essa linha de pensamento torpe, de acordo com a consciência de cada um (ou mesmo pela falta desta), essas pessoas fazem o que for necessário para alcançar seus objetivos de enriquecimento ilícito e indevido. Defraudam. Enganam. Praticam malfeitos. Furtam. Roubam. Matam. “Destroçam” vidas, causando-lhes profundas feridas de alma. Literalmente trocam seus futuros na Eternidade pelos confortos deste Mundo, sem pensar no Vindouro, sem atentarem para Deus, e desprezando o próximo. Vivem o agora, só o presente (vale já, depois pouco interessa…), e “pisam” e “passam por cima” dos outros, em proveito próprio, exclusivo, preenchendo as concupiscências de seus ventres distorcidos e perversos.     

Deus nos livre dessas coisas, em Nome de Jesus. Pobres ou ricos, ou “na média”, o que vale nesta vida é a honestidade e a integridade, além da boa-fé e senso de ética. Nada obtido com base em qualquer injustiça nos trará proveito honrado e digno. Pessoas que vivem de aparência pagarão preços altos quando se lhes desvelarem seus atos de indignidade. Iníquos! Cedo ou tarde “se lhes será apresentada a conta e a fatura” de todas as suas condutas desonrosas. E ainda tem o Juízo de Deus – sobre isso, fico horrorizado e muito amedrontado. Logo, poucas ou muitas, ou “na média”, ora, que as nossas rendas venham até nós por intermédio da justiça, do nosso esforço, empenho e suor, por meio do trabalho de cada um, com retidão e lisura. Pessoas más obtêm suas riquezas com injustiça. Sejamos pessoas boas, que repartem e se preocupam umas com as outras, e nos contentemos com o que temos, dando graças a Deus. Jamais tenhamos parte com os maus e injustos. O destino dessa gente é muito ruim. Nem andemos com eles. Deixemos todos eles entregues à própria sorte, e que eles se entendam com Deus, no tempo devido. De nosso lado, pobres, ricos ou “na média”, vivamos as nossas vidas em paz e com serenidade, agradecidos a Deus, cônscios de que não somos daqui, e que por aqui estamos de breve passagem, peregrinos, rumo ao maior e mais bendito objetivo que qualquer ser humano possa vir a almejar: o Reino de Deus, o próprio Deus, com Jesus, os bons anjos e todos os santos, irmãos nossos, de fé e alegria.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Timothy Keller)

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“Jó nunca viu a razão do seu sofrimento. Ele viu Deus, e isso bastou” – Timothy Keller.

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Lucas 14: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Nada lhe podiam replicar sobre isto” – Lc. 14: 6.

A sabedoria de Jesus era/é inesgotável (João 3: 34). Afinal, Jesus é Deus. Apesar de o verso acima transcrito pertencer a uma situação histórica específica, a cura de um hidrópico em um sábado, a verdade é que não houve ser humano, no tempo do Ministério do Mestre, que pudesse “replicá-Lo” com êxito. Muitos ousaram em Lhe fazer perguntas capciosas, mas nenhum desses indivíduos saiu vencedor, pelo contrário, Jesus os humilhava a todos e os punha em seus devidos lugares. E todos em volta ficavam assombrados com Sua autoridade, perspicácia e sabedoria, seus pobres oponentes, inclusive. São inúmeras as passagens Bíblicas a respeito de Jesus, nas ocasiões em que foi desafiado. A mais “icônica”, possivelmente, e uma das minhas preferidas, foi a tal vez relacionada com a “questão do tributo”: (…) Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de DeusMateus 22: 15 a 22.  Lindo! A Palavra de Deus nos diz que seus antagonistas saíam “tontos” dessas contendas, completamente maravilhados, derrotados e estupefatos.

Qualquer um que intentasse competir com Jesus, em discussões sobre a essência do Reino de Deus, levava uma “surra”, “apanhava” sem dó, saía “lascado”. E não havia quem Lhe pusesse em “saia justa”. Era mais ou menos como nossas avós nos diziam, quando éramos crianças: “Enquanto você vem com o fubá eu já estou voltando com bolo”. Nós não conseguíamos “dar a volta” em nossas avós, nos adultos em geral, e assim era com o Senhor Jesus, guardadas as devidas proporções, por óbvio. E a cada vez que ocorriam essas situações envolvendo contendores e adversários, Ele, Jesus, aproveitava a oportunidade para ensinar algo proveitoso a todos que O estivessem escutando. Boa parte desses ensinos está registrada na Bíblia Sagrada, mas, acredito, parece certo dizer que a maioria do que foi por Ele dito se perdeu no tempo, visto que Ele viveu pouco mais de 33 anos. Jesus fez muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que seriam escritosJoão 21: 25.

Entretanto, imaginemos só as conversas íntimas que o Mestre teve com Seus discípulos e seguidores mais próximos, e também Seus discursos “a céu aberto”. Imaginemo-Lo contando uma Parábola. Ahhh! Quanta coisa não deve Ele ter ensinado, e quantos temas sensíveis por Ele não foram abordados? Certamente, palavras que gostaríamos de ouvir… Bem pode ser que foram ensinamentos que passaram pelo tempo “de boca em boca”, e eu não saberia dizer se chegaram íntegros até nós, e mesmo se nos alcançaram. Demais disso, o simples fato de se ter estado na presença física de Jesus, ora, isso deve ter sido algo impressionante, sem palavras. Bem-aventurados aqueles que estiveram com Ele, e coitados de todos os que O desprezaram. De todo modo, Jesus não era “homem” só de palavras: Ele dava exemplo também. O Mestre Se conduzia de forma impecável, impecável mesmo, sem trocadilho, já que passou por aqui sem pecado: Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano1 Pedro 2: 22.

Jesus era/é fantástico, e não há quem sequer se compare com Ele e que seja capaz de fazer o que Ele fez. Todas as boas e melhores virtudes se reuniam em Jesus. E como é bom ter parte com Ele, graças a Deus. O Senhor Jesus é digno de ser amado e admirado, por tudo, e por Ele mesmo. E Ele é o Caminho, e a Verdade, e a Vida, ninguém se achega ao Pai, senão por Ele (João 14: 6). Será que nós todos temos ideia da importância de Jesus em nossas vidas? Faço votos que sim, porque sem Ele, nos sobra nada. Com Ele e por Ele todo argumento falso cai por terra, e tudo o que não presta é destruído, no tempo certo. Por isso nós devemos nos submeter a Jesus, o que significa dizer que nós estamos submetidos a Deus, também, e ao Espírito Santo, selados e bem guardados. Se eu posso pensar em ter um herói em minha vida, este é Jesus. Sou fã incondicional Dele. Na verdade, sou Dele, em corpo, alma, espírito, consciência e o que mais restar disso. Impensável pra mim é o estar longe Dele. Inspiro e expiro, respiro Jesus. Assim é que conduzo a minha vida “torta” e imperfeita, mas justificada e regenerada, Nele, por causa Dele. Devemos nos unir em torno de Jesus, e é esse o convite que deixo neste texto. Jesus é perfeito, e o que é posto e ensinado por Ele, perfeição pura, ora, ninguém replica. Ninguém!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“A trajetória do nosso pequeno planeta não passa de um átimo no tempo cósmico” – Dallas Willard.

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Frases Etc. (Helena Tannure)

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“A adversidade está na rota do Povo de Deus. Se você ouviu um evangelho falando pra você ‘vem pra Jesus que você não vai ter mais problema’, mentiram” – Helena Tannure.

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Lucas 13: 29.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Virão do Oriente e do Ocidente, e do Norte e do Sul, e tomarão lugares à mesa no reino de Deus” – Lc. 13: 29.

Alguém pode definir com exatidão o que seria “Povo de Deus”? Ou “Congregação do Senhor”? Afinal, para quem está reservado habitar no Reino de Deus? Antes de Jesus, talvez, fosse mais fácil de responder, porque havia e ainda há (a meu ver) o “Povo Eleito”, os Judeus. Por esse raciocínio, todo o resto, conhecido por “Gentios”, estava excluído. Mas o Senhor, por meio de Jesus, resolveu estender Sua Graça a todos os povos, destes formando um só: o Povo de Deus. Acho que sempre haverá uma diferença, aos olhos de todos nós, para aqueles que são Judeus e todos os demais, Gentios, mas é fato que os que não eram da Videira foram Nela enxertados. De todo modo o Senhor ampliou o alcance entre os homens, para que estes fossem salvos. A chance de isso acontecer, me parece, é igual a todas as gentes, depois de Jesus. Da Humanidade, pois, são “pinçadas” pessoas de todas as partes e são agregadas aos santos de Deus já existentes. Santos, claro, com significado de “separados”, separados para Deus, por Deus, a engrossar as fileiras do Reino.

