Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Salmo 44: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Não confio no meu arco, nem a minha espada me traz vitória” – Sl. 44: 6.

Na época do verso, o arco e a espada eram os principais instrumentos de guerra à disposição das pessoas. Porém, no verso, ambas as armas são utilizadas como metáforas, a nos dizer que a vitória vem de Deus, e não da “força de nossos braços”. O arco, para ferir o inimigo à distância, e a espada, no combate corpo a corpo, eram imprescindíveis naquele tempo, para a obtenção do triunfo em qualquer peleja. Por conta disso Davi as utilizou ao escrever o seu Salmo, mas esta frase em particular, “saiu” mais como um provérbio (e, também, como poesia que é). Outra boa metáfora, esta moderna e atual, é se referir à Bíblia Sagrada como “espada”, e àquele que maneja bem a Palavra de Deus como um “bom soldado” (do Exército de Deus), pessoa prudente e experimentada, sábia e sensata, destra na “guerra” (espiritual) e prevenida na vida.                                                                                                

Acho que todos nós haveremos de concordar que enfrentar a vida não é tarefa fácil. Há muitos obstáculos e percalços pelo “caminho”. Devemos lidar com erros e acertos o tempo todo, visto que viver é tomar decisões todo o tempo, a cada instante. Por isso os bons conselhos são absolutamente bem-vindos, e não vale aquela máxima pela qual se diz que “se conselho fosse bom, não se dava, vendia”. Não é este o caso da situação que analisamos, pois que os conselhos e admoestações de Deus são gratuitos, e estão à disposição de qualquer um que tenha o desejo de conhecê-los. E, geralmente, toda pessoa que se converte acaba por ganhar a sua primeira Bíblia, não é fato? Brincadeiras à parte, toda sabedoria vem de Deus Pai, que a dá prazerosamente, sem fazer acepção de pessoas. Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e não censura, e ser-lhe-á dadaTiago 1: 5

Assim que provérbio e metáfora formam uma “boa dupla”, ou combinação, a fim de nos proporcionarem sabedoria. De fato, a junção das duas coisas forma uma sentença curta, que contém em si mesma um ensinamento útil e, ao mesmo tempo, curioso, isto é, que “prende”, “chama” a atenção de quem a lê ou ouve. É algo como “olhar através das palavras”, “enxergar o que está oculto”, “ver por detrás, além, do que foi dito ou escrito”. O significado não é, pois, literal, como bem se pode notar, e causa imediata reflexão. Sem reflexão não há entendimento. E sem entendimento a sabedoria não tem valor. A falta de sabedoria, por sua vez, é o pior estado intelectual de consciência de um ser humano. Entretanto, não se confunda sabedoria com inteligência, visto que são coisas bastante distintas. Inteligência é inerente ao ser humano (não se fala aqui de grau ou medida), e também pode ser desenvolvida mediante esforço; sabedoria, como dito acima, vem de Deus.

E é preciso ter sabedoria para ler e entender as “profundezas” e a “grandeza” do verso em apreço, vez que há no planeta milhares, talvez, milhões de pessoas extremamente inteligentes, que simplesmente não reúnem condições em si mesmas para entendê-lo. Porque não reconhecem o poder e a soberania de Deus. O Senhor está “fora da órbita”, do alcance, de seus entendimentos, apesar do privilegiado intelecto que têm (dom de Deus, aliás). Às vezes, portanto, o fato de alguém ser muito inteligente termina por lhe atrapalhar e, no fim, ainda, o mata (morte espiritual). Assemelha-se este ao “louco” na Parábola do Rico Insensato (Lucas 12: 13 a 20). Contudo, certo é que não é necessário ser rico para ser insensato. No caso, ser insensato é não reconhecer a própria fragilidade humana e a efemeridade da carne (corpo humano). Assim, para dar bom exemplo, tudo o que eu sou e tudo o que eu tenho, eu sei e tenho a mais profunda convicção de que sou e tenho por que Deus Pai assim o permitiu. Não foi meu “arco” nem a minha “espada” que me deram e dão as “vitórias” nas minhas “batalhas” diárias e de vida, mas o Senhor, Deus Todo-Poderoso, Altíssimo. Tampouco é o meu “braço” ou a minha “fortaleza” que me sustentam nos meus infortúnios, mas o Poder, a Graça e a Misericórdia de Deus, que é Pai. Com tantos provérbios e metáforas, espero eu, em Jesus, que todas as pessoas que vierem a ler este texto (ou não) passem a reconhecer de Onde vêm a sua força, bens, dons e destrezas…

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