Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

1 Samuel 25: 11.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Tomaria eu o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores, e o daria a homens que não sei de onde vêm?” – 1 Sm. 25: 11.

Davi, na época em que era fugitivo da ira de Saul, então Rei de Israel, que o queria morto, acampou nas cercanias do Deserto de Parã. Havia muita gente com Davi (conforme nos informa o relato Bíblico), e esse episódio ocorreu logo depois da morte do profeta Samuel. Esse deserto era uma região montanhosa, erma e despovoada, conhecida por “Região das Cavernas”. Perto dali havia uma cidade da Herança de Judá, chamada Maom, onde vivia um homem abastado, muito rico, cujo nome era Nabal, a quem Davi enviou 10 de seus moços, pedindo-lhe ajuda em víveres. O verso acima transcrito é parte da rude resposta de Nabal a Davi.

Era tempo da tosquia, e Nabal possuía muitas ovelhas, além de cabras e outros animais. Nos apriscos de Nabal, pois, em Maom, estavam seus tosquiadores fazendo o trabalho de tosa e, por consequência, deixando-o mais abastado. Antes disso, porém, no entorno de Maom, nas fronteiras com o Deserto de Parã, estiveram os pastores de Nabal com suas ovelhas, entre Davi e seus homens, sendo que estes serviram de “muro” aos primeiros, protegendo-os, e aos rebanhos. Pacificamente conviveram entre si, enquanto nas ovelhas a lã crescia e se acumulava (1 Samuel 25: 14 e 17). Os interesses de Nabal em relação à preservação de seu patrimônio haviam sido, portanto, de forma gratuita, preenchidos e protegidos pela situação. Pouco lhe custaria fazer o bem a Davi e a seu povo, visto que era ele homem próspero e abençoado. Contudo, a Bíblia Sagrada nos conta que Nabal era duro de coração e maligno em suas ações, “filho de Belial” (que pode ser traduzido por “filho da indignidade” ou “filho da perversidade”). Enfim, Nabal era um ser humano execrável, sórdido, ruim, mal; e arrogante e soberbo, por conta de seu poder e riqueza.

Faltava a Nabal duas virtudes indispensáveis a qualquer pessoa: humildade e generosidade. Nele não havia nenhum traço de bondade. Essa é a primeira lição que extraímos do verso: se acaso algum dia melhorarmos de situação e/ou de vida, mantenhamos nosso íntimo equilibrado na humildade e sejamos generosos; aos já ricos, por evidência, ajam assim. Que o dinheiro jamais mude a nossa essência em Cristo, e “ofusque” o Senhor em nossas vidas, fazendo-nos “deuses”. Aliás, a tradução do nome hebraico “Nabal” quer dizer “Sem Juízo”, e é mesmo sem juízo, estulto e louco, todo aquele que pauta sua vida tendo Nabal como paradigma. Nabal se livrou de ser morto por Davi, dada a afronta recebida, porque Abigail (mulher de Nabal) interveio com sucesso (1 Samuel 25: 18 a 35), e salvou-lhe de ser traspassado por espada. Conta-nos a Palavra de Deus que quando Nabal soube por Abigail o risco de vida que correra, ficou amortecido de medo e terror, mas não se arrependeu (1 Samuel 25: 36 e 37). Dez dias depois desse fato, pela Justiça Divina, Nabal morreu, e com ele se foi toda a sua pretensa glória, pompa e importância (1 Samuel 25: 38). Essa é outra lição a ser aprendida neste texto: a Justiça de Deus não falha.

De todo modo, pelo verso, Nabal dá a entender que não conhecia Davi e seus homens, o que não corresponde à verdade (ele até o chamou de “filho de Jessé, o Belemita” –1 Samuel 25: 10). Davi era conhecido e famoso por seus feitos, em todas as redondezas, desde a peleja com o gigante Golias (1 Samuel 17: 1 a 58). Todos o conheciam, como homem de guerra e valoroso (1 Samuel 21: 11). Nabal conhecia Davi e sabia quem o acompanhava (1 Samuel 22: 1 e 2). Sabia que Saul estava em seu rastro, e o queria morto (1 Samuel 18: 7 a 9), por despeito e inveja. Ele, Nabal, deliberadamente, pela maldade e dureza de seu coração (e loucura – imagine-se a prepotência de alguém em desafiar Davi) desprezou a Davi, mas sua afronta maior foi ao Senhor, que o castigou, ao negar auxílio a quem dele precisava, estando em suas mãos os meios para fazê-lo. Quando alguém despreza a fome ou as necessidades alheias, mesmo que não conheça a pessoa necessitada, corre o risco de afrontá-Lo, antes de tudo, e de ser alvo da Justiça de Deus. Bondade, generosidade, humildade, e todas as boas virtudes, devem sempre acompanhar àqueles que conhecem o amor de Deus, por Jesus. Outras atitudes, diferentes destas, que deem azo ao mal, fazem de nós pessoas sem juízo. Nabal (“Sem Juízo”) era sem juízo, não ouvia ninguém, e teve uma vida vazia (era “amo” e não tinha amigos, apenas asseclas e serviçais, pelo poder das riquezas que possuía). E por fim, no fim, um amargo fim.

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