Jesus disse que no Reino de Seu Pai havia muitas moradas (João 14: 2). E o Mestre prepara lugar para aqueles que quiserem viver essa aventura, boa ventura. O Caminho do Reino de Deus, nós conhecemos bem: Jesus (João 14: 6). E conhecer o Senhor Jesus é conhecer a Deus Pai (João 14: 7). É preciso, pois, formar um grande povo para tomar os lugares vagos no banquete do Reino de Deus. Ninguém sabe ao certo o número de pessoas que para Lá vão. Tampouco há quem saiba quando virá a Consumação deste Século. Se nem Jesus sabia, que se dirá do homem (Mateus 24: 36). As coisas andam desandadas por aqui, no entanto, com muita discórdia e vaidades. Mais gente nascendo do que morrendo. Superpopulação, fome e pobreza, e o Planeta diminuindo cada vez mais; seja pela velocidade das informações e do conhecimento, seja pela falta de espaço mesmo. Além disso, o ambiente onde nós vivemos, que, de certa forma, nos aprisiona, se degrada dia após dia. Pode-se dizer, com certo grau de certeza, que aqueles que conhecem a Palavra de Deus e estão “conectados” com o Senhor em intimidade, sabem e percebem que as coisas vão mal.

As notícias ao redor do Mundo só pioram, e há conflitos por toda parte. As vaidades são muitas, tantas, vaidade de vaidades. Sempre há atritos entre os poderosos, que governam nações, chefiam grandes corporações ou lideram vertentes religiosas variadas. Dentro desse cenário, grupos e subgrupos se enfrentam com furor e fúria mortal, buscando a exclusão uns dos outros. A vida humana é “descartável” para muitas dessas pessoas, que pecam contra Deus ao assim pensar e agir. Não vejo saída prática para este Mundo, salvo, individualmente, passar pela “porta estreita”, Jesus (Mateus 7: 13 e 14). Diz Jesus que são poucos os que encontram a “porta estreita”, mas num universo incontável de pessoas, esse “pouco” é bastante gente. São as nossas escolhas pessoais que nos levarão ao Reino de Deus ou nos deixarão fora Dele. Gostaria de dizer que o Inferno não existe, mas há muitas menções na Bíblia de um lugar de eterno choro e ranger de dentes, onde o fogo não se apaga. Isso é horrível, mas o que Deus fará fora do tempo não nos cabe discernir, muito menos tentar adivinhar.

Há os Sinais dos Tempos, de todo modo, que nos são dados saber pela Bíblia Sagrada, ao menos para termos noções básicas do pé em que estão as coisas. E as coisas não vão bem, ultimamente, se formos sinceros e francos. Com o passar dos anos, experimentando e vivenciando a vida cristã, ainda por cima, vemos pessoas em quem confiávamos se revelando contrárias em caráter e índole ao que imaginávamos que fossem. Eu mesmo fui “ingênuo” com muitas delas. Porém, melhor assim, ingenuidade como pureza de coração agrada ao Pai. Sofrimento com desilusões todos nós tivemos, temos e teremos, e ao Senhor cabe o julgamento de cada um de nós. Algumas escolhas, dentre duas, muitas vezes, são muito difíceis, e alguém sai ferido. A vida é cheia de caminhos, contudo, algumas vezes, nos deparamos com encruzilhadas. E “Ou Isto ou Aquilo” só fica fácil no poema de mesmo nome de Cecília Meireles – na vida real e na realidade, é um tormento. Mas, a “porta estreita” é a boa escolha dentre todas, posso dizer. E quem ama o Senhor Jesus, ama o Pai; se ama o Pai, passa à condição de filho e amado Dele. Sendo filho Dele (e amado), então, é parte integrante do Povo de Deus, da Congregação do Senhor, uma “luzinha” vista do Céu, dentre inúmeras outras, a se encontrar, um dia, com outras tantas já recolhidas pelo Senhor. Povo agraciado e abençoado esse, boa gente de todo lado!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (C.S. Lewis)

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“Fato é que aquilo que um homem faz quando baixa a sua guarda é a melhor evidência do tipo de homem que ele é” – Clive Staples Lewis.

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Lucas 12: 49.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Vim lançar fogo na terra, e que mais quero, se já está aceso?” – Lc. 12: 49.

Na minha Bíblia, antes do verso acima transcrito, há um subtítulo com o seguinte conteúdo: Jesus traz fogo e dissensão à terra. Forte esta afirmação, como fortes são os cinco próximos versos deste pequeno trecho Bíblico, incluso nele o verso-título. O que nos leva a refletir e pensar que a paz que Deus nos dá é interna, isto é, está dentro de nós. Talvez, pela presença do Espírito Santo em nós. Vejo clamores por orações variadas pela paz entre os homens, e sempre me pergunto: essas orações são possíveis? A resposta que “ouço de mim”: não, francamente, não. Quem se posta ao lado de Jesus Cristo “compra uma briga” imensa, essa é a verdade. E vale a pena? Claro, 100%, eu afirmo. Não há outro caminho. Contudo, as pessoas que não O conhecem não são capazes de entender a magnitude disso. Se Jesus é Deus, e Deus é amor, como odiá-Lo, e como nos odiar por estarmos com Ele? Pois é, é justamente isso que acontece. E a nós cabe orar por todos aqueles que a Palavra de Deus chama de insensatos, loucos e estultos, que vivem apartados Dele, Jesus.

Contraditório isso? Sim e não. Não, porque a oração nos faz pessoas melhores, e os nossos corações, universos à parte, individualmente interessam ao Senhor. O ato de orar nos aproxima de Deus Pai. E sim, porque certas orações, a meu ver são inúteis, especialmente porque a paz externa depende diretamente de homens, de suas vontades e caprichos. Peguemos um exemplo prático: orar pela paz de Israel. Eu digo: inútil! Coooomo assim? Não se escandalize tanto, pois é Bíblica a questão: Abraão, Hagar e Sara, Ismael e Isaque, Árabes e Judeus, Palestinos, Terra Santa, Jerusalém, disputas, guerras, terrorismo, religião, e o mesmo Deus – Mas, como então o que nasceu segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim é também agoraGálatas 4: 30. Foi, é agora e sempre será. Se acaso a oração pela paz de Israel funcionasse, não haveria a volta de Jesus e os acontecimentos descritos na Bíblia Sagrada como necessários para Sua segunda vinda, restariam prejudicados. Por exemplo: a construção do Terceiro Templo. Como isso se daria sem conflito e sem sangue derramado? Já que existe uma mesquita no lugar da construção, e não se cogita erguê-Lo em outro lugar que não lá?

Contudo, a Palavra de Deus é uma Profecia, que há de acontecer, palavra por palavra.Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Vem Senhor Jesus – Apocalipse 22: 20. E “Maranata!”, repetimos nós, que O amamos, ousadamente. Quem deseja ardentemente a volta de Jesus deseja conflitos e desordens generalizadas, caos e apocalipse. Porque só depois dessas coisas todas viveremos a paz verdadeira, punidos e lançados fora os ímpios e opressores. Nesse ínterim, paz? Só a interna, em nós. No Mundo governado pelos homens, com a “bênção” de Satanás, jamais haverá paz. No sistema mundano corrupto e corruptível a paz contínua e real é impossível. Os interesses dos poderosos se contrapõem e impera o egoísmo e a maldade. É assim desde que o Mundo é Mundo, ora. Quem se lembra da Pax Romana? Não era paz, era imposição de um Império essencialmente humano, mundano, distorcido e pervertido, composto de guerreiros e césares. Força e poder, a partir das Legiões Romanas. Roma, a “bola da vez”. E os costumes e tradições desse “povo civilizado” eram terríveis e deturpados, com atrocidades ocorrendo o tempo todo. Basta checar a História. Paz de Roma? Desculpe, não.

Que diferença há, pois, do Império Romano e de todos os outros impérios que existiram, e que diferença há entre os povos e nações de hoje em dia? Em essência, nenhuma. Jesus sempre teve opositores (e sempre terá), e criou profunda dissensão quando esteve entre nós. Deus O protegia, e Sua hora veio como prevista pelo Céu, mas havia muitos que O odiavam e O queriam morto, queriam matá-Lo, tirá-Lo de seus caminhos. Em pequena escala, isso ainda acontece. Dentro de um núcleo familiar, pessoas se contrapõem por causa de Jesus. Há diversas ramificações cristãs que se contrapõem. Há igrejas dentro de ramificações cristãs que se contrapõem. Há religiões que se contrapõem. O Mundo é uma bagunça, um caos. Paz? Além da paz interna, acima referida (a paz que excede todo entendimento – Filipenses 4: 7), só sobra uma neste Mundo: Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens Romanos 12: 18. Creio, portanto, que algumas orações nossas acabam sendo contrárias a Deus e aos desígnios Dele para com a Humanidade. Em suma, algumas orações nossas, ou temas de oração propostos por pastores e outros, são pura perda de tempo: nunca se concretizarão. No mais disso tudo, amigos/as, o fogo já está acesso…

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Quando um homem olha uma simples rosa e deixa de sentir deslumbramento nisso, significa dizer que sua essência foi corrompida” – Henry Ward Beecher.

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Frases Etc. (Oswald Chambers)

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“Queime suas pontes atrás de você” – Oswald Chambers.

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Lucas 10: 16.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Quem vos ouve, a mim me ouve; quem vos rejeita, a mim me rejeita; mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” – Lc. 10: 16.

