Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Frases Etc. (Rubem Alves)

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“Quero desaprender para aprender de novo. Raspar as tintas com que me pintaram. Desencaixotar emoções, recuperar sentidos” – Rubem Alves.

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Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Viver é morte; morrer é vida. Nós não somos o que aparentamos ser. Neste lado da sepultura nós somos exilados, no outro, cidadãos; neste lado, órfãos, no outro, crianças” – Henry Ward Beecher.

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Efésios 3: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O mistério é que os gentios são co-herdeiros e membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus pelo evangelho” – Ef. 3: 6.

Deixei o verso acima transcrito de acordo com a versão Bíblica em que foi impresso, ou seja, antes da Reforma Ortográfica. Achei melhor deixar como li. De todo modo, isso não altera em nada seu conteúdo. Inicialmente, como dito noutra ocasião, os Judeus eram os herdeiros de Deus, o Povo Eleito. Contudo, aprouve a Deus enviar Seu Filho amado para redenção e salvação do Mundo. Veio Jesus, pois, para salvar os Gentios, que significa dizer: todos que não são Judeus. Mas, claro, incluindo também os Judeus. Assim, o Povo Eleito de Deus se transformou no Corpo de Cristo. Acho correto considerar que o Povo Eleito de Deus sempre será o Povo Judeu, porém, o Senhor estendeu Sua Graça e Misericórdia a todos os seres humanos. Todos aqueles que creem que Jesus é o Messias de Deus, portanto, serão salvos. São todos coerdeiros do Reino de Deus, em Cristo Jesus.

Esse “mistério” é uma nova ordem imposta desde o fim do Ministério de Jesus e de Sua Paixão até a Ressurreição, e elevação de volta ao Pai. O Evangelho foi escrito a partir do Senhor Jesus. O Novo Testamento inteiro tem como principal figura o Senhor Jesus. E o verso nos diz que aqueles que amam a Jesus são coparticipantes da Promessa, contida no Novo Testamento, isto é, nos Evangelhos, nas Cartas de Paulo, de Mateus ao Apocalipse, em Jesus. Já não há mais distinção entre Judeus e Gentios, mas há distinção entre justos e ímpios. Justos são os que confiaram as suas vidas e se entregaram a Deus Pai, por Jesus (“justos”, de justificados); ímpios: grupo composto por todo o resto, por exclusão. Parece dura a comparação, mas é a verdade. Pela Bíblia Sagrada, somente os justos estão na condição de remidos (justificados) e salvos, porém, eu pouco sei sobre o Juízo de Deus, como se dará, e seria uma ousadia de minha parte tentar adivinhar ou dizer o que acho, simplesmente, apesar de que eu não acho nada, para ser sincero, apenas confio em Deus, e confio a minha vida a Deus, em Jesus.

Logo, depois da vinda de Jesus, há Judeus e Gentios que são ímpios, e há Judeus e Gentios que são justos. Já não importa tanto ser Judeu ou Gentio, apesar do orgulho de alguns, mas, de outra sorte, o que importa é ser contado como membro do Corpo de Cristo, a Congregação do Senhor, o Povo de Deus nos nossos dias, formado depois de Jesus. Peregrinos e estrangeiros somos cá, os de Jesus, nestas bandas. Sabemos, pois, que Deus é Pai e Deus é Filho, além do Espírito Santo. O Primogênito de Deus é Jesus, que foi adotado por José quando aqui esteve como homem, tendo em vista a Concepção Divina de Maria, sua mulher. É isso mesmo: Jesus foi adotado. E isso é uma maravilhosa notícia para nós todos, Judeus e Gentios, pois o Senhor nos adota assim que a opção por Jesus é feita por cada um de nós. Somos todos filhos por adoção, sendo o Primogênito de todos nós o Senhor Jesus, Filho. E podemos chamar o Senhor de Deus Pai. Deus, Pai. Filhos de Deus, em Jesus. Jesus é o primeiro Filho, a/o “Cabeça”, e os demais filhos de Deus formam o Corpo de Cristo. Coerdeiros e coparticipantes. Bênção.

Bênção tal que, se o verso fala em Promessa de Cristo Jesus, na verdade, para deleite nosso e bem-aventurança, são várias as Promessas de Deus para nós. Ser filho de Deus, sujeito a Jesus, adotado por Deus, portador do Espírito Santo, é algo tão maravilhoso, que fica difícil descrever esse bendito estado. Mas uma coisa é certa: não há condição humana e espiritual melhor do que essa. O Senhor Jesus nos faz mudar de vida. Por incrível que pareça, diante da dureza das pessoas e do sistema mundano, há uma vida melhor a ser vivida, ainda na “carne”. Quando nos entregamos a Deus, por Jesus, Ele nos acolhe de modo sobrenatural. O objetivo máximo de Deus Pai é atingido a cada vez que alguém a Ele se entrega, por Jesus. Dizem que há festa no Céu, quando isso acontece. Festa no Céu, já imaginou? E a mesa já está posta para nós (crentes em Jesus), para quando lá chegarmos, e será mais outra festa no Céu, sem fim, eterna: Salmo 23: 5 e 6.

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Frases Etc. (Dallas Willard)

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“É importante não adorarmos (a Deus) sem estudo, pois a adoração ignorante é de valor limitado e pode ser muito perigosa. Corremos o risco de desenvolver ‘zelo por Deus, porém, não com entendimento (Romanos 10: 1-2), causando grandes males a nós mesmo e aos outros” – Dallas Willard.

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Salmo 25: 12.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Qual é o homem que teme ao Senhor? Este lhe ensinará o caminho que deve escolher” – Sl. 25: 12.

Se alguém diz, porventura, que Deus guia os seus passos, esse alguém deve necessariamente temer ao Senhor. Condição indispensável para que a “equação” feche. Temor, como já vimos, é um misto de medo e respeito, uma coisa não exclui a outra. Deus Pai é Soberano, e é o Todo-Poderoso, Altíssimo Deus, logo, como não temê-Lo? De forma completa, coloquemos assim? É justo, pois, temer ao Senhor, não? Por evidência, como temos o costume de chamá-Lo de Pai, Pai Eterno, Deus Pai, como Jesus fez inúmeras vezes, o que realmente sentimos com mais frequência é um temor reverencial pelo Senhor, nosso Pai. Um respeito tão denso e profundo, que “se assemelha” ao respeito que devemos aos nossos pais, só que de modo muito mais forte e vívido, incomparável em intensidade e importância. Deus é Deus. Jesus é Deus. E o Espírito Santo. Graças a Deus por estarmos em Suas mãos.  

No temor do Senhor andamos seguros, e não há outra forma ou prática terrena que substitua isso. Sendo essa a nossa realidade, o Senhor nos dirige os passos, mesmo com a coexistência do Livre Arbítrio, que “nos atrapalha” bastante, vez por outra, aliás. Como testemunho meu, eu fui à faculdade com um objetivo específico em mente, porém, Deus não permitiu que esse desígnio se cumprisse. No entanto, na faculdade eu apurei minha capacidade de escrever, cresci como pessoa, e se hoje eu estivesse em outra condição, que não a que eu me encontro, talvez este Blog não pudesse ter sido sequer iniciado. E o mais “engraçado” é que escrever sobre o Senhor, veiculando os textos pelo Blog, me coloca numa posição muito parecida e melhor, do que se eu tivesse tido meu intento inicial concretizado. O Senhor me ensinou um caminho maravilhoso, e eu sou (estou) muito feliz assim, mais realizado do que jamais poderia imaginar. A melhor coisa que existe na vida é ajudar as pessoas e, creio eu, este singelo dom que Deus me deu deve ajudar muita gente. Assim seja, acredito nisso, é o meu sincero desejo, aleluia!

As minhas maiores alegrias ocorrem, pois, quando alguém me diz que, pelos “meus” escritos, coisas boas lhe aconteceram. Minha intenção aqui é pregar o Evangelho puro e simples, sem esperar nada em troca, senão o conforto espiritual e o crescimento pessoal daqueles que se aventuram a “me ler”. Doo meu tempo e meus recursos nessa empreitada. Tenho de ler bastante, e estudar as Escrituras, o que faço sozinho, diga-se de passagem. Sozinho não: eu e Deus, pelo Espírito Santo. O sucesso da minha vida está nisso. Fico feliz em ganhar algum dinheiro com meu trabalho secular, em ajudar o próximo, em viajar (quando posso), em me divertir, se alguém me elogia por qualquer coisa, pelos meus queridos à minha volta, enfim, pela vida que Deus me deu. Mas nada se compara à satisfação que sinto ao concluir um texto para o Senhor, postá-lo, publicá-lo, e “atingir” muitas pessoas com ele. Isso é o êxtase para mim, podem acreditar. Já não espero muito da vida, senão ter aptidão, disposição e fé para continuar escrevendo e escrevendo, o máximo possível, o tanto quanto puder. Essa bendita atividade me completa de tal forma, que eu jamais a teria idealizado para mim, por mim mesmo. Pelo verso, o Senhor me ensinou o caminho que eu devia escolher: o caminho que eu havia de trilhar. E nele estou (Graças a Deus!).

Carreira, bens materiais, confortos, luxos, juventude, saúde, “entendimentos” e “desentendimentos”, crises, alegrias, tristezas, dores e amores, prazeres, e o que mais se possa pensar: tudo é efêmero, tudo passa. Nada substitui a Deus. Nada preenche o vazio do ser humano, tal como faz o Senhor Deus. Qualquer pessoa tem valor, desde que se jogue nos braços Dele, e se atire aos pés de Jesus. A partir disso passa a ser protagonista de coisas boas, sobretudo por conta do relacionamento diário e contínuo que trava com Deus, Pai. E tudo começa com o temor que todos nós devemos ao Senhor. Qual é, pois, a sua ideia de sucesso? Deus Pai está incluído nos seus planos? Pense bem, reflita, reveja tudo com cuidado, porque disso depende seu sucesso na vida: o temor a Deus e a orientação Dele. Você pode “ser”, “ter”, “fazer” e “acontecer”, mas será isso sucesso? A resposta é sua, a reflexão também. O que posso dizer a todos com convicção é que o sucesso e a satisfação de um ser humano só podem vir de uma única e exclusiva fonte: Deus, Pai. O que não vier Dele, passa. E o que vem Dele é… Eterno! O segredo do Senhor é para os que o temem; ele lhes fará saber a sua aliançaSalmo 25: 14.

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Frases Etc. (Ricardo Gondim)

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“Toda a certeza cega nossos olhos para qualquer outra possibilidade que fica além da fronteira demarcada pela própria certeza” – Ricardo Gondim.

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Frases Etc. (Rubem Alves)

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“As gaiolas são o lugar onde as certezas moram” – Rubem Alves.

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Gálatas 5: 2.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Escutai! Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará” – Gl. 5: 2.

Essa era uma discussão doutrinária inútil, apesar de relevante para alguns, que Paulo enfrentava em sua época de pregador. A altercação tinha origem na necessidade ou não de se fazer a circuncisão nos Gentios. Os Judeus levavam em seus corpos a marca da circuncisão, como espécie de “selo”, de que eles pertenciam, de fato, à comunidade de Israel, o Povo Eleito de Deus. Tanto assim que chamar alguém de “incircunciso” era a ofensa máxima de Judeu para Judeu, ou referência para aqueles que não faziam parte das doze tribos. “Incircuncisos” era o termo usual pelo qual os Judeus se referiam aos Gentios, com uma “pitada” de desprezo, geralmente. Com a vinda de Jesus, porém, houve a “fusão” dos Judeus e dos Gentios em um só povo: o Povo de Deus, ainda que de minha parte, eu sempre terei muito respeito e carinho pelos Judeus, porque eles são, desde o início, o Povo Eleito de Deus. Deles, dos Judeus, viria a salvação dos homens, nos ensina a Bíblia Sagrada (João 4: 22). E a salvação veio, de fato, pelo Senhor Jesus, homem Judeu, circuncidado ao oitavo dia (Lucas 2: 21), da Tribo de Judá (José) e da Tribo de Levi (Maria). Contudo, depois da vinda do Mestre, talvez, mais propriamente, depois de cumprido o Seu Ministério, a circuncisão mudou de sentido, teve seu significado alterado radicalmente.

Depois de Jesus, pois, e isso inclui os nossos dias, a verdadeira circuncisão não é mais uma marca só dos homens Judeus, não, mas também se estende a todos os homens que se entregam a Jesus, e às mulheres, na mesma condição. E a circuncisão verdadeira, depois de Jesus, é a circuncisão do coração, a legítima e genuína conversão de alguém, uma “marca” que só o Senhor “” (arrisco expor uma síntese da disposição interna, do “estado de espírito” reto, do crente em Jesus: Salmo 15). O que nos leva a crer que o incircunciso é, a partir de Jesus, aquele ou aquela que não reconhecem a Jesus como seu Senhor e Salvador. E mais: incircunciso é aquele ou aquela que não fazem parte do Povo de Deus, unificado por Jesus. A diferenciação não é mais feita pela “operação de fimose”, entre aspas por respeito às questões culturais e religiosas, por ato concreto nos membros masculinos da congregação Judia, ou entre Judeus e Gentios, puramente. Todos estão sujeitos à “circuncisão” (do coração), que é uma “revolução” no “ser”, uma mudança drástica no íntimo da pessoa (homem e mulher), que a leva a Cristo, e Cristo a leva/nos leva a Deus (Filipenses 3: 3). É uma realidade maravilhosa, uma nova ordem das coisas de Deus, e Paulo dizia aos então Gentios que não seria a circuncisão judaica que os levaria a Jesus, mas a disposição e a sinceridade de seus corações: Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e do coração fala a verdadeSalmo 15: 2. Ou seja: a metanóia, que, em síntese, é uma transformação espiritual extrema, uma guinada profunda no modo de pensar, de ver as coisas e até de caráter.

Não se fala em aparência (retirada do prepúcio), pois, mas de essência (coração transformado). Não se fala mais em “Clube do Bolinha”, visto que foi afastada a distinção de gênero. Não se fala mais de um só povo salvo e separado – os Judeus – mas de integrantes de todos os povos, unidos em Jesus em um só e único povo, santificado: o Povo de Deus. E Paulo diz que “… se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará”Gálatas 5: 2. O Apóstolo dos Gentios pode estar querendo dizer que a circuncisão judaica lhes seria um ato inócuo, sem eficácia alguma; ou ele poderia estar-lhes dizendo, numa interpretação mais radical, que isso os afastaria de Jesus. Talvez porque o circuncidado pensasse em seu íntimo que só esse ato já lhe seria suficiente para alcançar a salvação e a redenção, e isso teria o efeito negativo de deixar as pessoas indolentes, descompromissadas e sem responsabilidades. Não é, pois, um ato externo, um sacrifício visível e palpável, que Deus espera de nós: Ele nos quer por inteiros, Ele quer os nossos corações convertidos a Ele, sem reservas, incluindo as mentais.

E nesse passo, muitos cristãos piedosos e sérios têm feito coisas, por homens e líderes, e por eles mesmos, que são equivalentes ao ato de se deixar circuncidar. Coisas que nada aproveitam a Cristo Jesus. Muitas práticas e doutrinas se incluem nisso. E eu sequer falo de heresias, não, falo tão somente de atividades lícitas, mas destituídas de “espírito”. Estado de espírito. Sinceridade. Coração. Metanóia. Faço o que faço para os homens verem a “marca” em mim, para me autojustificar, ou faço o que faço para o Senhor, pura e simplesmente? Eis aqui a questão central da coisa toda. A quem pretendo agradar com o “deixar-se circuncidar”: a Deus ou aos homens? Se o Altar de Deus, depois de Cristo Jesus, é o coração humano (e é), o sangue vertido pelas veias, que por elas circula e passa pelo Altar (coração), só tem vida em si mesmo se Jesus for o Mestre. Total presença de espírito interna, disposição certa e sinceridade, e nenhuma aparência. Nada. Nada de “máscaras”. Nada de subterfúgios. Nada de obras. Nada exterior. “Marca” indelével, espiritual, sobrenatural, no coração, o centro vital do “ser”. É um “sacrifício continuo” de sangue (ora, sangue é vida), cuja circulação é ininterrupta e pulsante, e passa sem cessar pelo coração do crente, como deve ser a consciência e o âmago do cristão perante Deus Pai, em Jesus, todo o tempo.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“O Salmo 23 é um resumo sublime da vida no Reino de Deus” – Dallas Willard.

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Salmo 19: 2.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite” – Sl. 19: 2.

Se não fosse assim, acho eu, nós estaríamos sumariamente perdidos. É muito bom que o tempo se renova, de modo que todos os nossos momentos, bons e ruins, passam. A Bíblia Sagrada nos ensina que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã (Lamentações 3: 23). O fato de nada durar para sempre nesta vida nos protege de sermos consumidos de dores e de indignações. Os momentos felizes se tornam boas memórias; os momentos ruins são deixados para trás, a fim de que nós possamos tomar fôlego para o que vier a seguir. Nessa sucessão de dias e de noites, de noites e de dias, nós vamos crescendo em estatura perante Deus Pai. A cada pequeno período desses, que nada significam diante da Eternidade, o Senhor nos brinda com diminutas (mas, cumulativas e abençoadas) porções de sabedoria. Vamos todos, aos poucos, melhorando como seres humanos, ficando mais perto da perfeita vontade de Deus.

Eu gosto muito da poesia Bíblica e do lirismo, muitas vezes, com o qual os versos foram escritos, divinamente inspirados (2 Timóteo 3: 16). Creio que seja o caso do verso acima transcrito, que se mostra um forte exemplo dessa afirmação. Há tantos ensinamentos nele e tanta sabedoria, que é um risco e tanto tentar escrever alguma coisa sobre ele. Mas é possível discernir a importância de estarmos presos ao tempo, por certo tempo. O Senhor, claro, não se sujeita ao tempo (2 Pedro 3: 8), e nem nós, de certa forma: isso só acontece enquanto estivermos na “carne”, “habitando” um corpo corruptível. Depois, segundo a promessa de Deus, o que era corruptível se revestirá do incorruptível (1 Coríntios 15: 51 a 54), nos livrando do aguilhão da morte (1 Coríntios 15: 55 a 57). Provavelmente, pois, com a imortalidade, nós também deixaremos de ser escravos do tempo, e viveremos como vive o nosso Senhor. Vitoriosos pela Eternidade seremos, em Cristo Jesus.

Um dia faz declaração de outro dia, até o momento de estarmos com Jesus. As noites entre os dias nos dão tempo de refletir e ponderar sobre a vida, e a vida que estivermos levando. Há descanso e alívio entre os dias. Tudo perfeito e preparado pelo Senhor para nós. Há quem diga que “o mundo dá voltas”, e esse ditado popular bem pode derivar do verso em apreço. A noite e o dia nos colocam em um ciclo, e se pararmos para pensar, todas as coisas da vida estão sujeitas a ciclos, em  maior ou menor escala. O Capítulo 3, praticamente inteiro, do Livro de Eclesiastes nos dá boa dimensão disso. A vida é, pois, cíclica. Isso nos leva a crer que precisamos pensar bem no que fazemos por aqui, nos “frutos” que damos, porque se exemplificarmos a coisa pela perspectiva da semente plantada, quem planta uvas não colhe figos, nem se colhe figos e uvas dos abrolhos e dos espinheiros (Mateus 7: 16). E o Senhor está atento aos escarnecedores, ou seja, o que o homem plantar, o seu correspondente ele colherá (Gálatas 6: 7).

O tempo passa, e o “tempo voa”, e nós vamos vivendo e passando pelo tempo. Nós devemos aproveitar a brevidade da vida para fazer o bem, para fazer amigos, para estar com pessoas que gostamos, para sermos todos piedosos e fraternos. Todas as oportunidades que o Senhor nos der, em qualquer área de nossas vidas, não podem ser desperdiçadas. Nós podemos e até precisamos viver intensamente, mas que seja no Senhor. O Mundo foi criado por Deus. Logo, é crível que nós devamos desfrutar e nos deleitar com suas belezas e moderados prazeres, dentro da lógica do Reino de Deus. De dia em dia, pois, com a bênção de Deus, Caminhamos em direção a Ele. A nossa separação de entes queridos é triste, quase sempre, mas é o caminho de todo ser humano, o mesmo que trilhamos agora, neste exato momento, se acaso você estiver lendo este texto, porque está vivo. A “noite” do verso não são trevas, mas momentos de descanso e de reflexão. Na “noite” do verso o Senhor nos visita, e cuida de todos nós: Ele nos renova, fala conosco, sussurra em nossos ouvidos, interfere em nossos sonhos. Deus Pai está sempre conosco, de dia e de noite, todo o tempo, no ciclo todo. E Ele nos espera fora do tempo, como prometido está. 

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Wayne Dyer)

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“Felicidade não é algo que você consegue na vida. É algo que você acrescenta nela” – Wayne Dyer.

