Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

1 Pedro 2: 24.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; pelas suas feridas fostes sarados” – 1 Pe. 2: 24.

Li em alguma mensagem cristã a respeito da importância da Cruz de Cristo para os cristãos. Inegavelmente é um marcante símbolo do Cristianismo (disso não há quem duvide, acho…). Embora, talvez, em alguns lugares e para algumas pessoas, a Cruz de Jesus seja negligenciada e seja frequentemente desvalorizada, no sentido de significado e de entendimento. E em outra ocasião, desta feita em um livro, li que Jesus, ao se expor entre nós como homem, fez tudo ao contrário do que se esperava do Messias. As esperanças eram humanas, por isso o “tudo ao contrário”. Nós sabemos, porém, que Jesus foi perfeito em tudo o que fez, sua atuação foi impecável entre os homens, aliás, Ele foi o único ser humano sem pecado. Especialmente porque Jesus é Deus.

Ora, o Messias de Deus viria como um libertador e salvador, e tinha-se em mente, na época, ou como contexto, a opressão romana. Por lógica, o Messias deveria livrar a nação do jugo e do domínio de Roma. Mas com Jesus a lógica é outra. Isso nem sempre agrada aos homens: a lógica de Deus. A própria Bíblia Sagrada nos ensina, trocando em miúdos, que a lógica, e/ou a sabedoria, e/ou os planos de Deus, são “loucura” para os homens, mas redenção e consolo aos que creem. Uma pessoa que não tem em si mesma o Espírito Santo de Deus, não entende patavina do Evangelho. Não alcança os “altos voos” do raciocínio do Senhor, Todo-Poderoso. E “alçar voo” com Deus não é ir aos Céus, mas aceitá-Lo como Senhor e Salvador, por intermédio de Seu Filho, Jesus. Isso faz a pessoa ter dentro de si o Espírito Santo. 

O que o Senhor Jesus fez foi nos livrar do pecado, que nos separava de Deus Pai e, além disso, Ele nos livra de nós mesmos e de nossas concupiscências e deficiências. Para tanto, Jesus usava o amor, não a força. O Mestre usava as palavras, não as armas. Ele não convencia ninguém, não, de outra sorte, Ele causava reflexão nas pessoas, Ele abria os “olhos do entendimento” dos Seus circunstantes e seguidores. O Rabi era simples, humilde e manso de coração, nunca escreveu um livro, não tinha bens materiais, vestia-Se sobriamente, não era poderoso à vista dos padrões humanos. Sequer tinha boa aparência, segundo as Escrituras (Isaías 53: 1 a 3). Enfim, Ele era uma pessoa “sem atrativos correntes” (talvez, mundanos…) a qualquer outro homem. Os nossos valores naturais nos levam por certo caminho pela vida, porém, se atentarmos para o Senhor Jesus e Seus ensinos, tudo se modifica radicalmente.

A “Revolução” de Jesus não é temporal, ou provisória. O livramento do Mestre não é material (até é, às vezes, mas isso é sempre um efeito secundário de uma “causa” maior). A intervenção do Cristo de Deus nos nossos caminhos, não é uma ou mais “benesses” a serem “utilizadas” em prol de nossos interesses particulares, nesta vida (1 Coríntios 15: 19). A entrega de Jesus na Cruz é um ato definitivo, acabado, impactante, ponto. Olhar para a Cruz de Cristo é olhar para o maior sacrifício já feito na História da Humanidade. O pano de fundo desse sacrifício é o amor de Deus pelos homens. Há quem “use” esse amor, fazendo vãs promessas, em busca de benefícios próprios (Colossenses 2: 8), de inúteis barganhas e de pretensa prosperidade (Lucas 12: 13 a 34), de força e revide contra inimigos ou desafetos (Lucas 9: 51 a 56), de superioridade (Mateus 20: 20 a 28), e por aí vai, a lista é longa.

Contudo, quem já viveu, ou melhor, vive isso (tem em si mesmo o Espírito Santo), sabe que a reviravolta na vida de qualquer pessoa, que Jesus causa, é interna e espiritual. Questão de essência, de âmago. Nesse passo, Ele cumpre integralmente a Sua bendita “função” de Messias, o Cristo Santo de Deus. Ora, Jesus sofreu por nós “o castigo que nos traz a paz” (Isaías 53: 4 a 12), e “quitou a nossa dívida” perante os homens e o Mundo Espiritual (Colossenses 2: 10 a 15). Tudo isso pela Cruz. Uma só vez. O Madeiro é a nossa redenção. Só há lógica nisso para quem crê; porém, quem crê, jamais deve se esquecer disso. E que cada um carregue a sua cruz e O siga, em paz e com serenidade. Por vezes, resignado, outras tantas, em renúncia… Mas sempre ciente de que Deus é bom. Uma das promessas mais lindas do Senhor é a que Ele nos promete enxugar todas as nossas lágrimas (Apocalipse 21: 4). Com fé no coração e adiante, pois! Como já dizia certo pastor, homem de Deus, idôneo: Fé na tábua! Que nenhum de nós jamais se esqueça do extremo significado da Cruz de Cristo Jesus. Jamais se esqueça… Que o amor prevaleça… E que assim seja.

© Amor-Perfeito

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