Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Romanos 8: 31.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Que diremos, pois, a essas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” – Rm. 8: 31.

Que coisas? Todas as coisas, sem fugir do contexto do verso. A questão de fundo, no entanto, desemboca na análise de se dizer se a vida é boa ou não, diante de tantos eventos desagradáveis que faceamos. Se partirmos do princípio de que a vida é uma dádiva de Deus, talvez não seja oportuno dizer que a vida não é boa. Mas há tantas adversidades e tantos exemplos negativos no dia a dia que acabamos tendo de nos fazer essa pergunta, em algum ponto de nossas vidas. Há, também, os “dias cinzentos”, e os momentos de depressão, que podem ser ocasionais ou patológicos. A pessoa deprimida, se acaso reclame ou murmure da vida, peca contra Deus ou está doente? E as mentiras, falsidades, enganos etc., das pessoas em geral? Por que Deus permite tantos infortúnios por aí, se Ele é Deus, e bem poderia evitá-los? Por que precisamos sofrer de várias formas, dores, desamores e dissabores, tão somente pelo fato de estarmos vivos? Não poderia ser diferente? Mais fácil? E eu respondo, francamente, com todas as letras: não sei!

Mas a segunda parte do verso não sugere que Deus nos livra daquilo que é ruim? Parece que a resposta mais honesta seria aquela que diria que Ele sofre conosco as nossas mazelas, e fica ao nosso lado (se quisermos…). Eu não pretendo nem quero ser taxativo nesta reflexão, até porque eu não tenho condições de fazer isso. Eu também não entendo “um monte de coisas” que acontecem, e “brigo” comigo mesmo a respeito do sentido da vida (como todos possivelmente fazem…). Há certas situações na vida que fazem parte dela, da vida, e são inevitáveis. O porquê da morte de entes queridos, por exemplo, especialmente o desenlace precoce e fora da ordem natural de certas pessoas, não seria algo que deveríamos encarar com menos “alarde”? Mas não é assim que ocorre: sofremos. Conheço pessoas que carregam consigo esse sofrimento vida afora. É justo isso? De novo digo: não sei, gostaria de saber. Esse sentimento de perda, pelo menos, nos ensina a humildade diante da fragilidade da vida. E a vida é injusta, se formos honestos ao responder uma pergunta ou um pensamento próprio, nesse sentido. Ou não?

Ultimamente, talvez de uns dois ou três anos pra cá, eu tenho visto e encarado muitas coisas tristes. Coisas isoladas, como um amigo que dormiu na direção e sofreu um acidente que o deixou tetraplégico (não poderia ter sido diferente?). Notícias de suicídios por depressão e desistência de viver diante de certas circunstâncias e insatisfações. Na verdade, atos de pessoas que provavelmente já estavam mortas antes mesmo de tirarem a própria vida (???). Traições, por atitudes, de pessoas que confiava. Doenças em pessoas que julgava boas e não merecedoras de tais sofrimentos. Etc., etc. Até coisas mais abrangentes, como as tantas notícias cotidianas que nos fazem ver coisas absurdas como “normais”, o que é uma deturpação daquilo que é desejável e correto, porque nos tira o “choque” e a indignação que deveríamos ter a cada evento desses. E a violência, de variadas formas, sempre aumentando, num Mundo superlotado e condenado. E por aí vai… Por quê? Outra resposta não há, senão: não sei!

Ouso pensar que sei, no entanto, que as tristezas e dores são mais marcantes que as felicidades e alegrias. E tudo é efêmero, visto que … aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois o juízoHebreus 9: 27. Ou seja, morreu, não há volta, juízo. Qual é o sentido da vida, então? Só posso dizer com certeza que fazer o bem e ter Deus no coração é o desejável, no mínimo. Contudo, nascer, viver, sofrer e morrer parece algo “meio” enfastiante e cansativo, não? É só isso mesmo? Tempos atrás eu fiz a opção de me achegar a Deus e, com isso, dentre outras coisas, fui abençoado com o conteúdo da Bíblia Sagrada. Como a minha esperança está em Cristo Jesus, e com base na Bíblia, posso dizer que não é só isso: Se esperarmos em Cristo só nesta vida, somos os mais infelizes de todos os homens1 Coríntios 15: 19. Ou seja, há infinitamente mais a se viver depois da vida que conhecemos. E como será isso? Não sei, novamente, mas há indicativos extremamente “encorajadores” para todos nós: … como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam1 Coríntios 15: 19. Logo, apesar dos pesares, viver vale a pena, mas que seja com o coração no Reino Vindouro, cujo Rei é o Senhor da Glória. Lá a “conversa” será outra. E qual será? Não sei.

© Amor-Perfeito

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