Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

João 15: 15.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Já não vos chamo mais de servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Antes, tenho-vos chamado amigos, pois tudo o que ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” – Jo. 15: 15.

Há muitos anos atrás, quando eu ainda frequentava a igreja na qual me converti, havia um “entendimento” de que os convertidos a Cristo eram filhos de Deus e os demais, os ímpios, de outra sorte, eram tão somente criaturas de Deus. Eu, como neófito na fé que era, guardava no meu coração coisas como essas. Depois de muitos anos, talvez, mais de década e meia, eu tive um insight sobre o tema, que apaziguou meu pensamento. Ora, se chamamos nosso Deus e Senhor de Criador, nós evidentemente somos criaturas Suas. Ponto. Há diferença entre ser filho de Deus e criatura de Deus, somente na medida em que muitas criaturas de Deus, seres humanos, não são filhos de Deus. Mas todos os seres humanos, filhos de Deus ou não, são criaturas de Deus, criados por Ele, à Sua imagem e semelhança. Os filhos de Deus são aqueles que se entregam a Deus Pai, por Jesus, e são alçados a essa condição, por meio da adoção, Obra Divina de Deus que nos leva à salvação de nossas almas. E isso tendo como Primogênito o Filho Unigênito de Deus, o Senhor Jesus, o Cristo de Deus.

E somos servos de Deus? Ou amigos? O servo serve, e o Senhor Jesus disse aos Seus discípulos que Ele havia vindo para servir. Na carne, entre nós, homens, Jesus veio para servir. E o Apóstolo Paulo disse que era escravo de Cristo, isto é, servo. Logo, servir a Deus, em Jesus, é uma característica dos filhos de Deus. Quem é filho, serve. Quem serve, é filho. Jesus é Deus, e veio até nós para servir. E nos disse na Bíblia Sagrada que nós devemos imitá-lo, isto é, nós devemos servir. O maior entre nós é aquele que se dispõe a servir, é aquele que serve. E Jesus pelo verso “promove” os discípulos a Seus amigos. É uma homenagem e tanto ser chamado de amigo por Jesus. Porém, vaidades de lado, o amigo de Jesus é amigo Dele porque é servil, serve. Assim, servo e amigo são duas condições indissociáveis, ou seja, uma depende da outra para existir, coexistem, pois. E o amigo e o servo de Jesus também são criaturas e filhos de Deus, Tudo ao mesmo tempo. De novo, mesmo raciocínio: são quatro condições que só fazem sentido se entrelaçadas e unidas. Ou seja, coexistem. Todas ao mesmo tempo.

Esses estados de um ser humano, sempre todos juntos, fazem dele um crente em Jesus, ou um cristão. Nós nunca seremos uma ou outra coisa: é tudo ou nada. A beleza do Evangelho, do Plano de Redenção de Deus Pai, é justamente o fato de que nos torna inteiros e puros, regenerados e bem-aventurados. Nós somos tudo de bom em Jesus. E não existe contradição em sermos todas essas coisas em Jesus, afinal, Ele é tudo em todos, e em todas as coisas. Até no ímpio. Aliás, antes de nos entregarmos a Jesus, nós mesmos éramos ímpios. Ímpio é aquele que “anda” pela vida sem render graças a Deus, muitas das vezes sequer se dando conta de que Ele existe de fato. Ímpio não é só quem faz o mal; não, ímpio é quem não anda com Deus, mesmo se for boa pessoa. É necessário ao homem se render a Deus, por Jesus, e, a partir disso, travar um relacionamento de intimidade com o Senhor. Conhecer Sua vontade por meio da Palavra de Deus. Se lançar na busca do bem e daquilo que é justo. Fazer justiça. Ser íntegro. Ter em si mesmo o Espírito Santo. Se preocupar com o próximo. Quem faz isso é criatura, filho, servo e amigo de Deus, em Jesus.

Este texto, bastante resumido, claro, foi objeto de uma pregação minha, quando eu ainda era um pregador de oratória, de palavras, não de escrita, como sou hoje. Tenho um pouco de saudades de pregar a Palavra de Deus presencialmente, mas, ao mesmo tempo, amo este Ministério de escrita que Deus me deu e me confiou. Um dom de Deus, graças a Deus. Na pregação falada, no entanto, muitas vezes eu tinha uma crítica e uma dimensão imediatas dos efeitos da mensagem pregada, e, agora, eu não faço ideia de como estes textos atingem as pessoas e tampouco sei quantos são alcançados por eles, até em outros países. De coração, espero que muitos sejam abençoados e consolados pelas coisas que escrevo não de mim mesmo, mas que Deus me dá. Eu não pregava em igrejas, mas em pequenas reuniões em casas de pessoas que me pediam ou em outros lugares, esporadicamente. Acho que preguei apenas uma vez em uma igreja, e foi difícil a beça, porque havia muita gente lá, e eu estava encabulado e nervoso. De resto sempre preguei para poucas pessoas, talvez, no máximo, umas trinta, por aí. Agora exerço o dom da escrita, com esmero e amor, e espero que sirva e ajude às criaturas, aos filhos, aos servos e aos amigos de Deus Pai, em Jesus. Crentes e cristãos, e ímpios, por que não? Sempre em Jesus! Para Ele e por Ele, amém.

© Amor-Perfeito

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