Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Isaías 48: 22.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Para os ímpios não há paz, diz o Senhor” – Is. 48: 22.

Em linguagem Bíblica, ímpio é aquele que não acredita em Deus, que não faz parte do Povo de Deus, ou que, mesmo se dizendo cristão, é iníquo e injusto. O cristão de mera aparência é ímpio, pois pratica iniquidade e nele não há sinceridade. Ainda pela Bíblia, o cristão propriamente dito, crente em Jesus, é conhecido por “justo”, e é justo não por causa de sua justiça própria, mas, sim, porque é uma pessoa, um ser humano, justificado por Deus Pai, em Jesus. Espera-se do justo a integridade, mas não a perfeição. Há uma enorme distância entre uma coisa e outra. Integridade é ser sincero e agir de acordo, com justiça, piedade e fraternidade; perfeição é algo impossível, inalcançável, às criaturas de Deus, qualquer uma delas. Tudo e todos são perfeitos do ponto de vista Divino, contudo, a imperfeição reina absoluta nas pessoas e na interação entre elas, talvez, justamente, por conta do livre arbítrio. O ser humano é perfeito em sua essência, coisa que não depende dele, porém, é imperfeito na medida em que “toma as rédeas de sua própria vida”, por suas escolhas, decisões, conceitos, preconceitos, pensamentos, atos e condutas.

Esclarecidas essas coisas, por que o Senhor diria que os ímpios não têm paz? Cabe uma boa reflexão sobre o tema, não? Só os ímpios não têm paz? Está certo isso? Em primeiro lugar, claro que sim, está certo: é Palavra de Deus. Até porque existem dois tipos de paz: a paz circunstancial e a paz espiritual. Isso é claro para mim, ao menos. Quando um crente em Jesus está sem paz circunstancial diz-se que ele passa por tribulações, ou provações, ou tentações, ou mesmo está sofrendo as eventuais consequências de seu pecado. A paz circunstancial, ou a falta dela, é comum, portanto, a todas as gentes, sem exceções. Não há quem não sofra nesta vida, tanto sofrimentos e tristeza, como aborrecimentos, dissabores e infortúnios. Todas essas mazelas fazem parte da vida, vida em geral, e não há como evitá-las. A diferença está na situação em que a paz circunstancial acaba, mesmo sendo apenas uma fase, e a pessoa não tem mais nada, além de frustração, desespero e sentimento de abandono. Dias difíceis para o cristão são vividos com o amparo da paz espiritual, cujo sortimento é infindável.  

Jesus disse a Seus discípulos, certa feita, que lhes dava a paz, mas não a paz do Mundo, mas a paz do Senhor (João 27, 1.ª Parte). E o Mestre completa dizendo Não se turbe o vosso coração, nem se atemorizeJoão 27, 2.ª Parte. Nas entrelinhas: confie em Deus, e passe pelo que tiver de passar, que o Senhor é maior do que tudo. Além disso: quem tem a paz do Senhor não caminha sozinho, mas tem Deus ao seu lado. E isso é mais que fé: como são palavras de Jesus, e parte da Palavra de Deus, nós podemos contá-las como certeza, em plenitude. A paz circunstancial é a paz mundana, que dura enquanto dura, e pode ser interrompida sem aviso prévio. A paz do Senhor é sempiterna, e dura porque dura para sempre, independentemente das circunstâncias. A paz circunstancial está sujeita ao tempo, e tempos; a paz do Senhor à Eternidade. A paz mundana depende de coisas exteriores ao ser humano; a paz espiritual é intrínseca, interna. A primeira “nos inunda” de fora para dentro, e sua falta causa dano; a segunda jorra de nossos ventres, e nos abençoa e, de nós, irradia, flui, emana, redunda, e é bênção aos outros também (João 7: 38).

A paz mundana é compreensível e passível de ser racionalizada. Exemplo: não se encontra essa paz, comumente, em tempos de guerra, de crise, de recessão econômica, de perda de entes queridos, de dor, de indisposição Etc. A paz de Deus, em sentido contrário, é a paz que excede todo e qualquer entendimento, é a paz que nos guarda, assim como as nossas mentes e corações, em Cristo Jesus (Filipenses 4: 7). Trata-se da paz que encontramos dentro de nós, mesmo com o caos total exterior, e nos deixa admirados e maravilhados, porque podemos senti-la e vivenciá-la, mesmo com tudo ao nosso redor em total confusão e cizânia. Pode até faltar o básico em nossas vidas, mas “olhamos pra dentro”, e lá está a paz de Deus, a nos confortar e consolar, a nos “aquecer” o coração. Por isso, a falta da paz circunstancial e mundana não implica em falta de paz espiritual, a paz de Deus. E é a paz de Deus, espiritual, que os ímpios não têm, quando a circunstancial e mundana lhes foge ou falta. Desejo a todos a paz do Senhor, em Jesus, só por Jesus. A outra paz vem e vai, é inconstante, efêmera, evanescente. Por isso o Senhor nos ensina que o ímpio a tem como única. E o quê lhe sobra quando ela lhe falta? (Isaías 57: 13).

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