O Evangelho de Jesus, ou a Palavra de Deus, as Boas Novas, e o Reino de Deus, devem ser pregados, como testemunho, a todos os povos, línguas e nações (Mateus 24: 14). E Jesus disse explicitamente quem veio a ser e quem são as Suas testemunhas: Vós sois testemunhas destas coisasLucas 24: 48. Que coisas? A Paixão de Cristo, a Ressurreição, a pregação em Nome de Jesus, que gera arrependimento e a remissão dos pecados, a salvação, e tudo o mais. As testemunhas destas coisas foram os discípulos e seguidores de Jesus, vivos à época do Ministério do Mestre. Mas também são testemunhas Seus discípulos e seguidores de todas as gerações seguintes, a nossa, inclusive. Quem crer e for batizado, será salvo; mas quem não crer, será condenado (Marcos 16: 16). E antes dessa afirmação de Jesus, Ele nos comissiona a todos: Ide, por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criaturaMarcos 16: 15. Mas não fazemos isso pela força dos nossos braços, não, o nosso poder vem do Céu: Envio sobre vós a promessa de meu Pai, mas ficais na cidade, até que do alto sejais revestidos de poderLucas 24: 49.

A premissa básica do cristão, ou do crente em Jesus, é, portanto, a humildade. Isso porque não falamos ou damos testemunho de nós mesmos, mas do Senhor, e daquilo que Ele fez (e faz), no geral, e mudou (e muda) em nós (João 3: 30). E o poder para fazermos isso, como dito, nos é dado por Deus, que distribui dons aos homens, segundo critérios que desconhecemos. Assim, nem todos terão posições de destaque e serão separados para o sacerdócio ou voluntariado, mas todos, sem exceções, podem contribuir com alguma coisa para a expansão do Evangelho, o que significa dizer que vale, em Jesus, um simples sorriso, um afago, um abraço, um acolhimento, uma palavra, um “emprestar de ouvidos” (ouvir um desabafo), um dar e prover, “um copo de água fria a qualquer dos pequeninos” (Mateus 10: 42). Há muito que fazer em Nome de Jesus, por certo, e provavelmente a maioria das pessoas não terá um Ministério específico. Mas todos nós, por amor e gratidão a Jesus, senão por obrigação mesmo, devemos, no mínimo, ter disponibilidade e voluntariedade de anunciar o Senhor Jesus e a Obra de Redenção de Deus Pai ao próximo.

E isso se faz, no mais das vezes, apenas com o exemplo de uma vida pia e justa, sem quaisquer palavras. Diz-se comumente, e popularmente, que “um bom exemplo vale mais do que mil palavras”, não? A santidade dos filhos de Deus “grita” o testemunho de Jesus aos demais. Tal postura é um silêncio que “se ouve” e “se entende”, mais que “mil palavras”, palestras e outros tantos livros. É um “silêncio eloquente”. Deus se faz presente nos crentes em Jesus, literalmente, aliás, pela presença do Espírito Santo em cada um deles. Em cada um de nós, graças a Deus. Assim, por intermédio de um cristão, crente em Jesus, viemos a conhecer o Senhor Jesus. Logo, Ele, Jesus, belo e bendito dia, bateu às portas de nossos corações, e nós abrimos, Ele entrou, e ceamos com Ele e Ele conosco (Apocalipse 3: 20). Comunhão para a vida toda e Eternidade afora. Nós, como instrumentos de Deus, em Jesus, precisamos partilhar o que temos de melhor com os outros: justamente, Jesus. Em tempo e fora de tempo, em qualquer oportunidade, como nos diz a Bíblia Sagrada (1 Timóteo 4: 2).

Importa-nos, pois, falar de Jesus. Muitos nos escutarão; muitos deixarão de nos escutar. Alguns serão rudes conosco. E há parcela de pessoas que buscarão até mesmo nos matar, dependendo de onde estivermos no Planeta. Muitos cristãos, ao longo dos séculos, “falaram” idoneamente de Jesus com o custo de suas próprias vidas (Mateus 10: 28). Mártires, martirizados. Mortes horríveis, por vezes. Nem todos morrerão por causa do Evangelho, mas que todos morram em Jesus. O que se espera de nós é que cada um honre o seu chamado (cada um tem o seu). De nossa parte, pois, nós devemos cumprir as tarefas que Deus Pai nos dá (alegres e focados), com o maior empenho possível. O que os outros pensam disso ou deixam de pensar simplesmente não nos diz respeito. Jesus deixa claro, pelo verso acima transcrito, que quem nos rejeita por causa da Palavra de Deus, rejeita o próprio Senhor Jesus, e, por conseguinte, rejeita a Deus. Não é conosco o problema ou a questão dessas pessoas. Se não ouvirem os comissionados de Deus (todo cristão é um) em relação a Jesus, não devemos nos ofender: é a Deus que rejeitam. Com tristeza, oremos, para que essas pessoas terminem acolhidas pelo Senhor. Elas não têm consciência nem dimensão do que perdem; tampouco da situação em que se encontram. Pobres coitados. Misericórdia. E, de nossa parte, se possível, paz com todos (Romanos 12: 18).

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Eugene Peterson)

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“Um líder genuíno nunca irá explorar suas emoções ou sua carteira” – Eugene Peterson.

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Insight (Plano de Trabalho)

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Plano de Trabalho para a Vida Toda

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1. Faça o que é certo, não o que é mais fácil. O nome disso é Ética.

2. Para realizar coisas grandes, comece pequeno. O nome disso é Planejamento.

3. Aprenda a dizer “não”. O nome disso é Foco.

4. Parou de ventar? Comece a remar. O nome disso é Garra.

5. Não tenha medo de errar, nem de rir dos seus erros. O nome disso é Criatividade.

6. Sua melhor desculpa não pode ser mais forte que seu desejo. O nome disso é Vontade.

7. Não basta ter iniciativa. Também é preciso ter “acabativa”. O nome disso é Efetividade.

8. Se você acha que o tempo voa, trate de ser o piloto. O nome disso é Produtividade.

9. Desafie-se um pouco mais a cada dia. O nome disso é Superação.

10. Para todo “Game Over” existe um “Play Again”. O nome disso é Vida.

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Autor Desconhecido.

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Frases Etc (A.W. Tozer)

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“Algumas amizades não poderão ser mantidas se você quiser ser um cristão” – Aiden Wilson Tozer.

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Frases Etc (Rubem Alves)

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“Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto” – Rubem Alves.

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Lucas 10: 20.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Mas não vos alegreis porque os espíritos se vos submetem, alegrai-vos antes por estarem seus nomes escritos nos céus” – Lc. 10: 20.

Livro da Vida. É neste Livro Sagrado que os nomes dos filhos de Deus, em Jesus, estão inscritos, registrados. Um privilégio e tanto! Quando nós oramos a Deus por salvação, por intermédio de Cristo Jesus, nós pedimos a Ele que escreva o nosso nome no Livro da Vida. Esta é uma parte importante da oração de entrega a Deus, feita por qualquer um de nós, agora crentes em Jesus, ou cristãos (se você ainda não a fez, faça-a sem demora, não espere pelo ocaso, nem pela aurora – já). Atendido um chamado do púlpito, ou em particular em qualquer outro lugar, não importa o modo, a grata “oração inaugural”, que nos torna filhos de Deus, em Jesus. O pedido que nos aproxima de Deus Pai e nos eleva aos Céus. Um marco em nossas vidas. Um divisor de águas. Alívio e refrigério pelo caminho. Não caminhamos mais sós: Ele está ao nosso lado, e nos carrega se nos faltarem forças. Na trilha de areia, o rastro de pegadas de um só, significa que estamos sendo levados no colo do Senhor. Lindo demais!

No contexto do verso o Senhor Jesus enviou os discípulos de dois em dois, a frente de Si mesmo, a lugares onde ainda deveria ir, para curar enfermidades, expulsar demônios e anunciar-lhes que lhes era chegado o Reino de Deus. Eram setenta “cordeiros” enviados em meio aos “lobos”, levando-lhes a paz de Jesus. O Mestre deu aos setenta Sua autoridade para “pisar serpentes e escorpiões”, e toda a força do inimigo. Tanto assim que abalou até mesmo a Satanás, que nada podia fazer contra eles. E eles voltaram alegres e contentes, porque em Nome de Jesus até os espíritos imundos se lhes submetiam. Mas Jesus lhes disse, direta e francamente, que havia valor em tudo o que fizerem, sim, havia, porém, nada se lhes comparava com o fato de que seus nomes estavam escritos nos Céus, e isso deveria ser motivo de mais alegria do que o cumprimento da missão que lhes foi dada. Bonito este trecho Bíblico, e bem revelador. O Ministério é importante, as pessoas e o fazer o bem idem, mas Jesus e o Reino de Deus, muito mais.

Temos muito a fazer por estas bandas, mas a Bíblia sagrada nos ensina que seremos tais como o mais infeliz dos homens, se nossas esperanças (em Cristo) se esgotarem aqui, ou seja, na carne (1 Coríntios 15: 19). Nosso objetivo final é a Eternidade com Deus, e isso se alcança pela Graça, favor imerecido cujos alvos somos nós. Quando o Livro da Vida for aberto pelo Cordeiro (Apocalipse 5: 1 a 14), oxalá nossos nomes estejam lá (Apocalipse 21: 27), em letras garrafais e bem nítidas, para evitar qualquer engano ou dúvida. No entanto, como dito, nesse meio tempo devemos servir a Deus conforme os nossos dons, ajudando os necessitados, sendo fraternos e cordiais, piedosos e misericordiosos, justos, íntegros, e cientes sempre de que somos todos pecadores. Tal ciência, contínua e sempre presente, nos trará para perto de uma das maiores bênçãos de Deus, por Ele proporcionada aos seres humanos: a humildade. Cada “intervenção” nossa em Nome de Jesus “neste lado de cá” torna melhor ou facilita a vida de alguém, o que nos dá satisfação imensa de dever cumprido, tal qual a missão dos setenta.

