Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Mateus 16: 25.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Pois aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á” – Mt. 16: 25.

O “caminho” da vida é tortuoso. Há muitas encruzilhadas, que se traduzem em escolhas, posições, rumos, opções, posturas. Tomar o “caminho” errado nem sempre é ruim, apesar da dor e das consequências que podem vir a ser faceadas, e desde que se encontre, depois, a vereda correta. Lembro-me de uma pequena parábola, não Bíblica, que dizia mais ou menos assim: um discípulo pergunta ao seu mestre: “mestre, como faço para me tornar um sábio?”, ao que lhe responde o mestre: “boas escolhas”, ao que lhe retruca o discípulo: “mas como fazer boas escolhas?”, e o mestre: “experiência”; insatisfeito ainda, o discípulo lhe faz mais uma pergunta: “e como adquirir experiência?”, assim, fechando a conversa, lhe emenda o mestre: “más escolhas”. E diga-se que até o mais sábio, por vezes, erra. Não há, pois, quem se esquive do erro e do equívoco, ainda que eventuais. Esse é o reflexo honesto da natureza humana em sua pureza, desnudada, nua.

Sábia é uma pessoa experimentada, e isso nada tem a ver com inteligência. Inteligência ajuda, sem dúvidas, mas é condição dispensável àquele que tem em si mesmo algum domínio da sabedoria, que seria (é), no meu modesto modo de ver as coisas, dom de Deus. Sobre isso, sempre me vem a lume um exemplo: tenho um querido amigo, cujo pai já falecido, conhecia a Bíblia Sagrada de ponta a ponta, mas não sabia ler nem escrever, e sua sensatez e presença de espírito eram bastante conhecidas. Outra situação bastante ilustrativa se cinge no fato de que minha família teve uma empregada doméstica, por cerca de 20 anos (ela morreu cedo, pois sua saúde era frágil), cuja sabedoria era impressionante, e ela era semianalfabeta. Como tínhamos mais ou menos a mesma idade, eu a considerava como uma irmã, e sinto muito a sua falta, como também minha família. Sua análise geral da vida e seus comentários sobre determinados assuntos ainda ecoam em todos nós, que a perdemos precocemente.

Assim é que a vida é uma sequência incessante e ininterrupta de escolhas e mais escolhas. O verso-título deste texto – palavras de Jesus, aliás – nos ensina como ganhar ou perder as nossas vidas, a partir de escolhas vitais. Assim, ser sábio é escolher o lado de Jesus, e nesse lado estão pessoas de todos os tipos. Neste grupo, todos são sábios, mas nem todos são inteligentes. Jesus nos sugere que aquele que luta para salvar a sua vida, somente com seus recursos, há de perdê-la. O contrário ocorre com aqueles que estão em Cristo, cujos ilimitados recursos vêm do Céu. Há quem pense que estar em Jesus e com Jesus é perder a vida, que deve ser vivida o máximo possível, isto é, no desfrute dos prazeres do Mundo, desgovernadamente. Vida louca, desenfreada. É um ponto de vista que deve ser respeitado, sobremaneira à vista do livre arbítrio de cada um, porém, é um caminho perigoso demais, e assaz incerto. Trilhar um caminho errado, como dito, pode até não ser uma coisa ruim, desde que seja o prenúncio de dias melhores, em Jesus. O problema está em morrer no meio do caminho, antes de alcançar a parte boa e segura. Caminho sem volta.

Há muito preconceito e ignorância em relação às coisas de Deus. À primeira vista as pessoas são tentadas a acreditar que é um caminho de sacrifícios e privações. E em certo sentido, até é. Mas isso não desmerece a opção que se faz, visto que há inúmeras contrapartidas, que compensam a maior e com folga o esforço. E há a celebre frase de que “a religião é o ópio do povo” (Karl Marx), conduzindo o pensamento do sujeito (especialmente os mais inteligentes) a ter certeza de que este (Jesus) é um caminho de fanatismo e de alienação. Ledo engano, no entanto. Primeiro porque Jesus não é religião, Jesus é Deus, em Pessoa. Quem lida e trata com Jesus, e Dele depende, lida e trata com Deus, e a Ele se entrega. Nada, absolutamente nada, a ver com religião. Segundo que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, e ninguém se achega ao Pai, senão por Ele (João 14: 6). Se entregar a Jesus é, portanto, salvar a própria vida. Não é a toa que Ele é conhecido como Salvador e Redentor dos homens. Apesar do “jogo de palavras” do verso, não se perde nada, apenas se ganha, se por amor de Jesus, a opção genuína pender para Ele. Entretanto, a questão central da coisa toda é relativamente simples: “egoversus o Criador do “ego”. E é fácil aferir quem vence esse embate.

© Amor-Perfeito

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