Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Marcos 13: 20.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém se salvaria. Mas por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou aqueles dias” – Mc. 13: 20.

A Bíblia Sagrada, como Profecia de Deus, nos ensina que os últimos dias seriam difíceis e bastante sofridos. E o Senhor Jesus nos ensinou a interpretar os sinais dos tempos, ainda que de forma vaga e não muito clara, afirmando que nem mesmo Ele sabia quando seria o Dia do Senhor (Marcos 13: 32). Hoje em dia nós vemos muitas coisas ruins acontecendo pelo Mundo, e não conseguimos dissociar isso tudo das “pistas” que nos são fornecidas pelas Profecias Bíblicas. As palavras de Jesus em Mateus 24: 1 a 35, por exemplo, nos dão um panorama bastante sombrio do que seriam esses dias de pré-tribulação, nos quais haveria uma espécie de “sofrimento coletivo”. Nestes nossos dias um evento qualquer ocorre a milhares de quilômetros de onde estamos, e quase que imediatamente já temos notícias detalhadas do todo ocorrido. A internet faz do Planeta Terra um lugar menor e as distâncias podem ser percorridas em poucas horas, se a opção for pela viagem de avião. 

Não há contradição alguma em dizer que os confortos da modernidade, ao mesmo tempo em que nos trazem inúmeros benefícios, são também motivos de opressão e de malefícios. Sempre digo que o bem de consumo mais precioso hoje em dia é a informação. E nós somos “saturados” todos os dias com informação. Ao alcance do aperto de alguns botões, em nossos computadores e celulares, temos em mãos uma “janela para o Mundo”. Logo, do conforto de nossos lares, locais de trabalho ou de lazer, nós tomamos contato com atos terroristas, catástrofes naturais, desastres provocados pelo homem, além de toda sorte de violências e infortúnios. De cada dez notícias veiculadas pelas diversas mídias existentes, geralmente nove são nefastas. E a velocidade com a qual essas notícias chegam até nós é estonteante, desconcertante. Mal temos tempo de “absorvê-las” e logo já surgem outras iguais ou piores para serem agregadas a uma sinistra “somatória geral”, a compor um desagradável cenário de horrores e dissabores, que indiscutivelmente nos afeta.

Certamente ninguém se agrada de ver cenas de guerras, de crianças famintas e doentes, de pragas variadas, assassinatos, desgraças, injustiças, mazelas e sabe Deus mais o quê. Junte-se a isso tudo as nossas inseguranças e inquietudes, mais os problemas do nosso dia a dia, e pronto: vemo-nos em meio ao stress de se estar vivo e de ter de lutar para viver (em muitos casos, sobreviver). É fato que para alguns a vida é mais fácil, enquanto que para outros as dificuldades são mais acentuadas, e ninguém tem vida idêntica a outrem, cada um tem os seus próprios problemas. Pelo dito popular, aliás: “Cada um com seus problemas!”. E assim é na realidade, “nua e crua”: essa afirmação é muito verdadeira, se a tirarmos de seu contexto jocoso e a encararmos de forma literal. Nenhum de nós tem, por essas e outras, poder ou capacidade de mudar o curso do Mundo. Apenas podemos agir “cirurgicamente”, e ajudar um ou outro, que estiverem dentro de nosso sempre limitado alcance. Como diria Madre Teresa de Calcutá, “se você não pode alimentar mil, alimente um”. E Jesus já dizia que seríamos fortes se nos uníssemos. Assim, se todos “alimentassem” cada qual um, ainda assim não mudaríamos o Mundo, mas faríamos alguma diferença, por certo.

Os dias estão difíceis, isso é verdade. Não sei se estamos perto do fim, mas tenho a percepção de que o Senhor tem abreviado os dias atuais. Albert Einstein disse que a noção de tempo é relativa, ou algo assim. E nós sabemos que o Senhor controla o tempo, tanto quanto está fora dele. Nas mãos de Deus Pai, nesse passo, o tempo é um instrumento que regra a duração de nossas vidas na carne. É possível, portanto, que o Senhor o acelere ou o faça passar mais devagar. Não me cabe, entretanto, ponderar o que é certo ou errado; de outra sorte, é minha obrigação confiar em Deus e Nele esperar. Mas eu tenho a sensação – e isso é particularidade minha – de que estamos vivendo dias divinamente abreviados. Algo como: olho para o horizonte, de tarde, e vejo o céu avermelhado, sei que haverá bom tempo no dia seguinte (Mateus 16: 1 a 3). Porém, o que verdadeiramente me importa é que o Senhor é o meu alicerce e fundamento, sejam os dias presentes abreviados ou não. E é Nele que deposito a minha confiança. Vivo alegre (e resignado) o agora porque Ele está ao meu lado, em Jesus. E só suporto essa “avalanche” de más notícias (que me oprimem), porque Ele me ampara, alenta e me sustenta. Só por isso, só por hoje. Amanhã é outro dia. Basta a cada dia o seu mal. Que a Graça e a Misericórdia do Senhor nos envolvam, hoje, amanhã e sempre, amém. E que Ele logo venha, pois, sem demora: Maranata! Vem Senhor Jesus!

© Amor-Perfeito

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