Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 15: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Na casa do justo há grande tesouro, mas nos frutos do ímpio há perturbação” – Pv. 15: 6.

Talvez o “grande tesouro” do verso seja aquela situação em que a pessoa “deita a cabeça em seu travesseiro, e dorme em paz”. Ou seja, tem a sua consciência tranquila, como comumente se diz, pois nada fez de errado. “Quem não deve não teme”, diz o ditado popular. E é a mais pura verdade, porque aquele que faz algo errado vive na expectativa de ser pego, de alguma forma. “Não dorme em paz”, vez que a expectação de ser desmascarado e, com isso, ter de sofrer as consequências, tira a paz do sujeito. Portanto, se os frutos (dinheiro, bens Etc.) obtidos a partir dos atos de alguém forem de origem ilícita, haverá perturbação, de um modo ou de outro. A riqueza amealhada de forma injusta pode até trazer segurança e proporcionar outros benefícios aos seus donos, mas não trará paz.

Quem obtém riquezas de forma ilícita sabe que agiu errado. A consciência disso não pode ser apagada nem deixar de ser notada (pelo próprio cidadão). A pessoa pode até querer agir assim, e mesmo ficar satisfeita com os ganhos indevidos, mas jamais deixará de saber que aquilo realizado não é algo bom e correto. O ímpio, que pela Bíblia Sagrada é aquele que não se curva diante de Deus, no mais das vezes não se importa em ficar rico ou tirar qualquer vantagem na vida, sem observar se está prejudicando alguém, roubando-o ou defraudando-o. Ética, lisura e boa-fé simplesmente não lhe importam; tudo o que lhes importa é a obtenção da riqueza ou vantagem de qualquer maneira, sem atenção alguma ao meio empregado. De preferência, aliás, quanto mais fácil, melhor. Nesse sentido que o dinheiro não traz paz, mas somente segurança, e segurança relativa, diga-se de passagem. O fato do qual ninguém escapa, no entanto, seja nesse mundo ou no vindouro, é o acerto de contas com o Criador, para alguns, na mesma ordem: a Justiça Divina e o Dia do Juízo. Eis aqui um bom motivo de se ter temor do Senhor…

Na casa do justo, entretanto, mesmo sendo um lar modesto, há de se ter grande tesouro, sempre. Esse tesouro se traduz em uma consciência limpa e tranquila, e na paz que a justiça proporciona. Mas esse “justo” é mais do que aquela pessoa que busca praticar justiça, e se preocupa em ser honesto e íntegro. É também aquela pessoa separada por Deus, logo, esse tal “tesouro” é a bênção de ser conhecido no Céu, de se estar diante de Deus, com a alma de joelhos e com o coração Nele firmado. É ter em si mesmo o Espírito Santo e ser detentor das Promessas de Deus. É ser participante da Graça, herdeiro do Reino de Deus, alvo da misericórdia Divina, parte do Povo Santo. É mais: é ter intimidade com Deus Pai, por Jesus, e tê-Lo sempre por perto, ao alcance de um singelo pensamento ou de uma curta oração. Não que a oração precise ser curta, pois longas conversas com o Senhor se perfazem em grato privilégio dos justos, a qualquer hora, momento e situação. Nesse passo, a “casa do justo” bem pode ser o seu próprio corpo, no qual habita alma e espírito (fôlego de vida), mas nele, também, o Espírito Santo fez morada. Tesouro maior que esse, não há.

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