Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

2 Pedro 1: 16.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Não vos fizemos saber o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade” – 2 Pe. 1: 16.

Fábula é uma ficção, uma lenda, um mito, ou, ainda, uma alegoria. Em suma, ainda que a fábula encerre um ensino qualquer, especialmente no campo da moral, não é verdade “concreta” nem foi realidade, muito menos é ou foi um fato histórico. Apenas nos é possível “adaptar” o tal ensino agregando-o ao nosso cotidiano e, assim, melhorar o nosso modo de pensar e/ou agir. Pedro, discípulo de Jesus, foi testemunha ocular e viveu presencialmente muitas experiências com o Mestre. Por isso, Pedro frisa que Jesus é real, é Deus e Senhor, e não é fruto de “fábulas artificialmente compostas”. Jesus não faz parte do “imaginário” das pessoas ou do acervo literário existente. O Senhor Jesus não é uma ilusão, um “conto de fadas”, ou uma estória inventada pela criatividade humana. Não, não. Jesus é real, e Jesus é Deus.  

Pedro viu o Senhor Jesus, esteve com Ele, conviveu. E ele faz questão de nos dizer, enfatizar, que nos quer cientes do poder e da vinda de Cristo Jesus, como fato e realidade, tal qual ocorreu. Veja-se a importância e a relevância disso. Pedro fala de História, Reino de Deus, diante de seus olhos. Ele fala com paixão, emoção, com sentimento, com alma. Ele viu tudo isso. Ele e os demais discípulos viram a Majestade do Senhor Jesus. E se hoje em dia nós temos as Escrituras completas, editadas em um só tomo, Pedro e todos os demais que conheciam os Textos Sagrados de então, viram a concretização das profecias de diversos profetas, de variadas épocas distintas. A Bíblia Sagrada é uma grande Profecia, ainda com partes a se concretizar. Quem espera em Cristo e está em Cristo, espera a plenitude do Reino de Deus, que virá, e virá tão certo quanto o dia depois da noite.

Não são fábulas, pois, que sustentam a História de Jesus. Pedro e tantos outros, até descrentes, foram testemunhas oculares da Majestade do Mestre. E mesmo certo discípulo de nome Tomé. Esse seguidor de Cristo é assaz importante para nós todos, que estamos muito a frente no tempo da primeira vinda de Jesus. Tomé também esteve com Jesus e com Ele conviveu. Mas depois de Sua morte, Tomé foi acometido de severa crise de confiança, mesmo depois de muitos lhe testemunharem a respeito da Ressurreição. Disseram-lhe então os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser a mão no seu lado, de maneira nenhuma o crereiJoão 20: 25. Diz a Palavra de Deus que oito dias mais tarde o Senhor Jesus apareceu a Tomé, dentro de uma casa com as portas bem cerradas, pois que eles todos estavam com medo dos Judeus e dos Romanos. E disse-lhes Jesus: “Paz seja convosco!João 20: 26. E diretamente para Tomé, disse Jesus: … Põe aqui o teu dedo; vê as minhas mãos. Chega aqui a tua mão, e põe-na no meu lado. Não seja incrédulo, mas crenteJoão 20: 27. (Confesso que fiquei “arrepiado” ao transcrever esta última passagem e com lágrimas nos olhos).

Ora, graças a Deus pela descrença de Tomé, porque ela mexe, e mexe muito conosco. Revira o nosso âmago. Põe “em turbilhão” a nossa alma e espírito. Graças a Deus. Diante da cena, Tomé literalmente “desmonta” e clama em alta voz, com alívio e júbilo: Senhor meu e Deus meu!João 20: 28 (Lindo! Aleluia!). E Jesus lhe dá uma reposta tão forte, mas tão forte, que é impossível não nos “virar do avesso”: … Porque me viste, creste. Bem-aventurados os que não viram, e creramJoão 20: 29. E esses que não viram, e creram, somos nós agora, cerca de 2.000 anos depois. E Jesus nos diz que nós somos Bem-aventurados. Há momentos de sofrimento e de desespero na vida, alguns incalculáveis a quem não os experimenta em si mesmo. É normal que haja “altos e baixos” em qualquer existência. E isso inclui a nossa crença em Jesus. Por vezes, confiamos, noutras desconfiamos, ou confiamos menos. Oscilar, nesse sentido, não é pecado. Podemos confiar integralmente, de outra sorte, na legitimidade das Escrituras Sagradas, que nos revelam o Senhor Jesus: Acima de tudo, lembrai-vos de que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Pois a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens santos da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo2 Pedro 1: 20/21. Jesus é real, não é fábula. Jesus está conosco, Deus conosco, Emanuel. Na dúvida (e ela vem mesmo vez por outra), “desmonte” como Tomé, e clame a Jesus: Senhor meu e Deus meu!João 20: 28. Crente, e não descrente. Fé!

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