Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Atos 17: 11.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Ora, estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, pois de bom grado receberam a palavra, examinando a cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” – At. 17: 11.

Existe um contexto que engloba o verso acima transcrito. Claro, na maioria esmagadora dos casos isso acontece com trechos da Bíblia Sagrada. Algumas raríssimas exceções ocorrem, no entanto, a exemplo de alguns versos de Provérbios ou de Salmos, que são “autossuficientes”, isto é, encerram em si mesmos ensinamentos e verdades espirituais, e não dependem de explicações contextuais. Entretanto, a Bíblia é uma coisa só, no sentido de que tudo está interligado, o seu conteúdo é coeso e, em termos de interpretação e de entendimento, é a vontade de Deus revelada e íntegra, de modo que não podem existir contradições em sua essência. Uma contradição à sua essência é uma heresia, uma distorção, uma afronta ao Senhor. E é aqui que reside a nobreza dos habitantes de Beréia em relação aos de Tessalônica: eles se fiaram nas Escrituras para conferir se Paulo e Silas lhe falavam o que era correto, segundo Deus Pai. 

Não há outro modo de agir ou de se conduzir, para um cristão, nesse aspecto, a não ser conferir tudo o que ouve e lê em comparação com o que consta na Bíblia Sagrada. Quando eu ganhei meu primeiro exemplar da Bíblia Sagrada, havia uma dedicatória chamando-A de “Manual da Vida”, o que é bem apropriado, porque a Bíblia nos dá diretrizes de vida, de ética e de conduta.  Não digo que a Bíblia é de fácil entendimento, não, e é por isso que pessoas vis e/ou ignorantes se aproveitam dessa dificuldade para criar doutrinas e práticas heréticas, normalmente com o fim de lesar o próximo. Porém, hoje em dia, não há uma autoridade eclesiástica sequer (chamemo-las assim todas elas), que detenha o monopólio do entendimento das Escrituras. Sobremaneira porque as Escrituras nos são reveladas, de forma individual, pelo Espírito Santo. Nós podemos e devemos ter pessoas que nos “revelem” as Escrituras, por meio de suas pregações, livros, conversas etc., mas isso não é suficiente para nos moldar: é preciso conferir tudo nas Escrituras.

Ler a Bíblia é uma obrigação de cada cristão, que deve fazer disso um hábito. De preferência, diário. Não se trata, porém, de uma obrigação daquelas que se transformam em um “martírio”, não. A leitura da Bíblia Sagrada deve ser um prazer, especialmente porque é o contato íntimo da pessoa com a sabedoria de Deus. A mais pura e sábia sabedoria que existe: o Senhor fala conosco por intermédio de Sua Santa Palavra. O Espírito Santo nos ajuda a compreender seu bendito conteúdo. E quando deixamos de entender algum trecho, tudo bem, não se conturbe com isso, siga adiante. A Bíblia Sagrada tem o poder de alimentar as nossas almas e espírito mesmo que nós não entendamos aquilo que lemos. O ideal é entender, por certo, mas o imprescindível é ler. Ter contato com as Escrituras. Colocá-las em nossos corações. “Saturar” os nossos corações com a Palavra de Deus. E chegará o tempo em que os nossos olhos serão abertos para as coisas fantásticas do Reino de Deus. Pouco a pouco, é assim que acontece. E na eventualidade remota de isso não acontecer, a nossa parte é tão somente confiar em Deus, por Jesus, e aguardar o tempo passar com paciência, resignação e fé.

A Bíblia é um Livro que se lê com humildade e reverência. Não se pode exigir nada de Deus, como muitos por aí fazem. Nós devemos ser humildes na presença de Deus, nos acontecimentos da vida, e na leitura da Bíblia. Ninguém é melhor do que seu irmão. Humildade. Se alguém muito sabe, seu coração deve se sentir pequeno diante da grandeza de Deus. A Palavra de Deus, além disso, liberta. É Jesus quem afirma isso: Então conhecereis a verdade e a verdade vos libertaráJoão 8: 32. E como é importante este verso, meu Deus! Há muita, mas muita gente, literalmente presa às doutrinas e práticas de igrejas por aí, alguns casos absurdos. Se essas pessoas lessem a Bíblia, com certeza se libertariam dos líderes ruins que as manipulam, limitam e aprisionam. Passariam a ter qualidade de vida em Jesus. Fariam muitas coisas que hoje estão proibidas de fazer; e abominariam outras tantas que fazem por obrigação, como autômatos. Trocariam os “pesos”, as “pedras” que carregam nas costas, por paz e alegria de viver. O “fardo” de Jesus é leve e suave (Mateus 11: 30). E viveriam suas vidas, assim, livres, pela Palavra de Deus, poupadas, até, do autoengano. Quisera eu que todos alcançassem essa Graça de Deus e tivessem em si mesmos esta compreensão… Seria o fim da hipocrisia, a “morte” das “beatices”, a vergonha e a desonra dos mal-intencionados e malvados, o término da “escravidão espiritual” que hoje (talvez, sempre…) assola e domina a nossa crença em Jesus. Essa displicência e ignorância das Escrituras, por muitos cristãos – que tantos males causam – deve entristecer muito o Senhor Jesus. Sinto muito, Rabôni!

© Amor-Perfeito

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