Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 17: 9.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O que encobre a transgressão promove o amor, mas o que renova a questão separa os maiores amigos” – Pv. 17: 9.

Encobrir qualquer transgressão não parece ser conduta acertada. E não é mesmo. Quem fizer algo errado deve responder por isso, faceando as consequências. Mas o verso não trata do ato de encobrir a transgressão, no sentido de “passar a mão na cabeça” de quem fez besteira, ou porventura escondê-la. O que o verso pretende e quer evitar é a fofoca à boca pequena de pessoas que convivem em algum tipo de comunhão, e que partilham de amizades comuns. São os escândalos e os deslizes das pessoas, que caem em público e são transmitidos de boca em boca. Coisas que qualquer um de nós passaria muitos bem sem saber mesmo por alto, e muito menos dos detalhes. Eu costumo brincar com os outros, sobre isso, ou quando um assunto não me interessa, dizendo-lhes: “não quero saber e, por favor, me poupe dos detalhes sórdidos”. E realmente há muita coisa que não nos interessa e tampouco nada nos diz respeito, ora.

O ato de transmitir uma novidade que não nos diz respeito (fofoca) gera uma gama de opiniões e “achismos” que contamina todo um grupo. Imagine-se uma igreja na qual o padre traiu seu voto de batina com uma paroquiana, casada, ainda por cima; ou um pastor que, apesar de casado, “pula a cerca” com uma ou mais de suas “ovelhinhas”. E essas situações caem na boca do povo. Ao espraiar a fofoca certamente não é amor que geramos. Nesse sentido, a pessoa que fez a bobagem pagará por seus atos, mas nós não precisamos “ajudar” e espalhar a noticia. Se não nos diz respeito, fiquemos, pois, em silêncio. Se nada pudermos ganhar em ajuda ao próximo contando “a novidade”, ora, pois, “boca de siri”, como se diz comumente. Privilegia-se o amor se guardamos conosco uma nova que é vergonha alheia ou notícia com atributos negativos de outrem. Geralmente o fofoqueiro assim age para se sentir superior, em vantagem, ou ter assunto, já que é, no mais das vezes, alguém sem conteúdo, pobre de espírito.

E quando nós somos vítimas de algum malfeito, tornamo-nos dignos quando “paramos” conosco a afronta sofrida. Porque Deus está vendo, e com Ele não se brinca. Quanto menos “barulho” nós fizermos sobre o fato, tanto melhor se nos será, Deus é o nosso Vingador. Nós somos humanos, e podemos desabafar uns com os outros, claro. Isso é sadio e faz bem. Mas devemos saber com quem nós devemos ou não desabafar, e como está o nosso coração no momento do desabafo, se reto e íntegro, ou “trabalhando no modo mera picuinha”, ou seja, como se passa o fato adiante. Com ou sem alarde. Com um “megafone” ou com “mão em concha na orelha” do confidente. E se a pessoa com quem se intenta falar é confiável, ou não. Mais ainda: nós precisamos aprender a “engolir sapos”, vez por outra. Isto é, “amortecer o golpe” em nós mesmos, “sem revidar”. Isso é nobre. Quem assim age demonstra nobreza e presença de espírito, em Jesus. Afinal, quem causa o dano é o infeliz e pobre, e não quem o suporta. É bom ter altivez de espírito em casos como esses (Romanos 12: 18). Temos muito que aprender (e nos condicionar), não é mesmo? Essa nossa vida de fácil não tem nada…

E a segunda parte do verso nos mostra a consequência da fofoca: divisões. Na medida em que tomamos partido de um ou outro lado, ficamos em lados distintos, antagônicos. Antagonismos em Jesus não podem nem devem existir. Certamente trata-se de pecado, dos mais tristes, inclusive. Diante de Deus ninguém culpado sai inocente. Precisamos ter isso em mente, porque isso facilitará nossas condutas nessa seara. A recompensa para o bom é certa, como é certa a paga para o transgressor. Deus é Deus, Fogo Consumidor. Nosso fundamento é Jesus. Por Jesus nós devemos adotar certas condutas conciliatórias, que tragam paz, harmonia e serenidade a nós mesmos e a todos que nos circundam. Por Jesus nós precisamos, às vezes, nos anular, e deixar que o errado passe por nós incólume, mas incólume ele não ficará diante de Deus, com certeza absoluta. Urge que tenhamos em nós essa certeza absoluta, porque por ela nos tornamos fortes. Fortes em Jesus. Fortaleza de alma, espírito e consciência, presença de espírito, em Jesus. Aquilo que fazemos em benefício alheio não passa despercebido pelo Senhor, que há de nos recompensar; o mesmo raciocínio é aplicado ao mal. Logo, com humildade, deixemos o agir de Deus acontecer, em todos os sentidos, permitindo que Ele nos ensine como melhor proceder, caso a caso. Ouçamos nós, todos, a Sua bendita voz! Pois!

© Amor-Perfeito

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