Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Salmo 30: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Eu dizia na minha prosperidade: Jamais serei abalado” – Sl. 30: 6.

Ninguém sabe o dia de amanhã. A afirmação do verso é típica dos arrogantes e dos soberbos, que também são loucos, estultos e destituídos de sabedoria. Viver com esse pensamento é uma perigosa utopia. A “prosperidade” mencionada do verso não é a espiritual, que se perfaz em dependência de Deus Pai, mas, pelo contrário, é a prosperidade material. Ou seja, bens e riquezas, que em abundância (quanto mais…) “produzem” poder e sensação de segurança, e que, por fim, tornam o homem vaidoso e orgulhoso. É inegável que o dinheiro nos traz tranquilidade e, de certa forma, mais liberdade. Todo aquele que não tem preocupação com dívidas acima de seus ganhos, posses e possibilidades financeiras, folga com essa situação e vive melhor. Não há dúvida sobre isso. Em suma: se nada falta, ótimo; se falta, bem, aqui temos inúmeras variantes de estresse, de frustração, de falta de sossego, de angústia, de preocupação, até de desespero, dentre outras “sensações” ruins, para dizer o mínimo.

É horrível o sentimento que brota do íntimo de uma pessoa quando ela não tem dinheiro, por exemplo, para pagar uma conta de energia elétrica. Pior, se for falta de recursos para comprar comida. E triste se essa pessoa for arrimo de família. Contudo, com ou sem prosperidade, a maior desgraça é estar longe de Deus. Não é errado ser rico, desde que por vias lícitas, mas é certo que a riqueza é como um véu na pessoa, que a dificulta ver e enxergar a existência e presença de Deus em sua vida. Tremo, e me abalo, só de pensar nisso. Eu não sou rico, mas sei que sou abençoado por Deus Pai, em Jesus. Tenho plena certeza disso. Nem posso dizer que seria fé, simplesmente, mas, certeza mesmo, confiança total e consciência plena disso. Sinto e vejo, na minha vida, e no meu dia a dia, o cuidado e o zelo de Deus por mim e pelos meus. Houve um dia, claro, no qual eu me entreguei a Deus, por Jesus. A partir desse meu ato e disposição, passei a ter acesso às coisas de Deus, o Reino, o Manual da Vida, e tudo o mais; todas as bênçãos de Deus.

E vou registrar aqui um testemunho no qual falhei feio. Mea culpa. Tenho um parente muito bem de vida, em termos materiais. Ele é inteligente e culto, acima da média. Um belo dia, no passado, ele postou no WhatsApp da família um recorte de jornal, fotografado, que dizia, mais ou menos, o seguinte: um percentual alto da população brasileira, talvez algo acima de 70% (não me recordo bem), afirmava que tudo o que tinham obtido na vida até então, tinha sido por conta da bondade, ajuda e da providência de Deus. Essas pessoas atribuem a Deus seus respectivos sucessos financeiros, em várias escalas, e esse era o tema do artigo. O tom desse meu parente, não crente, foi jocoso ao postar essa matéria de jornal. E foi aí que eu falhei: eu deveria ter-lhe dito, a todos do grupo, aliás, que eu era (sou) uma daquelas pessoas, abençoadas, que tinham essa certeza absoluta de que o Senhor era/é a origem daquilo que tinham e tem (que tenho). Não disse, e me arrependo: deveria ter dito. Ora, responsabilizo diretamente a Deus pelo conforto, em todos os sentidos, que hoje eu desfruto em minha vida como cristão. E repito: não sou rico, pago minhas contas, e sobra um pouco para ajudar o próximo e para lazer e diversão. Vivo bem, graças a Deus. Está bom assim, em Jesus, amém.

Eu não sou ambicioso. Minha ambição, única, é ser um bom filho de Deus, dedicado a crescer em estatura diante Dele, com humildade e resignação, e que, volta e meia, “arranque” sorrisos de satisfação do Pai, e O alegre. O resto são desejos e sonhos, que se o Senhor quiser e os realizar em minha vida, que bom, os aceito de bom grado; se não, tudo bem também. Enfim, se a nossa disposição interna for a de acharmos que “jamais seremos abalados”, estamos em “maus lençóis”, com se diz popularmente. Espiritualmente derrotados. Pobre homem rico; rico homem pobre; rico homem rico; pobre homem pobre. Tudo depende do coração no Senhor, em Jesus. Prosperidade é isso: Deus no coração, na alma e no espírito. Deus tudo; tudo Deus. Tudo em todos, Ele. Tudo em nós, Ele. Tudo em todas as coisas, Ele. “Não serei abalado?” Por tudo o que foi dito: cuidado, pois será. E como será. A diferença? O cristão tem a Deus e a Jesus, pelo Espírito, a lhe ajudar a se recompor. E aquele que Nele não crê (este), como fará? A quem recorrerá? Por isso me arrependo de não ter aproveitado a oportunidade com esse meu parente… O Senhor verdadeiramente muda a vida da pessoa que passa a conhecê-Lo e amá-Lo, que a Ele sinceramente se entrega, tornando-a próspera. E riquezas e bens materiais são as menos importantes e menores partes do todo que Ele nos proporciona, presenteia, dá e provê.

© Amor-Perfeito

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