Há muito que fazer. Mas não podemos nos colocar como salvadores do Mundo. Essa é uma tarefa que só foi e é possível a um homem, Deus-homem: Jesus. E Ele nos disse que juntos seríamos fortes, e faríamos mais do que Ele fez (João 14: 12). O primeiro requisito para fazer obras maiores do que Jesus fez é estar vivo, na carne (porque Ele foi para o Pai); o segundo é o trabalho em equipe, no Corpo de Cristo, Povo de Deus. Individualmente nós somos fracos e frágeis, contudo, quando todas as “formiguinhas” trabalham em conjunto o sucesso é garantido. Cada ato de bondade praticado por um cristão, somado a todos os outros atos pios perpetrados em toda parte por irmãos de fé, constituem um conjunto que torna-nos fortes e destemidos, uma unidade trabalhando em favor das pessoas, de nós mesmos e em prol do Reino. E a Palavra de Deus é espraiada por todos os cantos. Mas nada do que fizermos se compara a ter o próprio nome escrito no Livro da Vida. Aleluia!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Rubem Alves)

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“Amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar” – Rubem Alves.

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Eclesiastes 7: 3.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Melhor é a tristeza do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração” – Ec. 7: 3.

Quem, em sã consciência, prefere a tristeza à alegria? O choro ao riso? Sei lá, talvez existam “uns malucos” por aí que gostem de sofrer, mas eu acho que a maioria de nós prefere a alegria e o riso, não? Porém, podemos dizer e entender, de forma figurada, que a alegria é “leve”, enquanto a tristeza é “pesada” (assim como o riso e o choro, respectivamente). São estados emocionais que experimentamos várias e várias vezes, continuamente, na vida. Períodos difíceis são comuns a todos os seres humanos, e enfrentamos diversas “crises” durante nossa curta existência na carne. Viver é “nadar contra a correnteza”, no mais das vezes. Nada é fácil, e pouca coisa nos vem de graça. Na maior parte do tempo nós estamos empenhados em alguma tarefa cotidiana, segundo as oportunidades e escolhas de cada um, e passamos um terço de nossas vidas dormindo. Descontrair é preciso, pois.

Contudo, em termos de memória, sim, memória, aquilo que fica “martelando” na nossa cabeça sem parar, temos o que nos é mais “pesado” de carregar conosco, que são as lembranças tristes, em geral. As alegrias da vida são fardos mais “leves” e, por isso, “evanescem” com mais facilidade. No entanto, alegria e tristeza não se contrapõem, não, parecem ser mais “irmãs”. Porque ambas talham o destino cada ser humano em essência. Não se vive sem essas duas emoções ou sentimentos. Apesar da tristeza geralmente “eclipsar” a alegria, nada impede a presença de ambas em nós, ao mesmo tempo, vez por outra. E o efeito da tristeza em nós, segundo o verso do Pregador, é um fator muito importante em nosso crescimento rumo à bondade e piedade, a um estado melhor de coração. Salomão afirmou, pois, que a tristeza é melhor que o riso (alegria), entendendo que a primeira “dá mais lucro” que o segundo. E ele era sábio, bem instruído em tudo, em todas as coisas, enfim, sabedoria era com ele mesmo.

Todos nós temos e teremos as nossas parcelas de tristezas pelo caminho. E as alegrias virão, também, com o fim de nos proporcionarem refrigérios. Assim é a vida: altos e baixos, “picos” e “vales”, e o dia a dia, por vezes, uma “linha reta” enfadonha. Mas não há quem não necessite e tire proveito da rotina, portanto, rotina é coisa boa. Sair da rotina, no mais das vezes, é motivo de alegria (voltar a se submeter a ela, também). Até dela, da rotina, nós precisamos de descanso. Então o segredo de tudo é: equilíbrio. Um pouco de cada coisa a nos moldar, e amanhã será outro dia, no qual, espera-se, cresçamos um pouco mais, e acabemos “superiores” ao “eu” de ontem. A situação descrita pelo Rei Salomão não é própria do crente em Jesus, do cristão, mas de todos os seres humanos. Todos experimentam a tristeza, a alegria e a rotina. Claro que há vantagem de se estar ao lado de Deus Pai (em intimidade), visto que o contato com o conteúdo da Palavra de Deus não só nos faz pessoas melhores, como nos auxilia na tristeza e no cotidiano, além de nos trazer grata alegria. Luz para os nossos caminhos, é a Palavra Dele. Consolação e paz.

Creio que nós devamos agradecer a Deus por todos os nossos momentos de vida. Nada deve ser deixado de lado. Nós somos por natureza pecadores, e nós nos acomodamos com muita facilidade. Muita alegria nos deixa desleixados e negligentes. Muita tristeza nos deixa doentes da cabeça. O cotidiano nos distrai em sua rotina, e isso nos faz bem. Logo, o bom é que saibamos utilizar bem esses estados emocionais e situações a nosso favor, sem reclamar demais, sem melindre, e de pé diante de Deus, em Jesus. Não venta o tempo todo. O vento infla as velas e faz o barco navegar sem muito esforço nosso, ainda que haja trabalho na embarcação, para mantê-la limpa, organizada e no rumo certo. Mas se não houver vento, tratemos de remar, ora. Esforço, fé e determinação. Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus, e que são chamados segundo os propósitos Dele. Há propósitos em nossas vidas, pois. Talvez no Céu haja mais alegria, não sei. O que sei é que por aqui, por estas bandas, nós não podemos nem devemos negligenciar o poder e a eficácia da tristeza em nós, já que vamos sofrê-la de qualquer jeito, várias vezes, até o fim. Inevitável. Precisamos perceber isso, pois, como é boa coisa e como frutifica coisas boas em nossos corações. Só não nos é lícito deixar o resto de lado, por causa das tristezas. Há vento? Infle suas velas e aproveite. Não há vento? Reme e se esforce. E nunca desista de navegar. Lembre-se sempre Daquele que está conosco no barco… Então, ora, se precisar chame-O! Se Ele estiver dormindo, acorde-O! Converse com Ele, todos os dias. Estando Jesus no barco, este pode até “apanhar” bastante, mas não vai a pique! Não afunda! Não afunda não!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Tristezas, como tempestades, abaixam as nuvens escuras para perto da terra; tristezas trazem o Céu tão perto quanto, abaixo, acima de nós; e elas são instrumentos de limpeza e purificação” – Henry Ward Beecher.

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Frases Etc. (A.W. Tozer)

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“Nós podemos saber as palavras corretas e ainda assim nunca mudarmos. Esta é a diferença entre informação e transformação” – Aiden Wilson Tozer.

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Lucas 9: 46.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Levantou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior” – Lc. 9: 46.

Os discípulos pareciam não entender quem era Jesus, nem tampouco a dimensão da vinda do Mestre entre os homens. Disputavam entre si quem seria o maior e o mais importante dentre eles, centralizados, no entanto, no Filho de Deus, em Cristo Jesus. Eles entenderam que uma “nova ordem” seria instalada, mas, parece, esperavam algo de imediato (Lucas 18: 11), como se eles fossem ocupar os lugares dos grandes que lhes eram contemporâneos. Jesus, como Rei, teria uma corte, e viveria como um Governador Romano, além de controlar o Sinédrio. Política e religião seriam matérias afetas unicamente a Jesus, que reuniria em Si mesmo os rumos e decisões a respeito de todas as coisas essenciais. Havia muita coisa a ser trabalhada no íntimo dos discípulos de Jesus, até que lhes viesse o discernimento daquilo que lhes estava sendo posto. Eu creio que a mente e o intelecto dos seguidores de Jesus, de modo geral, e dos mais próximos a Ele, não alcançavam o Céu, mas se limitavam a aspectos terrenos e sensoriais, à vista da figura humana de Jesus, que viam com seus olhos.

A “parte abstrata” do Reino de Deus, que, na verdade, é mais real do que a realidade em que hoje vivemos e da que eles viviam, era de difícil compreensão para aqueles homens, cuja maioria era constituída de almas simplórias. Jesus, como homem, gerava desconfiança aos que estavam à Sua volta, especialmente porque qualquer comunidade humana vive pelo “status quo” de seu tempo e época. Havia, por exemplo, muitos homens letrados e cultos, que criam em Jesus, mas não se manifestavam publicamente, porque intentavam evitar os problemas decorrentes da exposição de suas crenças e convicções. Jesus expunha aos Seus circunstantes a chegada do Reino de Deus, e muitas pessoas interpretavam isso como uma mudança drástica no “status quo” do momento, com o domínio de Roma na região. Seus discípulos, portanto, deviam ter neles mesmos a certeza de que a queda do Império Romano era iminente, questão de tempo, apenas. E Jesus pregava coisa diversa disso, sendo que não era Sua intenção interferir no sistema mundano, senão nos corações dos seres humanos, transformando-os em essência.