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Frases Etc. (Regina Brett)

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“Deus ama você pelo que Ele é, e não por conta de qualquer coisa que você tenha feito ou deixado de fazer” – Regina Brett.

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Salmo 17: 15.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Quanto a mim, em retidão contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança” – Sl. 17: 15.

Bom é andar diante de Deus em retidão. A retidão não se constrói, apenas, com atos materiais, não. A retidão envolve ações e intenções, principalmente intenções. O coração alinhado com o Senhor se comporta com base e fundamento na ética, na sinceridade e na honestidade. A aparência nada vale diante de Deus, que bem sabe quem tem ou não retidão. Nós todos temos responsabilidade nesta vida, de não lesar ninguém, seja de que modo for. Precisamos nos conduzir com respeito e honra na lida da vida, pois, tudo o que fizermos na prática, de acordo com o que somos, acarretará consequências para terceiras pessoas. Quem é desprovido de retidão é indigno, mau, frio e cruel, desumano até, mesmo parecendo ser uma pessoa boa e honrada. Porque essa pessoa não se preocupa com seus semelhantes. Eu não queria começar este texto assim, de forma agressiva e contundente, porque é linda a poesia do verso.

Nessa toada eu peço desculpas a quem “me lê”, seja com frequência ou não, mas eu tenho em mim uma forte intolerância a injustiças, e uma dificuldade “doentia” de lidar com elas. Sofro muito com isso. Bem hoje, veio uma. Eu gostaria de ter começado o texto de forma diferente, Deus sabe. Nós, os cristãos, devemos e temos a obrigação de agir com retidão, diante de Deus e dos homens, sempre. Qualquer “agir”. Qualquer “disposição interna”. Podemos cometer erros até, sem problemas, mas que seja com retidão. Retos são os benditos de Deus Pai. Integridade acima de tudo, considerando-se o “ser” humano. Bondade, benignidade, seriedade, piedade, enfim, a soma de todas as boas virtudes, com o significado de “inteireza”, “completude”. Retidão. Há pessoas neste Mundo que não tem o mínimo respeito pelos demais, por nada nem ninguém, são egoístas patológicos, egocentristas irrecuperáveis, e prejudicam muita gente. Juízo de Deus.

Com meu desabafo posto, e minhas escusas dadas, passo a comentar a beleza que vi no verso, quando o separei para tema de um texto. Dois parágrafos para “retidão”, este e o último para a poesia. Muito se diz sobre a morte. Dizem que não somos daqui. Que somos seres espirituais, vivendo aprisionados na “carne”, por certo tempo. Dizem que ao dormir, morremos; ao acordar, renascemos. Bonito. Poesia. Dizem que a morte é certa, a única coisa certa na vida. Dizem que para morrer, basta a alguém estar vivo. Até o estado de coma, dizem, é uma espécie de morte, na qual o espírito ainda permanece preso ao corpo. Será? Não sei. Dizem que desde o nascimento nós começamos a morrer, dia após dia, até o derradeiro dia. Ou seja, todo dia nós “morremos” um pouco, ou temos menos um dia para desfrute, parcela de vida exaurida, tempo presente que se foi. Tão logo um bebê nasce, pois, e ele já está a caminho de sua morte. São lúgubres estas palavras todas? Não, você verá que não. O Senhor Jesus ressuscitou algumas pessoas durante o Seu Ministério. Talvez Lázaro seja o mais “famoso” dentre elas. Outros profetas, discípulos e apóstolos também foram protagonistas deste milagre, no decorrer da História Bíblica. Claro que pelo Poder de Deus, não por eles, salvo Jesus, que é Deus. Contudo, onde estão hoje essas pessoas? Entre nós? Não, morreram todas. Estão com o Pai, certamente.

Logo, a mim parece que a vida, com todas as suas agruras e mazelas, e tantas pessoas destituídas de retidão, não passa de uma ilusão. Uma ilusão “bem real”, em verdade. Um sonho por demais “palpável”, de fato. E, talvez, um “pesadelo” para muitos e muitas. Triste. Mas também há felicidade. E alegria. A alegria do Senhor é a nossa força. Há trabalho e esforço por estas bandas, mas é assim que se alcança o Reino de Deus, ora. E que bom termos a ciência de que não somos daqui, pela esperança das maravilhas que compõem a realidade que nos espera (1 Coríntios 2: 9). Querem ver? Pela ótica de Davi, o Salmista? Davi disse que ao “acordar” (depois de sua morte), se satisfaria em ver que foi criado à semelhança de Deus Pai (Gênesis 1: 26 e 27). Temos de ter boa noção disso: fomos feitos à imagem e semelhante do Senhor! Aleluia! Quando “acordarmos” desta vida utópica e passageira, desse “sonho” efêmero e árduo, “trabalhoso” em muitos sentidos, nós conheceremos a verdadeira realidade, eterna, ao nosso redor. Seremos parte dela. E veremos o Senhor, o Mestre e os anjos, como Eles nos veem (1 Coríntios 13: 12), e a Jerusalém Celestial – o Reino da Pura Luz. Que grata e formidável surpresa Davi nos antecipa, não? Mesmo assim, tenho por mim forte impressão e crença de que todos nós, crentes em Jesus, filhos de Deus, ficaremos estupefatos e “sem fala” nessa bendita hora, diante de tanta e tamanha Glória. Guie-nos até Ti, Senhor, em Jesus, amém.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Terry Goodkind)

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“Se a estrada é fácil, você, provavelmente, está indo pelo caminho errado” – Terry Goodkind.

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2 Coríntios 4: 7.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós” – 2 Co. 4: 7.

Verdade seja dita: o fato de qualquer pessoa ter Deus em seu coração torna-a alguém especial. A Bíblia Sagrada diferencia as pessoas em ímpias e justas. E justas são aquelas que têm Deus em seus corações. A questão é que todos nós, ímpios e justos, sem exceções, somos “vasos de barro”, isto é, finitos, frágeis, fracos. Os poderosos deste Mundo são fracos? Todos são fracos, incluindo eles. O tempo passa, e consome a todos. Ter Deus no coração não altera a nossa natureza humana, porém, uma revolução consciente e inconsciente se desencadeia na esfera espiritual do ser. A excelência do poder é, contudo, de Deus. Logo, se alguém tem algum poder, por maior que seja seu domínio e alcance, isto nada é perante o Senhor. E os justos, “impregnados” do Poder de Deus, não podem jamais se esquecer de serem humildes, sempre e sempre. 

Ninguém tem qualquer poder por si só. O poder vem ao ser humano por alguma razão ou causa. Quem abusa do poder, portanto, se dá mal. Quem exerce algum tipo de poder, não tem paz. Salvo aqueles que o fazem em nome de Jesus. Porque estes se entregam a Deus, e fazem valer a metáfora do “vaso e do Oleiro”. Vaso não tem vontade, é um objeto inanimado. Mesmo assim, a Palavra de Deus nos compara a vasos de barro, comparação essa bastante pertinente, aliás, visto que fomos feitos do barro. E na pequena parábola Ele nos confere vida e vontade. O vaso de barro só pode ter esperança, pois, quando se entrega ao Oleiro, de forma irrestrita, a fim de que Ele o molde. O Oleiro não só dá forma ao vaso, mas o “molda”, isto é, ensina-o a ser melhor, instrui-lhe com sabedoria, cuida dele e o guarda do mal. E o vaso leva uma vida inteira para “ser moldado”. Todo santo dia o Oleiro faz algo de concreto a fim de “dar forma ao vaso”. E o conteúdo do vaso, o Espírito, o conduz pela vida.  

Ter o Espírito Santo dentro do vaso é o ápice do poder de um ser humano, ainda que muita gente despreze isso, e prefira os poderes mundanos. Bem, o Espírito é poder eterno, qualquer outra coisa é efêmera, passageira, temporária. Não há quem, em sã consciência, invista em algo que lhe dê menos retorno, se existir um investimento melhor. Porém, neste caso, talvez a maioria das pessoas esteja investindo seus recursos, tempo e vida de forma equivocada. Não é possível, aqui, agir em duplicidade. Ou o vaso de barro se entrega ao Oleiro, ou se afasta Dele. É interessante o modo como a vida se desenrola quando estamos nas mãos do Oleiro. Todas as coisas tomam outro significado. Nosso rumo muda. Nossos pensamentos se estruturam de outra forma. Vemos coisas que antes não víamos. Percebemos situações que anteriormente não nos eram perceptíveis. Sofremos a “dor do Mundo”, como Jesus (numa escala menor, claro, senão nos seria insuportável – nos mataria). A dor do outro, do próximo, dói em nós. E isso nos faz melhores, mais do que nos moldar, nos lapida como se fôssemos “gemas preciosas”, e somos, mas esta é outra metáfora.

Quem tem Deus no coração não quer louvores para si mesmo. Deve ser humilde. Precisa estar disposto a sempre deixar o Senhor passar. O lugar é de Deus, nós saímos e Ele o ocupa. Jesus deve ser visto (João 3: 30). O Senhor deve ser visto (João 3: 30). Não nós (João 3: 30). Somos instrumentos nas mãos de Deus, como o vaso de barro nas mãos do Oleiro. O poder não é nosso, somos nós apenas os mordomos, os servos. Cuidamos dos interesses do Pai. O que quer que sejamos nesta vida, pouco ou mesmo nada nos importa, senão glorificarmos a Deus Pai e ao Senhor Jesus. O Espírito dentro do vaso deve ser motivo de alegria, jamais de empáfia ou soberba. Nada fazemos se acaso o Senhor não for conosco. “Tudo posso Naquele que me fortalece”, nos ensina a bela poesia Bíblica. Mas sempre seremos vasos de barro, finitos, frágeis, fracos, que só têm algum valor intrínseco se estiverem nas benditas mãos do Oleiro. De outra sorte, o vaso que rejeita o toque e o cuidado do Oleiro, quando chegar a sua hora, esse vaso se despedaçará, e se espatifará no caminho, e nada há de sobrar, dele nada restará. Choro e ranger de dentes, diz Jesus, ao que se furta a viver e morar na roda do Oleiro.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Philip Yancey)

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“O relacionamento com Deus não promete o livramento sobrenatural das dificuldades, mas o uso sobrenatural delas” – Philip Yancey.

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Frases Etc. (C.H. Spurgeon)

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“Muitas pessoas devem a grandeza de suas vidas aos problemas e obstáculos que tiveram de vencer” – Charles Haddon Spurgeon.

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Frases Etc. (Dallas Willard)

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“A ira e o desprezo pelos outros só são eliminados pela visão e pela vivência de que Deus está acima de tudo. Pois isso me garante que tudo está bem comigo, e que os outros são tesouros de Deus. Já não preciso mais me entregar à violência do xingamento, pois não necessito ‘rebaixar os outros’ para que eu mesmo ‘me eleve’. Não preciso mais me assegurar na vida, pois estou seguro” – Dallas Willard.

 

Frases Etc. (George Whitefield)

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“Jesus foi Deus e homem em uma só pessoa, para que, assim, Deus e os homens pudessem, talvez, serem felizes juntos de novo” – George Whitefield.

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Insight (Amor de Peixe)

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AMOR DE PEIXE

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Amor é uma palavra que na nossa cultura quase perdeu o sentido.

Há uma história muito interessante, sobre o Rabino de Kotzk.

Ele passou por um jovem, que estava claramente se deliciando com um prato de peixe que comia.

Então, ele disse ao jovem:

“Por que você está comendo esse peixe?”

O jovem respondeu:

“Porque eu amo peixe!”

Ao que o Rabino lhe retrucou:

“Ah, você ama o peixe e por isso você o tirou da água, o matou e o ferveu? Não me diga que ama o peixe. Você ama a você mesmo. E porque o peixe é gostoso, em sua opinião, você o tirou da água, o matou e o ferveu”.

Muito do que se chama de amor é amor de peixe.

E então… Um casal de Jovens se apaixona, os jovens se apaixonam, o que isso significa?

Isso significa que ele viu nessa mulher, alguém que ele creu que poderia prover todas as suas necessidades emocionais e físicas, e ela sentiu que esse homem poderia lhe fazer o mesmo.

Isso foi amor. Mas ambos estão olhando para as próprias necessidades. Não é amor um pelo outro. A outra pessoa se torna um veículo para a minha satisfação.

Muito do que chamam de amor é amor de peixe.

E um amor externo não é sobre o que vou receber, mas sobre o que eu vou dar.

Havia um professor de ética, o Rabino Dessler, que disse que as pessoas cometem um erro grave ao pensar que você dá àqueles que você ama.

Mas a verdadeira resposta é: você ama aqueles a quem você dá.

E seu argumento é, que se eu dou algo a você, eu me investi em você.

E já que o amor-próprio é algo natural, todos amam a si mesmos, agora que parte de mim está em você, há uma parte de mim em você que eu amo.

Então, o amor verdadeiro é um amor que , não que recebe.

(transcrito de um vídeo)

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Ensino de um Rabino, cujo nome eu não sei…

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Frases Etc. (Rubem Alves)

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“Oração de uma criança: Deus, que os maus não sejam tão maus e que os bons não sejam tão chatos. Amém– Rubem Alves.

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Frases Etc. (Madre Teresa de Calcutá)

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“Nunca viaje mais rápido do que seu anjo da guarda pode voar” – Madre Teresa de Calcutá.

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Provérbios 21: 29.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O homem ímpio endurece o seu rosto, mas o reto considera o seu caminho” – Pv. 21: 29.

Frase curta, duas figuras de linguagem, e muito sobre o quê pensar. Talvez, a primeira reflexão que dela se possa extrair, seja a respeito do ímpio e do justo: o primeiro não conhece a Deus, não faz questão de conhecê-Lo e despreza os que O conhecem (Salmo 10); o segundo se entrega a Deus, conhece o Senhor e tem consciência das implicações decorrentes dos atos e condutas em relação a deixá-Lo de lado (Provérbios 23: 23). A Bíblia nos ensina que o justo é prudente e o ímpio se perde em sua própria “sabedoria”. Por isso que o ímpio “endurece o seu rosto”, porque ele confia nele mesmo e está “imerso” no sistema mundano como se fosse eterno, tanto um como o outro. Não se dá conta de que no final da vida todo ser humano deve prestar contas ao Criador, Dia do Juízo. Vive sua vida de acordo com suas vontades, necessidades e interesses particulares, e, assim, está longe de ser cristão, ou filho de Deus. Não mesmo. Há muitos limites nesta vida, e muitas coisas inconvenientes, que devemos evitar.

Satisfazer “o próprio ventre”, sempre, não é coisa boa, não é algo recomendado. Procurar tão somente ter prazer na vida é ilusão pura, pois a vida é recheada de surpresas boas, é verdade, mas existem igualmente as desagradáveis. Geralmente aqueles que buscam viver para o prazer morrem cedo, “abreviam” suas vidas em troca de “intensidades”, por conta de “apetites” imoderados (Provérbios 23: 20 e 21). Exemplifico com aqueles que usam drogas em busca de sensações variadas, sensoriais, e se lançam ao sexo de forma desenfreada, sensuais. Valem os momentos intensos, e nada mais. Caso de muitos artistas, aliás. Esses não se respeitam, e não respeitam as outras pessoas. Ou, então, têm aqueles que agem com cobiça e ganância, e fazem qualquer coisa para conseguir dinheiro: roubam, matam, traficam, enganam, e por aí vai. Tem gente, ainda, que exagera nas coisas cotidianas e corriqueiras, como aquele cidadão que trabalha demais, ou porque é viciado nisso (nenhum tipo de vício é bom…), ou porque nunca está satisfeito com o que já tem. Segundo a Bíblia Sagrada, estes são aqueles que “correm atrás do vento”, materialistas, vidas sem sentido (Provérbios 23: 4 e 5). Claro que existem, também, como situações extremas, as enfermidades e as “fugas”, que podem levar aos excessos, de algum modo. Mas óbvio é que o ideal é ter equilíbrio em tudo na vida, e saber respeitar os próprios limites (e os dos outros, evidentemente), porque ninguém é igual em essência, ou seja, o que me tenta não tenta você, e vice-versa, de forma ampla.

O ímpio não considera o seu caminho porque ele “se lança na vida” de acordo o senso comum, isto é, ele se comporta “conforme a banda toca”. É assim e pronto, vamos lá! Este é o seu pensamento, e fim de conversa. O ímpio não pondera as coisas do ponto de vista espiritual. Ele está “preso” à consciência coletiva, e “caminha com a manada”. Todos seguem adiante, ele vai; viram à esquerda ou à direita, ele vira; voltam atrás, lá vai ele. Isso é até normal no contexto do ser humano: o mundo material, ou materialista, dita as regras, e se não temos um quê a mais, seremos como todos. A “imersão” nesse mundo nos faz assistir a mesma novela, comentar as mesmas notícias, desfrutar das modernidades de acordo com o poder aquisitivo de cada um, ter o conhecimento mundano corrente, seguir a moda (querer estar na moda, de mais a mais), nos acostumar com a violência, com a corrupção em todos os sentidos, enfim, cobiçar, invejar, ser, ter, saber, uns mais, outros menos, mas é assim que “caminha a humanidade”. Isso, a meu ver e guardadas as devidas proporções, é ser um “autômato”, sem sensibilidade adequada, e viver a vida em um nefasto “sonambulismo”, “empurrado” pelo tempo e pela turba.

Ora, alguém (muitos) pode estar “enredado” nessa “teia viva”, e ser bom e piedoso, ser uma pessoa ética, e ter bom caráter, mas, mesmo assim, falta-lhe o que de mais precioso há nestas bandas para o ser humano: a presença de Deus Pai em sua vida, por Jesus. Eu não sei como se faz e como se dará o Juízo de Deus e, por isso, não sei se todos esses bons predicados lhe serão suficientes para alcançar a salvação. Porém, viver sem Deus Pai é um “crime” para a própria pessoa, talvez, um “suicídio” (espiritual) em vida, com sérios e severos reflexos pós-morte. A ausência de Deus é igual a uma existência vazia e pobre, fugaz, própria de um autêntico “autômato” ou “sonâmbulo”. O ímpio “endurece o seu rosto” justamente porque não faz como faz o reto, que “considera o seu caminho”. Acontece que o justo, ou o reto, só “considera o seu caminho”, porque tem Deus em seu coração. É a Sabedoria de Deus que o move, o leva e que o impele a considerar os seus caminhos. Vereda nenhuma presta se o Senhor não estiver nela. Quem “considera o seu caminho” não “endurece o seu rosto” para as coisas essenciais da vida, para o próximo e, especialmente, para Deus. Tal distinção, do verso, marca a diferença entre ser ímpio, perdido, ou justo e reto, salvo (de si próprio, inclusive), em Jesus.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Rubem Alves)

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“Não é a sua vida que vai mal. É a sua alma” – Rubem Alves.

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Jó 37: 5.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“A voz de Deus troveja maravilhosamente; faz grandes coisas que nós não compreendemos” – Jó 37: 5.

A Voz de Deus comparada a um trovão. Trovão e, provavelmente, relâmpago também. Poder e Luz, associados. É uma maravilha da Natureza tanto o trovejar como o relampejar, e a chuva. Quando eu era pequeno lembro-me de algo que me fascinava sempre, e me dava uma sensação de serenidade, prazer, e de segurança: o cheiro da chuva. Ozônio. Grama molhada. Terra úmida. Chuva e sol. Sol e chuva. Lindo de se ver: água é vida. Mal sabia eu que um dia em minha vida, no futuro, tudo isso faria sentido e seria reunido em Jesus. O trovão, se nos pega de surpresa, é um susto garantido. E o relâmpago que frequentemente o antecede, quase nunca nos dá tempo de nos prepararmos para o estrondo que virá a seguir. Depois cai a chuva, “água do céu”, muitas vezes de forma copiosa. Eu gosto de chuva. Sei que por vezes ela causa estragos e desesperanças, mas gosto dela. Às vezes peço perdão a Deus porque me agrado com uma chuva forte e, ao mesmo tempo, tenho consciência de que pessoas estão “lá fora” passando algum sufoco. Talvez seja “besteira” minha esse pensamento, talvez não, Deus é Quem sabe. De todo modo, eu não tenho controle algum sobre ela, a chuva, ninguém tem.

Contudo, é uma bonita metáfora do Poder de Deus, comparar a Sua Voz ao estrondo de um trovão. E o Poder de Deus é maravilhoso, o Senhor faz maravilhas. A figura de linguagem do verso nos ensina, ainda, que Deus tem soberania em tudo o que faz. Deus é Deus, Soberano. A Voz de Deus (o Verbo) tem poder ilimitado, e Seu “trovejar” é Lei, se cumpre. O Senhor faz grandes coisas, e grandes coisas que não compreendemos. O Senhor faz muitas coisas, porém, do mesmo modo que Ele encobre o céu e o sol com nuvens, e vem a chuva, Ele nos encobre o significado e a compreensão de muitas coisas que acontecem no Mundo, conosco e à nossa volta. Há situações extremamente difíceis de aceitarmos, tais como a pobreza, as guerras, a violência, as dores. Há muita coisa que está acima dos nossos limitados entendimentos. O sistema mundano é ruim e nefasto, e o homem é mau e egoísta, geralmente, e se preocupa somente e comumente consigo mesmo, em satisfazer os seus próprios e particulares interesses. Mas há um Deus no Céu, acima das nuvens, quando chove e desaba a tempestade.   

