Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Criado-Mudo (O Homem que Calculava)

“Um grande livro deveria deixar você com muitas experiências e um pouco exausto no final. Você vive muitas vidas enquanto lê” – William Styron.

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Livro recomendado: “O HOMEM QUE CALCULAVA” – Malba Tahan. Editora Record, 86.ª Edição – 2014 (301 Páginas).

Um pouco sobre o livro: já disse em outra ocasião que eu sempre peço a Deus que faça os livros certos passarem pela minha vida. Bem, este é um caso clássico disso. Logo de início já falo sobre o fim da estória: este livro tem um final inusitado (mas, claro, não vou contá-lo…). Tanto que só decidi recomendá-lo no fim da leitura, graças ao maravilhoso desfecho. Precisei vencer alguns preconceitos (confesso), visto que quase toda a narrativa se passa com ênfase na Cultura Árabe, sob influência do Islã. Porém, uma das primeiras afirmações do autor é a de que Deus é único, sendo que Judeus, Cristãos e Muçulmanos cultuam o mesmo Deus, apesar das diferenças. Aliás, sobre o autor, que escrevia sob o pseudônimo de Malba Tahan, ele é brasileiro (carioca) e seu nome é Júlio César de Melo e Sousa (1895-1974). Foi  professor, educador, pedagogo, conferencista, matemático e escritor. E estudou a fundo a cultura e língua árabes. 

Por causa dele aprendi que o nome de Jesus aparece 19 vezes no Alcorão. Também conheci muitos aspectos positivos da Cultura Árabe, que certamente me engrandeceram. E pude perceber também, apesar de que já tinha alguma ideia, que há muitas coincidências entre os homens e suas crenças. Um bom exemplo das “coincidências” vem de uma expressão árabe bem conhecida: “Inch’Allah!”, o mesmo que “Oxalá!”, encontrada na Bíblia Sagrada, que quer dizer “Queira Deus!”. Outra situação incrível ocorre com as preces que os muçulmanos fazem cinco vezes por dia. Consta que cada prece é dedicada para uma figura de relevo para o Islã, cujos nomes aparecem no Alcorão, e são eles: Adão, Abraão, Jonas, Moisés e Jesus (sim, Jesus!). Assim, a obra é muito rica em aspectos de tolerância religiosa, filosofia, história, natureza humana, costumes, tradições, literatura e ciências, especialmente, claro, a Matemática, pois os problemas apresentados e solucionados por Beremiz (O Homem que Calculava) são surpreendentes e interessantes. Consta que o livro foi escrito (ou publicado) em 1938. Existem muitas curiosidades a respeito de Malba Tahan, que podem ser pesquisadas depois, mas uma que me chamou a atenção foi justamente sobre o pseudônimo. Malba, por ser o nome de um povoado no sul da Arábia; e Tahan, por significar “Moleiro”, ou “aquele que prepara o trigo”. Ou será Aquele que prepara o trigo? Enfim, leia este livro: você vai se surpreender, em Jesus. 

© Amor-Perfeito

P.S.: Assim como sugeri com a obra de Rubem Alves, dias atrás, diante da aproximação do Natal, aproveitem o livro “O Homem que Calculava” como opção para presentear alguém. Um belo presente para qualquer pessoa, em todos os sentidos, dado o seu profundo conteúdo!

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