Jesus não era estadista, e não queria competir com nenhum poderoso que calhou estar no poder durante Seu Ministério. Jesus não almejava poder humano algum, pelo contrário, Ele veio para falar do Poder Sempiterno. Jesus não queria cargo, título, poder (transitório), nem tampouco quaisquer riquezas e bens materiais. Jesus era um conquistador de almas. Expandir território para Jesus era amealhar corações, para que esses corações “fizessem fronteiras” tão somente com o Reino de Deus. E Ele era a Ponte entre esses corações e o Reino de Deus, para que, chegada a hora, a pessoa A atravessasse e passasse a habitar com Deus Pai. O interesse único de Jesus era fazer a vontade de Deus, que visava a redenção e a salvação das pessoas. Em suma, o objetivo de Jesus era um só, coletivo: as pessoas que O circundavam, e as pessoas de todas as outras gerações. O habitante da Judéia que, porventura, O conheceu como homem, seria Judeu, mas também seria cidadão do Reino de Deus, sem qualquer contradição. Assim, eu sou Brasileiro, mas, tendo-O conhecido, também sou cidadão do Reino de Deus. E todos nós somos peregrinos nesta terra.

Não somos daqui, ora. E Jesus teve de enfrentar com Seus discípulos essas “disputas pequenas”, tal qual quem seria, dentre eles, o maior. Veja-se que bobagem, que perda de tempo de cada um deles, apequenar-se daquele modo, diante de Deus. Literalmente, diante de Deus. Tantas maravilhas lhes sendo expostas e reveladas, e eles presos a detalhes mundanos passageiros, preocupados com migalhas quando lhes era oferecido o maior dos banquetes. Mas, tudo bem. Tudo bem porque essa é a natureza humana, que sujeitava os discípulos, e à qual nós estamos sujeitos, igualmente. Não há exceções aqui. Há aqui, talvez, níveis de entendimento e de presença de espírito. Mas todos são escravos da carne e da realidade que os (nos) circunda. “Status quo”. Quantos e quantos reinos, povos e culturas, alguns poderosíssimos, já não existem mais? E o Reino de Deus? Pois é, subsiste, é eterno. E está dentro de nós. E um dia nós Nele estaremos – num corpo incorruptível. As coisas visíveis foram feitas a partir das coisas invisíveis. Esse episódio Bíblico nos ensina algo demasiado valioso: por que brigarmos entre nós por “migalhas”, se temos agora e no Céu “o maior dos banquetes”? Um “pedaço de pão” no Céu vale mais que “a maior fortuna” na Terra. No Reino do Senhor impera a Lei do Amor: tudo se multiplica, como Jesus demonstrou nas multiplicações dos pães e peixes. Será que fui claro? O atual “status quo” tem prazo de validade certo e determinado, não vale “o esforço da luta por espaço” nele, portanto. Olhos no Céu! Foco no que mais nos interessa! Os discípulos, na ocasião do verso, estavam “desfocados” e buscando o nada. Com você, agora.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Razão é, para a alma, uma bênção permanente de Deus. Sem ela, a razão, nada mais existe senão e tão somente a religiosidade” – Henry Ward Beecher.

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Insight (Prata)

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PRATA

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“Havia um grupo de mulheres num estudo Bíblico do Livro de Malaquias. Quando elas estavam estudando o Capítulo 3, elas se depararam com o Versículo 3, que diz: Ele assentar-se-á como fundidor e purificador da prata….

“Este verso intrigou as mulheres e elas se perguntavam o que esta afirmação significava quanto ao caráter e natureza de Deus. Uma das mulheres se ofereceu para tentar descobrir como se realizava o processo de refinação da prata, e voltar para contar ao grupo na próxima reunião do estudo Bíblico”.

“Naquela semana a mulher ligou para um ourives e marcou um horário com ele para assisti-lo em seu trabalho. Ela não mencionou a razão de seu interesse na prata, nada além do que sua curiosidade sobre o processo de refinamento da prata. Enquanto ela observava, ele mantinha um pedaço de prata sobre o fogo e o deixava aquecer”.

“Ele explicou que no refinamento da prata devia-se manter a prata no meio do fogo onde as chamas eram mais quentes, de forma a queimar todas as impurezas. A mulher pensou em Deus mantendo-nos num lugar tão quente, depois ela pensou sobre o Versículo novamente: que Ele se assenta como um fundidor e purificador de prata.

“Ela perguntou ao ourives se era verdade que ele tinha que se sentar em frente ao fogo, o tempo todo em que a prata estivesse sendo refinada. O homem respondeu que sim. Ele não apenas tinha que sentar-se lá segurando a prata, mas também tinha que manter seus olhos na prata o tempo inteiro que ela estivesse no fogo. Se a prata fosse deixada, apenas por um momento em demasia nas chamas, ela seria destruída”.

“A mulher silenciou por um instante. Depois perguntou ao ourives: Como você sabe quando a prata está completamente refinada? Ele sorriu e respondeu: – Oh, é fácil. Quando eu vejo minha imagem nela!.

Autor Desconhecido.

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Frases Etc. (Cora Coralina)

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“Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo” – Cora Coralina.

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Frases Etc. (Eugene Peterson)

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“Não vou ficar tentando controlar minha vida ou a vida dos outros, isto é o trabalho de Deus” – Eugene Peterson.

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Provérbios 12: 11.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O que lavra a sua terra se fartará de pão, mas o que segue os ociosos é falto de juízo” – Pv. 12: 11.

Ser cristão é praticar atos e adotar condutas ensinadas e ditadas por Jesus. Existe a interpretação literal do verso, claro, que nos revela a necessidade de “lavrar a terra” para a obtenção do “pão”, e de mais trabalho, ainda, “para o preparo do pão”, e quem se entrega à “ociosidade”, não tem juízo, nem “pão”. Simples aferir que quem tem um objetivo de vida deve “correr atrás”, se esforçar, “batalhar”, “suar”, empregar corpo, alma e espírito galgando degrau por degrau, até o topo. Nada “cai do céu” e, para se “colher os louros da vitória”, desfrutando das benesses decorrentes, é preciso “pôr a mão na massa”, efetivamente. “Berço de ouro” é para poucos “privilegiados”, que deixam, no entanto, de ter muitas experiências significativas de vida, visto que não têm necessidade de “gastarem-se” em empenho e motivação. É óbvio que isso tudo não reflete um raciocínio fechado, porque há de se levar em conta que as pessoas são únicas, e existem outros fatores, como caráter e índole, que devemos acrescentar no todo que as formam. Porém, a regra do verso é geral, Bíblica, e funciona no mais das vezes.

Além do que já foi dito, para ampliar o nosso raciocínio aqui, podemos adicionar duas situações ou afirmações Bíblicas: “Nem só de pão viverá o homem” e “Há tempo para tudo debaixo do céu”. No primeiro caso fica evidente, ao menos pra mim, que “terra lavrada” é muito mais do que obter “pão”. Nesse sentido, “pão” é tudo aquilo que o homem se interessar e fazer em termos de crescimento, especialmente no que cinge às coisas inerentes ao Reino de Deus. Nesse passo o coração do ser humano é a “terra”, a Palavra de Deus é a “sementeira”, e a “lavra” de nossa responsabilidade (tanto a “terra” como “o trabalho de semeá-la”), sendo o “pão”, finalmente, o “bom tesouro acumulado em nossos corações” – grato resultado do nosso empenho. Quem não fizer essas coisas, é falto de juízo, louco e estulto. É ocioso, e segue os ociosos, que “se unem” em atividades inúteis e sem substância. Não há problema algum em se divertir, rir e “abstrair”, “jogar conversa fora”, nada de errado em se distrair buscando situações e atrações lícitas, a exemplo de viagens, “emoções”, “sensações” e entretenimentos variados, mas fazer só isso, e viver disso e para isso, não traz futuro a ninguém e não produz frutos dignos de vida eterna. O que nos leva à segunda afirmação Bíblica: “Há tempo para tudo debaixo do céu”.

De fato, a vida necessita ser “dosada” em todas as suas múltiplas “facetas”. Toda vida é um “leque” que se abre em inúmeras e infindáveis possibilidades. Contudo, as oportunidades e as escolhas cabem a nós, sempre decidindo entre o bem e o mal, o certo e o errado, o lícito e o ilícito. Opções e mais opções nos são apresentadas no caminho e, geralmente, o ocioso reclama justamente de falta de opções. Mas isso não existe na senda de Deus, que nos limita como quer, segundo entende como o melhor para cada um de nós. Quem nunca ouviu o dito popular que assim preconiza: “Deus dá asas a quem não sabe voar”? Talvez isso até possa ter um fundo de verdade, e em nossas mentes, pensamos “Ahh! Se fosse eu, faria diferente”. Será? Nós somos o que somos pelas experiências que vivemos, e fomos forjados a partir disso. Se não tivéssemos vivido o que efetivamente vivemos, certamente seríamos outras pessoas, que não nós, hoje. Graças a Deus, ora, pelas experiências e obstáculos de nossos caminhos, porque poderíamos ser diferentes do que somos neste exato momento, acaso fôssemos submetidos a outras experiências de vida. Agruras e mazelas todos nós temos, e nem tudo se resolve com poder e dinheiro, por exemplo, a vida humana, que não tem preço, e o Céu, que alcançamos somente por meio de Jesus e de uma vida condigna com Seus preceitos, mesmo com as nossas falhas e imperfeições.