Esse é outro bendito enfoque que nos dá a comparação do verso: mesmo quando não vemos, Deus está lá. A chuva cai, o dia é cinzento, mas o céu está acima das nuvens, intocado, e lá estão também o sol, a lua e as estrelas, se for dia ou noite. Sabemos disso. Sabemos que estão lá. E devemos saber que nos nossos dias mais cinzentos, Deus também está presente. Jesus, Emanuel, Deus conosco, sempre conosco: Ele nunca nos abandona. E para que a água caia do céu, necessário se faz a formação de nuvens e, por vezes, elas vêm acompanhadas de potentes ventos, relâmpagos reluzentes e de “maciços” trovões. Mas a água que cai se transforma em vida, alimenta a vida, a água simboliza e está relacionada com a vida, tanto física como espiritualmente falando. A turbulência de uma tempestade ou de uma chuva forte nos leva a Deus. A fúria dos elementos nos remete ao Criador. São as maravilhas de Deus, que nos trazem vida, e vida em abundância. Mas é preciso enfrentar a impetuosidade das águas de Deus, para que essa vida se faça presente em nós. Dentro de nós. E se isso tudo nos traz vida, nós devemos confiar em Deus, ainda que não entendamos muitas das coisas que Ele faz. Nós somos aperfeiçoados pelo Poder de Deus, e o trovejar do Poder de Deus, muitas vezes, nos “vira do avesso”. Nenhuma criança gosta de ser disciplinada nem de enfrentar eventuais “castigos”, e ninguém há que goste dos reveses da vida. Porém, com ou sem chuva, o Senhor está sempre conosco. Em meio a fortes relâmpagos e trovões, não importa a intensidade das águas, pode ser a pior das intempéries, uma violenta tormenta, ou mesmo um furacão, lá está Ele, conosco. Sempre. Pai.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“O nosso projeto de uma vida de aperfeiçoamento na vida do Reino de Deus deve se estruturar em torno das disciplinas de vida espiritual, em Jesus” – Dallas Willard.

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Frases Etc. (Dallas Willard)

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“Quando você ouve as pessoas falando de paz, na maioria dos casos logo percebe que não estão dispostas a tratar das condições da sociedade e da alma, que tornam inevitáveis os antagonismos” – Dallas Willard.

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1 Coríntios 12: 5.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo” – 1 Co. 12: 5.

Ministério, no caso do verso, significa incumbência, mister, profissão de fé, função, tudo junto. Começando do alto, então, Ministério pode ser uma organização religiosa que busca pregar o Evangelho de Jesus. Talvez o mais antigo Ministério desse tipo seja a Igreja Católica. Todas as igrejas ditas Evangélicas e Protestantes são Ministérios. A Igreja Ortodoxa é um Ministério. E assim por diante. Há outros Ministérios, por certo, mas como nossa dedicação está voltada a Cristo Jesus, citamos tão somente aqueles ligados, de alguma forma, ao Mestre. Esses Ministérios todos pressupõem a formação e a manutenção cada qual de um ente (instituição), fundados em uma organização, sistematização e uma hierarquia peculiar que os compõem, e que não se pode ver erro nisso, só por isso. Eventuais equívocos estão nos corações das pessoas que aderem a qualquer desses grupos, e na adoção de algumas práticas, afirmações e dogmas, contrários à Palavra de Deus.  

Dentro desses Ministérios, em escala menor e já pensando na distribuição de dons pelo Senhor, nós encontramos os “ministros” e os diversos “voluntários”, cujos nomes/títulos variam muito. Há, também, aqueles que exercem seus dons e têm seus próprios e particulares Ministérios, e honram ao Senhor do mesmo modo, mas que não estão ligados a nenhuma denominação específica ou instituição. E aquela assertiva de que a pessoa “não deve abandonar sua congregação”, em Hebreus 10: 8 Etc. e Etc.? Na minha humilde concepção de ver as coisas, a questão aqui se resolve de forma mais ampla: o autor de Hebreus fala da Congregação do Senhor, em alusão a jamais abandonarmos o Caminho do Senhor (1 Crônicas 28: 8), o Povo de Deus. A ameaça de que alguém não pode deixar de frequentar determinada igreja, ou não deve deixar de estar vinculada a qualquer delas, é pura e nefasta manipulação de pessoas mal-intencionadas, que buscam “segurar” seus fiéis a partir do medo, provavelmente por conta do recebimento do dízimo e de eventuais ofertas. Não se quer dizer aqui que é ruim frequentar qualquer igreja, pelo contrário, é desejável e muito bom, quando nela há idoneidade.

Mas não significa que estar sem igreja condena imediatamente a pessoa, não, de forma alguma. Veja-se o caso Bíblico do General Sírio Naamã que, convertido ao Senhor depois de sua cura de lepra e demonstrando legítima preocupação, disse a Eliseu, Profeta do Senhor, que, ao voltar à Síria, teria ele de se curvar a outro deus (Rimon), o qual servia seu senhor, Ben-Hadade, além do fato de que não haveria onde cultuar a Deus Pai, naquela nação. Portanto, como faria? Eliseu lhe disse: Vai-te em paz (2 Reis 5: 18). Em poucas palavras, pois, Eliseu disse a Naamã que o importante era o seu coração, o “interior do copo ou do prato” (limpos), e não seu exterior (vide Mateus 23: 26 e 27). Portanto, se Naamã se mantivesse íntegro perante o Senhor, tudo caminharia bem para ele. Essa combinação de Versos Bíblicos deveria ser suficiente para nos mostrar qual deveria ser o ideal maior de todos, objetivo comum dos cristãos, sem divisões ou “facções”: a Congregação do Senhor. Ou o Povo de Deus, ambas as coisas sendo uma só coisa, não há duas. Em qualquer igreja, pois, ou “nos confins da Síria”, não importa, há pessoas e Ministérios sendo desenvolvidos em Jesus, graças a Deus.

E falando em pessoas, o “menor nível” dos Ministérios, nele há o exercício dos dons de Deus, em Jesus, e não existe Ministério ou dom sem importância. Todos têm dons. Do maior ao menor dos Ministérios e da prática dos dons de Deus por nós, nós damos honra ao Senhor e fazemos o serviço de Deus. Nem todos são pregadores, mestres ou estarão em evidência, mas todos contribuirão cada qual a seu modo, para a Congregação de Deus e para o conforto pontual ou geral de seus semelhantes. Fazer parte do Povo de Deus é um privilégio que nos impele a servir o próximo, com alegria e desprendimento. Tem Ministério aquele que prega, mas também tem aquela pessoa que cuida de sua família, e faz almoço e jantar todos os dias; tem Ministério aquele que ensina, mas igualmente aquele que visita os doentes, os “órfãos” e as “viúvas” (Tiago 1: 27); têm Ministério os homens de Deus que são postos em evidência, mas, do mesmo modo, tem Ministério todos os que “dão um copo de água fria a um dos pequeninos de Deus”, em nome de Jesus (Mateus 10: 42). Ministério é uma incumbência, um mister, uma profissão de fé, uma função, de forma fixa ou eventual, de alguém e de qualquer coisa feita em nome de Jesus, pelo amor de Deus, a si próprio ou a outrem. É qualquer ato de piedade, bondade e de fraternidade, que Deus Pai aprovaria, realizado com retidão e amor. E o principal nisso e disso tudo, situação frequentemente esquecida por muitos de nós, para tristeza e vergonha nossa: “o Senhor é o mesmo”1 Coríntios 12: 5 (finzinho do verso-título deste texto). 

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Rubem Alves)

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“Somos as coisas que moram dentro de nós” – Rubem Alves.

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Frases Etc. (Thomas Merton)

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“O orgulho nos transforma em pessoas artificiais, mas a humildade torna-nos genuínos e completos, verdadeiros” – Thomas Merton.

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Frases Etc. (Brian Houston)

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“Objetivos de um líder: construir pontes, não muros. Ser um construtor, não um destruidor. Ampliar seu mundo não como uma ilha” – Brian Houston.

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Provérbios 20: 23.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Duas espécies de peso são abomináveis ao Senhor, e balanças enganosas não são boas” – Pv. 20: 23.

Balança adulterada é resultado de um ato ilícito de alguém. Se os pesos nas extremidades da balança não correspondem, há uma defraudação (roubo), pela qual uma pessoa tira vantagem indevida de outra, e esta última age com boa-fé, pois crê na honestidade do vendedor. Balança adulterada (ou enganosa) é também uma metáfora, pois, que indica injustiça. E Deus Pai “coloca essa metáfora em nossos corações”. Se você é alguém que tem em si mesmo “dois pesos e duas medidas”, então você é uma pessoa que deve rever os seus conceitos (e preconceitos): porque “você é uma balança adulterada”. Na vida nós agimos e reagimos de acordo com as interações que se nos apresentam a cada situação e ocasião. Certamente não há quem aja com seus pais do mesmo modo como age com seus professores. Tampouco com seu colega de trabalho e, eventualmente, com um motorista de táxi, que, depois da “corrida”, provavelmente nunca mais a pessoa irá encontrá-lo novamente.

O mesmo acontece, também, com um garçom em um restaurante, com um atendente qualquer, com familiares de diversas “intimidades”, com amigos (mais ou menos íntimos), e por aí vai, ou seja: em todas as áreas de nossas vidas existirão diferenças de tratamento. Porém, isso não significa “duas espécies de peso”, de forma alguma. O que de fato ocorre é que existem níveis de intimidade e de superficialidade nas interações humanas. Nós “nos abrimos” mais com determinadas pessoas mais próximas, e jamais, ou raramente, com pessoas desconhecidas ou conhecidas há pouco tempo. Esse tipo de atitude é normal em qualquer convivência entre seres humanos. O anormal, e abominável a Deus, é a pessoa ser uma “balança enganosa”, que trata os seus semelhantes com “dois pesos e duas medidas”. Talvez, para alguns, a diferença possa parecer sutil, mas, que todos prestem atenção aos seus atos e pensamentos, e reflitam se tudo vai bem nessa seara.

Absolutamente normal, igualmente (acho eu), são as questões de afeto e de empatia (afinidade). Se eu gostar de um amigo mais do que gosto de outro, isso também não significará que em mim há “dois pesos e duas medidas”. E da mesma forma, ao encontrar alguém desconhecido na lida da vida, que esteja a me servir de algum modo (e vice-versa, o servo, servidor, sou eu), eu posso ter empatia por uma pessoa e uma má impressão da outra. De modo algum isso indicará em mim “dois pesos e duas medidas”. Porque posso querer bem quem eu quiser, não lhe desejar mal algum, não defraudar, não roubar, não machucar, mas posso não ter empatia e/ou afeto por determinada pessoa. Pessoas com pensamentos e ideais totalmente opostos podem vir a ser um bom exemplo disso, se não se odiarem mutuamente. Quem tem respeito e consideração ao próximo (e aos animais também – Provérbios 12: 10), em todos os sentidos, tem dentro de seu coração uma “balança justa e devidamente aferida”: é uma pessoa de “peso justo”.

Como vimos, o verso trata de justiça e injustiça. Há o aspecto em que a injustiça se materializa pela adulteração de uma balança em relação ao peso e preço de um produto qualquer, mas existe também a injustiça como metáfora, quando uma pessoa tem em seu coração (íntimo) “dois pesos e duas medidas”. Essa pessoa é injusta, é uma “balança enganosa”, e, o pior de tudo: é abominação para o Senhor. Como dito, há situações de vida que não se enquadram na metáfora Bíblica, e que fazem parte da existência humana. Mas há os ímpios e maus, que sequer esboçam reação de mínimo arrependimento ao lesar, defraudar, tratar mal, fazer o mal, ao próximo, a qualquer um. Esses são “balanças enganosas”, e “são abomináveis ao Senhor”, porque têm dentro de si “duas espécies de peso”.

A Bíblia Sagrada, Palavra de Deus, nos ensina que “balanças enganosas não são boas”. Cabe a cada um de nós, a partir dessas premissas, fazer uma autoanálise, a ver se “a balança em seu coração não está devidamente calibrada”. De minha parte, tremo de pavor só de pensar em ser considerado como “abominação” ao Senhor, pelo Senhor. Longe de mim isso! Que Deus Pai, a Quem amo, me dê paz e chance, sempre, de ter “minha balança calibrada”, e me perdoe eventuais injustiças que eu venha a cometer. Melhor: que o Senhor me impeça de cometê-las, em Jesus, amém. E lembremos todos do seguinte: “Se você sofreu alguma injustiça, console-se; a verdadeira infelicidade é cometê-la” – Demócrito. Confiemos, nesse passo, no Senhor, Deus Pai, Justo e Verdadeiro, para nos amparar e nos consolar. E o injusto que se acerte com Deus…

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Thomas Merton)

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“Felicidade não é a ausência ou inexistência de problemas, mas a habilidade de lidar com eles” – Thomas Merton.

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Provérbios 16: 3.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus planos serão estabelecidos” – Pv. 16: 3.

Já foi dito por mim, inúmeras vezes, que confiar em Deus não é uma tarefa fácil. É a melhor coisa que um ser humano pode fazer em sua vida, mas envolve uma entrega total nossa e nós lidamos, ainda, com várias variantes e fatores, em relação aos quais comumente nós não temos controle algum. Eu mesmo já orei e pedi a Deus várias coisas que Ele não me deu. Pedi para que Ele consertasse situações do meu modo, e Ele agiu de forma diversa. E eu já me interpus entre os meus pedidos e o Senhor, antes de a resposta Dele chegar até mim. Ou seja, orei a Deus e, antes que Ele me socorresse, tomei a iniciativa de fazer algo (e fiz), que só fez piorar o caso. Por isso que eu digo que confiar no Senhor não é fácil: é preciso ter paciência, se resignar, e aguardar, na grande maioria das vezes. Além de sabermos, é claro, que a solução/resposta de Deus pode ser diferente daquilo que nós idealizamos e esperamos em nossos íntimos. E o que é melhor, afinal: o que Deus fez ou aquilo que nós queríamos?

Pois é, parece simples a resposta, mas, de fato, não é (por causa da complexidade do ser humano, e de sua natural inquietude). Deus é Deus, e por certo que o que Ele faz é melhor do que qualquer coisa que nós pudéssemos, eventualmente, querer e/ou pensar. O Senhor nos conhece melhor do que nós mesmos nos conhecemos. Ele sabe o que é bom e o que é ruim para nós, ainda que nós, se a escolha nos coubesse, no mais das vezes, optaríamos, certamente, pelo que é ruim. Deus tirou pessoas da minha vida, por exemplo, mais de uma vez, e isso me causou sofrimento, alguns dias bem difíceis. Uns morreram e se foram, “amigos” foram afastados, namoradas romperam relações, são alguns exemplos disso. Fora as questões de morte, nas quais cada um tem a sua hora, o resto me parece ter sido livramento de Deus, pelo menos em boa parte dos casos, incluindo também o ponto de vista do outro, da outra. E mesmo assim, a angústia foi grande, em algumas dessas situações. Os sentimentos que nos acometem nessas ocasiões nos deixam desesperançados e “perdidos”. É como se “o céu desabasse sobre nossas cabeças”, e nós nos sentimos “sem saída”, impotentes, e o desespero “nos cega” e “tortura”. Quando alguém está enfrentando uma crise dessas, não é fácil se lembrar de Deus, confiar Nele. Ou é?

Bem, nós somos seres humanos, sujeitos, como dito, às mais variadas paixões e inclinações. Temos desejos, anseios, sonhos, necessidades. Lidamos todos os dias com os nossos defeitos e virtudes. Somos nós, cada qual por si, um “universo” à parte, composto por um acervo de ideias, ideais e sentimentos, “singulares no conjunto”. No todo, pois, não há ser humano igual ao outro. Temos uma “base” comum a todos, e é só: o restante é completamente distinto. Nós enfrentamos toda sorte de problemas e obstáculos em nossas caminhadas, que são influenciados pelos nossos particulares modos de ser. Vislumbramos todas as coisas a partir daquilo que somos. “Enxergamos” o mundo à nossa maneira (ora, isso é absolutamente normal, esperado até, mas um pouco de ‘discernimento’ não faz mal a ninguém…). E o verso nos diz para deixarmos todas as nossas “obras” nas benditas mão de Deus, para que Ele estabeleça os nossos “planos”. Quais são as nossas obras? Quais são os nossos planos? Cada pessoa tem as suas, cada pessoa tem os seus, mas de Deus recebemos as melhores soluções para as nossas ambições e aspirações, essa é que é a verdade. Linda verdade e bela realidade, aliás.

O que é melhor para nós, então? Respondo esta pergunta com uma profunda e acertada declaração, de um Autor Desconhecido: “Pedi força e vigor a Deus, e Ele me mandou dificuldades para me fazer forte. Pedi sabedoria, e Deus me deu problemas para resolver. Pedi prosperidade, e Deus de deu energia e cérebro para trabalhar. Pedi coragem, e Deus me mandou situações perigosas para superar. Pedi amor, e Deus me deu pessoas com problemas para eu ajudar. Pedi favores, e Deus me deu oportunidades. Não recebi nada do que eu queria. Recebi tudo o que eu precisava. Minhas preces foram atendidas”. Eu já havia publicado esse pequeno texto, mas lembrei-me dele antes de finalizar esta reflexão e acho, sinceramente, que seu conteúdo nos “diz tudo” o que precisamos saber e acreditar. Eu confio no Senhor, apesar de ter minhas desesperanças ocasionais, e Ele sabe disso. Deus sabe de tudo. Por isso que confiar Nele é bom, porque o Senhor é bom, e, muitas vezes, aquilo que nós queremos, ansiamos, planejamos e esperamos, simplesmente não é bom para nós. Mas Deus nos dá tudo o que precisamos, e cuida de nós, em amor. Basta a nós todos, pois, confiarmos Nele, entregando-Lhe as nossas obras (e corações), e os “nossos” planos serão estabelecidos (Aleluia!).

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Rubem Alves)

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“Que os seus sonhos sejam os sonhos de Deus” – Rubem Alves.

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Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Teologia nada mais é do que as nossas ideias classificadas e organizadas” – Henry Ward Beecher.

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1 Coríntios 7: 7.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Contudo, gostaria que todos os homens fossem como eu mesmo. Mas cada um tem o seu próprio dom; um de uma maneira e outro de outra” – 1 Co. 7: 7.

Paulo, chamado Apóstolo dos Gentios, tinha seu jeito peculiar de ser. Consta que ele foi um Fariseu muito rígido e inflexível, e perseguidor implacável de cristãos. Porém, depois de sua conversão a Jesus, ele se arrependeu de seus erros, e tornou-se um evangelista de tempo integral. Sua vida se resumiu, desde então, a servir ao Senhor Jesus, em todas as frentes possíveis. Como ser humano, Paulo era limitado, mas ele era muito ativo e tinha uma energia que parecia inesgotável. Sua convicção era profunda, e ele se mostrava como uma pessoa que se entrega de “corpo e alma” àquilo em que acredita. Ou seja, tudo o que ele fazia, fazia com total dedicação e, decerto, era um tipo perfeccionista. Dom ou defeito (julgue quem quiser), ele foi um personagem importante na Pregação do Evangelho, agregando em si mesmo muitas qualidades e virtudes. De todo modo, eu duvido, sinceramente, que alguém possa desmerecer o seu legado, que nos abençoa até hoje.

Paulo disse no verso que gostaria que todos fossem como ele. No contexto, solteiros e com dedicação exclusiva à Obra de Deus. Contudo, nada impede que nós tratemos do caso expandindo o significado de sua colocação, porque ele fala em “dom”, e os dons são incontáveis. Desse modo ele diz o óbvio: cada um tem o seu próprio dom, ou dons, de variadas maneiras. Logo, não seria possível mesmo criar um “padrão” que se encaixasse em todas as pessoas. Essa é uma tarefa impossível e impertinente, que muitas igrejas, seitas e credos buscam alcançar, por aí. Padronizar comportamentos e modos de ser é o mesmo que o “engessamento” do exercício dos dons mundanos e espirituais. Coisa ruim. Há cidadãos “iluminados” que cobram isso dos que estão por debaixo de seus jugos. E o Senhor Jesus nos chama à liberdade. Veja-se só, que grande contradição: muitas vezes líderes religiosos falam em Nome de Jesus, se colocam como “profetas” e “ungidos” de Deus, e limitam e diminuem o potencial das pessoas que se colocam sob seus “cuidados”, pessoas essas que eles buscam controlar e manipular, por interesses próprios, alheios aos do Reino.

