Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Salmo 147: 10.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz na agilidade do homem” – Sl. 147: 10.

Não é fácil impressionar o Senhor nosso Deus. Não. Pelo menos, não com coisas e situações por Ele criadas. O cavalo é um animal forte e imponente, mas foi Deus quem o criou (Ele sabe tudo sobre o cavalo e todos os outros animais). E é Ele quem distribui dons e destrezas aos homens, logo, como O impressionar com algo que Ele mesmo deu? Quem se surpreende com um presente é o agraciado, e não seu benfeitor. Afinal, este último já sabe o que há dentro do “embrulho”, não? A agilidade do homem pode encantar e maravilhar outros homens, ainda que seja dom de Deus. E isso, por certo lapso temporal, visto que tanto a força do cavalo como a agilidade de um homem, e tudo o mais que estiver sujeito ao tempo, tem “prazo de validade”. A decadência é uma realidade com a qual temos de conviver. Sem choro nem vela. A força do cavalo acaba; a agilidade do homem diminui e cessa; ambos vivem seus respectivos ocasos, e… Morte física!

E basta um segundo, um “piscar de olhos”, para que a vida mude drasticamente, tanto para pior como para melhor. Geralmente, neste caso, para pior. Viver é perigoso, e não temos garantia de nada, “nadinha”. Somos seres que vivem de expectativas, instante a instante. De que as coisas deem certo, de que tudo saia conforme planejamos, e esperamos o melhor para nós, de Deus, inclusive. Mas não sabemos se estaremos vivos no próximo minuto. Mesmo assim é bom que nós nos ocupemos com planos e sonhos, pois o normal da vida é que ela cumpra seu ciclo natural, da infância à velhice. Dentro desse período muita coisa acontece e, entre satisfações e contratempos, nós trabalhamos e nos esforçamos, fazemos escolhas, tomamos decisões, enfrentamos fatalidades, enfermidades e desconfortos, nos alegramos e nos entristecemos, nós faceamos derrotas e vitórias, enfim, de tudo um pouco, tudo o que, porventura, couber numa vida. Muito sofrimento por aí… Mas a vida é bela, também, e cheia de belezas.

Ao homem, no entanto, resta-lhe reconhecer por si só a sua fragilidade e transitoriedade (pelo menos, no que concerne a este corpo corruptível). Hoje é; logo não mais será. Tudo passa. Fica para trás. A traça come e a ferrugem corrói. A decadência nos colhe pelo caminho, e nos desgasta pouco a pouco. Aliás, ela começa no nascimento, acho. O homem é, assim, prisioneiro seu, no presente que o abriga. Passado e futuro são situações abstratas, inexistentes, inatingíveis, intangíveis. No primeiro caso, trata-se de mera memória, no segundo, de pura expectativa, e só. Neste tempo presente de meu Deus, pois, que parece infinito (e de certa forma é mesmo), o momento da consciência é “onde” nos encontramos e estamos confinados. Nele fazemos de tudo e tudo. Nele “criamos” o passado. Nele “fabricamos” as expectativas para o futuro. É nele que vivemos. Esse é o tempo que conta. Essa é a nossa realidade. Nele estaremos até o fim dos nossos dias, para fechar os olhos aqui e reabri-los no Céu, se Deus quiser, onde veremos espantosas e fantásticas maravilhas. O que o olho ainda não viu, nem o ouvido ouviu, e nenhuma “sombra” do que virá jamais esteve em nossos corações.  

Tudo o que foi dito para dizer uma singela e significativa palavra: humildade. Palavra essa que é a melhor resposta para o verso, e para a afirmação feita no início deste texto. Quer agradar a Deus, em Jesus? Seja humilde. A humildade põe o homem em seu devido lugar, e lhe dá discernimento e sabedoria para ser quem ele é, e nada mais do que isso. Ninguém deve pensar de si mais do que aquilo que lhe for inerente e conveniente, como pessoa e ser humano, em detrimento dos outros, especialmente no que tange a dons (ou agilidades), visto que todos são dados pelo Pai, tanto a crentes como a ímpios, aliás. Humildade nos dá melhor perspectiva de tudo na vida. Se formos humildes em nossos atos e condutas, e se formos humildes interiormente, bem, isso certamente agradará a Deus. O sucesso material e mundano do homem nada é para Deus. Nada disso O impressiona. Mas seu sucesso espiritual, de tesouros eternos, e sua disposição interna em ser o que se é, fazem toda a diferença ao Senhor, eu creio. Nisso consiste a vitória ou a derrota do ser humano na carne: ser humilde, de verdade, não só de aparência. Não se fazer de humilde, mas ser, de fato, humilde. Como Jesus foi humilde, e venceu o Mundo.  

© Amor-Perfeito

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