Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Mateus 27: 54.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O centurião e os que com ele guardavam Jesus, vendo o terremoto e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor, e disseram: verdadeiramente este era Filho de Deus” – Mt. 27: 54.

Logo depois de crucificarem a Jesus, e na sequência dos extraordinários acontecimentos que se seguiram, os que estavam a serviço de Roma tiveram a percepção descrita no verso, isto é, a de que o Mestre era mesmo o Filho de Deus. Imagino se esses soldados participaram das torturas infligidas a Jesus, antes de pendurá-Lo na cruz. Também imagino que esses soldados eram pessoas brutas e endurecidas pela atividade que praticavam. Matar não era algo fora do comum para eles. Tampouco judiar de alguém, como fizeram com Jesus. A lealdade desses homens se voltava a seus próprios companheiros, à Coorte da qual faziam parte, à Legião da qual a Coorte estava ligada, ao General que comandava tal Legião, aos Exércitos do Império Romano (as Legiões somadas), e a César, Imperador Romano que, em síntese, simbolizava/era o reflexo da própria Roma. Os deuses, romanos ou não, vinham em segundo plano para esses homens. Daí o desrespeito e a pouca atenção à figura de Jesus, comportamentos que podiam ser tidos como absolutamente normais.

Claro que se viam alguns nas fileiras romanas que já haviam entendido que Jesus era o Messias de Deus, e a Bíblia nos dá sinais disso, a exemplo do Centurião Cornélio (Atos 10: 1 a 8). Era possível, portanto, ser soldado romano e ser justo e piedoso, ao mesmo tempo. Porém, depois dos desdobramentos à crucificação de Jesus, os soldados que Dele judiaram devem ter se sentido muito mal. Não sei se a ponto de se converterem e de se encontrarem na situação de experimentar “peso de culpa”, “dor de consciência”, arrependimento. A Bíblia Sagrada, muitas vezes, nos deixa sem saber o que aconteceu depois de certo evento, com as pessoas que o protagonizaram. Como terá sido a vida de cada um desses soldados, após presenciarem o desenrolar da crucificação de Jesus? Será que a percepção acima mencionada foi suficiente para fazê-los se voltar ao Caminho de Deus? Não sei. Francamente, não sei. Sei que gostaria de conhecer a história posterior e individual desses homens. E torço pela conversão desses soldados, pois que seria um final feliz e abençoado a cada um deles.

O Império Romano, por mais duradouro que tenha sido, com sua importância, pompa, poder e glória, já passou. Virou História. A Itália de hoje, por exemplo, traz as marcas desse Império por todo lado. As inúmeras ruínas romanas são testemunhas atemporais da transitoriedade e da efemeridade da pretensa glória dos homens. São símbolos de uma era gloriosa sob muitos aspectos, mas como a própria palavra indica, são somente ruínas, restos. Mas o Reino que Jesus anunciava é Eterno (Mateus 24: 35), o Reino de Deus é Sempiterno (Daniel 4: 3). Se os soldados tiveram a bem-aventurança de perceber isso, eles se converteram (espero). E o “homem Jesus” que eles mataram não era um homem, simples mortal, Ele era e é Deus, Filho de Deus, Messias, ou seja, Ele é “ontem”, é hoje, e sempre e eternamente será (Hebreus 13: 8). Não existem, pois, “ruínas” no Reino de Deus, visto que “as suas misericórdias se renovam a cada manhã” (Lamentações 3: 22 e 23). Diferente do Império Romano que virou História, o Reino de Deus faz a História, é a própria Historia. O primeiro está englobado no Segundo e, assim, com facilidade, se vê qual dos reinos é o mais importante; e isso sem a pretensão de se fazer qualquer comparação, pelo simples fato de que não dá, é impossível: o Reino de Deus é mesmo incomparável.

Nós – pelos menos a maioria de nós – não vimos sinais e maravilhas como os/as do dia da crucificação de Jesus. Sei de umas poucas pessoas que já viram maravilhas, e temos também os sinais registrados nas Escrituras. Mas eu nunca vi nada assim, digo, algo sobrenatural. Talvez já tenha vivido algumas vezes o sobrenatural de Deus, mas nunca vi um sinal marcante e definitivo vindo diretamente de Deus Pai. Ou uma visão do Mundo Espiritual. Algo assim. Já esses soldados viram vários sinais e maravilhas, e pelo menos tiveram temor de Deus na ocasião. Nossa geração precisa “crer sem ver”, e não agir como Tomé; nas palavras de Jesus: Bem-aventurados os que não viram, e creramJoão 20: 29, 2.ª Parte. A Bíblia Sagrada é uma síntese das coisas que aconteceram envolvendo o Senhor Jesus e o Plano de Redenção de Deus Pai. Não seria mesmo possível uma riqueza de detalhes, como no caso das vidas dos soldados que O crucificaram e assentiram a respeito de Sua Divindade. No entanto, torço por eles, mesmo já tendo decorrido o tempo. E torço por nós, que ainda estamos presos no tempo. Que nós possamos depender de Deus (e amá-Lo), por Jesus, sem necessidade de barganhas, sinais e/ou maravilhas (Ele por Ele, só). E que o amor de Jesus, cujo sangue nos remiu, seja suficiente para nos fazer crer, e aqueça os nossos corações.

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