Mas o que é dom? E, especialmente, o que é dom de Deus? Dom é um presente ou dádiva. Dom é uma qualidade ou talento inato, um dote natural. A pessoa que tem um dom nasce com uma qualidade física, intelectual ou moral, diferenciadas. E se não nasce com tal dom, bem pode recebê-lo de Deus, e mesmo desenvolvê-lo, se já existe inclinação para tanto. Em matéria de dons, o único ser humano completo foi Jesus. Foi por isso que Paulo, um homem bastante inteligente e culto, disse que “gostaria que todos fossem como ele”, mas, no fundo, ele sabia que isso se tratava de um desejo impossível, inalcançável, utópico. E é daqui que nós extraímos a ideia do Corpo de Cristo, tendo Jesus no topo, representado pela “cabeça”. O Corpo de Cristo tem um Rei, chamado Jesus, e os súditos, filhos de Deus, que estão abaixo Dele, compõem o restante desse Corpo. Na metáfora que se nos impõe, devemos ter em mente um corpo humano completo, sem defeitos, talvez, aqui e ali, com uns “deslizes”. Mas nada pode estar faltando, logo, “… cada um tem o seu próprio dom; um de uma maneira e outro de outra”. E todos se completam e se complementam, em Jesus.  

O que me falta, pois, encontro em um irmão ou irmã em Cristo, e vice-versa, e assim acontece, igualmente, com todos os discípulos de Jesus. Por isso o Senhor Jesus disse que em Seu Nome nós faríamos coisas maiores em relação às que Ele havia feito. Nas palavras do Mestre: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço. E as fará maiores do que estas, porque eu vou para o Pai”João 14: 12. Honestamente, eu não consigo imaginar alguém fazendo qualquer coisa que Jesus tenha feito (a Seu modo), e mais descrente fico, ainda, em se tratando de alguém fazendo os milagres que Jesus fazia, com a facilidade com a qual estes frequentemente aconteciam. Entretanto, acho eu que Jesus dizia que nós seríamos muitos, e com a soma dos nossos dons, mais a ajuda e bênçãos Dele, nós expandiríamos o Seu Ministério, que durou cerca de três anos. Mas a soma dos Ministérios dos cristãos em toda parte e tempos dura milênios já. Ou seja, três anos de Jesus “contra” séculos e séculos nossos, e Ele sempre conosco (Emanuel). Não existe membro do Corpo de Cristo sem valor. Boa leitura a respeito disso está em 1 Coríntios 12: 1 a 11 (Dons) e 1 Coríntios 12: 12 a 31 (Corpo de Cristo).

Como testemunho meu, eu havia desistido de escrever, porque achava que ninguém dava importância para o que eu tinha a dizer, e cheguei a ser desencorajado, ignorado e posto de lado por certo “ungido” de Deus, um desses “famosos da fé”. Eu já tinha um modesto acervo de escritos, que eram estudos um pouco mais longos do que estes, atuais. Um dia, numa reunião cristã, fui atender a porta e um irmão querido, antes mesmo de me dizer “Olá!”, cutucou-me o peito com seu dedo, e me disse: “Por que você parou de escrever?”. Curto e grosso! Tomei um susto, e acho que ele nem sabia da minha decisão de parar de escrever. Deus usou esse meu estimado irmão para me passar um pito. No mesmo dia, à noite, fui para casa e, sozinho (com Deus ao meu lado), criei o formato do “1v1v” (1mVersículo 1aVerdade), e pouco tempo depois, questão de meses, iniciei o BLOG Amor-Perfeito, que aí está até hoje. Pessoas não podem ser padronizadas nem limitadas. Todos têm dons, sem exceções, ainda que tal dom seja considerado “pequeno”, tal como cuidar de sua família, ser boa mãe, bom pai, ou ser sorridente, simpático, afável, prestativo Etc. E é difícil encontrar pessoas como Paulo, tão intensas em disposição e em evidência (Aliás, boa parte dos que estão em evidência não prestam!). Tenhamos em mente, pois, que as nossas contribuições para o Reino se perfazem em “trabalhos de formiguinhas”: o coletivo é forte (Corpo de Cristo), mas uma só “formiguinha” pode ser “esmagada” sem esforço. E, por fim, em hipótese alguma, jamais (nunca, nunca) permita que alguém, qualquer pessoa, tente proibir, limitar ou lhe desestimular de exercer os dons que o Senhor te deu.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“Temos Bíblias com ‘letras vermelhas’ para indicar o que Jesus disse. Não nos seria útil, também, termos Bíblias com ‘letras verdes’ para indicar o que Ele fez? ‘Verde’, como ‘sinal verde’, para imitarmos os Seus atos?” – Dallas Willard.

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Foto Imagem (Deus e a Ciência)

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FOTO IMAGEM

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Leonardo da Vinci - Homem Vitruviano

Leonardo da Vinci – Homem Vitruviano

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Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário que lia o seu livro de ciências.

O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta.

Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia, e estava aberta no Livro de Mateus.

Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e lhe perguntou: 

– O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?

– Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?

– Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda creem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.

– É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?

– Bem, – respondeu o universitário – como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe-me o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.

O velho, então, cuidadosamente, abriu o bolso do paletó e deu o seu cartão ao universitário.

Quando o jovem leu o que estava escrito no cartão, saiu cabisbaixo, sentindo-se muito envergonhado.

No cartão estava escrito:

Professor Doutor Louis Pasteur – Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França.

“A Ciência se curva diante de Deus”

“Um pouco de Ciência nos afasta de Deus; muita, nos aproxima Dele” – Louis Pasteur.

(Fato Verídico, segundo consta)

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Quando um homem diz que ele já é perfeito, há somente um de dois lugares para ele: o céu, morada de Deus, ou um hospício, visto que ele é, certamente, um lunático” – Henry Ward Beecher.

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Frases Etc. (Oswald Chambers)

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“As nossas experiências de vida, terríveis ou monótonas, são impotentes para afetar o amor de Deus por nós, que está fundado em Cristo Jesus, nosso Senhor” – Oswald Chambers.

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Provérbios 14: 26.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“No temor do Senhor há firme confiança, e será um refúgio para os seus filhos” – Pv. 14: 26.

Confiar em Deus, com plenitude, é um grande desafio. Não é nada fácil crer no Senhor, com entrega total e irrestrita, porque não O vemos, Ele não é “palpável”, Ele está conosco, em nós, até, mas é Invisível. Segundo o verso, temer a Deus nos traz firme confiança. Eu jamais duvido de “uma vírgula” sequer do que está escrito na Bíblia Sagrada. Sou crítico, questiono, reflito, e me debato, “enlouqueço”, sofro, busco, e me resigno, mas não duvido. Deus é Deus. Ponto. Mas isso tudo não impede de que eu tenha “crises de fé” ou “crises de confiança”. Dias atrás, em conversa com um amigo, ouvi dele as seguintes palavras: “Deus não existe”. O Senhor me deu graça para conversar com ele, mas aquilo me “chocou” um pouco, admito. Minha fé não foi abalada, nada mudou em mim com relação à minha crença em Deus Pai, porém, fiquei muito triste. Saí de lá com uma sensação de incômodo no meu íntimo.

Eu disse a ele que gostaria de poder lhe “emprestar” meu coração, para que ele tivesse contato com o que eu sinto e como eu apercebo-me Dele, do Senhor. Mas isso, claro, é impossível, essas experiências com Deus são pessoais e “intransferíveis”. Falei como pude sobre isso, até nossa conversa terminar. Fui embora de sua casa, feliz, por um lado, de ter falado de Deus para alguém, e incomodado, por outro lado, por conta de uma sensação de pesar, que não saberia explicar. No dia seguinte tive algumas desventuras no trabalho que me afetaram bastante, e fiquei com o ânimo bem ruim, de baixo astral, como se diz em gíria. Muito ansioso e com o “peito pesado”. E lembrei-me da frase do meu amigo: “Deus não existe”. Isso só fez piorar o meu estado de espírito. Fiquei “descompensado”, de verdade, tomei um calmante (ou dois…), me acalmei um pouco, até que dormi. No dia subsequente, pouco havia mudado, mas mais uma vez eu tive a clara percepção de que “desesperar-se”, em maior ou menor grau, não ajuda ninguém.  

Talvez (quem poderá saber…), o incômodo que tive com meu amigo tenha sido um tipo de egoísmo meu: o de me colocar no lugar dele e pensar que podia ser eu a pessoa que acredita que Deus não exista. Só de escrever essa frase anterior eu já me sinto mal. E triste, por ele. Quando penso o tanto que eu já “andei” com o Senhor, em Jesus, fico até constrangido comigo mesmo, porque me vem um temor muito forte, de não estar fazendo a coisa certa, e de estar desagradando a Deus, de algum modo. Eu jamais poderia pensar que “Deus não existe”, especialmente porque sei que Ele tem me ajudado, até aqui. E a frase do meu amigo, por mim lembrada naquele instante de instabilidade meu, fez-me “cogitar” a ideia dele, por um momento. Eu pensei nisso, em meio ao meu “desespero”, e pedi um sinal, um alívio no “peito”, qualquer coisa. E nada. Nada do que eu pedi, contudo, o Senhor me deu alento por outros meios. Meios Dele, como sempre: Ele sabe o que faz. Ora, se eu digo que Ele sabe o que faz, por pura e simples dedução, quem lê este texto entenderá que eu sei que Ele existe. É uma dádiva de Deus saber que Ele existe; e algo muito mais significativo é saber que Ele está conosco. Firme confiança, Ele nos serve de refúgio.

Tudo o que vemos à nossa volta passa, mas Deus permanece para sempre. O ser humano nasce, vive e morre, e é reduzido a pó, mas o seu espírito volta ao Senhor, que o deu e a vida. Fôlego de vida, como dizem as Escrituras. Na caminhada da minha vida tive a bem-aventurança e a honra de saber que Deus existe, e tive a graça de estabelecer uma relação com Ele, de intimidade, que me traz conforto e paz interna. Mesmo assim, no meu “desespero”, veio-me à cabeça a frase do meu amigo, e me detive nela por um curto lapso de tempo. Tenho “calafrios” só de pensar que pensei naquilo, mas sou honesto com meus sentimentos, tanto quanto naquilo que eu escrevo como quando converso com alguém sobre o Senhor. Se alguém quiser “me atirar uma pedra” – ou várias, pelo meu “pecado” de “considerar” a frase do meu amigo num momento ruim de agitação desordenada minha, tudo bem, sou pecador assumido (e redimido, e perdoado, e humano). O caso aqui, no entanto, é observar que nós somos humanos, propensos às essas “crises de fé” ou “crises de confiança”, e isso não deve ser considerado pecado, mas fraqueza, desespero, “turbulência de espírito”, “humanidade”, “carne fraca”, enfermidade, ou o que seja. Apenas que cada pessoa seja honesta e sincera, consigo e com Deus, e tudo se resolverá. Deus existe! E Deus é bom! Deus é Pai, Jesus O chama assim. O Senhor Deus é um Alto Refúgio para os Seus filhos. Tenhamos, pois, todos nós, firme confiança Nele, em genuíno e autêntico temor, e não nos espantemos ou “nos escandalizemos” se essa confiança vier a falhar, por vezes, durante as nossas vidas. Isso vai acontecer, mas essas são oportunidades de “vermos” o agir de Deus, e de atestá-Lo. De resto, que fique em nossa memória e corações: “No temor do Senhor há firme confiança, e será um refúgio para os seus filhos”Provérbios 14: 26.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (C.H. Spurgeon)

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“A profissão de fé sem a graça divina é a pompa funerária de uma alma morta” – Charles Haddon Spurgeon.

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Insight (Pierre Teilhard de Chardin)

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“A religião não é apenas uma, são centenas”

“A espiritualidade é apenas uma”

“A religião é para os que dormem”

“A espiritualidade é para os que estão despertos”

“A religião é para aqueles que necessitam de alguém para lhes dizer o que fazer, e querem ser guiados”

“A espiritualidade é para os que prestam atenção à Voz Interior, e ao Céu”

“A religião tem um conjunto de normas e regras dogmáticas”

“A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo”

“A religião ameaça e amedronta”

“A espiritualidade lhe dá Paz Interior”

“A religião fala de pecado e de culpa ”

“A espiritualidade lhe diz para aprender com seus erros”

“A religião reprime tudo, e te faz falso”

“A espiritualidade transcende tudo, e te faz verdadeiro”

“A religião não é Deus”

“A espiritualidade é Tudo e, portanto, é Deus”

“A religião inventa”

“A espiritualidade descobre”

“A religião não indaga e não questiona”

“A espiritualidade questiona tudo, pensa”

“A religião é humana, é uma organização com regras”

“A espiritualidade é Divina, sem regras”

“A religião é causa de divisões”

“A espiritualidade é causa de união”

“A religião lhe busca para que acredite”

“A espiritualidade você tem de buscá-la”

“A religião segue os preceitos de um Livro Sagrado”

“A espiritualidade busca o Sagrado em todos os livros”

“A religião se alimenta do medo”

“A espiritualidade se alimenta da fé e da confiança”

“A religião faz viver no pensamento”

“A espiritualidade faz viver na consciência”

“A religião se ocupa com o fazer”

“A espiritualidade se preocupa com o ser”

“A religião alimenta o ego”

“A espiritualidade nos faz transcender”

“A religião nos faz renunciar ao mundo”

“A espiritualidade nos faz viver em Deus, e a não renunciar a nada que é Dele”

“A religião é adoração”

“A espiritualidade é meditação e reflexão”

“A religião sonha com a Glória e com o Paraíso”

“A espiritualidade nos faz viver na Glória e no Paraíso, aqui e agora”

“A religião vive no passado e no futuro”

“A espiritualidade vive no presente”

“A religião enclausura nossa memória”

“A espiritualidade liberta a nossa consciência”

“A religião crê na vida eterna”

“A espiritualidade nos faz conscientes da vida eterna”

“A religião promete para depois da morte”

“A espiritualidade é encontrar a Deus em nosso interior, em todas as coisas, durante a vida”

“Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual”

“Somos seres espirituais passando por uma experiência humana”

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Pierre Teilhard de Chardin (adaptado)

Frases Etc. (Rubem Alves)

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“Deus é leve e ri” – Rubem Alves.

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Frases Etc. (Oswald Chambers)

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“A única maneira de manter nossas vidas livres de extrema pressão é viver continuamente olhando para Deus” – Oswald Chambers.

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Lamentações 3: 39.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“De que se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados” – Lm. 3: 39.

Seria tão bom se a vida fosse menos complexa, não? Outro dia ouvi alguém dizer que sua meta na vida era viver de forma mais simples, o tanto quanto possível, e de forma progressiva. Algumas pessoas se “isolam”, mesmo em áreas urbanas, e outras buscam refúgio em locais ermos, e têm contato com uns poucos moradores do entorno. Mas acho que a maioria está “enredada” na “roda-viva” da vida moderna, que “nos consome” a todos, tal qual uma doença qualquer. A “luta” não é fácil. Talvez o ser humano precise de tempos de silêncio e de isolamento, momentos em que fique com seus pensamentos, sozinho, refletindo e ponderando, ou mesmo apenas descansando, não sei. Entretanto, o isolamento total e absoluto não é aconselhável nem sadio (vide Provérbios 18: 1). Ermitão, pois, ou eremita, não, não. A Bíblia Sagrada sugere, entretanto, a necessidade e a importância para nós todos, desses momentos de isolamento, de “quietude” e de serenidade, em que passamos sozinhos na presença de Deus (ao menos para os que se dizem cristãos). Outros fazem meditação, se dedicam a esportes, se prendem à TV de diversas formas, ou se entregam a uma infinidade de outras atividades “solo”.

Certo é, no entanto, que aqueles que vivem “sem parada” sofrem um desgaste físico e mental (e espiritual…) mais acentuado, ainda que prefiram a vida assim. Bem, a natureza do ser humano é algo inescrutável, um verdadeiro enigma, do qual “vemos” apenas em parte. Ninguém há que consiga aferir o todo da natureza humana. Provavelmente, por isso, Deus nos instiga a não julgar o próximo: porque as razões das pessoas diferem tanto, que não é possível julgá-las, especialmente pelos seus atos mais extremos. Demais disso, o ser humano quer “ser”, quer “fazer”, quer ser conhecido e reconhecido, tem prazer no afago, até do ego, e se preocupa muito com sua “imagem”. Tudo isso para quê? Qual a finalidade dessas coisas, afinal? A vida “anda” na “batida” do presente, momento singular da existência da consciência humana, algo como “eu sou e aqui estou eu”, mas o momento presente é uma ilusão, na medida em que não existe no segundo seguinte. Apesar de a vida se desenrolar no presente, ela passa, é consumida pelo tempo, e nós contamos os segundos, os minutos, as horas, os dias, os meses, os anos, a vida.

Essa “marcação” não é tão “ilusória” como a “ilusão” da consciência, acima comentada. Porque a “ilusão” da consciência nos dá uma falsa percepção da realidade, de que somos perenes. Porém, ao contarmos o tempo percorrido no presente, nos vemos com 20, 30, 40, 50 anos, entramos na Terceira Idade, e faceamos o inevitável, a morte. A vida se esvai, com o passar do tempo, e talvez o maior “segredo” de todos seja como vivê-la. E como vivê-la bem. Como fazê-la valer a pena. Como determinar-se dentro dela. E como vivê-la, então? Bem, se eu tivesse essa resposta, melhor seria interromper a leitura deste texto antes que eu a revelasse. Certamente não seria coisa boa. A começar porque cada pessoa é diferente da outra, e não existe uma única que seja igual à outra. Nós somos meramente parecidos em nossas semelhanças, e a coisa acaba aqui. O resto é um “oceano enorme e profundo” de complexidades, de toda sorte. Um grande e querido amigo me contou que ouviu uma metáfora de uma religião oriental que dizia, em síntese, que, para se ter um eventual “encontro” com o Sagrado, nós deveríamos “atravessar a ponte, e depois destruí-la”. Nós dois discordamos desse ponto de vista, porque chegamos à conclusão de que o nosso passado é um acervo de coisas e situações (experiências) que vivemos e que nos fez ser o que somos hoje, no “presente da consciência”. Como esquecê-lo, pois?

Portanto, “atravessar a ponte”, tudo bem, sim, a metáfora é válida, mas “destruí-la”, jamais. O que nós devemos fazer depois de “atravessar a ponte” é “transitar por ela”, pois isso nos será útil para formarmos cada qual o seu particular ser. E, diga-se, não há como “destruir” as experiências vividas no passado. Temos mesmo que nos utilizar delas para nos fazermos pessoas melhores. E são, justamente, essas experiências que nos moldam, se estivermos atentos e focados no que estamos fazendo. Se “atravessar a ponte” significar transcender de algum modo o nosso “eu”, “refém do presente”, nos dando algo que antes não tínhamos alcance (um relacionamento de intimidade com o Senhor, em Jesus, por exemplo), como “destruir essa ponte”, pelo amor de Deus? As “idas e vindas nessa ponte” serão preciosas, e o Senhor Deus “a destruirá”, quando nos chamar a Ele. Nesse ínterim, essa “conexão” nos fará ajudar o próximo e velar por termos uma vida digna, útil e boa. “De que se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados”Lamentações 3: 39. Todos nós temos qualidades e defeitos, mas o sucesso de uma vida é interno, qualquer coisa fora disso é ilusão, “vapor”, e evanescerá. O maior sucesso de um homem nessa vida é “atravessar a ponte” que o leva e o liga a Deus Pai, por Jesus. Ninguém pode fazer isso por nós: nessa nobilíssima tarefa é cada um por si. Mas recebemos ajuda daqueles que “transitam pela ponte”, ou dos que “transitaram por ela”, e nos deixaram um legado. A “receita” de uma vida de sucesso e de plenitude bem pode ser, pois: Busque-O, e Ele te encontrará!

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“Se queremos mesmo “nos despojar do velho homem para nos revestir do novo homem”, ou ter “sentimento” ou caráter interior de nosso Senhor, então precisamos seguir, na vida como um todo, um parâmetro adequadamente inspirado em Jesus” – Dallas Willard.

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Isaías 29: 15.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Ai dos que profundamente escondem do Senhor o seu propósito, e fazem as suas obras às escuras, e dizem: Quem nos vê? E quem nos conhece?” – Is. 29: 15.

Como se isso fosse possível, quero dizer, se esconder do Senhor. Entretanto, há aqueles que pensam que podem fazer isso. Ledo engano. Erro crasso. Estultícia. Do Senhor ninguém se esconde. Não vos enganeis: Deus não se deixa escarnecer. Tudo o que o homem semear, isso também ceifaráGálatas 6: 7. Palavra de Deus, incontornável. Essa é a vitória de todos os injustiçados nesta vida: Deus há de pagar ao homem de acordo com seus atos. Bem, a quem fez o bem. Mal, a quem fez o mal. Nenhum ato de injustiça Lhe escapará (2 Coríntios 5: 10). O Juízo de Deus é certo e terrível. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivoHebreus 10: 31. O autoengano de que se pode escapar do Juízo de Deus, e de que Ele “não está vendo” o mal sendo feito, é, talvez, a pior e a mais perigosa situação de vida de um ser humano. Estes se convencem que se livrarão das mãos de Deus, e terão uma infeliz surpresa nos respectivos passamentos, como for.

