Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Jó 1: 21.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. O Senhor deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” – Jó 1: 21.

A afirmativa do verso, dita por Jó, é a mais pura e absoluta verdade. Verdade incontestável, aliás. Não há quem leve consigo para o além, qualquer coisa material. “Caixão não tem gaveta”, diz com acerto a sabedoria popular. Então, se o ser humano, ao morrer, deixa tudo o que “era dele” por aqui, por que as pessoas têm tanta ganância em “ter” e “possuir” toda sorte de coisas? Será que o problema é a desinformação? Não creio. Todos os dias nascem e morrem pessoas, e para ter contato com isso, se nada estiver acontecendo próximo de nós, nesse sentido, basta lermos um jornal ou assistirmos a um noticiário e, pronto: alguém morreu. O “morrer”, aliás, é bem mais noticiado do que o “nascer”. Há mais alarde, geralmente, com mortes e tragédias. Isso, por si só, já deveria deixar todos “bem informados” a respeito do tema.

Mas todos nós sabemos que não é assim que a coisa se desenrola. Parece que o ser humano tem a sensação de ser “indestrutível” e “eterno”. Alguns, pela arrogância, parecem até “semideuses”, “intocáveis”. Diz-se que Deus pôs em nós uma “porção de vida eterna”, não sei (Eclesiastes 3: 11). Outro dia, lendo a biografia de um escritor famoso, passei por um trecho do livro que narrava o medo dele em relação à morte. Esse medo o perseguia na juventude, por volta dos vinte e poucos anos. E ele viveu, bastante, mas já morreu, infelizmente. Ou, talvez, não, porque ele certamente deve ter cumprido o seu tempo por aqui. Tenho saudades do seu desembaraço e brilhantismo, mas a obra dele está à disposição de todos, graças a Deus. Tudo isso para dizer que ele morreu, assim como todos nós, que estamos vivos, também morreremos. Eu já tive algumas “crises de medo da morte” – Deus me livre! – que sensação ruim. Porém, nada é tão certo como a morte, e todos nós teremos essa experiência, um dia, e sozinhos…

Realmente essa será uma ocasião que há de ser “vivida” por qualquer um de nós, todos, sem qualquer companhia humana. Mas voltando ao cerne da questão, por que essa necessidade de ter de tudo um pouco, de ser rico e de viver em fartura? Ainda outro dia, sentando sozinho no sofá do meu apartamento (que está quitado), eu olhava em volta, os móveis, os enfeites, os ambientes, e Deus me mostrou que nada daquilo era meu. Opa! Mas o apartamento está em meu nome? Como assim? Não é meu, e não é mesmo. Eu “vou”, o apartamento fica, e fica com tudo o que tem dentro. Dinheiro no banco: fica. Carro: fica. Roupas: ficam. Qualquer coisa que se possa pensar: fica. Até o meu corpo (que não é meu, diga-se de passagem) ficará. Tudo há de ficar, menos eu. Eu como alma e espírito, fôlego de vida, sei lá, fique à vontade para denominar essa parte. E as pessoas “se matam”, em todos os sentidos, por causa de dinheiro e de riquezas. Dada a efemeridade da vida, não creio que isso seja o sentido da existência, não.

É bom ter tranquilidade a respeito de bens materiais (não nego), porque eles nos proporcionam uma vida mais confortável. Essa eu ouvi no rádio: um cidadão, muito inteligente e culto, comentava a frase “dinheiro não traz felicidade”. E com bom humor (assim eu encarei seu comentário), ele perguntou à entrevistadora – “o que você prefere: chorar no banco de couro de uma Mercedes novinha, com ar-condicionado e todo conforto, ou num ônibus lotado, com todo desconforto que, bem sabemos nós, nos proporciona o transporte público?”. Na minha modesta opinião, era uma pergunta retórica e uma brincadeira, mas séria, ao mesmo tempo. Não é errado ter bens materiais e dinheiro. A pergunta que deve ser feita é: o que significa, para mim, ter e almejar ter bens materiais e dinheiro? Dependendo da sua resposta, temo que você esteja um pouco, ou mesmo muito, encrencado. Especialmente porque Quem dá e Quem tira é o Senhor.

Eu nunca fui rico, mas já experimentei o “ter” e o “ter falta”. Jó, em sua particular situação, louvou a Deus “com” e “sem”. Paulo, Apóstolo, disse certa vez: Sei passar necessidade, e também sei ter em abundância. Em toda maneira, e em todas as coisas, aprendi tanto a ter fartura, como a ter fome, como a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortaleceFilipenses 4: 12 e 13. Que declaração esplêndida! Agur (sábio hebraico) nos ensina com sua oração: Duas coisas te peço, ó Senhor; não as negues a mim, antes que eu morra. Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza, mas dá-me só o pão que me é necessário, para que de farto não te negue, e diga: Quem é o Senhor? ou empobrecendo, não venha a furtar, e profane o nome de DeusProvérbios 30: 7 a 9. Boas lições. O homem “vai”, tudo o que “era dele” fica. Assim é a vida. Bendito seja o Nome do Senhor! Caso a caso, pois, que haja entendimento a respeito dessas coisas e, quando necessário, mudança de parecer (metanóia), para que não ocorra de alguém desperdiçar a sua vida, “correndo atrás do vento”…

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