Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Atos 20: 21.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Tenho declarado tanto aos judeus como aos gregos que devem se converter a Deus, arrepender-se e ter fé em nosso Senhor Jesus Cristo” – At. 20: 21.

Este verso é parte de um discurso de Paulo aos anciãos da igreja de Éfeso. Creio firmemente que quando Paulo se refere a “Judeus e Gregos”, na verdade, ele quer dizer: para todo mundo, para todos, sem exceções, para qualquer pessoa que eu (Paulo) encontre e queira receber o Evangelho de Jesus. Paulo gostaria e desejava que todos se convertessem a Deus, por Jesus. Mas infelizmente, as coisas não são tão fáceis assim, nem tão simples, como todo bom cristão gostaria. É uma dificuldade fazer alguém se converter a Jesus, porque, primeiro, essa pessoa tem de querer e ansiar por isso; segundo, porque as pessoas, a maioria delas, estão “distraídas” e enredadas com as questões mundanas, materiais, com as dificuldades e obstáculos da vida, e pouco ou nenhum interesse têm nas coisas espirituais.

Porém, Paulo era um cristão que “gritava” e “pulava” a fim de converter as pessoas a Jesus, creio eu, porque havia um “desespero” nele, interno, que o “torturava”, e ele queria que as pessoas sentissem o que ele sentia dentro de si mesmo. A realidade do Evangelho de Jesus, aliás, não é externa, em termos de sentimento da própria pessoa. Nós, que já O conhecemos, temos dentro de nós uma Força que nos constrange e nos comove; que nos move. O cristão tem dentro de si nada mais nada menos do que Deus, que nele faz morada pelo Espírito Santo. Isso é coisa séria, não é algo que se deva tratar como brincadeira ou como mera tentativa de convencer alguém a se converter, não: é real! E quando alguém se converte a Deus, o arrependimento e a fé vêm como consequência, pois que tais coisas derivam da entrega de si próprio a Deus Pai, em ato de pura confiança.

A fé é a crença e a esperança em algo que normalmente não se vê, mas que se sabe existente e real. É algo imaterial, mas patente. E o arrependimento não é só a consciência de se ter feito alguma coisa errada, como devia ser o caso de Paulo, que perseguiu cruel e impiedosamente os cristãos, antes de sua conversão. Por certo é bem mais do que isso: é uma mudança de pensamento, a tal metanóia, que nos faz viver de outro modo, o modo de Deus Pai, o melhor modo. Essa situação ou estado causam em nós profundas alterações de pensamento e relevantes mudanças no nosso modo de pensar. É uma autêntica transformação espiritual. Nós nos mantemos inseridos no Mundo, mas já não mais fazemos parte dele. Há uma “dissociação” entre o ser e o meio: o ser “olha para o Céu”, e o meio continua com seus rudimentos. Trata-se de uma ruptura bastante expressiva, pois o meio e seus conceitos são importantes para o homem não convertido; para o cristão, é “andar na contramão” e “nadar contra a corrente”. Isso parece estranho, em uma primeira análise, até concordo, mas a verdade é que no primeiro caso a coisa acontece “sem Jesus” e no segundo ocorre “com Jesus”, e isso faz toda a diferença.

Claro que eu gostaria que todas as pessoas se convertessem a Deus. E o Senhor também tem esse desejo, isto é, que ninguém se perca e todos sejam salvos (Mateus 18: 14; 1 Timóteo 2: 1 a 4). O Senhor deseja que todas as pessoas tenham conhecimento da Verdade. Mas há muitos que resistem a isso, pelos mais variados motivos. Alguns acham que a conversão a Deus é “lavagem cerebral” e fanatismo; outros tantos entendem que é uma espécie de enganação ou exploração, perda de tempo e desvio da realidade. Há aqueles, também, que se julgam inteligentes demais para se render a Deus, e mesmo se dispor a acreditar Nele. Seja qual for o motivo ou razão, a distância do ser humano de Deus é algo muito triste. “Arrepia-me a espinha” ao pensar nisso, eu, que tenho algum conhecimento de Deus Pai, por Jesus.

Eu mesmo gostaria de “emprestar”, se pudesse, a minha consciência e meus sentimentos a respeito do Senhor aos demais que O desconhecem. Como acredito que Paulo cria, tenho convicção de que se alguém ficasse alguns poucos instantes com essa consciência, ciência e sentimento de Deus, em Jesus, que eu tenho em mim mesmo, bem, estou certo de que essa pessoa seria imediatamente transformada, e quereria por si mesma, decerto e com espantosa sofreguidão, sentir o que eu sinto e assim viver, como o que Paulo certamente sentia e vivia, também. Há, pois, no cristão, em seu âmago, um “desespero silencioso”, uma “dolorosa aflição”, em tentar “mostrar” aos outros, como for possível, a maravilha de se pertencer ao Senhor e a Jesus. Cada um faz o que pode nessa “seara”, e eu, de minha parte, além de escrever sobre isso, com humildade e amor, oro para que o Senhor Deus dê uma oportunidade a todos, especialmente aos mais renitentes, de conhecê-Lo, por uma experiência real e marcante. Assim seja e ocorra, em Nome de Jesus!

© Amor-Perfeito

 

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1 comentário

  1. Miriam de Moura Cerqueira

    Cadastrei seu e-mail, depois me fala se recebeu….bjs te amo 💕

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