Essas pessoas enganam, defraudam, roubam, matam, fazem toda sorte de mal. Mas há uma diferença primordial entre o indivíduo que promove a injustiça e aquele que a recebe. “Se você sofreu alguma injustiça, console-se; a verdadeira infelicidade é cometê-la” – Demócrito. E eu completo essa frase lembrando a todos que Deus está vivo! Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje, e eternamenteHebreus 13: 8. Jó passou por tantas coisas difíceis e desagradáveis, mas disse, em meio ao seu sofrimento: Eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terraJó 19: 25. O Senhor se levantará contra todos que cometem injustiças e não se apartaram do mal. E devemos encarar os problemas do dia a dia como Davi encarou o gigante Golias. E disse Davi ao filisteu: Tu vens a mim com espada, com lança, e com escudo, mas eu venho a ti em nome do Senhor dos exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado1 Samuel 17: 45. Essa deve ser a nossa disposição, sempre (e escrevo a esse respeito porque hoje – dia de escrever – falhei nesse específico ponto).

Neste dia a minha ansiedade foi tanta que minha fé ficou obliterada por algum tempo, tal como em um eclipse, no qual a lua fica na frente do sol, e traz repentina escuridão. Tive o que chamo de “crise de confiança”. Recebi notícias ruins no trabalho, mais de uma, e perdi a compostura, e praguejei, e sofri, cheguei mesmo a me desesperar. Sou um ser humano e, como li em um perfil de Twitter: “Human. Sinner. Forgiven” (Humana. Pecadora. Perdoada – Sarah Ayres). Essa é uma verdade que se aplica a todos nós, e aqui não há exceções. Melhor, quer uma exceção a essa regra, a única? Jesus. Ponto. E no fim do dia – hora que parei para escrever este texto, depois de um analgésico e um suco de maracujá – um problema não existia mais, outro foi resolvido de forma razoável, e outros problemas surgiram. Tive de pedir desculpas a algumas pessoas, pelo meu mau testemunho e, claro, fiquei envergonhado perante Deus Pai. Bastava às minhas ansiedades tê-las entregado todas ao Senhor, e ter Nele descansado.

O dia de trabalho acabou. E todos os males que sofri neste dia, com algumas injustiças, e outros tantos embaraços, passou. Passou! O que nos diz a Bíblia Sagrada? Basta a cada dia o seu próprio malMateus 6: 34, Última Parte. Eu não fiz mal, mas sofri o mal dirigido a mim, de várias maneiras. Mas o dia terminou, passou, e não volta mais. O que está feito, está feito. Eu podia ter confiado um pouquinho mais no Senhor, meu Pai, e teria sofrido menos, com o mesmo resultado: Ele intervindo, como sempre faz. Tudo se ajeita na vida, ainda mais se a vida está sendo vivida na companhia de Deus Pai. Façamos nós sempre o bem, porque vale a pena, e é isso que o Senhor espera de nós. Deixemos os maus e os ímpios nas benditas mãos do Senhor. Não nos preocupemos “tanto”, no entanto, com os nossos deslizes, como falta de fé e de confiança, porque eles ocorrerão, vez por outra, como noite e dia, chuva e sol, frio e calor. E Deus cuida de nós assim mesmo. Vergonha minha ter “eclipsado” minha fé Nele hoje. Tudo bem, amanhã é outro dia no Senhor, e todo tempo é Dele. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, pois as suas misericórdias não têm fim. Novas são a cada manhã; grande é a tua fidelidadeLamentações 3: 22 e 23.  

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (A.W. Tozer)

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“Se o barro não se entregar totalmente, o Oleiro nada pode fazer” – Aiden Wilson Tozer.

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Frases Etc. (Geerhardus Vos)

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“Legalismo é uma conduta carecedora do supremo senso de adoração: por ele as pessoas pretensamente obedecem, mas deixam de adorar a Deus como esperado” – Geerhardus Vos.

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Salmo 143: 10.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terra plana” – Sl. 143: 10.

Boa parte da Bíblia Sagrada foi escrita de forma lírica e poética. O verso acima é um bom exemplo dessa afirmação. Soa-me ele, isolado, como uma linda e profunda oração a Deus. Uma sincera e honesta petição ao Senhor, com fins práticos de se adotar boa conduta. Fazer a vontade de Deus não é algo fácil, simples de se fazer, no ambiente nada propício para tanto, no qual vivemos. Há uma “consciência coletiva”, voltada a certos bens e valores (contrários a Deus), e um “sistema mundano” (igualmente contrário a Deus), competitivo, “alheio”, “frio” e “cruel”, que nos “puxam” e “desviam” a atenção (o foco em Deus) em todo momento. Trata-se de um “ataque constante” às nossas consciências, desejos, anseios, vaidade, egos, e mesmo vontades, no caso, as nossas próprias vontades. Somos tentados sem interrupção, “non stop”. E nessa “guerra” estamos presos, e somos cativos, de um “inimigo” muito, mas muito próximo de nós todos, além de bastante “persuasivo”: os nossos corpos mortais. Quanta “demanda” esse corpo mortal nos cobra, além de ser “oponente” assaz exigente, não?

Pois é. Apesar disso, nós precisamos tentar e nos concentrar em fazer a vontade de Deus, o máximo que conseguirmos, na vida. Nessa matéria, atingir os 100% é humanamente impossível, irrealizável. Só Jesus foi capaz disso. Todos nós temos as nossas fraquezas e falhas, de modo que naquilo que nos for inalcançável, as nossas “impossibilidades”, o Senhor nos supre com misericórdia, graça, perdão, tolerância e amor. Graças a Deus, ora! O Senhor é bom! Ele nos conhece melhor do ninguém, melhor do que nós mesmos nos conhecemos. Sabe que somos feitos de pó, e compreende a nossa natural fragilidade, de vontade, inclusive. Afinal, Ele, o Criador, nos criou, um a um. Somos seres singulares aos olhos de Deus. Logo, é muito louvável de nossa parte pedir ajuda a Deus, para que nos capacite a fazer Sua vontade. E muitas vezes nós até conseguimos fazer. Quando nós nos dispomos, por exemplo, a ter um coração reto e íntegro, a agir com ética e honestidade, a tomar o amor e o perdão como decisão (não como mero sentimento), e a fé como disposição (não como mero sentimento), eu “creio” que nós já tenhamos atingido uns 70% de “média”, e podemos, quem sabe, ser “aprovados”. Só com isso (acredito), nós já “arrancamos” um sorriso de satisfação dos lábios de Deus Pai, e O agradamos.

Demais disso, o Senhor nunca nos deixa só: Ele está em nós, por Seu Espírito. Não sou eu quem diz isso, mas a Palavra de Deus (Salmo 51: 11; Ezequiel 36: 26 e 27; João 14: 23; 1 Coríntios 3: 16; 1 João 4: 4). E enquanto Jesus, que é Deus, tem o Espírito Santo sem medida (João 3: 34), nós, aqueles que entregaram suas vidas a Deus, por Jesus, temos uma medida do Espírito Santo em nós. Ter em si mesmo o Espírito Santo de Deus é um imenso conforto espiritual, que nos ajuda a viver a vida, com toda certeza. O Espírito Santo de Deus é um “Facilitador” em nossas vidas, porque Ele é a porção “material” de Deus em nós, que nos guia e conforta. Por isso, gosto de pensar que o Salmista estava louvando a Deus com sua oração. Isso porque o Espírito Santo já guia, automaticamente, aqueles que pertencem a Deus Pai, em Jesus. Nenhuma vida é, no entanto, um “mar de rosas”, um “céu de brigadeiro”, e nenhum de nós está livre dos obstáculos, dos embaraços, das aflições, tristezas e dificuldades, inerentes à existência humana. Portanto, pode-nos causar estranheza o Salmista pedir a Deus que Seu Bom Espírito o guie por “terra plana”. O Espírito Santo nos guiar, tudo bem, mas por “terra plana”, é isso mesmo? Com gratidão a Deus, creio que sim. Basta substituirmos “terra plana” por “paz”, não qualquer “paz”, mas a paz que excede todo entendimento, a paz de Jesus Cristo, a paz do Deus de paz (João 14: 27; 1 Coríntios 14: 33; Filipenses 4: 7 e 9). E digo isso porque o Espírito Santo não nos livrará das agruras da vida, mas Ele nos fará passar por elas, pelas agruras, acompanhados (Dele) e com paz interna. Se você concorda comigo, ora, então, ore agora, assim: “Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terra plana”Salmo 143: 10. Em Jesus, amém.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“A água barrenta fica clara se você a deixa descansando um pouco” – Dallas Willard.

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Jó 28: 28.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“E disse ao homem: O temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é o entendimento” – Jó 28: 28.

Sabedoria e entendimento. Duas coisas essenciais ao ser humano. Porque essas duas coisas nos aproximam de Deus. Quem quer ficar longe de Deus? Há quem queira, por certo, mas acho que quem tem a intenção deliberada de ficar longe de Deus compõe uma minoria. A maioria das pessoas do “grupo” dos que estão longe de Deus, estão longe de Deus por puro desconhecimento de “como fazer” para estarem próximo de Deus (acho eu). Quando nós conhecemos o Senhor, naturalmente surge em nós o temor a Deus. “Temor”, em poucas palavras, deriva do verbo “temer”, e pode ser traduzido como sentimento de medo, respeito e de reverência. Eu sempre achei estranho o sentimento de “ter medo de Deus”, uma vez que Deus Pai é Deus de amor. Respeito e reverência, normal, mas medo, não seria isso um exagero? Sim e não, creio. “Sim”, porque o Senhor é o Todo-Poderoso, Soberano, e faz o que quiser fazer, quando quiser fazer. “Não”, porque temos de levar em conta o Caráter de Deus e as Promessas Dele, o Amor Ágape Dele, bem como Sua misericórdia e graça. Então a resposta é mesmo “sim e não”.

O temor a Deus como medo, no entanto, deve ser algo racional, porque o Senhor é bom. O próprio Jesus disse isso (Marcos 10: 18). E Deus Pai é bom e justo. Por isso o medo que devemos ao Senhor deve ser algo sadio e equilibrado. Nós não podemos nos deixar dominar por pessoas mal-intencionadas, que tenham o intento de nos explorar e espoliar a partir do pretenso medo que devemos a Deus. E nem deixar-nos dominar pelo medo que devemos a Deus, porque o Senhor, como dito, é bom, amoroso e justo. Deus Pai jamais faria mal a qualquer um de nós (Tiago 1: 13), especialmente porque Ele é o Autor da Bíblia Sagrada, e A observa melhor do que ninguém. Aliás, é Ele Quem cumpre as Escrituras, não? Logo, medo, sim, mas nada exagerado e distorcido, a ponto de termos pensamentos e sentimentos equivocados em relação ao Senhor. Provavelmente, isso O entristeceria, até. Já o respeito e a reverência devem ser sentimentos presentes e bem delineados em todos nós. E essas coisas, somadas, nos levam à sabedoria e ao entendimento.

A Bíblia nos ensina que nada há, de mais precioso para nós, do que a sabedoria (v.g., Provérbios 8; Provérbios 23: 23). A sabedoria é a maior e a mais valiosa “aquisição”, por assim dizer, que um ser humano pode ter em vida. Nada a ela se compara. Quando alguém se entrega a Deus, por Jesus, essa pessoa fica “exposta” a essa sabedoria. Passa a ter contato com a Mente de Deus, Fonte da mais pura e maravilhosa sabedoria. Alguma coisa acontece dentro de nós, pois a sabedoria nos faz crescer como pessoa, e nos impele às mudanças necessárias para que nos acheguemos mais e mais a Deus Pai. Quanto mais sabedoria nós adquirimos, mais “perto” de Deus nós estaremos. E como isso é bom. A sabedoria nos dá, além disso, satisfação pessoal, e nós sentimos a melhora em nós, em praticamente todas as áreas de nossa vida. Aquele que adquire sabedoria vive melhor, e evita diversos dissabores e embaraços pelo caminho. A sabedoria remove obstáculos. A sabedoria faz bem, tanto ao que a tem como ao próximo. A sabedoria ensina, guia e nos preenche com sentido para a vida. Ilumina os nossos caminhos. O coração sábio é “aquecido” por Deus.

Contudo, a sabedoria não existirá, ou não será aplicada de forma eficaz, se não houver entendimento (Provérbios 23: 23). E o entendimento, pelo verso, é apartar-se do mal. Ora, se alguém conhece a Deus, e Dele tem medo, respeito e temor, essa pessoa espontaneamente se afastará do mal (opinião minha, entretanto). O medo, o respeito e o temor a Deus, com a sabedoria que vem do Céu, se estiverem “aglutinados” em uma pessoa sincera, ora, essa pessoa há de se apartar do mal. De uma pessoa que tenha em si mesma tudo isso, presume-se que ela seja íntegra, ética e que tenha bom caráter, mesmo com os possíveis deslizes inerentes à fraqueza e natureza humanas, e os esperados erros de todos. Apartar-se do mal é, a meu ver, uma obrigação de qualquer pessoa na face do Planeta. Nada justifica a maldade, a “escuridão” de alma, a irracionalidade, o egoísmo, o egocentrismo, e outras tantas barbaridades possíveis, que tornam alguém mal, e escravo do mal. De todo modo, quem tem entendimento aparta-se do mal, e o condena. A sabedoria e o entendimento vêm em um único “pacote”. Necessária é, pois, a presença de ambas as coisas num mesmo indivíduo, para que o efeito desejado por Deus surja e tenha eficácia, nele e para benefício dos seus semelhantes. Ninguém é perfeito, ou candidato a “santo”, mas todos têm acesso à sabedoria e ao entendimento. Talvez essa seja a questão máxima de nossa existência na carne, depois do cumprimento dos dois maiores e primordiais Mandamentos de Deus, que “resumem” toda a Lei Divina (Mateus 22: 34 a 40).

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Mark Twain)

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“Bondade é a linguagem que o surdo pode ouvir e o cego pode ver” – Mark Twain.

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Frases Etc. (Soichiro Honda)

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“O sucesso é construído de 99% de fracasso” – Soichiro Honda.

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1 Coríntios 3: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento” – 1 Co. 3: 6.

Paulo passava um pito no pessoal de Corinto. Hoje em dia, um termo muito em voga é “facção”, que logo nos lembra de algum dissenso ou divisão. “Facção” é a reunião de pessoas que se comportam ou pensam de modo diferente, dentro de uma ideologia maior. E era mais ou menos isso que o povo de lá fazia, isto é, criava divisões entre os que deviam agir com unanimidade (Romanos 12: 16), naquilo que chamamos de “Cristianismo”. Não é um equívoco termos um mestre, um aio, ou uma pessoa que nos faça às vezes de mentor, alguém em quem depositamos confiança, gostamos e respeitamos. Não é incomum aquela situação que nos faz rememorar um professor nosso, que, de algum modo, fez alguma diferença em nossas vidas. Talvez, por conta de um só dito ou conduta dele, pouco importa. Mas qual é a função primordial de um professor, no geral, de quem ensina? Respondo com uma singela frase: “Os melhores professores são aqueles que nos mostram onde olhar, mas não dizem o que ver” – Alexandra K. Trenfor.  

E aqui eu volto à palavra “facção”, que todos nós associamos, nos nossos dias, com organizações criminosas. O Povo de Deus está dividido. Há várias igrejas, seitas e credos, algumas delas verdadeiras “facções”, no sentido mais usado atualmente. Tanto pelo fato de que não são instituições idôneas, como porque “aprisionam” e “usam” as pessoas, de vários modos. O que Paulo disse no fim do verso? Ele diz que Deus dá o crescimento. Deus, sozinho. O Senhor não precisa do homem para Se revelar a qualquer pessoa. Qualquer líder espiritual íntegro, honesto e sincero, que seja verdadeiro servo de Deus, mostra ao discípulo “onde olhar”, mas deixa-o “ver” o Senhor da forma que Deus a ele Se revelar. Quem se aventura a controlar e a manipular “seus” fiéis, comete um erro enorme, porque esses fiéis não são seus, mas de Deus Pai. É a Deus que nós devemos seguir e adorar. O mestre mostra o Mestre. É assim que a coisa funciona, ainda que Deus tenha, por vezes, misericórdia e graça, de um coração puro e reto.

Paulo dizia que todos são cooperadores da fé em Cristo Jesus. Um faz uma coisa, outro faz outra, cada um faz um pouco, mas Deus é Deus, Dele vem o crescimento. Não sem gratidão a todos que nos ajudam e ensinam, é ao Senhor, por Jesus, que devemos entregar as nossas vidas. Não ao padre, não ao bispo, não ao pastor, não ao clérigo, não ao papa, não a ninguém, senão a Deus Pai, em Jesus. Só o Senhor nos faz crescer. Só Ele nos revela aquilo que está reservado para cada um de nós saber. Na justa medida da capacidade de cada um. Os líderes espirituais pregam, pastoreiam e exercem dons específicos. Mas eles jamais podem ou devem dizer o que nós temos ou não de fazer. Cada pessoa deve ter a sua própria experiência espiritual, única e pessoal. A caminhada cristã é particular, toda nossa, tendo em vista a perspectiva de homens (isso nada tem a ver com fraternidade, piedade e comunhão; diz-se isso do ponto de vista interno, do íntimo da pessoa, da intimidade e do relacionamento ‘tetê-à-Tête’ com Deus, e de suas decisões na vida).

O Senhor nos acompanha, guia e nos esclarece. Portanto, o pretenso líder espiritual, que diz o que alguém deve fazer ou como deve agir e proceder, e cobra/exige isso das pessoas sob seus cuidados, com censuras e ameaças até, não deve ser prezado sequer pela amizade. O líder espiritual íntegro mostra o caminho, ajuda, ensina, acolhe, abraça, ama, sofre, sorri, chora, reza, ora, aconselha, adverte, mas o resto é conosco, cada um por si, e Deus por todos. Cada um com sua própria caminhada. Eu não posso viver a vida de outra pessoa, isso é óbvio. A pessoa que quer andar com Cristo não deve ser “convencida” ou “obrigada” a fazer isso ou aquilo. Não pode lhe ser um “peso” ou um “fardo”. Cada um de nós deve seguir o Senhor Jesus de forma voluntária, por conta de um amor sincero, de forma desinteressada, com desprendimento. Deve ter vontade de seguir o Mestre, o Bom Pastor. Deve querer isso, de todo coração. De nada adianta sermos compelidos a seguir regras, práticas, doutrinas e dogmas de alguém, que nos diz que só assim, segundo seu critério egoísta, Deus estará conosco, ou como pregam certas “igrejas” por aí: favorecerá-nos. Essa situação é terrível, tenebrosa, sinistra, porém, muito comum, infelizmente. Não seja assim conosco, de outra sorte: … Desperta tu que dormes, e levanta-se dentre os mortos, e Jesus Cristo te iluminaráEfésios 5: 14. Não se deixe levar por pessoas desse tipo. Alguém “planta”, um “rega”, outros “adubam”, “podam” e “colhem”, mas Deus, só Deus, exclusivamente Deus, é Quem dá o crescimento. Que todos tenham as suas próprias e exclusivas experiências com e no Senhor, visto que essa vivência é a maior, mais proveitosa e mais prazerosa aventura de um ser humano, “do lado de cá” da existência. Sejamos todos livres, pois, em Cristo Jesus, nosso Senhor e Mestre (Mateus 11: 27 a 30).

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Dallas Willard)

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“As distrações comuns da vida frequentemente desviam a nossa atenção de Deus” – Dallas Willard.

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Insight (Al-Khawarizmi)

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Perguntaram ao grande matemático árabe Al-Khawarizmi o que achava do ser humano e ele respondeu:

Se tiver ética então ele é = 1

Se também for belo, acrescente um zero e será = 10

Se também for rico, acrescente outro zero e será = 100

Se também for de família nobre, acrescente mais um zero e será = 1.000

Mas se perder o 1 que corresponde à ética, então perderá todo o seu valor, e restarão só os zeros

Al-Khawarizmi

 

Frases Etc. (Oswald Chambers)

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“Nós estamos condenados à salvação pela Cruz de Cristo Jesus” – Oswald Chambers.

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Frases Etc. (Lao Tzu)

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“O silêncio é uma fonte de grande força” – Lao Tzu.

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Romanos 15: 12.

* 1mVersículo 1aVerdade *

E outra vez diz Isaías: Uma raiz em Jessé haverá, e naquele que se levantar para reger os gentios, os gentios esperarão” – Rm. 15: 12.

