Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 25: 27

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Comer muito mel não é bom; nem é honroso procurar a própria honra” – Pv. 25: 27.

Duas frases soltas, dois ensinos diferentes, ambos importantes. No primeiro caso fica claro que a questão não é simplesmente “comer muito mel”, mas, sim, evitar os excessos. Nada que se faça em excesso é bom, nenhuma compulsão ou obsessão é boa. A moderação é o desejado, o exagero é desaconselhado. Porém, faço aqui um parêntesis que julgo pertinente, para dizer que, respeitados alguns parâmetros de bom senso e de razoabilidade, nenhum mal há em “passar um pouco da conta” vez por outra, em eventuais celebrações da vida, e que bênção por estarmos vivos e podermos celebrar! A alegria não é proibida, tampouco condenada, mas, “au contraire”, querida e esperada. Aqueles que se tolhem em relação às alegrias da vida, por “beatices”, aparências e inflexibilidades, hão de se arrepender, pois o Senhor se agrada com a felicidade de Seus filhos, e certamente Se satisfaz com a alegria e a harmonia entre Sua Criação e Suas criaturas. Outra conclusão, que não essa, desemboca na ideia de existência de um deus tirano e cruel, incompatível com a natureza e com o caráter de nosso Deus e Pai.

À vida, pois! Celebremos a vida, com responsabilidade e integridade. A felicidade nos chama, mesmo em meio a tanta barbaridade. E isso não é motivo para deixarmos de desfrutar da vida que justamente o Senhor nos dá. O Pregador em Eclesiastes já dizia que há tempo para tudo debaixo do céu. Que ninguém se prive dos momentos de felicidade e de desprendimento, nos quais há um fôlego e um grato refúgio para a rotina da existência. Precisamos todos, de vez em quando, “recarregar as baterias”. Ou Não? Ora, que ninguém se contamine com a infelicidade de pessoas julgadoras e acusadoras, geralmente hipócritas (verdadeiros “laços”), cuja “felicidade” se perfaz nos “avisos de proibido”, nas advertências e na autojustificação; cuja “alegria” é trazer pesar aos seus semelhantes: não faça isso, não toque, não prove, não vá, evite, se contenha, se prive. Não ao não, e à caretice! Um conselho honesto e desinteressado é fantástico e bem-vindo, porém, cada pessoa, em Jesus, tem o Direito de ter as próprias experiências, de errar para não errar mais, de corrigir-se, para alcançar alguma sabedoria. Mas não estamos “descobertos” em nossas “retaguardas”, visto que Senhor está e é conosco, e Ele nunca nos abandona (Isaías 49: 15). O ser humano pode nos julgar e condenar, à sua sorte, e nos virar as costas, mas para Deus Pai há coisas mais importantes ao “farisaísmo”, como nos ver felizes e mentalmente sadios. Vale o conselho, no entanto: “Comer muito mel não é bom”.

E de outra banda, “nem é honroso procurar a própria honra”. Se na primeira parte do verso o tema é a moderação, na segunda metade parece ser a humildade. Acho que não só a humildade, na verdade, pois a pessoa pode ser carente e acabar nessa conduta de procurar ser notada (por falta de humildade em reconhecer-se). Claro que existem pessoas que adoram os “holofotes”, e gostam de ser o centro das atenções. Autoestima baixa, carência, soberba, orgulho, vaidade, falta do que fazer, seja o que for, de todo modo, procurar a própria honra é obter honra sem honra. Porque a verdadeira honra traz consigo a espontaneidade e a veracidade dos “bastidores”, ou seja, quem procura a própria honra obtém para si, no máximo, lisonjas e falsidades. A verdadeira honra, aliás, vem de forma inesperada, não provocada, e ocorre por conta de algo digno e idôneo. O honrado normalmente tem honradez em seus atos, de modo que a honra em si não é o seu objetivo, mas, sim, simplesmente, ser quem ele é e fazer o que tiver de fazer. A honra é, assim, mera consequência de alguma coisa muito mais enobrecedora do que a própria honra. Sem isso, a honra (que honra não é…) fica totalmente esvaziada.

Logo, quem procura a própria honra, se assemelha ao cachorro, quando corre em círculos buscando morder o próprio rabo. Honra “fabricada” não é honra, senão autoafirmação barata, autojustificação insensata, autoenganação inapropriada. E a honra dada sem lastro a alguém é defraudação, fraude, nula. De nada vale, não tem valor. Ilude-se quem tem esse infeliz comportamento. E se a pessoa assim age porque é destituída de humildade, seja por ser orgulhosa e soberba, seja por não ter gosto de ser quem é (de si mesma) ou por precisar constantemente de “louvores” para se sentir bem, saiba que o conselho Bíblico para esses casos é bem simples: “a humildade precede e antecede a honra” (Provérbios 15: 33 e 18: 12). E tanto a moderação como a humildade são tópicos constantes nas Escrituras. Se alguém delas tem falta, não desperdice mais tempo: busque-as na Fonte, e peça misericórdia a Deus para alcançá-las. A vida é bem melhor se ambas estiverem em nós.

© Amor-Perfeito

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