Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Gálatas 5: 1.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres. Estai, pois, firmes e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da escravidão” – Gl. 5: 1.

Qualquer tipo de escravidão é prática odiosa e situação que deve ser combatida a todo custo. A sujeição forçada de um ser humano a outro ainda existe pelo Mundo, certamente, mas não é como era no passado, isto é, algo “normal”, aceito e corriqueiro. Entretanto, com o passar do tempo, o conceito da palavra “escravidão” ganhou amplitude, passando a representar outras formas de se estar preso a alguma condição ou circunstância. A servidão imposta pela força de um homem em relação a outro, com sentido de posse e propriedade, está mais para “escravatura”, sendo esta um subtipo daquela. Nos nossos dias o termo “escravidão” é utilizado “lato sensu”, com fins de designar estados diversos da “escravatura”, “stricto sensu”.

O verso em apreço sugere que nós éramos escravos e Jesus nos teria libertado para que fôssemos livres. Trata-se da mais pura verdade, porém, tal verdade precisa ser entendida a contento. Em primeiro lugar, a “escravidão” do verso não é a forma de escravidão definida aqui como “escravatura”, isso é certo. Para dar exemplos, bastante comuns até, a pessoa pode ser escrava das drogas, ou de sexo, de outra pessoa de alguma forma, do trabalho, de sua personalidade, da busca pela beleza, e por aí vai. E uma das escravidões mais tristes e lamentáveis é a religiosa, visto que pessoas mal-intencionadas subjugam psicologicamente seus semelhantes e os põem em situação de nefasto jugo e serviço. E os espoliam, em todos os significados do verbo “espoliar”.

Eu, particularmente, entendo que o Senhor Jesus nos livra das armadilhas e dos engodos da religiosidade. Isso envolve também os nossos inevitáveis contatos e encontros com os “religiosos de plantão” (“fariseus”), “beatos” (“seres perfeitos”…) e com os “estelionatários da fé” (muitos deles “televisivos”…). Por certo que o Mestre nos ajuda com as nossas compulsões e vícios, mas a real liberdade está em poder amá-Lo e cultuá-Lo livremente, sem as maluquices e invencionices de certas doutrinas, que certos líderes religiosos apregoam e impõem por aí a seus seguidores e circunstantes ocasionais. Em Cristo Jesus a coisa toda fica (deve ser) sem peso e com a máxima leveza, com toda a naturalidade. Certo pastor, homem de Deus genuíno e honesto, costuma dizer que essas pessoas (chamo-as de “iluminados”) se utilizam do medo, da culpa e da ganância para enredar as pessoas em suas tramas malignas de poder, riqueza e fama/audiência (eles geralmente adoram os “holofotes” e os “paparicos”…).

Depois de muito “bater a cabeça” com essas coisas, finalmente me vi livre em Jesus, com a Graça de Deus. Levou um tempo considerável até que eu atingisse esse patamar em Cristo. Não foi fácil a caminhada, mas valeu a pena. Conheci muita gente nessa “andança cristã”, gente boa e gente ruim, gente livre e gente aprisionada (escravos), gente íntegra e gente desonesta, enfim, todas as gentes. Aprendi, no entanto, que ninguém é totalmente livre, e isso faz parte da vida de cada um. Somos “escravos” do nosso corpo, da genética, da família, das leis e dos sistemas dos homens, dos espaços alheios, de nossa inteligência, de nossa economia doméstica, de várias outras coisas e situações. Mas ser livre em Jesus é uma das maiores bênçãos do ser humano, visto que nós podemos ser nós mesmos diante de Deus, sem “maquiagem” alguma, sem subterfúgios. O Senhor nos aceita assim, como somos, e nos ajuda a tocar as nossas vidas, sem artifícios religiosos. Ele nos corrige com amor e sem tirania, Ele é Pai. Essa é a liberdade do verso, sem medo, sem culpa, sem ganância, em Jesus, e sem volta.

© Amor-Perfeito

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