Paulo fala de Jesus, é claro. O Senhor Jesus é a “Raiz” de Jessé, e este Jessé é pai de Davi, de cuja linhagem adveio Jesus (Salmo 132: 11). O Messias de Deus viria, segundo consta, da linhagem do Rei Davi, e Dele, Jesus, seria (é) o Trono Eterno. E veio, de fato. Apesar de todas as coisas e eventos espetaculares que ocorreram até a consumação do nascimento, ministério e morte de Jesus, os vários “encontros” e “desencontros”, os variados “acidentes” na Árvore Genealógica do Mestre (Raabe, Bate-Seba, Rute, Maria Etc.), e até os fatos da Concepção Divina e da adoção do Mestre por José, aí está Jesus, regendo não só os Gentios, mas também os Judeus. O Senhor Jesus rege o Mundo independentemente do “querer” e da vontade de quem quer que seja. Outro dia li uma notícia da descoberta de uma tribo indígena “intocada” pela civilização moderna, em local retirado e de difícil acesso na Floresta Amazônica. Quem rege esses silvícolas que certamente nunca ouviram falar de Jesus? Jesus.

O Senhor Jesus rege todo e qualquer povo, língua e nação, ainda que haja ignorância e desconhecimento de Sua Pessoa. E isso em paralelo ao fato de que o ser humano tem em si mesmo a capacidade de escolher entre o bem e o mal, pelo desfrute do livre arbítrio. As pessoas tem, em certa medida, o poder de escolher seus caminhos, e de tomar decisões. Eu creio e acredito que o Senhor interfere em nossas vidas, e atribuo a Ele muitas coisas que aconteceram comigo, especialmente em termos de proteção e de livramento. Mas esse é o meu ponto de vista. Alguém pode ter outro. E eu não sei dizer o quanto essa interferência aconteceu e acontece. Talvez, cada pessoa tenha um tratamento distinto, segundo a sua personalidade e outros fatores. Dentre esses fatores estão os credos e as religiões, muitas delas “distantes” do Cristianismo, como a da tribo indígena acima comentada. Dentro do conhecimento que eu tenho de Jesus, eu sei, pela Bíblia Sagrada, que Ele é o caminho, e a verdade, e a vida, e ninguém se achega ao Pai senão por Ele. Mas, como ficam esses inúmeros outros credos e religiões, diante dessa afirmação categórica que encontramos em João 14: 6?

Será que estão todos condenados? Eu não vou me aventurar a responder essa pergunta, mas quero refletir sobre ela. Os índios lá da aldeia nos confins da Selva Amazônica, que são preservados do contato com a civilização, inclusive, serão eles todos condenados pela sua natural ignorância de Jesus, no sentido de puro e simples desconhecimento? Eu não posso crer nisso, porque também conheci, e conheço mais a cada dia, o Caráter de Deus Pai, que é o Deus do amor. Aqui, talvez, ocorra a “separação” oportuna de “bodes” e “ovelhas”: os bons serão notados pelo Senhor e os maus pagarão por seus feitos. Todos serão “recompensados” pelos seus atos e condutas. A Bíblia Sagrada nos sugere que aqueles que vierem a morrer, sem o conhecimento da Lei de Deus, não estarão “automaticamente” condenados, não, por outro lado, eles deverão ser julgados segundo as suas próprias leis e por seus corações. Há aquela clássica questão, pouco observada pelos cristãos em geral, é verdade, de que Deus não abençoa ações, Ele abençoa intenções.

Eu frequentei algumas igrejas, e todas estavam sujeitas às suas práticas, doutrinas e liturgias, além das tradições e interpretações próprias da Bíblia Sagrada. Levanta, senta, canta, ora, reza, lê, repete, impõe a mão, não impõe a mão (é proibido), deem das mãos, assobia, não assobia (é desrespeito), bate palmas, dá glória a Deus, não faça isso, não faça aquilo, faça assim, faça “assadoEtc. Eu via tudo isso e pensava comigo mesmo: “É só isso? não, não pode ser só isso, tem de ter algo mais…”. E esse “Algo Mais” está em nós: é o nosso relacionamento com Deus, coisa que homem nenhum pode influenciar, se estivermos no “estado de espírito” certo. Em determinada igreja nós somos levados a agir como a comunidade, e se discordamos, comumente somos considerados párias e estorvos. Já vi líder religioso dizer em público, do púlpito: “se você não concorda com o modo de ser da nossa igreja, procure outra, mas não nos atrapalhe”. Ironicamente, é o exato oposto do que disse o Senhor Jesus, a Quem esse líder diz que serve: Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei foraJoão 6: 37.

Tudo isso me fez refletir, e percebi que a melhor maneira de se postar e de se estar diante de Deus (no meu caso, em Jesus, porque já O conheço), é sendo sincero e verdadeiro, íntegro, pois Ele está em mim, pelo Espírito Santo, e não há como enganá-Lo. Há crentes em Jesus que não são justos; e há justos que não são crentes em Jesus. Boa e má gente tem em todo canto. E só Deus conhece os corações. Por isso, longe de mim me colocar na incômoda posição de “julgador”. O Senhor conhece todas as justiças e injustiças das pessoas, Ele saberá como agir com cada um. Simplesmente não me cabe dizer quem será salvo ou não. Ainda assim, eu torço por todos, cristãos e não cristãos, e até por aqueles índios que citei acima, que devem viver melhor do que eu vivo, na pureza e na inocência, sei lá… O Senhor sabe! O Regente de tudo e de todos, de todo modo, é mesmo o Senhor Jesus, a Quem entreguei minha vida, e não me arrependo jamais. Ele me rege (mesmo com todas as minhas falhas e fraquezas…), e eu espero confiante Nele, Jesus, o Senhor Jesus Cristo de Nazaré, “Raiz” de Jessé e de Davi, Mestre, Rei, Filho e Santo Messias de Deus Pai.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Blaise Pascal)

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“Descobri que toda a infelicidade dos homens nasce de um fato simples: são incapazes de ficar em silêncio no seu quarto” – Blaise Pascal (Filósofo Cristão).

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Salmo 43: 1.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra uma nação ímpia; livra-me do homem enganador e iníquo” – Sl. 43: 1.

Algumas vezes me pego pensando sobre as injustiças da vida, e fico sem respostas, insatisfeito por não compreender certas coisas. Apesar disso, tenho por costume entregar a Deus aquilo que eu não entendo, e confio Nele a partir daí. Alguém poderia dizer que é “comodismo” meu, ou um mero “chavão religioso”, porém, não é nada disso. Eu faço isso de coração, com sinceridade e integridade, e tudo o que é feito de coração tem a atenção de Deus Pai. Posso exemplificar isso com minha leitura Bíblica: eu não assimilo tudo o que leio na Palavra de Deus, e sobre as partes ou trechos que não entram em minha mente, eu os entrego a Deus, e sigo adiante – quem sabe um dia eu venha a descobrir o sentido dessas passagens. O importante é que isso não me detém e eu prossigo “alimentando” a minha alma, diariamente (ou quase), com o grato e bendito conteúdo das Escrituras. Com as injustiças, no entanto, as situações que as envolvem são, pra mim, um pouco mais “tensas”.

Eu creio e acredito que quem confia no Senhor Deus, em Jesus, tem alguma vantagem nessa vida, especialmente porque essa tal de “nação ímpia” nos rodeia, aonde quer que estejamos. Existem lugares mais seguros do que outros, e muitos bastante perigosos, mas nenhum lugar está livre de “homens enganadores e iníquos”. Nós nos encontramos com esses “tipos” todos os dias, ainda que não os notemos. Essas pessoas permeiam todas as camadas sociais, e estão presentes em todas as nossas esferas de convivência. Nem todo mundo tem ética e moral, integridade e respeito, educação, e muitos não têm sequer coração, no sentido de bondade e piedade. Existem, em suma, pessoas más, más de verdade, que não se importam com as consequências de seus atos e condutas. Pensam somente em si próprias, e assim é, ainda que tenham de fazer o mal para atingir seus objetivos. Alguns dos prejuízos que esses indivíduos causam são definitivos, e é aí que minha cabeça “entorta” de vez. Não consigo entender, por exemplo, a perda da vida de alguém, por um latrocínio. Isso é definitivo. Destrói e desestrutura pessoas da família daquele que foi ceifado injustamente, e causa muita dor e uma infinidade de “danos colaterais”. Horrível!

Outras injustiças correntes são aquelas perpetradas por quem ocupa cargos públicos. Os desvios de verbas e os pagamentos de propinas tiram leitos de hospitais, rareiam remédios em farmácias populares, causam acidentes em estradas que não recebem manutenção adequada por “falta de verba”, arrasam a economia do país, inflacionam os bens de consumo e aumentam os tributos Etc. E ouço dizer e leio na Palavra de Deus que devemos orar por esses crápulas. Eu sinto muito, muito mesmo, mas sou honesto e não consigo fazer isso. Eu seria um hipócrita se dissesse que oro em favor dessa gente (Deus me perdoe…). Oro até pelos que são atingidos pelos malfeitos dessa corja, mas por eles não, não mesmo. Quero ver a Justiça Divina na vida de cada um deles, pois com Deus não se brinca. Quem não ama a Deus acima de todas as coisas e a seu próximo como a si mesmo, será réu no Tribunal de Deus. Todo e qualquer “roubo político” prejudica e lesa toda a comunidade, mas os mais pobres sofrem mais, esses são lesados diretamente, e, só a exemplo, os menos favorecidos vão aos hospitais públicos e “seja tudo o que Deus quiser”, talvez eles tenham a “sorte” de serem bem e prontamente atendidos; os facínoras, que se apropriam da coisa e dos recursos públicos, e seus familiares, vão aos melhores hospitais e são atendidos pelas melhores estruturas de saúde à disposição, e ainda pedem oração (?!?!?!). Justiça Divina neles! Logo, ao invés de orar, entrego-os a Deus, não que eu tenha o poder de fazer isso, mas é a lógica da Bíblia Sagrada, sem hipocrisia minha: Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus VivoHebreus 10: 31; e: “Não vos enganeis: Deus não se deixa escarnecer. Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” – Gálatas 6: 7.

Devia ser lei: todo cidadão que se propõe a ocupar um cargo público, especialmente aqueles com acesso pelo voto popular, em caso de qualquer problema de saúde, o nobre senhor (e sua família) devia ser obrigado a se tratar no sistema público de saúde, como condição “sine qua non” para exercer tal função pública. Nesses casos envolvendo política, nenhuma diferença há dos assassinos mais cruéis. Homicídio é a extinção de uma vida, não importando o “modus operandi”. Mas eles roubam também a dignidade das pessoas, que vivem sem o mínimo aceitável e necessário. Homens enganadores e iníquos, perversos e ímpios, dia mais dia menos, terão seus respectivos encontros com o Criador. Nesse dia as injustiças praticadas serão vingadas, a não ser que o arrependimento tenha “torturado” o íntimo da pessoa, ainda em vida. De resto, eu sigo com os meus “por quês?”, pelas várias e variadas “injustiças” com as quais me deparo todos os dias, entregando ao Senhor tudo aquilo que eu não entendo (a minha vida, inclusive), e torcendo para que nenhum mal me alcance durante a minha caminhada, ou na dos meus queridos e nas dos justos espalhados por aí, em nome de Cristo Jesus. Quanto ao resto, minha oração é a do verso. O Senhor é bom. Deus Pai é justo. Com Ele está a verdadeira Justiça, da qual ninguém escapa. Todo homem e mulher que se dispuserem ao mal, incluindo “líderes religiosos” e afins, serão recompensados segundo os seus feitos. Saber disso me dá um pouco de alento…

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Archbishop Leighton)

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“Quando Deus está no centro de uma vida, embora as calamidades a cerquem de todos os lados e rujam como as ondas do mar, contudo há uma constante calma no seu interior, uma tal paz, a qual o mundo não pode dar nem tirar” – Archbishop Leighton.

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Frases Etc. (Archbishop Leighton)

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“O que é que leva o homem a ficar agitado como as folhas, a qualquer rajada de perigo, se não que, em vez de estar Deus em seu coração, ali está o mundo?” – Archbishop Leighton.

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Efésios 4: 31.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias e toda a malícia sejam tiradas de entre vós” – Ef. 4: 31.

Em um primeiro momento, parece que o verso nos impele a excluir e banir de nossas convivências ou congregações, pessoas que agem de acordo com o seu infeliz conteúdo. Afinal, ninguém gosta de gente assim, com esses “predicados”. E eu até acho conveniente que, se houver em nossos cotidianos, pessoas contumazes nessas condutas, o melhor mesmo é afastá-las, ou evitá-las. Afinal, o que esse tipo de indivíduo acrescenta para nós, senão coisas ruins que naturalmente advêm desses estados de espírito? A vida já é complicada e difícil sem eles, não? Contudo, e se esses comportamentos nefastos são frutos da ignorância (desconhecimento de Deus) de alguém, que é fraco na fé? Será que a melhor solução é bani-lo, evitá-lo e afastá-lo? Julgá-lo? Condená-lo? Será? Há casos e casos, claro, e tudo depende do grau de tolerância e do aprendizado cristão de cada um. Em qualquer situação, no entanto, é recomendável a leitura de Romanos 14: 1 a 12; 12: 9 a 21; e 1 Coríntios 13 (todos os trechos sobre o amor).

Veja que se formos um de nós a pessoa inconveniente do verso, será que a nossa preferência não seria pela compaixão e pela piedade? Bem capaz que a resposta seja positiva. A amargura, a ira e a cólera podem atingir quaisquer pessoas, visto que somos todos seres humanos, frágeis, e dependentes de Deus e de Sua misericórdia. A gritaria é a perda de controle de si mesmo, falta de temperança, comumente em família. Trata-se de um ambiente “infernal”, horrível. As blasfêmias, eu creio que são afirmações impensadas, ditas no calor de algum problema ou situação extrema. Proferidas sob tensão e pressão, talvez. Já a malícia é algo mais sutil, talvez não presente em todos, sendo certo que um grau elevado disso é algo péssimo, porque a malícia em excesso sempre é direcionada para o mal, para a malandragem, e pode ser um vício, sexual até. E todos nós somos suscetíveis de cair nessas “armadilhas do ser”, da existência, só por estarmos vivos.

Claro que com uma educação baseada e fundada na Bíblia Sagrada, diminuem bem as chances de adotarmos em nós essas condutas e formas de expressão. Eu acredito que o caráter e a índole da pessoa tem uma grande influência sobre isso, apesar da pretensa proximidade com Deus. Digo “pretensa”, porque já vi gente até pregando e profetizando, que acabou cedendo às tentações de seus desejos e concupiscências, e foram parar na cadeia, morreram ou estão por aí, desgraçados e sem rumo. Há também os “lobos em pele de cordeiro”, verdadeiros atores que encenam papéis de pessoas íntegras, retas e probas, mas que são “sepulcros caiados”, cheios de “imundícia” e de maldade dentro de seus corações. Estes aqui são os mais perigosos. Há igrejas cheias deles, compondo lideranças que não são discípulas de Jesus, mas servem a escuridão e são quadrilhas, no sentido penal do termo, movidas por maus intentos e desígnios obscuros. Para esses, a Bíblia se torna um Código Penal, cujos crimes os levarão à condenação eterna, que, segundo consta, será dura e inevitável. O único Advogado no Céu é o Senhor Jesus Cristo, mas esses “lobos” não serão Seus “clientes”, pelo Texto Bíblico.

De todo modo, o ideal para todo e qualquer crente em Jesus é ter tolerância e estar sempre pronto para ajudar quem quer que seja, a qualquer tempo, desde que seja possível. Especialmente se falarmos de pessoas mais fracas na fé. Quem se diz e se julga instruído nas coisas do Reino de Deus tem mais responsabilidade. “Virar as costas” para alguém fraco na fé e que de algum modo está entregue às condutas do verso, e assim se conduz, pode ser um grande erro. Cegos espirituais todos nós já fomos nesta vida e, certamente, debaixo de determinados aspectos, ainda somos. Ninguém está emancipado de Deus, isso é impossível. Logo, nós encontraremos em nossos caminhos pessoas que precisarão de nossa ajuda e da nossa experiência em Cristo Jesus. Julgar e condenar o próximo, de forma rasa e impertinente, é o mesmo que cravar um punhal em nosso próprio coração, pois que a Palavra de Deus, viva e eficaz, é espada de dois gumes (Hebreus 4: 12). Portanto, antes de cometer uma injustiça, ou desistir de alguém, pense e reflita bastante.

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Frases Etc. (Dallas Willard)

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“A história do Povo de Deus é um tesouro inexaurível, que deve a sua substância à pessoa de Jesus – Ele que viveu então, vive agora e sempre viverá: Nele mesmo e nos outros” – Dallas Willard.

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Salmo 52: 8.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Eu, porém, sou como uma oliveira que floresce na casa de Deus; confio no constante amor de Deus” – Sl. 52: 8.

O Salmista se compara a uma oliveira, que floresce na Casa de Deus. Isso é lindo, puro lirismo e poesia. Tenho um amigo Judeu, que acredita em Jesus como Messias de Deus, e, certo dia, eu enviei a ele uma fotografia de um ramo de oliveira, com várias olivas pretas em contraste com o verde-prata de suas folhas e a cor cinza claro dos galhos, num deslumbrante céu azul de fundo. Ele depois me disse que ficou emocionado, e que a oliveira “mexia” muito com ele. Eu mesmo, a primeira vez que vi e toquei uma oliveira, fiquei comovido. Aos poucos fui aprendendo a importância dessa árvore (que é linda demais – como o semblante de um crente em Jesus), bem como algumas de suas características. Por exemplo, uma curiosidade que talvez muitos não saibam: não existem oliveiras que dão olivas verdes e outras que dão as pretas. A oliva preta é a oliva verde madura, e não outro tipo de fruto. Mas, por que será que o Salmista, que era, no caso, o Rei Davi, Judeu, fez essa comparação justamente com uma oliveira?

Eu tenho uma “teoria”. A oliveira é uma árvore fantástica, por ser “multiuso” (e tal assertiva nos leva à percepção de “servilismo”, de servil, servo, justamente como se sentia Davi diante de Deus: esta foi a sua comparação, isto é, ele, Davi, servo de Deus). É claro que o ímpio, aquele que não conhece a Deus e não anda com Ele, e sequer se preocupa com o Criador, também se beneficia das “propriedades” de uma oliveira, que é rica em todos os sentidos (Deus faz com que o sol se levante sobre os maus e os bons, e envia chuva sobre justos e injustos). A oliveira agrada aos olhos de quem a vê, em qualquer de suas condições e estações do ano – suas folhas não caem no inverno (essa afirmação traz consigo uma metáfora de estabilidade diante de Deus, que bem pode ser a nossa, especialmente porque Davi fala de uma oliveira que “floresce na Casa de Deus”). Há o renovo de suas folhas, claro, mas a planta não fica desfolhada nunca. Outro ponto importante se cinge no fato de que a oliveira não é muito alta (cerca de dois metros, ou um pouco mais), mas suas raízes ultrapassam seis metros profundidade, no solo, até alcançar a água (Ahh… Se todos nós tivéssemos raízes tão profundas em Deus Pai…). Isso nos remete à firmeza (de caráter), e ao esforço e determinação (busca pela “água” – Palavra de Deus).

A oliveira dá muito fruto, no tempo certo, e não falha, e o conhecemos por azeitona (nós também devemos dar frutos, a cem, a sessenta, a trinta por um, em Jesus, não?). Mas não é só isso: com as azeitonas se faz o óleo ou o azeite, que serve e é útil para muitas finalidades, v.g., como unguento para ferimentos, como combustível para iluminação em candeias, como alimento extremante saudável e nutritivo Etc. (lembro-me aqui dos dons de Deus, e que cada pessoa possui vários desses dons, de modo que devemos pô-los a serviço da Obra do Senhor – ora, pois, não “enterremos” os talentos e/ou as minas de prata que nos foram dados pelo Senhor!). O azeite, diz-se ainda, suaviza a dor de feridas (não somos nós, os cristãos, que devemos chorar com os que choram, e socorrer as viúvas e os órfãos, e consolar os aflitos e os angustiados de espírito?). A madeira obtida do tronco da oliveira é forte e sólida (como deve ser o nosso caráter diante de Deus – íntegro e reto). Suas folhas, depois de secas, se prestam à feitura de infusões (chás), com extensas propriedades medicinais e curativas (Quem levou sobre Si as nossas enfermidades?). Suas flores são autossuficientes, e não dependem de nenhum fator externo para a polinização (lembram o nosso Deus e Pai: Autossuficiente e Soberano). E nem mesmo o caroço da azeitona é desperdiçado, sendo empregado em diversos usos, incluindo a geração de energia – aquecedores são “alimentados” com caroços de azeitonas (nada há em nós que o Senhor não possa utilizar para a Sua honra e Glória).