Outra coisa simplória demais, sob minha ótica, é o conformismo. Algo do tipo “isso ou aquilo está nas mãos de Deus”. Ou “Deus tem um plano para sua vida”. Afirmações como estas são típicas de pessoas acomodadas e que não querem fazer valer os dons que Deus lhes deu. É mais fácil assentir com proposições como estas do que ter uma conduta pró-ativa, ainda que omissiva, e fazer algo positivo em prol dos outros e de seus próprios objetivos. Isso é comodismo puro. Nefasto. Impertinente. Deus espera de nós atitudes que nos levem adiante na vida. Pôr em prática a Palavra de Deus. Sim, há momentos em que devemos esperar o agir de Deus, é verdade. Há vezes, é fato, que as pelejas são exclusivamente Dele, e Dele somente. “A nuvem anda, o povo anda”; “a nuvem para, o povo para”. Mas há aqueles que tomam isso como desculpa para deixaram de agir, e se esquivam de suas obrigações. Tudo e todos, nessa vida, estão nas benditas mãos de Deus. E, sim, planos existem, creio eu. Mas se a parte que a cada um de nós cabe não for feita, nada de bom e útil se concretiza; a contento, pelo menos. Deus nos protege? Sim, eu creio nisso. Mas precisamos entender que há partes de nossas vidas que Deus nos comissiona a decidir, e fica só olhando, a ver o que decidimos. Talvez sejam “testes” Dele, não sei. Mas é bom fazer a coisa certa, sempre. Atitude e integridade, em Jesus. Nada falha a partir disso. E a síntese é: façamos aquilo que devemos fazer (o bem), abençoados por Deus. Ócio? Inércia? Jamais! Avante, em Jesus!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“A religião que promove e estimula a intolerância precisa de outro Cristo para morrer por ela” – Henry Ward Beecher.

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Lucas 1: 28.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada! O Senhor é contigo. Bendita és tu entre as mulheres” – Lc. 1: 28.

Separei este verso porque gostaria de escrever a respeito de Maria, mãe de Jesus. Antes, porém, quero dizer algo que me incomoda muito: a religião me entristece, mas Deus Pai, por Jesus Cristo, me traz alegria. Relacionamento com Deus, em Jesus, está longe de qualquer religiosidade. Dito isto, quando eu era criança, ainda sem a consciência que a Bíblia Sagrada me proporcionou anos depois, portanto, eu aprendi uma oração que nunca mais esqueci (assim como o Pai Nosso), sobre Maria. Peço licença para transcrevê-la: “Ave, Maria, cheia de graças, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte, amém”. E sei que há outras versões dessa oração, dependendo de épocas e de culturas. Mas foi essa a que aprendi.

Lucas conta-nos a história do anúncio a Maria do nascimento de Jesus, cujo enviado de Deus foi o anjo Gabriel. Primeira observação, primordial: tudo o que eu escrever aqui, está na Bíblia Sagrada, tendo como base o Evangelho de Lucas 1: 26 a 38, e 42, além do “Cântico de Maria”. Assim, afirmo que a oração que aprendi quando criança, não é herética ou coisa parecida. E uma informação importante: eu não sou católico, nem ortodoxo, e não sou evangélico; eu sou um cristão, um crente em Jesus, enxertado na Videira, dependente de Deus Pai, simplesmente. Então: “Ave, Maria” não é nada de mais; trata-se apenas de um cumprimento, uma saudação daquele tempo, aliás, tal como “Ave, César” (quem leu Asterix, o Gaulês, sabe bem). “Ave” é o mesmo que “salve”. Depois vem o trecho “cheia de graças, o Senhor é convosco”, que, evitando qualquer discussão, tais palavras estão escritas na Bíblia, no verso acima transcrito, e em Lucas 1: 30. O mesmo ocorre com “Bendita sois vós entre as mulheres” – vide, novamente, o verso acima transcrito. “Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus” – Lucas 1: 42 (Isabel, cheia do Espírito Santo). “Santa Maria, mãe de Deus”, a palavra “santa” quer dizer “separada”, logo, Maria foi separada por Deus para gerar e dar a luz a Jesus, e o Mestre é Filho do Altíssimo (Lucas 1: 32), não só Filho, na verdade, mas Jesus é Deus, logo, Maria foi mesmo a mãe humana de Deus. Nada de mais até aqui, certo? Está escrito!

Continuando nossa análise da oração, o final dela: “rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte, amém”. Entendo que para alguns há um “viés” Católico neste finzinho da oração, mas isso tudo cai por terra se nós lermos o “Cântico de Maria”, em Lucas 1: 46 a 55. Maria derramou seu coração a Deus, naquele instante, diante de Isabel, e fez uma linda declaração de amor e de disposição a Deus, que pode ser tida, também, como uma oração geral a todas as gerações, alcançando-nos, inclusive. Tanto assim que tem seu registro na Palavra de Deus. Bem, se eu, que nunca vi um anjo, e estou longe de estar no lugar de Maria, posso orar por alguém, em Jesus, por que Maria não pode orar por quem ela quiser orar, em Jesus? Rogar não é o mesmo que orar? Por que tanta religiosidade? Maria era humilde, uma mulher comum, e era virgem quando recebeu a visita do anjo Gabriel (Lucas 1: 34). Será que é mesmo um equívoco referir-se a Maria como “Virgem Maria”? Virgem ela era, de fato, e se chamava Maria, e gerou o Senhor Jesus, logo, natural chamá-la, talvez, até carinhosamente, de “Virgem Maria”, não? Eu não vejo nada de mais nisso, honestamente.  

Não acho certo, no entanto, “chutar a Santa”, nem tampouco quebrar imagens de “Nossa Senhora” ou da “Virgem Maria”, ou dar pouca importância para Maria. Maria foi uma mulher escolhida por Deus, e de forma especialíssima, que ninguém jamais perca isso de vista. Ser cristão é, acima de tudo, respeitar as crenças alheias. Eu quero muito um dia – se Deus me permitir – conhecer Maria. Espero ser digno do Céu, para tanto, em Jesus. Maria deve ser amada por todos nós, porque sem ela, não teríamos Jesus, ou seria outra mulher em seu lugar. Devemos amá-la como amamos a José, seu marido, como a Isabel, sua prima, como a Paulo e Pedro, e como a todos os outros santos. Deus Pai deve ficar desagradado e insatisfeito quando vê alguém fazer pouco de Maria, diminuí-la ou ignorá-la. E, pelo jeito, há aqueles que até tem raiva dela. Pobres coitados! Religião não salva ninguém, apenas Jesus Salva. Se alguns, por engano, adoram Maria além daquilo que seria aceitável por Deus, deixemos nós que o Senhor cuide dessas pessoas, pois Ele conhece os seus corações, e há esperança para todos nós. Se alguém considera isso um erro, quantos outros erros nós mesmos não temos para dar conta a Deus? O amor de Deus cobre uma multidão de pecados. O amor de Deus não se prende a minúcias, dogmas, tradições e práticas. O amor de Deus é incondicional. O Senhor apenas procurará verificar quem somos em nossos corações. Isto deve ser um motivo de preocupação individual, não se “nosso vizinho” ora a Maria, ou a outro “santo” qualquer, e coisas do gênero. A Bíblia Sagrada é clara e translúcida: Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida, e ninguém tem acesso ao Pai, senão por Ele (João 14: 6). Ponto. Tão somente cuidemos para não sermos injustos: Maria é mãe do nosso Mestre, agraciada por Deus, e merece o nosso respeito e amor.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Paísios Atonita)

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“O que eu vejo ao meu redor me deixaria insano e enfurecido, se eu não soubesse que não importa o que aconteça, Deus sempre tem a última palavra” – Paísios Atonita.

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Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Os discípulos encontraram anjos no sepulcro Daquele que amaram; e nós sempre devemos encontrá-los também, mas nossos olhos devem estar cheios de lágrimas para que possamos vê-los” – Henry Ward Beecher.

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Marcos 16: 3.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Diziam umas às outras: Quem removerá a pedra da entrada do sepulcro?” – Mc. 16: 3.

Há pedras no caminho, diz o dito popular. Trocando em miúdos, ou traduzindo: há problemas e mais problemas durante a vida de qualquer um de nós. Depois do sepultamento de Jesus, que foi posto em um buraco escavado na rocha e isolado/fechado por uma enorme pedra, algumas mulheres, depois do sábado, intentavam ungir o corpo do Mestre com unguentos e aromas. Porém, perguntavam entre si quem lhes removeria a pedra, que devia pesar toneladas. Quando finalmente chegaram ao dito local, com estranheza viram a pedra ao lado da abertura do sepulcro, e a entrada livre. Ao se aproximarem viram um jovem com um manto branco (talvez, um anjo), que lhes disse que podiam ver o lugar onde Ele havia estado e que Jesus havia ressuscitado, não estava mais lá. História assombrosa essa, que deixou aquelas mulheres espantadas e incrédulas num primeiro momento, mas, depois que elas se encontraram com Jesus, sobrou só alegria.

Fato é que a anterior preocupação daquelas mulheres em remover a grande pedra se mostrou inútil, visto que a pedra já havia sido removida. E por Deus, claro. Ou por um de Seus anjos, a mando Dele. De todo modo, Obra de Deus. E é assim que a Obra de Deus se revela em nossas vidas. Pouco importa o tamanho e o peso das pedras em nossos caminhos, em nossas vidas, pois que, se Nele confiarmos, todas são removidas e nossas preocupações anteriores se nos tornam vãs. Devemos ter presença de espírito e estabelecer limites a respeito dos efeitos dos problemas (pedras) em nossas vidas, porque preocupação demais só gera ansiedade e incômodo. E, afinal, nós confiamos ou não no Senhor? Sim, claro que sim, mas se nos falta um pouco mais de entrega a Deus Pai, entreguemo-nos, ora, na totalidade: corpo, alma e espírito. A vida é um sopro, e há muitas e muitas pedras que não conseguimos remover só com a força de nossos braços, isto é, precisamos de Deus. No mais das vezes, Ele faz todo o trabalho, sendo a nossa parte apenas Nele confiar.

