Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Marcos 2: 11.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa” – Mc. 2: 11.

Esse verso faz parte da história do encontro de Jesus com um paralítico de Cafarnaum, cidade à beira do Mar da Galiléia. E no verso lemos palavras proferidas pelo próprio Mestre, que resultaram na cura daquele homem com deficiência física. Ao longo de Seu Ministério entre os homens, Jesus Cristo curou muitos enfermos, deficientes físicos, endemoninhados, e até fez reviver alguns mortos. Eu imagino que a mera presença/proximidade de Jesus já deveria ser algo revigorante e reconfortante. Assim é que cegos viam, coxos andavam sem dificuldade, paralíticos voltavam ao normal, mudos falavam, surdos ouviam, febres sumiam, feridas evanesciam, dores passavam, não havia enfermidade que não fosse por Ele curada, até mesmo à distância, como foi com o servo do Centurião Romano. E o assombro tomava conta da multidão, quando eventos como o da filha de Jairo e o caso de Lázaro aconteciam. A menina está morta, não incomodem mais o Mestre. Não, ela apenas dorme. Talita cumi! E reviveu. Lázaro, morto, havia sido sepultado há cerca de três ou quatro dias. Removam a pedra do túmulo. Senhor, já cheira mal. Removam! Lázaro: sai pra fora! E lá vem Lázaro, tal qual uma “múmia”, entre feixes de pano e ataduras, vivo. Revividos, ambos. Alegria. Felicidade. Susto. Espanto. Deslumbramento. Reverência. Temor. Medo.

O todo que esse Homem fazia era sobrenatural, impensável, inimaginável, impossível. Se apenas contados e ouvidos os “causos”, as coisas narradas em si mesmas não eram críveis de pronto, de tão espetaculares que eram. E não havia para eles o conceito de fé, como o que hoje nos acolhe. Mas quem poderia negar aquilo que seus próprios olhos viram? Como dizer que não aconteceu o acontecido presenciado? Algo há de certo (ou de errado, para alguns) nesse Homem… O que Ele é afinal? Um mágico? Um ilusionista? Um charlatão? Um ator, cuja trupe preparava com antecedência os espetáculos, marcados por “efeitos especiais”? O Filho de Deus, como Ele afirmava ser? Ele era pobre, esse Homem, e não pedia dinheiro pra ninguém, nem ligava para bens materiais. Isso era pura verdade, incontestável. Ele era um peregrino, vivia em andanças com Seus discípulos, pelas terras da Judéia. O povo O seguia, O admirava. Não havia ambição Nele, senão, como Ele mesmo dizia: fazer a vontade de meu Pai. Ao contrário da totalidade dos Seus circunstantes, Ele andava sempre confiante e à vontade. Vaidades? Nada, nenhuma. Nem casa tinha. E esse Homem era sábio e espirituoso como ninguém: Mostrem-me uma moeda. De quem é essa efígie? Ahhhh, de César? Ora, então deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Simples assim, “na lata”, de pronto, “pancada”, lindo!

Essas coisas todas Ele fazia para demonstrar, “tornar palpável”, para as pessoas, o Poder e o Reino de Deus Pai. Eram “sinais” do Céu, de que o Messias havia chegado. E ficava/fica evidente que esse Homem não era um “mero curandeiro itinerante”, não, Ele fazia muito mais. Dele “exalava” o Poder de Deus e tinha autoridade tal como ninguém jamais havia visto. Ele ensinava sobre o Reino de Deus, em parábolas, em francas conversas, em Sinagogas, nas ruas e praças, no Templo (qualquer lugar, hora) e, também, respondendo a perguntas de Seus detratores. Suas palavras eram “alimento” para os ouvidos, corações e almas de todos à Sua volta. Alimento Espiritual – nem só de pão viverá o homem. Mas esse Homem não era só um Homem de palavras, meras palavras: Ele agia, concretamente. Tanto que passado certo tempo de Seu Ministério, devido à Sua fama e notoriedade, Ele tinha dificuldade de entrar nas cidades, aldeias e em lugares (públicos e privados) com pouco espaço, pequenos. Por onde Ele andava era um alvoroço só. Multidões acorriam a Ele. Em lugares ermos, afastados, por dois registros Bíblicos, pois, sabemos que milhares de pessoas O seguiram para ouvi-Lo e para estar com Ele. Pois bem, nessas duas ocasiões comentadas, Ele repartiu o pão e o peixe para milhares de pessoas, pães e peixes, peixinhos, que mal davam para alimentar a Si e Sua própria “comitiva”. E depois de alimentada a multidão, recolheram-se as sobras, e essas sobras foram muito mais, grande quantidade, em relação ao que havia, originariamente e de fato, antes das ditas distribuições. O Homem orou a Deus, repartiu os pães e peixes, e todos se fartaram.

Esse Homem, simples, manso e humilde, era/é Jesus. E o paralítico do verso era/é um ilustre desconhecido para nós, cujo nome sequer foi mencionado. No entanto, metaforicamente, o “paralítico” do verso não era uma pessoa só, mas, em certa medida, ele representa todos nós. Não só o “paralítico”, aliás, mas, igualmente, nos retratam todos os “enfermos”, os “endemoninhados”, os “famintos”, os “mortos”, enfim, os destituídos da Graça de Deus. Todos e tudo, uma coisa só. Cada um de nós. Somos todos uns coitados, miseráveis, pobres, cegos, e estamos todos nus nesta vida (Apocalipse 3: 17). E é aí que entra o Filho do Homem, Ele bate à porta, e quem O escutar e abrir-Lhe a porta, e O deixar entrar, com Ele partilha a ceia, e recebe a cura e a consolação para todos os males (Apocalipse 3: 17). Tudo o que é ruim e real no mundo material nos serve de exemplo e tem paralelo com o mundo espiritual. Nós somos peregrinos em terra estranha. Logo, Jesus nos diz a todos, não só ao paralítico do verso: “A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa”Marcos 2: 11. “Tua casa”, minha casa, sua casa, nossa casa: o Céu, onde está o nosso Senhor Jesus, à destra de Deus Pai.

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