Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

2 Crônicas 31: 21.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Em toda a obra que começou no serviço da casa de Deus, na lei e nos mandamentos, para buscar a seu Deus, de todo o coração o fez. E assim ele prosperou” – 2 Cr. 31: 21.

Esse verso faz parte do relato Bíblico sobre Ezequias, um dos reis de Judá. A primeira menção do nome de Ezequias aparece em 2 Crônicas 28: 27. Depois disso, quatro capítulos inteiros são dedicados a ele, isto é, os Capítulos 29 a 32, de 2 Crônicas. Veja-se que não é pouca coisa, levando-se em consideração o fato de que Ezequias não foi um dos três grandes reis, da época de Israel unificado. Porém, está claro, de forma literal, que ele foi alguém que agradou bastante a Deus, em vários aspectos. E não foi um reinado dos mais longos, apenas por vinte e nove anos Ezequias ocupou o trono de Judá. Mas há dois aspectos muito interessantes para nós, em relação à vida deste particular rei de Judá, que muito nos ensina: o primeiro é que tudo o que ele fez, fez de todo o seu coração; depois, o segundo aspecto, ele foi uma pessoa próspera.

Pois bem. Logo de saída, então, há algo que devemos notar no comportamento e nos atos de Ezequias: seu coração era pleno de integridade. Este é o primeiro ensino do verso a nós todos, que devemos pautar, e/ou tentar com afinco pautar, todos os nossos atos, condutas e pensamentos, com essa mesma integridade. Ser íntegro, ou agir/ter integridade, é ser completo, inteiro, reto para com Deus, com as nossas imperfeições, inclusive. Em resumo, tudo o que nós somos deve e precisa estar diante de Deus. Ora, tudo está diante de Deus, alguém poderia argumentar. É verdade, Deus é Onisciente, mas o que deve estar diante de Deus é a nossa vontade, a nossa voluntariedade, e a inteireza de nossos corações que, pelo livre arbítrio, bem podem estar “dividida”, ou com algum “desvio”. É importante frisar que os nossos defeitos são parte de tudo isso, dessa imprescindível “integridade”, pois até eles, como “falhas” nossas, precisam estar diante de Deus: não há ser humano perfeito, Ezequias não era.

Ezequias também cometia erros, como também tinha maus pensamentos, e fazia coisas ocasionais que não agradavam a Deus. Como qualquer pessoa, aliás. Assim é que o ser humano deve se apresentar a Deus como ele é, e deve também colocar diante de Deus todo o seu ser, com inteireza e franqueza. Quem vive para Deus, vive o tempo todo para Deus, em qualquer lugar, em todos os lugares. E assim faz (ou deve fazer) com plenitude. Errar faz parte disso, ser injusto, às vezes, também; equivocar-se, confundir-se, irar-se, alterar-se, e o mais que se possa dizer em termos de comportamentos inadequados, faz parte de tudo isso. O ser humano é assim, nós todos somos assim. O vital e o mais importante é “ser assim” diante de Deus, com inteireza de coração. Para que Ele possa nos corrigir, ensinar, e nos tornar prósperos.

E isso nos leva ao segundo aspecto desta reflexão: a prosperidade. Ezequias era rico em termos de bens materiais, afinal, era rei. Mas a maior riqueza de Ezequias não era a material e, sim, a espiritual. Aqui reside a beleza da coisa: as maiores riquezas de Ezequias eram a integridade de seu coração para com Deus, e a sabedoria que lhe permitia ser humilde, mesmo sendo rei. Ora, que rei se humilha e volta atrás em sua palavra? Somente aquele que não se preocupa com sua “imagem” perante os outros, mas tão somente perante o Senhor. E foi isso que Ezequias fez ao ser acometido por um “ataque de soberba”: depois de Deus lhe ter “chamado à atenção”, ele se humilhou e foi perdoado. Ezequias bem sabia que seus tesouros mundanos pouco valiam se a verdadeira prosperidade não abundasse em seu coração. Logo, a prosperidade que Deus Pai proporciona a Seus filhos também é material, mas a principal prosperidade é a sabedoria do Senhor que se instala nos corações humanos, e o estado de espírito de se saber quem é, com todas as implicações e fragilidades. Em ambas as situações existem os ricos e os pobres; mais rico é, no entanto, o pobre de bens materiais que é rico em sabedoria divina. Esse é próspero de verdade, e leva a sabedoria consigo para a Eternidade, riqueza incorruptível que adere à alma. Pouca coisa abala esse felizardo, pleno de prosperidade, “Fortalecido por Deus”, que, a propósito, é a tradução do nome “Ezequias”, do Hebraico.  

© Amor-Perfeito

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