Como bem se nota, a oliveira é uma árvore preciosa e cheia de potencial – tudo nela se aproveita e dela “emana” somente virtude (como nós somos preciosos e potencialmente virtuosos aos olhos do Pai, e como cada um de nós tem muito potencial nas mãos de Deus). Na Itália se colhem azeitonas, para com elas se fazer o valedoiro óleo, até de árvores que estão em praças, prédios públicos e em casas particulares – nenhuma escapa (assim somos nós para Deus: inestimáveis e singulares, e o desejo do Senhor é que nenhum se perca). Existem empresas, no “País da Bota”, especializadas em processar as azeitonas de terceiros, geralmente pouca quantidade, transformando-as em azeite (nós sempre seremos úteis ao próximo, de algum modo, mesmo que a ajuda seja pouca – o “pouco” de uns pode ser muita coisa para outros, menos favorecidos ou em apuros). A oliveira é duradoura e longeva, sendo que é bem possível (segundo consta) que existam árvores da época de Jesus, com mais de 2.000 anos de idade (o que nos dá ideia de eternidade, da presença de Deus e da confiança que devemos Nele ter, ontem, hoje e sempre, além de nos trazer esperança e paz, pela salvação e pela vida eterna). Tudo na oliveira é bom e útil, sob qualquer aspecto e ângulo de análise, e nada nela é ruim (nós devemos ser “inteiros” – como a oliveira – bons e úteis ao Senhor, e nos apartarmos do mal e de toda injustiça). E assim, com consciência viva e pulsante de Seu constante e imenso amor por nós, havemos de “florescer” e de “frutificar” diante do Pai (e dos homens), plenamente seguros e confiantes em Seu poder, misericórdia, graça, e inefável justiça.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Winston Churchill)

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“O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo” – Winston Churchill.

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Frases Etc. (Oswald Chambers)

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“Não me é suficiente saber que o Senhor redimiu o Mundo por Jesus, e saber que o Espírito Santo pode fazer tudo o que Jesus fez, efetivo em mim; eu preciso e devo ter em mim as bases para um relacionamento pessoal e diário com Ele” – Oswald Chambers.

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Provérbios 19: 19.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O homem de grande ira tem de sofrer a penalidade; se tu o livrares, virás ainda a fazê-lo de novo” – Pv. 19: 19.

Lembra-me este verso de algo muito importante na vida: o fato de que nem todos podem ou devem ser por nós ajudados. Contudo, como pode ser uma pessoa que ama a Jesus deixar de ajudar alguém necessitado? O exemplo clássico é o da borboleta ou da mariposa saindo de seu casulo: se alguém a ajudar a mata ou a condena a viver sem voar, tornando-a deformada e presa fácil a seus predadores. O fato é que aquele esforço inicial da borboleta/mariposa para sair do casulo (coisa que deve fazer por si só), estimula os delicados vasos sanguíneos de suas asas, e a possibilita/prepara para o voo. Passando o ensino para a prática: muitas vezes, ao ajudar alguém, nós o/a estamos prejudicando, porque a pessoa deve passar por aquilo, sem intervenção nossa. A ajuda que nós, muitas vezes com coração puro, nos dispomos a dar, pode ser a ruína da pessoa, em vários aspectos.

Mas quem seria esse “homem de grande ira” do verso? A princípio seria alguém com ódio intenso, rancor e mágoa. Permanentemente “preso” a essa situação. Mas acho que podemos estender esse conceito para o geral, para pessoas más, ou boas, mas condicionadas a algum comportamento nocivo. Essa “grande ira”, bem pode ser da pessoa em relação a si própria, e nada há mais “destrutivo” do que isso. Pode ser algo relacionado (também) a uma doença físico-espiritual, um vício, ou uma condição de caráter/índole. Mas é tudo suposição minha, e não estou afirmando nada, só refletindo. Eu vivi algumas situações em minha vida, nas quais aconteceram coisas como estas. Um conhecido, por exemplo, me pediu dinheiro para “comprar remédios para os filhos”, mais de uma vez, e depois soube que ele havia voltado a se drogar. Assim que me disseram o que estava acontecendo, cortei imediatamente a “ajuda”. Fui traído.

Há pessoas que vão buscar explorar os nossos sentimentos e bondade, a fim de obterem algum ganho em cima disso. Que será uma vantagem ilícita, claro, no mínimo, moralmente falando. O que passa pela consciência dessas pessoas é algo terrível e nefasto. Mexer com a boa-fé alheia é um “crime de fé”. É algo deplorável de se fazer. A situação “interna”, o estado de espírito de quem engana alguém desse modo, é muito triste. No entanto, mesmo assim, eu ainda vejo essa situação como um comportamento extremo (fora do normal). Há situações mais corriqueiras, menos danosas, digamos assim, como a pessoa acostumada a mentir, ou alguém dissimulado, ou qualquer coisa que se possa imaginar, nesse sentido. Talvez sejam as situações que nós mais havemos de nos defrontar na vida. Essas, tanto quanto as outras, enfim, todas devem ser tratadas do mesmo modo: se alguém fez algo errado, deve sofrer as consequências de seus atos, para aprender a não mais agir da forma que agiu.

Excesso de proteção” é a mesmíssima coisa do exemplo da borboleta/mariposa, sob outro ângulo: forma pessoas com defeito de caráter. Despreparadas para o “voo”. É preciso ter discernimento tanto na formação de pessoas como no caso de se vir a ajudá-las. A “livre ajuda” pode prejudicar as pessoas ao invés de efetivamente socorrê-las. Suprime-lhes as experiências que as moldam, e pelas quais devem passar sozinhas, para crescer e amadurecer. E como saber quando é o caso de se ajudar alguém ou não? E ter sensibilidade para isto? Minha fórmula é simples: eu pergunto para Deus. Claro que desenvolvi isso com o tempo, mas funciona. Por mim, eu ajudo todo mundo, nos limites da minha “humanidade”. Só que, como dito, uma ajuda pode ser algo ruim. Quero ajudar, mas prejudico. Porque a pessoa tem de sofrer e facear as decorrências de seus atos. Tem de passar por determinada experiência que, por nosso raso julgamento, não será boa. Dá pena, até. E lá vamos nós, por pena e por bondade, estragar as “asas” daquela pessoa, “na saída do casulo”, cuja consequência, por culpa nossa, poderá ser a de que ela nunca mais “voe”. Cada pessoa deve encarar seus “casulos” na vida, salvo se Deus Pai nos autorizar a intervenção. Na dúvida, não se precipite, não ajude de pronto, antes, ore a Deus, coloque a causa nas mãos Dele, porque Ele não desampara ninguém, Ele saberá o que fazer. O Senhor estará “de olho” naquela pessoa, e a amparará, se necessário e possível for (porque há alguns caminhos de morte, infelizmente). Mas, sendo o caso de ajudar alguém, ajude com boa vontade, desprendimento e consciência pura, em Jesus. Essa ajuda será pertinente e válida, eficaz, e a pessoa será abençoada, não “atrapalhada”.

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Frases Etc. (Frase Anônima)

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“Você não pode cometer o mesmo erro duas vezes, porque a segunda vez não será um erro, mas uma escolha” – Anônimo (Provérbios 26: 11).

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Apocalipse 13: 18.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta, pois é o número de um homem. O seu número é seiscentos e sessenta e seis” – Ap. 13: 18.

666. O número de um homem. Mas, seria um homem qualquer, ou alguém específico? Não sei, eu acho que não tenho nem entendimento, tampouco “discernimento”, para calcular o número da besta. No entanto, o número da besta é o mesmo número de um homem, 666, pelo verso. É um número, pois, e se é um número, o número em si não pode nem deve ser “mistificado”, isso seria um equívoco, um erro. Escolhi o verso acima, nesta ocasião, porque este é o texto número 666 que escrevo neste formato de mensagens. Ora, antes, foi escrito o texto 665, e depois, se Deus quiser, virá o texto 667. Aqui é só um número, e nada mais. Li, recentemente, a biografia de Vincent Van Gogh, cujo livro ultrapassava as 1.000 páginas. Logo, tinha a página número 666 que, no caso, também, é só um número. Eu não pedi “proteção” a Deus para ler a página 666, nem a pulei, porque era 666, e não tomei cuidado algum ao lê-la. Não precisava: era só um número. Para avançar na leitura da obra, precisei passar necessariamente por esta singular página. Portanto, em relação ao número 666, precisamos nos livrar (em primeiro lugar), de todo e qualquer “misticismo evangélico”, ou religioso. Este é um ponto importante, que “imbeciliza”, comumente, as pessoas.

Depois, como se explica esse tal de 666? Eu assuntei por aí, por algum tempo, refleti, e cheguei à conclusão de que 666 seria um símbolo ou expressão do sistema político-social mundial (este bem ruim, por sinal), inerente a todos os povos, línguas e nações. Seriam os rudimentos e interesses do Mundo, os quais nenhum homem pode mudar (está acima de suas forças). Nem adianta lutar contra, pois. Mas vamos perscrutar essa afirmação. Comecemos com Pedro, e sua “confissão” (Mateus 16: 13 a 23). Neste episódio Bíblico, logo após a confissão de Pedro de que Jesus era o Messias, o Mestre passou a dizer que deveria padecer na mão dos homens, mas Pedro O repreendeu. E o que nos interessa aqui é a resposta do Senhor Jesus: Para trás de mim, Satanás! Tu me serves de pedra de tropeço; não compreende as coisas de Deus, e, sim, as que são dos homensMateus 16: 23. Aqui já temos uma “pista” sobre o cerne deste texto. Veremos que o reino mais glorioso de todos foi o do Rei Salomão. Mas, antes, vamos voltar um pouco no tempo de Jesus, e conferir a terceira tentação (registrada) de Cristo, pelo algoz Satanás: Levou-o novamente o diabo a um monte muito alto, e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e o seu esplendor. E lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adoraresMateus 4: 8 e 9. Pelo que foi prontamente repelido pelo Mestre, e Satanás O deixou. Aqui, temos mais uma informação valiosa para o nosso estudo.

Ninguém dá aquilo que não é seu, certo? Se Satanás ofereceu a Jesus todos os reinos do mundo, ele tinha, de fato, a posse daquilo tudo, e o que ele oferecia era o controle efêmero do que tinha, possuía e controlava, e ainda tem, possui e controla (creio eu). A partir desse pretenso controle, que é exercido sobre as tais coisas dos homens a que o Mestre alude acima, e que Satanás “compreende” e desfruta, que ele, por elas, manipula os homens, sendo elas, basicamente, a riqueza e o poder. Ele ofereceu tudo isso a Jesus, que recusou, mas, desde então, vem oferecendo aos homens, e muitos deles não recusam tal proposta. Há duas coisas possíveis, vitais, passíveis de escolha, segundo o Senhor Jesus: as coisas de Deus e as coisas que são dos homens. É certo que se nós vivemos no Mundo, nós esbarramos com coisas ruins (dos homens) todos os dias. Porém, temos a nosso favor a Oração Intercessória de Jesus, que nos guia e consola, e pela qual Ele pede a Deus que nos livre do mal que nos rodeia (João 17: 6 a 26). Ele, Jesus, nos conta e ensina que não somos deste Mundo, mas o Rabi diz em meio às Suas palavras: Não peço que os tires do mundo, mas que os guarde do malJoão 17: 15. Que mal? Os rudimentos e interesses deste Mundo, a riqueza e o poder como fins em si mesmos, as “moedas de troca” de Satanás.

A vida passa, e passa depressa, mas a riqueza e o poder passam para outras mãos. Os que se sujeitam ao engodo de Satanás são atraídos por “pirita”, ou “ouro de tolo”. Porque tudo o que Satanás proporciona a alguém é efêmero, e nem mesmo ele próprio tem para si essas coisas para sempre; até nas mãos dele, a riqueza e o poder são efêmeros. O “ouro” pode até ser real, mas se transforma em “pirita”, visto que nesta vida ninguém possui nada. É uma oferta péssima, porque as pessoas perdem as suas almas em troca de certo conforto e privilégios, por tempo determinado. E falando em “ouro”, qual foi o reino mais esplendoroso da História? Isso mesmo, Israel sob o governo do Rei Salomão (a Rainha de Sabá que o diga… – 2 Crônicas 9: 1 a 12). O esplendor do reino de Salomão se afere pela leitura de 2 Crônicas 9: 13 a 28. E curiosamente o verso 13 diz o seguinte: O peso de ouro que se trazia cada ano a Salomão era de seiscentos e sessenta e seis talentos2 Crônicas 9: 13. Veja-se: 666, de novo. 666 talentos de ouro, “ouro”. 666, a título de riqueza e poder, como fim (não meio). 666, como “esplendor”. O número de um homem, e da besta, ambos efêmeros. Em suma, a pessoa, qualquer pessoa, pode “ganhar o mundo”, pela sua opulência, mas perderá a sua alma. Em troca de um esplendor passageiro e falso. Em troca de meras aparências e ilusões. O eterno pelo mundano, e a perdição. Por ganância e torpe avidez. O homem que se entrega ao sistema do 666 se afasta de Deus. Devemos repelir a “proposta” do 666, como Jesus fez. Somos peregrinos em terra estranha. A nossa riqueza (a verdadeira) está em nossos corações, e o poder real é todo de Deus Pai. Sobremais, o Senhor Jesus nos mostrou como agir e proceder.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (John Adams)

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“Nós não reconhecemos nenhum outro soberano senão Deus, e nenhum outro rei senão Jesus” – John Adams.

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Frases Etc. (Rubem Alves)

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“Não tenho problemas com Deus. Mas tenho muitos problemas com aquilo que os homens pensam sobre Deus” – Rubem Alves.

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Romanos 9: 1.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo):” – Rm. 9: 1.

Nos nossos dias, em minha avaliação, o maior problema que enfrentamos, quando nos defrontamos com as tradições e as práticas das diversas igrejas existentes, mais o pensamento de seus pregadores, é saber se há sinceridade, honestidade e integridade neles. Com base no que eu conheço da Bíblia Sagrada, no entanto, posso dizer que muitos deles são “suspeitos” do contrário, no mínimo. É pela Palavra de Deus que devemos aferir se há boa intenção ou não, e vemos isso comparando seus atos com o que está escrito nas Escrituras. Os indícios de má-fé são enormes em muitos lugares, e a “cara de pau” de certos cidadãos causa ojeriza, pelo menos para mim. Há verdadeiros “estelionatários da fé” por aí. No crime de estelionato o bandido faz a pessoa lhe entregar bens seus, voluntariamente, por conta de um golpe subjacente. E aqui esse golpe está no coração do líder voltado unicamente ao dinheiro e às riquezas, por exemplo, ao invés de estar puramente em Jesus, pregando o Evangelho, ajudando, socorrendo e salvando almas. Esses crápulas nojentos exploram a fé das pessoas, fazem mal a elas, e enriquecem ilicitamente, sobremaneira. Fazem fortunas, e vivem regaladamente.

É uma pena que nosso país seja laico e tenha proteção especial da Constituição Federal para a prática e adoção das religiões e credos, porque se essa questão de fé pudesse ser investigada, muita gente iria para a cadeia. Todas as Polícias trabalhariam arduamente. O Ministério Público, em todas as esferas, teria muita atividade. O Judiciário ficaria abarrotado de ações penais e de reparação de danos. Muitas pessoas más se beneficiam e cometem crimes de fé por conta de Direitos Constitucionais que lhes são concedidos, a título de Garantias Fundamentais Individuais e Coletivas, que são todas Cláusulas Pétreas Constitucionais, válidas automaticamente e “imexíveis” (Artigo 5.º, Incisos VI, VII e VII, da Constituição da República de 1988). Eu me refiro neste texto, no entanto, às ditas religiões cristãs, mas excluo de plano a Igreja Católica, pela tradição arraigada que tem no país, e excluo, também, as demais religiões, cujo fundamento não é Jesus Cristo, mas outro qualquer. No caso dos credos que perfazem este último grupo, eu prefiro me manter isento, e nem comentar nada. O objeto de meu assunto é, portanto, cada igreja, instituição ou credo, que se utilizam do conteúdo da Bíblia Sagrada como base de suas práticas, dogmas e tradições.

E aqui há, verdadeiramente, vários e vários “casos de polícia”. Eu poderia listar parte das barbaridades e heresias que essa gente faz e prega, mas isso “embrulha o meu estômago”, e eu não quero tornar o conteúdo deste texto mais difícil e repulsivo do que já é. Todos nós, que cremos em Cristo Jesus, precisamos ler a Bíblia sempre, para aprendermos a nos defender dessas coisas. Certo Pastor Batista, que tem o meu total respeito, disse certa vez que as pessoas são pegas e engodadas pelo medo, pela culpa e pela ganância. O medo prende e limita as pessoas. A culpa, a mesma coisa. E a ganância torna a fé uma barganha nefasta, e a desvirtua. Em cima dessas coisas os mais variados artifícios são arquitetados para manter as pessoas sob o jugo do pregador, prisioneiras de certa igreja, e gradativamente (quando não de uma só vez) despojadas de seus bens, a fim de satisfazer as necessidades dos líderes e de seus ventres. Quem são esses indivíduos? A quem eles servem, além, é claro, de a eles mesmos? Ao Senhor Jesus não é, certamente.

O verso acima transcrito (dito por Paulo) abre um discurso, e parece sem importância, à primeira vista. Contudo, esse verso sempre me chamou muita atenção, porque Paulo afirma que diz a verdade em Cristo Jesus, e não mente, com o trecho entre parêntesis parecendo um pensamento dele, de avidez e gana para que as pessoas o ouvissem e dessem crédito às suas palavras. Talvez Paulo tenha “dito” a ele mesmo que sua posição em Cristo vinha garantida e avalizada pela sua própria consciência no Espírito Santo. E Paulo era um “desesperado” pela conversão de seus circunstantes, Gentios e Judeus. Paulo era sincero, justo, honesto e íntegro. Este é, entretanto, um forte testemunho dele, Paulo, que só o Espírito Santo poderia conferir. E aqui reside o engano e a fraude no coração de quem atua com má-fé: nós ficamos em situação difícil, porque nos é complicado dizer que tais e quais cidadãos não prestam e são criminosos. Por isso a importância vital de se conhecer a Bíblia. Além de duas perguntas que cada um de nós deve fazer a si mesmo: “Eu digo a verdade em Cristo Jesus, e não minto?” e “Minha consciência é minha testemunha nisso, perante o Espírito Santo?” (). Ninguém engana o Espírito Santo. Todos prestarão contas a Deus, pessoalmente…

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Henry Ward Beecher)

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“Ignorância é o útero de monstros” – Henry Ward Beecher.

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Jó 14: 5.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Os dias do homem estão determinados, contigo está o número dos seus meses; puseste-lhe limites, além dos quais não passará” – Jó 14: 5.

Durante a conversa de Jó com seus três amigos, algumas verdades nos são reveladas, e somos presenteados com muitos ensinos. Eles conversam sobre algo óbvio, mas que é muito difícil do ser humano entender, por vários motivos. O fato de “estarmos sempre no presente”, com a nossa consciência “funcionando” sem parar, nos dá uma sensação de estabilidade, porém, nós somos bastante “frágeis”, na verdade. E essa sensação de estabilidade nos engana e nos leva à utopia de continuidade sem fim. É uma falsa percepção, portanto. No momento presente, no alto dos nossos anos, nós bem podemos ter em mãos uma biografia qualquer, e a pessoa sobre a qual a vida é contada, já a viveu, teve todas as suas experiências, e já morreu, normalmente. Biografia de pessoa viva é coisa rara. Ou seja, a morte vem, como diz Jó, na hora certa, e não ultrapassa o limite imposto pelo Criador. E o que nos dá mais medo, e nos enche temor, é que nada sabemos sobre “o outro lado”.

Só se vive uma vez” é uma frase dita e repetida por muitas pessoas, e que parece ser verdadeira. Se eu fosse falar do que eu acho, no entanto, este texto não serviria para ninguém. Por isso que quando eu escrevo qualquer coisa, minha fonte é a Bíblia Sagrada. E as Escrituras dão a entender que se vive uma só vez. Vou extrair três exemplos do Livro. No Velho Testamento, na ocasião em que Davi teve um filho de forma ilícita com Bate-Seba, e a criança morreu, ele disse: Mas agora que é morta, por que jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, mas ela não voltará a mim 1 Samuel 12: 23. Repare que Davi diz que a criança não voltará a ele, mas ele iria atrás dela, pela morte, oportunamente. Outra situação Bíblica vem de Paulo, que disse: …, como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois o juízo Hebreus 9: 27. O Apóstolo Paulo fez-se entender de que o homem só tem uma vida na carne. E, por fim, o próprio Jó afirma: “Decorridos poucos anos, seguirei o caminho por onde não tornarei”Jó 16: 22. Logo, parece que a Bíblia Sagrada quer-nos dizer que a vida é uma só, sem volta, e depois o Juízo de Deus.

