Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Romanos 1: 14.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Eu sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” – Rm. 1: 14.

Paulo poderia ter facilitado e dito logo que era devedor de todos, sem exceções. Devedor até dele mesmo. Quem deve alguma coisa a alguém carrega consigo a obrigação de saldar determinada dívida, honrar o compromisso assumido. Suporta, pois, o “peso” de cumprir certo mister, e só se desvencilha disso depois de satisfeito o credor. Todo aquele que tem consciência de que deve algo a outrem, não sossega até que cumpra todas as obrigações que envolvem a dívida contraída. Verdade seja dita que a pessoa íntegra e honesta fica incomodada no caso de estar devendo algo a alguém, e faz de tudo para se livrar desse sentimento e encargo. Esforça-se para saldar a dívida e se desonerar dos ônus respectivos, sejam eles quais forem. Se não puder pagar por motivos alheios à sua vontade, apenas Deus e seu próprio coração saberão com inteireza se age com integridade ou não. E assim é.

É claro que Paulo não devia nada a ninguém, que tivesse origem mundana e corriqueira. A origem da dívida de Paulo era Jesus Cristo. Ora, primeiro ele combateu o Mestre e perseguiu Seus discípulos, e depois que Jesus lhe cobrou pessoalmente tal afronta, converteu-se de coração e alma. Passou de perseguidor a perseguido. Sofreu todo tipo de privações, dores e dissabores. Paulo ficou no “limbo” por certo tempo, visto que era tido como traidor pelos judeus e uma ameaça pelos cristãos. Nem lá nem cá as pessoas o queriam por perto e tampouco o aceitavam, pelo menos no início. O caso de Paulo deve ser visto como um exemplo de conversão dos mais extremos. A vida dele sofreu uma reviravolta, ele ficou “sem chão”, e todos os seus conceitos foram destruídos de uma só vez. Há quem diga que Paulo perseguia os cristãos por ser fariseu e porque tinha um zelo enorme pelo Senhor e pela Lei. Só não contava que Jesus era (é) o Mandatário máximo da Lei.

O pecado que antes se expiava pelas várias imolações de animais inocentes foi substituído pelo sacrifício único e suficiente do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do Mundo. João Batista testemunhou a respeito de Jesus: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!João 1: 29 – 2.ª Parte. E, de fato, Jesus se entregou por todos nós, a fim de que fôssemos salvos. E a vós outros que estáveis mortos nos vossos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele (Jesus), perdoando-nos todos os nossos delitos, havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, tirou-o do meio de nós, cravando-o na cruzColossenses 2: 13 e 14. Nós éramos devedores, mas Jesus pagou a dívida por cada um de nós. Contudo, ainda permanecemos devedores, na mesma esteira de Paulo, igualmente… “tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes”Romanos 1: 14.

Explico. O Senhor Jesus é o nosso Redentor e Salvador. Ele realmente pagou a nossa dívida para com os Céus. Logo, se Jesus pagou a nossa dívida, em tese nós passaríamos a dever a Jesus, e não mais ao credor original. Só que Jesus nos ensinou que os dois maiores Mandamentos da Lei se resumem em amar ao Senhor Deus de toda a alma e entendimento, além amar o próximo como a nós mesmos (Mateus 22: 35 a 40). Por coincidência (ou não), essa afirmação de Jesus foi Sua resposta a uma pergunta feita por um fariseu, ou seja, alguém da mesma seita de Paulo. E Jesus ainda termina o ensino dizendo que do cumprimento, por todos, desses dois Mandamentos, dependia toda a Lei e os profetas. Então, as palavras do verso-título deste texto coadunam com o fato de Paulo ser devedor de todos, no que cinge a tudo inerente à pregação do Evangelho. Se Jesus diz que devemos amar a Deus e ao próximo, em obediência à Lei e fazendo-A valer, e Ele pagou a dívida por nossos pecados, ora, por certo que tornamo-nos devedores Seus em amor, e nossa parte é fazê-Lo conhecido de todos, “tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes”Romanos 1: 14. A nossa dívida está paga, é verdade, entretanto, ainda somos devedores, uns dos outros, em Jesus. Essa é a fala (estado de espírito) de Paulo, que deve ser a nossa também.

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