Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 15: 32.


* 1mVersículo 1aVerdade *

“O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, mas o que dá ouvidos à correção adquire entendimento” – Pv. 15: 32.

Que pai há que não corrija seu filho? Que mãe há que não corrija a sua filha? Quais pais irresponsáveis deixam seus filhos entregues a eles mesmos? Na língua inglesa o correspondente a “criar um filho” seria o equivalente a “raise a child”, que traduzido significa, mais ou menos, “fazer uma criança ou filho crescer”, para que atinja a maturidade. Eu, particularmente, gosto muito desse enfoque. E como fazer isso sem correção? Sem disciplina? Pois é, não dá. Por conta disso que eu sempre digo que os versículos nos quais encontramos menção à correção de crianças, em geral, no mínimo, pra mim, todos eles têm “duplo sentido”. Isto é, não se prestam apenas às crianças, mas servem para todos os adultos também, nós, que somos considerados como “pequeninos” de Deus, filhos Dele. Poético isso? Sim, talvez, mas fato é que encerra uma verdade irretorquível, porque Deus Pai nos corrige como um pai corrige a seu filho, que ama.

E a Bíblia Sagrada nos ensina que o Senhor nos ama como a filhos Seus, filhos queridos, filhos que se tornaram filhos por adoção, graças a Jesus Cristo. Há aqueles que são da Videira, e há outros tantos que são enxertados na Videira. Mas uns e outros, todos, dependem de Jesus para estarem nessa condição, nos nossos dias. Nossos corpos mortais valem nada para a Eternidade, por isso o verso fala em “almas que desprezam a disciplina de Deus”. Alma é “sinônimo” de ser, ente, de vontade, de intentos, de essência, de coração. O corpo é apenas um instrumento pelo qual tudo isso, de bom ou mau, a bem ou por mal, se concretiza. Há quem seja “sensorial”, privilegiando as “sensações” obtidas por meio do corpo, e se entrega aos prazeres da carne, deixando de lado ou em segundo plano a sua alma. Pobre coitado, esse, que assim age. É o tolo e estulto, no qual a correção não tem alcance algum. Entendimento ele não tem, é soberbo, arrogante e obtuso, louco. Não aceita correção de ninguém, que se dirá daquela vinda de Deus, a mais valorosa e amorosa.

Contudo, correção e disciplina vêm acompanhadas, no mais das vezes, de consequências. E correção e disciplina, especialmente para os ímpios e descrentes, pode ter outro nome: punição. Claro que com consequências, duras e severas. A graça de Deus dá aos cristãos a bênção da correção e da disciplina; e algumas vezes, a critério do Senhor, a misericórdia entra em cena, e atenua ou extingue as consequências. Tudo depende do julgamento de Deus e do coração arrependido, sincero e contrito, do “cidadão pecador” (todos nós, sem exceções, aliás). Talvez, também, da gravidade do fato, em si. Isso eu não sei dizer ao certo. Porém, o não cristão, chamado de ímpio, ao invés da graça de Deus e possível misericórdia, recebe em troca de seus malfeitos o Juízo de Deus, e nem sempre tudo se cumpre em vida, tantos que eles são – tais malfeitos. Não podemos nos deixar levar pela impunidade de alguns ímpios, pois isso seria não confiar ou “desconfiar” do Juízo de Deus. Salomão escreveu: Visto que não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto à prática do malEclesiastes 8: 11. Não sejamos nós assim, confiemos em Deus Pai, de toda a nossa alma, pois há a promessa Bíblica que nos diz: Não vos enganeis: Deus não se deixa escarnecer. Tudo o que o homem semear, isso também ceifaráGálatas 6: 7. Tudo. TUDO. Aqui e “além-mar” – Eternidade.

Tal como uma criança, no entanto, em condições normais (sem abusos, portanto), ela logo se esquece da correção e precisa de constante disciplina. Conosco (adultos) não é diferente: na medida em que a vida passa e se desenrola, e decisões são tomadas, e caminhos são cruzados, e tentações nos são expostas, escolhas boas e ruins são feitas, nós, no mais das vezes, precisamos de Deus “em nosso encalço”, para endireitar as nossas veredas e nos pôr de volta no caminho bom e virtuoso, na boa trilha. Diga que não? Ora, se for honesto, dirá que sim, tenho certeza. Melhor a nós, pois, que nos sejam dadas a correção e a disciplina do que a punição. Isso significará que em Cristo estamos nós, estandartes fincados e estacas bem postas, firmes e inabaláveis. E a correção e a disciplina nos proporcionarão entendimento. Entendimento para sermos corretos e íntegros (diante de Deus). Entendimento para sermos conhecidos (por Deus). Entendimento para termos conhecimento (de Deus). Entendimento para obtermos sabedoria (também, de Deus). Não rejeite, pois, a disciplina de Deus, dê ouvidos à Sua correção, adquira conhecimento e muito mais, ame-O, e guarde a sua alma para o melhor, “porvir”.

© Amor-Perfeito

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