Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Isaías 46: 4.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Até a vossa velhice eu serei o mesmo, e ainda até às cãs eu vos carregarei. Eu vos fiz, e eu vos levarei, e eu vos trarei, e eu vos guardarei” – Is. 46: 4.

Obrigado, meu Deus, porque o Senhor não muda. Parece um bordão já desgastado, “a vida é breve”, e passa rápido. Mas, eu já vivi o suficiente para perceber e constatar isso. Na minha juventude eu me sentia “invencível”, e podia “gastar tempo” à vontade. Contudo, chega a hora em que a vida “faz uma curva”, e tudo muda. Nós envelhecemos com o passar dos anos, e há quem diga que começamos a envelhecer logo em seguida ao nosso nascimento. A vida é como um objeto atirado ao céu, ao alto, em certo ângulo, cujo resultado é uma parábola inexorável, até sua volta ao chão. Ou nas mãos de alguém. Mas tudo que sobe, desce. Tudo que nasce, morre. E no meio, a vida. Lei da Gravidade e Lei de Deus. Nenhuma das duas pode ser desafiada. E na vida há “divisões”, “marcações”, que são comuns a todos. Segundos, minutos, horas, dias, meses, anos, décadas. Tempo. Dentro disso, cada um com as suas, há fases, estágios, situações, vivências, infortúnios, encontros, desencontros e toda sorte de experiências. Vida.

Nós temos o privilégio de sermos seres inteligentes e conscientes, que não vivem somente de instinto, mas tem também razão e livre arbítrio. Até certo ponto nós podemos escolher os nossos caminhos. Coisas há, com toda certeza, que nós não escolhemos, e a “vida” as empurra “goela abaixo”. Muitas delas são bastante difíceis e sofridas. Gente há de todo tipo. Gentes. Nós somos todos diferentes. Da personalidade e caráter, até as tradições, cultura e inteligência. Instrução. Integridade. Gostos, conceitos e preconceitos. Somos únicos, apesar de termos muitas coisas em comum, indissociáveis do ser humano, de sua essência e natureza. Criaturas. Deus nos criou a todos, e permitiu que vivêssemos no Mundo por Ele criado. E vivemos todos juntos, e nos matamos, e nos odiamos, e nos separamos, e nos amamos, e nos ajudamos, e nos apiedamos, e somos bons e maus, sãos e loucos, até que tudo padeça por falta absoluta de sentido. Brevidade. A certa altura da vida, admitimos, afinal, que não somos “invencíveis”, e gastar tempo não é mais uma opção, mas uma prioridade em fazer o tempo “render” da melhor forma possível. A “reserva” está a se esgotar, e “vemos” o tempo “abaixo da metade”. Frio na espinha.

Estas são coisas da vida. Vi gente que jamais quis morrer, e amava a vida. E se foi. Vi gente, igualmente, que não quer viver, e viva está. Vi idosos “agarrados” à vida, vida insensível e fria, que sempre os vence. Côvado? Há velhos que não querem ir embora. E jovens que nem pensam nisso. E há pessoas “ocupadas” e “distraídas” demais para lembrar isso, que sequer cogitam morrer. O “vizinho” sim, eu não! Mas ninguém há que fuja à hora. Ela vem. Todos devem se ocupar desses pensamentos e refletir. Rumos. Atitudes. Escolhas. Etc. Ora, vamos nós andando por aí, normalmente, despreocupados, desatentos, como se nada estivesse acontecendo e, de repente, os anos passaram, acumulamos décadas, se tanto, e… Fim! Brusco! Num átimo! Foi-se. Quebrou-se o cântaro. Despedaçou-se o vaso. Rompeu-se o fio de prata. Sobra “por aqui” um “simulacro de ser humano”, um “casco” sem a “preciosa bebida” que nele esteve; que até se parece conosco, mas está vazio e condenado à corrupção. Carne. Só carne. Só que nós não somos somente e tão somente, carne, graças a Deus. Aquilo que fica e que será desfeito depois que formos embora não nos representa, em absoluto. Era apenas um instrumento pelo qual éramos reconhecidos e interagíamos no lado de cá da existência. 

Do outro lado Deus nos espera. A todos. Todo joelho se dobrará a Ele. Toda língua O confessará. Todos hão de dar e prestar contas de si mesmos ao Deus Todo-Poderoso. Juízo. Dia do Juízo. Ou júbilo. Dia de Celebração. Um dos dois, à nossa escolha. Terrena. Isso mesmo: a escolha do que será é “por aqui”, com a “preciosa bebida” dentro do “casco”. Em vida optamos por Jesus, que nos leva até o Pai. Com essa opção, apesar de nossa inata imperfeição, somos remidos e salvos. Regenerados. Eu, particularmente, não me sinto “muito confortável” diante da morte. Talvez porque eu seja alguém acomodado a uma rotina tal que me traga sensação de segurança, que não há, na verdade, e, humanamente falando, jamais haverá. Resta-me a rendição a Deus, em Jesus. Jesus, que é o mesmo ontem, hoje, e Eternamente. Mestre. E Senhor. Aí leio o verso-título deste texto, e minha alma já cansada e medrosa se revigora, porque minha velhice está Nele (como minha vida toda), e Ele me fez e me carrega, ora, Ele me trouxe, e Ele me levará Consigo, e me guardará. Para todo o sempre. Promessa. Infalível. Consolo. É o suficiente pra mim. Basta. Com folga. Folgo Nele. Amém.

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