Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 11: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“A justiça dos virtuosos os livrará, mas na sua perversidade serão apanhados os iníquos” – Pv. 11: 6.

Ser virtuoso é uma obrigação de todo e qualquer ser humano. Virtudes são princípios inerentes ao ser humano que, caído, deixa de observá-los. Na Ciência do Direito, três desses princípios se colocam na base de uma vida justa e reta. Viver honestamente. Dar a cada pessoa o que é seu. E não lesar o próximo, de modo algum. Bastavam esses três comportamentos para que muitos conflitos, desgraças e injustiças fossem evitados. Mas o homem não se contenta com sua natureza caída, não, ele faz questão de “cair” mais e mais. Não há limites, parece, para a violação das virtudes pelas pessoas. Talvez porque o livre arbítrio que nos foi dado por Deus, para que o usemos com responsabilidade, seja demais para muitos. Tem gente que não lida muito bem com a liberdade. Mas, de outra sorte, o fato de ser alguém virtuoso, naturalmente, por certo, já é uma grande e expressiva vitória; contudo, sem a ética do Reino de Deus, essa condição se esvazia bastante (penso eu). Não digo que quem não tem a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador não possa ser alguém bom e virtuoso, longe disso. Acredito que há pessoas boas que não se encontraram com o Senhor, e assim foi. Serão julgadas e, talvez, salvas (?!?).

E das várias vertentes cristãs, afastando-se os “lobos em pele de cordeiro” (ervas daninhas infalivelmente presentes em todos os jardins), eu creio que sempre acharemos cristãos virtuosos e sinceros, independentemente das práticas e dogmas, das “prisões” as quais se submetem. Estando Jesus acima de todas as coisas, há esperança. É salutar que pessoas com dificuldade de se resolverem sozinhas (elas com Cristo), precisem se submeter a regras de certas igrejas, com o fim de se manterem na linha. Este é um bom subterfúgio, uma boa estratégia e tática para alguns, que sem as regras impostas por uma igreja, não conseguem manter suas respectivas sanidades espirituais. Ao invés de julgar, nós devemos nos lembrar de que o Caminho é estreito, logo, qualquer coisa que nos mantiver em Jesus, certamente é algo que vale a pena investir. E há gente de todo tipo por aí, aliás, cada um único e especial, podendo apenas e tão somente existir algumas semelhanças, mas todos sendo irmãos em essência, naquilo que é comum a todo ser humano.

Ser humano, Ahh, ô bicho complicado. Bicho contraditório. Todos de certa forma, excêntricos. Caprichosos. Complexos, cheios de complexos. Ao mesmo tempo com estados e condições diametralmente opostos em termos de sentimentos e pensamentos conflitantes. Há quem seja bom para alguns e mau para outros tantos. Justo e injusto, em situações parecidas. Nós nos agradamos e temos empatia por algumas pessoas; outras, nós chegamos mesmo ao extremo de odiá-las. E ainda há o cotidiano nessa coisa toda, em amplo leque geral e variado, que faz muitas coisas absurdas e bárbaras se tornarem eventos do dia a dia, comuns, aos quais nem damos mais importância. A rotina é outra armadilha que nos engana, visto que nos dá ideia de perpetuidade, tudo sempre igual, corriqueiro, constante, e nos rouba a consciência de nossa mortalidade e natural fragilidade. Por isso que “vigiar e orar” (palavras de Jesus) estão longe de ser “um mero bordão religioso”, pelo contrário, é um conselho prático e valioso para mantermos o nosso espírito e alma humildes, bem como a nossa consciência bem “regulada”, “pés no chão, coração no Céu”, plena de quem realmente somos: nada. Tudo e nada, na verdade, como toda contradição que nos envolve.

O fato preponderante é que nós, cada um de nós, podemos escolher o que fazer e o que ser, independentemente das circunstâncias que nos rodeiam. Intrinsecamente, quem escolhe o caminho a ser seguido, é a pessoa cujo espírito nela está. O que vemos de forma extrínseca, é só o resultado prático disso. E por dentro, só o Senhor vê o que está realmente acontecendo, Dele ninguém se furta de estar nu e transparente. Assim é que todos nós, em maior ou menor grau, sempre seremos apanhados em nossas perversidades. Todos nós temos as nossas “perversidades”, mas nem todos nós somos iníquos, e este é um dos segredos da existência. O iníquo é mau, e nele não se acha virtudes, a não ser “umas poucas”, seletivas e egoístas. O virtuoso “briga” consigo todo o tempo, a fim de não fazer algo que se torne “violência” contra si (antes mesmo do resultado de seus eventuais atos). Porque o virtuoso se arrepende, tem “dor de consciência”, pesar, incômodo de alma, vergonha, se pratica ato prejudicial a si mesmo ou ao próximo. O iníquo não tem essas preocupações, ele apenas se frustra se não consegue obter aquilo que planejara. Essa é uma boa comparação entre o espiritual e o essencialmente carnal. Carne vira pó; o espírito volta para Deus. E o iníquo será apanhado na sua perversidade, sem dó.

© Amor-Perfeito

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: