Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

2 Crônicas 5: 7.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Assim puseram os sacerdotes a arca da aliança do Senhor no seu lugar, no santuário mais interior, no Santo dos Santos, debaixo das asas dos querubins” – 2 Cr. 5: 7.

A obra da Casa de Deus, erigida sob o reinado de Salomão, havia terminado, e o verso nos relata o momento em que os sacerdotes colocaram a Arca da Aliança no local mais sagrado do Templo. Era um lugar reservado, sem acesso ao público, localizado no mais interior do edifício, um santuário a ser então ocupado pelo Senhor, e chamado de o Santo dos Santos, ou Santíssimo Lugar. Esse espaço privado foi concebido para guardar o objeto mais precioso da época, consubstanciado na Arca da Aliança e seu conteúdo. A Arca da Aliança era um artefato poderoso e único, e representava a presença de Deus, e o próprio Deus. Exemplo disso se perfaz no fato de que ninguém podia tocá-La, e se o fizesse, morria imediatamente. Feita de madeira de acácia, e revestida de ouro puro por dentro e por fora, a Arca possuía umas argolas, nas quais se inseriam varas, e somente por essas varas a Arca podia ser movida e transportada. Era, pois, um objeto sagrado, o mais sagrado, representativo do Senhor.

De todo modo, precisamos nos lembrar de que a ideia inicial de Deus não era a de ter um Templo fixo, do tipo bem de raiz, ou ativo imobilizado, como se diz. No Êxodo dos Hebreus, o Senhor havia instituído o Templo Móvel, ou Itinerante, que podia ser montado e desmontado, carregado e deslocado, que tinha o nome de Tabernáculo. O Tabernáculo também tinha o seu Santo dos Santos, mas o privilégio do povo naquela ocasião era o de ver a Arca da Aliança com seus próprios olhos, nas ocasiões em que Ela era transportada em suas varas, quando das andanças pelo deserto (este aquele ermo próximo do Mar Vermelho). Assim é que o conceito de “mobilidade” era para Deus a premissa eleita, mas cedeu aos apelos de Davi em construir uma Casa para Deus, coisa que foi realizada somente por seu filho, Salomão. Davi apenas cuidou de separar e preparar materiais e recursos, para que a construção fosse efetivada no seu tempo oportuno. Tudo isso ocorreu no período relatado pelo Velho Testamento.

Na era seguinte, isto é, já sob as novas regras do Novo Testamento, com a vinda de Jesus Cristo, as coisas mudaram um pouco. Em primeiro lugar o Templo de Deus foi destruído, e hoje só resta o Muro das Lamentações em Jerusalém, Israel. Ninguém sabe o paradeiro da Arca da Aliança, se Ela ainda existe ou não. Mas é apropriado que a Arca da Aliança não esteja mais à vista dos homens, sobremaneira por conta do conceito de Deus de “mobilidade”, e mais ainda porque a Arca seria certamente um objeto de adoração, e isso não seria adequado aos novos tempos. Não podemos nos esquecer de que a Arca da Aliança representava a presença de Deus, e Jesus é Deus, que veio como homem, é verdade, mas era e é Deus. E Jesus dizia que o Espírito Santo de Deus faria morada nos seres humanos, tão logo Ele fosse alçado aos Céus, de volta ao Pai. Eis aqui, novamente, o conceito inicial de Deus de “mobilidade”: todo aquele que cresse em Deus, por Jesus, passaria a ser chamado de templo do Espírito Santo. O ser humano passaria a ter Deus em si mesmo; o Sagrado em seu interior, não sendo mais necessário nenhum outro objeto material representativo de Deus ou de Sua presença. Ideia do Senhor, plano realizado: hoje é assim que acontece.

O Santo dos Santos, Altar máximo de Deus, Santuário Sagrado, Santíssimo Lugar, é agora o coração humano. E o ser humano se move, anda, viaja, se desloca, e com ele vai o Espírito Santo, de cá pra lá, de lá pra cá, para todo canto (neste deserto), à semelhança do Tabernáculo. No lugar da Arca da Aliança, no Santo dos Santos, está o Espírito Santo de Deus nos nossos corações. E é no coração que as intenções são descortinadas, que os sacrifícios são feitos, que a vida pulsa. A Arca da Aliança foi posta no Santo Lugar pelos sacerdotes; o Sumo-Sacerdote Jesus, Messias de Deus, coloca o Espírito Santo nos nossos corações. No mais interior do nosso ser, santuário sagrado, vive o Espírito Santo de Deus. Figurativamente, entre os nossos braços, no nosso santuário mais interior, à semelhança do local existente entre as asas dos querubins, ali se instala e habita o Senhor, em Espírito. Lindo, pura poesia. O Senhor é digno de ser amado e louvado. Aleluia! 

© Amor-Perfeito

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