Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Lucas 6: 11.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus” – Lc. 6: 11.

Imagine a seguinte situação: você está em sua igreja ou local de culto, entra um estranho, talvez, alguém que você apenas tenha ouvido falar, ou seja, você nunca o viu, e essa figura cura uma pessoa, na frente de todos, de uma deficiência aparente e patente. A então definitividade da dita deficiência faz você ter de assentir que um milagre se realizou diante de seus olhos, e dos demais. Só que há um problema: por alguma razão, pela tradição, pelas normas da instituição, pelo dogma, sei lá, não era permitido que se fizesse coisa parecida nesse dia. Mesmo assim o estranho foi lá e fez tal coisa. Claro que presenciar uma cura dessa monta é algo muito forte e impactante para nós, hoje em dia, tirando (claro) os “televisivos” que fazem “proezas” em cadeia nacional, por isso, vamos imaginar que esse estranho tenha subido no púlpito, empurrado de lado com certa rudeza o padre, o rabino ou o pastor, e tenha pregado uma palavra libertadora e tenha feito isso cheio do Espírito Santo. Mas você, em particular, foi impactado e, no seu coração, soube que aquilo foi obra do Senhor. Qual seria sua reação? Furor? Pelo bem praticado? Será isso mesmo?

Outras perguntas se fazem necessárias: que tipo de cristão você é? Você é daqueles que não admitem nada de fora de seu dogma, chamemos assim, ou você está aberto ao agir do Espírito Santo? Você “pensa fora da caixa”, ou você é “prisioneiro” daquilo que o seu líder espiritual lhe empurra “goela abaixo”, pelo que diz e prega? Quem é você? Lê e conhece a Bíblia? Tem intimidade com o Pai? Outro dia me deparei com a seguinte frase, de um pastor (Ricardo Gondim): “Convicção que se recusa a admitir a complexidade humana é fanatismo”. Ora, qual é a sua convicção? Eu mesmo já fui literalmente traído por pessoas que me viraram as costas por conta de religiosidade. Várias vezes. Pessoas com as quais eu convivia, em pretensa comunhão, que na primeira “discordância” comigo, simplesmente me tomaram por incrédulo e pecador, e eu fiz o que julgava certo, diante de Deus Pai. E posso garantir a quem quer que leia este texto: o meu “pecado mortal”, para essas pessoas, não passa de um enquadramento singelo nessa tal “complexidade humana”, verdadeira, citada pelo pastor Ricardo Gondim. Ou seja, o que dizer desse tipo de comportamento? Beatice, religiosidade, fanatismo, hipocrisia, desamor.

Mas a história que eu conto nesta reflexão não é minha. Você certamente já sabe de quem eu falo. O furor dessas pessoas, relatado no verso, era dirigido a Jesus Cristo, que curou um homem de mão ressequida, mas o fez num sábado, que era “contra a lei”. Aliás, Jesus fez várias e várias coisas “contra a lei”. Não é difícil encontrar contemporâneos Seus (nas Escrituras Sagradas) ABSOLUTAMENTE escandalizados pelo que Jesus dizia e fazia. A ponto de quererem matá-Lo, até. Os interesses a respeito disso eram os mais variados, é verdade, e havia aqueles que eram maus mesmo, mas vamos pensar só na parte desses “escandalizados” que eram verdadeiros crentes em Jeová. Imaginou? Bem, se você se colocar entre aquelas pessoas, aquelas que estavam na sinagoga do verso, crentes em Deus até segunda ordem, você seria capaz de sentir furor por Jesus? Porque Ele “saiu do trilho” e fez algo “não permitido”, algo bom, por certo, mas totalmente “fora do script”? Honestamente, sem hipocrisia, o que você faria? Na época de Jesus as pessoas que se converteram foram obrigadas a “pensar diferente”, e hoje, você “pensaria diferente”?

É bom que pense, porque, do contrário, você pode estar “dando as costas para Jesus”, ao invés de agir com amor, ao julgar alguém ou uma situação. Pedro, discípulo de Jesus, “pensou diferente” e entendeu bem isso, tanto assim que disse certa vez que só o amor “cobre uma multidão de pecados” (1 Pedro 4: 8). Qualquer pessoa que agir com amor, não dará as costas para ninguém, especialmente para Jesus, de alguma forma (Mateus 10: 42; 22: 36 a 40), e evitará cometer injustiça, como aquelas pessoas com furor de Jesus, pela cura do homem com a mão ressequida. Os sistemas religiosos têm o “ranço”, o mau hábito, de se fecharem em si mesmos e, assim, cometerem toda sorte de injustiças e hipocrisias. Os cristãos verdadeiros não devem se colocar em meio àqueles que se escandalizam por pouco, não, pela via inversa, devem eles buscar maturidade em Jesus, que lhes dê segurança e paz de espírito. A Bíblia Sagrada é viva e pulsante, não algo estanque e opressivo. A mente e o pensamento, pois, devem estar abertos e atentos, porque Jesus pode estar em lugares, e em situações e em pessoas “de pouca ou nenhuma honra”, pelo julgamento (sempre raso – o cisco e a trave – Mateus 7: 1 a 5) da maioria. Amar e estar pronto para “pensar fora da caixa” é o mesmo que ser hospitaleiro, digo, o raciocínio é o mesmo, nas palavras de Paulo: “Não vos esqueçais da hospitalidade, pois por ela alguns, sem o saber, hospedaram anjos” – Hebreus 13: 2. E alguns, sem o saber, “dão as costas para Jesus”, pela dureza de seus corações. Bem, que tipo de crente em Jesus você quer ser? Quer correr esse risco, nefasto, de “dar as costas para Jesus”, especialmente por desamor?

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