Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Apocalipse 22: 11.

* 1mVersículo 1aVerdade *

Quem é injusto, faça injustiça ainda; quem está sujo, suje-se ainda; quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda – Ap. 22: 11.

Encontramos esse verso no finzinho da Bíblia Sagrada. Ou seja, depois de toda a leitura da Bíblia, pela Qual nós aprendemos como devemos nos portar diante de Deus Pai e dos homens, nos deparamos com essas quatro afirmações, as duas primeiras em franco antagonismo às duas últimas. De forma geral, parece um conselho que se inclina para a resignação. Gosto dessa palavra, “resignação”, cujo significado varia bastante. Pode ser: “paciência ou aceitação pacífica com relação aos sofrimentos e dores da vida”; ou: “reconhecimento de poderes maiores que os nossos em relação a alguma coisa e/ou situação, e, em decorrência disso, a condição de imutáveis por interferência da nossa simples vontade”; e também, por fim: “a aceitação, de cunho social e espiritual, por meio da conscientização de que se deve vivenciar uma ou mais experiências de forma compulsória, sem que haja intenção, ideia ou possibilidade de mudá-las”. E todas as definições se completam.

E é assim mesmo que a vida se desenrola: nós “transitamos” por ela sem o menor controle da maioria das coisas que nos envolvem. Friamente falando, o Mundo segue seu curso independentemente da existência ou interveniência de qualquer um de nós. Tempo decorrido é sinônimo de vida exaurida, sem retorno. E não há “colher de chá”: o tempo não para. Nesse contexto, quando a Luz nos alcança, por Jesus, e passamos a ter entendimento geral do Reino de Deus, nós nos “escandalizamos” mais ainda com certos comportamentos de pessoas que não conhecem a Deus, e mesmo de irmãos em Cristo, muitas das vezes. O fato é que a conversão ao Cristianismo e o conhecimento das Escrituras Sagradas nos afetam bastante, na medida em que nós nos tornamos mais sensíveis e também mais críticos em relação a tudo aquilo que vai de encontro à vontade de Deus. Além disso, nós “nos abrimos”, geralmente, às dores alheias. Mas, na maioria das vezes, resta-nos tão somente adotar a resignação em nosso íntimo, diante de tantas coisas reprováveis que vemos e vivemos.

Resignação não é fuga nem tampouco covardia ou omissão. É, ao contrário, uma atitude inteligente, algo do tipo “se não tem nada de útil a dizer, fique calado”. No caso dos cristãos, se nada puder ser feito, não é o silêncio e a inércia que imperam, visto que o Senhor nos deu o poder da orar em Nome de Jesus. Resignação e oração, boa combinação. Receita maravilhosa para muitas ocasiões de impotência nossa. Há mesmo situações em que nada há a se fazer no intento de mudar o curso de alguma coisa. Veja-se o exemplo de se buscar o convencimento de alguém de que suas ações lhe são maléficas. Muitas vezes isso não é possível. Já vi pessoas viciadas em drogas de uma forma tão profunda, que não ouvem conselho algum, diante da forte compulsão que têm por determinada substância. A compulsão sempre as vence. E há compulsões para todos os gostos, não só de drogas. Há pessoas viciadas em sexo, poder, chocolate, videogame e sabe-se lá mais o quê. Outros exemplos de impossibilidade de interferência nossa: situação política, guerras, fanatismos religiosos, desastres naturais, pobreza, fome, escassez de recursos naturais, poluição, corte ilegal de árvores (desmatamento de florestas e outros ecossistemas) Etc. Como nós, sozinhos, podemos mudar essas coisas todas e muitas outras? (Selá!).

Tendo em vista esse fato, qual seja, de que somos impotentes de múltiplas e variadas formas, o verso-título desta reflexão, acima transcrito, nos impele à resignação, tanto quanto nos ensina a jamais deixar de confiar em Deus. Há tempo para todas as coisas debaixo do céu, já dizia o Pregador em Eclesiastes, e tudo é vaidade. O Senhor é o Vingador (e Julgador), e nós todos estamos nivelados num nível inferior ao Dele. Cada pessoa responderá individualmente ao Senhor. E de forma global, pois, nós simplesmente não podemos mudar nada. Podemos, sim, fazer a diferença de forma pontual, algumas vezes, aos que estão à nossa volta, bem como fazer o bem a nós mesmos, sendo justos, honestos e íntegros. Não podemos perder o temor ao Senhor, nem o nosso zelo pelo Reino de Deus, por conta de desilusões com o Mundo e com as outras pessoas. É isso que o verso-título nos diz: Quem é injusto, faça injustiça ainda; quem está sujo, suje-se ainda; quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda – Apocalipse 22: 11. De resto: Maranata!

© Amor-Perfeito

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