Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Isaías 39: 8.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Então disse Ezequias a Isaías: Boa é a palavra do Senhor que disseste. Pois pensava: Haverá paz e segurança em meus dias” – Is. 39: 8.

Nos tempos do Profeta Isaías o Rei em Jerusalém era Ezequias. Esse Rei é Biblicamente conhecido porque esteve muito doente, ia morrer, mas orou ao Senhor de forma contrita, e Deus Pai ouviu a sua oração, Se compadeceu dele e lhe deu mais quinze anos de vida. Ezequias foi curado com uma pasta de figos posta como emplastro em sua chaga, segundo ordem de Isaías. E a história continua, até sua total convalescença. Essa notícia se espalhou pelos arredores de Jerusalém, e vieram alguns de Babilônia cumprimentá-lo e presenteá-lo pela cura, provavelmente pela característica de ter sido ela milagrosa. Muitos devem ter ido visitar Ezequias, aliás, depois disso, especial e justamente por pura e simples curiosidade. Mas a Bíblia nos relata sobre a visita dos de Babilônia, e a besteira feita por Ezequias. Ele, Ezequias, inadvertidamente, mostrou aos enviados de Babilônia todas as suas riquezas, sem nada deixar de lado. E Isaías, mais tarde, perguntou a Ezequias o que ele tinha feito, e recebeu como resposta que ele havia mostrado e dado a conhecer tudo o que tinha e possuía aos Babilônicos.

Com essa resposta, Isaías disse a Ezequias que, pela estultícia dele, chegariam os dias nos quais os Babilônicos viriam e levariam tudo o que ele tinha à Babilônia, incluindo seus filhos. E daí vem a “pérola” do verso, da boca de Ezequias. Isaías lhe disse que ele perderia tudo o que tinha, mas que isso só aconteceria depois de seus dias. Ou depois de quinze anos. E Ezequias preocupado somente com ele mesmo, com a paz e a segurança de seus dias finais, sem demonstrar preocupação e compaixão a nada nem a ninguém, até mesmo em relação aos seus próprios filhos. Será que ele estava em choque com as palavras de Isaías, ou era egoísta mesmo? O verso não coaduna com a resposta de um rei, isso é certo. A palavra dita por Deus estava longe de ser boa, mas Ezequias não veria a concretização dela, pois estaria morto. Para ele, bastou. Viveria ele muito bem todos os seus quinze anos restantes e, depois disso, ora, às favas com “o depois disso”: os outros que se danassem com os problemas do futuro no qual ele não estaria. Pensamento raso e pobre, na verdade. E demonstração de falta de caráter de Ezequias, na minha modesta opinião.

Primeiro ele mostra tudo aos Babilônicos, todos os seus tesouros, se gabando de sua riqueza, bens e condição. Depois, por ter se aberto a pessoas más e de ter cometido um erro grave, diante das consequências que lhe foram anunciadas, responde de maneira estúpida, pensando somente em si mesmo. Egoísta. Estulto. E era rei. O pensamento de Ezequias, no mínimo, mostrava que ele se preocupava mais com ele mesmo, em detrimento dos outros, até os de sua família. Esse é um ponto da personalidade e do caráter de Ezequias que devemos combater em nós mesmos: o egoísmo. Mais ainda se temos pessoas que dependem de nós na vida, de algum modo. E mais ainda se essas pessoas continuarem dependendo de nós, de alguma forma, se Deus nos chamar. A atitude de Ezequias me fez pensar que ele era egoísta e tolo. Posso até estar errado, mas é o que me parece, e que Deus me perdoe se me equivoco. Eu já vivi esse tipo de coisa, e não quero que quando eu for embora quem ficar pense isso de mim. Nós devemos agir de acordo com a ética do Reino de Deus, para deixarmos um legado de confiança, paz e segurança aos que virão depois de nós. Não faço questão de ser lembrado, mas, se for para ser lembrado, ora, então, quero que seja pela integridade e justiça que persigo em vida, em todos os sentidos, em Jesus, e não por outro motivo qualquer, que se dirá daqueles que forem ruins.

Outro ponto importante é o fato do excesso de confiança de Ezequias, de ter-se aberto sem medida aos Babilônicos. Jesus Cristo nos deixou escrito na Bíblia Sagrada: Eu vos envio como ovelhas ao meio de lobos. Portanto sede prudentes como as serpentes e simples como as pombasMateus 10: 16. Nós não podemos nos deixar cair no erro de Ezequias, e sair por aí confiando nas pessoas cegamente, sem “filtros e trancas”. Não. Nós devemos medir as nossas palavras para falarmos de nós mesmos a quem quer que seja. Prudentes e simples, segundo o Mestre. Desabafar, “abrir” o coração, conversar, confidenciar, dentre outras coisas, são atos esperados e sadios nossos e das pessoas em geral, mas sempre dependem de “quem” receberá as informações e para “quem” as damos, bem como a profundidade delas. São as nossas informações, ora. Ninguém deve viver como um “livro aberto”, exposto a tudo e a todos. Não. É preciso ter comedimento e cautela com aquilo que eventualmente nós revelamos aos outros sobre nós mesmos. Jesus nos enviou em meio a lobos. E há muitos “lobos em pele de cordeiro…” – Muitos! Sejamos, pois, prudentes e simples. Isso nos evitará muita “dor de cabeça” em aborrecimentos, prejuízos financeiros e chateações. Sem contar as desilusões com determinadas pessoas. “Em boca fechada não entra mosquito”.

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