Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 11: 9.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O hipócrita com a boca danifica o seu próximo, mas os justos são libertados pelo conhecimento” – Pv. 11: 9.

O hipócrita é um “ator”. Com a diferença de que ele atua não em um palco, mas na vida real. Se sua atuação fosse encenada em um palco, o único prejuízo seria a perda de tempo de alguém em ficar na plateia por certo lapso, além do gasto eventual com o ingresso, no caso de o espetáculo não agradar. Já na vida real há variadas consequências, algumas terríveis em si mesmas. Hipocrisia é, pois, fingimento, falsidade, dissimulação, é mais: é a conduta desleal de alguém que finge ter crenças, virtudes e sentimentos que, na verdade, simplesmente não tem. Mas o “pior veneno” do hipócrita é o fato de ele não aplicar a si mesmo os valores que comumente aplica aos outros. O hipócrita é alguém com “dois pesos e duas medidas”. Que condena e não aceita críticas. É um cego condutor de cegos. É uma pessoa sem moral, que “representa um papel”, mas seus comportamentos são dissimulações, “disfarces”, meras aparências. Em suma: esse cidadão é um baita de um mentiroso.

Hipócrita” é uma palavra que deriva do latim e do grego, com o significado de um ator representando seu papel em uma peça teatral. No passado longínquo, na Grécia antiga, os atores usavam máscaras em suas apresentações teatrais. Por conta disso, o termo “hipócrita” sofreu uma alteração de significado com o decorrer do tempo, indicando alguém que oculta a realidade por detrás de uma “máscara de aparência”. Toda pessoa que age com hipocrisia, assim, dissimula ser quem não é, e, com isso, tem comportamentos que levam os demais a crerem que tal cidadão seria correto e virtuoso, um bom sujeito. “Até que sua máscara caia”, como popularmente se diz, e a verdade seja revelada, isto é, aquilo que se encontrar “por detrás da máscara”, bem, essa é a realidade. Do ponto de vista cristão, a hipocrisia ganha relevância, a ponto de tal palavra ter sido utilizada várias vezes pelo próprio Senhor Jesus, no sentido negativo. Os Fariseus, v.g., eram “alvos fáceis” de Jesus, e Ele dizia que a hipocrisia era o “fermento dos fariseus” (Lucas 12: 1 – 2.ª Parte).

Tanto assim que hoje em dia, nós, quando queremos dizer que alguém é hipócrita, substituímos a palavra por “fariseu”. Dizer que “fulano de tal” é um “fariseu”, pois, é o mesmo que chamá-lo de hipócrita, de um jeito enfático e pejorativo. Esse “fariseu” geralmente é severo e religioso para com os outros, mas jamais age assim para consigo mesmo. Com sua boca danifica o próximo, especialmente aquele que não tem conhecimento. As palavras ferem, infelizmente, e causam dor e confusão, muitas vezes. As palavras podem até matar alguém, em casos mais extremos. E fica ainda pior a coisa toda quando nós descobrimos, eventualmente, que aquela pessoa em quem nós tanto confiávamos, na verdade não passa de alguém que agia com hipocrisia. Diante de Deus não há outra solução senão ser quem somos, sem “máscaras”. E devemos agir do mesmo modo para com os demais, na justa medida de evitar danos a nós mesmos, por excesso de sinceridade. Mas é possível ser justo, sem se expor além da conta. Claro que há limites naturais de convívio social, e a hipocrisia está sempre além desses limites razoáveis.

O hipócrita é, pois, uma pessoa nociva. E nós geralmente só ficamos sabendo disso depois de sofrermos algum dissabor com tal pessoa. Ora, como se diz por aí, “antes tarde do que nunca”, e o nosso erro será sempre a falta de conhecimento. Falta de conhecimento Bíblico (e/ou o fato de termos confiado demasiadamente em alguém, conduta desestimulada pela Bíblia Sagrada). Sim, porque o hipócrita vem até nós com beatices e distorções pretensamente fundadas na Palavra de Deus, e não nos atingiria se em nós abundasse o conhecimento. Como não nos atingiriam, do mesmo modo e eventualmente, os hipócritas que são heréticos (estes danosos além da conta), mestres inventores de vários absurdos maquiavélicos, e que assim agem por cobiça e nefastos interesses próprios; e, na esteira dessas pessoas, “lá se vão as pobres ‘ovelhinhas’ pro buraco…”, com variados prejuízos. O único modo de nos livrarmos desses hipócritas, de todos eles, é investindo tempo nosso no conhecimento profundo e pleno das Escrituras Sagradas, além de estabelecermos um relacionamento íntimo e verdadeiro com Deus Pai. Se assim agirmos, naturalmente essas pessoas se afastarão de nós. O hipócrita é um coitado, mas, ora, que vá “perturbar outra freguesia”, e nos deixe na Paz de nosso Senhor Jesus Cristo. A Paz que nos liberta.

© Amor-Perfeito

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