Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Criado-Mudo (O Aprendiz de Gutenberg)

“Um grande livro deveria deixar você com muitas experiências e um pouco exausto no final. Você vive muitas vidas enquanto lê” – William Styron.

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Livro recomendadoO APRENDIZ DE GUTENBERG – Um jovem apaixonado pelos livros e pela escrita e a invenção que desafiou o poder da igreja” – Alix Christie. Editora Planeta, 1.ª Edição – 2017 (366 Páginas).

Um pouco sobre o livro: uma estória dentro da História. É assim que eu classifico este livro. A cidade é Mainz, na Alemanha Medieval, o aprendiz é Peter Shoefer e o mestre é Johannes Gutenberg, inventor da prensa móvel e da tipografia. É uma obra de ficção, mas com muitos dados históricos e informações sobre a vida na época (costumes e tradições), entre 1450 até 1486. A Igreja Católica foi, num primeiro momento, opositora da invenção de Gutenberg, e muitos a consideravam como blasfêmia. A profissão de escriba, que eram os copiadores profissionais de textos, pergaminhos e cartas, prática muito comum de monges em monastérios e abadias, além de profissionais laicos, ficou ameaçada e restou mesmo prejudicada já em torno de 1500, com a disseminação e otimização das prensas. Consta que a grande jogada de Gutenberg foi o trabalho em segredo, de modo que, quando veio a público o seu feito, com a impressão de vários exemplares da Bíblia Sagrada, e, ainda, acompanhado do louvor de muitas pessoas poderosas, à Igreja Católica restou somente anuir e aplaudi-lo. Logo, o conteúdo do livro em apreço interessa a todos os cristãos, sendo certo que tal invenção e técnica foi fator preponderante para a disseminação da Reforma Luterana e para a posse da Palavra de Deus por qualquer pessoa, retirando o monopólio do Livro Sagrado (e de Sua interpretação) da própria Igreja Católica.  

As prensas de Gutenberg infelizmente também se prestaram à confecção de cartas de indulgência, vendidas pela Igreja Católica no Período Medieval, em franco comércio e puro interesse financeiro. Isso, de certa forma, ajudou Gutenberg e seus associados a terminarem o projeto principal, a impressão da Bíblia Sagrada, acalmando os  dirigentes mais poderosos da Santa Sé. Paro de discorrer sobre o livro aqui, mas transcrevo uma curiosidade atual sobre esse monumental trabalho e invenção: Ainda existem quarenta e oito exemplares da Bíblia de Gutenberg, completos ou em parte, dos cento e oitenta publicados. (…) A última vez que um exemplar foi leiloado, em 1987, o comprador pagou cinco milhões e quatrocentos mil dólares apenas pelo Antigo Testamento” (Fls. 363). No mais, espero ter despertado curiosidade em todos, e digo: este é um livro que vale muito a leitura.

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