As mulheres que iam a caminho ungir a Jesus sequer pensavam em confiar em Deus para remover aquela enorme pedra, mas Deus a removeu assim mesmo, a despeito do que havia no coração de cada uma delas. Então é como dizer que até quando desconfiamos de Deus, ou nem nos lembramos Dele, Ele nos protege e remove pedras em nossos caminhos. Algumas dessas pedras são para o nosso aprendizado, para ganharmos experiência e, com nossa criatividade e inteligência, mais a ajuda de Deus, nos as retiramos do caminho, nós as contornamos, nós as escalamos e passamos por cima, até o outro lado, nos as chutamos, algumas vezes; e algumas delas machucam os nossos pés e mãos, e nos ferem, mas tudo faz parte da Obra de Deus. E podemos pedir ajuda a Deus Pai, claro, tranquilamente, Ele nos ouve. Há também aqueles que pegam essas pedras – as menores e que se possam atirar – e as jogam em nós. Sim, para causar-nos danos e nos ferir, e até matar. Muitas vezes essas pedras são palavras, outras tantas são situações, ações e/ou omissões.

Mas Deus é Deus, e quem a Ele se entrega, por Jesus, tem a vantagem de encarar com fé o seu problema e ver a pedra removida (ora, se a fé remove montanhas, que se dirá de uma ou outra pedra…). Na vida, porém, nem sempre ocorre a remoção de certas pedras, e sentimos até o fim o seus efeitos em nós. Contudo, “em longo prazo”, o Senhor removerá todas as pedras de nossos caminhos, e nenhuma sobrará. Na carne, algumas dessas pedras arrancam-nos lágrimas, mas a Palavra de Deus nos diz que Deus guarda essas lágrimas em um cálice todo especial, cada um tem o seu. Chegará o dia que toda lágrima nos será enxugada, e só nos restará júbilo e felicidade. Em suma, vale a pena viver, rir e chorar, e encarar todas as pedras dos nossos caminhos, porque Jesus vive e Deus é Pai. Quando menos esperamos o inesperado acontece, e a pedra que tanto nos incomodava é removida. E a história nos diz que devemos ir atrás de Jesus, deixando o problema para trás. Foi o que o jovem do manto branco disse àquelas mulheres, basicamente, no sepulcro vazio de Jesus: “Ele não está aqui, vão atrás Dele, procurem-No. Vão!”. E se a vida colocar muitas pedras em nossas veredas, transformemos isso em poesia: “Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…” – Fernando Pessoa. Que assim seja (em Jesus!).

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (C.S. Lewis)

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“O problema é que usamos a Bíblia para examinar os outros e não a nós mesmos” – Clive Staples Lewis.

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Provérbios 26: 7.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Como as pernas do coxo, que pendem frouxas, assim é o provérbio na boca dos tolos” – Pv. 26: 7.

A comparação do Pregador é bastante pertinente, porque em ambas as sentenças do verso existem tanto um fato como uma consequência dele advinda. Sem entendimento o provérbio não tem serventia alguma para a pessoa que o profere. São meras palavras, lançadas ao vento. Podem até se adequar a uma situação específica, mas não alcançam o coração nem o intelecto e a alma de quem delas se serve. Qualquer provérbio que se diga deve ser dito com entendimento e sabedoria. O provérbio é uma frase (ou máxima, dito), curta e sintética, que contém em si mesma, de forma oculta e subjacente, um ensinamento ou verdade. Trata-se, no mais das vezes, de uma advertência ou conselho, cuja elaboração é feita por alguém sábio e com presença de espírito. Aqui o Pregador (Rei Salomão) faz um paralelo (confronto de frases), com vistas a enfatizar sua ideia, porém, algumas vezes, encontramos sentenças com duplo sentido, cuja interpretação literal não nos diz muita coisa. Enfim, qualquer provérbio, seja ele como for, é fruto de uma mente privilegiada, e é composto por uma escrita rica e preciosa.

Feliz aquele que se regala com quaisquer provérbios. E quantos mais, melhor. Se há proveito na leitura e compreensão, bom sinal é, de que as coisas vão bem, tanto na alma como no coração. A pessoa que os entende precisa, no entanto, aplicá-los, e aplicá-los bem, caso contrário, eles não passarão de meras palavras, ditas, lidas ou escritas, pouco importando o modo empregado para a veiculação. Nem sempre é fácil acolher em nós mesmos a essência prática de um provérbio, mas é a partir daqui que nós nos socorremos do Senhor, pedindo a Ele ajuda e sabedoria. Ninguém é perfeito, nem nunca será, logo, os provérbios apontam falhas no comportamento do ser humano, e é isso que nós aprendemos, ou deveríamos aprender, ao menos. Se pudermos corrigir as nossas condutas equivocadas, a partir deles, dos provérbios, significa dizer que nós conseguimos atingir um patamar de vida que certamente agrada ao Senhor. E nada há de melhor nesta vida do que agradar a Deus, não? Aqueles que O adoram bem sabem que sim, por gratidão e puro amor a Deus Pai.

Podemos tomar os provérbios como sinônimos de sabedoria. Cada qual é um extrato específico e pequena parcela da vasta e inesgotável sabedoria de Deus. Tudo vem de Deus, portanto, e a Bíblia Sagrada nos ensina que quem quiser e desejar ter acesso à sabedoria de Deus, deve simplesmente pedi-la a Ele. Basta pedir. O tolo não pede a sabedoria a Deus, ele a ouve em alguma circunstância, e apenas a repete dentro de algum contexto. Ou quando julga o próximo abertamente, com estardalhaço, para humilhá-lo ou diminuí-lo, mas ele mesmo não se submete ao provérbio. Vi isso acontecer várias vezes, e são situações que causam repulsa, pena. O provérbio no coração do sábio é empregado em silêncio, a si mesmo, ou quando este procura o bem do próximo e o aconselha em particular, sem alarde, com critério, discrição e respeito. A Palavra de Deus nos diz, entretanto, que não devemos repreender o tolo, porque nele o provérbio não tem efeito e eficácia: há um bloqueio no tolo (de caráter, de índole, de inteligência, talvez…) que o impede de tirar proveito disso. Contudo, o provérbio na boca do são (em seu coração e em sua alma) o impele a andar com firmeza, confiante e sempre adiante, nada o detém: suas pernas são firmes e não titubeiam, em Jesus. Do tesouro do seu coração, ele tira coisas boas. O provérbio na boca do sábio é doce como mel, luz e conforto para qualquer “escuridão” própria ou alheia.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Billy Graham)

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“Os Judeus são o povo escolhido de Deus. Não podemos nos colocar em oposição a Israel sem prejudicar a nós mesmos” – Billy Graham.

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Frases Etc. (Albert Einstein)

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“Há uma força motriz mais poderosa que o vapor, a eletricidade e a energia atômica: a vontade” – Albert Einstein.

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Frases Etc. (D.L. Moody)

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“Muitos homens oram para que Deus encha os seus corações, quando eles já estão cheios de tantas outras coisas. Antes de orarmos a Deus pedindo para que Ele nos encha, temos de orar pedindo para que Ele nos esvazie” – Dwigth Lymon Moody.

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Frases Etc (Eugene Peterson)

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“Nunca estamos tão vivos como no instante em que nos relacionamos com Deus” – Eugene Peterson.

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Poesia (Um pouco de…)

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Perdoa-me, folha seca, não posso cuidar de ti

Vim para amar neste mundo, e até do amor me perdi

De que me serviu tecer flores pelas areias do chão

Se havia gente dormindo sobre o próprio coração– Cecília Meireles.

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Segue o teu destino, rega as tuas plantas, ama as tuas rosas

O resto é sombra de árvores alheias– Fernando Pessoa.

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“Que a poesia use de todos os meios de transporte para visitar os homens” – Adélia Prado.

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Frases Etc (Henry David Thoreau)

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“Bondade é o único investimento que nunca falha” – Henry David Thoreau.

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Frases Etc (Tim Keller)

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“O tempo de Deus sempre é diferente do nosso. Sua graça raramente opera segundo a nossa agenda” – Tim Keller.

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Provérbios 22: 3.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O prudente vê o mal e se esconde, mas os simples prosseguem e sofrem a pena” – Pv. 22: 3.

É preciso refletir sobre o que seria o mal, antes de tudo, creio eu. Talvez nós todos bem saibamos o que seja o mal, logo de pronto. Porém, há culturas e tradições que, contrapostas, em alguns pontos podem fazer desta tentativa de interpretação uma verdadeira miscelânea de opiniões e certezas. E as certezas são piores que as opiniões. Além disso, cada pessoa é “um universo à parte”, um “ser pensante”, com suas próprias convicções. A Bíblia Sagrada tem uma função ética sobre a Humanidade, nesse passo, e não uniformiza as posições, nem padroniza “cabeças”, mas é um bom norte para se iniciar qualquer reflexão sobre o tema. Se formos conscientes, em Jesus, no entanto, podemos concordar em muitas coisas, e evitarmos, assim, muitos embaraços, em termos de nos livrarmos do mal. Via de regra, qualquer coisa que prejudique o próximo é um mal em si mesmo. E qualquer coisa que alguém faça a si mesmo, que se prejudique, igualmente é um mal.

