Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Isaías 64: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Todos nós somos como o imundo, e todos os nossos atos como trapo de imundícia; todos nós caímos como a folha, e os nossos pecados como um vento nos arrebatam” – Is. 64: 6.

Esses somos nós sem Jesus em nossas vidas. Mas é difícil ter noção disso. É preciso muita presença de espírito e humildade para admitirmos o que o verso nos diz. Digo, particularmente, cada um de per si. Ter consciência de tal condição (e estado), qual seja, o de ser “imundo”, parece um despropósito a qualquer pessoa que não se enxergue pela ótica de Jesus. Realmente, todos nós temos nossas peculiares maneiras de ser e de pensar, de “ver” ou de interpretar o Mundo à nossa volta, podendo mesmo julgar “imundas” outras pessoas, mas nós mesmos, jamais. A Bíblia Sagrada nos diz que se nos fosse dado julgar a nós mesmos, ora, nós nunca seríamos julgados (1 Coríntios 11: 31). Fato. Mas julgar o próximo é muito mais fácil e corriqueiro, não? Fulano é imundo, eu não. Sicrano também, eu? Jamais. Fácil, fácil. E assim vai. Contudo, a Palavra de Deus é acurada e inequívoca, de modo que se nos diz que somos imundos, e há razões para isso, é porque somos imundos. Ponto final.

Talvez, “imundo” queira dizer impuro. E a impureza de nossos corações nos leva a cometer atos de estultícia, maldades e injustiças. Também faz com que nos preocupemos com os nossos interesses, em detrimento dos demais. Nós somos meio egoístas mesmo, e de nascença, mas a nosso favor temos que estamos presos a um corpo mortal cheio de necessidades e desejos. Quando Jesus entra em nossas vidas, nós aprendemos a lidar melhor com essas necessidades Etc., e “nos abrimos” aos outros em maiores escalas de fraternidade, piedade e bondade (o que antes nos era impossível fazer). Também, as nossas necessidades mudam, e nós nos vemos com “outro olhar”, outra perspectiva, em relação à vida em geral. O certo é que nós precisamos de Jesus para nos justificar e regenerar, a todo instante. Isso porque o verso nos ensina que (todos) os nossos atos são como “trapo de imundícia”, e eu, pelo menos, fiquei chocado com o significado disso, na primeira vez que ouvi explicação sobre o assunto.

Trapo de imundícia”, historicamente falando, transportando-nos para a época de Isaías, tem relação, pois, com os panos e trapos, provavelmente imprestáveis para outras serventias, nos quais as mulheres continham seus fluxos menstruais. Esses trapos/panos, pois, seriam jogados fora, destruídos, queimados, depois de usados com esse propósito, imagino eu. Aliás, sobre isso, na própria Bíblia Sagrada nós encontramos a indicação do uso dos “trapos”, com Samuel contando-nos a história de Davi com Bate-Seba: Então Davi enviou mensageiros para trazê-la. Ela veio, e ele se deitou com ela. (Ela já se tinha purificado de sua imundície.) Então ela voltou para sua casa2 Samuel 11: 4. A “imundície” de Bate-Seba está claramente associada ao seu período/ciclo menstrual, do qual havia se purificado. Logo, nossos atos são efêmeros e passam. Sejam bons ou maus, tanto faz. Todos passam. E caem no esquecimento, assim como o ciclo menstrual passa e os “trapos de imundícia” são lançados fora. Comparação Bíblica.

Demais disso, todos nós “caímos como a folha” e vivemos “enredados” em nossos pecados, todos os dias de nossas vidas. A fragilidade humana e a brevidade da vida; além do ato continuo e persistente de pecar, do pecado em si, tudo arraigado em nossas humanas essências. Há como contestar isso? Creio que não. Mas há saída para esse lastimável estado, se é que assim posso me referir à vida que nos foi dada por Deus: significado. A busca pelo significado da vida. E a vida vivida nesse significado: Jesus. Busca constante e diária, minuto a minuto, como respirar. No “fôlego de vida”, a vida de todos na carne, mas em Jesus. Isso muda tudo, tudo. Em Jesus, tudo se faz novo, e as coisas, situações, estados, o que vier, terá outra abordagem de nossa parte, novas criaturas, nascidas de novo. Outra visão nossa, do ponto de vista de quem tem em si mesmo o Espírito Santo de Deus. Contudo, tudo começa com a “surpresa” de nos considerarmos imundos, pela vida que levávamos sem Jesus, e nossa posterior “peregrinação” com o Povo de Deus, a partir de então, até quando Deus Pai quiser. É de vital importância, pois, que tenhamos noção e ciência de todas essas coisas, sabendo que sem Jesus nós jamais estaremos “limpos” (de nossos pecados). “E quem não se lava, sujo está”.

© Amor-Perfeito

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