Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

João 1: 34.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Eu vi e testifico que este é o Filho de Deus” – Jo. 1: 34.

Essas são palavras de João Batista, a respeito de Jesus Cristo. João viu o Mestre com seus próprios olhos, e deu testemunho sobre o fato de que Jesus era, em verdade, quem dizia ser, ou seja, o Messias e Filho de Deus. Eu não sei se nos nossos dias alguém literalmente viu o Senhor Jesus; não conheço nenhuma história nesse particular e específico ponto. Entretanto, considerando o Poder e a Soberania de Deus, não acho isso algo impossível de ocorrer (Jesus aparecer a alguém). Seria um evento fora do normal e muito exclusivo, certamente, e eu não faço ideia de quais seriam as condições para que tal cena maravilhosa viesse a ser, de fato, concretizada. De todo modo, pelo meu entendimento seria algo extremo, fora de série, fantástico. Um milagre!

Contudo, para que a pessoa identifique Jesus como Filho de Deus em seu íntimo, não é preciso ver o Mestre com seus próprios olhos. E esse não é um pensamento meu, mas afirmação textual de Jesus, proferida em meio ao famoso episódio com Tomé, um dos discípulos: Então Jesus lhe disse: Porque me viste, creste. Bem-aventurados os que não viram, e creramJoão 20: 29. Assim é que, a certa altura da vida, surge alguém e nos apresenta a Jesus. Conquanto existam por certo as mais variadas reações nessa situação, imagino que a maioria receba isso com um misto de curiosidade e de desconfiança. Curiosidade por algo novo e inusitado, e desconfiança porque é natural do ser humano não ser assim tão crédulo, logo na primeira impressão e/ou contato.  

E aqui há aqueles que dizem que o fato de ouvir falar de Jesus é como o depósito de uma semente no solo: sua eclosão leva tempo e boa parte do processo ocorre fora de nossas vistas, no seio da terra, no âmago das pessoas. Completam esse pensamento dizendo que “a Palavra não volta vazia”, e coisa e tal. Tudo bem, não vejo nada de errado nisso. Não há quem diga tal coisa por mal intento, creio, especialmente porque o Fiador é Deus e Seu Santo Espírito. Daí, se a pessoa “vence” as suas desconfianças iniciais, e investe tempo em reflexões voltadas ao Reino de Deus, o Senhor Se mostra a ela, Se deixa conhecer, inevitavelmente. (Esse é o meu modo de dizer: “Eu vi e testifico que este é o Filho de Deus”).

Claro que aqui há um “jogo de palavras” entre “ver” e “enxergar”, e nós precisamos delinear bem essa diferença. Tomemos o “ver” com sentido literal. Como dito acima, “ver” o Senhor Jesus, fisicamente, talvez seja algo fora de nosso alcance; e se acontecer com alguém, certamente todos concordam que é ocasião anormal e miraculosa. Já “enxergar” é algo que extrapola o simples ato de ver, e está ligado a ter uma percepção mais acurada e profunda de alguma coisa, além do ordinário. Nesse passo, ver não quer dizer “enxergar”, e o ato de “enxergar” não significa ver. Quem “enxerga” as coisas de Deus pouco ou nada vê (com seus olhos), porém, tem dentro de si provas cabais daquilo que não vê, mas “enxerga” (com profundidade, convicção e alto grau de certeza). Isso tudo é loucura para os homens, mas para aquele que crê, é o Poder de Deus, simplesmente. Pois a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós que somos salvos, é o poder de Deus1 Coríntios 1: 18. Bem-aventurados, pois, são todos os que O “enxergam”, apesar de não O verem, Jesus Cristo, o Justo de Deus. Ele é Emanuel – Deus conosco – sempre ao nosso lado.

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