Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Atos 3: 19.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos de refrigério pela presença do Senhor” – At. 3: 19.

Esse verso faz parte do discurso de Pedro no Templo, pouco depois que ele e João curaram um homem coxo de nascença, que tinha por costume ficar à Porta Formosa, mendigando. Esta parte específica tem poucas palavras, mas é de uma riqueza espantosa, que enche os nossos corações de paz e de esperança. Pedro começa falando de arrependimento e conversão, e emenda que só por isso os nossos pecados já são apagados. Arrependimento e conversão “andam de mãos dadas”, pois uma coisa leva à outra, inevitavelmente. Arrependimento não é só o pesar por uma falta ou erro cometido, mas é também uma mudança de procedimento ou de parecer. Em resumo, muda-se a maneira de pensar, de “ver” ou de “enxergar” as coisas. Nesse passo é o mesmo que conversão, pois esta nos leva a “ver” aquilo que “não víamos” e a “enxergar” coisas que “não enxergávamos”. É uma clara alteração de percepção, interna e externa, cujo centro é Jesus Cristo, afinal, essa mudança toda ocorre Nele e por Ele, graças a Deus.

A grande bênção nisso parece ser a situação de que os nossos pecados são apagados e nossa dívida cancelada. De fato, trata-se de uma grande bênção na vida de qualquer pessoa, porém, está longe de ser a coisa mais importante. Até porque, os nossos pecados são apagados, a partir do momento em que nos entregamos a Cristo Jesus, mas nós todos continuamos pecadores e pecando, constantemente. E é aqui que a diferença se mostra presente, e maravilhosa. O caminho de pecado trilhado antes de nossa inserção no Mundo de Jesus era um incessante somatório de débitos para com a vida, para conosco e para com os nossos semelhantes. E o caminho do ser humano na carne é e sempre será um caminho de pecado. A questão primordial a ser faceada é, pois: andamos com ou sem Jesus e, por consequência, com ou sem Deus Pai? Há esse caminho do pecado, que é incontornável a todos nós. E a gigantesca diferença é estarmos nesse inevitável caminho com o Senhor, por Jesus.  

O verso nos diz que a partir desse nosso arrependimento e conversão a Deus Pai, por Jesus, começa para nós os “os tempos de refrigério”. E isso acontece não porque nos arrependemos ou nos convertemos, não porque passamos a ser “bonzinhos” e frequentadores de certa igreja, nada disso: tudo acontece, e nos alcançam “os tempos de refrigério”, por causa da bendita “presença do Senhor” em nossas vidas. Falando em vida, a vida não é fácil para ninguém. A vida é trabalhosa e árdua, e para considerável parte das pessoas espalhadas pela face da Terra, talvez, seja um fardo bastante pesado, “insuportável”. Entre aspas, porque o ser humano tem essa capacidade de suportar coisas e situações inimagináveis para muitos. Existem fomes, guerras, pestes, pobreza e toda sorte de injustiças e barbaridades, em praticamente todo e qualquer lugar. E é nesse contexto que entra em cena um dos mais espetaculares segredos de Deus: “os tempos de refrigério”.

Trata-se de uma paz inexplicável e inenarrável que se instala naqueles que se entregam a Deus Pai, por Jesus. A “presença do Senhor” em nossas vidas se faz pelo Espírito Santo em nós, mas, também, pela presença de Jesus (Emanuel = Deus conosco), sempre ao nosso lado, e pelo próprio Senhor, Deus Todo-Poderoso, cujas vistas estão sempre sobre nós e em nós, ininterruptamente. É um estado de graça total para cada um de nós, especialmente porque esse “refrigério” não é tão somente questão de “tempo”, ou de “tempos”, não. É bem mais do que isso, porque a “presença do Senhor” é contínua, logo, o “refrigério” também é contínuo. Se Deus está sempre conosco (e está), ora, então, ocorre o mesmo com o “refrigério”. São absolutamente normais e esperados (até), na vida, os momentos de tristeza, de raiva, de indignação, de ódio, de ira, de nervosismo, de descontrole, de estresse, de enfermidades, de perdas, e de outras tantas coisas ruins e “não muito louváveis”. Mas faça uma pergunta em seu íntimo: você, nessas ocasiões extremas, perde a paz que o “refrigério” dito no verso nos proporciona? Percebe a diferença? Nada nos é mais rico ou precioso do que a “presença do Senhor” em nossas vidas.

© Amor-Perfeito

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: