Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 27: 15.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem” – Pv. 27: 15.

Nós damos pistas e dicas aos outros sobre quem somos e como pensamos. Com nossos atos e condutas, nós mostramos à pessoas as nossas inclinações, gostos, conceitos e preconceitos. O ser humano pode até ser dissimulado, por vezes, mas a verdade, cedo ou tarde, sempre acaba aparecendo. De outra sorte, as roupas com as quais nos vestimos, os nossos hobbies, o nosso trabalho ou profissão, aquilo que comemos e o que não comemos, e mais uma vasta gama de fatores e elementos, nos denunciam em termos do que nós, de fato, somos. Tudo isso são “reflexos” da personalidade e do caráter de cada um de nós. A nossa aparência, e cuidados como asseio e vaidade, também são sinais nossos, “emitidos” aos outros que, assim, podem ter ideia de quem somos. Nas inúmeras esferas de convivência existentes entre nós, nas quais interagimos, nós “graduamos” e “classificamos”, segundo a nossa educação, cultura, inteligência e tradições, o outro. 

Só que o verso parece “ir mais fundo” do que isso. Um espelho, hoje em dia, reflete a imagem exata, ainda que ao contrário, daquilo ou de quem está ou se posta a sua frente. Uma janela de vidro também reproduz um bom reflexo. A água, igualmente. E o coração do homem corresponde ao homem, e reflete o seu caráter, a sua essência. Por atos e condutas o homem revela o seu coração aos seus semelhantes, como dito, ainda que haja dissimulação. O ser humano pode ser “lido”, pelas suas atitudes, decisões e escolhas. E com boa margem de acerto pelo homem. Claro que isso não vale para Deus Pai, que sonda os corações mais que o próprio detentor dele. O verso se presta a nos advertir sobre as pessoas, ou seja, nós podemos ter ideia do que determinada pessoa é, pelo simples fato de observar e notar o seu comportamento. Nem tudo se mostra às claras, por certo, mas com um pouco de perspicácia e sabedoria, dando tempo ao tempo, nós conseguimos alguma coisa nesse sentido.

Mas isso não muda a pessoa em si mesma: ela é o que é e se poderá mudar ou melhorar, Deus é quem sabe. Nós somos, pois, reflexos de nossos corações, como os nossos rostos frente a um espelho, ainda que seja um espelho d’água. Não há muito que se fazer nesse sentido. É o que se é. Ponto. Deus Pai disse a Moisés, certa feita: EU SOU O QUE SOU (Êxodo 3: 14), revelando-lhe Seu coração. Depois, adiante no tempo, conhecemos melhor o Senhor por intermédio de Jesus, que nos revelou muito mais coisas a respeito do coração de Deus Pai. Assim é conosco, e de acordo com a interação e convivência, nós vamos observando e “vendo” quem é quem e quem é o quê. Quem é confiável, quem não é; quem é bom e quem é mau; quem é verdadeiro, quem é mentiroso; quem é do bem e quem é do mal. Etc. e Etc. E nesse longo caminho chamado vida nós nos surpreendemos e nos surpreenderemos muitas e muitas vezes, quando pensamos equivocadamente sobre essa ou aquela pessoa. Às vezes é “gato por lebre”, outras vezes é “cachorro por leão”.

Verdadeiramente é curiosa a imagem que fazemos uns dos outros, especialmente a primeira, o “primeiro impacto”. Já aconteceu com você de ter começado uma amizade, por exemplo, com o “pé esquerdo”, e depois a pessoa se torna uma grande amiga? Há vários provérbios e ditos populares sobre julgamentos rasos de pessoas para com pessoas. Lembro-me de um, do Reino Unido (acho), que diz mais ou menos assim: “não se julga uma pessoa pelo casaco que ela veste”. Mas Jesus nos diz que se conhece a árvore pelos frutos que ela produz, e, cuidado, porque as aparências enganam (Mateus 7: 15 a 18). E também há o ponto de vista da pessoa que faz isso ou aquilo, ou seja, nós nem sempre sabemos os motivos e as razões pelos quais a pessoa agiu desta ou daquela forma. Outro ditado: “calçar os sapatos alheios”, que significa se colocar no lugar da pessoa, para, da perspectiva dela, entendê-la ao invés de julgá-la. Enfim, viver com pessoas não é nada fácil. Porém, com a sabedoria da Bíblia Sagrada nos nossos corações, as coisas se nos ficam, digamos, “facilitadas”; é uma ajuda e tanto, em verdade. E o verso acima transcrito é um ensino Bíblico, de Deus. Com muito critério e presença de espírito, pois, não desprezemos o conteúdo do verso. Tentemos fazer dele “um aliado nosso”, “um amigo do Céu”, para poupar-nos de surpresas desagradáveis e de aborrecimentos durante a caminhada. O homem é o que ele tem em seu coração. Fato.

© Amor-Perfeito

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