A Palavra de Deus tem partes, no entanto, que dão a entender que é possível consultar os mortos, a exemplo de 1 Samuel 28: 7 a 25. Entretanto, a Bíblia reprova expressamente essa conduta (Isaías 8: 19; Levítico 19: 28 e 31; Levítico 20: 6; Deuteronômio 18: 9 a 14). Deixo claro, contudo, que a minha intenção não é ofender ninguém, nem nenhuma prática ou religião, somando-se ao fato o consenso geral de que a Bíblia Sagrada é um Livro profundo e de difícil compreensão, e eu não sou o “dono da verdade”, Deus me livre disso. Minha intenção é fazer as pessoas refletirem sobre os Textos Sagrados, sobre Jesus, Deus, sobre o Espírito Santo, a vida, e sobre si mesmas. Sempre esperando que o Senhor as esclareça. Eu, particularmente, acho que Davi, Paulo e Jó tinham e têm razão, e vivo minha vida na expectativa de ser única e depois virá, em Jesus, o meu encontro com Deus Pai. Aliás, como se explica o aumento exponencial das pessoas no planeta? Se “vão e voltam”, por que a Humanidade só aumenta? Isso me parece ser lógica pura, não dá para pensar diferente. O fundamento da reencarnação se desfaz nesse ponto, com a devida vênia.

No mais, quantos anos dessa vida nós temos? Ninguém sabe ou tem a mínima ideia. No passado houve homens e mulheres que viveram muitos e muitos anos (vide Gênesis 5: 1 a 32). O “campeão” foi Matusalém, que viveu novecentos e sessenta e nove anos. Ufa! Bastante, não? Mas depois de certo tempo o Senhor impôs uma regra, salutar (a meu ver), logo depois do Dilúvio: Então disse o Senhor: Não permanecerá o meu Espírito para sempre com o homem, pois este é mortal; os seus dias serão cento e vinte anosGênesis 6: 3. Só pouca gente chega nessa idade, e o Salmista nos ensina: A duração de nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passam rapidamente, e nós voamosSalmo 90: 10. Vejam também Eclesiastes 12: 1 a 8. Os anos passam rapidamente, e nós “voamos”. Quantos anos de vida restam a cada um de nós? Resposta impossível de se dar. Mas se o Caminho para o Pai é o Senhor Jesus, e é (João 14: 6), basta a cada pessoa passar seus anos aos pés de Cristo Jesus. Ele é a nossa esperança para “o lado de lá”, e o Mestre é o mesmo ontem, hoje e sempre, eternamente (Hebreus 13: 8).

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Abraham Isaac Kook)

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“Deus se revela nos sentimentos profundos de almas sensíveis” – Abraham Isaac Kook.

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Frases Etc. (Usain Bolt)

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“Competição é a parte fácil. O trabalho está nos bastidores” – Usain Bolt.

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Romanos 6: 12.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências” – Rm. 6: 12.

Ninguém fica livre do pecado. O nosso corpo mortal tem certas “necessidades” que nos levam a pecar, se não o dominarmos com a mente, com nossa vontade deliberada. Acredito que o corpo “grita”, por vezes, por coisas que precisa, e há pessoas que a ele cedem facilmente. Há, também, os extremos disso, como um apetite sexual exacerbado e os desequilíbrios químicos. De todo modo, nem tudo pelo que o corpo “clama” é pecado. Fome normal é um bom exemplo a ser notado. Ou sede, ou precisão de se aliviar, ou sono Etc. Quanto ao que for habitual, portanto, o correto é obedecermos aos “chamados” e “anseios” do nosso corpo, em consonância com a natureza de nossos organismos. Com relação à fome, como exceção, se a pessoa se propôs a jejuar, pode perfeitamente deixar de comer, segundo sua proposição, pelo tempo necessário. E há outras situações possíveis, como esta, por certo.

O grande problema reside em se entregar às vontades desmedidas do corpo, para satisfazer as concupiscências geradas em nosso íntimo. “Concupiscência” indica, até etimologicamente, a situação de “se ter um forte desejo ou vontade”, algo quase “incontrolável” e “torturante” ao seu detentor, como o vício de alguma droga e sua abstinência. Mas a palavra está mais ligada à cobiça de bens materiais, à ambição e aos prazeres sexuais. Esses desejos desenfreados levam ao pecado, quando a pessoa se entrega a eles, como que em obediência ao corpo, com vistas a se livrar da ânsia do desejo, abrandando-o, para se acalmar e se desafogar da opressão, da carga que isso se lhe impõe, muitas vezes, assaz “pesada”. A fraqueza humana, nesse passo, é algo que nos é inerente, porém, é com esforço que combatemos essas coisas, com a ajuda de Deus Pai, pelo Espírito Santo em nós. Nós temos a faculdade de escolha, em muitos casos.

Quando não há como escolher, ou a vontade de se evitar a coisa é mais fraca que o desejo, nós podemos admitir que, talvez, se trate de doença ou de ignorância de Deus. A ignorância (desconhecimento propositado) de Deus me parece ser pecado, mas deixo isso a critério de Deus Pai, não julgo. Contudo, isso enfraquece e desestabiliza sobremaneira qualquer pessoa, visto que a dependência de Deus do ser humano, acho, é algo indiscutível e patente. E tal situação leva as pessoas a tratarem as concupiscências como coisa normal e corriqueira da vida, ou como costumes e/ou tradições (erro crasso e engano terrível…). Já as doenças e os desequilíbrios químicos, talvez, sejam escusas reais ao pecado, mas deixo isso à reflexão de todos, de novo, não julgo. Com certeza há uma parcela de consciência no indivíduo que cede às concupiscências (tentações) nesses estados enfermiços, mas a força (e a intensidade) do desejo o domina, e o leva a agir de modo impertinente e prejudicial a si mesmo. O fato em si até pode ser “classificado” como pecado, porém, a intenção do coração bem pode lhe ser contrária, ou anuente por circunstâncias que refogem ao seu controle. Novamente, creio eu, é melhor deixar isso ao bendito e perfeito critério de Deus Pai.  

De todo modo, o verso nos ensina que o nosso corpo é mortal, apesar da obviedade disso. Só que isso não precisaria ser dito, se nossa alma não o fosse, aliás, como não é. As nossas almas são imortais, e os nossos desejos “nascem” do corpo, mas são “alimentados”, “nutridos”, pelo pensamento, pela mente, pelo íntimo. Se nos for possível não pensar nas coisas que nos levem ao pecado, nós devemos fazer isso. E nos esforçar, sempre. Isso nos fará dominar o nosso corpo mortal, que é só o “invólucro” da nossa alma imortal. Essa alma imortal somos nós mesmos, e o nosso corpo mortal a prejudica, se permitirmos. Eis aqui um desafio para todos: controlar, com a mente, as vontades inconvenientes e os desejos inadequados do nosso corpo mortal, livrando a nossa alma (nós) do peso e do preço do pecado, que nos aparta de Deus. Viver com Deus é algo maravilhoso, indescritível, e o pecado nos afasta de Deus; em alguns casos, gradativamente, até a “morte” total (Romanos 6: 23). E isso não é nada bom.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Lettie Cowman)

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“A fé pisa num vazio aparente e encontra uma rocha embaixo” – Lettie Cowman.

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Jó 12: 5.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“No pensamento de quem está seguro há desprezo para o infortúnio, como o destino daqueles cujos pés resvalam” – Jó 12: 5.

Somente quem não pensa se sente seguro neste Mundo. Apenas quem não é dado à reflexão imagina a vida como “uma estrada reta e sem obstáculos”. O tolo, o louco, o estulto, e seus pares, não entendem “a dinâmica” da existência. Houve anos em que tudo na minha vida era difícil, e vi muita gente bem nesse tempo passado. Alguns na fartura, outros vivendo bem e desfrutando de suas boas condições. Houve períodos de sacrifícios meus, de “durezas” em vários sentidos, e outros tantos de “vacas magras”, nos quais era preciso escolher o que fazer: ou isto ou aquilo, as duas coisas não me era possível fazer. Fui ajudado por muita gente boa, e nunca deixei de ajudar ninguém, com o que tivesse em mãos, qualquer coisa. O conforto em que eventualmente vivemos não nos dá garantias de tê-lo para sempre, até a velhice e o ocaso, e mesmo durante a vida. Muita coisa pode mudar…

Minha infância não foi rica, mas foi confortável. Não tive toda a educação que gostaria, mas foi tudo bem, no geral. A adolescência foi um pouco mais complicada, tempo de desperdiçar tempo, mas passei por ela, de certa forma, acho eu, incólume. Tive a sorte de fazer faculdade mais tarde, mas fiz. Tenho um bom trabalho, uma boa família, saúde, Deus no coração, e vou vivendo, até quando Deus quiser. Houve muita mudança em minha vida, de todo tipo, apesar da atual “calmaria”. Por que disse tudo isso? Porque me conscientizei de que a vida é uma jornada tumultuada, e nunca posso me basear no que eu sou agora, ou o que tenho ou não tenho, para “dizer” o dia de amanhã. E nem tampouco para fazer julgamentos de outras pessoas, que vivem os momentos exclusivamente delas. Muita gente que vi bem, hoje não está bem. Outros tantos cresceram na vida, sem incidentes “graves”, pelo menos até agora ou pelo que sei. Alguns foram acometidos por doenças; uns morreram, outros sofrem, outros foram curados. E por aí vai…

O segredo do verso, nas palavras de Jó, no entanto, está no fato de que quando estamos bem, especialmente bem de saúde e de finanças, temos a tendência de acharmos que estamos seguros, e muitos de nós desprezam e fazem pouco do infortúnio alheio. Nós julgamos os outros de acordo com as nossas particulares perspectivas, quando o certo seria o foco na situação de vida de quem quer que por nós seja julgado (e isso já é um erro, diga-se de passagem). Sem querer polemizar, mas há o exemplo típico daquele que furta (furta, não rouba) para comer, porque simplesmente está com fome e não tem recursos nem trabalho; nós, do alto de nossas efêmeras “estabilidades” podemos vir a dizer: “eu jamais faria isso, nunca furtaria”. Desculpe, mas, é mentira: a necessidade faz o homem (Provérbios 30: 7 a 9). Experimente ficar sem comer, de forma extrema, e veja como reage o seu organismo e como ficam a sua mente e vontade. Imagine-se em meio a uma guerra, o que você faria? Vendo sua família com fome? Ah, você mataria para defender sua família ou para se defender de uma agressão injusta? Bem pode ser que sim, não? O que mais você e eu faríamos premidos por necessidade ou por pressões externas?    

É preciso ser honesto consigo mesmo ao responder as perguntas acima formuladas, e outras tantas que bem podem surgir desta reflexão. Ótimo (muito bom mesmo!) que, no momento, nós temos sanidade mental, saúde física boa, contas em dia, algum conforto, amigos, familiares Etc. Mas tenha certeza de que as coisas podem mudar de repente, sem aviso. Abruptamente todo o nosso “castelo de cartas” pode vir abaixo, e a vida pode ser “virada do avesso”. Por isso nunca, jamais, despreze o infortúnio alheio, do “alto” de seu “pedestal”, visto que “amanhã” poderá ser você a ocupar o lugar daquela pessoa desafortunada (ou nem existir “amanhã”). Ao invés de julgar, pois, ajude. Se puder aconselhar, então, aconselhe. Só não se deixe dominar por seu pensamento, a ponto de se sentir intocável e indestrutível. Você e eu, todos nós, somos “pó da terra”. Sejamos humildes, pois, bem como cônscios de nossa natural fragilidade. Se estivermos “seguros” hoje, ora, apenas reconheçamos o Senhor nos nossos caminhos (Provérbios 3: 5 e 6). Que seja este o nosso pensamento e não o do verso. Tratemos os nossos semelhantes com respeito, fraternidade e piedade. Alguém já disse que um ser humano só tem o direito de olhar o outro de cima quando o ajuda a se levantar. “Você nunca entenderá um homem enquanto não calçar o seus sapatos e olhar o mundo por meio de seus olhos” – Atticus Finch. Pensemos todos nessas coisas, em Jesus.

© Amor-Perfeito

Frases Etc. (Warren Buffett)

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“Preço é o que você paga. Valor é o que você recebe” – Warren Buffett.

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Frases Etc. (Leandro Karnal)

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“Viver sem ética dá muito mais trabalho” – Leandro Karnal.

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Jó 11: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“e te fizeste saber os segredos da sabedoria, pois a sabedoria é multiforme. Sabe isto: Deus exige de ti menos do que merece a tua iniquidade” – Jó 11: 6.

Jó é um personagem conhecido até mesmo por aqueles que não conhecem a Bíblia Sagrada. Graças à expressão popular “paciência de Jó”, o que me é engraçado, pois que paciência foi justamente o que Jó não teve, em minha modesta opinião. Em boa parte do Livro de Jó, há uma conversa entre ele, Jó, e três amigos, cujos nomes são: Elifaz, Bildade e Zofar. A frase do verso foi extraída de uma parte da fala de Zofar. E dela retiro duas reflexões ou perspectivas para nós, você e eu. No início da sentença eu não consigo deixar de pensar em humildade. É, humildade. Ué, mas o verso fala em sabedoria, não humildade. Com razão, é verdade. Porém, o verso nos diz o óbvio: a sabedoria é multiforme e seus segredos são infinitos. Impossível, pois, que qualquer ser humano se julgue “sábio” o suficiente, a ponto de perder sua humildade, se é que algum dia já a teve. Logo, “o pouco que sei”, se é que sei, devo compartilhar com humildade e amor. Ser humilde é ter sabedoria. Este é o primeiro ponto.

O segundo aspecto se cinge na frase “Deus exige de ti menos do que merece a tua iniquidade”, linda e exata, por sinal. É muito interessante a situação de alguém que lê várias vezes o mesmo texto, no caso, Bíblico, é só tem um insight com algum trecho em determinado momento. Eu já li o Livro de Jó algumas vezes, e essa colocação de Zofar me encheu de gratidão a Deus, justamente desta vez. Ora, por que só agora? Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e “fala” conosco, e nos ensina, e nos consola, e nos liberta, todas as vezes que A lemos. Assim é. A “luz” que se “acendeu” em meu íntimo tem a ver com gratidão. Gratidão a Deus Pai, claro. Porque o Senhor, em Jesus, exige menos de mim do que merece a minha iniquidade, e sempre será desse modo. Eu jamais alcançarei um “estado” pelo qual viria minha “emancipação” de Deus. Nunca.

Eu assumo e confesso minha total e irrestrita dependência de Deus, ontem, hoje, no futuro, e por toda a Eternidade. Sou forte na minha fraqueza se o Senhor estiver comigo. De outra sorte, sou cego, e desgraçado, e pobre, e miserável, e nu. O Senhor não leva em consideração os meus pecados, praticados e a praticar. Justificado em Jesus, eu não sou cobrado pelo que fiz ou faço, mas sou cobrado pelo que há em meu coração. Sou julgado por Deus conforme aquilo que Ele encontra em meu íntimo. Se há sinceridade, amor e integridade, pois bem, é isso o que o Senhor quer das pessoas. Os sacrifícios atuais do ser humano são internos, pelo sangue que verte em seu coração, altar de Deus, cujo fluxo é contínuo. Logo, devemos “ser de Deus” de forma ininterrupta, constante. Com o Criador não existem subterfúgios, “máscaras”, ou o que for – Dele ninguém se esconde, Dele não há quem se esquive.

Logo, quem é você? Ou quem sou eu? Estou, estamos, todos cônscios de nossa “situação” nesta vida? O que é o homem para que Deus dele se lembre? “Vermezinhos de Jacó”. Poeira, corrupção e pó. Um sopro que passa. Sombra. Será aprovado por Deus aquele que se vangloria de forma vã? Qual será a arrogância que subsistirá? Já dizia o Pregador: “Vaidade de vaidades”. Grande é quem é pequeno diante de Deus. Sente-se nas últimas cadeiras, e alguém te honrará, chamando-o para frente. Os últimos serão os primeiros. O maior entre nós é aquele que serve. Bem-aventurado é aquele a quem Jesus chama de amigo. E bendito é aquele que ouve a voz do Mestre, ovelha de Seu aprisco. A humildade é o princípio da sabedoria. O Reino de Deus é obtido com esforço e resignação. Quem tem o direito de se “sentir grande”, ou de se engrandecer perante os outros? Toda empáfia será castigada. Vergonha. Deus exige de nós infinitamente menos do que deveríamos receber pela nossa iniquidade. Merecimento? Nah! Graça de Deus, pura Graça de Deus. Gratidão e humildade.

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Frases Etc. (Oswald Chambers)

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“Jamais confunda as provações da fé com a disciplina ordinária da vida, pois muito do que chamamos de ‘provações da fé’, se devem simplesmente ao inevitável resultado de tão somente estarmos vivos” – Oswald Chambers.

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Salmo 120: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Já há tempo demais que a minha alma habita entre os que odeiam a paz” – Sl. 120: 6.

Há alguém entre nós que, vez por outra, não se sinta cansado? Parece que o cansaço do Salmista não é o físico, mas, sim, o de alma. Ele faz um “lamento” sobre isso, e muitos podem até vir a dizer que isso seria murmuração, daí, pecado. Mas não creio que seja esse o caso. Pela minha visão é um sentimento legítimo de qualquer ser humano. Todos nós nos sentimos assim várias vezes na vida. E acho que quanto mais idade a pessoa tem, mais frequentes se tornam esses “cansaços d’alma”, entranhados. Talvez seja algo “cumulativo”, não sei. O que posso dizer com boa dose de certeza é que isso acontece conosco, de fato. Possivelmente eu não tenha como dizer com total acerto quais seriam as causas disso, mas tenho alguns palpites, ah, isso eu tenho.

Nós vivemos os nossos cotidianos sendo “bombardeados” por acontecimentos e notícias ruins, alguns péssimos e bárbaros. Há também, de vez em quando, aquelas situações bizarras, que ultrapassam qualquer limite daquilo que já não presta. Essas coisas nos afligem bastaste, mas há outras sobremaneira opressivas. Sofremos opressão em todos os meios sociais em que interagimos; ora, onde há pessoas, há toda a sorte de problemas e de caprichos, além de muitos preconceitos e “ódios gratuitos”. Somos constantemente oprimidos por questões existenciais e incertezas quanto ao futuro, que, em casos mais severos, levam às doenças “físico-espirituais” ou da psique. Alguns exemplos? Ok, fácil: depressão, síndrome do pânico, toc, baixa autoestima, fadiga, prostração, estafa e por aí vai, a lista é enorme. Depois, o ser humano sempre carrega consigo alguns “traumas pessoais”, não totalmente vencidos e superados, que podem ser exemplificados com a perda de um ente querido, alguma vergonha extrema protagonizada pela pessoa, abusos sofridos Etc.

Ufa! Muita coisa, não? Pois é, muita. Essa é a vida de cada um de nós, uns mais, outros menos, mas todos com alguma pendenga ou demanda, nos diversos sentidos postos, comumente mais de uma. E isso tudo nada tem a ver com otimismo e pessimismo; mesmo os mais otimistas têm “trabalho” com essas coisas. A vida é um desafio constante e ininterrupto, de modo que é normal que haja cansaço pelo caminho. A vida é perigosa, há muita gente ruim por aí, e a Natureza é “cruel” e “indiferente”. A vida é trabalhosa, nós estamos sempre envolvidos com alguma “atividade” inevitável e inadiável. A vida é penosa, pois que, principalmente com a consciência de Cristo em nossos corações, nós sofremos as dores e desventuras alheias, sem contar as nossas próprias. A vida é breve, e o tempo passa, passa ligeiro, chega-nos a idade (as cãs), ano nenhum volta, e as palavras do Rei Salomão se materializam em nossas vidas (Eclesiastes 12: 1 a 8) – se “tivermos chegado lá”, sem que nenhum “acidente de percurso” tenha, porventura, nos colhido pelo trajeto.

Bem, nós todos convivemos com a morte diariamente, e não temos garantias de vida sequer para o minuto seguinte. Esse é outro fator de insegurança, que, às vezes, pode vir a ser “patológico”, e nos incomodar bastante. Medo da morte, por fartura de dias, doença, ou por motivos que escapam ao nosso entendimento, especialmente no que tange a facear o inesperado e o desconhecido. O “poder” que a “carne” exerce sobre as nossas almas não é algo que se deva abstrair de nossas reflexões existenciais. Há um conflito muito forte e evidente entre o que é decadente por natureza e o que é eterno, e isso precisa ser encarado, de “peito aberto”, com franqueza, por todos nós. No meio desse “cabo de guerra” encontramos as nossas respectivas consciências, fracas em essência, dependentes de Deus desde a Criação. E nesse Mundo superlotado, todo “retalhado” e dividido pelos mais diversos interesses, religiões, pensamentos, ideais, “pobrezas”, acaso haverá de acharmos, no geral, paz, concórdia e homens de boa vontade? As pessoas odeiam a paz, e no meio disto habitamos. Logo, se algum dia você se sentir cansado, saiba que isto não é pecado, murmuração ou rebeldia, não; apenas é sinal de que você (eu) é humano, fraco e dependente de Deus. Pressupostos básicos para que Ele habite em nós.

© Amor-Perfeito