Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

João 8: 15.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Vós julgais segundo os padrões humanos; eu a ninguém julgo” – Jo. 8: 15.

A missão de Jesus entre nós não compreendia o ato de julgar. O Mestre veio para ser conhecido, para ensinar e advertir, para consolar e aconselhar, para apontar as heresias, abusos e hipocrisias, para cumprir as Profecias, para nos redimir, regenerar e nos dar vida, para nos salvar. E Ele foi julgado sem misericórdia pelos homens, segundo os padrões que nós mesmos utilizamos hoje em dia, no nosso dia a dia, e isso é um fato, passível de ser constatado por mera observação. Eis aqui um ponto a respeito do qual devemos ter cuidado e atenção. A regra Bíblica nos diz que nós não devemos julgar para que não sejamos julgados (Mateus 7: 1). Contudo, é impossível viver sem julgar, até porque não teríamos parâmetros e medidas para aplicarmos em nossas respectivas caminhadas. Nós dependemos de exemplos, positivos e negativos, para imitarmos ou evitarmos atos, comportamentos e condutas. A vida é um aprendizado, não? Então, mais uma vez, portanto, tudo depende da disposição do coração de quem, no caso, julga.

Disposição de coração é a essência do Cristianismo e do ser cristão. O grande dilema do cristão é este, na minha modesta opinião. Muita gente há que segue preceitos de homens e ditames de igrejas que, várias vezes, destoam da Bíblia Sagrada. Alguns são nefastos, outros não, pois apenas requerem da pessoa algum tipo de modo de se comportar, para se integrar a determinada comunidade. Podem ser até excessivos ou severos, mas não chegam a ser prejudiciais, desde que a pessoa consinta em observá-los e esteja à vontade em cumpri-los. Uma vez que alguém se predisponha a frequentar específica congregação, justo é que se adapte ao “modus operandi” praticado lá pelos membros (com exceção de se aceitar heresias). Já as imposições (de homens e de igrejas) não são coisas boas e podem ser bastante nocivas às pessoas, especialmente aos novos na fé. Jesus não ditava regras, Ele apenas ensinava. E eu entendo que as igrejas devem acolher as pessoas e ensiná-las, e não cobrar delas um resultado que, por vezes, nem quem cobra obtém.

O cristão deve ter em seu coração a obrigação e o empenho de servir a Deus e ao Evangelho. A “vontade” do cristão não pode ser externa, porque se assim for, é falsa, aparente. E crente em Jesus não pode viver de aparências. O ser crente e o agir como cristão deve ser algo intrínseco, isto é, deve vir de dentro, tal qual a palavra de Jesus, que diz: Quem crê em mim, como diz a escritura, do seu interior fluirão rios de água vivaJoão 7: 38. É uma condição espiritual, pois, das mais sensíveis e importantes. Quem se digna a seguir e servir ao Mestre deve ser ensinado pelas pessoas e pelas igrejas, e todos os outros meios, mas deve ser livre para tomar com sinceridade e total liberdade suas decisões e posições. Quem “convence” e “converte” o cristão a respeito daquilo que é certo ou errado é o Espírito Santo que nele está (ou deveria estar). Sobre isso, leia João 16: 7 a 11. E como as tradições e costumes, línguas variadas, culturas e ambiente variam de forma imensurável, o que está certo para uns pode ser errado para outros tantos, e vice-versa. O que vemos entre homens e nas igrejas cristãs, pois, é a limitação do livre arbítrio das pessoas.

Contudo, quem dá o livre arbítrio às pessoas é o Senhor, logo, o livre arbítrio não pode ser limitado por “exigência” ou imposição de homens e/ou igrejas. Cada ser humano deve ser livre para aprender com suas experiências, boas e más, e a função dos seus semelhantes e das igrejas é ensinar a Palavra de Deus. Esta frutificará nos corações, fazendo com que a pessoa tome o rumo desejado e esperado por Deus, assim seja. Homens e igrejas devem acolher e aconselhar, amar, sorrir, curar, abraçar, tolerar, com resignação, confiando que a Obra é de Deus Pai. Eu consinto, no entanto, que há situações extremas nas quais o melhor é mesmo se afastar ou deixar a coisa de lado; tudo bem, mas isso deve ser feito com orientação de Deus, em qualquer caso. E nós sempre cometeremos erros, tudo bem também: é da nossa natureza. Aqui não se prega liberdade total ou “libertinagem”, mas responsabilidade pessoal e compromisso de cada cristão com Deus, em Jesus, e o bom e reto uso do livre arbítrio (Provérbios 12: 8). Há muito tempo reflito sobre qual seria o comportamento ideal do cristão, e a minha conclusão é a de que não existe um padrão ou um “certo absoluto”. O arquétipo do cristão (diferente em cada pessoa) se perfaz a partir de um coração comprometido voluntariamente com Cristo Jesus. Isto, por si só, sendo real, pessoal e sincero, encaminha qualquer pessoa a Deus Pai, inevitavelmente. Eu creio nisso, de coração!

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