Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Mateus 13: 30.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Deixai crescer ambos juntos até a ceifa. Por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, atai-o em molhos para o queimar; então colhei o trigo e recolhei-o no meu celeiro” – Mt. 13: 30.

Esse é um verso da conhecida Parábola do Trigo e do Joio, contada por Jesus. Tanto a parábola em si, quanto sua explicação aos discípulos (e a nós), nós as encontramos em Mateus: 13: 24 a 30 e 36 a 43. Porém, essa parábola é tão conhecida e difundida que foi “popularizada” através dos tempos: algo como “é preciso separar o joio do trigoEtc., indicando e exemplificando duas coisas distintas e contrapostas, porém, de forma mais abrangente daquela exposta pelo Mestre. Curioso como temos tantas coisas, ditos populares e expressões retiradas da Bíblia Sagrada, transformadas em “sentenças comuns”, ouvidas cotidianamente, e nem percebemos isso, muitas das vezes. Jesus dizia, no entanto, que em determinado tempo os “bodes” seriam separados das “ovelhas”, e cada grupo teria destinos distintos. As “ovelhas” pertencem ao Bom Pastor, enquanto que os “bodes” são filhos do inimigo de nossas almas. O Bom Pastor, claro, é Jesus Cristo; para dizer quem é o tal “inimigo”, conto uma história, séria e divertida ao mesmo tempo: os surfistas em Mavericks, “pico” de surfe de alto nível na Califórnia/USA, se referem ao grande tubarão branco como “you know who!”. Você sabe quem! Ora, todos nós bem sabemos “quem” é o inimigo de nossas almas, afinal? Não?

Bem, por que escolhi este verso? A Parábola do Trigo e do Joio é linda e encerra em si (mesma) inúmeras verdades espirituais e materiais. E uma dessas verdades, de cunho material, nos ensina que o “trigo” e o “joio” crescem juntos, e só depois, lá no final, são separados. Significa dizer que “bodes” e “ovelhas” dividem o mesmo “pasto”. Ou seja, maus e bons, ímpios e justos, “perambulam” pelo Mundo em coexistência. A conversão de uma pessoa a Jesus não a retira de seu meio, imediatamente. Apenas a eleva a um “patamar superior”, e a assegura como participante das benesses do Reino de Deus. Jesus orou para que Deus Pai nos livrasse do mal, mas que não nos retirasse daqui (João 17: 15). E cá estamos nós, cristãos e filhos de Deus, convivendo com toda sorte de pessoas injustas e injustiças. Por que as coisas são assim? Eu não tenho a mínima ideia, mas posso dizer que muita gente me incomoda, e fico muito aborrecido diante das injustiças que vejo, sem poder fazer nada, na maioria das vezes.

Importante dizer a todos que isso tudo muito me aflige, mas nem por isso “desconto” minha raiva e indignação no Senhor. Nem a Ele atribuo qualquer responsabilidade, porque as pessoas são o que são: muitas delas egoístas, mesquinhas e más. Não são culpa de Deus os males que vemos no Mundo, porque os interesses mundanos ditam as regras de quem têm poder, dinheiro, fama e outros atributos que lhes permitem ter o controle das coisas. Se essas pessoas fossem de Deus, filhas Dele, elas usariam esses atributos para os interesses e crescimento do Reino de Deus, em benefício dos demais, mais pobres em todos os sentidos. Mas não é o que vemos, pois que a maioria daqueles que tem qualquer controle sobre alguém ou alguns, ora, esses agem sempre no interesse de seus próprios ventres, visando seus luxos e confortos. E não importa o próximo, esteja ele próximo ou não. Muitas mortes ocorrem por conta dessas condutas. Muita desgraça ocorre, por conta desses comportamentos. Essas pessoas, ora, são filhas de quem? “You know who!

O Mundo e a vida podem nos causar muita frustração e sofrimento, mas aconselho a todos a jamais colocarem a culpa em Deus, tampouco perguntar-se o porquê de Deus permitir isso ou aquilo de ruim. Não é Ele que permite qualquer coisa: é o ser humano, com sua maldade inata, egocentrismo e livre arbítrio (que tem) quem faz as barbaridades que vemos por aí. Na família, no trabalho, nas amizades, nas instituições de ensino e religiosas, no Mundo, em qualquer lugar, em todos os lugares. Contudo, nossa tarefa é suportar tudo isso, porque a Justiça Divina não é feita durante o “crescimento da plantação”, só na hora da “colheita” ou “ceifa”. Bem sabemos que o Senhor interfere nas coisas por aqui, volta e meia, mas não da forma drástica que nos ensina a Parábola do Trigo e do Joio. A “pancada” de Deus, “pra valer”, virá na “ceifa”. Enquanto isso, infelizmente, “surfamos em meio aos tubarões”, traiçoeiros e perigosos, indiferentes ao nosso bem-estar, necessidades, anseios e propósitos.

A “besta surge do mar”, da multidão. Da multidão, uns “vão para o fogo”; outros são recolhidos no “Celeiro do Senhor”. Igualmente o reino de Deus é semelhante a uma rede lançada ao mar, a qual apanha toda espécie de peixes. Estando ela cheia, puxam-na para a praia e, assentando-se, escolhem os bons para os cestos; os ruins, porém, lançam foraMateus 13: 47 e 48. Se nós sofremos injustiças, se vemos injustiças, se as injustiças nos atingem de qualquer modo, e se nos incomodamos muito com elas, bem, significa dizer que nós temos a consciência de Deus em nós, e nos preocupamos conosco e com o próximo. Boa coisa é. Bom sinal. Nós devemos e precisamos confiar em Deus, pois a hora mais horrível de todas para boa parte daqueles que nos afrontam e nos fazem mal, será o nosso triunfo e recompensa de termos seguido o Mestre, Jesus. Não por nós, nem pelo egoísmo de ver os outros perdidos, mas por Ele, que avisa, e avisa, e avisa, e quem dá crédito à Sua pregação? Indignação nossa haverá, portanto, e muita, além de embaraços e aflições. Mas será que, diante de Deus, depois que Ele nos “recolher em Seus Cestos”, de estarmos “em Seu Celeiro”, seguros, com a Eternidade definida, qualquer coisa ora vivida haverá de nos afetar? Não, por certo. Então, a todos nós, Dele (e por Ele): e CORAGEM! “Vamos todos à luta”, cabeça erguida, e “peito aberto”, o Senhor é conosco, em Jesus (Apocalipse 22: 11 e 12). Cada um terá para si o que Dele está guardado. Inevitavelmente!

© Amor-Perfeito

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