Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 14: 21.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O que despreza a seu vizinho peca, mas o que se compadece dos humildes é bem-aventurado” – Pv. 14: 21.

Quem é o meu/seu vizinho? O que é “vizinho”? Certamente o verso não usa a palavra na acepção mais comum, isto é, com o significado de indicar aquele que mora perto de nós, seja de forma contígua (adjacente, confinante) ou não. Na verdade, até usa, visto que o significado do verso é bem mais abrangente, logo, engloba esse também. Se recorrermos ao Dicionário, nós descobriremos várias outras conotações para “vizinho” (não tão usuais e corriqueiras), tais como: “semelhante”, “aquele que está perto de nós”, “ou que está próximo”, “ou ao redor”, “ou ao largo”, dentre outras. Desse modo, “vizinho” são todas as pessoas que conhecemos ou não, aquelas que encontramos no dia a dia (ou não), e são: os nossos parentes, amigos, conhecidos, desconhecidos e até mesmo os nossos inimigos e desafetos. Em suma, de modo absoluto: todas as pessoas vivas.

Qualquer ser humano é, pois, nosso “vizinho”. E esse raciocínio é confirmado simplesmente por um dos dois principais Mandamentos, que Jesus proferiu para os homens em resposta a uma pergunta que Lhe foi feita e, para facilitar o entendimento, seguem os dois de uma só vez: Respondeu-lha Jesus: Amarás o Senhor de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmoMateus 22: 37 a 39. E quem é o meu/seu próximo? Isso mesmo, o verso-título deste texto, acima transcrito, nos diz que é justamente o nosso “vizinho”, ou, como dito, todas as demais pessoas vivas. E alguém pode me dizer qual é a importância desse Mandamento? Dos dois Mandamentos, aliás? (Selá). O Senhor Jesus pode, e ninguém melhor do que Ele: Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetasMateus 22: 37 a 39. Simples assim. Impactante, não?

Portanto, quem despreza o seu “vizinho”, seja da maneira que for, peca. Entretanto, o verso não para por aí e continua: “mas o que se compadece dos humildes é bem-aventurado”. Fácil aferir que bem-aventurado é todo aquele que cumpre a Lei, e os dois maiores Mandamentos de Deus, claro. Porém, vamos ao Dicionário, de novo: “compadecer-se” é igual a “ter e sentir compaixão”. Compaixão é: “pesar que nos desperta a desgraça e a dor de outrem”, “”, “comiseração”, “piedade”. Esses significados todos nos mostram que o “humilde” do verso não é o antônimo de arrogante e soberbo, não. Esse “humilde” é mesmo alguém que está sofrendo alguma desventura ou tem carência de bens materiais. É o pobre e o necessitado. E isso deve despertar em nós o “pesar” acima mencionado e nos impelir à generosidade. Não basta sofrermos pelos infortúnios alheios: nós precisamos fazer coisas concretas e palpáveis, no sentido de colaborar e espalhar algum conforto aos nossos “vizinhos”. Às vezes palavras (e sorrisos, e abraços…), sim, também, mas, sobretudo, atos materiais, cuja essência é: Quem tiver bens do mundo e, vendo o seu irmão necessitado, cerrar-lhe o coração, como estará nele o amor de Deus?1 João 3: 17. Forte, não?

Bem, alguém pode ler este texto e pensar: “Ora, como eu posso ajudar todas as pessoas vivas? É impossível isso?”. Eu lhes digo, não, não é. Nesse passo, peço a ajuda da Madre Teresa de Calcutá, que certa vez disse: “Precisamos ir à procura das pessoas, porque podem ter fome de pão e de amizade”. E ela disse mais: “Se você não pode alimentar cem pessoas, alimente pelo menos uma”. Essas afirmações não são complicadas de serem postas em prática, pois o cristão nunca trabalha sozinho. A união faz a força. “Trabalho de formiguinha”. E veja: tem roupas que não usa, doe. Conhece alguém com fome, proveja o alimento, como lhe for possível. Prefere ajudar necessitados de forma anônima, dois bons exemplos: Médicos Sem Fronteiras e GRAAC. Quer “dar as caras”? Ora, busque a quem ajudar, os seus familiares, inclusive (nas palavras de Jesus – Marcos 7: 9 a 13). Então, posso dar o meu dízimo a um familiar meu? Pode, não, DEVE. Posso dar uma cesta básica a uma família pobre e tirar o dinheiro para isso do meu dízimo? Pode, não, DEVE. Posso optar por dar parte do meu dízimo, mensalmente, para o GRAAC? Pode, não, DEVE. Tudo isso e qualquer coisa, com a bênção e a orientação de Deus Pai, em Jesus. A única coisa que não se deve fazer, nesse específico assunto, é ficar sem fazer nada, cerrando o coração.

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