Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Salmo 130: 3.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Se tu, ó Senhor, observares as iniquidades, ó Senhor, quem subsistirá?” – Sl. 130: 3.

Ninguém. Ninguém subsistiria. Não sobraria um único ser humano, nenhum, ninguém, em lugar algum. Nós somos naturalmente indesculpáveis, inescusáveis, perante o Senhor, fracos, pobres de espírito e injustos. A Palavra de Deus nos ensina: Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer; (…)Romanos 3: 10 a 18. A nossa sina é a vereda do pecado. As nossas iniquidades nos denunciam, nos culpam, nos condenam, e nos mostram as nossas fraquezas e fragilidade. Por isso, devemos as nossas vidas a Deus, que nos tolera e guarda segundo Sua graça e misericórdia, além de nos destinar um amor sem fim, inesgotável – que dura para sempre (Salmo 136), incompreensível aos nossos pobres e limitados intelectos. A paciência de Deus para conosco faz a “famosa” paciência de sumir”, “evanescer”. Devemos, pois, profunda gratidão a Deus Pai, porque Ele nos amou primeiro (1 João 4: 19) e o Senhor nos enviou Seu Filho Jesus, em sacrifício vivo, para nos salvar, tanto da morte como até de nós mesmos (1 João 4: 9). Deus maravilhoso, muito obrigado! Sem palavras…

De todo modo, muitos (de nós) se acham (intimamente) ricos em diversos sentidos, não só no caso de riquezas materiais, claro, mas em relação a outros tantos atributos e predicados. E a Bíblia Sagrada nos mostra “outra coisa”, diametralmente em sentido oposto a esse raso pensamento (de que “somos alguma coisa”): Dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta. Mas não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nuApocalipse 3: 17. E mesmo que alguém “se sinta rico”, de qualquer modo ou maneira, deve ter em mente que a vida é marcada pela brevidade (Jó 14: 1; Salmo 144: 4; Tiago 4: 14). Outro pensamento, nessa matéria, é estultícia, pura loucura. A vida neste corpo mortal (corruptível) que Deus nos dá é finita. Depois vem a Eternidade, mas isso é outro assunto, e em outro corpo (incorruptível, desta vez). Deixemos isto para outro texto. Nestas linhas, no entanto, precisamos ter consciência – e demonstrar isso a quem não tem – da nossa “dívida de sangue” para com Deus Pai, em Jesus (Colossenses 2: 13 e 14). Este é o nosso “passe livre” para o Reino de Deus, o nosso “bilhete” que nos levará à presença de nosso Pai Celestial. Em suma: Jesus Cristo de Nazaré, o Messias de Deus (João 14: 6).

E a partir de Jesus, nosso Mestre, alcançamos, pois, a graça e a misericórdia de Deus, que nos redime e regenera, e justifica, e purifica. Pelas Escrituras Sagradas, a graça de Deus, por Tito, tem a seguinte eficácia em nós: Pois a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens. Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas, para que vivamos neste presente século sóbria, justa e piedosamenteTito 2: 11 e 12. Linda demais, a graça! Mas há ainda a misericórdia de Deus. A Bíblia nos ensina que o Senhor tem misericórdia de quem Ele quiser ter misericórdia, conforme Ele mesmo disse a Moisés (Êxodo 33: 19; Romanos 9: 15). Contudo, o Senhor é Deus de amor, e Suas misericórdias não têm fim, segundo o ensino do Profeta Jeremias: As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, pois as suas misericórdias não têm fimLamentações 3: 22. E ele mesmo complementa, logo em seguida (destaco este trecho devido à sua importância e pela implicação e beleza disso em nossas vidas): Novas são a cada manhã; grande é a tua fidelidadeLamentações 3: 23.

As misericórdias de Deus Pai são, pois, novas a cada manhã, e grande é a fidelidade Dele. O Senhor é bom e compassivo (Salmo 145: 8), e nos perdoa por dívidas impagáveis, de maneira que espera a mesma conduta nossa, com nossos irmãos (Mateus 18: 23 a 35; Parábola do Credor Incompassivo). Mesmo nós sendo pecadores natos, a atenção e o cuidado do Senhor desce aos mínimos detalhes de nossas vidas, a ponto Dele nos dizer que os nossos cabelos estão todos contados (Lucas 12: 7). Jeová, em Jesus, nos proporciona as bem-aventuranças (Mateus 5: 1 a 12), e nos pede que amemos ao próximo como a nós mesmos, bem com a Ele, acima de tudo e de todos (Mateus 22: 36 a 39). E arremata o Rabi, a respeito disso: Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetasMateus 22: 40.

Muito há que se falar de Deus e de Sua benignidade, tanto que, por certo, tudo não cabe em uma singela mensagem de reflexão, com poucas linhas. Porém, Deus Pai é Pai, Pai de amor, de paz, e é condescendente conosco, individualmente falando, bem como tolera as barbaridades e as atrocidades dos poderosos e de todos os maus deste século, de eras e eras, até o nosso tempo. Ora, como nós facilmente perdemos a paciência com os outros, e o Senhor, firme, nos ama e perdoa? Como os deslizes nossos são corriqueiros, cotidianos e diários, e o Pai sempre se posta ao nosso lado, mesmo quando não nos livra das consequências? Conosco Ele está na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, em qualquer situação. Não é à toa, pois, que Jesus é o Noivo, e nós, a igreja, Sua noiva, a noiva do Cordeiro, do Cristo de Deus (Isaías 62: 5; Efésios 5: 25 a 32; Apocalipse 19: 7 e 8). O Senhor é paciente e bondoso conosco; resta-nos, pois, reconhecê-Lo, e “andar sempre de joelhos” perante Ele, os anjos e os homens. Curve-se a Ele, pois, em Jesus! Sem demora!

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