Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

1 Coríntios 11: 19.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“E até importa que haja entre vós diferenças, para os que têm a aprovação de Deus se manifestem no vosso meio” – 1 Co. 11: 19.

Existem mais diferenças entre seres humanos do que seres humanos. E pelo verso, a Bíblia Sagrada nos diz que nós vamos, na vida, ter essa experiência de discordar de alguém (vezes sem conta), mas veremos Deus honrando essa pessoa, vendo-a sendo aprovada por Ele. E nós, como se diz, ficaremos com “cara de tacho”, por causa de nosso julgamento equivocado e egoísmo, de nossa destoada posição em relação a ela e à situação. E a Ele, também. Ora, se Deus nos mostrar e provar que aquela pessoa estava certa ou, pelo menos, que não fez nada de mal, que agiu de acordo com a vontade de Deus Pai em determinada circunstância, o que nos resta senão ter a humildade de reconhecer que os errados éramos nós? Ou vamos “bater de frente” com Deus? Sério? É claro que não. Espero, em Jesus, que a humildade e o bom senso estejam conosco em cada ocorrência desse tipo, e reinem com soberania em nosso íntimo. Tiremos o “gesso” de nossos corações, em Jesus!  

Povos, línguas, raças, reinos e nações. Igrejas, denominações, congregações, seitas e comunidades. Pessoas, cristãs e não cristãs. Notemos bem a confusão que a soma disso tudo dá, se não houver respeito e tolerância mútua no tocante às diferenças. Mas o verso vai mais longe, e diz que tais diferenças seriam notadas e apareceriam no meio em que vivemos. Podem vir e vêm, portanto, dentro de casa, na igreja que se frequenta, na reunião que um grupo menor faz durante a semana. Podem ocorrer (e ocorrem) entre amigos, colegas, e entre desconhecidos até. Em todos os lugares, em qualquer condição ou situação. Por isso o crente em Jesus precisa se firmar nas Premissas Básicas da Bíblia Sagrada, Verdades Absolutas, sim, mas igualmente precisa manter-se com a mente e o coração abertos para situações anormais, aparentemente “fora das regras”, coisas inesperadas, realidades não queridas, comportamentos inéditos, enfim, qualquer coisa “torta” que possa ser, para alguém, algo tido por “fora dos trilhos”. Podem ser de Deus! (“Deus escreve certo por linhas tortas” – Será?).

O Senhor é o Criador de todas as coisas e pessoas. E Ele continua criando, na Sua natural infinitude. E criando em nós, aliás, todo o tempo. O ser humano é cocriador, ou criador coadjuvante, de Deus Pai. Essa é uma das faces mais belas do Evangelho e da própria Criação: o Livre Arbítrio e o “escutar” a Voz de Deus, acolhendo-A (o Sinédrio tinha suas formas e práticas, mas Pedro e os apóstolos, instados, preferiram obedecer a Deus ao invés de homens – Atos 5: 29). Assim, nós “criamos” em nossos corações, com a presença e ajuda do Espírito Santo, a nossa própria história, que acaba materializada, ganha concretude, fora deles, isto é, no mundo real. Nós nos baseamos no Senhor, uma vez cristãos, e consequentemente na Bíblia Sagrada, para tanto. E com isso criamos diferenças entre nós, e nos influenciamos mutuamente, em alguns casos, infelizmente, criando “muros”, que nos separam e que nos distanciam. Um “muro” entre nós e nenhum de nós vê mais o “lado” do outro, o “outro lado” das coisas, os porquês, os motivos, as razões. Triste. São vários os pensadores e filósofos que, de diversas maneiras, dizem, em síntese, que devemos construir “pontes” ao invés de “muros”, porque “muros” afastam e dividem, enquanto que as “pontes” aproximam, criam atalhos, diminuem as distâncias, dão acesso.

E são as nossas convicções que geram entre nós “muros” ou “pontes”. Acaso tenhamos convicções muito rígidas, inflexíveis, os “muros” aparecerão em maior número, dada a nossa intolerância. Do contrário, se as nossas convicções, apesar de firmes em Jesus, nos permitirem “calçar os sapatos dos outros”, “sentir a dor alheia”, nós certamente seremos mais inclusivos e tolerantes para como o nosso próximo, e muitas “pontes” se erguerão em nossos caminhos. Agora, repare que seguir a Cristo é a única opção do ser humano (João 14: 6), mas o amor com o qual cumprimos o Mandamento nos dá incontáveis opções, e se alarga, e se expande, e se adéqua, e alcança, e inclui, e acoberta uma “multidão” de pecados e de malfeitos. O amor destrói “muros” e constrói “pontes”. Pelo amor as diferenças são resolvidas, afastadas, porque as pessoas confiam em Deus, dando crédito ao próximo. Pecado e pecados, ora, todos nós temos, os meus são diferentes dos seus, e até aqui há diferenças. Por que os meus pecados são piores que os seus? Que tal afastarmos de nós essa dissensão e construirmos juntos uma “ponte”? E se todos nós fizéssemos isso, sempre?

© Amor-Perfeito

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: