Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

João 4: 23.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem” – Jo. 4: 23.

Muita coisa mudou a partir da vinda de Jesus Cristo. Dogmas e conceitos foram revistos, e mesmo “revirados”. Os sacrifícios de sangue para vivificação e perdão de pecados foram abolidos e substituídos, pelo único e suficiente sacrifício do Senhor Jesus, que verteu Seu sangue na Cruz do Calvário por nós todos, para a nossa salvação e redenção. O Altar do Templo foi sucedido pelo coração humano. E o próprio Templo de pedras foi destruído, e já não existe mais. Jesus, no entanto, teve Seu “templo” (corpo) destruído, mas o “reergueu” em três dias. E na ausência do Templo, com a vinda do Espírito Santo ao coração humano, nós nos tornamos templos do Espírito Santo. Logo, o que o Senhor Jesus quis dizer àquela Samaritana, era que o tempo de adorar a Deus “de forma interna” havia chegado.

Assim, onde sentimos os nossos anseios e inquietudes (no coração), agora é o local onde Deus deve ser adorado. “Em espírito e em verdade” só acontece no interior do ser humano, no qual as “máscaras” e os subterfúgios simplesmente não funcionam, pois o Senhor nos vê em nossa “nudez”. O Mestre nos queria (quer) dizer que de nada adiantam as “aparências exteriores”. Não adianta tomar banho, se perfumar, vestir a melhor roupa (de domingo, para alguns), e ir à igreja com a Bíblia debaixo do braço, se não houver “louvor interno”, contrição a Deus. Tampouco é útil agir de modo condizente como crente, se dentro de si não for dada a devida honra ao Senhor. Nesse passo, são inúteis as promessas, os sacrifícios corporais, as simpatias, as velas acesas, as rezas e orações “como mantras”, as barganhas, pois que tais coisas não movem mais o Coração de Deus. Apenas há espaço para alguns votos, e isso é coisa muito séria para Deus Pai (Eclesiastes 5: 5 e 6). Em síntese, atos “destituídos de coração” (sem louvor, adoração e glória), não servem para nada; eles são perda explícita de tempo e, no mais das vezes, se perfazem em heresias, que apenas provocam a ira de Deus.

O sujeito coloca um paletó com gravata, põe um sapato bem engraxado, faz seu asseio com perfeição e, com um discurso “impecável”, vai à igreja e assim se mostra aos demais, mas, dentro de si, sua alma não está “em espírito e em verdade”. Isso e nada é a mesma coisa. Ato (sacrifício) material inútil. Esse é só um exemplo “fácil de visualizar”, mas há outros, infindáveis. Logo, não há como “departamentalizar” as nossas vidas, e nós devemos ser nós mesmos o tempo todo. E eu creio que consigo explicar isso de forma muito simples. Os sacrifícios antigos eram ofertados no Templo com derramamento de sangue de determinados animais, que era espargido no Altar. Isso “limpava” a pessoa de seus pecados e a purificava, por certo tempo. Era preciso, pois, fazer tudo de novo, segundo as regras então impostas por Deus, até Jesus. E Jesus “virou do avesso” esses conceitos. Tanto assim que foi morto por conta disso, apesar de que era Plano de Deus para a redenção das próximas gerações. Como dito, para resgate do raciocínio, o Altar de Deus passou a ser o coração humano, mas o sangue vertido sempre há de significar vida.

Ora, se nós somos templos do Espírito Santo de Deus; e se os nossos corações são os novos Altares de Deus, desde Jesus, vamos todos raciocinar: o que passa constantemente pelos nossos corações? Sangue. Vida. O Altar de Deus, consubstanciado no coração humano, “verte” sangue ininterruptamente, todo o tempo, segundo a segundo. Se alguém se entrega a Deus, por Jesus, pois, vira rei, sacerdote, levita e profeta, instantaneamente, e faz sacrifício contínuo a Deus, pelo seu sangue que pulsa e “corre” em seu coração. Passa a viver para Deus. O “sacrifício de sangue” que nos livra do pecado e nos redime é, pois, a nossa entrega a Deus, por Jesus, e o nosso estado de espírito constante deve ser louvá-Lo, adorá-Lo, amá-Lo, honrá-Lo, em nosso âmago, na nossa essência, no mais profundo do nosso ser, com sinceridade, transparência espiritual e integridade. “Em espírito e em verdade”. Sem descanso. Sem cessar. Acordados e dormindo. Ao respirar. Sempre. Como o sangue que “corre” em nossas veias e passa constantemente pelos nossos corações (altares de Deus). Isso é vida com Deus. No escuro dos nossos “quartos”, sozinhos, com nossos anseios e inquietudes, é ali que verdadeiramente se adora a Deus Pai.

© Amor-Perfeito

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