Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 3: 7.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal” – Pv. 3: 7.

Alguém que é “sábio aos próprios olhos” é, no mais das vezes, alguém que julga os outros com certa frequência, e acha que está acima do que considera como “ordinário”. Essa pessoa se vê como superiora às demais, é comumente altiva e orgulhosa, e se sente diferente, talvez, “privilegiada”, “iluminada”, “separada”, “distinta”, “honrada”, “melhor”, “com ‘pedigree’”. Claro que existem graus dessa “loucura”, que bem pode ser ocasional, mas, quanto mais “sábia” é – ou pensa que é – a pessoa, pela “leitura” que faz de si mesma, pior é e mais infeliz se torna, entregue que fica, por consequência, à sórdida soberba e nefasta altivez. A “visão geral” dessa pessoa, em relação a tudo e a todos à sua volta, e sua perspectiva a respeito de si mesma, são por demais deturpadas e equivocadas, perturbadoras. E esse cidadão (ou cidadã) acaba protagonizando, geralmente, uma coisa que Deus abomina de todo coração: acepção de pessoas. 

Casos extremos disso estão relacionados com o fanatismo religioso. Muitas vezes pessoas que se acham piedosas e fraternas, por estarem ligadas a determinadas religiões, ou mesmo a Deus Pai, são, na verdade, inflexíveis e sem misericórdia. Não assumem as suas próprias deficiências, porém, apontam com facilidade as deficiências alheias. Não são capazes de “sentir a dor do outro”, ou de “calçar os sapatos do próximo”. O próprio Senhor Jesus nos mostra como isso é importante, isto é, ao invés de julgar de forma rasa (sempre será assim o julgamento realizado pelo ser humano), procurar tentar entender os motivos e as razões que levaram alguém a agir desse ou daquele modo. O meu sofrimento, que é só meu, diga-se de passagem, só Deus sabe como eu lido com ele e como o suporto; portanto, se alguém vier a me julgar, se preocupa com “um cisco em meus olhos”, e “tem uma trave nos seus”. A severidade e a austeridade de alguém, no ato de julgar, jamais tem a mesma intensidade de quando tal julgamento é dirigido a si mesmo, em eventual autoanálise.

E quando julgamos o próximo, o ato em si é semelhante a apontarmos o dedo em frente a um espelho, defronte à nossa própria imagem: de acusadores passamos instantaneamente a acusados. Não há quem não peque ou deixe de cometer deslizes nessa vida, e a verdadeira fé é aquela que passa às mãos do Senhor a tarefa de julgar. Entregar a Deus todas as coisas é o esperado, e Ele ditará o rumo certo e acertará todas as coisas. A pessoa que se coloca nessa posição de julgadora corre o risco de endurecer seu coração, a ponto de perder-se. Acredito que ninguém deseja isto para si, porém, o sentimento de superioridade em relação aos demais “companheiros de viagem”, é caso de inequívoco descompasso com a vontade de Deus para os homens. Como dito, há situações nas quais a pessoa não percebe em si mesma esse descompasso. Por isso, Salomão providenciou o complemento do verso, que nos diz para termos temor ao Senhor e para nos apartarmos do mal (em todas as suas formas, evidentemente).

E veja-se que se tivermos realmente temor ao Senhor, isto traduzido em reverência, confiança e amor, não há necessidade de sermos “sábios aos nossos próprios olhos”. Simplesmente não há essa necessidade. Isso porque de antemão já saberíamos que o agir do Senhor é certo e a tempo (e é mesmo), de modo que não precisaríamos nos conduzir dessa forma. Quem assim age, age em dissonância com a Sabedoria e a Soberania de Deus, que tudo pode. Quem assim age, deixa de confiar no Senhor, e acaba sendo impertinente e infeliz, para dizer o mínimo. Faz mal a si próprio e aos outros ao seu redor aquele que se coloca na situação de imaginar, pura ilusão, que é “sábio” (aos próprios olhos). Especialmente porque fica “cego” para a realidade. Entra numa “roda-viva” de egocentrismo, que prejudica e afasta até pessoas queridas de sua convivência. E “se fecha” para a bendita correção de Deus. Só há perdas, pois, nesse comportamento lesivo e inconveniente. Deus nos livre e nos mantenha sempre em humildade, distantes desse mal. Sábio, só o Senhor!

© Amor-Perfeito

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