Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Lucas 3: 11.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Respondeu-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem, e quem tiver alimento faça da mesma maneira” – Lc. 3: 11.

Esse verso faz parte da Pregação de João Batista. Nesse trecho de seu discurso ele insta as pessoas a agirem com piedade e fraternidade. Outro dia vi uma reportagem em algum lugar que dizia, em suma, que os mais pobres eram os que mais ajudavam os necessitados. Ou seja, quanto mais a pessoa tem, menos ela divide. Quem tem pouco, divide mais. Talvez porque quem tenha pouco esteja mais atento às necessidades alheias, visto que sente mais de perto, por si só, o que é ter falta de algo, ou de muito. Não sei. Pode ser que seja difícil para alguém que viva na fartura ter consciência do sofrimento dos outros, em passar necessidades. Não sei. “Olhar” a vida “de cima” pode “desvirtuar a perspectiva” do pretenso observador, a respeito daqueles que estão “embaixo”, em termos financeiros. O fato é que nós todos temos a tendência de nos acostumar com as coisas, e isso, muitas vezes, e de modo geral, não é bom, não é nada bom.

Mas João Batista não falava apenas aos mais pobres. Ele falava, na ocasião, a todos que o ouviam, o que se pressupõe que ele falava e fala a todos nós, vez que suas palavras integram a Bíblia Sagrada. E suas palavras sugerem que todos nós somos responsáveis por ajudar o próximo. E quem é o próximo? Ora, o próximo é qualquer pessoa próxima de nós ou não, que faça parte de nossas vidas ou não; pode ser um familiar, um amigo, um conhecido, um colega, e até um desconhecido. O melhor parâmetro que conheço para administrar os recursos que Deus me dá é, simplesmente, ouvi-Lo. Ouvi-Lo! Isso mesmo! Procuro sempre estar atento ao Senhor e espero Ele me indicar a quem devo ajudar. E isso acontece sempre. Algumas necessidades alheias chegam até nós e é fácil ouvir a Voz de Deus, nesses casos. Outras situações se mostram mais sensíveis, e espera-se de nós discernimento, porque, por vezes, é caso mesmo de não ajudar. Mas o mais bacana acontece quando não sabemos de nada e Deus fala aos nossos corações, para ajudar. Talvez essa última ocasião seja a mais rara, mas de longe é a mais linda experiência de todas.

Outra coisa importante se cinge no fato de que o ato de dar deve ser desprendido. Aprendi que jamais devemos emprestar nada a ninguém, em termos de dinheiro, principalmente. A Palavra de Deus é clara quando nos diz que não devemos ser fiadores de ninguém. Do mesmo modo, se emprestarmos dinheiro a alguém, ou qualquer outra coisa, esperando o retorno, nós criamos um vínculo com a pessoa, que, no mais das vezes, não é sadio. Assim, se eu tenho a quantia que a pessoa precisa, e se for caso de ajudar, eu a dou, nunca empresto. Se não tenho a quantia toda, dou o que puder, como já aconteceu mais de uma vez. Se não tenho, não dou, simples assim. Mas jamais empresto. E, desse modo, fico livre de qualquer vínculo ou peso. Que é o que acontece quando você espera algo de alguém, em retorno. No caso da fiança: torcer para não dar errado, porque você comumente perde a amizade, além de dinheiro. A Bíblia é pura fonte de sabedoria, não?  

E a Bíblia nos fala em bênçãos quando observamos e preenchemos as eventuais necessidades dos outros, mas isso é, veja-se bem, apenas uma bendita consequência do ato de dar, e jamais pode ser a intenção no coração, de receber algo em troca, por algum benefício feito a alguém. O desprendimento deve ser total e irrestrito. O fato é que, pelo menos para mim, devo confessar que eu jamais faço isso “de graça”, visto que o deleite que me invade ao vir a mim a noção de que eu ajudei alguém, que lhe dei algum conforto, que de outra maneira não lhe viria, meu Deus do Céu, tal sentimento é impagável. Quero sempre sentir isso em mim! Um amigo costuma dizer que dar qualquer coisa em nome do Senhor é investir no Reino de Deus. E depois de vários anos contribuindo, desde que ouvi essa afirmação, não tenho como negá-la: ela é verdadeira, fática. Colhe-se com isso muita alegria; e, sobretudo, uma enorme satisfação pessoal. Faz até a coisa parecer egoísmo, porém, egoísmo é ter os meios e não ajudar, mesmo sabendo que deve fazê-lo. Portanto, desafio você a fazer da piedade e da fraternidade um hábito, um vício. Ouça a Voz de Deus, pois, e “dê uma túnica”, se tiver duas, “reparta o alimento”, se lhe for possível, e torne a vida de alguém mais confortável, mais justa. Um pouco aqui, um pouco acolá, e tornamos essa “viagem” mais humana e fraterna. Amém.

© Amor-Perfeito

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