Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 23: 12.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Aplica à disciplina o teu coração, e os teus ouvidos às palavras do conhecimento” – Pv. 23: 12.

O que acontece com um veículo qualquer que está a descer uma ladeira, mas sem freios? Pois é, boa ilustração a nos ensinar que o ser humano precisa de alguma disciplina e também de conhecimento, visto que a ignorância em qualquer pessoa é coisa bastante nociva. Ignorância não é a mesma coisa que deficiência de inteligência ou de cultura: aqui é caso de falta de sabedoria. Sabedoria do Céu, claro. Mas todas as pessoas que se conduzem de forma desenfreada, ou “deixam-se levar pela vida”, acabam pagando um alto preço por isso. Moderação e ponderação são palavras que se encaixam bem em oposição a essa nefasta situação. E ambas, somadas, se traduzem em equilíbrio. Sem contar certas e determinadas coisas que nós simplesmente devemos “não fazer”, nunca fazê-las, nós precisamos e podemos fazer de tudo um pouco, porém, ainda, evitando os excessos. Vida equilibrada, enfim.

A disciplina do verso, no entanto, não é aquela que nos é aplicada por alguém superior a nós mesmos, a quem devemos algum tipo de respeito e deferência. Não. Por certo que essa é também disciplina válida, mas não é disso, especificamente, que se fala. Fala-se em a própria pessoa aplicar a si mesma a necessária disciplina, ou se autodisciplinar, e buscar conhecimento, para que viva de forma adequada, sem prejudicar-se. E sem prejudicar terceiros à sua volta, igualmente. Com certeza há muitas coisas que eu gostaria de fazer, e existem outros tantos desejos que me “atormentam”, por vezes, mas o temor que tenho a Deus, e a disciplina interna que devo observar e impor a mim mesmo, mais algum conhecimento, tudo isso junto me ajuda e me impede de fazer besteiras e sandices. Cada um de nós carrega consigo, no coração, toda sorte de impulsos, inclinações, vontades, pensamentos, compulsões e “outros bichos”, e isso é absolutamente normal, o anormal é deixar-se levar por isso, sem fazer nada.

Muitas das vezes, de forma consciente, nós temos de lutar contra a nossa própria vontade, tanto para nos preservar, como para honrar a Deus Pai. Felizmente nós não podemos fazer tudo o que eventualmente queiramos fazer. Quem assim age, entretanto, “passando por cima” dessa “regra de ouro”, além de realmente não fazer tudo o que quer, inevitavelmente desanda. “Sem freios”, “ladeira abaixo”, “acelerando ou só no embalo”, pouco importa, qualquer um, desanda. Há sempre um auge para todas as coisas e situações. Já vi muita gente que no seu auge respectivo parecia “indestrutível”, só que todo auge humano é efêmero. Quanto mais “intensidade” a pessoa aplicou a si mesma em sua vida “sem freios” (sem disciplina e sem conhecimento), mais rápida e significativa foi a inerente decadência experimentada, em alguns casos, morte precoce. E morte não dá para remediar, como bem sabemos: é algo definitivo. Assim, “Vida louca”, “porra louca”, “doido”, “doidera”, “maluco”, até “maluco beleza”, liberdade, libertinagem, desonestidade, maldade, como se queira nomear e o mais que se possa acrescentar nessa linha e raciocínio (porque o ser humano sabe o que é errado e ruim), pode até ter algum atrativo, mas cada uma dessas situações/estados se perfaz em “caminho de morte”. Não é bonito se prender a qualquer desses comportamentos. Não há “glamour” nisso, porque o preço que se paga é alto e a dívida que se acumula é cara demais, às vezes, impagável.

Em síntese: eu não posso fazer tudo o que quero; eu tenho de fazer coisas que eu não quero; eu devo evitar fazer muitas coisas; e eu não devo nem pensar em fazer certas coisas. Eu preciso aplicar a disciplina em minha vida, e necessito buscar o conhecimento para encher o meu coração com coisas boas. Para tudo nessa vida é preciso se ter razoabilidade e bom senso no agir, em qualquer conduta nossa, mesmo as omissivas. A Bíblia Sagrada nos ensina que o comedimento deve ser adotado em todas as coisas. Praticamente tudo na vida é uma “questão de equilíbrio”, com se diz comumente. Todo mundo é livre para fazer o contrário do que nos aconselha o verso e, sendo essa a escolha de alguém, faz mal a si mesmo, primordialmente. As consequências de uma vida irresponsável e desenfreada são inevitáveis, e muitas delas não permitem reparo. A convivência da pessoa com o próprio erro, especialmente se fez mal a outrem, é nefasta. Melhor mesmo é evitar tudo isso, na medida do possível, e a “receita” para tanto é a do verso.  

© Amor-Perfeito

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