Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 29: 23.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra” – Pv. 29: 23.

A soberba – orgulho excessivo, arrogância – é uma postura bastante nociva e também lamentável, em qualquer pessoa. Não há desculpa plausível ou aceitável para alguém agir desse modo. Ninguém é melhor do que ninguém, contudo, claro que existem pessoas que se acham melhores do que as outras, em vários sentidos. Não sei se isso é falha de caráter, má índole e maldade, ou somente um nefasto e inconveniente modo de ser. Ou, talvez (quem sabe…), burrice, e ignorância mesmo. O fato é que esse comportamento jamais poderá ser justificado, por melhor que seja a pretensa justificativa. Inegável que dinheiro, e poder, e fama, e beleza, ou algum dom excepcional, e qualquer outra situação de destaque, podem levar alguém a se sentir “diferente” e “especial”, redundando em soberba. Sim, isso é possível, e até esperado.

Mas o que é um ser humano? Ou sua vida? Que lhe dê “autorização” de se sentir superior a outrem? Na essência não há diferença alguma entre as pessoas. Todo mundo é igual perante o Senhor, Deus Pai. E isso não é um bordão religioso destituído de sentido e de significado. Não. Trata-se de uma verdade espiritual fundamental, basilar e séria, seriíssima, levada à prática no momento supremo e singular a ser enfrentado por todos nós: a morte. Quando esta vier, portanto, de nada valerão os atributos puramente materiais e mundanos dos quais nos dispusemos nesta vida, e que nos levaram a ser isto ou aquilo. Eis aqui o “nivelamento” de todos nós. Na hora da morte, bendita hora para muitos (em Jesus), pois, será face a Face com o Criador, sem possibilidade de subterfúgios: será “preto no branco”, acerto e prestação de contas, ponto. Nada nos ajudará, nessa hora, senão aquilo que a Bíblia Sagrada chama de “tesouro em nossos corações”. Isso é o que levamos de proveitoso daqui, especialmente a bondade e a fraternidade, e a soberba fica de fora, por óbvio. 

Por isso que “enxergo” esse verso como uma sentença ou ordenança (incontornável), na acepção jurídica do termo: vai acontecer. É lei, Lei. Assim, toda e qualquer pessoa que pautar a sua vida pela soberba, acumula para si “dívidas difíceis de serem saldadas”. Todo ato de soberba sempre fere alguém, e o Senhor Jesus é duro com aqueles que se conduzem dessa forma, pois que o Mestre não tolera a falta de amor (e de compaixão) advinda do comportamento daquele que é soberbo. É indesculpável, esse comportamento. Francamente, não sei qual seria a solução para este problema. Na vida sempre haverá um pouco de tudo, e sempre nos depararemos com um pouco de cada coisa, além de todo o tipo de pessoas. Não há como evitar essas variadas situações. E encontros. Mas cada um de nós é responsável por seus próprios atos, isso é certo, e se há soberba em nós, seria oportuno dizer que o Senhor, pelo verso, nos adverte que isso não é bom. Não é nada bom. E é causa de consequências muito ruins.

Não há honra para o soberbo, pois, nos ensina o verso, e a pretensa “honra” que o soberbo eventualmente recebe, pode ser qualquer coisa, mas honra não é. Pode ser lisonja, falso elogio, adulação ou outra coisa qualquer, mas honra não é. A honra, verdadeira honra, é destinada apenas aos humildes de espírito. E não digo que isso seja fácil de obter. Nós, desde cedo, aprendemos a lidar com o ambiente em que vivemos por meio da competição. Está arraigada no ser humano a luta pela sobrevivência, talvez, com instintos primários e mesmo irracionais. Animalescos. Crescemos aprendendo a nos defender, de tudo e de todos. Há “inimigos” por toda parte. Animosidades e injustiças. A ponto de o humilde de espírito ser considerado, por muitos, como pessoa fraca e tola. Ora, quem quer ser identificado como fraco e tolo? Pois é, mas a honra está destinada aos humildes de espírito, e não aos soberbos. Estes confiam em si mesmos e em seus atributos humanos; os outros confiam em Deus, por Jesus. A hora máxima da honra foi acima assinalada. O humilde de espírito é, pois, a antítese do soberbo: a escolha do que “vai ser” é dada a cada um. Faça a sua.

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