Nós todos vivemos de escolhas, que são feitas a cada instante de vida. Muitas dessas escolhas são boas, e desembocam no mal. Outras tantas são más escolhas, e acabam em bem. A vida é muito complicada de entender. Vemos o ímpio “se dando bem” e o justo sofrendo agruras. A justiça, no mais das vezes, demora um pouco a ser feita. Isso tudo nos desencoraja bastante, em vários sentidos. Mas não deveria. Porque a nossa parte deve ser feita entre cada um de nós e Deus. É a Ele que devemos conta. E o mal está por toda parte. Até pessoas genuinamente boas fazem o mal vez por outra, inadvertidamente ou por vontade própria, neste último caso, muitas vezes, pensando que está a fazer o bem, ou por deslize mesmo. Nós não somos perfeitos, nem nunca seremos. Contudo, o Senhor utiliza duas palavras-chave no verso: “prudente” e “simples”. O prudente, por definição, é alguém que age com prudência e cautela. O simples faz o que tem de fazer, e depois se preocupa com as eventuais consequências.  

Mas é mais do que isso, entendo eu, se me permitem. O coração humano abriga o mal e o bem. Duas forças opostas que “brigam” entre si e “disputam” a nossa atenção. Como aquela pequena fábula do lobo bom e do lobo mau dentro de nós: se sobressai aquele a quem alimentamos mais. A quem ouvimos, pois: ao “diabinho” num dos nossos ombros, ou ao “anjinho”, no outro? Não é exatamente assim que as coisas acontecem, bem sabemos, mas isso nos dá ideia de como devemos nos conduzir. Se estivermos em Jesus, tudo fica mais fácil, porque o Espírito Santo nos incomoda quando fazemos algo ruim. Pois é, a tal de “dor de consciência” é o arrependimento surgindo pela ação do Consolador em nós. Mas nem todo mundo tem essa graça de Deus. Muitos há que preferem o caminho “solo”, sem Deus. E há, ainda, os que fazem o mal em nome de Deus. Escolhas e mais escolhas, sempre, com suas consequências inerentes. Mas servir ao mal deliberadamente, isso sim é loucura e estultícia, visto que a recompensa é mesmo sofrer a pena: o tempo acaba e, morte, separação de Deus. Eterna.

Tirando do caminho da reflexão a questão cultural de povos e gentes, com suas tradições, nós todos, sozinhos, podemos ter noção do que é o mal, e evitá-lo. O mal causa-nos “dor de alma”, um incômodo persistente, um “peso no peito”, sentimento ruim. Novamente tem razão quem afirma que o Senhor não abençoa ações, mas, sim, intenções. Fazer a coisa certa pelo motivo errado é um tipo de mal. Fazer a coisa errada pelo motivo certo, no entanto, é algo questionável. Pois que o motivo certo é o puro e o motivo errado é o nefasto, e deles advém o resultado e as consequências. Francamente eu não sei bem como “fugir” totalmente do mal, vez que ele “anda solto” por aí. O Mundo jaz no maligno. Mas nós, crentes em Jesus, cristãos, devemos contar com o Senhor para nos livrar do mal. Jesus orou assim e intercedeu por nós, junto ao Pai (João 17: 15). A minha parte, e a sua parte, individualmente, portanto, nessa seara, é, pois: esconder-se do mal, notá-lo e caminhar com prudência, evitando-o. Presença de espírito, integridade. Ao agir e fazer escolhas, usar a inteligência e a sabedoria que Deus Pai nos deu e dá. Discernir o mal do bem, o bem do mal. Não ser mau, e ser bom, honesto. Em tudo e para com todos. Sinceros e transparentes para com Deus. Quem assim agir, terá a ajuda do Pai para se esconder do mal. Mas é preciso estar por debaixo de Suas asas… (Mateus 23: 37). O Pai nos acolhe; o mal se esconde, foge.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Rubem Alves)

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“Se não há nada a ser feito, pelo menos que o sono seja tranquilo e que os sonhos sejam suaves” – Rubem Alves.

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Eclesiastes 4: 5.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O tolo cruza os braços e come a sua própria carne” – Ec. 4: 5.

Quem gosta de ser chamado de tolo? Acho que ninguém, nem mesmo o próprio tolo, não? O tolo, aliás, provavelmente se ofenderá, acaso seja chamado de tolo. Porque o tolo, no mais das vezes, não se vê como tolo. Pelo contrário, ele normalmente se acha esperto e “intocável”, “inatingível”. Talvez, “malandro”, safo, dono de si e da verdade. Por óbvio, esse “pensamento” ou “condição”, ambos desvirtuados, “deságuam” na tolice e na estultícia, e não “em outros mares”. O tolo, pelo verso, é “canibal de si mesmo”, isto é, ele próprio se prejudica em suas ações e condutas, ele mesmo se desmoraliza. As “confusões” por ele armadas, somadas às suas mazelas e consequências, provêm de suas más escolhas e desorientação. O tolo é um desorientado, boa definição, porque ele não se preserva e despreza as boas virtudes.

Ser tolo é diferente de, vez por outra, inadvertidamente, alguém cometer uma ou mais tolices. Todos nós assim agimos, na vida várias vezes, e todos nós temos situações de vida que nos envergonham, e que, gostaríamos, nunca tivessem acontecido. Como todos bem sabemos, não dá para voltar atrás. A pedra atirada e a palavra proferida são fatos consumados. Nós podemos nos desculpar, e/ou reparar o erro materialmente, pedir perdão, e coisa e tal, mas essas são medidas meramente reparatórias, que apenas atenuam a besteira feita. Contudo, para o tolo, o cometimento de tolices e estultícias é um estilo de vida, um modo de ser. E, sem falar em “patologias”, há em nossa cultura aquele “vício” arraigado e nefasto, rançoso, de sempre a pessoa querer levar alguma vantagem sobre os outros. O honesto e o íntegro não podem ser tidos por tolos, mas, na visão oblíqua e “míope” do tolo, tolos são justamente os primeiros. Realmente há quem pense que quem busca ser correto é tolo, nesse ambiente de malandragem e licenciosidade moral no qual vivemos. E assim se segue com outras virtudes e boas práticas.

Ou seja, ser bom e puro é “sinônimo”, para alguns, de ser tolo. E claro que isso é uma tolice. Ao refletir para escrever este texto, lembrei-me de um filme, cujo ator principal, Tom Hanks, chamava-se Forrest Gump, daí o título Forrest Gump – O Contador de Histórias. Belíssima trama, na qual o personagem central era uma pessoa ingênua e pura, que sempre obtinha sucesso no que fazia. Não havia maldade alguma em seu coração, o que me leva a recordar que Deus não abençoa ações, mas, sim, intenções. Jesus Cristo, de outra sorte, nos ensina que devemos agir como crianças e manter os nossos intentos como os delas, se quisermos ser salvos, dando a entender que os pequenos têm seus corações mais puros do que os adultos. Evidentemente, nem as crianças são totalmente puras, e ninguém há que consiga atingir a pureza total de coração. Mas o Mestre quer, certamente, que passemos a vida toda tentando e buscando esse estado e condição, nos afastando da possibilidade de cairmos na “cilada” de nos tornarmos tolos e estultos, e nos esforçando, nesse sentido.

Daí que se pudéssemos ter e manter os nossos corações puros e íntegros, sem maldade, como era o do Forrest Gump, mas conscientes de que não temos a “característica” que o tornava uma pessoa especial, nós seríamos quase perfeitos, para não contradizer a Bíblia Sagrada. Chamo a atenção de que seríamos pessoas diferenciadas, visto que a maldade não estaria em nós. Outro dia eu falava com amigos a respeito de outro amigo, e contava algumas coisas que esse amigo fazia, e minha mulher, depois, em particular, me passou uma carraspana e me taxou de, veja-se só, fofoqueiro. Na hora me defendi (bravo e irritado até), e disse-lhe que se estivesse eu fazendo fofoca, então era porque havia maldade em meu coração, e não havia. Não havia, não. Tratava-se de um amigo querido, como um irmão meu, e eu jamais falaria qualquer coisa a respeito dele, com maldade ou má intenção em meu coração. No momento em que dele falei, portanto, agia com “o coração do Forrest Gump”. E é assim que devemos agir (sempre se/que possível), se não quisermos ser taxados de tolos, ou se quisermos evitar o cometimento de tolices e estultícias: com “o coração do Forrest Gump”; e isso somado à razão e à presença de espírito que Deus nos deu, em Jesus. Se todos se entregassem a Jesus, pois, e tivessem em mente a “fórmula” (exemplo) acima, o Mundo e nós mesmos seríamos poupados de cometer e de sofrer muitas tolices e estultícias, não de todas (e nem dos tolos “convictos” e “inveterados”), é verdade, mas já obteríamos uma significativa vantagem e melhora de qualidade de vida, dentro de um quadro de honestidade e integridade.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Friedrich Nietzsche)

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“Se houver amor em sua vida, isso pode compensar muitas coisas que lhe fazem falta. Caso contrário, não importa o quanto tiver, nunca será o suficiente” – Friedrich Nietzsche.

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