Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Mateus 27: 51.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Nesse instante o véu do templo se rasgou em duas partes, de alto a baixo. Tremeu a terra, e fenderam-se as rochas” – Mt. 27: 51.

O contexto do verso é a Crucificação de Jesus, especificamente o momento imediatamente subsequente àquele em que o Mestre se rende ao Pai. Em suma, é a morte do Cristo de Deus, o sacrifício supremo do Deus-homem. Em figura de semelhança à imolação de cordeiros para purificação de pecados, porém, no caso, era o Cordeiro de Deus que tira o pecado do Mundo, em um só e suficiente ato sacrificial. Na Cruz havia sido pregada a famosa placa INRI (Iesus Nazarenus Rex Iudeorun – em Latim, com o “I” substituindo o “J”, letras equivalentes nesse idioma em desuso), em português: Jesus, o Rei dos Judeus. E Ele é, de fato, o Rei de todos nós, assim espero. Com um assaltante de cada lado, vários circunstantes zombavam e blasfemavam Dele, e outros ali estavam apenas por curiosidade. Da mesma forma também os principais sacerdotes, com os escribas, anciãos e fariseus, escarnecendo, diziam: Salvou a outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! Desça agora da cruz, e creremos nele. Confiou em Deus. Livre-o agora, se de fato o ama, pois disse: Sou Filho de DeusMateus 27: 41 a 43. Por certo que a Bíblia nos conta, também, sobre a presença de alguns de Seus seguidores, entre eles a Sua mãe, Maria, e Maria Madalena, além daqueles que serviam ao Império Romano e apenas faziam seu trabalho.

Muitas outras coisas sobrenaturais e extraordinárias aconteceram em seguida a esse fatídico momento de entrega da vida de Jesus (pela salvação da Humanidade). Houve trevas em pleno dia; sepulcros foram “abertos” e os seus mortos foram vivificados, sendo vistos por muitos. Pelo verso acima ocorreu um terremoto, e o Véu do Templo se rasgou de alto a baixo, em dois pedaços. Sim, o Véu que separava o Santo dos Santos, o local mais sagrado, onde apenas entrava o Sumo-Sacerdote, uma vez por ano. E esse Véu não era o véu que conhecemos, ou seja, fino, delicado e, no geral, transparente, quase etéreo. Não. O Véu do Templo era feito de várias camadas de linho retorcido, e tinha a espessura de um punho, isto é, media de 10 a 12 centímetros. Era, portanto, mais uma cortina do que um véu. Uma cortina bem pesada, por sinal. Humanamente impossível de ser rasgada como foi. Consta que o Véu do Templo era azul, púrpura e escarlate, bordado finamente com imagens de querubins, medindo a cortina 18 metros de altura. Dizem que duas juntas de bois, por hipótese, cada qual amarrada de um lado do Véu, não podia rasgá-lo ao meio, tal era a força e a resistência de sua confecção e composição.

A questão que surge depois dessas colocações seria justamente o porquê delas. Não se trata de preencher texto ou de mera curiosidade. Não. Definitivamente, não. O motivo de se expor tudo isso tem conexão com o fato de associarmos “véu” com algo delicado, frágil e translúcido. O véu de noiva, por exemplo, é assim. Mas não o Véu do Templo, nem o “véu” que cobre os corações humanos (já explico). O véu encobre algo, essa é a sua função. Na noiva, é o seu rosto, que se vê, até. O Véu do Templo encobria o Santo dos Santos (ou Santíssimo Lugar), local mais sagrado, e restrito, que continha a Arca da Aliança. Dizem que o Sumo-Sacerdote, que lá entrava uma vez por ano, como dito, ia amarrado numa corda, visto que se morresse naquele Santo Recinto por conta de seus pecados, o único jeito de retirá-lo seria puxando a corda. Porque qualquer outra pessoa que se aventurasse a entrar no Santíssimo Lugar, morria imediatamente. A coisa era séria. A coisa é séria. Hoje em dia (depois de Jesus), a ideia de “templo” passou de “edifício, casa” para “Templo do Espírito Santo”, isto é, uma pessoa. E o Altar é o coração humano.

O coração humano está coberto para o entendimento das coisas de Deus, do Reino de Deus, com um “véu”, talvez, mais resistente que o Véu do Templo, que só Jesus é capaz de rasgar. “Nem duas juntas de bois é capaz de rasgá-lo”, só Jesus. Por isso, o maior e mais importante milagre de Deus, e eu já disse isso outras vezes, é a conversão a Deus, por Jesus, de uma pessoa. Qualquer outro milagre de Deus é temporário; a conversão é eterna. Lázaro morreu, e foi ressuscitado por Jesus. Depois, morreu de novo. O que é mais importante, pois, o episódio de ter sido ressuscitado (e de viver mais um pouco), ou sua conversão ao Rabi, que lhe deu a vida eterna? Pergunta retórica, não? É pelo coração que o homem se perde ou se acha. Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem as saídas da vidaProvérbios 4: 23. Esse coração está coberto por um véu fortíssimo e intransparente, que impede a visão e a percepção da pessoa em relação a Deus Pai. Mas, quando um deles se converte ao Senhor então o véu é-lhe retirado2 Coríntios 3: 16. A conversão de alguém a Jesus é o maior milagre de Deus. Isso só é possível graças à Paixão de Cristo, ao sacrifício do Senhor Jesus, no Gólgota. Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo2 Coríntios 3: 16. O “véu” posto sobre o coração humano o deixa na mais densa escuridão e encobre toda sorte de sujidades. “Rasgado o véu”, por Jesus, a Luz desfaz todas as obras das trevas, e expõe todas as coisas. Milagre supremo de Deus (creio).  

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