Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 1: 19.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Tais são as veredas de todo aquele que se entrega à cobiça; ela prende as almas dos que a possuem” – Pv. 1: 19.

Esse é um ensino Bíblico direto e básico. Não há necessidade de “grandes interpretações” para se chegar à conclusão devida. A Bíblia Sagrada, por vezes, diz “não faça isso”, porque se fizer, “acontecerá aquilo”. E invariavelmente acontece. Ou diz: “se você fizer tal coisa”, certas “consequências” decorrerão desse seu ato. Feita a coisa, pois, lá estão as tais consequências, também, invariavelmente. Quer-se dizer, em síntese, que a sabedoria e o acerto das Escrituras não falham, nunca. Deus não falha, nunca. E o amor de Deus não falha, jamais. O ser humano é falho por natureza, e incorrigível. Só nas mãos de Deus há alguma correção e esperança, e a misericórdia Dele “arruma” o resto. Eu não sei, francamente, se coisas como a cobiça são enfermidades (da alma), falhas de caráter, maldade e má índole, se são estados de espírito, ou se são inerentes à natureza de alguém. Aliás, diga-se de passagem, não me cabe saber, quiçá dizer.

No entanto, no caso da cobiça, nós podemos refletir juntos, começando com uma definição que diz ser (ela) um “desejo imoderado”. Já sabemos de antemão que qualquer pessoa sem moderação, em qualquer área de sua vida, é uma “bomba-relógio”, sempre prestes a “explodir”. A questão não é “se”, mas “quando”. Eis aqui o primeiro indício de que isso é ruim. A cobiça é, pois, um desejo imoderado, uma avidez por bens materiais, riqueza, poder, sexo, domínio, prazer, e mais, tudo em excesso. Quem se entrega à cobiça jamais se sacia, sempre quer mais e mais. E mais. A pessoa se coloca em um ciclo interminável, nefasto, que prende a sua alma, pois que antes mesmo de aproveitar algo, seu foco já está naquilo que ainda não tem. A pessoa não aprecia e não desfruta de nada, pois o valor das coisas está na conquista, e uma vez alcançada e conquistada qualquer coisa, seus olhos e vontade já estão adiante, em outro “desafio”, naquilo que virá em seguida, pois esse círculo vicioso é desmedido e voluptuoso, não tem fim.

A cobiça, entretanto, tem ainda um “quê” a mais, sombrio e sinistro: ela é causa de muitos males entre nós, males que nos atingem de forma pessoal, é verdade, mas há outros bem mais danosos, que atingem todos os “ajuntamentos humanos”, e a Humanidade. De onde vem as guerras e contendas entre vós? Não vem disto, dos prazeres que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais, mas nada tendes. Matais e invejais, mas não podeis obter o que desejais. Combateis e guerreais. Nada tendes porque não pedisTiago 4: 1 e 2. O sofrimento causado no Planeta por conta da cobiça deve doer muito no coração do Senhor. A cobiça como interesse pessoal e exclusivo, de uma ou mais pessoas, de um povo ou país, de um bloco ou comunidade, geram prejuízos de toda sorte, incalculáveis. O Mundo sofre e “sangra” por conta da cobiça das pessoas em posição de liderança. Poucos há, nesta terra, que “dão a outra face”, que “andam duas milhas”, e que “entregam a capa”. O raciocínio majoritário é: “entre ele e eu, que seja eu”.

Outro dia, a exemplo, ouvi uma autoridade dizendo que todo dinheiro público desviado, mata. Mata! O buraco na estrada, que não foi consertado: mata (em acidentes). A falta de remédios para os mais pobres: mata. A falta de leitos em hospitais: mata. A falta de empregos, oportunidades e distribuição de renda: mata. Tudo isso, e muito mais, acontece pela falta de recursos, que são ilícita e reiteradamente desviados. E todo (e qualquer) desvio de verbas públicas resulta, no mínimo, em um homicídio (são vários, por certo, mas apenas um basta, para “abrir a conta”…). O político ladrão, desonesto e “preso” pela cobiça, pois, é um homicida (da pior espécie). Amealhará bens materiais na carne, terá algum poder temporal, será objeto de falsa honra, experimentará prazeres ilusórios, não terá paz alguma e, no final, perderá a sua alma. Isso tudo vale a pena? A resposta virá, para alguns, quando não houver mais retorno (pós-morte). A cobiça gera uma situação utópica, uma “cortina de fumaça” que, dissipada, revela a pessoa entre as mais infelizes, pobres e desgraçadas. Quem se entrega à cobiça, pois, termina a sua vida sem nada. E terá o pior no porvir…

© Amor-Perfeito

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: